Capítulo 13
AUDREY HOLDEN
Tell me your secrets and ask me your questions... Oh, let's go back to the start cantarolei acompanhando a voz do Cris Martin, vocalista de uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Coldplay e sua melodia divina que sempre tira o melhor de mim. Mordi o lábio tentando focar minha mente em lembrar aonde havia deixado meu maiô invés da música que soava por todo o meu quarto.
Festa na piscina, como eu concordei com isso? Essa é uma das desvantagens de ser novata em uma irmandade, você não tem muita opinião em grande parte dessas coisas. Basicamente ficamos de resolver tudo para nada dar errado. Eu, Amanda e Chloe ficamos responsáveis pela ornamentação, não temos vinte e um ainda então sem chance de comprar bebidas alcoólicas, as veteranas ficaram com essa responsabilidade.
Respirei fundo colocando as mãos na cintura tentando fazer minha mente funcionar de alguma forma, apesar de morar praticamente dentro de uma praia, pois assim que meu pai morreu me mudei para San Francisco com minha mãe, nunca colecionei biquínis ou maiôs, teoricamente eu poderia ter ficado mais perto de casa cursando na Universidade de San Francisco, mas quando se é filha única você sente uma pressão muito maior sobre você. Então quis ir para algum lugar onde pudesse sentir minha liberdade em minhas mãos novamente. Lembro claramente da expressão que minha mãe fez quando falei da minha admissão aqui, ela estava feliz por mim, mas parecia triste por ela. Não tiro sua razão. Fomos nós duas apenas por um longo período, aprendemos e erramos muito para termos o tipo de relacionamento chegando ao saudável que temos hoje em dia. Além da confiança, confiar é um pilar importante em qualquer relacionamento bom, mesmo que haja uma hierarquia, que é o que acontece entre mães e filhas, de certa forma.
Vou desistir de achar esse maiô e ficar com esse biquíni mesmo, conclui encarando o tecido em minhas mãos, preciso achar apenas um short soltinho, não tenho autoestima suficiente para andar por aí entre as pessoas apenas com um "lingerie aceitável socialmente".
— Audi, meu doce anjo, você ainda não está pronta? Já tem pessoas chegando! — Amanda soava animada aparecendo na porta do meu quarto, observei atentando ela usando o meu maiô.
— Sua filha da puta! Deveria ao menos ter pedido antes, Amy! — Resmunguei me jogando na minha cama. — Eu queria usar ele.
— Meu bebê se preocupando com roupas! Nossas crianças crescem tão rápido! — Ela disse de forma tão animada que foi impossível não sorrir. — Não sou tão vadia, meu anjo — concretizou, logo depois senti um tecido ser jogado no meu rosto, verifiquei sendo um short. Meu sorriso se abriu mais ainda.
— Uma amiga foda dessas — falei fazendo-a dar de ombros.
Não esperei por nenhuma palavra mais saindo de sua boca, apenas segui até o banheiro com as peças para vestir. Minha autoestima sempre me limitando. Assim que estava devidamente vestida, com o cabelo solto como sempre uso ultimamente e sem grandes coisas no rosto, me olhei no espelho fora do banheiro. Sob o olhar atento de Amanda e meu fiquei me encarando naquele troço que as vezes me dá motivo para felicidade e outras vezes para tristeza.
Mordi a bochecha ao me ver tão exposta. O problema não era o biquíni, mas todas aquelas pessoas que não iriam demorar para fazer parte dessa festa.
— Ok, sem paranoias com o corpo, estamos entendidas? Você é gostosa para caralho, garota — ressaltou Amanda ficando ao meu lado.
Eu juro que estou começando a parar com essas comparações entre mim e essas garotas com corpos esculturais, que parecem mais pinturas ou esculturas feitas minuciosamente que nem parecem reais.
— Você fala isso e aí olho no espelho para nós duas – falo me sentindo patética. Argh!
Amanda e eu somos tão diferentes, não só esteticamente. Ela tem a pele bronzeada, olhos intensamente negros e sinceramente, ás vezes penso que a qualquer momento ela vai olhar nos meus olhos e falar que na verdade é uma sereia, aquelas sereias que destroem a vida dos homens. Isso contrasta totalmente comigo sendo pálida parecendo um golfinho, a única coisa que realmente adoro em mim são meus olhos. De qualquer forma, sereia e golfinho são amigos.
