Capítulo 6
— Oh! Vocês sobreviveram? — foi a primeira coisa que tia Agnieszka Stilinski disse assim que Stiles, Bartosz e o sonolento Kazimierz adentraram a sala de jantar.
A sala era longa e elegantemente decorada. Uma de suas paredes possuía uma ampla janela que revelava o jardim dos fundos da mansão, onde roseiras e árvores exóticas se misturavam, algumas ostentando delicadas flores noturnas de pétalas pálidas, abertas para saudar a lua. Vagalumes dançavam entre os galhos, pontuando a escuridão com suas pequenas luzes tremeluzentes.
No centro do salão, uma mesa comprida, coberta por uma toalha bordada com raposas, dominava o ambiente. Acima dela, um antigo lustre de cristal espalhava uma luz dourada suave, realçando os talheres de prata e os pratos de porcelana dispostos com precisão impecável.
— Ora, Agni! Falando assim, até parece que exagerei em minha demonstração de crítica à situação, — retrucou Halina, bufando levemente enquanto lançava um olhar de reprovação à filha.
Agnieszka, por sua vez, sorriu de maneira travessa enquanto ajeitava as inúmeras camadas e laços de seu vestido azul, claramente preparado para um evento social que de fato não iria ocorrer. O tecido esvoaçante refletia a luz ambiente, harmonizando-se com o tom prateado da noite que entrava pelas janelas.
— Bem, essa foi apenas uma forma de dizer que você estava furiosa... E nós assistimos à sua 'demonstração' daqui da sala, — comentou, com um brilho de diversão nos olhos.
— Eu, particularmente, gostei do vulcão. Um simbolismo bem interessante... — completou Marlene, com um sorriso sincero, embora carregado de provocação.
Diferente da cunhada, Marlene Stilinski vestia roupas simples, feitas de tecidos leves, em tons de verde profundo, que contrastavam de maneira encantadora com sua pele de tez escura. Seus cabelos afro estavam cuidadosamente trançados em um penteado elaborado, destacando-lhe os olhos verdes brilhantes, que pareciam cintilar sob a luz do lustre.
— Até você, Marlene? — resmungou Halina, caminhando até a cabeceira da mesa e sentando-se com toda a dignidade de uma matriarca que ainda não terminara de julgar as ações da noite.
Antes que a conversa pudesse prosseguir, uma vozinha animada ecoou pelo salão:
— Fogo! Fogo!
A pequena Zofia Stilinski, que compartilhava da mesma pele escura da mãe, mas herdara os olhos negros dos Stilinski, ergueu os braços com entusiasmo, e imediatamente pequenas chamas ilusórias começaram a dançar no ar ao seu redor. Era uma versão infinitamente mais inofensiva — e adorável — do que o vulcão e o lago de lava criados por Halina minutos antes.
— Zofia... — começou Bartosz, em tom de repreensão, mas a garotinha apenas soltou uma exclamação animada e correu para se jogar nos braços do pai. As chamas ilusórias transformaram-se em um enxame de borboletas brilhantes, que esvoaçaram pelo salão. Uma delas atravessou Stiles, dissolvendo-se como fumaça antes de tocar o chão, provando, mais uma vez, que tudo aquilo não passava de uma ilusão da linhagem Stilinski.
— Vocês parecem meio decepcionadas por termos sobrevivido, devo dizer, — comentou Stiles, arqueando uma sobrancelha ao encarar as duas mulheres.
— Ora, não crie drama, Stiles, — retrucou Marlene, aproximando-se dele e dando-lhe um tapinha afetuoso na bochecha. — Eu sabia que você daria um jeito.
— Obrigada pela falta de confiança em mim, querida esposa, — resmungou Bartosz, ainda segurando Zofia no colo.
— Não há de quê, meu amor! — provocou Marlene, lançando-lhe um sorriso travesso antes de abraçá-lo com carinho, enquanto a filha ria em seus braços.
