• 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚞𝚕𝚘 𝟸 •

NOITE DE JOGOS

PART I

Por, Catherine...

— O QUE? — exclamei.— Como assim você não quer mais se casar, Tom?

— Eu só...— balbuciou. — Eu, eu..Eu não sei, eu não amo mais a Lea.

— Você... Como isso aconteceu? Desde quando? — eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Como ele não a ama mais? Tudo bem que eu nunca fui muito com a cara da Lea, mas para mim, o que importava era ver a felicidade nos olhos do meu Tom, mad agora, tudo o que eu via, era um par de azuis, abatidos.

— Eu não sei... — balbuciou novamente. — Eu não sei...Acho que foi depois da noite de jogos na sua casa.

Algumas semanas atrás, eu convidei Tom e sua prima Lana para uma noite de jogos, era comum antes, só que comigo e o Tom. Mas logo surgiu a Lea, então para eu não ficar segurando vela resolvi chamar Lana. Até porquê, eu sempre fui muito amiga dela também...

Flashback

— Então quer dizer que é hoje o dia de ver Tom Hiddleston perdendo nos jogos? — Lana falou, entusiasmada,  enquanto se aproximava da sala com várias caixas de jogos.

— Corrigindo — completou, Tom. — ,hoje é o dia de ver Lana chorar igual criança quando perde um jogo! — concluiu e todos nós rimos.

— Sinto muito Tom, mas a Lana tem razão... — foi minha vez de dizer. —, nós duas sabemos como você gosta de roubar nesses jogos! — falei enquanto pegava um pedaço de pizza da mesa.

— Vocês duas que não sabem jogar e ficam colocando a culpa no meu Tomy. — foi a vez de Lea, me fazendo respirar fundo para não revirar os olhos. —  Ele é muito melhor que vocês duas juntas!

Sério, minha vontade era de costurar a boca de Lea. Não sei por que Tom trás ela para essas coisas, ela é debochada, não sabe jogar e só fica no celular tirando foto. Grrr!

Não sei o que Tom viu nela, juro!

— Tudo bem amor... — Tom mudou o rumo da conversa. — ,vamos começar o jogo. De quem é a vez de escolher hoje?

— É a vez da Cath — falou Lana.

— Hum... — pensei. — Vamos jogar Perfil!

— Ah não, é chato! — Lea dramatizou. — Só tem perguntas difíceis e eu nunca acerto. — fez bico.

— Então não joga inferno, vai embora peste! — Tudo bem, qual jogo você sugere? — falei com toda a paciência que eu não tinha.

— Eu não sei...— falou Tom. — ,escolhe você amor.— revirei os olhos e Lana me olhou dando uma risadinha. — Que tal detetive, vítima e assassino? Sem perguntas nem nada! — completou.

Até que enfim alguém com uma ideia útil.

— Tudo bem! — falou Lana.

— Por mim também..— falei.

— Ain amor, você é incrível mesmo! — falou Lea, beijando o pescoço do Tom. Ânsia.

Acho que meu olho estava prestes a pular para fora, nunca revirei ele tanto na vida !

— Tudo bem, vamos logo ! — falei de uma vez.

Já tínhamos pegado nossas cartinhas e, advinhem só. Eu era a vítima!
Estavamos todos sentados um de frente para o outro, eu olhava pra a Lana e ela olhava para mim. Olhei pro Tom e nada...De repente, Lea deu uma piscada nada sensual para o Tom.

— Está presa meu amor! — todos rimos, menos Lea que ficou com a cara de ódio.

— Quer saber, já chega! Esses jogos são uma porcaria! Eu vou embora! — ela se levantou. Aff!

— Qual é, amor, é só um jogo ! — Tom levantou indo atrás dela.

— Um jogo chato e besta, isso sim! — bateu o pé.

Quem manda ser idiota. — falei baixo, mas Lana escutou.

— Eu sei, também não suporto ela! — falou Lana e nós rimos.

— Dá pra vocês duas me ajudarem aqui, por favor ?! — perguntou Tom.

— Lea por favor fica, vai ! — Diz que não, diz que não. — Lana falou baixinho só para eu ouvir.

— Cath! — Tom me chamou.

— Deixa ela Tom, não se pode obrigar alguém a gostar de algo! — falei de uma vez, não aguentava mais ela ali.

