Capítulo Doze

Estava a sair do elevador quando choquei contra qualquer coisa. Ou alguém.

- Peço desculpa. – murmurei, dando um passo para o lado. Olhei para a pessoa à minha frente, um homem com sobrancelhas grossas e uma cara demasiado séria para o que eu estava habituado, mesmo a trabalhar como polícia.

O homem olhou para mim durante uns segundos, analisou a minha cara e o meu cabelo e a minha roupa, e depois entrou no elevador sem dizer uma palavra. Fiquei parcialmente ofendido, por ter sido observado daquela maneira e nem sequer ter merecido um comentário, mas quando me apanhei sozinho, só consegui rir. Desci os dois andares até ao meu – porque tinha ganho o hábito de sair sempre num andar diferente, quando ia de elevador, caso alguém pertencente ao Frost estivesse a observar Lexie – pelas escadas, e bati diretamente na porta da minha vizinha. Ela abriu-me passagem em menos de quinze segundos, puxando-me rapidamente para dentro do seu apartamento.

- Isso é tudo felicidade por me veres? – ela revirou os olhos e fez um sinal, com o indicador, para eu me manter calado. – Precisamos de falar, Lexie.

- Eu sei o que vais dizer. Não te preocupes, ele está seguro. – senti toda a minha expressão a deformar-se numa de confusão. – Espero que não te importes, mas usei a chave que me deste e disse-lhe para se esconder no teu apartamento.

- Eu sabia que havia alguma razão para eu gostar de ti. – murmurei, contra a sua testa, assim que a abracei. – Fizeste bem. Fizeste muito, muito bem.

- Tinha acabado de voltar a entrar em casa quando eles tocaram à minha campainha. – admitiu, baixando a cabeça e olhando para o chão. – Foi tão assustador. Ele nunca tinha estado aqui quando eles visitaram, antes.

Preferi não dizer nada e decidi apenas abraçá-la com toda a minha força. Ela rodeou o meu pescoço com os seus braços e, com a mão nas costas do meu pescoço, encostou-se tanto a mim quanto lhe era possível. Pensei na pessoa com quem me tinha cruzado, no sexto andar, e tentei lembrar-me de onde o conhecia. Não era uma cara muito diferente, mas tinha-me parecido familiar e eu não soubera de onde. Com a nova informação, no entanto, a conclusão lógica era de que era algum dos trabalhadores do Frost que tinham, também, tentado retirar as atenções das suas visitas ao quarto andar. Quais eram as hipóteses? Realmente existia uma linha muito fina entre os dois lados da lei.

Aproveitei o facto de Connor ainda estar no meu apartamento – e, portanto, ainda estar seguro – para agarrar as coxas de Lexie e forçar o seu corpo a subir de nível. Ela não me largou, muito pelo contrário; agarrou-me ainda com mais força e beijou suavemente o meu pescoço. Gostava da forma como os nossos corpos se abraçavam, como eu sentia sempre que estava a tocar em todo o lado do seu corpo e como as nossas peles chocavam e acariciavam-se mutuamente. A t-shirt que ela estava a usar levantou um pouco e eu aproveitei isso para a segurar apenas com um dos meus braços e acariciar aquele pedaço de pele com o meu polegar livre.

Quando os nossos lábios se tocaram, perdi qualquer semblante de controlo e apressei-me até ao seu quarto. Talvez fosse um pouco idiota da minha parte, levar Lexie para o seu quarto sabendo que o seu irmão mais novo estava do outro lado do prédio, a esconder-se daqueles que procuravam controlá-lo, mas sentia que a rapariga loira precisava de um tipo de conforto que eu teria todo o gosto em fornecer. Depois de levar Gary a casa e conduzir de volta ao prédio, passara todo o tempo a pensar em Connor e em todos os sítios em que podia encontrá-lo. Estivera prestes a ligar ao meu capitão e a acionar um alarme, quando pensara em falar com Lexie primeiro. Mais uma prova de como eu conseguia ser impulsivo demais, mas tinha um bom cérebro na minha cabeça.