Encarei minha cintura não tipicamente fina me sentindo muito frustrada. Irônico mesmo é que eu posso odiar vários pontos no meu corpo, mas não tenho intenção realmente de mudar nada. Sou bonita, apenas com paranoias desnecessárias sobre estética na cabeça.
— Espera, você não está desse jeito porque o Gregory vem, está?
— Puff! Óbvio que não — resmunguei me sentando novamente na minha cama.
— E colocou um ponto final naquela ideia idiota, não é? Convidou ele pessoalmente sem intenções babacas?
Respirei fundo sabendo muito bem onde Amy queria chegar. E a resposta continuava sendo não.
— Depois eu que sou a desconfiada aqui — brinquei fazendo-a rir.
— Você que é viciada em ler esses romances clichês deveria saber que todo mundo que começa com esses joguinhos vou-fazer-ele-se-apaixonar-por-mim-e-sofrer acaba sofrendo mais do que a outra pessoa.
— Gregory me deu um choque de realidade naquele dia.
— Qual é? Você estava querendo sentar naquele pau e isso sempre foi óbvio, meu anjo. Eu mesma te disse isso trezentas vezes, mas quando o digníssimo Gregory supôs isso, você já ficou "ai meu deus! Ele está certo, agora estou assustada! ".
— Talvez porque quando a senhorita vinha falar comigo era sempre em tom de zoação e eu sempre achei que você estava apenas rindo da minha cara — resmunguei empurrando ela para longe de mim.
Amanda soltou uma gargalhada alta balançando a cabeça negativamente na minha direção.
— De qualquer forma, espero que você sente naquele pau e pare de desmerecer o que eu digo — falou ela se jogando em cima de mim.
— Você não fez isso quando começou a namorar com o Harry, querida — falei sem folego sentindo meus pulmões pressionados pelo peso da minha melhor amiga sobre meu corpo.
— Eu nunca menosprezo o que você me diz! Só é difícil ter algo sério com um dos professores da Universidade. O lado bom é o sexo na sala dele. — O seu tom sonhador me fez revirar os olhos.
— Sim, sim. Foi exatamente isso que eu disse lá no início de todo esse enrolo, sem a parte do sexo na sala dele, óbvio.
— Espera aí! Você quer namorar com o Gregory? Por que eu não tinha falado de namoro, e sim usufruir do tesão reprimido — disse Amy me olhando como se eu tivesse escondendo alguma coisa. Ok! Não estamos em um laboratório onde estão estudando minha mente. Ou estou? Balancei a cabeça dando de ombros.
Não tenho grandes ambições quanto isso, Gregory e eu, ao menos não ainda. Minha mente é muito fértil e isso ás vezes dificulta a minha realidade. Parece que de alguma forma sempre estou à frente do que acontece e isso nunca foi bom para mim, ficar pensando em todos os ramais que poderiam acontecer quando nunca pensamos em todos os possíveis é decepcionante no final.
Nunca achei que idealizasse algo, mas sempre ia além do que realmente havia acontecido e isso levava a uma gastura desnecessária da vida num todo. Então eu me pegava descontando as coisas no universo quando na verdade aconteceu por minha culpa. Foi minha responsabilidade, pensar menos ou demais.
É irônico quando usamos o "não pensei antes de agir" quando obviamente é uma mentira, usei esse termo depois da atitude idiota do Gregory comigo e Amanda naquele dia em frente ao Kappa Kappa Gamma. Foi mentira ter pensado que não me importava com o que ele fazia em relação a mim. Obviamente me importava o suficiente para pensar rapidamente em algo que soava como uma vingança fútil – ao menos depois que eu racionalizei direito –.
Não iria só intencionalmente machucar alguém, mas seria machucada no processo disso.
