Capítulo 4

O ar na casa de chá estava parado, denso, quase palpável. A fumaça aromática das infusões parecia se formar em nuvens preguiçosas sob o teto alto do salão, misturando hortelã, camomila, erva-doce, alecrim e uma dúzia de outras plantas que Elliot conseguiria identificar de olhos fechados — o que, considerando sua miopia, talvez fosse até mais seguro.

A umidade também parecia aumentar, criando um calor suave, envolvente. Mas aquilo não era desagradável. Pelo contrário. Era muito parecido com se enfiar debaixo de um cobertor em um dia frio: abraçava, aquecia e dava a ilusão de que o mundo lá fora não existia. Talvez fosse por isso que as pessoas vinham até ali, pediam chá, se empanturravam de bolinhos e biscoitos e ficavam mais tempo do que pretendiam.

Era um ciclo de retroalimentação perfeito: quanto mais clientes chegavam, mais pedidos de chá eram feitos; quanto mais pedidos de chá eram feitos, mais chaleiras apitavam; quanto mais chaleiras apitavam, mais o ar ficava quente de vapor, aroma e calor humano. No fim, estava criado aquele microambiente típico da casa de chá da vovó: meio estufa, meio abraço, meio armadilha social para introvertidos.

— Então, você contou a ela ou não? Porque a vovó parece bem calma, considerando com quem você passou uma noite ardente e selvagem... — disse Marcus, enquanto entregava sorrateiramente um biscoito a Orso.

Não era o grande cookie que o rapaz mastigava com prazer obsceno, claro. Era um petisco felino comprado especialmente para o gato, que, sentado sobre a bancada, se empanturrava com a dignidade de um rei mimado e a circunferência de uma almofada com patas.

Elliot sentiu o calor subir às bochechas — nada relacionado ao ambiente, vale notar. Ele olhou para os lados, procurando a avó, já imaginando a senhora se materializando ao seu lado com os olhos brilhando de curiosidade.

"Quem é o Romeu? Você não me disse o nome, Elliot! Quem é ele?"

De fato, Elliot estava evitando aquele assunto com ela. E queria continuar evitando. Se possível, por toda a eternidade. Até o fim do mundo. Até o planeta ser engolido por um buraco negro formado pela morte do sol. Mesmo ali, suspenso no vazio cósmico, Elliot ainda estaria dizendo: "Não é nada, vovó, só uma pessoa qualquer".

Mas sua avó estava feliz, tagarelando em uma das mesas enquanto servia chá.

— Aqui está, bom apetite! — disse Elliot, entregando rapidamente um cupcake a um cliente antes de lançar um olhar irritado para Marcus.

Marcus apenas sorriu e deu outra mordida no cookie.

— O quê? — perguntou, dando de ombros. — Eu tinha que perguntar.

— Não, ela não sabe — respondeu Elliot, rápido. — E ela não deve saber, ouviu bem?

Ele apontou para o amigo com uma colher de chá pequena, reluzente e absolutamente nada ameaçadora. Era difícil impor autoridade quando sua arma parecia ter sido escolhida por uma fada confeiteira.

Marcus levantou as mãos em um sinal de rendição cômica.

— Por mim, ela não vai saber. Eu não sou o cara que sai tagarelando sobre a vida sexual do melhor amigo. Na-na-ni-na-não. Isso está no brocode, capítulo um, parágrafo um: "Não fofocarás sobre a vida tórrida e sexual, ainda que ínfima, de teu melhor amigo, em respeito ao excesso de sensibilidade e vergonha que tal amigo parece carregar na alma".

Ele disse aquilo em um tom tão solene que, por um segundo, quase pareceu real.

Quase.

— Nossa, obrigado — respondeu Elliot, seco. — Ainda mais porque, se alguém descobrisse com quem eu passei a noite e eu entrasse em encrenca... você cairia comigo.

