• 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚞𝚕𝚘 𝟷𝟽 •
Preparados para uma Catherine surtada?!
EU PRECISO DE VOCÊ
• Por, Catherine...
Já faziam dois meses desde que eu dei aquela surtada depois que o Tom esteve aqui em casa.
E não, infelizmente ele ainda não se lembra de nada, e para piorar, continua com os preparativos para o maldito casamento.
Ele me pediu para voltar a organizar a porra do casamento e eu não pude recusar, até porque, eu já estava organizando antes mesmo.
Mas eu aceitei mais como um pretexto para ficar mais perto dele. Sempre que eu podia eu ligava e chamava ele para dar opinião em alguma coisa, e em troca ele fazia questão de trazer a piranha da Lea.
Aí que vontade de socar a cara dela! Ela conseguiu ficar mais insuportável do que antes, outro dia quase mandei ela ir pra puta que pariu de tanto que ela me encheu o saco querendo opinar em tudo o que eu fazia.
— Caralho! Se quer dar palpite em tudo, pega e faz então, inferno ! — Lea minha querida, as rosas brancas e vermelhas combinam muito mais com o seu vestido do que margaridas. — eu já estou sem paciência.
Estou ao telefone com a Lea a uns 20 min, discutindo sobre a porra do buquê. Sério, mais uma gracinha dela e eu sou capaz de explodir.
— Minha querida você não está entendendo... — sua voz é tão irritante. — Margaridas, estava na lista de desejos que eu te dei, você não leu?
Eu coloquei fogo na maldita lista assim que ela me deu.
— Claro que li, Lea... — minto. —mas achei que seria...
— Você acha, mas eu quero, é diferente! — me interrompeu. — Serão margaridas e pronto!
Agora me dê licença, tenho que dar atenção para o meu amor. — desliga na minha cara.
— AAAAAH! MORRE FILHA DA PUTA! — jogo meu celular na cama.
Mas infelizmente o maldito sobreviveu a queda sem nenhum arranhão.
Como pode?
Eu já estava cansada disso tudo, cansada de ter que fingir felicidade para o Tom, cansada de ter que aturar esse capeta em forma de gente, cansada de esconder o que eu sinto.
Pego uma garrafa de cerveja na geladeira, eu nunca fui de beber, mas de uns tempos pra cá, essa é a única coisa que tem me acalmado... Mesmo que seja por pouco tempo.
Virei a garrafa de uma vez, já estava ficando melhor em beber. Se fosse antes eu já estaria desmaiada no chão.
Ri lembrando daquela noite com o Tom no casamento do Chris, eu estava tão bêbada e com raiva, mas ele cuidou de mim do mesmo jeito...E nós dormimos juntos.
Fico lembrando do cheiro dele, sua pele quente e macia...Como ele pode ser tão perfeito?
Meu celular toca, e advinhem só? Era o Tom.
— Ooi! — falo com um sorriso idiota na boca.
— Hey pequena, como vai?
— Bem mal, você não faz ideia... — penso. — Estou bem, um pouco cansada mas estou bem, e você?
— Estou bem também, eu liguei para saber se precisa de alguma ajuda com alguma coisa, para o casamento... Sabe, a Lea não para quieta em casa, uma hora tá fazendo o cabelo, outra vendo vestidos para as madrinhas... — suspira. — Eu estou meio deslocado nisso tudo!
— Eu te entendo, na verdade, não sei como consegue aturar ela. — solto sem querer.
Porra Catherine, se controla!
— O que? — pergunta confuso.
— Não...É que...— procuro uma desculpa. — Você sabe, o casamento e os preparativos, essas coisas...As mulheres ficam nervosas, entende? — espero que ele caia nessa.
— Ah sim... Eu sei, Lea fica gritando no celular o dia todo, mas fazer o quê? Eu me apaixonei por ela desse jeito mesmo. — ouvi ele sorrir.
Ah...seu filho da puta!
Eu não acredito que você disse isso!
Desligo o celular na cara dele. Eu nem sei porquê fiz aquilo, mas subiu uma raiva tão grande, que quando eu fui ver já tinha feito.
Que merda, nem pra disfarçar as coisas eu sirvo.
Puta merda!
Lágrimas começam a cair em meu rosto.
Como ele pode amar ela?
Ela é tão insuportável e metida...O que ela tem que eu não tenho?
Então tudo volta em minha mente... Aquela noite, nosso beijo, o assalto...
Tudo vem de uma vez só, e com isso aquela fodida dor no peito surge novamente, me fazendo ficar sem ar.
Pouco tempo depois o Tom ligou novamente, eu não quis atender.
Não quero mais ter que ouvir ele falar da Lea.
Não quero mais ter que ouvir ele dizer o quanto ele a ama.
Espero ele desligar e ligo para a Lana... Nessas horas, ela é a única com quem eu posso desabafar.
🌈
Eu já tinha ligado umas 5 vezes e nada dela antender. Maldita hora para ela sumir!
Aquela dor no peito não passava, eu já não sabia mais o que fazer.
Meu celular toca e eu corro pensando que é a Lana, mas meu semblante muda assim que vejo o nome do Tom na tela.
Me desespero sem saber o que fazer. Saí correndo para fora do meu apartamento e deixo meu celular tocando lá mesmo.
Eu andava pelas ruas sem rumo, não tinha para onde ir, mas eu não queria voltar para casa. Aquela sensação ruim continuava dentro de mim e eu comecei a chorar novamente.
Quando eu era mais nova, sofria de ansiedade, tomava remédios ia ao médico...As vezes eu tinha algumas crises, mas já faziam anos desde que eu tinha parado com a medicação e nada disso havia acontecido.
Eu sabia muito bem o que vinha pela frente, e eu não estava preparada para passar por aquilo novamente.
Na época, o Tom sempre estava comigo, ia ao médico comigo, me obrigava a tomar os remédios...Ele era como uma válvula de escape para mim.
Mas agora eu não tinha ele, na verdade eu não tinha ninguém.
Ando por mais um tempo, e começo a me sentir tonta...O ar estava ficando cada vez mais difícil de respirar e meu coração estava cada vez mais acelerado.
De longe, vi uma mulher sentada em um banco, corro para chegar até ela, mas as palavras não saem da minha boca.
— Moça o que aconteceu? Você está bem? — ela pergunta mas eu não consegui responder.
Apenas as lágrimas escorrem pelo meu rosto, eu não conseguia dizer uma palavra.
— T-oo-m... — fui tudo o que pude dizer.
— Tom? Quem é Tom? Meu Deus! Eu vou chamar a emergência! — a mulher pega o celular e eu puxo da mão dela. — Espera, eu vou chamar a ambulância!
Com muita dificuldade disquei o número do Tom no celular daquela mulher.
— TO-OM... — mostro o celular a ela.
Acho que ela entendeu, pois rapidamente colocou o celular no ouvido.
Aos poucos minha visão foi ficando escura, eu já sabia o que viria depois.
Então eu caí no chão, apenas senti uma leve pontada na cabeça. Tento não fechar os olhos, mas a única coisa que eu pude ver eram as estrelas no céu e aquela mulher gritando em cima de mim.
Depois disso, tudo ficou completamente escuro, e eu desmaiei bem ali, no meio da rua.
✨
Pessoal, vamo votar e comentar...Bora socializar aqui gente!!
*Próximo capítulo será narrado pelo nosso anjinho Thomas ❤️
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