- Steve... - murmurou ao meu ouvido, com uma necessidade na sua voz que eu mal reconheci.

- Não tens de ter medo, Lexie. – garanti, com uma voz suave mas que não dava espaço para ela duvidar de mim própria. – Eu protejo-te.

- Eu sei, eu sei... - empurrou a porta do seu quarto e levou as suas mãos à minha nuca. Sorri, por sabia quanto ela gostava de passar os dedos pelos meus cabelos e de os puxar. – Temos de ser rápidos.

- Infelizmente. – ela riu contra a minha pele, mas assentiu.

As nossas roupas saíram facilmente, apesar de os nossos corpos recusarem afastar-se um do outro. Quando Lexie se levantou e me sorriu, com os seus grandes olhos esmeralda, eu cedi-me a ela. Percebi que ela precisava de algum tipo de controlo e isso, naquele dia, foi-lhe dado a partir do seu corpo em cima do meu, e não o inverso. Com uma perna em cada um dos meus lados, ela sentou-se no meu colo e obrigou-me a deitar no colchão. Sorri quando senti os seus cabelos a funcionarem como uma cortina a separar-nos do resto do quarto e apertei o que conseguia do seu corpo nas minhas mãos. Movemos juntos, como fazíamos em tudo o resto, até que ela se deixou cair em cima de mim e enroscou a sua cara na curva do meu pescoço. Senti as suas lágrimas, e confortei-a ao acariciar as suas costas, mas não nos separei.

- Eu vou fazer com que tudo fique bem. Não te preocupes.

- Isso é como me dizeres para eu não respirar. – contrariou, fazendo-me rir. – Claro que me preocupo! Tu estás a colocar a tua vida em perigo por mim, pelo meu irmão. Não devias.

- Não me digas o que devia ou não fazer, Lexie. Eu é que trato das minhas prioridades. – ela não respondeu – Neste caso, a minha prioridade és tu, o Connor e a vossa segurança. Quer queiras ou não, são importantes para mim. São praticamente família.

- Família... - sussurrou, num tom interrogativo, sem nunca olhar para mim.

- Família. – repeti, num tom ainda mais sério, embora não tivesse ainda parado de a acariciar. Beijei o ombro que estava mais perto dos meus lábios e virei-nos, fazendo com que ela estivesse debaixo do meu corpo. – E, como família, vamos ter de conversar seriamente sobre o que vamos fazer daqui para a frente. Precisamos de ter cuidado. Eu encontrei-os quando saí do elevador. Acho que não me reconheceram, mas ouvimo-los, pelas nossas escutas, a dizerem o meu nome.

Ignorei o facto de Lexie estar a tentar sair debaixo do meu corpo e a forma como ela empalideceu. Abanei a cabeça e baixei-me para beijar os seus lábios, o seu nariz, a sua testa. Beijei-a até que ela começou a rir com as cócegas e não conseguiu não sorrir. Beijei o seu maxilar, enquanto o meu corpo enroscava no dela, para lhe dar o maior e melhor conforto que conseguia. Estava prestes a trocar de preservativo quando ouvimos o som forte e agudo da porta da frente a fechar. No meio de todas aquelas emoções, tinha-me esquecido do motivo principal da minha preocupação naquela tarde: Connor. Olhei com arrependimento para a rapariga loira, mas sorri-lhe e beijei-a intensamente uma última vez, antes de me levantar.

Vesti a roupa casual com lentidão, aproveitando que ela estava a mexer-se mais devagar que o costume para observar todo o seu corpo. Ao olhar para as minhas próprias roupas, a primeira coisa que me ocorreu foi ter ficado feliz por, naquele dia, ter trocado a farda por algo mais...normal. De manhã, tinha manchado a minha camisa azul-escura com o café com leite que tinha retirado da máquina e não me apetecera vestir uma farda limpa. Ficara apenas com a t-shirt branca que tinha por baixo e com as calças azuis escuras que passavam por calças civis. Se o homem com quem me cruzara à saída do elevador me tivesse visto de farda, saberia automaticamente quem eu era. Daquela forma, o meu anonimato continuaria por mais um pouco.