Stiles soltou uma risada divertida e se encaminhou para a mesa, puxando uma cadeira e sentando-se. Seu olhar, no entanto, encontrou-se com o de Halina, que o observava de maneira intensa, como se ainda avaliasse cada decisão que ele tomara naquele dia.
Se ela tinha algo a dizer, porém, decidiu guardar para outro momento.
— Kazimierz, sente-se e tente não cochilar durante o jantar! — ordenou ela ao marido, que, sentado no extremo oposto da mesa, já começava a pender levemente para o lado, como se o sono estivesse vencendo a batalha.
— Sobre os Hale... — tentou falar Stiles, mas, mais uma vez, sua avó o interrompeu com um gesto de mão firme.
— Vamos sentar-nos e jantar. Podemos conversar sobre isso depois... Na verdade, temos outros assuntos mais urgentes a discutir. — disse Halina, já sinalizando para que os servos começassem a servir a refeição.
Stiles soltou um suspiro. Devia ter previsto isso. Halina Stilinski era uma mestra na arte de mudar de assunto. Na verdade, ela não apenas mudava de assunto—ela o soterrava sob camadas de distrações habilmente planejadas.
Com resignação, ele observou seu prato ser preenchido com uma sopa fumegante de coelho, misturada a uma variedade de vegetais frescos, provavelmente vindos da horta da própria família. Os coelhos, sem dúvida, tinham sido caçados pelos servos nos campos próximos. Economia. A casa Stilinski não esbanjava em banquetes luxuosos, não com a situação financeira instável, mas Stiles não se importava. Gostava da comida rústica, sem excessos ou floreios desnecessários.
— E o que poderia ser mais urgente do que o fato de outros nobres quererem nossas terras, a ausência do meu pai e os Hale insinuando que... — começou ele, tentando retomar a conversa.
— O seu baile de maioridade, obviamente! — Halina o interrompeu sem a menor cerimônia, apontando para ele com a colher como se estivesse dando uma sentença.
— Exatamente! — tia Agnieszka exclamou, animada, como se esperasse há horas por esse momento. — Falta apenas uma semana e você nem sequer provou o seu terno para o evento! Sem falar no tema do baile... Eu mesma pensei em algo bem Stilinski: tons alaranjados, raposas decorando os salões... E a comida? O laranja deve ser o destaque! Então, teremos doces de abóbora, e Marlene... você ainda tem aquela receita de doces de pêssego, não tem? Ah! E o de damasco também!
— Sim, minha família tem várias receitas maravilhosas, posso providenciar tudo, — respondeu Marlene, divertida, enquanto sorvia sua sopa com elegância.
Stiles fez uma careta. Ao seu lado, Zofia imediatamente imitou a expressão do primo, rindo baixinho. Já Bartosz, tentando manter um ar de seriedade, escondeu um sorriso enquanto levava a colher à boca.
— Pensei que estávamos economizando... — argumentou Stiles, talvez numa tentativa desesperada e inútil de evitar que o baile acontecesse.
— E daí? — Halina retrucou, limpando os lábios com um lenço de linho bordado. — O baile de maioridade acontece apenas uma vez, e, como você bem sabe, a Casa Stilinski deve se manter forte, ainda mais neste momento. O baile não é apenas uma festividade, é uma declaração. Devemos mostrar a todos que, apesar dos ataques e das tentativas de nos enfraquecer, seguimos firmes! E, além disso, trata-se do seu aniversário, meu neto. Isso não deve passar em branco. Seu pai não queria isso e muito menos sua mãe.
Stiles engoliu em seco, sentindo um aperto no peito. Ela tocou em um ponto sensível.
Ele podia não ser um grande entusiasta de bailes, mas... era seu aniversário. E, mais do que isso, um baile seria como um tapa na cara da arrogância das outras casas nobres. Uma forma de mostrar que os Stilinski ainda estavam ali, que ainda podiam lutar.
— Aliás, já começamos a receber cartas... — acrescentou tia Agni, com um risinho malicioso que fez Stiles imediatamente entrar em estado de alerta.
— E o que isso tem de especial?
