𝗖𝗔𝗣𝗜́𝗧𝗨𝗟𝗢 𝗡𝗢𝗩𝗘🥃🍓
(Cafeteria 3 Corações • 5 anos e alguns meses depois...)
— Eu quero um americano, por favor. — Benjamin falou, com seus óculos fundo de garrafa e seu ar superior de melhor estudante da turma. Ele usava uma calça marrom, tênis brancos, camisa de mangas e um casaco preto por cima. Seus fios de cabelo eram da cor do mel e estavam caídos sobre os olhos.
— Eu quero chocolate quente. — Noah falou e logo deu um sorriso largo — E também quero um bolo de morangos com aqueles ursinhos em cima, por favor. — ele usava uma camisa moletom na cor lilás que ia até os pulsos, sua calça também era moletom na cor preta e ele usava um tênis na cor lilás para combinar com a camisa. Seus cabelos na cor azul caíam até os ombros e eram tão sedosos...
— Eu quero um café bem doce com chocolate belga, por favor. — Micah falou, seu sorriso que iluminava tudo não saía dos lábios, ele usava um sobretudo rosa com roupas brancas por baixo, seus cabelos loiros caíam até os ombros e seu rosto era repleto de estrelas.
— Eu quero um café preto com biscoitos, por favor. — Lucas falou, usando seu terno na cor preta e seus cabelos brancos penteados para trás. Sua expressão era séria e suas mãos estavam dentro dos bolsos, enquanto ele recostava no assento e encarava a todos com seus olhos afiados de raposa.
— Anotei todos os pedidos, já volto, meus amores. — a atendente ômega falou, com um sorriso de canto a canto enquanto caminhava de volta para o balcão da cafeteria tão nobre.
Faziam cinco anos que eles iam lá quase sempre, então já eram conhecidos naquele lugar. Era como se tivessem sido criados lá dentro.
— O tio Nol vem, papai? — Micah perguntou com um sorriso que iluminava o mundo, fazendo seu papai rir junto.
— Vem, meu amor, mas só mais tarde. — Liam respondeu, se inclinando sobre a mesa para alisar os fios loiros do menor.
— E o tio Stiles, paizinho? — Noah perguntou, fazendo um biquinho nos lábios, olhando para o homem alto a sua frente que sorriu fraco em sua direção.
— Ele também vem, meu bebê. — Theo sorriu, admirando o sorriso largo do menor à sua frente.
— Se o tio Nol vem, quer dizer que o tio Gabe também vem, certo? — Benjamin perguntou com sua expressão neutra, ajeitando os óculos no rosto — São os meus cálculos que dizem isso, visto que eles só andam juntos.
— Você é um garotinho muito inteligente, Ben. — Liam alisou seu rosto e voltou a se sentar direito em seu assento.
— Lucas, por que está com essa carinha emburrada, filho? — Theo perguntou dando um leve sorriso, pois já conhecia o menor e sabia como ele era incrivelmente marrento e bravo, exatamente como ele era quando mais novo.
Coisa de alfa lúpus.
— Só estou pensando em como matar todos eles, pai. — ele tinha uma expressão séria e fitou os três irmãos que o olhavam com olhinhos arregalados — Nem pensem que vão namorar, pois eu matarei qualquer um que encostar em vocês.
— Papai! — Micah olhou para Theo e começou a chorar, acompanhado de Noah que abraçou Liam, chorando baixinho enquanto era fitado pelos olhos cerrados do menino com olhos de raposa.
— Ei, o irmão de vocês está só brincando. — Liam falou, tentando acalmar os filhos. Por sorte, Benjamin permaneceu quieto, apenas olhando toda a situação balançando a cabeça em negação.
— Não estou não. — o menino raposa bufou.
— Calma, Nô, não chora. — Theo confortou o filho que estava ao seu lado, este que fazia um biquinho fofo enquanto chorava.
Lucas estava ao lado de Micah, de frente para Benjamin, que estava ao lado de Noah e Liam.
— Mas o Lu disse que não podemos namorar. — Noah falou com sua voz de choro, fazendo um biquinho enquanto olhava para ambos os pais.
— Vocês só tem 5 anos, não podem namorar agora, filho... — Theo falou, sentindo a cabeça doer por estar com ciúmes.
Eles eram quadrigêmeos não idênticos, provavelmente feitos em horários diferentes naquela semana de sexo intenso na casa das montanhas, em que o lúpus esteve sendo "refém" do seu atual parceiro.
Ambos tinham personalidades bem diferentes, exceto Micah e Noah, seus dois filhos ômegas, eles eram meigos e extremamente fofos, além de serem os mais apegados a ele.
Benjamin era um beta, era estudioso e extremamente inteligente, falava pouco e era apegado a Gabe, que sempre lhe ensinava sobre astrologia. Digamos que o Alfa lúpus era o seu primeiro amor, mas era algo que o garoto guardava a sete chaves em seu coraçãozinho.
Lucas era seu único filho alfa, e para piorar um pouco a situação, era um lúpus. Esse garotinho de 5 aninhos era extremamente sério e bravo, não deixava ninguém encostar em seus irmãos.
