Capítulo 19

— Aqui... — Madame Flor depositou sobre a bancada um par de calças de linho azuladas, cuidadosamente dobradas, como se cada vinco tivesse sido talhado à mão pelos próprios deuses da costura.

— O que é isso? — perguntou Stiles, ou ao menos tentou. Sua boca ainda estava cheia com um dos bolinhos de chocolate recém-saídos do forno — uma criação gloriosa anunciada por Isaac com a pompa de um banquete real. As palavras saíram abafadas, salpicadas de farelos de chocolate, o tipo de coisa que sua avó, com seu senso infalível de decoro, repreenderia com um olhar capaz de azedar leite fresco.

— Você sabe muito bem o que é isso, raposinha... — respondeu Madame Flor, já com uma sobrancelha arqueada. — Não vou permitir que continue vagando por aí com uma calça chamuscada! E precisamos rever esse casaco também...

— Não, está tudo bem, Madame! — Stiles apressou-se em dizer, balançando a cabeça com vigor. — Tenho outros casacos em casa. E nem precisa ser nada refinado, juro! Não estou desvalorizando seu trabalho, mas... gosto de roupas mais simples pro dia a dia.

— Você parece um operário da capital... com aquelas calças de pano sem graça, cinzentas, desprovidas de vida ou alegria! — retrucou ela com um gesto teatral, repousando a mão sobre o próprio peito musculoso, que esticava o decote generoso de seu vestido flamboyant. A silhueta dela lembrava a de um gladiador de ópera — imponente, chamativa e absolutamente destemida.

— Pode ser, mas é prático — Stiles respondeu com um encolher de ombros. — Assim não me preocupo se sujar ou queimar. Estragar uma de suas criações seria como manchar uma pintura renascentista com sopa de beterraba.

Madame Flor soltou uma risada melodiosa e, com sua longa unha em forma de pétala de orquídea, tocou a ponta do nariz de Stiles com ternura.

— Não seja tão galanteador comigo, raposinha. Ainda assim, vou buscar um casaco para você — disse com determinação, já se dirigindo a um canto onde cabides eram dispostos com várias versões de casacos e ternos.

Stiles havia retornou ao andar de baixo. Cora e Malia, as jovens lobas, estavam em plena pausa entre provas de vestidos e bolinhos. As duas se esforçavam, com pouco sucesso, para não manchar os tecidos luxuosos com os farelos de chocolate. Elias Hale, pai de Cora, observava a cena com o olhar de um homem que já previa o desastre social iminente.

— Talvez algumas lições de etiqueta fossem úteis... — choramingou ele, com a voz carregada daquele típico desespero paternal que beira o trágico-cômico.

E, de fato, era fácil entender sua preocupação. Em breve, estariam todos diante da nata da nobreza de Beacon Hills, reunida no baile de maioridade de Stiles. Os Hale, afinal, já carregavam nas costas uma reputação considerável — e nem sempre pelas melhores razões. Somava-se a isso o longo exílio autoimposto dos salões e eventos sociais, o que tornava seu retorno algo próximo de um renascimento... ou, dependendo da perspectiva, de um desastre anunciado.

— Ah, Elias, não se preocupe tanto! — interveio tia Agnieszka, empunhando um bolinho. — O importante é que elas se divirtam! Esses nobres têm modos, sim, mas também têm uma tendência quase cômica à chatice. E quer saber? Vai chegar a hora em que estarão tão bêbados que começarão a dançar sapateado no salão usando apenas a roupa de baixo!

Cora e Malia se entreolharam e caíram na risada.

— Isso já aconteceu? — Elias perguntou, alarmado e ao mesmo tempo curioso.

— Bem... no meu baile... — começou Agni, com um brilho conspiratório nos olhos. — Digamos que, sem querer querendo, deixei o ponche um pouco... fortificado. Alguns nobres começaram a sentir um calorzinho incomum... E, veja bem, era pleno outono!