Apesar de todo meu subconsciente ser sempre tão vingativo, por vezes tentamos ser alguém melhor do que realmente somos. Mesmo tendo desistido da parte de vingança, não é como se eu tenha também deixado a conquista de lado. Se fosse mesmo assim, não tinha continuado intensificado por dois na vida dele. A forma de ação mudou, mas ainda quero o mesmo resultado, com intenções diferentes. Só espero que as consequências não sejam tão drásticas. Sei que ninguém é imune da terceira lei de Newton, para toda ação, existe uma reação de mesmo valor, mesma direção e sentido oposto.
Olhei para a frase no meu pulso, "you are art" estava ali delicadamente escrito em tinta preta, um sorriso involuntário se formou enquanto saímos do quarto, foi a minha tatuagem número três, a última que fiz até o momento. Sei que marcar sua pele com outra pessoa é geralmente perigoso, mas considero Amanda e eu um reencontro de almas. Nem todos acreditam em reencarnação, porém particularmente acredito que nossas almas vagueiam e sempre de alguma forma acabam unidas. Não penso nisso como se fossemos peças de um quebra-cabeças, é só nós. Ela é uma irmã que universo me deu, assim como sei ser reciproco. Então fizemos nós duas estas frases, você é arte.
A arte é expressada de várias formas, alguns consideras inconsequentes outras cultas, mas se expressar de alguma forma positiva é só... lindo. Encontrar beleza na dor para que de alguma forma aquilo melhore dentro de si. Nunca fui grande admiradora de flores, me tornei por uma em particular depois que meu pai morreu e queria alguma forma de ainda me sentir conectada com ele. Quero dizer, sempre faríamos parte um da vida do outro, entretanto gostaria de olhar algo e ver ele ali. Meu pai costumava ter uma floricultura, ele odiava vender buques e nunca o fazia. Ele apreciava quem cuidava daquelas flores, não quem queria apenas se aproveitar de sua beleza, e isso é uma arte que aprendi cedo. Nunca vi nada demais em flores, elas não me tocavam como faziam nele. Porém orquídeas é a nossa conexão mais profunda. Hoje em dia respeito as flores, aprendi a admirá-las sem depreciá-las. Gosto de ver sua majestade sem precisar serem minha posse. Durante um período costumava pegar flores murchas e colocava dentro de um livro, ele fica na minha cabeceira, apesar de não sair por aí atrás do que os outros depreciam por terem perdido o que eles mesmo tiraram. Já tive algumas manias um tanto estranhas, acho que a grande maioria já o fez.
De três tatuagens que possuo, duas são orquídeas, uma acima do seio e outra nas costas. Do lado do coração, frente e costa, ali está quem irei sempre carregar comigo. Meu pai dava orquídeas para minha mãe, nunca tivemos um jardim em casa, mas havia vasos com aquelas lindas espécimes espalhados por todos os lados.
Balancei a cabeça observando alguns rostos conhecidos espalhados pela área da piscina, sabia que era intencional meus olhos passearem por todas aquelas pessoas, estava procurando silenciosamente por ele. Não sei aonde isso vai dar e se realmente chegará em algo, acho que é mais como um momento que não foi vivido que chegou a hora de ser apreciado. Compreendo que estamos em momentos totalmente diferentes agora, mudamos. Gosto de como o conhecido se tornou um mistério depois de algum tempo. Antigos sentimentos vindo com novos aspectos.
Ao que tudo indicava, Gregory ainda não havia chegado. Tentei focar minha atenção naquelas pessoas, logo estaria muito mais concentrado, Tass estava empenhada em ter uma nova lidar das cheers, falta pouco mais de dois meses para ela conseguir seu diploma de jornalista e estar deixando U. C. Berkeley. No caso, ela está colocando seu empenho na Amanda e isso não deixou algumas outras meninas da equipe felizes. Não sei como funcionava a hierarquia antes de entrar, mas parecia que só existia Tass no topo.
Tassy é extremamente desconfiada com todo mundo, não confia em ninguém arduamente. Ela pega responsabilidades para si e arca com todas com maestria. Jude é a mais... sensível, dentre nós quatro, mas não é dramática, pelo menos. Amanda é a boca suja, com certeza ela não sabe que pode colocar um filtro naquela boca. E eu, bem, não sei. É mais para defeito, adoro observar e sentir orgulho das minhas amigas, mas quando chega em mim é... Me pressiono por tudo para acabar em nada. Às vezes tenho quase certeza que sou uma montanha russa, todas aquelas oscilações que nos fazem gritar e sorrir.
