𝘾𝘼𝙋𝙄́𝙏𝙐𝙇𝙊 𝟬𝟭 - Agreement with the enemy.
Pra mim o karate nunca foi um hobby, mas sim uma forma de escape e uma forma de me expressar através da luta.
Assim como o balé que fazia quando era pequena, mas desde que minha tia me apresentou o karatê e me incentivou, nunca mais parei de lutar.
E neste exato momento estou treinando karatê na pequena casa típica coreana que há no quintal de minha casa. Usamos o espaço para guardar algumas tralhas, mas eu uso a parte livre para treinar. Aqui é quieto e tranquilo, não que minha casa não seja, mas aqui não tem tantas distrações como por exemplo meu irmão mais velho Jin ficar gritando por conta do vídeo game, mesmo com a porta do meu quarto fechada eu ainda conseguia ouvi-lo.
Dou um soco em linha reta no ar, depois um chute reto e direto para a frente na direção do saco de luta que fica pendurado no teto.
E por fim, giro meu corpo pegando velocidade e força, em seguida, giro a perna executando um golpe circular com a parte interna do pé.
Treinar com um saco de pancadas não é a mesma coisa que treinar com uma pessoa, mas dá pro gasto.
— Cara, como é que você consegue aguentar fazer isso todo dia?
Sobressalto ao ouvir a voz de meu irmão, me viro para trás e o vejo de braços cruzados encostado no batente da porta.
— Bate na porta antes de falar alguma coisa.
— Desculpa.
— Tudo bem. — Balanço a cabeça e vou até minha garrafa de água que estava no chão e tomando um gole da água. — Então, o que faz aqui?
— Papai e mamãe tão chamando a gente pra jantar.
— Já escureceu? — Digo desacreditada.
— Já, agora são sete e meia, você está aqui desde às cinco horas da tarde.
— Eu perco a noção quando tô aqui.
— Eu sei, agora vamos lá porque eu estou morrendo de fome. — Ele se desencostou do batente.
— Tá bem. — Digo revirando os olhos com um sorriso no rosto.
Saímos da pequena casa do quintal e entramos na nossa, fomos até a sala de jantar e lá estava meu pai, vestindo sua camisa social branca de trabalho e uma calça preta, já sentado na mesa.
— 안녕 아빠 (Oi pai). — Me sento à mesa.
— Oi, querida, estava treinando karatê?
— Como sempre. — Sorrio
— Ainda bem que saiu daquele quartinho. — Disse minha mãe saindo da cozinha com uma assadeira de lasanha.
Minha mãe coloca a assadeira sobre a mesa e pegamos a comida.
— E então, como está indo seu treinamento? — Ela se senta na mesa.
— Estão indo bem.
Cubro meu pulso debaixo da toalha de mesa, machuquei ele mais cedo tentando fazer um golpe.
O karatê tem suas desvantagens.
— E você, Jin, como estão indo seus estudos na faculdade?
— Ah... estão indo muito Bem.
— 당신은 거짓말을 아주 심하게 해요. (Você mente muito mau.) — Olho para ele.
— 입 다물어 (Cala a boca.)
— Sem palavrões na mesa! — Minha mãe alerta.
— Desculpa. — Falamos ao mesmo tempo e logo voltamos a comer.
Depois do jantar, meus pais ficaram na sala e eu fui para o quarto descansar.
Enquanto rolo a página do Instagram sinto meu pulso doer. Odeio me machucar nos treinos.
De repente, ouço alguém batendo na porta.
— Posso entrar? — Ouço minha mãe atrás da porta.
— Claro.
Logo, minha mãe entrou no quarto, a mesma está com uma pequena bolsa térmica.
— Percebi que não mostrou o pulso durante o jantar todo, supus que havia machucado.
— E você estava certa. — Coloco o celular na mesa de cabeceira. — Obrigada mãe. — Pego a bolsa térmica e a coloco sobre a região que estava um pouco inchada.
— De nada. — Ela se senta na cama, ao meu lado.
— É melhor isso melhorar logo, o biso vai me matar se me ver reclamando de algo.