E, com isso, tia Agni iniciou um relato vívido e deliciosamente embaraçoso sobre os bastidores do seu baile de maioridade, destruindo com uma colherada de humor toda a idealização dos bailes aristocráticos repletos de compostura e elegância.

Ouvir as histórias — ou melhor, as fofocas — da tia Agnieszka fez Stiles imaginar como seu próprio baile se desenrolaria. Diferente das memórias embriagadas e quase cômicas da tia, o dele prometia ter menos risos e bem mais tensão. O desaparecimento de seu pai, a pressão crescente dos nobres por suas terras — e, consequentemente, pelo poder da Casa Stilinski — pairavam como uma nuvem sombria sobre o evento. E, agora, tudo se tornava ainda mais denso com a carta do conde, declarando-o herdeiro legítimo: o filho inerte, recém-ingresso na maioridade e novo chefe da Casa da Raposa.

Em meio a boatos de conflitos nas fronteiras do reino de Caeloria — e rumores ainda mais inquietantes sussurrados em jardins e mercados de Beacon Hills —, Stiles sentia a tensão lhe cravar garras nas costas. Até mesmo o sabor do chocolate, recém-saído do forno, tornava-se ligeiramente ácido em sua boca.

Por um instante, desejou que o baile jamais acontecesse. Mas havia, lá no fundo, uma parte de si — a mais temerária, sem dúvida — que ansiava pela chegada desse dia. Queria ver os rostos dos nobres quando anunciasse sua maioridade e o título herdado. Talvez seu baile não fosse o mais divertido... mas seria, sem dúvida, memorável.

— E quanto ao jovem Hale? Ele será seu primeiro parceiro de dança? — indagou Madame Flor, retornando com um casaco de tom bege, discreto o bastante para não causar escândalo, mas ainda elegante. Stiles tossiu levemente, tentando disfarçar o calor que subia às bochechas.

— Do que está falando?

— Da primeira dança, é claro. Raposinho, não se faça de desentendido. Você sabe exatamente do que estou falando.

Stiles sabia. O baile carregava consigo todo um ritual: o banquete, a orquestra, o mestre de cerimônias anunciando cada jovem nobre à entrada do salão como se fossem peças raras em exposição... e, naturalmente, a dança. A primeira dança — que, para muitos, valia mais do que mil palavras.

— Se meu pai estivesse presente, a honra seria dele — disse Stiles, com uma nota melancólica na voz.

— Ora, que falta de emoção... Nada contra o Noah Stilinski — retrucou Madame com um sorriso travesso. — Ele é um belo homem, sem dúvida. Mas, por favor, não me diga que vai convidar o seu tio, a Agni ou até sua avó! Está certo que se espera que dance primeiro com um familiar, mas a "primeira" dança com um não-Stilinski deve ser com o tal Hale, não é?

— Hale? Existem vários Hales, sabia? — desconversou Stiles, tentando soar casual. — Sua loja está cheia deles neste exato momento.

Madame Flor soltou um som que parecia meio suspiro, meio risada irritada.

E, como se os deuses do embaraço tivessem decidido colaborar com ela, o tal Hale descia as escadas naquele instante — com a camisa parcialmente aberta, como sempre, exibindo o peitoral definido com a casualidade de quem não via sentido algum em botões. Ao lado dele, Scott conversava animadamente com Isaac — e até mesmo com Derek, que, surpreendentemente, não estava rosnando para ninguém.

Ora vejam só, pensou Stiles. Elias ficaria radiante ao saber que seu filho finalmente fazia amigos da mesma idade — amigos que não precisavam ser Stiles Stilinski. Não que Stiles quisesse exclusividade. Ou estivesse com ciúmes. Obviamente que não. Derek tinha todo o direito de ter outros amigos. Eles mal se conheciam! Definitivamente, eram apenas... conhecidos. Talvez vizinhos. Ou aliados.

