Capítulo 14
-O que vamos fazer quanto estivermos na empresa?
Estamos com os corpos entrelaçados ainda ofegantes de mais uma rodada de sexo. O quarto está literalmente pegando fogo, mas tanto eu quanto Cris, não nos importamos com o calor.
Ambos provocamos esse "incêndio" no quarto.
-Infelizmente, teremos que continuar agindo como "patrão e funcionária", você entende o porquê não é mesmo?
Sou puxada e acabo quase colada ao seu peitoral duro e definido. Eu entendo muito bem a razão, mas eu gostaria de poder beijá-lo quando quiser em qualquer lugar.
-Eu sei meu bem, eu também não quero ser alvo de fofocas e mentiras na empresa. Zelo muito meu profissionalismo e se entrei foi por mérito e não por dormir com o chefe.
Tento dizer isso séria, mas sem querer uma risadinha escapa da minha boca antes mesmo que eu possa pará-la.
-Repete o que disse...
-O quê? Sobre o meu profissionalismo?
-Não, a outra parte.
-Sobre as fofocas e mentiras?
-Você sabe muito bem o que eu quero ouvir, Amélia.
-Ahh... meu bem...
Estou brincando com ele, eu sabia que tinha escapado essa frase, mas agora que foi dita, não posso voltar atrás, ainda mais quando quero chamar Cris de meu bem... ou até de...
-Isso mesmo, sou seu. E você é minha e de ninguém mais.
-Então estamos possessivos hoje?
Me viro e me coloco rapidamente em cima dele, beijando seu queixo, bochechas e descendo um pouquinho mais.
Ele não me responde, apenas acelera sua respiração a cada centímetro que desço depositando beijos molhados.
Sinto que seu membro já está rígido novamente, pronto para mais uma rodada de sexo quente e suado.
-Você não se cansa não, meu bem?
-Vamos, Amélia, assim você vai me matar... - ele ofega.
Seu pênis dá saltos com a excitação e eu me sinto mais molhada do que nunca. Mas quero fazer uma surpresa para ele.
Desço mais um pouco e vou me aproximando cada vez mais do seu caminho de pelos que leva até onde quero chegar.
Ele está de olhos fechados, e eu o entendo muito bem, também não conseguia abrir os olhos a horas atrás quando começamos a maratona de sexo.
Beijo seu abdômen e desço lentamente dando lambidas e mordidinhas e ele vai ficando cada vez mais duro. Chego finalmente aonde queria e lambo o líquido perolado que escapa pela glande rosada. Brinco um pouco com a ponta aveludada e sem aviso coloco o membro duro na boca. Faço movimentos de cima a baixo e alguns segundos depois, Cris dita o ritmo que prefere, segurando levemente minha cabeça. Continuo assim por alguns minutos até que o sinto ficar cada vez mais inchado.
-Amélia, não vou aguentar muito tempo...
Não respondo, dou mais algumas lambidas e monto em cima dele, cavalgando rapidamente. Ele rosna e grunhe e eu gemo, sentindo que uma bomba está prestes a explodir. Aumento a velocidade e Cris quase revira os olhos, quando finalmente jorra o seu líquido quente dentro de mim, o que me faz ter um orgasmo alucinante que dura por alguns segundos.
Desabo em cima de seu peitoral esgotada e ele imediatamente me abraça. Ficamos assim por alguns minutos ate que decidimos tomar banho juntos.
Quase meia hora depois, estamos deitados na cama, totalmente exaustos e prontos para dormir, quando a campainha toca varias vezes.
-Droga!
Visto meu roupão e desço as escadas dizendo algumas palavras de baixo calão na minha cabeça.
Quem será a essa hora?
Abro a porta, e Pat entra quase gritando pela casa aos prantos e todo machucado.
-MEU DEUS PAT! O que aconteceu com você?
Estou muito assustada e Pat não consegue dizer nada, apenas chorar copiosamente.
-Fo-foi um acidente, eu na-não o vi... Eu quis desviar, mas ja estava quase em cima...
-Por favor Pat, se acalma, respira fundo e me conta o que aconteceu.
-Eu estava indo até o mercado com Joe... - ele chora mais um pouco- e... e quando estavamos em um semáforo, ele ficou verde e eu acelerei, mas na mesma hora, um doido atravessou nosso caminho e eu tentei desviar, mas ele já estava em cima da gente... eu capotei e Joe... oh por Deus, Joe...
