(0.1) CHAPTER ONE ── NEW AGE

Capítulo um; Nova Era

𝐑𝐄𝐈𝐍𝐎 𝐃𝐄 𝐊𝐇𝐔𝐑𝐈𝐍
( Dias Atuais )

O dia estava cinzento. O sol se escondia através das nuvens do céu. O reino todo ficava agoniado com isso, tinham medo do tempo nublado, pois seria um momento perfeito para Argran retornar. Porém para Darwin, esse tempo era maravilhoso. O dava uma sensação boa, um bom pressentimento.

Acordou cedo, e como sua rotina de sempre, decidiu ir até o lado Swit, onde lia um livro calmo, esperando o dia amanhecer e o povo do reino acordar.
Outra pessoa também tinha esta mesma rotina: Sua melhor amiga, Laurie. Ela o acompanhava nesta manhã. Darwin tinha uma ótima relação com a menina.

Ela era ruiva, seus cabelos eram enormes e longos. Quase sempre usava uma camisa azul simples, e Darwin seu casaco preto. Darwin tinha cabelos cacheados, era conhecido como o garoto dos cachos negros, seu pai e sua mãe o chamavam assim, e todo o reino também, ou pelo menos o conheciam por esse título. Mas Laurie o chamava apenas pelo seu nome, Darwin.

Era mais uma manhã comum, e o garoto ía até o lago. Chegando lá, ele se encontra com Laurie, que já estava sentada na beira do rio lendo um livro.

— Laurie? — Darwin pergunta para sua melhor amiga, que vira a cabeça.

— Oii! Você demorou um pouco pra chegar hoje. — Laurie disse.

— Não foi você que chegou cedo? — O Garoto pergunta para a amiga.

— Não tenho certeza. — Ela diz.

Darwin se senta ao lado de Laurie, na beira do lago. Os dois passam horas conversando, o livro até ficou de lado.

O sino de Khurin toca, os lembrando que precisam voltar pro reino.

Enquanto andavam e conversavam, Darwin e Laurie acabam chegando no palácio real, onde estavam os pais de Darwin, A Rainha e o Rei.

— A Gente se fala mais tarde? Preciso ir pro treinamento!! — Explicou Darwin.

— A Gente se vê na cerimônia! — Laurie afirma, indo em direção á casa.

— Tudo bem. — Responde entrando no castelo. Seu pai já havia acordado, estava na sala de treino, e sua mãe também, ela estava na cozinha real, preparando um banquete.

— Bom dia mãe.

— Bom dia, meu querido. Estou preparando o banquete pra cerimônia, se quiser pode pegar um pedaço.

— Eu tô bem, cadê o meu pai?

— Na sala de treino.

O pai de Darwin era muito focado, afinal, depois de quase perder para o lorde das trevas, treino é necessário.

— Bom dia pai.

— Bom dia meu filho, tudo certo?

— Tudo sim, posso treinar com você?

— Nem precisa pedir meu filho, treinar é algo que você deve! — Responde, se preparando para lutar contra o filho.

Darwin corre em direção ao pai, que  defende todos os golpes que o filho tenta dar. Arlene era muito treinado, afinal, foram milhares de anos de treinamento, e aquela pedra que prolongou sua vida foi dada aos elfos de presente, para que eles a protegesse com suas vidas, para sempre.

Em um momento, o garoto acaba baixando a guarda, e seu pai usa essa oportunidade para prende-lo.

— Você baixou sua guarda. — Diz Arlene prendendo o filho nos braços.

— Eu percebi... — Diz tentando escapar dos braços do próprio pai.

Everyl, a rainha, esposa de Arlene e mãe de Darwin surge abrindo a porta.

— Melhor se prepararem para a cerimônia. É só uma sugestão.

— Beleza. — Disse Darwin.

— Não estão se matando, não é? — Pergunta para os dois, mas ainda direcionava seu olhar ao marido.

— Claro que não. — Respondeu.

— Ótimo, se preparem, a cerimônia é em duas horas, mas a viagem é uma.

De cinco em cinco anos uma cerimônia era feita em Khurin, desde a derrota de Argran. Todos do reino se reuniam em um reino vizinho, conhecido como reino de Eaheoles. Este reino é um verdadeiro deserto, sem nenhum habitante, isso porque foi destruído por dragões á dez anos atrás. Na cerimônia, um cidadão de Khurin era sorteado para participar da ceita, como um ritual, simbolizando todo o reino.

A pessoa escolhida faz um corte com uma espada em sua mão, e a levanta, assim o reino todo repete o movimento. Logo depois, todos falam a lei de Khurin em voz alta, em conjunto. Agora tinha chegado a vez de Darwin participar, sua primeira vez. O Garoto estava nervoso, suas mãos tremiam. Era sua vez de simbolizar seu lar.

𝐑𝐄𝐈𝐍𝐎 𝐃𝐄 𝐄𝐀𝐇𝐄𝐎𝐋𝐄𝐒
( Um pouco depois )

Após descer da carruagem real, Darwin viu todo o reino parado à sua frente. Sua vontade era sair dali o mais rápido possível e ler um livro, mas ele já estava se tornando um homem, e homens tem suas próprias responsabilidades.