Sim. Aliados parecia uma palavra segura o suficiente.

E então, Derek o mirou. Stiles percebeu, com um leve sobressalto, que enquanto se perdia em pensamentos, estava lambendo os dedos — um gesto que certamente faria sua avó gritar de indignação, ou levaria a senhora Brightlight a apontar com desdém e exclamar: "Aha! Sabia que você não se aplicou nas aulas de etiqueta e bons modos!"

Mas o estrago já estava feito. Ele havia terminado o bolinho de chocolate e lá estava, com os dedos lambuzados e o olhar de Derek Hale cravado sobre ele com uma intensidade que o fez engolir em seco.

Era o momento ideal para pigarrear, fingir naturalidade e, quem sabe, voltar sua atenção para Madame Flor do outro lado da bancada. Talvez puxar conversa sobre o clima, ou sobre a fruta da estação... qualquer coisa que não envolvesse o assunto "primeiro parceiro de dança".

Mas, não. Stiles, sendo Stiles, teve a brilhante ideia de levar um dedo à boca e lamber lentamente, sustentando o olhar de Derek Hale — que, por alguns segundos, pareceu até mesmo prender a respiração.

E então veio o meio sorriso. Um sorriso absolutamente nada inocente nos lábios daquele Hale.

Stiles tremeu por dentro.

— Isso não é nada higiênico, sabe? Há um guardanapo bem aí... — comentou Isaac, aproximando-se com um ar casual, trocando um olhar cúmplice com uma Madame Flor já sorridente.

— O quê? Vai me julgar por como limpo minhas mãos? — resmungou Stiles, corando como um pimentão recém-colhido.

— Longe disso, mestre Stilinski — disse Isaac, rolando os olhos. — Aliás, os ajustes no seu traje de baile estão prontos. Pode levá-lo consigo.

— Obrigado... — pigarreou Stiles, tentando recuperar a compostura, evitando mirar novamente Derek — que, pelo visto, tinha sido arrastado por Cora até a mesa para experimentar um bolinho de chocolate.

— Aliás... — Stiles resolveu, sim, mudar de assunto, antes que Madame Flor puxasse Isaac para uma nova conversa envolvendo danças e Hales. Mas o tema ainda era seu aniversário — e, inevitavelmente, o baile. — Vocês dois devem ter roupas de baile disponíveis, não digo para venda, mas para uso próprio, certo?

— Raposinho — Madame Flor ergueu uma sobrancelha, desconfiada —, é claro que tenho! Não está vendo este modelito deslumbrante que uso agora? Obra minha! E Isaac também tem seus próprios projetos... meu filhote é muito talentoso!

Isaac corou com o elogio, lançando um olhar tímido à alfaiate.

— Mas o que você quer dizer com isso, Stiles? — perguntou ele, confuso.

— Para virem ao meu baile, é claro. Como meus convidados de honra — disse Stiles, com um sorriso iluminado, enquanto Madame Flor arregalava os olhos, visivelmente tocada, e Isaac erguia as sobrancelhas, surpreso.

— Stiles... nós, bem... nós normalmente não somos convidados para bailes — disse Isaac em tom quase de sussurro, como se o simples ato de pronunciar tais palavras fosse motivo de vergonha.

Stiles sabia muito bem disso. Madame Flor era uma renomada alfaiate e modista, suas criações adornavam os guarda-roupas da elite nobre e da burguesia de Beacon Hills. No entanto, sua habilidade com agulhas não bastava para abrir as portas dos salões de baile. O contato direto com ela, além das medidas e tecidos, era visto como uma transgressão silenciosa das regras sociais — uma proibição implícita, quase um pacto velado da aristocracia.

Era precisamente esse tipo de preconceito tolo que Stiles ansiava por quebrar.