Enquanto falava, separava algumas folhas secas para preparar um chá. Nada de saquinhos prontos e perfeitamente embalados, não na casa de chá de sua avó. Ali, trabalhavam com produtos naturais, retirados dos diversos potes dispostos nas estantes atrás da bancada, dos vasos espalhados pelo salão e das plantas que cresciam em cantos estratégicos — algumas em cantos menos estratégicos também, como a hortelã que insistia em invadir o rodapé. Era charmoso, artesanal e levemente perigoso, considerando que Elliot já confundira malva com hortelã uma vez e quase servira um chá com gosto de pomada.

Marcus parou com a boca aberta no meio de uma mordida. Os lábios formaram um pequeno "O" antes de se fecharem subitamente.

— Por que eu cairia junto? O que eu fiz? — A voz dele subiu um tom agudo.

— Foi você que escolheu o bar!

— Ora, sim... — Marcus deu de ombros, voltando a comer. Respondeu de boca cheia, fazendo farelos escaparem. — Eu tive que escolher um bar que não fosse no bairro onde os druidas costumam ir.

Elliot assentiu de leve.

Sim, aquilo tinha sido algo positivo a se considerar depois de ter bombado na apresentação do Conclave. Ele queria afogar as mágoas — com álcool, quase literalmente. O que, obviamente, resultaria nele fazendo idiotices bêbadas. E essas idiotices, por sua vez, poderiam resultar em uma humilhação pública. Era bom fazer isso longe dos olhos de outros druidas, que já possuíam um repertório grande o suficiente de falhas de Elliot para usar contra ele. Não precisavam aumentar aquele repertório. Elliot só queria relaxar, esquecer e ter liberdade de parecer idiota sem ser julgado.

— Mas poderíamos ter ido ao Lua Bêbada, como fomos nas outras vezes. Não sei por que fomos em um bar em que feiticeiros poderiam aparecer... — começou Elliot, colocando uma xícara de chá quente e um pedaço de torta de morango, fresca e igualmente quente, sobre uma bandeja de metal meio envelhecida, do tipo que sua avó chamava de vintage e Elliot chamava de "possível fonte de tétano com valor sentimental".

Um cliente veio pegar a bandeja com certa pressa.

— Não! Não podemos ir ao Lua Bêbada! — Marcus falou rápido demais.

O cliente quase deixou a bandeja cair, e Elliot sorriu de imediato, em pedido silencioso de desculpas.

O ruivo voltou o olhar para o amigo e o viu corado. A pele morena de Marcus tinha adquirido um tom avermelhado leve nas bochechas e até no pescoço. Seus olhos castanhos, quase cor de mel, fugiram para o cookie como se o biscoito guardasse respostas sagradas. Parte do rosto ficou escondida pelos cachos castanho-claros que caíam sobre sua testa, bagunçados de um jeito natural demais para alguém que jurava "não se importar com aparência".

Marcus era bonito daquele modo irritante de quem não fazia esforço: ombros largos, sorriso fácil, corpo firme de quem vinha de uma família de lobisomens, e uma expressão sempre meio entre "vou te proteger" e "vou fazer uma péssima escolha por diversão".

— O quê? — Elliot perguntou, agora meio preocupado. — Aconteceu alguma coisa no bar?

— Ah, eu soube que tem um barman novo... Uma graça. Um vampiro.

Uma garota se meteu na conversa.

Abigail surgiu ao lado da bancada como se tivesse se materializado a partir de uma sombra bem vestida. Tinha cabelos longos e negros, lisos o bastante para parecerem uma cortina dramática, e usava uma roupa igualmente preta: camisa com estampa de caveiras, saia escura, meias cinzentas e coturnos que faziam pouco barulho demais para alguém tão intrometida. Brincos e colares com luas, estrelas e pequenos pingentes prateados reluziam sobre o tecido escuro. O batom vermelho destacava ainda mais sua pele alva — alva até demais.

Algumas pessoas poderiam pensar que havia nela algum quê sobrenatural.

Mas não. Abigail era a humana mais humana dali. Só tinha escolhido parecer uma entidade noturna por motivos estéticos.