Seu pai se aproximou, e o deu um tapa leve nas costas. Dava para ver em seu olhar que ele estava orgulhoso. Os servos de seu pai então armaram a bandeira de Khurin, e Darwin se aproximou do povo. O Garoto viu Laurie no meio da multidão, ela estava torcendo por ele. De várias formas, aquela amizade faria muito bem pra ele e para ela. Eles eram inseparáveis.

Darwin então segurou a espada que seu pai o deu, fechou os olhos e fez um corte em sua mão. Doía muito, mas ele tentava não demonstrar. O Garoto então levantou sua mão, e todos os outros do reino também levantaram. Logo então todos diziam a lei de Khurin em voz alta e em clara harmonia:

— Esta é a lei de Khurin! Não importa o inimigo que apareça, iremos derrota-lo! Não importa o desafio que apareça, iremos vence-lo! Sempre seremos mais forte juntos, e sempre lutaremos ao lado do próximo. O ódio é o caminho para as trevas, e a paz é o caminho pra trégua. Sempre prontos para o combate, nós somos Khurin!!

Arlene abraçou seu filho com toda força possível, lágrimas de emoção escorriam pelo seu rosto. Ali, Arlene viu todas as suas conquistas e como todas valeram a pena para chegar até aquele momento.

— Parabéns filho! — Disse Everyl o parabenizando por aquela conquista. Alguns minutos depois, aconteceu o grande banquete. Uma cabana foi armada no local, e todos alimentaram-se da refeição preparada por Everyl, que era muito saborosa.

Após comer um pouco, Darwin vai para o lado de fora da cabana. Deita na areia e fica observando o céu. Laurie se junta á ele, o fazendo compania.

— Como foi? — Laurie pergunta.

— Minha mão ainda dói, esse curativo não adiantou muita coisa. — Diz  brincando. Os dois dão boas risadas.

— Será que algum dia algo de importante vai acontecer em nossas vidas? Eu me pergunto isto todo dia, esperando algo acontecer e me dar um propósito. Sabe Darwin?

Aquilo fez Darwin pensar sobre sua vida, e como ela era inútil. Ele tinha tudo: Dinheiro, pais incríveis, carroagens, enquanto tinham outras pessoas lutando pra sobreviver.

— O universo é grande demais para sabermos o que virá a seguir, são tantas possibilidades. — Darwin disse.

— Pois é... — Laurie diz. A mesma encarou seu amigo por alguns segundos. — Darwin, eu posso te contar uma coisa?

— Claro, sempre. — Darwin responde.

— É que eu... — Laurie é interrompida pelos pais de Darwin, que chegam.

— Vamos voltar pro reino. Laurie, por que não vem conosco? — Everyl pergunta para a menina.

— Não precisa Rainha, eu volto pra minha casa com meu cavalo, Trovão.

— Por favor! — Arlene implora.

— Mas e meu cavalo? — Pergunta Laurie, apontando para o mesmo.

— Se ele não estiver cansado ele pode ajudar a carregar a carruagem. — Sugere Everyl.

— O Trovão nunca cansa. — Responde para a rainha.

— Então? Vem conosco? Pode até dormir no palácio! — Arlene disse.

— É... — A garota fica indecisa.

— Vem Laurie! Por favor. — Darwin pede para a melhor amiga.

— ... Tudo bem. Eu vou.

Era ainda de tarde, e chegariam por volta da noite. Em menos de uma hora e meia chegavam ao palácio real.

𝐑𝐄𝐈𝐍𝐎 𝐊𝐇𝐔𝐑𝐈𝐍
( Pouco tempo depois)

Após chegarem, Darwin e Laurie vão para a sala real para conversarem.

— Ei Laurie, você ía me dizer algo. Só que meus pais a interromperam.

— Deixa para lá. — Disse ela.

Os dois acabam pegando no sono, estavam cansados. Cada um dormindo em uma poltrona, uma ao lado da outra. Parecia uma competição de quem ronca mais alto, Darwin vencia.

Só que enquanto isso, outra coisa estava acontecendo. Uma discussão entre Everyl e Arlene, uma discussão pesada.

— Deixa de ser paranóico! — Everyl diz após ouvir o que Arlene tinha dito.

— Paranoico?? Você não está vendo os fatos, querida! Tem que me escutar antes que seja tarde! — Arlene diz.

— Eu não vou arriscar a vida do nosso filho e da melhor amiga dele porque você acha que.... — Everyl foi interrompida por um grito dado por ela mesmo. O grito foi tão alto que acordou Darwin e Laurie. Eles correram e a única coisa que viram foi Arlene morto no chão. Sua garganta destroçada com um buraco feito por uma lâmina.

— Nãoooo! — Darwin gritou correndo em direção ao pai, que estava morto.

Uma tragédia acabara de acontecer...

PRCIOU_STILES ©
2021

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