— Obrigada Carol...— soou docemente errando meu nome. — ,tá vendo amor. Ela me entende! — revirei os olhos pela milésima vez. Ela fez de propósito, né?

— É Catherine! — falei.

— Que seja, amor, pode ficar eu pego um taxi.— ela falou.

— Tem certeza amor?

Misericórdia, vai logo mulher ! — Lana disse eu eu segurei o riso.

— Olha amor, não tem problema.— Lea se aproximou de Tom. — Depois que você acabar esse jogo chato aqui, estarei em casa te esperando para um jogo melhor ainda! — piscou para ele e depois deu o beijo mais nojento que já vi na minha vida.

— Acho que vou vomitar.— falei para Lana ouvir e ela riu.

— Ciúmes querida? — arqueou um sobrancelha.

— Quem? Eu? Do..Tom? Ficou maluca? — Lana riu.

— Qual é, está na cara Cath. Até que vocês combinam! — Continuou e eu dei um tapa em seu braço.

— Ficou maluca? Tom é como se fosse um irmão, nada além disso!

— Tá bom...— desacreditou. — ,vou fingir que acredito.— piscou para mim.

Era só o que me faltava, Lana achando que tenho ciúmes do Tom... Já pensou se Lea escuta isso? Iria me xingar durante umas três horas; Deus me livre!

— Tudo bem então.— Tom falou, por fim. — Vamos continuar, meninas! — voltou me tirando de meus pensamentos.

Então fomos para a segunda rodada. Agora apenas eu, Tom e Lana. E advinha só quem era a vítima, novamente? Eu mesma!
Estávamos nós três nós encarando, Lana me olhava com os olhos estreitos, dei uma risada e olhei para o Tom.
Foi naquele momento que a coisa mais esquisita aconteceu.

Tom me olhou e sorriu de um jeito diferente. Eu não sei, eu só...Eu já vi aquele sorriso antes.
Tentei disfarçar o máximo que pude olhando de volta para Lana, e nesse momento ela me pegou de surpresa olhando para mim e depois olhando para o Tom.
Não acreditei, mas ela mexeu a boca de um jeito que só eu pude entender.

— Gosta dele! — sorriu maliciosa.

As coisas já estavam ficando fora de controle. Balancei a cabeça negando tudo aquilo. Essa Lana me paga, ela vai ver.
Voltei a olhar o Tom e era como se ele não tivesse tirado os olhos de mim nesse decorrer de tempo.
Aquele maldito sorriso continuava em seu rosto
Juro, já vi ele sorrir assim antes... Estava distraída analisando aquele sorriso, quando olhei em seus olhos e ele deu uma piscada
Mas não foi uma piscada qualquer foi...
Foi diferente...

— Morri.— foi a única coisa que pude dizer naquele momento.

— Eu sabia! Deu sorte que eu sou péssima nesse jogo. —  falou Lana.

— Ok...— tentei sair daquela situação. — ,quem quer mais cerveja? — falei levantando.

— Eu quero! — respondeu Tom.

— Eu também! — Lana se manifestou. —  Ajuda ela com as bebidas, Tom! — Que vontade de socar ela.

— Tudo bem. — Tom se levantando.

Fui para a cozinha e logo Tom veio atrás de mim.

— Então, vai uma ajudinha aqui? — Tom falou um pouquinho alegre.

— Vem cá, quantas garrafas você tomou? Já tá tão alegre assim? — perguntei rindo.

— Três, por que? — cruzou os braços. Pareço tão mal assim? 

— Não, tô brincando bobo! — sorri. — Sei lá, tá estranho! — virei de costas para pegar as garrafas.

— Estranho como? — juro, ouvir sua voz bem atrás da minha orelha.

— Naa..da não...— gaguejei. —  ,deve ser impressão minha mesmo. — tentei respirar fundo, virando de frente novamente.

Ele estava a milímetros de mim.
Por que?
Vai entender esse doido, devia estar bêbado. Mas confesso que seu olhar estava diferente e eu não sei como, mas isso me dava com um certo desconforto.

— Você...Tá ofegante.— falou ele, com a maior tranquilidade do mundo.

— Eu?...Hum... — disfarcei. — Deve ser impressão sua, pegue essas garrafas por favor e leve para a sala, obrigada! — ele não disse nada, pegou as garrafas e saiu da cozinha, me deixando sozinha com meus pensamentos.