-O QUE ACONTECEU COM MEU IRMÃO?!
- Cris? O-o que você está fazendo aqui?
Agora Cris está furioso e Pat não entende nada.
-Isso não importa agora Pat, só me conta bem o que aconteceu, estou muito preocupada!
-Joe foi levado ao hospital, -ele coloca as duas mãos na frente do rosto fazendo com que sua voz fique um pouco abafada- eles me examinaram e disseram que está tudo bem comigo, limparam minhas feridas ali mesmo no local, mas não me deixaram entrar na ambulância com Joe porque não somos parentes, disse que éramos namorados, mas mesmo assim eles foram e me deixaram sozinho...
-Droga! Que idiotas! Amélia, troca de roupa, vamos até o hospital e esses idiotas vão se arrepender!
-Calma meu bem, esse é o pior momento para fazer escândalo -Pat olha desconfiado para nossa pequena discussão- eu volto em alguns minutos!
Como Cris já está de camisa e calça, só faltam seus sapatos, então me visto e os levo enquanto desço já vestida.
Entramos no carro de Cris e ele vai "costurando" pelas avenidas a fim de chegar o mais rápido possível ao hospital. Alguns segundos antes de chegar, seu telefone começa a tocar e ele me estende o aparelho.
-Atende pra mim por favor, já devo ter recebido varias multas por excesso de velocidade, não quero receber outra por dirigir no telefone.
Atendo a ligação e recebo outro olhar estranho de Pat. Depois que o susto passar, terei que explicar a ele minha situação com Cris.
Chegamos no hospital e explicamos o ocorrido. Uma enfermeira nos leva até o quarto onde Joe está internado. Cris autoriza a entrada de Pat no quarto e diz que ele pode entrar quando quiser, já que é o namorado do irmão. Por mais que ele não demostre, posso sentir sua preocupação. Ele anda de um lado a outro esperando o doutor de plantão para nos dizer o quadro clínico de Joe.
Uns dez minutos depois, um senhor que aparenta ter uns sessenta anos de idade, se aproxima e se apresenta como Dr. Cláudio, ele pergunta quem é parente de Joe, e Cris o cumprimenta, puxando Pat e o apresentando como o cunhado, eu nunca vi alguém apoiar tanto assim um familiar homossexual.
O dr. explica que Joe se encontra fora de perigo, mas que tiveram que fazê-lo dormir para que pudessem tratar do braço quebrado. Ele teve algumas concussões mas nada grave.
O outro motorista também não sofreu danos graves e vai ser processado por dirigir embriagado.
Pat literalmente desaba no chão de alívio e eu corro para abraçá-lo e dizer que tudo vai ficar bem.
Cris também respira aliviado e vai trazer café para podermos aguentar até que possamos ver Joe.
-Eu ainda estou muito preocupado com Joe, mas não pense que não percebi que Cris estava na sua casa e que você o chamou de "meu bem", olha meu amor, eu não conheço muito bem o irmão de Joe, mas pelo que ele me disse, Cris teve alguns problemas com o pai e a namorada, desde então ele mudou e não foi pra melhor, ele amava muito a garota, depois disso nunca mais saiu a sério com ninguém... eu não estou dizendo que você não pode sair com ele, só...tenha cuidado para não sair machucada nessa historia toda.
-Pat, eu...
-Aqui estão os cafés. Descafeinado para Amélia e um cappuccino para você Pat.
-Obrigada.-digo e tomo um gole do café quentinho.
Pat simplesmente acena com a cabeça e olha Cris de cima a baixo. Se ele percebeu, fingiu que não viu.
Cris pega na minha mão e a segura durante todo o tempo que estamos no hospital. Meu primo não deixa passar nenhum detalhe e eu sei que um interrogatório completo me espera. Não só dele, mas de Joe também.
-Senhor Swansen? - dr Cláudio chama- pode entrar e ver o seu irmão, ele ainda está sob efeito da anestesia, mas já está engessado.
Cris anda uns metros e para de repente. Dá a volta e puxa Pat pelo braço para que o siga até o quarto.
Eu fico na sala de espera já que só podem entrar dois visitantes por vez.
Caminho um pouco pelos corredores do hospital e quase tenho um infarto ao ver a mãe de Alex vindo até mim.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top