— Um baile de maioridade para um nobre significa muitas coisas, inclusive... — começou Halina, com um tom casual.
— Cartas de ofertas de casamento! — cortou Agnieszka, quase saltando da cadeira de tanta empolgação.
Stiles, que estava prestes a dar outra colherada na sopa, congelou no lugar.
Ótimo. Absolutamente maravilhoso.
Ele deveria ter fugido para o estábulo com Scott quando teve a chance.
— E eles mencionaram isso na reunião... — comentou Bartosz, enquanto limpava o rosto já sujo de sopa da filha. — Os outros nobres queriam empurrar a proposta de casamento no contrato. E olha só... Eles já estavam enviando cartas para cá.
— Obviamente que mencionaram, — disse Halina, seu tom carregado de irritação. — E você foi ingênuo, Bartosz, por não prever que enfiariam essa cláusula na tola negociação que você promoveu. Há anos que esses nobres desejam formar uma aliança com nossa casa ou, mais precisamente, colocar uma coleira na raposa.
— É verdade! Quando foi o meu baile de maioridade, recebi tantas propostas destes nobres que perdi a conta. Inclusive, uma delas veio do atual chefe da casa Whittemore... Embora, na época, ele fosse apenas um adolescente, — disse tia Agnieszka, rindo enquanto mexia distraidamente na renda de sua manga.
— Vocês deveriam ver a quantidade de palavras melosas que ele escreveu! — continuou, com um brilho divertido nos olhos. — Coisas como 'Meu coração queima por você, tal como mil sóis...' ou 'Você é a rosa mais bela do jardim que é meu coração.'
Stiles não conseguiu segurar a risada ao ouvir aquilo. Justamente Markus Whittemore, que horas antes tentara carbonizá-lo na reunião, já fora um romântico incurável? Saber disso era um verdadeiro trunfo. Algo que ele definitivamente usaria contra o nobre em algum momento futuro.
— Eu preciso ver essa carta! — exigiu Stiles, ainda rindo.
— Oh, mas é claro! Eu mostro depois. Guardei todas as minhas propostas, — respondeu Agnieszka, piscando um olho. — São hilárias! Ainda mais porque não aceitei nenhuma. Preferi ser uma mulher independente, sem estar presa a ninguém. Sem querer ofender Marlene e mamãe, claro.
— Não me ofendeu em nada! — riu Marlene, divertindo-se com a cena. — Além do mais, eu não precisei escrever nenhuma carta para conquistar o meu querido Bartosz...
— Isso porque ele fugiu de casa antes do próprio baile, — Halina relembrou, arqueando as sobrancelhas. — Saiu para se aventurar no Mar do Sul e só retornou casado.
Bartosz engasgou com a sopa, tossindo enquanto tentava se recompor. O rubor em seu rosto denunciava seu desconforto.
— Eu estava em uma missão comercial em nome da família, — tentou justificar, rapidamente. — Aprimorando minha formação em gestão e comércio. Estava até acompanhado do papai!
— Oh, claro... — Halina disse, sarcástica, cruzando os braços. — Porque foi uma missão de expansão comercial tão bem-sucedida que voltamos com mais dívidas do que lucro. O único 'tesouro' que você trouxe dessa viagem foi sua adorável esposa.
Marlene sorriu para a sogra, parecendo se divertir com a lembrança, enquanto Bartosz, ainda tentando recuperar a compostura, olhava para o prato de sopa como se desejasse desaparecer dentro dele.
Stiles sempre achou um tanto paradoxal que seu tio—o mesmo que agora tentava negociar de maneira quase submissa com os nobres por terras—fosse, anos antes, um jovem rebelde que escapara do próprio baile, escondendo-se no navio de Kazimierz, que partia para uma missão diplomática encomendada pela Coroa.
O Bartosz de hoje temia tomar decisões ousadas, mas aquele Bartosz do passado havia desafiado todas as convenções da nobreza, fugindo da expectativa de um casamento arranjado e, no fim das contas, retornando casado com uma mulher sem título algum.
