Prisioneira

Dói-me a alma!

Presa nesta âncora material que é o meu corpo

Que me sufoca, asfixia ...

Matéria pesada que me arrasta na angustia e tristeza

Tal qual mergulhador que em vão tenta alcançar a superfície

Por um lado, fascinado com o espetáculo incrível que se lhe depara

A força mágica e bela da natureza que o hipnotiza e o puxa mais e mais...

E a necessidade de ar de oxigénio...

quando deixa de lutar torna-se livre!

Livre sem âncoras, sem amarras e a alma vai solta, sem dor nem angustia nem tristeza.

Serena vai...

E preciso tanto de ir...

já só me arrasto como um verme...

Sem amor, nem desejo, nem esperança ...

Exausta de mim própria...

Ir!

Único desejo e objetivo.

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