Saí do quarto de Lexie com a rapariga em questão ainda sentada na cama, a enfiar os seus pés nuns chinelos adoráveis. Fui confrontado com a visão de Connor, no sofá, com os olhos tapados embora estivesse virado para a televisão. Gargalhei.

- Não quero saber o que estavam a fazer fechados no quarto dela. – continuei a rir, até que passei por trás do sofá, despenteei os seus cabelos e sentei-me ao seu lado.

- Vais ter de te habituar, miúdo. Vim para ficar. – ele retirou finalmente as mãos dos seus olhos e fitou-me. Verde contra castanho. Deixei que o verde ganhasse.

- Ainda bem. – assenti, concordando. Lexie continuou fechada no seu quarto, então aproveitei para me inclinar na direção do seu irmão mais novo e sussurrar.

– O Gary apareceu na esquadra hoje. Acho que assustaste o teu amigo.

- Ele não sabe de nada, mas suspeita. – fiz uma expressão que claramente dizia jura? Connor revirou os olhos. – Estava muito assustado?

- Não. Eu dei-lhe um lanche e levei-o a casa, mas vais ter de me dizer o que te aconteceu. – o mais novo assentiu, virando-se de volta para a televisão desligada. – Agora, Connor.

Ele abriu a boca mas, antes que pudesse confessar – ou mudar de assunto – a sua irmã mais velha apareceu. Correu até ele e abraçou-o com todas as suas forças. As suas bochechas ainda estavam um pouco vermelhas e os seus olhos estavam claramente húmidos, então pude ver que as suas lágrimas não tinham parado de aparecer. Senti um aperto no meu coração. Queria fazer mais do que estava a conseguir, mas estava preso a todas as burocracias que o trabalho policial e as suas investigações requeriam de mim. O meu capitão tinha razão, eu não podia entrar no armazém e acusá-los de crime sem mais nem menos. Precisava de ter tudo bem pensado, de ter a certeza de que os levava até um beco sem saída.

Infelizmente, sentia que o desaparecimento de Connor iria estragar pelo menos parte desses planos. Não duvidava que eles tivessem visitado Lexie em busca do adolescente, mas a questão era...porquê? Porque é que Connor era tão importante que eles sentiam a necessidade de controlar a sua irmã mais velha, de analisar os seus vizinhos? Ou o mais novo me mentia, ou ele não sabia, de todo, no que se tinha metido. A minha suspeita era que ele era mais importante no gangue de Frost do que dava a entender, mesmo que ele próprio não o soubesse. O líder precisava de Connor para alguma coisa, ou mantinha-o por perto por alguma razão pervertida. Restava saber qual.

- Como é que eles sabem quem és, Lexie? Como é que sabem onde vives? – levantei uma sobrancelha quando a rapariga em questão olhou para mim, quase como a pedir ajuda. Levantei as mãos numa posição defensiva. Não me iria meter naquilo.

- Eu...

- Café? Chá? – questionei ao par de irmãos. Lexie respirou fundo, mas Connor fuzilou-me com o seu verde olhar. Comecei a rir mas encolhi os ombros; levantei-me e caminhei até à cozinha da minha vizinha, pronto para deixar os dois irmãos conversarem.

Apesar de tudo, eu tinha noção que não tinha autoridade para me meter em todos os assuntos familiares dos dois. Protegê-los-ia, e isso pedia confiança entre os três, mas os segredos de cada um eram para cada um manter, a não ser que perturbassem a função que eu tinha para eles. Lexie escolhera não contar ao irmão que tinha noção de todos os seus crimes e passatempos, e isso era algo que ela tinha de resolver com ele. Pela minha parte, eu ficava apenas feliz por saber que, aos poucos, tinha ganho a confiança de cada um deles – de maneiras diferentes, claro – e que tinha entrado na bolha que Connor tinha criado para si próprio. Mal via, no rapaz que estava na sala de estar a alguns metros de mim, o mesmo adolescente que me perturbara por gritar com a sua irmã e partir jarras de flores apenas por ser um idiota revoltado.