— Sabe que não precisa provar para seu bisavô. E nem pra sua tia.
— Eu sei. — Olho pra ela. — Eu só quero que eles reconheçam que sou boa.
— Você é boa. — Ela passa a mão em meu cabelo. — Desde que começou o karatê aos dez anos.
Dou um sorriso fraco de lábios fechados.
— Obrigada, mãe.
Foi a vez dela dar um sorriso de lábios fechados.
— Agora descanse, amanhã você tem aula.
— Está bem. — Ela se levantou e foi em direção a porta. — 잘 자요, 엄마 (Boa noite, mãe.)
— 잘 자, 나의 작은 것 (Boa noite, minha pequena) — Ela disse antes de sair.
Assim que ela fechou a porta, desliguei as luzes e me ajeitei na cama para dormir.
(...)
No dia seguinte acordei bem cedo e me arrumei, antes de meu pai ir para o trabalho ele me levou até a escola.
Chegando lá, me encontrei com Hanna nos corredores dos armários.
— Oi, Mei. — Ela disse se aproximando de mim com um sorriso no rosto.
— Oi, Hanna.
Mas de repente, alguém esbarra em meus ombro, ao olhar quem era, fecho a cara na hora. Kwon.
— Olha por onde anda, seu idiota.
— Olha por onde você fica parada. — Ele fala enquanto segue pelo corredor.
Reviro os olhos e encaro Hanna.
— Eu não entendo como é que você suporta ele aqui e no karatê.
— Esse é o ponto, eu não aguento. Odeio esse muleque.
De repente, sinto duas mãos me puxarem pela cintura, meu corpo vira e acabo trombando com o corpo de Liam.
— Oi. — Ele disse sorrindo.
— Oi. — Solto uma risada.
Sem demora, Liam se aproximou e selou nossos lábios.
Liam e eu não namoramos, bom, pelo menos não ainda porque não temos aliança.
Mas, de repente, ouço o barulho do sinal tocando no corredor.
— Aí, pombinhos, acho melhor irmos indo antes que a inspetora nos veja fora da sala. — Hanna alertou.
— É, — Né afasto de Liam. — A Hanna tem razão, melhor irmos. Te vejo mais tarde?
— Claro. Tchau, linda. — Ele se aproximou novamente e me deu um selinho rápido e logo seguiu para a sua sala.
— Ui. — Hanna brincou balançando os ombros.
— Aí para de criancice. — Dou um leve empurrão nela.
— Tá, tá.
Começamos a nos afastar dos armários e caminhar em direção à nossa sala.
(...)
Depois da escola, fui para o dojo direto. E chegando lá, encontrei minha tia, Kim Da-eun se aquecendo antes da aula começar.
— Por que você sempre chega cedo?
— Porque prefiro ficar aqui treinando a sós com minha tia do que ficar em casa sem fazer nada até o horário da aula. — Digo sem olhar sua cara enquanto coloco a bolsa no chão.
Ela solta uma risada nasal.
— Tudo bem.
Me junto a ela no tatame de palha e começo a me alongar.
— O que aconteceu com seu pulso? — Ela pergunta sem me olhar.
Engoli seco.
— Eu... Me machuquei tentando praticar o golpe da semana passada.
— Ainda não aprendeu? — Seu tom de voz mudou para um tom sério.
— Ainda não.
— Então aprenda logo, se não vai ficar para trás dos outros.
— Sim senhora.
Minha tia era muito rígida nessa questão do karatê, seu método era sempre: "seja forte", “ataque, não defenda", "sem compaixão com seu oponente". Essa era a parte ruim do cobra kai.
— Chega de aquecimentos, vamos treinar de verdade.
— Tá bem.
— Posição.
Ficamos em posição e fizemos o comprimento, curvando um pouco do corpo para frente.
Em seguida, fico com os pés separados e as mãos para frente.
Segundos depois, minha tia ataca me dando um chute, defendendo com o braço e tento dar chute nela, mas ela defende com seu braço e me dá um chute me lançando para trás.
Me recompondo e logo trocamos os lados e ficamos em posição novamente.
— Você só está defendendo, ataque! Use sua força, como treinamos.
