Capítulo Treze

Que fique registado que eu tentei seguir o conselho do meu melhor-amigo e que, mais tarde, o meu capitão ofereceu também. Tentei evitar encontrar-me pessoalmente com as minhas irmãs e, para compensar, até lhes ligava mais frequentemente. Infelizmente, por não lhes poder dizer a razão para o estar a fazer, e porque era inevitável notarem a minha ausência, elas assumiram que se devia ao facto de eu querer esconder Lexie delas. Não estavam totalmente erradas, na verdade; eu tinha evitado que Lexie interagisse com elas, principalmente depois da forma como ela fugiu do meu apartamento perante a hipótese de se cruzar com os meus pais. Mas não era apenas eu que evitava falar com Lexie sobre a possibilidade de conhecer melhor as minhas irmãs, ela própria recusava-se a sair de casa.

Saía para fazer as compras do costume e, ocasionalmente, para se reunir com quem contratava os seus serviços. Isso acontecera, no máximo, três vezes desde que a conhecia e, por ela ser demasiado eficaz a fazer as suas compras, saíra do prédio poucas vezes além disso. Para não falar de que não eram raras as vezes que ela recebia encomendas – incluindo de supermercados e hipermercados. Por poucas palavras, Lexie convivia com pouca gente que não fosse seu vizinho. Eu sabia que ela utilizava o telhado do prédio para fazer algum tipo de exercício e que, quando estava mais irrequieta, dava algumas voltas ao quarteirão, mas passava o resto do tempo em casa. Acreditava que, por um lado, a sua rotina de freelancer fosse complicada mas, por outro, não duvidava que fosse o medo a governar a sua vida.

- Eu também não quero fazer isto, amor. – garanti, numa voz exageradamente sofrida. – Tentei ao máximo evitar as minhas irmãs, mas elas não invencíveis, principalmente quando se juntam.

- Não quero colocá-las em perigo. – sussurrou, embora estivesse a colocar maquilhagem nos seus olhos e a olhar para mim pelo espelho. – Principalmente a Mia. Já está de quatro meses...não quero que...que eles a descubram. Não é seguro ser visto comigo.

- Lexie... - ela abanou a cabeça, impedindo-me de argumentar a meu favor. – Não tens de vir comigo. Eu posso mentir e dizer que...

- Eu quero, Steve. – suspirou e pousou o pincel que estava a utilizar num pequeno copo à frente do espelho. – Só gostava que não fosse assim. Que não fosse tão complicado sair de casa.

Assenti, compreendendo o seu ponto de vista na perfeição. Ainda assim, tentei que ela sorrisse um pouco mais e lancei uma piada para o ar, sobre o facto de Connor estar a utilizar uma roupa que não tinha desenhos violentos à frente. Lexie riu e, embora os seus olhos ainda estivessem um pouco baços da preocupação, os seus lábios estavam a lutar contra isso, num sorriso orgulhoso.

A Mia estava finalmente a organizar uma espécie de celebração pela sua gravidez, porque a sua barriga estava a crescer de tal forma que ela já se sentira obrigada a afastar-se do seu trabalho a tempo-inteiro. Contactava com o professor substituto frequentemente, mas o seu médico tinha-a aconselhado tanto repouso quanto lhe fosse possível. Não ficaria acamada, mas não estava no estado para conseguir educar eficazmente os seus alunos. Portanto, ali estávamos nós. O Connor foi também convidado, porque a minha curiosa irmã queria saber quem era o adolescente que tinha originado a minha amizade, e relação, com a "vizinha bonita da frente", com ela passara a chamar a Lexie. O par de irmãos ficara chocado por estarem a ser convidados para algo tão pessoal como a celebração de uma gravidez, mas eu expliquei que, na nossa família, era assim que as coisas se faziam. Todos eram família.

O mais novo dos irmãos estava entusiasmado sobretudo porque era um grande fã do irmão de Asher, Deke. Aquele que, para mim, ainda era o rapaz de dezasseis anos que Mia gabava a toda a gente que a ouvisse era um grande jogador de futebol. Tinha feito a sua fama e, quando a estabilizara, começou a usar a sua plataforma para defender os direitos LGBTQ+ num meio tão...sexista e machista como o futebol. Não era meu irmão, mas era quase como se fosse e eu estava muito orgulhoso dele. Sabia que seria uma boa influência para Connor. Ambos os rapazes passaram por coisas demasiado graves em tenras idades e, se havia alguém que percebia alguma coisa de sair por cima de uma situação, era Declan.

