• 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚞𝚕𝚘 𝟷𝟸 •
FICAR PERTO DE VOCÊ TORNA TUDO MAIS DIFÍCIL
• Por, Catherine...
Eu não imaginei que fosse ser tão difícil encontrar com o Tom novamente. Desde aquela noite eu praticamente não falei com ele, não pude olhar nos olhos dele.
Minhas últimas lembranças são de um homem completamente apaixonado dizendo que me amava. Mas agora, tudo isso se foi e eu não sei com que Tom eu vou encontrar.
E para ser sincera, isso machuca muito...
❤️
A campainha toca me tirando desses pensamentos. Respirei fundo e fui abrir a porta.
— Oi! — Tom diz abrindo um sorriso. Em seu rosto ainda era possível ver algumas cicatrizes.
Por mais que eu quisesse esquecer tudo aquilo. Ver ele, olhar para aquelas cicatrizes, faz com que eu lembre de tudo e me sinta cada vez pior.
— Oii...É bom te ver, pode entrar! — dou espaço para que ele entrasse.
— Licença. — entra e eu fecho a porta.
— Então...— passo as mãos pelos cabelos. Eu não sabia como reagir.
— Não vai me dar um abraço? — abre os braços, fazendo aquela carinha fofa.
Se fosse a um mês atrás eu teria pulado em seu colo e abraçado ele até ele reclamar de dor. Depois iríamos conversar e comer até tarde e eu ia rir de suas piadas nada engraçadas, mas que mesmo assim me faziam rir.
E a noite terminaria com ele dizendo que já estava tarde e precisava voltar para a Lea, ele me daria um abraço e diria que a noite foi ótima.
Infelizmente, tenho a impressão de que essa noite não vai ser assim...
— Claro, me desculpe eu estava distraída... — me aproximo dele sentindo seu cheiro.
Era tão bom poder sentir o cheiro dele novamente, era como se eu me sentisse segura, não sei explicar.
Então eu o abracei, passei os braços em volta de seu pescoço levantando meus pés por ele ser tão alto.
Logo, ele abraça minhas costas fazendo nossos corpos se encontrarem um com o outro.
Era tão boa aquela sensação, sentir o corpo dele junto ao meu... Vagamente, algumas lembranças vêm em minha mente.
Ele dizendo que me amava, nosso primeiro beijo. Sua boca doce e atrevida ao mesmo tempo. Seus toques pelo meu corpo, o jeito como ele me apertava contra ele.
Era tudo tão intenso.
Uma lágrima acaba escapando sobre meu rosto, logo desfazemos o abraço.
— Cath...O que foi? Está tudo bem? — passa a mão pelo meu rosto enquanto a outra ainda segura minhas costas.
— Eu... —mais uma lágrima escapa — Eu fiquei com medo de te perder! — começo a chorar compulsivamente.
— Hey, vem cá! — me puxa para outro abraço, mas dessa vez mais forte. — Eu estou aqui, tudo bem. Eu sempre vou estar aqui, pequena! — beija minha cabeça.
— A culpa foi minha...Me perdoa, por favor! — me desespero.
— Hey, olha pra mim. ..— puxa meu queixo levemem para que eu o olhasse — A culpa não é sua! — afirma.
— Mas você nem sabe o que aconteceu...— fungo. — Como pode dizer isso?
— Porque eu sei que você nunca me machucaria, Cath...Eu confio em você cegamente. Eu posso não lembrar, mas sei que a culpa não é sua! — sorri.
Era tão difícil ouvir ele falando daquele jeito, como se fosse uma noite qualquer.
— Ah Tom...— me afasto dele — Você não faz ideia do que está dizendo.— vou até a cozinha.
— Como assim? O que aconteceu naquela noite? — ele vem atrás de mim.
Paro de costas para ele no mesmo instante. Eu não sabia se deveria falar ou não.
Tento mexer no colar, mas lembro que havia tirado ele.
Não queria que o Tom visse comigo.
— Hum... — murmuro. — O que a Lea te disse? — tento disfarçar.
— Quase nada, apenas disse que você falou que estávamos no bar. Mas ela achou estranho, pois disse que eu não tinha avisado ela. — sento ele ficar atrás de mim.
— Ah... — penso. — Não sei porquê você não avisou ela... Nisso eu não posso te ajudar. — viro de frente para ele.
E lá está ele, bem próximo de mim. Olhando em meus olhos, aqueles lindos e malditos olhos...
— E então..? — me olha.
— Então o que? — faço de sonsa.
— O que aconteceu naquela noite, Cath... Eu preciso saber.. — pega em minhas mãos.
Eu deveria contar?
Será?
Ele pode não acreditar em mim.Pode achar que tudo isso é mentira minha. E pior, pode nunca mais falar comigo.
Não posso correr esse risco, mas também não posso suportar ver ele com a Lea.
Meu Deus, o que eu faço?
— Olha, Tom... Eu sei que você quer saber, afinal, você perdeu sua memória é seu direito.— subo minhas mãos para os seus ombros. — Mas o médico disse para não forçamos você a se lembrar, que isso deveria vir com o tempo...Eu não quero e nem vou forçar você a nada. — passo minha mão pelo seu rosto.
Tom me analisa por um tempo e depois suspira fechando os olhos.
— Me desculpa, por favor! Não fica bravo comigo, Tom... Olha pra mim. — ergo seu rosto para mais perto.
Isso não foi uma boa ideia.
Ficar perto dele assim torna tudo mais difícil.
Cada vez que eu olho pra ele, as lembranças daquela noite surgem em minha mente e a aquela tristeza profunda vem...
Fazendo com que eu sofra calada, sem poder expressar o que eu sinto.
— Me desculpe, não é você...Eu estou com raiva de mim mesmo. Por não poder lembrar de nada! — passa as mãos pelo cabelo. — Eu sei que você só quer me proteger minha pequena... — suspira. — Obrigado! — da um sorriso piscando para mim.
Um frio passa rapidamente pela minha espinha, fazendo eu sentir coisas que são melhores eu manter em meus pensamentos.
Enquanto Tom não lembrar de tudo, eu vou ter que fingir que nada aconteceu. Vou ter que ser a melhor amiga dele ou como ele dizia " A pequena irmãzinha" .
Eu não quero ser a amiga, eu quero ser a mulher dele, porquê eu o mereço e eu o amo!
Mas se ele não se lembrar, eu terei que conviver com essa lembrança pro resto da minha vida. Não sei se suportaria isso, não sei se posso perder ele novamente.
Eu não posso!
❤️
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