— Flor, você é minha madrinha — declarou ele, mirando a imponente mulher que, naquele momento, parecia hesitar diante da proposta. — E é o meu aniversário. Antes de ser um baile, é uma celebração. Quero as pessoas de quem gosto lá. Como o Scott, por exemplo. E você, e Isaac, ora, vocês fazem parte da minha vida — e, portanto, também da minha família.

Isaac abriu a boca, talvez para protestar. Provavelmente já imaginava todas as complicações decorrentes daquele convite — um verdadeiro suicídio social, diriam os colunistas da elite local. Por mais que fossem amigos, Isaac não deixaria de ponderar sobre a reputação dos Stilinski, e o quanto aquela aproximação pública com os "excluídos" da sociedade poderia ser vista como afronta.

Mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Madame Flor o interrompeu, puxando Stiles para um abraço tão efusivo quanto esmagador.

— Oh, meu afilhado! Isso é maravilhoso! Nunca fui convidada para um baile! Eu adoraria ir! — exclamou, com os olhos brilhando de alegria.

E o abraço... bem, o abraço foi tão vigoroso que Stiles teve a nítida impressão de ouvir algumas vértebras protestando em uníssono, enquanto o ar era expulso de seus pulmões.

— Oh! Flor, querida... menos força, sim? — interveio tia Agni, vindo em socorro do sobrinho meio sufocado.

— Mil desculpas! Oh, céus, tenho tanto a fazer! Que vestido usar? Que sapatos? — exclamou Madame Flor, soltando Stiles, que neste momento recuperava o fôlego, apoiado por Isaac, o qual sorria ao ver a alfaiate tão visivelmente empolgada.

— Fico feliz que a tenha convidado... — sussurrou tia Agni ao ouvido de Stiles. — Quando foi o meu baile, não pude fazê-lo. Porque, bem... Flor não estava em Beacon Hills naquela época.

Stiles assentiu lentamente, compreendendo as camadas ocultas nas palavras da tia. Conhecia partes da história de Madame Flor — o suficiente para entender o peso de sua presença ali. Antes de se tornar a ilustre modista da cidade, ela havia sido o filho do mais tradicional ferreiro de Beacon Hills, criado para herdar o ofício do pai, um homem que parecia nutrir imenso orgulho da força física do herdeiro.

Mas então, veio a revelação. Ele não queria ser ferreiro, e sim alfaiate. Até aí, a decepção foi contida. Porém, o verdadeiro abalo se deu quando expressou sua identidade: o desejo de usar vestidos, de ser reconhecida no feminino, de viver como mulher. Foi o fim. Expulsa de casa, ela partiu para a capital, onde, entre tecidos, agulhas e coragem, reinventou-se — renascendo, anos depois, como Madame Flor. Foi só então que voltou a Beacon Hills e inaugurou sua loja, costurando sonhos em cada ponto e reinventando, com cada vestido, sua própria história.

— Bem, prepare-se, Stiles. Com certeza, a madame vai roubar a festa com o vestido mais deslumbrante de todos... — comentou Isaac, com um sorriso nos lábios.

— E eu não vejo nenhum problema nisso. — respondeu Stiles, ainda com a voz levemente rouca após o abraço sufocante de Flor.

O sino acima da porta tilintou, anunciando a entrada de novos visitantes. Stiles virou-se justo quando Isaac se adiantava para recebê-los — dois visitantes, para ser exato. O coração de Stiles deu um salto ao reconhecer o homem de cabelos desgrenhados, olhos verde-esmeralda vibrantes e o figurino inconfundível dos Hale: camisa desabotoada, calças levemente sujas e sandálias. Nenhum detalhe daquele traje desleixado, no entanto, era capaz de ofuscar sua beleza — nem a dele, nem da mulher ao seu lado, de cabelos negros que desciam como uma cascata por sobre suas curvas elegantes.

Hales. Mais precisamente: Laura Hale e Peter Hale.