- Estou pronta? – questionou, ao levantar-se finalmente do pequeno banco em frente ao espelho. Observei-a de cima a baixo e sorri abertamente, assentindo.

- Linda, como sempre. – ela revirou os olhos, mas não retirou do meu campo de visão o corar das suas bochechas. Aproximei-me dela e beijei os seus cabelos loiros, fazendo toda a minha força para não passar os meus cabelos por lá e despentear o que tinha dado trabalho. – Vai correr tudo bem.

- Eu sei. Vais estar connosco, pelo menos. – assenti e deixei o meu sorriso crescer ainda mais.

Depois de ambos nos calçarmos, saímos do seu quarto. Connor estava na cozinha, a beber algo que me parecia ser leite com chocolate, e quando nos viu, passou o copo por água e correu para ir lavar os dentes. Sorri, não perdendo a oportunidade de fazer uma piada – para a qual recebi o seu dedo do meio, que a sua irmã mais velha definitivamente não viu – e aproveitei o tempo de espera para envolver os ombros de Lexie com um braço e beijar a sua têmpora. Ela enroscou-se ao meu peito e respirou fundo, como se estivesse finalmente a relaxar depois de algum tempo tensa. Não duvidava que ela passava grande parte do seu tempo a preocupar-se, mesmo enquanto trabalhava, por isso sentir os seus músculos a descansarem contra os meus fez-me sentir bem.

Assim que Connor voltou, saímos do apartamento da minha vizinha e descemos, juntos, no elevador até à garagem subterrânea. Entre mim e Connor, não havia falta de conversa, mas Lexie ficou progressivamente mais calada até terem passado cerca de cinco minutos sem dizer uma única palavra. Percebi que o seu irmão não notou – ou fingiu muito bem que não notou -, mas estava a incomodar-me o facto de ela se ter tornado reclusa àquele ponto. Lexie era uma pessoa tão brilhante, tão dada a pessoas. Não merecia sentir-se obrigada a ficar no seu apartamento, presa de todas as maneiras imagináveis. Na sua cabeça e no seu apartamento.

- Garanto-te que o prédio do Asher é seguro, Lexie. – falei, a certo ponto, quando reparei que o seu silêncio estava a encher demasiado o carro. – Acredita, eu verifiquei.

- Estás mesmo a falar a sério? Verificaste todos os vizinhos do namorado da tua irmã?

- Óbvio. – revirei os olhos, mas Connor soltou um som que era uma mistura perfeita entre choque e divertimento.

- Então, também verificaste as pessoas do vosso prédio. – assenti e continuei a olhar em frente, embora todos os meus músculos se lembrassem daquele caminho. – Também verificaste a Lexie?

- E a ti.

Aquela conversa chamou a atenção da rapariga em questão, que me olhou atentamente. Virei-me para ela por dois segundos, para garantir que ela não estava ofendida com o que eu tinha feito, e sorri quando confirmei que não. Nos restantes minutos até ao prédio de Asher (e de Mia), expliquei que, embora pouco ético, era um hábito do qual não tinha conseguido abdicar. Verifiquei todas as pessoas do prédio quando as minhas irmãs se mudaram para lá, quase dez anos antes, mas na altura não tinha sido nada muito profundo porque era polícia há pouco tempo. Sempre que um novo vizinho se mudava, no entanto, eu fazia uma pequena pesquisa ao seu passado – apenas se tinham ou não cadastro, na verdade. Não era muito ético de mim, mas era algo que me ajudava a dormir.

Não saímos logo do carro. Lexie agarrava a pequena mala que continha uma carteira e o seu telemóvel com força, então eu esperei que ela se acalmasse. Não tinha como saber se todos aqueles nervos se deviam a preocupação pelo seu irmão, por ela própria, ou mesmo por mim. Mas sabia, ainda assim, que não era fácil sentir o peso do mundo nos ombros, então decidi-me a facilitar a sua vida. Embora não gostasse de andar com armas comigo, tinha capacidades suficientes para utilizar uma navalha de forma mortífera e coloquei uma num bolso das minhas calças. Só aquele instrumento, que mal pesava no meu corpo, me deu uma segurança que eu decidi passar-lhe também. Quando Connor saiu do carro, sussurrei ao seu ouvido que tudo ficaria bem, mas que eu estava preparado para caso não ficasse. Foi o suficiente, felizmente, para ela respirar fundo.