O pequeno Alfa lúpus morria de ciúmes e sabia que seus dois irmãos ômegas viviam conversando sobre quando iriam se casar com Nolan e Stiles. Ele odiava ouvir aquela conversa sempre que passava na porta do quarto de Micah, que era onde Noah sempre estava.
Ele não se preocupava muito com Benjamin, pois sabia que dos três, era o mais centrado, então focava todo seu ciúmes em Noah e Micah. Ele sempre dizia que era o homem da casa e que cuidaria dos irmãos na ausência dos pais.
Liam era o pai a quem ele era mais apegado por ser um ômega, por isso também morria de ciúmes dele, então a única pessoa que podia chegar perto de seu papai Li, era seu pai Theo, qualquer outro que encostasse em Liam ouvia o rosnado do pequeno, acompanhado dos seus olhinhos vermelhos como sangue e de seus dentinhos afiados.
Para um garotinho tão novo, ele era muito esperto e sagaz.
— Crianças, por que estão chorando? Já cheguei com o pedido de vocês. — a ômega sorridente falou, ela tinha cabelos castanhos com mechas cor de rosa, seus olhinhos eram puxadinhos iguais aos de Noah e ela adorava aqueles garotos — Trouxe um pedaço de torta extra para vocês. — ela sussurrou como se fosse um segredo, fazendo as crianças choronas se animarem e darem um largo sorriso. Assim como seus pais que ali estavam.
— Obrigado, Yeji. — Liam falou, puxando sua xícara de café forte com uma barrinha de chocolate ao lado.
— Agradeçam a Yeji, crianças. — Theo falou, encarando todos ali presentes.
— Obrigado, tia Yeji. — Benjamin, Micah e Noah falaram ao mesmo tempo, logo começando a apreciar seus pedidos.
— Por nada, qualquer coisa me chamem! — ela sorriu e se retirou dali, com olhares de raposa sobre si, acompanhando cada passo seu.
— Ela é tão nova, deveria estar estudando. — Liam murmurou, preocupado com a ômega adolescente.
— Deve estar precisando. — Theo concluiu apertando os lábios, voltando a atenção para os filhos.
— Pai, foi aqui que você e o papai se conheceram, não foi? — Micah perguntou animado, fazendo os progenitores se entreolharem.
— Sim, filho, foi aqui. — Theo sorriu, vendo os filhos agora olhando para si.
— E como foi? Conta! Conta! — Noah bateu palminhas e todos estavam atentos mais uma vez.
— Ah, então... — Theo deu um sorriso cafajeste para Liam que tinha os olhinhos arregalados em sua direção — É que seu papai me seques... Ai! — Liam deu um chute em sua canela por debaixo da mesa e sorriu nervoso para as crianças.
— Então... Foi uma coisa mágica, queridos. — ele sorriu largo, continuando a história, vendo Theo rir soprando e cruzar os braços no peito, lhe encarando com um sorriso de canto, este que ele ignorou — Eu estava sentado naquela última mesa e aí...
— Chegamos! — Nolan, Gabe e Stiles entraram ao mesmo tempo, sorrindo largo por ver a animação das crianças.
— Tio Nol! — Micah pulou da cadeira e abraçou o alfa lúpus de terno, que o carregou no colo, girando-o no ar.
— Tio Stiles! — Noah pulou nos braços de Stiles, que sorriu ao abraçá-lo. O beta adorava aquela criança.
— Olá, tio Gabe. — Benjamin estava em pé ao seu lado, quando o lúpus agachou no chão para ficar da sua altura, lhe dando um sorriso meigo e lhe puxando para um abraço.
— Olá, Ben. — o garotinho sorriu escondendo a boca com as mãos, ele tinha vergonha do seu sorriso — Eu já lhe disse para não esconder esse sorriso bonito. — as bochechas de Benjamin ficaram vermelhas como brasa e ele sentiu uma mão o puxar de repente.
— Ei! — ele estava sendo arrastado por Lucas que o levou até o seu assento novamente, o colocando sentado lá.
— Fique aqui, vou buscar os outros. — o menino raposa falou sério, indo buscar Micah e Noah, os arrastando também.
— Meu Deus, ele é igualzinho a você. — Liam murmurou enquanto escondia o rosto com as mãos, vendo Theo sorrir ao olhá-lo.
— Tal pai, tal filho. — arqueou a sobrancelha, vendo Noah e Micah emburrados ao terem que se sentar novamente em seus lugares.
Os três recém chegados só sabiam rir, pois conheciam bem o gênio do pequeno lúpus.
— Ele é igualzinho a você, meu amigo. — Stiles bateu no ombro de Theo, ajeitando seu terno enquanto se sentava ao seu lado — Olá, Li. — sorriu para Liam, com quem tinha criado um laço de amizade há muito tempo.
— Olá, Stiles! É bom revê-lo. — ele sorriu e viu Nolan e Gabe sentarem ao seu lado.