Deixei os pensamentos sobre mim de lado enquanto dava sorrisos amistosos por onde passava, caminhava tentando não parecer antipática ou metida como algumas pessoas amavam me rotular. Apesar de me sentir mais confortável dentre aqueles estranhos, ainda preferia estar no meu quarto assistindo alguns dos meus filmes favoritos dos anos 80.
Andando ao redor acabei pegando uma bebida tentando não parecer tão desinteressada em toda aquela movimentação de pessoas como eu realmente estava. Depois que Tass parou um pouco com a política de estou-apresentando-as-novatas as coisas ficaram mais divertidas, pelo menos já estava começando para alguns ali. Isso infelizmente não me incluía ainda. Gregory Dean Hoover ainda não havia chegado e isso estava começando a fazer um nervosismo surgir. Não sei muito bem porque estou novamente me deixando entrar na teia de Gregory. Estive lá durante longos anos e foi um pouco difícil sair, apesar de estar por aí com outros rapazes. Aquilo de que para conseguir seguir em frente de alguma forma você tem que terminar as coisas faz muito sentindo quando Gregory e eu me vem à mente. É como se o universo de alguma forma toda vez que nos víamos quisesse mostrar que algo ainda não estava resolvido ali, seja para continuar ou para realmente colocar um final.
Certo. Não me sinto tão bem com alguns olhares que recebia do Gregory mesmo quando estava com alguma de suas garotas por perto. Apesar de algumas ex-namoradas dele terem ficado minhas inimigas, não foi recíproco. Nem conhecia elas, por que infernos iria odiar aquelas garotas por homem? Só... não. Com certeza não. Ainda irei jogar essa carta com ele. Aqueles olhares, que simplesmente me acompanhavam por aí quando estava ao redor, não foram invenções da minha mente. Por mais satírica que ela seja comigo às vezes.
Sentei perto da Amanda, que pegou minha bebida. Sem incômodos entreguei. Precisava de algo refrescante e não que fizesse minha garganta secar ainda mais.
— Você ainda não foi encontrar seu garoto? — Ri dando de ombros. Amy iria fazer esse jogo por muito tempo.
— Não chegou — comentei sem querer parecer muito interessada. Ela já tinha bolas o suficiente para jogar contra mim.
— Seu radar está falhando, mas o dele nem tanto. Ele está de olho em você desde que chegou — comentou me fazendo olhar na mesma direção que ela.
Eu não divaguei por tanto tempo a ponto de simplesmente me desligar assim, não é? Oh, Deus! Foi impossível segurar um riso enquanto observava Gregory perto dali conversando animadamente com a Jude, com todo o seu oceano azul direcionado para mim. Ele sempre parece tão bonito que nem é explicável. Eles poderiam ser irmãos, loiros e de olhos azuis. Me levantei no intuito de pegar outra bebida na mesa não muito longe dali, mas parece que alguém legou aquilo como um convite para se aproximar.
— Pensei que um dos corredores* fosse o Ethan, não você — comentei tomando um gole da minha nova bebida olhando diretamente para ele. Gregory sorriu preguiçosamente, mostrando uma covinha na bochecha esquerda.
— Então... Alguém havia me dito que me faria companhia aqui, mas parece que estou sendo ignorado — respondeu me fazendo rir enquanto removia o copo dos meus lábios.
— Talvez você não seja muito importante para esse alguém, e tenha se esquecido — exemplifiquei fazendo seu sorriso se alargar.
Ok. Gregory Dean Hoover sorrindo é meu ponto fraco. Ou mais forte. Não sei, só sei que me atinge como um míssil deixando todas minhas estruturas frágeis, porém indo contra as expectativas, gosto de provocar Greg, é delicioso.
Ele me faz dizer coisas que normalmente faria, me sinto um pouco... demais. Gosto de sentir que estou sendo f*da pra c*ralho, de qualquer forma.