— Vampiro? Em um bar de lobisomens? — Elliot questionou, erguendo uma sobrancelha.

— Abigail... — Marcus começou, agora, se possível, ainda mais corado. — Estamos tendo uma conversa particular aqui. Entre meu bro Elliot e eu. Não é muito educado entrar assim, sabe? Nada educado!

Abigail sorriu. O sorriso ficou ainda mais evidente por causa do batom vermelho.

— Pois é, um vampiro em um bar de lobisomens. Parece que ele é meio diferentão... E o Marcus aqui...

Ela cutucou o referido Marcus, que rosnou. Ou tentou rosnar. Falhou.

Marcus pertencia a uma alcateia de lobisomens, nascido em uma família desses seres eventualmente peludos, mas era o membro raro: aquele que não se transformava. Ainda assim, às vezes tentava usar o rosnado como ferramenta de intimidação. O resultado costumava lembrar mais um cachorro ofendido porque alguém mexeu na tigela dele.

— Eu não tenho um crush nele! — disse Marcus rapidamente, voltando a comer e enfiando o cookie inteiro na boca.

Abigail se encostou na bancada e começou a fazer carinho em Orso, que aceitou a atenção com a nobreza de um imperador gordo.

— Eu nem falei nada disso, Marcus. Você falou por si só.

— E a Marina sabe disso? O resto da alcateia? Oh... Eles devem ficar bem animados. Me recordo do último quase namorado que você teve — disse Elliot, tentando não rir da expressão de desespero do melhor amigo.

A alcateia de Marcus podia ser um pouquinho superprotetora. Marina, a irmã mais velha e alfa atual, era extremamente protetora. Isso incluía longos interrogatórios, perseguições nada discretas ao possível candidato ao coração do irmão caçula e outras atitudes que assustariam qualquer pretendente minimamente sensato. Sem contar que um grupo de lobos raivosos e protetores podia assustar qualquer um.

— Não tem nada acontecendo — Marcus disse, rápido. — Nadica. O cara nem sabe que eu existo e... vamos evitar o drama, sim? Então, Lua Bêbada está cortado das nossas noitadas por enquanto.

— Por quanto tempo? — Abigail provocou. — Até você tomar coragem, confessar e...

— Aby... por que você está aqui mesmo? — rosnou Marcus.

Agora foi quase um rosnado real.

— Ah, vim pegar o pedido da mesa quatro e entregar a comanda da mesa um — respondeu ela, piscando para Elliot. — Esqueceu que sou garçonete aqui, Marquito? E, aliás, Elliot, espero que tenha cortado relações com "você-sabe-quem". Assim, não temos que nos preocupar em contar nada para a vovó. Afinal, foi só uma noite e não vai se repetir. Então, vamos evitar drama. Não tem uma crise acontecendo, a menos que Elliot ainda queira ter contato com "você-sabe-quem". O que não vai acontecer, porque Elliot não é idiota, né?

Elliot evitou o olhar da amiga.

Tentou se ocupar colocando o pedido da mesa quatro sobre a bandeja, mas suas mãos decidiram trair sua pátria. Acabou derramando a xícara de chá, quase se queimando no processo e encharcando o pedaço de bolo, que ganhou um banho de chá de boldo. E, por algum motivo que nem os espíritos da floresta seriam capazes de explicar, ele também colocou molhos de mostarda e ketchup na bandeja.

Duvidava muito que o cliente tivesse pedido bolo com condimentos.

— Oh! Como sou desastrado... — comentou, tentando evitar os olhares que Abigail e Marcus lançavam sobre ele.

Os dois o encaravam.

Orso também. O gato, de alguma forma, parecia o mais decepcionado.

— Elliot... Você não está falando com o Malrik, está? — Abigail perguntou com mais firmeza.

— Pensei que tivéssemos combinado de não falar o nome dele em voz alta... — Elliot respondeu rápido demais.