— Ora, vou ter que pedir um café bem doce para mim também. — Nolan falou, vendo Micah sorrir ao bebericar o líquido na sua xícara.
A ômega retornou e recolheu o pedido dos três ali. Um café doce para Nolan e dois chás gelados de menta, para Gabe e Stiles.
— Tio Nol, o papai estava contando como eles se conheceram. — Micah falou, voltando a sua animação de outrora, sendo acompanhado por Noah e Benjamin que olhavam tudo atentos.
Liam deu uma cotovelada em Gabe que estava ao seu lado, este que teve que engolir o riso, sendo acompanhado por Nolan e Stiles, que mordiam a língua para não rir alto.
— Termina de contar, papai! — Noah batia palmas novamente, inquieto no assento.
— É papai, termina de contar como nos conhecemos. — Theo deu um gole no seu americano e sorriu ladino para Liam, que pigarreou e voltou a olhar para seus quatro bebês, que esperavam ansiosos pela história digna de conto de fadas.
— Como eu estava dizendo... — ele colocou uma mecha dos seus cabelos loiros atrás da orelha, gesto que fez o Alfa lúpus sorrir.
Theo amava aquela pessoinha a sua frente e não conseguia esconder ao olhá-lo.
— Eu estou ansioso por essa história. — Nolan falou, recebendo um olhar feroz de Liam, que mordeu os lábios e voltou a olhar para as crianças com um grande sorriso.
— Como eu estava dizendo, foi uma coisa mágica... — Gabe se engasgou com o chá que tinha acabado de chegar na mesa, enquanto Nolan dava tapas em suas costas também segurando o riso — Eu vou poder contar a história para os meus filhos ou vou ter que mandar matar vocês primeiro? — o ômega lúpus rosnou, vendo os quatro homens agora segurando o riso. Ele olhou para os filhos que tinham os olhinhos arregalados em sua direção e pigarreou — Quero dizer, ou vou ter que colocar vocês de castigo…? — ele se corrigiu, sorrindo forçado para ambos os lúpus ao seu lado, que respiravam fundo recitando um mantra mental para não caírem na risada novamente.
— Não queremos ficar de castigo, vamos nos comportar, prometo. — Gabe falou, respirando fundo enquanto olhava para Theo e Stiles que estavam na mesma situação que eles dois, segurando o riso a todo custo.
— Conta papai, eles vão se comportar. — Micah falou animado mais uma vez e Liam olhou para eles novamente.
— Então, eu estava bem ali naquela mesa, sentado sozinho, tomando o meu café, quando o pai de vocês entrou por aquela porta... — ele apontou para a porta que tinha um sininho pendurado, vendo os filhos acompanharem seu olhar, maravilhados com a história a ser contada — E então...
— Seus olhares se encontraram e saiu faíscas? — Noah perguntou animado, batendo palmas mais uma vez.
Ele adorava conto de fadas e vivia lendo esses livrinhos de histórias.
— Exatamente filho, saiu faíscas, quase pegou fogo... — Theo falou e logo recebeu outro chute de Liam, que cerrava os dentes em sua direção, o ameaçando com o olhar, fazendo Stiles, Nolan e Gabe caírem na risada, mas logo engolindo o riso ao receber um olhar mortal do pequeno lúpus loiro.
— Então, foi exatamente isso, nossos olhares se encontraram e tudo foi muito lindo, naquele momento, nos apaixonamos à primeira vista. — Liam terminou de contar, com um grande sorriso no rosto, vendo Theo morder os lábios em busca de prender o riso mais uma vez.
— Eu estou tão emocionado, papai. — Micah tinha um biquinho trêmulo nos lábios quando olhou para Liam que sorriu com ternura para si.
— E quem falou com quem primeiro? — Benjamin perguntou, ajeitando seus óculos no rosto mais uma vez.
— Então, seu pai veio falar comigo, dizendo que havia gostado muito de mim e, no dia seguinte, nos encontramos aqui novamente e ele me deu um buquê de flores bem grande. — sorriu para os filhos, vendo os olhinhos de Micah e Noah molhados pelas lágrimas.
— Deve ter sido bem grande mesmo... — Nolan murmurou enquanto bebia seu café, e foi aí que Stiles, Gabe e Theo não aguentaram mais se segurar e caíram na risada.
— Eu vou dar três segundos para vocês se calarem ou eu juro que irei aplicar um castigo em cada um de vocês. — o ômega lúpus sussurrou com os dentes cerrados enquanto olhava um por um ali, estes que colocaram as mãos a frente da boca para segurar o riso que ameaçava sair. E então, seu olhar cerrado se voltou para o seu alfa — Acho que vou colocar alguém para dormir no sofá hoje...
— Calei, amor. — disse por fim, engolindo em seco, vendo um sorriso crescer nos lábios de Liam.
— Paizinho, que lindo! — Noah falou, olhando para Theo que sorria largo tentando não cair na risada — Um buquê de flores bem grande deve ser a coisa mais linda do mundo todo.
— Seu pai é um homem romântico, querido. — o alfa falou, piscando um olho para Noah que caiu de amores naquele momento.
