Capítulo 21
— Mas que grande bosta... lançada direto do maior cu do mundo! —— praguejava Alphonse enquanto sua bicicleta motorizada chacoalhava violentamente sobre os trilhos, como se protestasse contra cada irregularidade das madeiras envelhecidas. Ela não a havia projetado para aquele tipo de terreno. E, para seu desespero, estava perdendo velocidade. Rapidamente.
— Porra! Aqueles desgraçados estão mesmo tentando me matar?! — vociferou, virando o rosto para trás apenas para ver, ainda à distância, aquela aberração metálica que tivera o desprazer de aceitar como adversária. Por que, em nome de todos os planos arcanomecânicos do mundo, tinha aceitado aquela competição? Por que era tão difícil dizer "não"? Obviamente, sua cabeça teimosa tinha que dizer "sim" a qualquer desafio, como se o próprio orgulho a puxasse pelos colarinhos direto para o abismo.
— Merda! — repetiu, conforme o apito do trem ressoava logo atrás dela, um aviso metálico do que estava prestes a se tornar uma tragédia com gosto de ironia.
"Emily Ravenspyr — ou Alphonse, como insiste em se chamar agora... Não é porque fingiu ser homem por uns anos para entrar naquela universidade ridícula que precisa encarnar completamente o jeito não-dama de ser!"
Ela quase podia ouvir a voz da falecida mãe ecoando nos cantos de sua mente. Com toda certeza, a velha Ravenspyr daria mais importância à sua boca suja do que ao fato dela estar prestes a ser atropelada por um trem — um trem, diga-se de passagem, que utilizava as mesmas tecnologias arcanomecânicas que ela própria havia ajudado a desenvolver.
— Mas que grande bosta! — soltou, só para reforçar o óbvio.
E então viu.
Um lobo.
Um lobo imenso, de pelagem acinzentada quase branca, aproximando-se com velocidade impossível, os músculos em perfeita harmonia de força e fúria, a mandíbula aberta — e cheia de dentes, diga-se de passagem.
Maravilha, pensou. O universo havia decidido caprichar. Não apenas ela seria atropelada por sua própria invenção sobre trilhos, como também seria devorada por um lobo gigante. Uma ironia poética de proporções cósmicas.
Mas o lobo não a mordeu.
Ele a abocanhou, sim, mas com cuidado. Agarrando-a pelo casaco de couro, tal como uma loba segura seu filhote desobediente — firme, mas sem machucar.
Era uma situação em que o pânico pareceria natural, mas tudo o que Alphonse conseguiu pensar foi:
— Ah, não! Minha invenção! Criatura idiota, salve ela!
Esperneou desesperadamente, tentando se soltar para alcançar sua máquina, que ainda derrapava nos trilhos... até ser atingida em cheio pela locomotiva. O som do impacto ecoou como um lamento de ferro e faíscas.
— Eu não acredito que você ficou aí parado, sem fazer nada! — protestou, socando o dorso do lobo. Embora, talvez, não fosse a melhor ideia insultar uma criatura que poderia, tecnicamente, ainda incluí-la no cardápio do jantar.
O lobo — aquele ser monumental de olhos brilhantes e pelagem reluzente — teve a audácia de ignorá-la completamente. Correu em direção à plataforma e, ao chegar, simplesmente a deixou cair no chão como se fosse um saco de batatas.
E foi então que Alphonse ouviu:
— Tia! Você está bem?!
Reconheceu a voz de imediato.
Stiles Stilinski veio correndo em sua direção, os olhos arregalados de preocupação genuína. Atrás dele, o sempre preocupado Bartosz compartilhou um olhar aflito com a mulher caída no chão.
— Estou ótima! — declarou Alphonse, erguendo-se com esforço e tentando disfarçar o leve tremor que tomava suas pernas. Ajustou a roupa com um gesto automático — uma criação própria, é claro: um vestido preto, fluido, de corte prático e elegante, com a parte frontal aberta, revelando calças jeans escuras por baixo.