As histórias sobre o caos que sua avó causara na época eram lendárias. Halina Stilinski ficou furiosa. Ordenou que Noah—então um jovem promissor—saísse à procura do irmão fugitivo. Ninguém sabia para onde Bartosz havia ido e, quando ele finalmente retornou, não estava sozinho. Havia trazido consigo uma jovem esposa dos reinos do sul, o que só alimentou o escândalo.
Uma esposa exótica e, obviamente, sem qualquer título de nobreza.
A lembrança ainda arrancava sorrisos de alguns e suspiros exasperados de outros.
— Mas Noah, esse sim, teve um baile estupendo. Quase melhor que o meu! — comentou tia Agnieszka, em um tom sonhador. — Ele usou seu Arkanis... A ilusão que criou fez parecer que estávamos em um campo de flores no topo de uma cordilheira. Todas as casas nobres ficaram boquiabertas!
— E ele sequer apareceu de imediato... — acrescentou Bartosz, com um meio sorriso. — Usou a ilusão para se disfarçar como outro nobre, misturando-se na multidão. Deixou todos confusos!
— Aquela foi uma bela demonstração do poder das raposas. — disse Halina, tomando um gole de água, a satisfação evidente em sua expressão.
Stiles sorriu com aquilo, pois apenas reforçava por que sua família era temida. Os Stilinski não eram guerreiros da linha de frente, mas eram mestres da ilusão, do engano e da estratégia. Espiões e mestres da infiltração—se havia algo que sua família fazia bem, era se ocultar à vista de todos.
Seus antepassados cruzaram fronteiras disfarçados, enganaram inimigos, infiltraram-se nas cortes e nos conselhos de guerra. Enquanto as casas Argent, Hale e Whittemore destruíam batalhões com seu poder, os Stilinski coletavam segredos e venciam sem levantar espadas.
E, então, algo lhe ocorreu.
— Foi no baile que ele recebeu a proposta da família Ravenspyr? A carta da minha mãe? — perguntou Stiles, sua voz falhando levemente.
Havia curiosidade, mas também uma dor latente, sempre presente quando falava de sua mãe.
Halina endureceu levemente a expressão, mas assentiu.
— Sim, mas ele só se casaria com Evelyne anos depois.
O silêncio que seguiu foi breve, mas carregado.
Foi tia Agni quem o quebrou, tentando aliviar a tensão no ambiente:
— Falando nisso... Os Ravenspyr talvez venham ao baile? — perguntou. — Se sim, teremos que preparar mais quartos. Eles vêm da capital de Caeloria e, bem... Devem nos achar muito provincianos.
— Oh, eu não havia pensado nisso... — Stiles murmurou, agora mais animado. — Vou perguntar a Lydia.
Lydia Martin Ravenspyr.
Sua prima.
A simples ideia dela estar no baile de maioridade era suficiente para garantir que a noite seria um verdadeiro espetáculo de intrigas e caos bem orquestrado.
Os nobres de Beacon Hills já torciam o nariz para os Ravenspyr, assim como faziam com os Stilinski. Argents, Whittemore e até mesmo alguns Marwood viam aquela família com desconfiança.
O brasão da Casa Ravenspyr vinha à memória de Stiles: um corvo prateado com asas abertas sobre um fundo violeta escuro, rodeado por runas antigas. E, abaixo dele, o lema:
"A palavra e o destino caminham juntos."
Os Ravenspyr não eram uma casa militar, mas sua presença nas decisões políticas e mágicas do reino era inegável. A família era conhecida por sua influência na academia, na magia e na diplomacia, sendo respeitada não por força bruta, mas por inteligência e mistério.
Muitos de seus membros atuavam como conselheiros da Rainha, estudiosos de Arkanis e diplomatas em cortes estrangeiras. Entretanto, havia quem os temesse, pois seu poder era sutil, silencioso e, por vezes, perigoso.
Foram seus parentes maternos que apresentaram a Stiles a arcanomecânica. Foi com os Ravenspyr que aprendeu que o poder pode estar nas palavras tanto quanto na espada.