— Paizinho, quando eu crescer posso me casar com você? — perguntou, vendo Theo rir alto.
— Eu já vou me casar com o papai, Noah! — Micah o olhou bravo e se agarrou a Theo, que sorriu com ternura para os dois, fazendo Noah cerrar os olhos para o seu irmãozinho.
— O papai já é casado comigo, meus amores, vocês vão ter que arranjar outra pessoa. — Liam sorria.
Só ele sabia o quanto seus dois ômegas eram apegados a Theo e viviam disputando para saber quem namoraria com ele.
— Mas o papai já é apaixonado por mim, ele mesmo disse. — Noah tinha um biquinho trêmulo nos lábios, olhando para Liam que o abraçou apertado.
— Ele também disse que é apaixonado por mim. — Micah se defendeu, abraçando Theo com mais força, vendo os adultos ali prenderem o riso.
— Ele falou isso para todos nós, pois somos seus filhos. — Benjamin falou simplista, bebendo seu americano gelado.
— Esses dois são dois bobões mesmo. — Lucas balançou a cabeça em negação e olhou para Liam — Não se preocupe, papai, se o Nol e o Mi casarem com o pai Theo, eu me caso com você, prometo. — isso fez Liam dar um sorriso largo em sua direção, vendo o garotinho retribuir no mesmo instante.
— Obrigado, filho, é bom saber que você não vai me deixar sozinho. — sorriu, vendo Noah e Micah ainda se entreolhando com um biquinho nos lábios, raivosos na eterna disputa pelo amor do pai Alfa.
— Meus amores, eu e o papai Liam já somos casados, então, infelizmente, não podemos nos casar com vocês. — Theo falou com um sorriso meigo no rosto, vendo os biquinhos tristes em sua direção — Quando crescerem, vão se apaixonar por outra pessoa e vão querer se casar com ela, é assim que acontece.
— Então eu posso me casar com o tio Nol? — Micah perguntou afoito, olhando para Theo com os olhinhos arregalados, quando Noah também se alterou, fazendo um pedido semelhante.
— E eu posso casar com o tio Stiles?
Nolan e Stiles riram da carinha dos dois ômegas que eram apaixonados por eles.
— Filhos, eles são, pelo menos, uns 20 anos mais velhos que vocês... — Liam falou, vendo Lucas bravo olhando para os dois irmãos.
— Eu já não disse que vocês não vão namorar? Vou ter que repetir? — bradou, com seus olhos vermelhos.
— Lucas, não brigue assim com seus irmãos. — Theo reclamou, vendo Micah e Noah começarem a chorar novamente.
— Mas pai... — ele cruzou os braços no peito e fez um biquinho nos lábios, emburrado.
— Quando vocês crescerem, nós vamos avaliar essa situação. — Liam falou, só para acalmar os menores que ainda choravam baixinho com medo do irmão alfa não os deixarem ter um namoradinho.
— Mesmo? — Micah olhou para o seu papai e tinha esperança em seus olhos.
— Verdade, papai? — Noah perguntou e Lucas bufou em descrença, olhando em sua direção, fazendo-o se encolher com medo, chegando mais perto de Liam.
— Sim, quando vocês forem maiores de idade podem escolher seus parceiros. — falou simples, vendo os dois ali saltitarem.
— Isso é o que vamos ver. — Lucas rosnou, cruzando os braços no peito e olhando pela janela da rua com um grande bico nos lábios.
— São tão fofos! — Stiles falou, bebendo mais do seu chá, vendo o pequeno Noah sorrir aberto para si.
— São mesmo. — Nolan falou, vendo o rostinho do pequeno ômega lúpus sorrir para si, com todas aquelas estrelinhas brilhando em seu rosto.
— Como vocês dois puderam ter filhos tão adoráveis? — Gabe perguntou, olhando os quatro rostinhos fofos a sua frente.
Claro que eles sabiam que eram o primeiro amor dos garotinhos, mas eram bem mais velhos, pois estavam na faixa etária dos 25/26 anos de idade.
Mas, ainda assim, amavam aquelas pequenas criaturinhas.
— Prestem atenção! Eles são velhos demais para vocês! — Theo estava enciumado, vendo Liam o olhar feio, afinal, não é fácil acalmar as crianças, mas é mais difícil ainda acalmar um pai alfa lúpus cheio de ciúmes — Nada de namoro aqui.
— Boa, pai! — Lucas riu soprando e olhou na direção de Theo, que finalmente soltou o ar preso.
Noah e Micah iam começar a chorar novamente, quando ouviram a voz do seu irmãozinho beta soar.
— Mas pai, o senhor também é velho. — Benjamin tinha um biquinho nos lábios, que fez Stiles, Nolan e Gabe caírem na risada, acompanhados de Liam que não conseguia mais se conter.
— Eu não sou velho! — se defendeu, indignado, vendo os filhos o fitarem.
— É sim, pai! — Lucas enfim falou, olhando para o seu pai alfa que estava boquiaberto — O papai Li tem 25 anos e o senhor tem 33 anos, então, o senhor também é velho.