Então, rapidamente, ignoro tudo e dou dois chutes laterais com a parte externa do pé, antigo seus quadris.
Giro o corpo, dou um chute pra trás, mas ela segura meu pé e o gira, me fazendo cair no chão com tudo.
— De novo!
Bato no chão e me recompondo. Dou um salto, giro o corpo e tento bater meu calcanhar contra rosto, mas ela desvia do golpe.
Caí no chão de pé e encarei minha tia.
— Tem que aprender a controlar sua raiva na luta, Mei.
— Eu tento. — Murmuro.
— Melinda.
Viro meu rosto para ela.
— Você é boa no karatê, não estou falando isso como sua tia e sim como professora. Mas precisa aprender a controlar suas emoções ou nada dará certo no tatame.
— Sim, senhora.
Geralmente quando percebo que estou perdendo em alguma luta em dupla, a raiva me consome, não muito, mas consome. E eu odeio isso.
— Agora já chega, guarde suas energias para o horário da aula.
Apenas assenti com a cabeça e fui para o quartinho do fundo, onde não tem ninguém, apenas um saco para treinar.
(...)
Na hora da aula, fomos para o lado de fora do dojo praticar os golpes. Geralmente praticamos do lado de dentro, mas ao ar livre é bem melhor, dá pra espairecer um pouco. Não tem tanta pressão.
Estávamos fazendo os aquecimentos quando, de repente, vejo tia Kim se aproximando de nós com um cara de cabelos brancos que aparentava ter mais ou menos cinquenta anos. Este deve ser o novo sensei do qual ela havia falado, ele iria nos preparar pra o torneio que está por vir. Sekai taikai.
Enquanto ela se aproximava, não pude deixar de ouvir eles conversando.
— As habilidades dos meus alunos superam muito o que tinha no seu país. O nosso treinamento aqui é bem mais intenso, mais preciso. E mais exigente.
Todos param o treinamento e logo ficam em fila.
O responsável por nós pega uma madeira e deixa na posição, o primeiro da fila caminha até ele e solta um grito.
Ele gira o corpo, salta e bate seu pé contra a madeira. O objetivo era quebrá-la, mas não adianta.
— 위치! (Posição!)
O garoto volta para sua fila e todos ficam em posição.
— Como se chama essa combinação?
— Dogsa Gong-gyeong. Ataque da víbora. Ela foi criada para penetrar até a defesa mais avançada. E quando executada corretamente, deixa a cabeça do oponente vulnerável.
Ela dizia isso enquanto Yoon, o melhor da turma, tentava quebrar a madeira. E quando finalmente quebrou, minha tia esbanjou orgulho em seu olhar.
— Yoon do-jin. A família dele treina em nosso dojang há gerações. Ele usa o baeji de ouro porque é nosso melhor aluno. Seja lá o que pedir pra Yoon... Ele executará com perfeição.
— Hum. Impressionante.
Logo, os dois param e tia Kim cruza os braços. Yoon se curva para frente em respeito e volta para sua fila.
Na vez de um garoto da minha fila, Kwon o impediu e passou na sua frente.
Ele vai até a tábua e retira uma das mãos do responsável, e pede para ele a erguer. Assim que o cara faz isso, Kwon se afasta e solta um grito.
Logo, ele executa um chute de gancho giratório de 540, quebrando a madeira ao meio e soltando mais um grito.
Esse é o golpe que venho tentando aprender. Mas não sou boa em executá-lo com perfeição.
—그렇게 됐어요! 이해하셨나요? (É assim que se faz! Entenderam?)
— Kwon Jae-sung! — Tia Kim o chamou e ele olhou para ela. — Você não seguiu nossa lição.
Ele soltou uma risada debochada.
— Porque isso é uma perda de tempo. É só ir direto pra cabeça. Sem cabeça, sem luta.
— E sem atalhos. E pelo seu desacato, você terá uma nova tarefa.
— Eu posso fazer, seja qual for. — Ele disse erguendo o peito de orgulho.
— Eu sei bem que você pode. A sua tarefa é ir limpar o banheiro do meu avô.