— Outch! Você ama ferir meus sentimentos — resmungou enquanto eu declaradamente descia meus olhos pelo seu corpo. Tenho que parar o diabinho dentro de mim, o anjo que estava ao meu lado em algum momento fugiu quando Gregory se aproximou.
É tão irônico como Hoover vai contra o que já considerei ser meu tipo de homem. Não tinha nada envolvendo longos fios dourados, olhos intensamente azuis, muito menos esportista. Pelo menos ele é realmente bom com as palavras. De qualquer forma, é bom não seguir o padrão estabelecido na minha mente em algum momento depois que o conheci, voltar às origens.
— Então existem sentimentos? Interessante — brinquei girando meu corpo andando novamente na direção da Amanda. Havia ido apenas pegar a bebida, mas o loiro dos meus sonhos molhados poderia vir de brinde.
Não sentei novamente, apenas observei Gregory voltando a conversar com a Jude enquanto seus olhos permaneciam vidrados em mim. O gostinho de me sentir uma femme fatale de alguma forma é mais delicioso do que imaginei.
[...]
Em algum momento enquanto já escurecia, deixei Gregory de lado e curti a festa com minhas amigas. Ele desapareceu do meu alcance, simplesmente deixei quieto. Não havia prometido ficar me agarrando com ninguém, nem sei qual foi realmente meu intuito ao convida-lo para cá pessoalmente. Ficou soando como algo pessoal, talvez fosse isso. Amy estava dançando não muito longe de onde eu estava indo ficar perto da Jude.
— Como está uma das minhas garotas favoritas? — Perguntei passando a língua rapidamente pelos lábios ressecados. Bebida alcoólica sempre me deixa com tanta sede, ugh.
— Só conheço três, e pelo que vi até agora todas três estão se divertindo — falou enquanto sorria. Jude era uma das garotas mais doces e positivas que já conheci na minha vida. Chegava a parecer inocente em alguns momentos, ela apenas é boa demais para esse mundo. Sinto isso toda vez que a vejo.
Se existe algo que amo para caralho no universo além da minha família, é meus amigos, porra, eles são incríveis, todos. E sou uma fodida sortuda por cada um deles estar na minha vida.
— Você é tão incrível! Boa demais, até para o Ethan — falei fazendo beicinho, me sentindo o ser humano mais patético naquele instante. Jude apenas gargalhou me puxando para mais perto.
— Deixa ele ouvir isso, você estará em apuros.
— Apuros? Ele fará alguma piada ou pedirá para você defendê-lo, Puff.
— Se eu não te conhecesse diria que você está bêbada — caçoou me fazendo dar de ombros.
— Bêbada de tédio, acho que vou subir — conclui terminando a bebida com gosto doce de morango que havia no meu copo.
— Pode ir, te dou cobertura — ela piscou na minha direção. Dei um beijo na sua bochecha seguindo meu caminho pelas escadas.
Esperava mais dessa festa. Ao menos entrar na piscina! Que bela festa na piscina se ninguém entrou naquela merda? Estava contando com alguém pulando bêbado, mas esses universitários estavam muito civilizados! Em nada pareciam com os animais de sempre, que bebiam e ficavam sem nenhuma vergonha de fazer besteiras. Tudo que eu mais queria eles não fizeram, insensíveis. Feriram meus sentimentos.
Removi meu biquíni e short, colocando um roupão sentindo o cabelo grudado na nuca. Tass sumiu rapidamente assim que seu namorado apareceu. Jude é a única que não fica ao redor do Ethan 24/7. Amy não é igual Tassy apenas por que o professor não pode vir, se é que ela daqui a pouco não some para ir se encontrar com ele. De qualquer forma os caras são legais com elas. Então sobrou a única solteira no quarteto fantástico, e realmente não me incomodo com isto.
Apesar de todo meu jogo com Gregory, não sei onde isso tudo vai dar. Já deixei de calcular consequências, apenas estou deixando as coisas irem sem realmente ter um plano totalmente meticuloso como no início. A ideia de querer fazer alguém sofrer por ter sido idiota me parece tão fútil agora. Ele fez aquela piada idiota envolvendo meu ex? Foda-se. Já superei isso. Não é como se eu quisesse casar com o Gregory. Nem sonho com casamento. Quero aproveitar tudo dele. E estou sendo totalmente recíproca nisso. Dei de ombros enquanto pegava uma liga e amarrava meu cabelo, removendo-o da minha nuca suada.