— Meus filhos são tão inteligentes. — Liam falou com um sorriso largo nos lábios.
— Se ferrou! — Stiles falou, recebendo um olhar feroz do lúpus ao seu lado.
— Eu amo essa família. — Gabe murmurou, bebendo seu copo de chá enquanto ria divertido, vendo a cara emburrada de Theo.
— Não se preocupe, meu amor, você é o idoso que eu amo. — Liam sorriu largo vendo Theo o fuzilar com os olhos, enquanto os três adultos ali riam descontroladamente, acompanhados pelas crianças.
— Você me paga, Liam Raeken. — falou simples, dando um pequeno sorriso ladino enquanto bebia seu americano.
— Bom, eu vou ao banheiro e já volto. — Liam falou e logo se levantou dali, indo em direção ao banheiro que ficava no primeiro andar da cafeteria.
Lá de dentro ele ouvia as vozes de seus filhos e dos seus amigos, que conversavam alegremente na grande mesa.
Liam se sentia tão feliz, como ele nunca imaginara um dia poder estar. Ele tinha uma família linda, um marido que amava, quatro filhos incríveis e era nisso que ele pensava enquanto lavava as mãos, até ouvir uma batida na porta.
E sim, ele sabia exatamente de quem era aquele cheiro.
— Senhor Raeken, não está vendo que o banheiro está ocupa...? — seu corpo foi jogado para dentro do banheiro de repente, enquanto o lúpus trancava a porta atrás de si — Querido...
— Olá, meu amor. — sussurrou, sorrindo ladino, tirando seu sobretudo escuro, deixando sua camisa preta de botões à mostra, esta que ele dobrava até o cotovelo, olhando para o ômega assustado a sua frente.
— Querido, o que está... — seu corpo foi suspenso até que ele estivesse sentado no mármore, fazendo-o segurar nos ombros do lúpus que o olhava com tanta paixão.
— Esse velho aqui está com saudades de você. — deu um sorriso ladino de tirar o fôlego, fazendo o pequeno lúpus morder os lábios com a visão.
— Amor, não faça isso, sabe como me excito fácil... — sussurrou, fechando os olhos com força enquanto sentia beijos descerem pelo seu pescoço — O Ben e o Lucas são lúpus, podem ouvir... — sussurrou, puxando o alfa pelos cabelos da nuca, fazendo-o fitá-lo.
— Então acho melhor você gemer baixo, meu pequeno pervertido. — sorriu ladino, vendo o menor o fuzilar com os olhos quando o puxou para um beijo, sentindo o pequeno corpo ceder no mesmo instante, se entregando em seus braços.
O Raeken apertou sua bunda com força, o puxando para mais perto, colando seus troncos. Ele explorava aquela boca pequena em formato de coração, sentindo arfares contra seus lábios. Liam era tão excitante e ele o amava tanto.
— Mas que droga, Senhor Raeken. — sussurrou, se sentindo excitado com aqueles beijos no seu pescoço, enquanto mordia os lábios para não gemer, ele sabia que tinha dois lúpus ali na sua mesa, além de seus filhos.
Não que ele se importasse muito com Nolan e Gabe, que já estavam acostumados com seu comportamento excêntrico, mas ele queria proteger seus dois bebês que não tinham controle sobre sua audição lupina.
— Seu cheiro é tão bom... — Theo passou o nariz nas bochechas vermelhas de Liam, sentindo seu aroma de morangos tão frescos — Mas seu gosto é melhor ainda... — ele desceu as mãos pela sua cintura e apertou ali com força, tomando os pequenos lábios mais uma vez, sentindo aquela língua macia contra a sua.
Eles não se importavam se estavam no banheiro de uma cafeteria, eles não se importavam com nada, afinal, eles eram como vulcões que entravam em erupção em qualquer lugar, independente de quem estivesse por perto.
Theo apertou com força sua bunda e levou uma mão para apertar seu membro, vendo que já estava desperto por dentro da calça de couro.
— Ahhh... — gemeu em um sussurro, engolindo o gemido alto que ameaçou escapar, sentindo os dedos passando levemente pela sua ereção formada.
— Amor, não quer que nossos filhos ouçam, hm? — sorriu ladino, vendo o ômega colar suas testas e se remexer enquanto mordia os próprios lábios.
— Pelo amor de Deus, faz alguma coisa... — sussurrou sôfrego, sabendo que não conseguiria mais sair dali no estado que estava — Me faz gozar, Senhor Raeken, ou eu vou explodir. — ele viu um sorriso sedutor aparecer no rosto do seu marido, que logo desabotoou sua calça a tirando do corpo, deixando Liam sentado naquele mármore só com uma calcinha de renda preta - além da sua blusa de manga longa - deixando sua glande pequena e rosada a mostra, esta que já implorava por atenção.
Theo encostou as costas do menor no espelho atrás de si, fazendo seu corpo inclinar, quase o deitando ali, pegando seus dois pezinhos e colocando-os sobre o mármore, deixando o ômega totalmente aberto para si. Aquela entradinha pulsava em sua direção, necessitada, fazendo seu pau doer.