Todos rimos com suas palavras. Era bom ver Kwon aprendendo uma lição.
— 일하러 가세요! (Ao trabalho!)
Logo, Kwon passou pelos alunos e subiu as escadas que iam para a cabine de meu bisavô.
— 방해받지 말고 다시 제자리로 돌아오세요! (Sem distrações, em posição novamente!)
Logo, ficamos em posição novamente.
(...)
Mais tarde, quando todos estavam reunidos, Kim finalmente iria nos apresentar para o homem.
— Eu aposto que todos estão bem curiosos pra saber quem é o nosso visitante. O sensei Kreese é um dos senseis mais fortes que já terminaram nesse dojang. Ele trouxe um convite, para testarmos nossa força contra os melhores lutadores do mundo. Vocês têm que demonstrar a ele total respeito e atenção. Todos entenderam isso?
— Sim, sensei! — Todos responderam ao mesmo tempo.
— Muito tempo atrás, eu tive um aluno. — Kreese começou enquanto andava. — Eu treinei para ser o melhor dos melhores. Ele dominava todo oponente que enfrentava. Estava destinado a ser um campeão do mundo. E, então, um dia… tudo mudou. Ele perdeu para um sujeitinho insignificante e fraco que treinou somente por seis semanas. E por que ele perdeu? Porque esse oponente tinha mais coração. Então, turma… como se derrota um oponente que tem mais coração?
— Com mais prática, sensei. — Um dos garotos respondeu.
— Não.
— Mais ofensiva, sensei.
— Errado.
— Tendo coração também, sensei. — Yoon respondeu.
— Ou detonando o coração dele com um chute forte nas costelas. — Retrucou Kwon.
— 조용히 하세요! (Fique quieto!) — Disse Kim.
Kreese levantou os dois dedos sinalizando para esperar. Logo, ele caminhou até Kwon que estava ao meu lado.
— Kwon, não é?
Ele assentiu.
— Parece que você não está me levando a sério. — Ele disse e logo se aproximou de seu ouvido. — Talvez… eu precise te mostrar o quanto estou falando sério.
(...)
Eu odeio o Kwon. Por conta dele estamos carregando dois sacos de trigos nas costas enquanto subimos e descemos as escadas.
Os sacos estão pesados e subir e descer as escadas com eles nas costas é uma verdadeira luta.
— Seus pulmões estão explodindo? — perguntou Kreese.
— Sim, sensei! — Todos responderam.
— Ótimo. Agradeçam ao senhor Kwon por isso.
— Eu te odeio, Kwon. — Digo passando por ele.
— O sentimento é recíproco, Melinda.
Segundos depois, os senseis deram as costas para nós e Yoon não perdeu seu tempo em confrontar Kwon.
— 우리는 당신의 무례함에 지쳤습니다. (Cansamos do seu desrespeito.)
— 내 존경을 원하시나요? 그러니 그것을 얻으십시오. (Vocês querem o meu respeito? Então façam por merecer.)
— 우리는 훈련하러 왔습니다. 입 다물고 있는 법을 가르쳐 드리겠습니다. (Estamos aqui para treinar. Eu vou te ensinar a ficar de boca fechada.)
Kwon soltou uma risada de deboche. Olhei para o lado e vi o amigo de Yoon colocando os sacos dele no pé de Kwon.
— 그렇다면... 나는 당신에게 배울 것이 없습니다. (Aí… eu não tenho nada para aprender com você.)
— 아! 그럼 원하는대로. (Oh! Como quiser, então.)
Rapidamente, Yoon bateu seu braço que carregava o saco e Kwon tropeçou nos sacos que estavam em seus pés. Ele rolou escadas a baixo e caiu de cara no chão.
— Tá bom, já chega por hoje. — Disse Kreese. — Voltem amanhã ao amanhecer.
Sem demora, largo os sacos de trigo no chão e desço as escadas, passo por Kreese s tia Kim e sigo pelo caminho que ela até o dojo. Esse treino foi pesado.
(...)