E quanto ao poder peculiar da linhagem?
A Voz Encantada.
Stiles lembrava-se bem da maneira como Lydia conseguia fazer alguém confessar um segredo sem que sequer percebessem. Como sua mãe, Evelyne Ravenspyr, conseguia acalmar ou manipular multidões apenas pela entonação de seu canto.
A verdade era que os Ravenspyr eram perigosos.
— Viu? Seu baile pode ser interessante, afinal. Aposto que você prefere algo mais caótico do que o convencional. — comentou Bartosz, enquanto espetava um pedaço de cenoura cozida com o garfo e o levava à boca.
— Oh, não queremos nada muito caótico. — Halina lançou um olhar firme para Stiles, que, ao invés de responder, limitou-se a mergulhar a colher na sopa com um leve sorriso.
— E se os Hale aparecerem no baile? — Tia Agnieszka inquiriu, dando um olhar de relance para a mãe. — Digo... Meio que ouvimos a conversa no hall de entrada. Se eles vierem, será que teremos que fazer alguma adaptação...? Eles nunca vieram a...
— Eles vieram ao seu baile. — a voz rouca e repentinamente lúcida de Kazimierz fez com que a família inteira se sobressaltasse. Por um instante, todos haviam se esquecido dele, assumindo que o patriarca cochilara sobre a mesa. Mas não. O velho Marzinski-Stilinski estava bem desperto, cortando pedaços de pão e mergulhando-os metodicamente na sopa.
Halina o observou com atenção, como se tentando decifrar em que ponto do presente ele se encontrava.
— Você se lembra, amor? — ele continuou, voltando-se para a esposa com um brilho nostálgico nos olhos. — Eu até pensei que o velho Hale, Augusto Hale... O pai de Peter e Talia, fosse pedir sua mão ali mesmo, no salão. Eu tive que mostrar alguns truques com a sombra...
— E quase destruiu o meu baile no processo! — Halina bufou, mas um sorriso brincava nos lábios. — Vocês dois brigando no meio do salão, quebrando tudo... Eu tive que intervir.
— Intervir? — Stiles arqueou as sobrancelhas.
— Criei uma ilusão dos maiores medos deles. — Halina deu um sorriso satisfeito e ligeiramente cruel. — Acho que o Hale quase mijou nas calças... E você, meu amor, chorou como um bebê.
Stiles prendeu a respiração, os olhos arregalados. Ele não conseguia imaginar seu poderoso avô chorando, muito menos um Hale à beira de um colapso.
— Foi muito sedutor. — Kazimierz assentiu, parecendo mais lúcido por um breve momento. Em seguida, voltou a cantarolar baixinho, distraído, enquanto mergulhava mais um pedaço de pão na sopa.
Halina observou o marido por um instante, e o sorriso que dera anteriormente pareceu vacilar por uma fração de segundo, tornando-se algo mais melancólico.
— Então os Hale participavam de bailes e eventos sociais...? — murmurou Bartosz, parecendo realmente surpreso.
— Sim... Antes do incêndio. — Halina começou a dizer, mas, como se percebesse que estava prestes a falar demais, se calou abruptamente.
Stiles prendeu a respiração. Havia algo ali, um detalhe não contado. O incêndio.
Mas antes que pudesse questioná-la, sua avó ergueu a taça de água e, com um tom deliberadamente mais leve, mudou de assunto sem cerimônia alguma:
— Bem, eu vou querer a sobremesa. Onde estão os quitutes que vocês compraram na feira de Beacon Hills?
Stiles não se deixou enganar.
Aquilo era um desvio de assunto clássico de Halina Stilinski.
Mas tudo bem. Ele aprendera a jogar aquele jogo também.
Se não conseguiria respostas naquela noite, haveria sempre o amanhã.
E amanhã, ela não escaparia tão facilmente.
Palavras da autora
Agora temos Lydia também adicionada na história como prima de Stiles. Espero que gostem dessa mudança!
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