- Obrigada. Eu sei que estou a ser um pouco paranoica...

- Esta é a melhor família para o seres, acredita. Entre mim e o Asher, é toda uma competição para ver quem é o irmão mais velho mais protetor. – encolhi os ombros e, com um pequeno empurrão no seu ombro, forcei-a a sair do carro.

Toquei na campainha do apartamento de Asher e, segundos depois, estávamos a entrar no prédio. Não era uma zona da cidade muito diferente daquela em que eu e Lexie vivíamos, mas sempre senti que o ar era mais leve, por ser um pouco mais longe do centro. Lembrava-me de as minhas irmãs terem comentado que o Asher e o seu melhor amigo, Jake, tinham trabalhado durante anos para conseguirem ter um apartamento só deles. Dez anos depois, Jake saíra para viver com o seu agora-marido, Miles, – e, segundo o que me diziam, faltavam apenas semanas para adotarem oficialmente as duas meninas – e o apartamento era só de Asher. E de Mia. Mal conseguia processar como tudo se resolvera tão facilmente, desde há uns meses.

- Stevie! – foi o melhor-amigo de Dax que me viu primeiro, praticamente correndo até mim. Para meu espanto, Mia tinha convidado Caleb e Candy e eu acenei para a criança que tinha todo o meu coração, com felicidade. – Esta deve ser a vizinha de quem o Dax falou há uns tempos.

- O Dax falou de mim? É bom que me tenhas feito justiça, Daxon Tyler! Músculos e personalidade. – o homem em questão olhou para mim, revirou os olhos, mas inclinou a garrafa de cerveja que estava a beber na minha direção. – Mas sim, esta é a Alexandra. E o Connor, o seu irmão mais novo.

- Ah. O Connor. – e piscou-me o olho. Comecei a rir e abanei a cabeça, num sinal para ele não brincar demasiado com o adolescente. Embora Connor já estivesse confortável comigo, duvidava que ele conseguisse lidar com todas as pessoas naquela sala que sabiam dos seus...passatempos. – É um prazer conhecer-vos, de qualquer forma.

- Porque é que és tu a abrir a porta? O Ash e a Mia?

- Aqui, aqui, aqui! – ouvi a minha irmã a aclamar e, segundos depois, ela apareceu no meu campo de visão. A forma como ela estava a andar com pressa fê-la parecer um pinguim e, por isso, gargalhei. Deitei a cabeça para trás e continuei a rir até que Lexie bateu na minha nuca, abanando a cabeça. – Vou ignorar essa gargalhada. Olá Lexie e Connor!

As apresentações não demoraram muito tempo. Embora Lexie fosse uma reclusa nos últimos anos, a personalidade extrovertida que eu sabia que ela tinha veio ao de cima pouco tempo depois. Asher apresentou Jake, Miles e Declan, Dax conheceu oficialmente as duas pessoas de quem tinha ouvido falar demasiado nos últimos tempos e Caleb ficou para último. O meu melhor-amigo pareceu adorar Lexie a partir do momento em que Candy olhou para ela, viu que os seus olhos estavam pintados da sua cor preferida – azul-água – e pediu para saltar para o colo dela. Pisquei o olho a Lexie, divertido com a forma como todos estavam a provar que eu tinha razão ao adorarem e respeitarem-na.

Connor não demorou a falar de futebol com Declan. Apesar da enorme diferença de idades, porque Declan tinha vinte-e-três anos, eu percebi automaticamente que ele gostou do irmão de Lexie. Depois de garantir que o mais novo não estava a desrespeitar ninguém como me tinha desrespeitado a mim, quando nos conhecemos, permiti-me apreciar a festa. Agarrei no saco de papel em que tinha enfiado o urso de peluche arco-íris e reuni Mia e Asher para o oferecer a ambos ao mesmo tempo. A minha irmã sorriu abertamente, um sorriso já cheio de lágrimas que me disse que ela estava mais hormonal do que o costume, e praticamente rasgou o papel castanho do saco, para ver a prenda.