No dia seguinte, acordei bem cedo, antes mesmo do sol nascer e fui para o dojo. Kwon e Yoon já estavam lá, eles sempre são os primeiros a chegar no dojo. Mas algo estava diferente, Yoon estava com um olho inchado e roxo. Parecia que havia se envolvido em uma briga.
— Yoon, tá tudo bem?
— Tô. — Ele disse se afastando sem olhar em minha cara.
Fecho a cara, sei exatamente quem fez isso com ele. Kwon. Olho para trás e vejo ele com aquele sorriso cínico de sempre.
Controlo-me para não dizer nada, então apenas o ignoro. Mas até respirar o mesmo ar que ele me estressa.
Pego meu kimono e visto por cima da roupa, faço um coque no cabelo para ele não atrapalhar na hora do treino e logo sai do dojo e sigo até onde será o local da aula.
Quando todos os alunos chegaram no local e ficaram em suas posições, Kreese começou a falar.
— Existe apenas uma maneira de derrotar o oponente que luta com o coração. — Kreese Começou passando entre os alunos. — Que é não tendo coração. Habilidade só vai te levar certo ponto. Para acertar o coração do seu inimigo… você tem que canalizar todo esse ódio dentro de você. Você está pronto? — Ele disse parando em frente ao Kwon.
— Sim, sensei!
Então os dois se cumprimentaram em respeito.
— Ótimo, porque seus oponentes vão para cima de vocês com tudo o que eles tiverem.
— Então nada de compaixão para eles, sensei.
— Hum, ótimo. Pode preparar eles.
Kwon assentiu.
— 바이퍼 공격. (Ataque da víbora.)
Ele disse e todos gritaram. Não gosto da ideia de Kwon ser o líder, mas acho que será bom para nós.
(...)
Depois dos treinos do dia, fomos para dentro do dojo nos arrumarmos para irmos para nossas casas.
Todos já haviam ido. Agora só restam eu e Kwon na sala.
Durante o treino com kwon, pude aperfeiçoar um pouco mais minhas técnicas. E isto foi bom. Também durante o treino pensei em uma ideia que achei que nunca seria possível de pensar.
Mas acho que já estou decidida, sinto que é uma péssima ideia.
— Kwon. — Me viro para ele e ele olha para mim no mesmo instante.
— Fala logo, já tô saindo. — Ele fala seco.
Reviro os olhos. Já estou sentindo o estresse em minhas veias.
— Olha, eu sei que a gente não se dá bem, mas eu quero fazer uma pergunta pra você… Você poderia me ajudar a aperfeiçoar meu treinamento para o Sakai taikai?
Kwon soltou uma risada de deboche. Mas logo parou ao perceber minha expressão.
— Pera aí, cê tá falando sério? Você, Melinda Da-eun tá pedindo ajuda pra pessoa que mais odeia? Ficou maluca de vez mesmo.
— Sabia que era uma péssima ideia pedir ajuda pra você. — Digo me virando para ir embora, mas quando iria passar pela porta, Kwon me chamou novamente.
— Melinda, espera.
Me viro para ele novamente.
— Eu te ajudo, mas tem um preço.
— É óbvio que iria ter um preço. — Murmuro. — E qual seria esse preço?
— Não vai questionar meus métodos.
— Só?
— E vai fazer tudo o que eu quiser.
Pra que eu fui abrir minha boca?
Respiro fundo enquanto penso na resposta. Kwon é traiçoeiro, mas eu realmente preciso melhorar, não importa o preço.
— É pegar ou largar.
— Tudo bem. — Me aproximo dele. — Eu aceito suas condições, Kwon.
— Tá legal. — Ele sorriu. — Começaremos amanhã.
— Por mim tudo bem.
Estendo a mão para ele e ele aperta. Sinto que onde estou me metendo não haverá mais saída.
(...)
NOTAS.
O primeiro capítulo veio uhuuuu!!! Só a Deus e a Liv sabem como foi difícil finalizar esse capítulo viu KKKKKKK.
Aí aí, amo um Enimes to lovers, especialmente esse.
Mas e aí, o que acharam do capítulo?
É isso tchau até o próximo capítulo Favorite crime.
Beijinhos da Sah 😘❤️
3,093 palavras.
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