- Não tinhas de o fazer, Lexie! São os meus assuntos! – a minha atenção foi perturbada pelos gritos de Connor. Agarrei as chávenas com mais força, decidido a não me intrometer.

- Os teus assuntos são os meus assuntos, Con. És meu irmão e minha responsabilidade. – sorri, orgulhoso da minha Lexie por estar a tentar lutar contra os seus instintos de se encolher e deixar o seu irmão gritar com ela.

- Não, não sou! – percebi que ele se tinha levantado quando ouvi passos pesados a circular a divisão ao lado da cozinha. – Tu abdicaste dessa responsabilidade quando deixaste que eu fosse viver com um velho que está mais morto que vivo!

- Não sejas assim, Connor. Eu pedi para tu ficares com o tio porque, pelo menos, era família. Era isso ou entravas no sistema. Eu tinha vinte anos quando os pais morreram...ainda estava a estudar, nunca conseguiria cuidar de ti e todos o sabiam! – olhei para o teto e mordi os meus lábios, quando percebi quão chorosa a voz de Lexie soava.

Enchi as três chávenas com o melhor chá que Lexie tinha em sua casa, umas folhas que eu sabia terem uma propriedade calmante que, naquele momento, todos precisávamos. Caminhei calmamente de volta até à sala de estar, como se não tivesse conseguido ouvir nada do que eles tinham acabado de gritar. Entreguei a primeira chávena a Connor, que me fuzilou com um olhar, e depois a Lexie. Dela recebi uma reação diferente, um sorriso fraco que contrastava com as lágrimas que faziam os seus olhos verdes parecerem maiores que o costume. Lancei-lhe um sorriso suave, calmo, e sentei-me no sofá a beber o meu chá. Fiz um gesto com a mão para indicar que eles podiam continuar a sua conversa, mas fi-lo mais para efeito cómico que por outra coisa.

- Finjam que não estou aqui. – sussurrei e levei o meu indicador aos meus lábios. Connor fuzilou-me com todo o seu fervor típico da idade.

Lexie eventualmente pousou a chávena na mesa onde normalmente deixava os seus desenhos e levantou-se.

- Eu sou a tua irmã mais velha. Mesmo que não gostes, isto significa que eu vou fazer tudo para te proteger, mesmo que isso implique entrar num armazém cheio de criminosos e tentar tirar-te dali. – sorri, contra a chávena, pelo tom de voz forte que ela usou. – Mas vamos ter de passar a ser honestos um com o outro, Connor. Chega de mentiras. Não se trata apenas de ti ou mesmo de mim, agora temos outra pessoa na nossa vida que está constantemente a limpar a porcaria que nós os dois fazemos. Não é justo para ele.

Quando pensei que Connor iria revirar os olhos e desprezar as palavras da sua irmã, ele olhou para mim. Levantei as minhas sobrancelhas, fingindo-me de surpreendido por estar a ser metido no seio da conversa, mas ele respirou fundo e continuou a olhar-me. Fitei-o de volta, como já fizera tantas vezes desde que conhecia aquele rapaz, até ele assentir. Assenti de volta e senti que nos compreendemos. Por muito que ele lutasse, contra mim ou contra a sua irmã, não podia negar que eu só tinha boas intenções para com ele. Ajudara-o sempre sem o comprometer, tanto quanto me era possível, e ele era inteligente o suficiente para não atirar isso para o lixo. O facto de eu eventualmente me ter envolvido com a sua irmã não era relevante porque, mesmo antes disso, ela era merecedora da minha proteção. Todos eram.

Mal ele sabia que eu iria fazer muito mais que ajudá-lo. Iria terminar com aquilo que o prendia a uma vida de criminoso, demasiado abaixo daquilo que eu acreditava fielmente que ele conseguia fazer. Os elogios de Gary voltaram à superfície do meu cérebro, dando-me razão: ele defendia um rapaz indefeso enquanto se esforçava para ir às aulas e ter boas notas. Por muito que ele lutasse ou negasse, ele queria deixar a sua irmã mais velha orgulhosa, queria facilitar a sua vida. Só precisava de conseguir afastar-se das más influências, e era que eu entraria. Mas esse não era um segredo de Lexie, logo ela não o contaria. Seria mais seguro se Connor não soubesse.