— Então você está tendo contato com aquele-feiticeiro-gostoso-que-não-deve-ser-nomeado? — provocou Marcus.

— Talvez seja melhor evitar usar a palavra "feiticeiro" também... Isso deixa tudo muito na cara! — disse Elliot, tão rubro quanto os próprios cabelos.

— Ah, ok. Eu retiro "feiticeiro", mas não retiro a parte de ele ser gostoso — frisou Marcus, agora rindo.

Mas Abigail não estava rindo. Seus olhos escuros se voltaram para Elliot com a intensidade de uma juíza prestes a anunciar sentença.

— Responda, Elliot Silvarum.

Elliot engoliu em seco.

— Talvez... talvez eu tenha trocado mensagens com ele.

— Mensagens? — Abigail repetiu.

— Sim, uma ou outra. Não tantas assim. Definitivamente não muitas — frisou ele, limpando a bancada com muita firmeza e dedicação, como se aquela mancha invisível fosse uma questão de vida ou morte.

Não iria revelar a ela que talvez tivesse passado boa parte da noite anterior trocando mensagens com o feiticeiro. Coisas bestas, na verdade. Sobre o que viram na televisão, sobre séries, livros e assuntos aleatórios demais para justificar o quanto Elliot tinha sorrido para a tela do celular.

Será que Malrik ganharia pontos positivos com Abigail se ela soubesse que ele também gostava de reality shows culinários? Ou daqueles programas absurdos em que um grupo de pessoas bonitas, emocionalmente instáveis e bronzeadas demais tentava encontrar o amor verdadeiro em uma semana, dentro de uma mansão com piscina, câmeras em todos os cantos e zero noção de privacidade?

Malrik, surpreendentemente, tinha opiniões muito eloquentes sobre esse tipo de programa.

Elliot ainda não sabia lidar com o fato de que o líder da Nox Arcana — o homem com contratos demoníacos tatuados na pele — parecia sinceramente indignado quando alguém colocava sal demais em um risoto na rodada eliminatória. Ou quando um participante dizia "vim aqui para me encontrar" e, três minutos depois, beijava duas pessoas diferentes atrás de uma palmeira cenográfica.

Pior: Malrik tinha previsto o casal vencedor de um reality de namoro com uma precisão assustadora. Aquilo era talento? Magia? Experiência criminosa aplicada à análise de linguagem corporal? Elliot preferia não perguntar.

— Elliot, você parece esquecer quem ele é de fato — Abigail disse, agora em um sussurro severo. — O líder da Nox Arcana. O cara está envolvido com coisas nada legais, e estou falando no sentido jurídico da palavra. Você não vai querer mergulhar nesse submundo. Contratos com demônios, maldições e essa treta toda!

— Sem falar que os druidas não gostam dele — pontuou Marcus. — Embora os druidas possam ser meio frescos em relação ao que gostam e ao que não gostam... Sem querer ofender, Elliot.

— Não ofendeu. Eu concordo e assino embaixo — disse Elliot, soltando um suspiro e, por fim, colocando o pedido correto sobre a bandeja.

Ele empurrou a bandeja para Abigail.

— E eu só troquei algumas mensagens, Aby.

— Mensagens que poderiam parar, para não dar esperança para o Mal... para aquele que não pode ser nomeado! — corrigiu ela rapidamente, pegando a bandeja.

Antes de sair, porém, lançou a Elliot um olhar sério. Um claro e silencioso: "Estou de olho."

— E não é para dar esperança, não é? — Marcus questionou, assim que Abigail se afastou.

Elliot olhou para o amigo e ficou pensando no que deveria responder.

Esperança parecia uma palavra muito complexa naquele momento. O que, de fato, ele estava fazendo? Nem sabia dizer. Gostava de conversar com Malrik. Gostava mais do que deveria, provavelmente. Mas também não podia esquecer quem ele era.

Malrik não era apenas um cara bonito com bom gosto duvidoso para reality shows. Era o líder da Nox Arcana. E Elliot já tinha problemas demais sem acrescentar "interesse romântico por possível chefe da máfia mágica" à lista.