Mesmo na capital, o simples fato de uma mulher usar calças ainda provocava olhares escandalizados, embora isso fosse cada vez mais comum. Desde que revelara sua identidade, Alphonse recusava-se a sacrificar conforto pela expectativa alheia. Por isso, criara aquela combinação — o melhor de dois mundos: ousadia e praticidade. Sobre os ombros, um casaco de couro envelhecido; nos pés, botas bem gastas. Os cabelos curtos, cacheados, estavam ainda mais revoltos pelo vento, emoldurando seu rosto fino e moreno com uma certa teimosia estética.
— Estou muito bem! — repetiu, retirando os óculos de proteção e revelando os olhos azuis, agora incendiados de raiva. — Mas caralho! Alguém pode me explicar o que foi tudo isso?!
— Er... — Bartosz pigarreou, ligeiramente ruborizado com o vocabulário. Mesmo depois de anos de convivência, pensou Alphonse, ele ainda cora como um adolescente? — Íamos perguntar a mesma coisa.
— A senhora está mesmo bem, senhora Ravenspyr? — perguntou Scott McCall, aproximando-se com preocupação evidente no rosto. O jovem — servo e melhor amigo de Stiles — estendeu-lhe a mão com gentileza. Ele devia ter percebido o tremor nas pernas dela, mas Alphonse não estava disposta a dar esse gosto ao universo.
— Como eu disse, estou perfeita — respondeu, firme, dando um passo à frente. O mundo balançou. E ela teria caído, não fosse por um braço forte que envolveu sua cintura, sustentando-a com facilidade.
Um homem havia se aproximado sem que ela notasse. Alto, musculoso, com cabelos desgrenhados, olhos verdes hipnotizantes e um sorriso enviesado — não se sabia ao certo se era em divertimento pela situação, ou por ela. De qualquer forma, não havia nada engraçado naquela desgraça toda.
E então, um detalhe lhe chamou a atenção com clareza desconcertante: ele estava nu.
— Bem que dizem que os Corvos são perseverantes... e dominam a arte da palavra — começou ele a dizer, mas Alphonse o interrompeu antes que se permitisse ser incluída em qualquer galanteio tolo.
— Tira essas suas merdas de mãos de cima de mim! — rosnou ela, tentando se desvencilhar. Ele não soltou, apenas reforçou o apoio, como se ela fosse feita de papel.
— Senhor Hale, talvez fosse bom o senhor... se vestir — sugeriu Bartosz, com mais um pigarro constrangido.
— Hale? — Alphonse franziu o cenho. — Tipo... Hale, os lobos?
— Tipo os Hales, os lobos — confirmou o homem, com o mesmo sorriso irritantemente charmoso.
— Então você é o lobo estúpido que deixou minha máquina ser destruída?! — Alphonse exclamou, furiosa, cutucando o peitoral nu (e, francamente, escultural) do Hale, sem se importar com a cena que fazia.
— O lobo estúpido que salvou sua vida? Sim. Esse mesmo — disse ele, aparentemente imune às cutucadas furiosas, talvez subestimando sua pequena estatura.
Erro grave.
Ela o acertou com um chute no calcanhar, provocando um resmungo dolorido.
— Mulher, é assim que agradece? — rosnou ele, mas ela não recuou. Cruzou os braços com firmeza, tentando manter a compostura — e, com esforço hercúleo, não corar — diante do homem (e fera) nu.
— Tio, antes de começar uma briga, talvez seja melhor se vestir — disse outro rapaz, que se aproximava.
Alphonse o encarou com curiosidade. Também alto. Também bonito. Também com olhos verdes intensos. Mas que droga... por que todos eram tão altos?, pensou. Claramente outro Hale.
Mas... por que havia tantos Hales reunidos ali?