— Foda-se! — rosnou baixo, tirando o próprio membro de dentro da calça e enfiando no menor, que já estava molhado, se sentindo na beira de um orgasmo.
Ele tapou a boca do ômega com a mão quando se enfiou completamente dentro dele, sentindo suas pernas tremerem sem parar em cima daquele mármore.
Theo pegou suas pernas e as colocou em cima dos seus ombros, se enterrando totalmente dentro do ômega que mordeu a própria mão enquanto segurava um grito preso na garganta.
— Porra! — Liam sussurrou com um biquinho nos lábios, sentindo lágrimas descerem pelo seu rosto por não poder gemer.
Aqueles gemidos estavam entalados em sua garganta, enquanto olhava para o Raeken com tanto desejo, sentindo aquele membro grande entrando e saindo de dentro de si com força, sentindo aquelas mãos apertarem sua cintura com afinco, sentindo aqueles olhos sobre si, o queimando como brasa viva.
— Pode gozar, meu amor. — falou em um sussurro contra os lábios do ômega, que respirava pesado tentando conter os gemidos ainda presos. Ele tirou as pernas do ômega do seu ombro e colou seus troncos — Geme na minha boca. — e assim Liam fez, beijou o Alfa, se apertando contra seu corpo, sentindo estocadas fortes dentro de si, gozando na mão de Theo que segurou seu membro a fim de conter o líquido que iria sair.
Pelo menos ele ia evitar de sujar a blusa do menor.
O ômega gemeu naquela boca linda e desenhada, e o alfa engoliu todos os seus gemidos, gozando dentro dele, estocando com mais força ainda para prolongar aquele orgasmo.
As perninhas tremiam tanto, o corpo tinha espasmos e aquilo era tão lindo. Liam era lindo. Foi o que Theo pensou ao ver seu rosto tão vermelho, com suas bochechinhas gordinhas e sua boca pequena entreaberta, puxando o ar.
— Eu te amo. — Liam sussurrou quando conseguiu falar, ainda agarrado ao mais velho, que tirava devagar seu membro de dentro de si, fazendo seu líquido escorrer e descer pela pia de mármore até pingar no chão.
Theo pegou alguns panos de papel e limpou o ômega enquanto guardava o próprio pau dentro da calça novamente. Ele desceu o loiro dali e o encostou no mármore ajeitando sua calcinha que antes estava de lado.
— Eu também te amo, Liam Raeken. — sussurrou e deixou um selar em seus lábios.
— Você me chama assim todos os dias, deve adorar o meu nome. — riu, olhando as orbes castanhas a sua frente que eram tão intensas.
— Eu amo o seu nome, amo que tenha meu sobrenome, amo ser casado com você, amo a nossa família e amo você. — falou de uma vez, ouvindo o coração do pequeno lúpus palpitar, quando seus olhinhos marejaram — Te espero no carro, amor.
— Hoje à noite você não me escapa, Senhor Raeken. — o pequeno ômega falou, olhando aqueles olhos meigos a sua frente.
— Eu nunca pretendi fugir, meu pequeno pervertido.
Ele lhe selou os lábios novamente, lavou suas mãos, ajeitou seus cabelos no espelho e pegou seu sobretudo, saindo daquele banheiro e fechando a porta atrás de si, mas só foi embora dali quando ouviu a porta ser trancada por dentro.
Nada era mais importante do que a segurança e integridade do seu ômega.
Ele voltou para a mesa no andar de baixo e viu os três adultos lhe olharem com um sorrisinho de canto, este que ele não demorou a retribuir. Afinal, ele não se importava com o que eles pensavam.
— Senhor Raeken, que depravação. — Nolan, que agora bebia um suco, falou, enquanto ria baixo para as crianças não notarem.
Os quatro estavam engatados em uma pequena discussão de com quantos anos eles poderiam ter um namorado. Sendo que, Lucas estipulou uma média de, no mínimo, quarenta anos de idade para seus três irmãos poderem namorar.
— Vai entender quando tiver quatro filhos. — falou simplista, ajeitando seu sobretudo no corpo, vendo os dois Alfas ali rirem mais ainda, acompanhados do beta a sua frente — Temos que ir, vamos começar o churrasco mais cedo hoje.
— Finalmente. — Gabe alou, se levantando.
— Vamos crianças, a limusine já está esperando. — Stiles falou, chamando a atenção dos quatro menores ali. Ele era o braço direito de Theo e o homem em quem mais confiava.
— Mansão dos Lee, aí vamos nós! — Nolan se levantou, vendo Micah correr em sua direção e segurar em sua mão, com seu sorriso de canto a canto. Ele era tão pequeno e fofo, batia no meio das coxas do alfa, que olhava para baixo com ternura.
— Vamos, pequeno. — e assim ele o levou dali, saindo pela porta de vidro fazendo o sininho soar.
Noah também se levantou e segurou nas mãos de Stiles, que o olhou com um sorriso nos lábios.