Sai do banheiro voltando para o meu quarto, um sorriso involuntário surge no meu rosto quando observo Gregory Hoover em pé ali. Parece que aquele ditado é real, quando se pensa no diabo o rabo aparece.
— O rockstar resolveu inverter os papéis hoje? — falei fazendo-o me olhar de cima a baixo. Nah! Eu não estava atraente, mas aquele olhar fez-me sentir quente.
— Comprei algumas informações para chegar até aqui, você é difícil modelo.
Ri ao ouvir "modelo", balancei a cabeça pegando minhas roupas há pouco jogadas no chão e colocando no cesto de roupas sujas.
— Então o que devo a honra de sua visita?
— Me expulsando tão rápido?
— Não é educado responder uma pergunta com outra — resmunguei mordendo meu lábio enquanto o olhava de lado.
Queria dizer algo sarcástico para ele parar de se aproximar, mas Hoover já estava próximo o suficiente. Suas mãos estavam despretensiosamente jogadas no meu quadril. A sensação era agradável. O toque dele é incrível mesmo com o roupão, queria sentir pele na pele.
— Queria um momento a sós — resfolegou, seu rosto um pouco a cima do meu. Sorri não perdendo a oportunidade.
— Só homem o suficiente sem ninguém olhando?
— Na verdade... — ele realmente não respondeu, sua mão levou meu rosto para próximo do seu enquanto seus lábios raspavam os meus ressecados. Meus olhos estavam hipnotizados pelo azul dos seus, inebriada pelo momento e surpreendida quando ele finalmente aprofundou aquilo.
Minhas mãos estavam subindo pelo seu abdômen. Realmente alguns longos pensamentos sobre minhas unhas arranhando todas aquelas tatuagens espalhadas. Enquanto isso, nossas bocas trabalhavam uma na outra, a sincronia em que nossas cabeças iam para os lados eram só... admirável. Meus dedos dedilhavam sua pele tatuada indo em direção as suas costas, arranhando levemente sua pele. Seu gemido rouco contra minha boca foi uma aprovação que me fez sorrir.
Sentia-o me empurrando, talvez em direção a cama, logo senti o tecido macio sob minhas costas. Simplesmente prendi minhas pernas ao redor do seu quadril enquanto caia na cama. Sem chances de ele levantar e me ver nua ali. Só um roupão, sem peças por baixo, gemi ao constatar onde uma de suas mãos estava. Seu toque estava queimando a pele da minha bunda. F*da.
— Gregory...
Ele estava ocupado com seus belos lábios traçando meu pescoço, descendo pelo decote do roupão indo em direção aos meus mamilos. Ouvi um risinho, deve ter visto uma das minhas tatuagens. Era um pouco a cima do seio esquerdo, uma orquídea em aquarela.
— Porra, linda... — sorri de olhos fechados, meus dedos firmemente entre seus fios dourados.
Sentia totalmente o ar ficando escasso no quarto enquanto seus lábios estavam passeando por toda aquela região. A p*rra do melhor turista. Meu corpo estava o próprio inferno, se ele realmente existe em algum lugar, seria em mim naquele instante. Meus mamilos estavam tão...
TOC TOC
Gregory me olhou, quando as batidas na porta continuaram e logo em seguida a voz de Amanda soou abafada pela madeira além da música alta lá em baixo.
— Audi! Está tudo bem, aí? A Jude me falou que você quis subir mais cedo, aconteceu algo? Audi?
Minha língua parecia presa, passei ela suavemente pelos meus lábios enquanto Gregory dava um sorrisinho saindo de cima de mim. Me ajeitei na cama, fechando totalmente meu roupão.
— Mm... Sim, err... estou indo banhar, desculpe por ter subido mais cedo — respondi me aproximando da porta, sem qualquer intenção de abri-la.