Se Alphonse pretendia fazer uma avalanche de perguntas ou responder outras, isso teria de esperar. O trem finalmente chegara, e a estação foi engolida por uma nuvem de vapor que se espalhou com pressa e barulho, seguida pelo apito estridente que anunciava sua entrada triunfal.
— Céus, a senhora está bem, madame Ravenspyr?! — exclamou o maquinista da locomotiva, espiando pela janela. Era um homem corpulento, de barba escura — embora, dada a quantidade de fuligem, era difícil dizer onde terminava o pelo e começava o carvão.
— Pelos deuses antigos e já aposentados... Isso foi imprudente! — resmungou uma mulher magra, de uniforme azul-escuro e broche da Fênix preso ao peito, descendo apressadamente do primeiro vagão. — Precisamos verificar imediatamente se houve algum dano no trem! Avarias, desequilíbrios de pressão... ou seja lá o quê!
— E minha saúde, por acaso, não faz parte das suas preocupações, senhora Mythes? — indagou Alphonse com a sobrancelha arqueada, olhando diretamente para a mulher de nariz alongado — tão pontudo que poderia competir com o bico de um tucano.
— Senhorita Ravenspyr — corrigiu Mythes com ênfase deliberada, como sempre fazia questão de lembrar a todos o estado civil da pesquisadora de arcnomecânica. — Eu não tenho tempo para suas excentricidades! Este trem é patrimônio da Companhia Ferroviária Nacional e— ah! — Ela interrompeu-se abruptamente ao notar o Hale, ainda sem camisa — e, até segundos antes, sem calças.
Mythes corou violentamente. Uma expressão estranhamente animada — quase lasciva — tomou conta de seu rosto enquanto o olhar se fixava no Hale que, para alívio de alguns (e possível desapontamento de outros), finalmente vestia as calças.
Alphonse revirou os olhos com a exaustão de quem já vira aquele filme antes. Mythes havia esquecido do trem, da responsabilidade, da fumaça, do mundo. Bastara um peitoral musculoso e cicatrizado para evaporar todo o protocolo ferroviário da mulher.
— Tia... o que foi aquilo? — Stiles estava ao seu lado, olhos arregalados. — O outro veículo... O que aconteceu?
Ela suspirou. Sim, estava na hora de dar alguma explicação.
Ou, no mínimo, de começar a inventar uma convincente.
***
Alphonse pegou uma mecha de seu cabelo ruivo acastanhado e a enrolou lentamente no dedo indicador. Stiles reconheceu o gesto de imediato. Era sua clássica postura pensativa — a mesma que ela assumia quando estava elaborando uma pesquisa, arquitetando um experimento... ou prestes a mentir descaradamente. A pergunta era: qual das opções motivava aquele olhar distante agora?
— Tia Alphonse! Por acaso enlouqueceu?! — a voz indignada cortou o ar antes mesmo que Stiles pudesse formular suas próprias perguntas. Mas qualquer tentativa de racionalidade foi subitamente varrida por uma presença ainda mais imponente: sua prima Lydia surgia na saída do vagão de passageiros, avançando entre a multidão como se cada passo seu carregasse o peso de uma sentença.
Infelizmente para os viajantes que desembarcavam tranquilamente, eles estavam em seu caminho.
— Saiam da frente! — ordenou Lydia, usando a famosa voz dos Ravenspyr.
Não era apenas uma voz. Era A Voz. Dotada de Arkanis, sua entonação ressoava como um trovão encantado — fazendo tímpanos vibrarem, a visão oscilar levemente e o corpo obedecer antes que o cérebro processasse. Era uma voz de comando. Uma voz que, embora tecnicamente mágica, naquele momento estava sendo usada com zero elegância.
O efeito foi imediato. As pessoas se afastaram como soldados treinados, abrindo caminho em perfeita sincronia. Durou apenas alguns segundos, mas a precisão com que a multidão cedeu espaço foi quase coreográfica.