O ômega era um pouco maior que Micah, batia na altura da cintura do beta. Ele era pequeno e meigo, era como uma flor delicada, Stiles o adorava.
— Hoje você vai me mostrar suas belas pinturas, não vai? — perguntou, enquanto saía dali de mãos dadas com o pequeno que sorria grande para si.
— É claro, Stiles. — ele saltitou, contente por poder finalmente mostrar sua arte ao seu primeiro amor... Ou, segundo amor, visto que Theo era certamente o primeiro.
Benjamin estava ao lado de Gabe, segurando na barra do seu blazer, fazendo o lúpus olhar para baixo, para aquele menininho que batia um pouco abaixo da sua cintura.
— Vamos, Ben? Pois ao anoitecer vamos observar as estrelas pelo telescópio. — Benjamin deu um sorriso tão grande que dava para ver todos os seus dentinhos de leite, isso fez Gabe rir também, saindo dali com o menor agarrado a si, entrando na limousine.
Theo ia atrás com seu pequeno alfa lúpus do lado, que tinha um bico nos lábios, uma carinha enfezada e os braços cruzados no peito. O que o fez rir.
— Vem cá, filhão! — ele chamou Lucas que logo foi para o seu colo, abraçando seu pescoço, bravo por ver seus irmãos tão perto daqueles alfas — Não fique assim, hm? Vai ficar tudo bem.
— Quando eu crescer eu vou bater em todos eles. — seu biquinho nos lábios ainda estava ali, quando ele levantou o rosto para olhar o pai que riu de sua expressão brava.
— Eu não duvido, em. — ele falou, colocando o filho no chão enquanto esperava que ele entrasse pela porta aberta da limousine dos Raeken— Vamos?
— Papai, vá você, eu preciso fazer algo primeiro. — o menino respondeu sério, fazendo Theo o olhar com a sobrancelha erguida, desconfiado.
— E posso saber o que é esse algo? — perguntou enquanto cruzava os braços no peito, olhando o menor morder os lábios e desviar o olhar, mas logo Lucas pigarreou e voltou a olhar as orbes castanhas do pai.
— São negócios, pai, não posso te contar. — falou simples, fazendo o Raeken prender o riso pela expressão séria daquele menininho de cabelos brancos e terno escuro, que usava uma bermuda que era conjunto do terno e um sapato preto, com uma meia que ia até a canela. Ele era um Alfinha muito estiloso e sempre escolhia como se vestir — Agora entre no carro, pai, vou resolver umas pendências e já volto.
— Pendências? — Theo riu fraco, vendo o olhar sério sobre si, querendo saber onde um garoto de 5 anos aprendeu esse vocabulário e como ele conseguia ser tão convincente em suas palavras — Você não acha que é muito novo para tratar de negócios e saber o que são "pendências", mocinho? — perguntou, vendo o menor pigarrear e ajeitar o terno, empinando o nariz em sua direção.
— Papai, espero que entenda que não é o único que trata de negócios aqui, eu já sou quase um adulto, também tenho pendências a tratar. — sua voz era fofa e meiga para um garoto que falava tão sério, isso arrancou risadas dos adultos que já estavam dentro do carro os esperando — Então, por obséquio, me espere aqui. — e assim ele se virou e saiu, deixando o pai atordoado parado ali, próximo ao carro, o olhando entrar na cafeteria novamente, como se fosse um homenzinho adulto.
— "Obséquio"?
Yeji limpava uma mesa quando ouviu alguém pigarrear atrás de si, ela se virou para olhar e abriu um grande sorriso, vendo o pequeno alfa lúpus parado ali, com as mãos nas costas e um olhar sério em sua direção.
— Ora, se não é o pequeno Lucas. — ela sorriu e agachou no chão, ficando um pouco menor que o pequeno alfa, visto que ela já era pequena — Você quer alguma coisa, meu bem?
— Sim, quero te dizer algo importante e preciso que preste atenção. — falou tão sério que fez a ômega abrir a boca em formato de 'o', pois ela sabia como aquelas crianças eram extremamente inteligentes.
— Então está certo, sou todo ouvidos. — sorriu e se levantou, sentando na cadeira mais próxima, ficando enfim da altura do rapazinho.
— Quero que seja minha ômega. — falou de uma vez, apertando os lábios, vendo o olhar assustado em sua direção.
— O quê? — ela tinha os olhinhos arregalados, vendo o rosto sério à sua frente.
— Eu disse que quero ser seu alfa.
Yeji estava boquiaberta, levou alguns segundos para voltar a raciocinar. Depois que passou o choque, ela riu baixinho, olhando para o menino que ainda a fitava esperando algo.
— Ora, essa é uma proposta e tanto, porém... — falou, sorrindo sem mostrar os dentes — Você não acha que é muito novo para isso, mocinho?
— Idade não importa. — ele disse de uma vez, pigarreando em seguida, vendo a ômega o olhar abismada — Eu tenho 5 anos e você tem 15, isso significa que você é somente 10 anos mais velha que eu, certo?
— Sim, mas...
