Capítulo 43
"Nós faremos tudo sozinhos
Nós não precisamos de nada ou de ninguém.
Se eu deitasse aqui
Se eu apenas deitasse aqui,
Você deitaria comigo e
Simplesmente esqueceria o mundo?"
-Chasing Cars
Snow Patrol

Olívia me encara com a sobrancelha levantada enquanto mistura o café com leite mexendo a colher sem parar como se estivesse ponderando se deve me dar uns tapas ou não por tê-la feito sair de casa.
Ela tem muita razão em estar brava comigo pelo que fiz com o seu irmão e por ter provocado, mesmo que sem querer, uma briga com Nick, mas mesmo assim eu quis conversar, colocar as cartas na mesa e esclarecer tudo.
— Vai falar alguma coisa ou me chamou aqui só para admirar a minha beleza? -Solto uma risadinha entrecortada ao escutar a sua voz rouca.
Seu braço já não está mais engessado, e embora ela ainda caminhe com certa dificuldade, é notória a sua recuperação.
— Hã... certo. -Engulo em seco tentando desfazer esse nó que se formou na minha garganta. — Escuta Liv, eu queria me desculpar com você. -Digo baixinho e ela balança a cabeça devagar. — Sei que deve estar me odiando pelo sofrimento que causei a Jhonatan, no entanto, quero que entenda que eu não tinha escolha. -Explico em detalhes o que aconteceu, como Beto me obrigou a terminar com Jhonny, das suas ameaças e principalmente da covardia que ele fez comigo.
Conforme vou dizendo tudo, o olhar de Liv muda de furioso comigo a indignado com Roberto. Ela franze o cenho várias vezes e em alguns momentos, chego a pensar que ela vai se levantar e procurar o garoto para lhe dar uma boa surra.
Confesso que apesar de não querer ter mais nenhum tipo de contato com aquele verme, essa ideia é um tanto tentadora.
— Mas que filho da puta! Me diz que você denunciou ele, Ava, por favor. -Confirmo séria. — Se esse idiota aparecer na minha frente, juro que vou quebrá-lo na porrada. -Agora estou rindo de verdade.
— Você e o seu irmão definitivamente são gêmeos. -Sussurro e ela concorda com convicção. — Graças aos seus pais e a Jhonny, eu consegui fazer a coisa certa, eu estava tão aterrorizada... -Só de lembrar daquele dia, minha boca fica seca e esfrego as mãos no rosto para tentar afastar a imagem da minha cabeça.
A morena na minha frente me observa em silêncio ao mesmo tempo em que balança a cabeça para cima e para baixo.
Quando liguei para ela e pedi que viesse até a sua casa para conversar, não pensei que aceitaria. Desde que Jhonatan e eu voltamos a ficar juntos, quase não saí do seu apartamento e das poucas vezes que estivemos fora, foi apenas para comprar mantimentos ou ir até a delegacia para ver como estava o andamento do meu processo contra Roberto.
E embora eu inconscientemente tenha adiado esse encontro, chegou um momento em que senti que não tinha outra saída. Uma hora ou outra ela visitaria os pais ou teríamos que jantar juntas... era inevitável.
— Escuta Ava, confesso que eu fiquei furiosa ao ver meu irmão sofrer. -Respiro fundo desviando o olhar do seu e seco as mãos suadas na calça jeans. — Mas agora que você finalmente resolveu se abrir comigo, entendo seus motivos. -Suspiro pesadamente.
— O-obrigada Liv, é muito importante para mim que você saiba que eu jamais quis machucar o seu irmão intencionalmente, tudo o que fiz foi para protegê-lo...
Seus lábios se curvam em um sorrisinho cúmplice.
Sirvo mais um pouco de café na sua xícara e ela coloca uma boa quantidade de açúcar antes de beber.
Como não gosto muito da bebida amarga, escolhi um suco de goiaba para me refrescar e aproveito o momento para molhar a garganta antes que acabe engasgando de nervoso.