Apoiei minhas mãos em cima da mesa e respirei fundo. Por que está tão quente?
Voltei para a sala e Lana estava pegando suas coisas.

— Hey! — me aproximei. — Já vai? Tá cedo ainda.

— Ah...Estou tão cansada hoje. — fingiu um bocejo, pois eu percebi na hora que era mentira. — Podem ficar vocês dois, já está na minha hora.

— Quer que eu te leve Lana? — Tom perguntou.

— Não precisa priminho, estou de carro. — balançou as chaves para ele. — Cath, me leva até a porta? — pediu Lana, sínica.

Claro, faço questão de bater sua cabeça entre a porta. —  pensei. — Levo sim. — forcei um sorriso. — Você ficou maluca? — perguntei baixo para Tom não ouvir.

— O que? Estou cansada, só isso! — sorriu, sínica.

— Olha, você está vendo coisas onde não tem. Tom e eu somos só amigos, NADA MAIS! — eu estava estressada com essa situação toda.

— Tudo bem, mas vou embora do mesmo jeito. Ah...E amanhã me conta como foi. — deu uma pausa. — Sabia que todos os homens da família tem um grande instrumento entre as pernas? — piscou pra mim.

— Sai daqui! — bati a porta na cara dela.

Não acredito que ela me disse aquilo. Agora vou ficar imaginando.
Meu Deus!
Voltei para sala ainda tentando entender o que ela me falou, esquecendo completamente que Tom ainda estava ali.

— Tá tudo bem? — ele perguntou me estranhando.

— Tá sim, eu só....— procurei uma desculpa. — Preciso disto! — falei pegando uma garrafa.

— Tudo bem, parece que sobramos nós...— sorriu. — Como nos velhos tempos!

O que Lana me disse não saia da minha cabeça. Será que é verdade? Tipo, eu nunca reparei antes mas...
Será?

Tom falava alguma coisa, mas eu não ouvia nada. Estava imaginando a coisa mais errada da minha vida. Acho que fiquei olhando no meio de suas pernas e nem percebi.

Não estava tão nítido, mas havia um certo volume ali.
Aí Meu Deus!
Catherine! O que você está pensando?
Tentei sair desses pensamentos voltando a  minha atenção para o que ele dizia.

— Está me ouvindo, Cath? — perguntou, colocando uma almofada em seu colo.

Droga! Ele deve ter percebido. O que vai pensar de mim agora?
Eu vou matar a Lana!

— Hum..Eu.. Desculpa...— tentei disfarçar.  — ,o que disse? — perguntei fazendo a cara mais sonsa do mundo.

— Perguntei se você quer dar uma pausa nos jogos e assistir alguma coisa? — me olhou estranho.

— Ah sim... — cocei a garganta. — Tudo bem, pode ser.

— Está tudo bem mesmo? — perguntou meio preocupado.

— Tá sim...— sorri. — ,acho que bebi demais, só isso.

Logo ele ligou a TV. Estava passando Se Beber Não Case 3.
Era óbvio que ja tínhamos visto aquele filme antes, mas por culpa da bebida a gente ria a cada fala do filme.

Entre risadas e mais risadas, me peguei olhando para aquela região "íntima" do Tom novamente.

Dessa vez eu estava ao seu lado. Ele já tinha jogado a almofada para o outro lado me dando a perfeita visão que eu queria.
Ou eu estava muito bêbada, ou o amiguinho dele tinha aumentado um pouco. Comecei a rir baixinho, deixei esses pensamentos e olhei para o Tom.

E que merda! Pra que eu fiz isso?

Ele estava olhando para mim, agora com toda a certeza do mundo ele tinha percebido.
Eu não sabia o que fazer, acho que estava mais vermelha do que um tomate. Ele abriu a boca para falar algo, mas eu levantei sem deixar ele dizer nada.

Fui para a cozinha e me apoiei na pia desta vez.
Meus Deus!
O que foi que eu fiz?
Acho que nunca senti tanto calor na vida. Mas por que isso agora?
Molhei minha mão na pia e passei em volta do pescoço. Eu não podia pensar naquilo, era errado demais!

De repente, senti seu cheiro invadir a cozinha. Acho que congelei naquele momento.

Era a hora da verdade, Catherine!

— Podemos conversar? Tom perguntou.

♥️

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