Lydia avançava com toda a imponência que se espera de uma Ravenspyr: os cabelos ruivos trançados com perfeição, os olhos cor de mel faiscando, e um vestido justo que, com toda a certeza, era a mais recente moda da capital. Claramente, ela planejara sua chegada a Beacon Hills como uma entrada triunfal.
Claro que toda essa glória havia sido parcialmente ofuscada pela dramática e explosiva chegada de Alphonse.
— Filha, não use sua voz assim! — repreendeu uma mulher de cabelos loiro-escuros e olhos cor de mel, vestida com um traje preto de tons azulados. Menos extravagante que Lydia, sim, mas com uma elegância natural que não deixava dúvidas de sua origem nobre. Ela veio apressada atrás da prima de Stiles, sua voz carregada de crítica maternal.
— Foi por uma boa causa — insistiu Lydia, tossindo levemente.
Era um dos efeitos colaterais clássicos do uso da Voz com Arkanis. Tal como o disparo de uma arma poderosa, havia sempre um coice — uma reação mágica proporcional à potência invocada. Nos Ravenspyr sem treinamento formal, isso costumava resultar em tosse, pigarros, irritações nas cordas vocais e, em casos extremos, perda temporária (ou permanente) da voz.
— Forçar as pessoas a sair do seu caminho... por conveniência? Quando poderia apenas ter pedido, com um simples "por favor"? — continuou a mulher, indignada.
— Lucila, não se preocupe tanto... — disse um homem que se aproximava sorridente. Alto, corpulento, com cabelos ruivo-acastanhados penteados para trás, pele escura e olhos azuis cintilantes, ele usava um terno formal levemente extravagante para uma viagem — mas perfeitamente condizente com seu temperamento teatral. — Se quiser, tenho um excelente xarope.
— Octavius... — Lucila o fulminou com o mesmo olhar crítico que havia lançado à filha. — Não a incentive.
— Ora, não era exatamente um incentivo, querida — respondeu ele, com um sorriso afável.
— Isso não importa! O que importa é a minha tia louca aqui! — bradou Lydia, apontando um dedo acusador para Alphonse, que apenas deu de ombros e revirou os olhos com ares de "lá vamos nós de novo".
— Er... Oi, Lydia, tia Lucila, tio Octavius — interveio Stiles, tentando, ao menos, dar início à recepção familiar. Ele também gostaria muito de entender exatamente o que estava acontecendo.
— Stiles, querido! Feliz aniversário! — exclamou Octavius Ravenspyr, avançando com entusiasmo e abraçando o sobrinho com tanta força que quase o ergueu do chão.
— Tio... ainda não é meu aniversário — disse Stiles entre risos. — Ainda.
— Oh, claro que sei! Mas estou apenas me adiantando às festividades! — respondeu Octavius, soltando-o com uma gargalhada contagiante.
— Stiles, meu querido, perdoe sua tia Alphonse — disse Lucila com um suspiro resignado, acariciando com delicadeza o rosto do jovem Stilinski.
— Ei! Eu não preciso que ninguém peça desculpas por mim! — protestou Alphonse, ofendida. — E, aliás, eu fui a única prejudicada! Minha invenção foi destruída!
— O trem também poderia ter sido danificado... — resmungou Mythes ao fundo, em voz baixa, sendo amplamente ignorada pelo grupo.
— Mas isso tudo foi culpa sua! Você que aceitou aquela competição idiota com aqueles idiotas! Foi tudo... muito idiota! — declarou Lydia, batendo o pé a cada repetição do insulto.
— Querida — disse Octavius, inclinando-se como quem compartilha um segredo — talvez devêssemos trabalhar um pouco mais o seu vocabulário de ofensas. "Idiota" é... um tanto infantil.
— Competição? — repetiu Stiles, lançando um olhar de soslaio para Alphonse, que, pela primeira vez desde que pisara ali, parecia um pouco envergonhada. Ainda enrolava nervosamente um dos cachos no dedo, gesto clássico de sua inquietação.