— Agora que está tudo esclarecido, gostaria de te dizer uma coisa. -Liv solta de repente e apoio o copo de vidro na mesinha de ferro posicionada estrategicamente na sacada do apartamento dos seus pais.
— Sim?
— Você é uma garota legal, Ava Rice, e estou feliz de que Jhonatan e você tenham se acertado, não aguentava mais ter que vê-lo andando como um zumbi pelos corredores, ele estava insuportável, embora eu provavelmente estivesse tão imersa no meu próprio sofrimento quanto ele. -Sorrio tristemente.
— Acredite em mim quando te digo que eu fiquei pior. Não teve uma só noite em que não desejei que tudo não passasse de um pesadelo. Eu amo o seu irmão com todas as minhas forças.
— Não precisa se preocupar, agora sinto que ele está bem. Conexão de gêmeos e toda essa merda. Seu olhar se suaviza imediatamente e sem que eu possa prever a sua reação, Liv se levanta e caminha até parar do meu lado e abraça meu corpo por trás me pegando completamente de surpresa.
— Obrigada mesmo por me escutar, Liv. Não sabe como me sinto mais tranquila em saber que você não quer me matar. -Brinco para aliviar a tensão.
— Antes eu até queria, mas depois do que falamos, só posso te dizer que seja bem vinda à família Cross, garota.

— Tem certeza que não quer ir? -Jhonatan pergunta pela décima vez e novamente balanço a cabeça para os lados negando com veemência.
Hoje é o dia do casamento da sua irmã, e por mais que esteja morrendo de vontade de acompanhar o meu namorado, sei que ainda estou correndo o risco de que Beto me encontre e acabe armando uma cena desnecessária.
Já vai completar mais de um mês desde que fiz a denúncia e embora ele ainda não tenha se pronunciado, sei que é capaz de qualquer coisa para me prejudicar ou para se vingar, incluindo estragar o dia mais feliz da vida da Olívia.
Só de pensar que Beto pode aparecer ou me pegar desprevenida, meu estômago se embrulha e sinto vontade de vomitar.
Tento conter esse urgência, mas quando vejo que estou perdendo a batalha, corro para o banheiro e despejo todo o conteúdo do meu café da manhã no vaso sanitário.
Jhonatan aparece no meu encalço enquanto escovo os dentes e lavo o rosto na pia.
— Está tudo bem? -Encontro seu olhar preocupado através do espelho.
— Sim... acho que algo que comi ontem deve ter me feito mal. -Dissimulo para não deixá-lo alerta pelo resto do dia.
— Tem certeza? Porque eu posso ficar aqui com você.
— Não! -Nego rapidamente. — Seria péssimo se faltasse ao casamento da sua irmã.
Acaricio seu rosto com carinho, mas o gesto não parece convencê-lo.
— Estou bem, amor, sério. -Reitero sorrindo e ele acena lentamente.
— Vou estar atento ao meu celular, se passar mal de novo, me envie uma mensagem e virei correndo, ok?
Concordo rapidamente para que ele fique tranquilo.
O que ele não sabe, é que mesmo que eu estivesse com quarenta graus de febre, não atrapalharia o seu dia com Liv por nada.
— Te amo, Jhonatan. -Beijo sua bochecha. — Agora vai logo antes que chegue tarde. -Sorrio empurrando seu corpo para fora do quarto.
— Também te amo, meu bem. -Seus dedos seguram meu queixo e ele encosta os lábios nos meus em um beijo carinhoso.
Uma vez que ele se vai e a casa fica vazia, corro para o banheiro outra vez e novamente regurgito tudo, só que agora não sai nada, apenas um líquido transparente.
Depois de passar quase meia hora debruçada no vaso sanitário, minha barriga fica doendo de tanto forçar então decido tomar um banho e me deitar na cama para descansar um pouco.
Como não consigo pegar no sono imediatamente, coloco uma série qualquer no laptop e dou o play para me sentir acompanhada e me cubro com o edredom soltando um bocejo preguiçoso.