— Ok, mantenha sua porta trancada. As pessoas decidiram que era uma boa hora para meter o louco. — Fiquei próxima a porta sem responder nada, ouvi passos e então voltei minha para o anjo caído na minha cama.
Se Hoover já esteve em algum momento mais sexy do aquele, era impossível. Seus cabelos desgrenhados, seus olhos vívidos sincronizados com o meu naquele instante, a sua roupa amassada. Ele estava parecendo realmente uma divindade. Aquilo estava voltando a ficar quente, ri levemente o observando se levantar ajeitando o volume na sua bermuda.
Oh sim, eu fiz isso totalmente.
— Tão fácil, Gregory. Totalmente teria gozado em sua bermuda se a Amanda não tivesse vindo me verificar — zombei o fazendo rir, colocando as mãos dentro dos bolsos.
— Já fui difícil tempo suficiente para você — falou enquanto ficava próximo o suficiente para salpicar um beijo na minha boca.
— Concordo totalmente — falei enquanto ele caminhava até a porta, destrancando a porta — Boa sacada, ter trancado nós aqui — conclui o fazendo dar de ombros.
De repetente, Hoover parecia misterioso com algo, como se seus pensamentos estivessem saindo de sua cabeça de alguma forma naquele momento. Arrependimentos? Por quê? Foquei totalmente minha atenção no seu rosto.
— Ainda não tenho seu número — ressaltou me fazendo sorrir. Peguei seu celular digitando rapidamente todos os dígitos assim que ele me deu.
— Agora tem — falei com ele voltando alguns passos, dando-me outro beijo e saindo em seguida sem qualquer palavra a mais.
Ok. De qualquer forma não esperava juras de amor, mas ele parecia rapidamente diferente. Pensativo demais. Algo havia sido quebrado e obviamente eu não fazia ideia do que. Descartei arrependimentos, deixei meus pensamentos de lado ao ouvir meu celular em algum lugar no quarto. Estava ainda dentro do short que havia colocado dentro do cesto de roupas sujas. Peguei-o digitando a senha e acessando a mensagem.
Nos vemos a sós em breve, prometo ser difícil da próxima vez.
Beijos intensos, G.
Era Hoover. Não respondi observando outra notificação, do twitter desta vez. Abri ao ler de quem era. Oh!
@turnersmoked: Orchid, está aí? Estava a fim de conversar um pouco.
Sorri sem responder nenhuma das duas. Às vezes me sinto uma vadia má por isso, não leve a mal, não estou num playground com os sentimentos do Gregory. Apesar de não contar alguns detalhes, estou sendo sincera ao meu modo. Porra, eu realmente gosto dele. E não foi tão fácil perceber isso há algumas semanas. Tentei sair com um rapaz naquela semana após o primeiro beijo desastroso com Gregory e o beijo do outro não fez aquela confusão se ajeitar na minha mente como o do Hoover.
Apesar de toda confusão que se fazia em minha mente quando começava a tentar racionalizar tudo aquilo, no final tudo se ajeitava de alguma forma. É só... não tem como racionalizar sentimentos, não do jeito que imaginamos.
NOTA DA AUTORA:
obs: Ao falar corredores* Audrey está falando sobre a posição que o Ethan ocupa no time, ele corre com a bola e o Gregory não.
[A]. Queria pedir desculpas pelos atrasos. Estou passando por vários problemas pessoais e isso me afeta de várias formas, não é como se eu tenha um controle sobre isso. Peço compreensão e desculpas ):
[B]. Mas falando em coisa boa. E esse capítulo, em? Gostaram da minha filha Audi se apresentando oficialmente? Ah! Meu bebê! E o menino Gregory? Virou ativo ele.
Gostaria de dedicar grande parte desse capítulo para todas as minhas amigas, a maioria lê aqui e você são incríveis demais e me dão uma força que caralho! Sou muito grata por cada uma! Meus próprios anjos!
Agora está tudo às claras, né meus anjos? Pois bem, eh isto. Não se esqueçam de me seguir aqui no wattpad, comentar bastante e indicar para os amigos!
Até o próximo capítulo! Vem surpresa, viu? rsrsrs
ALl THE LOVE, BELLA REITH!
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