— E eu teria vencido — resmungou ela, claramente frustrada — se não fosse pelo uso grotesco daquela arcanomecânica improvisada.
Não era exatamente a resposta que Lydia e os demais Ravenspyr esperavam. Mas Stiles, que agora percebia que a cena que presenciara fora, de fato, uma corrida — ou uma competição, no mínimo — até conseguia simpatizar com a queixa da tia. Especialmente depois de relembrar o outro veículo. E o tiro.
— A Arcanomecânica deve ser usada para ajudar a humanidade, não para causar destruição gratuita! — afirmou Alphonse com convicção, e Stiles assentiu, solidário. Essa era a ciência em que acreditavam. Em que ele acreditava.
— Alphonse, a questão não é apenas essa... é a sua segurança. E a dos outros — interveio Lucila, com voz calma, embora evidentemente preocupada.
— Eu imaginava que uma pesquisadora tão renomada em arcanomecânica teria uma visão mais... refinada sobre o uso dos cristais — comentou alguém, com uma voz grave e arrastada que fez a temperatura da plataforma cair alguns graus.
Stiles se deu conta de que, até então, Peter e Derek haviam permanecido calados. Mas isso durou pouco. Ambos rosnaram e se postaram à frente do grupo, instintivamente protetores.
Mas protegendo de quê?
A resposta logo apareceu.
Um homem alto, de cabelos castanhos com mechas platinadas aqui e ali, usando óculos escuros e um terno sóbrio, surgia na plataforma, saindo calmamente do veículo que, até poucos minutos antes, perseguia Alphonse. Seu rosto parecia esculpido por mãos decididas, marcado por traços duros e um sorriso... não apenas arrogante, mas perigosamente autoconsciente.
E ele não estava sozinho.
Ao seu lado vinham dois homens — gêmeos, pelo que parecia. Fortes, altos, musculosos e com uma expressão que faria um corvo mudar de rota no céu. A simples presença deles fez a estação silenciar. Era como se emanassem uma energia de pura ameaça.
— Vai à merda, Deucalion — disparou Alphonse, sem o menor receio, avançando, até ser contida discretamente por Peter.
— Sai da frente, Hale! Eu tenho umas contas a acertar com esse escroto! — gesticulou ela, claramente furiosa.
— Eu até deixaria — respondeu Peter com indiferença — seria bem interessante ver como você pretende enfrentar um homem que, momentos atrás, quase te matou.
Stiles teve que admitir: ponto para Peter.
— Ora, não sejamos tão melodramáticos — disse o homem, agora identificado como Deucalion. Sua voz era estranhamente melodiosa, com um leve arrastar no "r" que fazia cada palavra soar propositalmente ensaiada. — Jamais pretendia matar uma mente brilhante da arcanomecânica. Seria uma perda... irreparável para o mundo, mesmo que sua genialidade venha acompanhada de algumas... limitações.
— Ah, enfia esse discurso no seu próprio ânus! Você fez de propósito! Cada segundo disso! — retrucou Alphonse, enfurecida. — E francamente, não esperava menos de um Orlathiano!
O impacto da palavra fez muitos ao redor engolirem em seco. Peter e Derek apenas rosnaram, agora com mais intensidade.
E fazia sentido.
Não era qualquer provocação. Era uma acusação com peso político e histórico. Orlath — o reino teocrático e inquisidor — podia ter se calado nos últimos anos, mas a guerra com Caeloria nunca fora oficialmente encerrada. Orlathianos eram sinônimo de repressão, intolerância... e caça aos usuários de Arkanis.
— Mas o que, pelos deuses, está acontecendo aqui? — murmurou Stiles, quase para si mesmo. Como uma simples recepção familiar havia escalado para isso?
~~~🌟🌟Palavras da autora 🌟🌟~~~~
Chegaram os Ravenspyr! E aí, gostaram dos novos personagens e os parentes (por parte de mãe) de Stiles?
E agora temos apresentação de um dos vilões desse livro.
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