Durante os primeiros capítulos, até consigo prestar atenção no enredo, no entanto, conforme os minutos passam, meus olhos pesam, a respiração fica cada vez mais lenta e então pego no sono ao som das risadas de fundo para enfatizar alguma piada do personagem principal.
Acordo horas depois com a barriga roncando de fome e resolvo preparar um sanduíche enquanto Jhonny e seus pais não voltam.
Calço um chinelo, vou até a cozinha e pego todos os ingredientes que preciso dentro do armário.
Com a cabeça a mil por hora, separo duas fatias de pão integral em um prato, passo maionese de um lado e no outro, coloco peito de peru e queijo mussarela.
A cada mordida que dou, uma imagem do que me aconteceu até chegar aqui me aflige sem dó nem piedade. Me perco tanto nas lembranças, que dou um pulinho quando o micro-ondas apita e retiro a xícara de água fervente, despejando uma colherinha de chá em pó.
Me sento em uma das banquetas e termino de comer pedaço por pedaço em silêncio tentando imaginar como será que está a festa de Liv e Nick.
Fico muito feliz pelos dois.
Eles merecem ficar juntos, o cara é completamente apaixonado pela namorada, provavelmente esposa uma hora dessas, e sei que por mais que tenham passado por dificuldades, mesmo assim são perfeitos um para o outro.
Sorrio para mim mesma.
Essa família é tão surreal que nem parece que existem.
Termino de comer rapidamente e limpo tudo antes de voltar para o quarto.
Não dou nem dois passos pelo corredor, quando meu estômago começa a se embrulhar novamente e então corro até o banheiro quase não tendo tempo de chegar até o vaso.
O que diabos está acontecendo?
Considero seriamente ligar para Jhonatan para que ele me leve a algum hospital para ver o que tenho, então como se uma luz se acendesse na minha cabeça, percebo que venho vomitando a um bom tempo desde que cheguei aqui, só que atribui isso ao fato de que estava nervosa por conta de Beto e toda aquela confusão.
Puta que pariu.
Tampo a boca com uma mão, meus batimentos cardíacos atingindo a velocidade da luz e meus olhos se enchendo de lágrimas no mesmo instante.
Desbloqueio o celular e procuro o aplicativo onde controlo minha menstruação tremendo tanto que não sei como consigo enxergar o que está escrito na tela.
Reviso o calendário com o coração quase saindo pela garganta e quando vejo as palavras quarenta e cinco dias de atraso em vermelho, engulo em seco ao notar que não lembro de ter menstruado no mês passado.
Não, não, não.
Não pode ser.
Faço as contas pelo menos umas vinte vezes e em todas elas o resultado é o mesmo: estou atrasada. Quarenta e cinco dias atrasada.
Encosto na porta de vidro que dá acesso ao chuveiro e apoio a cabeça nas pernas balançando para frente e para trás.
Minha respiração falha e me sinto tonta ao assimilar a gravidade do que pode estar acontecendo.
As lágrimas escorrem livremente pela minha bochecha e não consigo sequer conter os soluços que fazem meu corpo inteiro sacudir.
Droga!
Não posso simplesmente enlouquecer sem estar segura do que está acontecendo.
O que eu vou fazer? Como vou dizer para Jhonatan? O que ele vai pensar...
— Amor, cheguei! -Como se ele pudesse adivinhar que estou pensando nele nesse exato momento, sua voz rouca ecoa pelo quarto vazio e aperto as pálpebras sentindo um frio congelando a minha espinha.
Minha vontade é de desaparecer. De sair correndo sem olhar para trás, mas não tenho nem mesmo forças para me levantar, então quando ele aparece na porta do banheiro e me encara com o cenho franzido, choro ainda mais ao perceber que o garoto não merece nada disso.