— Eu... eu não sei — falou por fim.

Marcus, pelo menos, não o fulminou com o olhar. Apenas assentiu de leve, como se compreendesse a situação — o que, de fato, não deveria acontecer. Marcus podia ter seus próprios problemas com um crush vampiresco e uma alcateia meio doida, mas ter um crush... ou melhor, ter feito sexo com um feiticeiro famoso por sua péssima reputação não era exatamente equivalente.

— Olha, o fato de vocês conversarem depois de transarem não é algo ruim... Tipo... pode ser amizade — Marcus tentou tranquilizá-lo.

— Tem razão. Eu posso ter outros amigos além de vocês.

— Verdade. Aby sempre falou que você precisava ter mais amigos, né? Que deveria socializar mais com coisas feitas de carne e ossos, que falam língua humana. Você não deveria focar só em seres com células vegetais... ou ficar conversando com esquilos no parque e pombos na rua. Você não é uma princesa da Disney, Elliot.

— Pois é! Ela disse isso mesmo! Não que eu fosse uma princesa da Disney; isso você que acrescentou, Marcus.

— É! Eu acrescentei!

Os dois riram.

De alguma forma, aquela conversa com Marcus o deixou menos culpado e menos apreensivo. Sim, era só amizade. Podia ter começado com sexo bêbado, mas também podia continuar como amizade. Isso não era ilegal. Não era... certo?

Definitivamente, eles não teriam outra noite — ou talvez uma manhã; não era bom limitar por turno — de sexo.

Definitivamente não.

E serem namorados? Isso tampouco. Só amigos.

~**~

Ao fim do expediente, Elliot se preparava para ir à faculdade. Estava arrumando sua mochila verde — óbvio que seria verde —, procurando o caderno, o livro e o trabalho que precisava entregar.

— Onde eu coloquei? — resmungava. — Você não viu, né, Ketchup?

Perguntou ao seu tomate-cereja. Não que ele fosse responder, obviamente.

Por fim, encontrou o trabalho embaixo de um vaso de flores.

Esperava que o professor não descontasse décimos por causa da sujeira. Era estrume? Elliot cheirou a folha e agradeceu a Pã por ser apenas terra.

O celular começou a vibrar em seu bolso. Ele viu o nome de Francine na tela e atendeu.

— Fran, e aí?

Ela não costumava ligar. Francine preferia — e muito — se expressar por mensagens. Se estava ligando, algo de fato deveria ter acontecido.

Ou era...

— Temos uma missão — foi o que ela disse, com a voz seca e baixa.

Elliot precisou se esforçar para ouvi-la.

— Ah... O Conclave vai me mandar para uma missão mesmo depois de eu ter falhado na apresentação? — questionou Elliot, colocando a mochila nas costas e saindo do quarto. Antes de ir, deu um tchauzinho para Ketchup.

— É.

Francine nunca fora eloquente.

Mas, de fato, por ele ser um Glas Drui — ou druida verde —, sua função era auxiliar os druidas superiores. Qualquer um poderia solicitar um auxiliar para suas missões pelo Conclave. Mas o fato de alguém solicitar Elliot... isso sim era estranho.

— Mas você poderia ter me mandado uma mensagem, em vez de ligar, sabe?

— A missão — Francine começou.

Elliot aumentou ainda mais o volume do telefone.

— A missão vai envolver o Hector.

— Pelos cornos de Cernunnos! — exclamou Elliot, quase caindo da escada.

Ele se segurou com força no corrimão e apertou o celular, evitando que o aparelho despencasse junto com o restante de sua dignidade.

— Obrigado por me avisar, Francine...

Ela desligou, deixando Elliot irritado, frustrado e quase escorregando na escada.

Afinal, saber que o grande Hector, sobrinho da líder dos druidas, havia solicitado Elliot como auxiliar em uma missão oficial do Conclave só significava uma coisa:

Humilhação.


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