- Asher, olha para as cores todas! – exclamou, parecendo apaixonada pelo pequeno brinquedo. – Bem. Aconteceu. Vou roubar uma prenda ao meu filho e ele nem sequer nasceu ainda.

- Vais obrigar-me a guardar isto longe de ti até o bebé nascer, não vais? – Mia encolheu os ombros e abraçou com força o urso de peluche, esborrachando-o contra o seu peito.

- Já sabem o sexo? – perguntei, depois de notar que a minha irmã já se tinha distraído a mostrar a prenda à Ava. Não vou mentir, fiquei orgulhoso de mim próprio por uma simples prenda ter originado uma reação daquelas.

- Sim. Não vamos fazer uma revelação nem nada do género, porque acho ridículo... – sorri para a escolha de palavras de Asher e assenti – É uma menina.

- Vamos ser tios de uma bebé, ouviste isso? – Ava apareceu, de repente, atrás de mim, com toda a felicidade expressa nos seus olhos e no seu sorriso. – Já pensaram em nomes?

Abracei os ombros da minha irmã, olhando esperançosamente para Ash. Ele apercebeu-se da intensidade dos nossos olhares porque começou a rir, mas a única resposta que deu foi um sorriso calmo e um virar de costas. Olhei para Ava e ela olhou para mim, refletindo as expressões de choque um do outro; eu fui o primeiro a ceder, com uma gargalhada explosiva que chamou a atenção das pessoas à nossa volta. Apanhei o olhar suave de Lexie, ao fundo da sala de estar, enquanto ela falava com Dax e Caleb. Embora estivéssemos entre amigos e família, o facto de ela ter gravitado na direção dos dois homens que melhor saberiam protegê-la descansou-me.

- Ouviste isto, Lexie? Vamos ter uma menina na família!

Antes que aquela que era, para todos os efeitos, a minha namorada pudesse ter outra reação além do corar fervoroso das suas bochechas, Candy exclamou a sua felicidade por ter uma bebé perto de si. Mia começou a chorar com a felicidade da pequena criança e abraçou-a com toda a sua força. Asher, ao seu lado, levantou a cabeça e encontrou o meu olhar. Comecei a rir e fiz uma expressão que dizia claramente sabias onde te estavas a meter e ele fechou os olhos por uns segundos e assentiu. Como sempre, eu comunicava com Asher de uma maneira muito silenciosa e muito própria. No início da sua relação, eu raramente o via, mas rapidamente ganhei o hábito de visitar as minhas irmãs, principalmente depois de Nate ter traído Ava. Precisei de sentir que sabia mais das suas vidas, em vez de saber meses depois de tudo ter acontecido. Asher veio por acréscimo, com todo o seu sarcasmo calmo e a sua defesa aguda da sua namorada – e da sua futura filha. Ganhou o meu respeito e eu ganhei o dele e isso chegava.

- Steve? – foi a voz serena de Ava que me chamou e eu virei-me para a esquerda, onde ela se encontrava junto da mesa dos aperitivos – Está tudo bem na polícia, certo?

- Porque perguntas, sua linda? – ela revirou os olhos, mas eu sorri-lhe ternamente. – Está tudo bem, sim.

- Tens saído menos de casa. – encolheu os ombros, levando o seu copo cheio de sumo de maçã aos lábios – E tens ligado mais. Costumas funcionar ao contrário. Precisas de nos ver em vez de nos ouvir.

- És demasiado perspicaz, sabias? – Ava sorriu-me e assentiu. Não era a cientista da família por nada, afinal. – Estou a trabalhar num caso mais...complicado, mas está tudo bem. Estou a contar que termine daqui a umas semanas.

- Eu sei que não tenho como ajudar, mas se tiver... - assenti, percebendo a sua oferta. Puxei-a de novo para os meus braços e beijei os seus cabelos. – Pareces mais feliz. Com a Lexie.

- E estou. – murmurei, olhando diretamente para a loira de olhos verdes que fazia o meu coração acelerar e apertar ao mesmo tempo. – Felizmente, os genes do pai são ótimos ou eu já teria imensos cabelos brancos de toda a preocupação que vocês, mulheres, me dão. Imaginas-me com os cabelos brancos?