— Ei, o que houve? -Jhonatan se abaixa até ficar na minha altura e segura meu queixo em busca de algum sinal que explique o fato de eu estar literalmente sentada no chão frio. — Passou mal de novo? -Seu olhar alarmado não me passa despercebido e solto uma longa respiração.
— Jhonny eu... -Não sei por onde começar. Como dizer para o seu namorado que você pode estar grávida?
Seus olhos castanhos analisam minha reação por alguns segundos antes dele segurar minhas mãos e me puxar para cima em um movimento delicado.
— Será que você pode, por favor, me dizer o que está acontecendo? -Balanço a cabeça para os lados e seus braços me envolvem em um aperto aconchegante. — Estou começando a me preocupar, Ava. -Seus lábios pousam suavemente na minha testa o que me faz chorar ainda mais.
— E-eu sinto muito... me desculpe... -Engasgo com as minhas próprias palavras.
Eu sou um desastre completo.
— Sente muito pelo quê exatamente, minha linda?
Deus, por que tem que ser tão difícil? Simplesmente não consigo lhe contar a verdade.
— Será que você pode me levar até uma farmácia? -Peço subitamente e ele fica ainda mais nervoso.
— Ava, é sério. Não faça isso comigo. -Seu olhar recai para o celular na minha mão. — Foi aquele babaca de novo? Ele tentou entrar em contato com você? Porque se for... -Nego com a cabeça ainda sem coragem de abrir o jogo. — Então o que é, amor? -Sua voz fica tão suave como uma seda fina e respiro profundamente.
— Eu... eu preciso comprar um teste de gravidez, é por isso que preciso da sua carona. -Solto tudo de uma vez e vejo o momento exato em que sua alma deixa o seu corpo, seu rosto fica pálido e ele pisca lentamente.
Embora tudo pareça ocorrer em câmera lenta, o gesto dura um milésimo de segundos e ele se recupera tão rápido que fico até impressionada.
— É sério isso? -Jhonatan encara a minha barriga brevemente antes de olhar para cima de novo com um sorrisinho ameno.
— Sim... por favor, não fique bravo comigo. -Mordo o interior da minha bochecha temendo pelo pior.
— Por que eu ficaria bravo com você, Ava? -Seus dedos agora apertam de leve a minha mão.
— Não sei! E-eu deveria ter me cuidado mais, a-acho que devo ter esquecido de tomar a pílula quando Beto me ba... -As palavras saem da minha boca tão rápidas quanto uma metralhadora, no entanto, antes mesmo que consiga continuar, Jhonatan toma meus lábios em um beijo sereno.
— Eu jamais ficaria bravo com você por algo assim, Ava. -Ele afirma depois de alguns minutos. — Estou assustado? Obviamente, mas não é o fim do mundo. Além do mais, para termos certeza, devemos fazer um teste, como você mesma pediu. Talvez seja apenas o estresse desses dias que tenha causado toda essa confusão. -Concordo rezando para todas as divindades que ele esteja certo. — Vamos, vou te levar até a farmácia. -Seus dedos se enroscam nos meus e saímos de mãos dadas do apartamento direto para o elevador.
Descemos para a garagem e durante todo o caminho sinuoso até a farmácia mais próxima da sua casa, não paro de pensar no que vai acontecer se o resultado não der negativo.
— Chegamos. -Sua voz me traz de volta para a realidade e encaro a janela de vidro da sua picape com os olhos vidrados.
Me perco nos meus próprios medos e temores ao ponto de quase não notar que Jhonatan está parado bem na minha frente com os braços estendidos para me ajudar a descer.
— Vamos, amor. -Ele sussurra colocando uma porção de cabelo atrás da minha orelha.
— Vamos. -Devolvo sem ter realmente outra saída.
Caminhamos lentamente até o balcão e uma garota sorridente nos recebe com uma animação exagerada para alguém que trabalha em um sábado. Seus cabelos são roxos e ela tem vários piercings na sobrancelha e nariz.
— Boa noite, no que posso ajudá-los? -Sua voz doce não condiz em nada com a imagem gótica.
