Capítulo Extra - Título do Título.

TÍTULO DO TÍTULO.

Por que smoked flowers? Sei que não é o mais comum de se ler. Sei disso e gosto disso. Porém não, esse não foi o motivo. No meu primeiro texto postado aqui, narro de forma... sucinta e poética, ouso dizer, a história de um garoto que perdeu sua ela para o suicídio. No começo tem "fumando flores, fumando" e termina com "flores fumadas, flores" uma vez eu li em algum lugar, que existem certos tipos de pessoas que fumam cigarros, nicotina, para apreciar a morte. Eles não esperam se matar naquele instante. Mas esperam morrer em algum momento... mais próximo? Talvez. Eles apenas apreciam. Eu fumo cigarros. E não, não quero adiantar minha morte. Fumo por gostar, apenas. Apesar dos pesares e dos malefícios, ugh. Algumas meninas acham sexy, sim. Mas esse é o princípio da minha escolha. Outra vez eu li, um alguém chamado Osho havia escrito, não desta forma, mas resumindo: Que se você quer ver a beleza da flor, não deve colhê-la, porque exatamente aquilo que fez você admirá-la e querer ela pra si, irá desaparecer, e ele conclui da seguinte forma. O amor não está na posse, está na apreciação. Pois bem. Conseguiram unir o que eu tão jovem pensei?

Fumar flores, fumar a beleza tornando-a algo vil e suja. Algo que ninguém gosta, ninguém quer. Fumaram a flor mais linda do meu jardim, a flor que ficava comigo, não era uma rosa, a tal eloquente rosa. Ela era uma flor encantadora. Mas um dia a fumaram, a colheram, a pisaram, a destruíram. Então esse é o motivo do título deste blog.

Um nome poético para algo trágico. Talvez por isso eu ame tanto poesia, faz a dor parecer bonita e até suportável...

Flores Fumadas são pessoas lindas que alguém danificou, colocou sua mão podre porque a achou impecável, queria-o para si, mas a colheu, não de forma delicada. Foi selvagem, bruto, machucou a tal ponto, que fez essas pessoas lindas, se machucarem também. Definitivamente.

Terminei de digitar me sentindo exausto, de repente. Como se um peso enorme tivesse sido colocado sobre mim. Nunca irei superar a morte da minha irmã, nunca irei superar o fato de terem lhe dado isso. De terem tornando-a alguém feio. Tiraram sua beleza, sua alegria. E deram-na tristeza. Respirei profundamente, pegando a minha xícara tomando um gole do meu café, já um pouco frio.

Talvez pela minha namorada ter terminado comigo eu tenha sentido a necessidade de escrever isso. Não sou um cara tão tecnológico, apesar de tudo. Gosto de poucos lugares nesse meio, lugares onde me sinto eu mesmo, onde não preciso me fantasiar esperando alguém apontar-me estereótipos. Você não pode ser romântico. Você é um quarterback. Você não pode ser bonzinho. Você está cheio de tatuagens, você é um garoto mau. Você não pode chorar. Você não pode, você não deve... Nãos. Eu parei de revidar, de tentar mostrar que na verdade sou apenas eu, e fim. Eles continuam achando o que querem, querendo o acham. Então me foquei na minha vida e nas pessoas que valem a pena, só. Que pensem o que quiserem de mim, eu nem penso neles, afinal. Eu não tenho problemas com eles, os nãos. Tenho problema com quem os utiliza e de qual forma, no final de tudo pessoas apontando o dedo significam uma coisa, e não irei falar que é inveja. Eles querem que você caia, que seja o que os outros já esperam ser. Eles não conseguem aceitar que você pode ser diferente: sendo melhor ou pior do que eles esperavam. No caso, pior não seria recebido de má formada.

Fechei a tela do meu notebook me jogando na minha cama. Não reclamo da minha vida, possuo o drama natural de qualquer ser humano. Odeio dramas desnecessários. Odeio pessoas sedentas por atenção. Odeio odiar, inclusive.

Tirei minhas roupas ficando apenas de cueca, andei em direção ao banheiro ligando o chuveiro, senti meus músculos reagirem no primeiro momento, ficando completamente nu entrei embaixo do chuveiro sentindo as gotículas mornas atingirem todo o meu corpo. Os músculos tensos começaram a relaxar. Os músculos que eu ganhei com anos praticando esporte. Desde sempre.

Enrolei uma toalha na cintura, passando desajeitadamente minhas mãos pelo meu cabelo castanho aloirado, tentando ajudá-lo a secar. Gregory Holden, você é um filho da puta sortudo.

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