- Tréguas? – questionei, num tom irónico. Connor permitiu-se rir e Lexie respirou fundo, aliviada. Ambos assentiram, depois de se fitarem mutuamente por uns segundos. A mais velha caminhou até ao irmão e puxou-o para o seu peito; Connor era alto, mas Lexie ainda o tratava como se fosse uma criança pequena. Revi-me na sua atitude, na forma como eu tratava as minhas próprias irmãs, e sorri, enternecido.

- Teres avisado o Gary significa que suspeitas que alguma coisa te vai acontecer. – afirmei, mas o mais novo assentiu, confirmando, e voltou a sentar-se no sofá perto de mim. – Tens ouvido alguma coisa que te pareça errada? O que é que te fez suspeitar?

- O próprio Frost disse que tinha um plano muito grande para mim. – encolheu os ombros. – Normalmente, só entro nos bares e faço as trocas, porque pareço mais velho mas, segundo eles, não tenho uma cara suspeita. Mas a forma como ele falou deixou-me...assustado. Não quero fazer nada pior que aquilo.

- Porque é que quiseste fazer qualquer coisa, para começar? – percebi que sobressaltei Lexie, com a minha pergunta tão direta. Talvez, com toda a preocupação, ela nunca perguntara diretamente ao irmão porque é que ele se envolvera naquele tipo de negócios, mas eu precisava de saber.

- Eles faziam-me sentir importante. Como se dependessem de mim para fazer aquilo tudo. – encolheu os ombros, nem sequer desperdiçando um segundo do seu tempo para olhar para a sua irmã, que levara as mãos à sua cabeça. – O meu tio não quer muito saber de mim. Alimenta-me e paga os meus livros, mas está demasiado doente para se importar comigo. A Lexie...a Lexie estava ocupada com o seu trabalho, com a faculdade...não precisava de se preocupar comigo. E eu fiquei sozinho. Num dos dias em que saí às escondidas de casa, o Frost estava a fazer uma troca e disse que me pagava para saltar uma vedação e entregar o saco de papel. Era tão fácil que aceitei logo.

- Impressionante... - murmurei para mim próprio. – E o que é que achas que eles querem de ti agora?

- Não sei. – abanou a cabeça – Mas já ouvi algumas coisas... Eu acho que eles sabiam que os meus pais eram. Acho que eles estavam envolvidos com eles também e por isso é que me recrutaram. Para pagar dívidas ou qualquer coisa do género.

Arregalei os olhos para a teoria – e perspicácia – do adolescente à minha frente, mas ponderei as suas palavras. Connor era atlético e sim, passava despercebido numa multidão, mas ele tinha razão para suspeitar das intenções dos homens de Frost. Teorias surgiram na minha cabeça, cada uma pior que a outra, mas foquei-me em acalmar-me e em não mostrar quão alarmado tinha ficado com o que ele acabara de dizer. Decidi mentalmente dizer tudo a Caleb e aos meus colegas da investigação e pedir que um deles chamasse Connor à esquadra. Não podia ser eu, porque recusava-me a dizer-lhe que fazia parte de uma investigação, mas o que ele sabia era importante, e ele sabia mais do que eu assumira antes. Talvez estivesse finalmente na altura de avançar um pouco.


eu adoro o steve e a forma única que ele tem de desarmar as pessoas

imagino o connor todo revoltado mas sem conseguir não rir para a atitude dele

anyway, eu já reli esta história umas 4 ou 5 vezes e a parte do Frost é sempre a mais complicada, porque não tenho como saber se fiz algo com pés e cabeça...foi mesmo a primeira vez (tirando a mermaid lmao) em que me meti nestes dramas assim criminosos, espero que não pareça estúpido

e espero que estejam a gostar <3 muito obrigada por lerem!

só faltam 8 capítulos, a história tem 20, mas ainda falta muito para contar eheh

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