— Hã... eu queria... -Murmuro com a voz embargada. Droga. Sequer consigo realizar um pedido simples como esse.
— Precisamos de um teste de gravidez. Na verdade, acho que uns três seria melhor. -Jhonatan diz como se nada estivesse acontecendo e a garota levanta tanto as sobrancelhas que por pouco seu piercing não sai voando.
— Hum... ok. -Ela gagueja antes de dar meia volta e praticamente correr até uma das prateleiras.
Observamos tudo em silêncio e quando ela volta com o nosso pedido dentro de uma sacola, parece estar bastante desconfortável.
Jhonatan paga pela conta e esperamos pela nota fiscal.
A temperatura começa a subir e sinto um calafrio por conta do suor que escorre pelas minhas costas.
A atendente entrega o papel com os dados da nossa compra e então percebo que não quero esperar mais.
— Será que... será que posso...? -Pergunto com medo de que ela vá me dizer que não, no entanto, ela aponta os dedos com as unhas pintadas de preto para uma porta ao lado do balcão e aceno em agradecimento.
— Não acha melhor fazer os testes em casa? -Jhonny sussurra enquanto vamos até o banheiro.
— Não consigo... Preciso saber agora...-Explico e ele dá de ombros resignado.
— Vou te esperar aqui fora, então. -Recebo um beijo na testa.
— Obrigada.
Giro a maçaneta e dou um passo para dentro, então seus dedos apertam meu ombro e respiro fundo pela milésima vez.
— Vai ficar tudo bem, não importa o que aconteça, quero que saiba que eu te amo, Ava e nada vai mudar esse sentimento.
Sem ter coragem para me virar, apenas concordo rapidamente antes de entrar de uma vez e trancar a porta atrás de mim, o tremor percorrendo todo o meu corpo.
— Vai dar tudo certo... -Repito para mim mesma.
Coloco a sacola em cima da pia e retiro os três testes da embalagem com cuidado para não derrubar tudo no chão.
Estou tão nervosa que demoro para fazer xixi no copinho e quando consigo, pingo algumas gotinhas na parte indicada.
Agora só preciso esperar o tempo descrito na caixinha e me sento em cima do vaso com o coração batendo tão acelerado que mais parece um tambor.
É incrível como os minutos parecem demorar horas quando sua vida está a ponto de mudar.
Olho para qualquer lugar, menos para as barrinhas brancas dispostas lado a lado em cima do mármore marrom.
Não quero ver o resultado.
Na verdade, estou com tanto medo que não faço ideia de como reagir.
— Amor, está tudo bem aí dentro? -As batidinhas na porta me fazem pular levemente e destranco a fechadura para que Jhonatan possa me acompanhar.
Ele entra em seguida e imediatamente me abraça apertado deslizando as mãos pelas minhas costas em movimentos circulares.
— Quanto tempo devemos aguardar? -Sua voz baixa produz um eco suave dentro do banheiro minúsculo.
— Cinco minutos... acho que já deve ter passado... -Sussurro perdida nos meus próprios pensamentos.
Nos separamos lentamente um do outro e Jhonny levanta uma das caixas em silêncio.
Ele alterna a vista entre a embalagem e os três testes que ostentam uma cruz no meio do quadradinho branco.
De repente, seus olhos se arregalam tanto que antes mesmo dele falar qualquer coisa, eu já sei o resultado.
— Positivo.
NOTA DO AUTOR
Helloooo bitcheesssss
Deixo aqui esse capítulo fresquinho pra vcs
surtarem hahaahhaah
Aproveitar pra avisar que o próximo será postado só segunda
pq tô indo dar um pulinho ali na Argentina, então vou ficar sem
computador e odeio postar pelo celular!
Espero que tenham gostado,
Não se esqueçam de votar e comentar!
Um ótimo feriado a todos!
Amo vcs🥰
Bjinhossss BF🖤🖤🖤
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