— B-bem-vindos... — Isaac gaguejou levemente, um tanto impressionado diante dos dois membros da ilustre casa dos lobos.

— Ah, vejo que quase toda a família está aqui... Demorei a encontrá-los. Tive que farejá-los em diversas outras lojas de trajes — comentou Peter, com um sorriso tão aberto quanto inquietante. — Mas em todas elas recebemos aquele olhar. Sabe qual? "Ah, cuidado! Eles vão nos devorar!" — ele imitou em tom dramático. — O que é, diga-se de passagem, uma tremenda grosseria. Meu paladar é muito mais refinado do que para comer, eca, humanos... Já viu como alguns são repulsivos? Há aqueles que limpam o nariz e... comem o resultado!

— Peter, por favor! — repreendeu Laura, num tom que deveria ser severo, mas em que o riso escapava disfarçado.

— Ah, que bom que chegaram! — exclamou Elias, aproximando-se animado. — Derek e as meninas já praticamente escolheram suas roupas para o baile.

— Na-não! Elias, eu não vim para isso! — tentou protestar Peter, agora claramente nervoso, sua fachada de despreocupação começando a rachar.

— Ora, claro que veio! Quando exatamente pretende arranjar uma roupa decente? E não venha com choramingos — Derek se comportou muito melhor que você! — decretou Elias, puxando Peter com determinação, seguido por Isaac, que mal conseguia conter a risada.

— Ora, mais Hales! Que deleite! — exclamou Madame Flor, batendo palmas com entusiasmo e já estendendo a fita métrica com o brilho de alguém que acabara de ganhar um novo projeto desafiador.

— Ora, esses Hales parecem ser bastante divertidos! Por que não vieram antes? Esse negócio de alianças parece bem vantajoso para nós! — comentou tia Agni ao lado de Stiles, que respondeu com um meio sorriso. Era bem provável que sua tia estivesse mais entusiasmada com a quebra de seu tédio crônico do que com qualquer possível vantagem estratégica.

— De fato, não viemos aqui propriamente para escolher roupas — disse Laura, aproximando-se de Stiles e de sua tia. Ela cumprimentou Agni com um leve aceno de cabeça, provocando uma risada corada da mesma. Laura tinha esse efeito nas pessoas, independentemente de sexo ou gênero.

— Ah, não? — Stiles lançou um olhar de soslaio, notando Derek tentando arrastar o tio para o andar de cima, onde Madame Flor os aguardava com fita métrica em mãos e brilho nos olhos.

— Não. Viemos buscar você — disse Laura, apontando diretamente para Stiles. Ele piscou, surpreso, e apontou para si mesmo com um gesto quase cômico.

— Sobre aquela "questão" que seu pai pediu que investigássemos. Peter e eu começamos, mas parece que vamos precisar da sua ajuda. — A curiosidade de Stiles saltou de zero a mil em um segundo. Ele estava sendo incluído na missão. Isso era simplesmente maravilhoso.

— C-certo! Quando vamos? Estou pronto para ajudar! — respondeu ele com um entusiasmo um tanto apressado.

— Amanhã, talvez? Hoje, parece que estamos todos ocupados com esse... — ela gesticulou com graça ao redor — esse frenesi de vestimentas para o seu baile.

Antes que pudesse elaborar, Laura foi rapidamente "capturada" por Cora e Malia, arrastada para a busca pelo vestido ideal.

— Amanhã — repetiu Stiles para si mesmo, saboreando a palavra como quem antecipa uma grande aventura.

— Amanhã, Stiles, também é o dia em que você deve recepcionar os Ravenspyr na estação de trem — lembrou tia Agni com serenidade. — Sua prima Lydia e os outros parentes da capital virão para o seu baile.

— Ah... — respondeu Stiles, com eloquência absolutamente nula. Sim, ele havia esquecido desse detalhe. Mas, ora, talvez alguns membros da austera casa do Corvo estivessem dispostos a colaborar também.


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