Ava aceitou a minha derrapagem para fora do assunto, mas não alinhou na minha brincadeira. Eventualmente caminhou até onde o seu namorado estava, ainda ao lado de Lexie, e eu segui-a. Passei por Connor, despenteei os seus cabelos loiros, fiz o mesmo a Declan, e peguei em Candy – que ainda estava perto da chorosa Mia – pelo caminho. Eu adorava ser o mais velho de todo aquele grupo, por muito que só tivesse três anos de diferença de Dax e de Max. Jake e Miles estavam sentados ao lado de Deke, a ouvirem a conversa que ele partilhava com o adolescente e, pelas suas caras, a darem conselhos que eu saberia serem ótimos. Por muito que não tivesse uma relação individual com aquele casal, sabia que eles eram bons ouvintes e que davam conselhos ainda melhores. O Connor estava em boas mãos.

- Obrigada por me teres obrigado a vir. – Lexie agradeceu, assim que eu me aproximei dela. Candy lutou para voltar para os seus braços, mas eu lutei contra ela.

- Tio Steve! Deixa-me sair! – reclamou, mas eu apertei-a com mais força contra o meu peito e depositei um beijo desleixado na sua bochecha. – Ugh. Está bem, eu fico.

- Isso mesmo. – e voltei a beijar a sua bochecha, daquela vez lambendo-a logo a seguir porque sabia que ela odiava as cócegas que aquilo lhe dava. Caleb revirou os olhos para a minha capacidade de ser infantil junto de crianças, mas eu pisquei-lhe o meu olho direito e continuei a aconchegar Candy. – Não precisas de agradecer. Eu sabia que ias gostar.

- Eu sei que sabias, mas ainda assim duvidei que tivesses razão. – encolheu os ombros e eu sorri-lhe, entretido com as conversas à nossa volta. – A tua família é maravilhosa, Steve. E o Connor adorou o Declan, ainda não pararam de conversar.

- Bem precisa de algum tipo de divertimento, não achas? – Lexie suspirou e assentiu – Eu sei que digo isto muitas vezes, mas...não te preocupes. Está quase.

- O que é que...- ao meu olhar, ela parou de falar e lançou um olhar rápido para Caleb. Assenti, percebendo a espécie de código que ela usou. – Oh.

- Depois, somos livres. – o medo voltou ao olhar verde de Lexie, mas não deixei que lá ficasse durante muito tempo. Depositei Candy no chão e sentei-me no braço do sofá em que Lexie estava sentada. Ela colocou uma das mãos no meu joelho e apertou, inclinando-se contra mim. – Prometo que vou fazer com que voltes a gostar de sair de casa.

- Eu acredito em ti. – sussurrou de volta, apertando o meu joelho mais uma vez antes de voltar a focar-se na conversa a decorrer à sua frente.


não vou mentir, deu-me muito gosto escrever um capítulo com todas as minhas personagens desta saga (bem...faltou aqui a avó do asher e a mãe do dax, que são as minhas figuras maternais preferidas e imagino que sejam bffs, MAS NÃO SE PODE TER TUDO)

e sei que já disse isto mil vezes, mas ADORO estar na mente do Steve. ele é tão divertido e eu rio sempre muito a ler as suas idiotices. é como escrever uma Mia em ponto grande e musculado. 

uma das minhas partes preferidas deste capítulo é aquela em que o asher e o steve simplesmente comunicam com o olhar. imagino que, depois da cair e levantar (que, caso não se lembrem, acaba com o ash a empurrar a ava para contar ao irmão o que aconteceu com o ex-namorado) eles os dois realmente criaram uma relação. a mia adora o irmão mais velho e o asher adora a mia, e é ótimo com ela - o steve viu isso, e diverte-se a puxar por ele

mas a parte PREFERIDA é mesmo aquele em que o instinto do steve é trazer a lexie para a sua família, aquele "ouviste isto?" faz o meu coração duplicar de tamanho. ele tem uma novidade na sua família e insere automaticamente a Lexie lá. saiu-me tão naturalmente que eu sorrio sempre que leio aquilo

espero que estejam a gostar e obrigada a quem tem lido!! <3


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