— Não estou dizendo que você vai ser minha ômega agora, mas quando eu crescer. — falou seriamente, colocando as mãos nos bolsos, fazendo Yeji sorrir para si.
Ela o achava extremamente fofo.
— Me sinto lisonjeada pelo pedido, meu pequeno, mas ainda sou velha demais para você. Quando crescer, vai conhecer muitos ômegas da sua idade e tenho certeza que irá escolher um que seja tão legal quanto você. — sorriu para o menor que franziu o cenho em sua direção — Além de que, quando você crescer, vou estar bem mais velha, você não vai me querer mais. — ela riu, vendo a expressão indignada do menor, enquanto tentava convencê-lo que essa união não daria certo.
— Papai disse que a maioridade é aos 18 anos, então, quando eu for de maior, você terá 28 anos, ou seja, ainda será nova. — falou tudo de uma vez, deixando a ômega boquiaberta com a sua esperteza e em como fazia cálculos rápidos para alguém tão novo — Eu posso ter só 5 anos, mas sou um lúpus, por isso tenho a mentalidade de alguém com 10 anos, ou seja, quando eu tiver 18 e você tiver 28, será como se eu tivesse 23 anos, o que me deixa mais perto dos 28, sendo apenas 5 anos mais novo que você. Além do mais, a pessoa só envelhece de verdade quando chega perto dos 60 anos e quando isso acontecer, eu também não serei mais tão novo, seremos velhos juntos. — falou simplista, deixando Yeji de boca aberta sem conseguir se mover — Então, estou te deixando ciente de que será minha ômega, quando eu tiver 18 anos irei atrás de você e espero que não esteja com nenhum alfa, ou serei obrigado a bater nele.
— Ai meu Deus! — Yeji segurou o riso, mas estava bastante nervosa.
Como aquele garotinho poderia falar todas aquelas coisas daquele jeito? Ele era tão fofo e tão feroz que ela teve vontade de apertá-lo.
— E não se preocupe, eu também não vou ficar pequeno para sempre, com 18 anos serei do tamanho do meu pai e você será bem menor que eu. — ele mexeu no bolso e tirou uma sacolinha de dentro, segurou na mão da ômega e colocou a sacolinha ali, deixando-a atordoada enquanto olhava aquele pedaço de pano fino em sua mão — Este presente é para você saber que não estou brincando. Papai Theo me disse que homens precisam cumprir suas promessas e eu irei cumprir a minha. Até mais, ômega!
— Espera! — ela chamou, mas ele já havia saído pela porta de vidro, finalmente entrando na limousine.
Theo permanecia parado, boquiaberto com tudo o que ouvira do menor.
Yeji olhou para a sacolinha em suas mãos e aquilo era feito de seda, seja lá qual fosse o presente, era bem caro.
Ela abriu o laço devagar e tirou o objeto de dentro. Era uma pulseira de ouro com um pingente de coração. Era delicado e bem bonito.
— Agora entendi porque ele queria três meses de mesada adiantados. — uma voz soou atrás de si, fazendo a ômega sobressaltar.
— Senhor Dunbar, eu... — Liam sorriu para ela, por vê-la tão nervosa.
— Me chame apenas de Liam, não precisa ter medo de mim. — ela engoliu em seco e olhou para a pulseira mais uma vez, estendendo o objeto para o ômega lúpus à sua frente.
— Isso é muito caro, não posso ficar com esse presente, mas, por favor, não conte a ele que eu devolvi, não quero que ele pense que não gostei...
— Isso é seu, Yeji. — ele empurrou sua mão de volta, vendo-a boquiaberta — Meu filho te deu porque quis e essa pulseira é sua. — ele sorriu terno para a ômega que piscava os olhinhos totalmente confusa — Há uma semana atrás, ele agiu de uma forma que não estávamos acostumados. Ele se sentou no colo do pai e sorriu, foi fofo e disse que queria nos pedir algo importante e, obviamente, dissemos a ele que faríamos o que ele quisesse e foi aí que ele nos pediu três meses de mesada adiantados. — o ômega riu, vendo as bochechas vermelhas da menor a sua frente — Quando perguntamos para quê ele queria o dinheiro, ele disse que era para comprar um presente para alguém importante. Então, ele foi com dois dos nossos homens até uma joalheria e os subornou com 1 dólar para que não nos contasse o que ele estava comprando. — isso fez Yeji rir também, sentindo lágrimas descerem pelos seus olhos.
— 1 dólar? — ela perguntou sorridente e Liam assentiu.
— Pois é, na mente dele era o suficiente para mantê-los de bico fechado.
— O Lucas é uma graça. — ela falou, olhando a pulseira mais uma vez — Mas não posso aceitar, ele é só uma criança e não tem ideia do que quer, não pode gastar a mesada dele comigo assim, por isso preciso devolver...
— Yeji, vou te contar algo importante sobre a raça lúpus... — ele se aproximou da garota, vendo-a olhá-lo atordoada — Nós nos apaixonamos somente uma vez na vida. Lucas pode ser uma criança, mas sempre foi decidido e sempre soube o que queria. Então, se ele aparecer na sua frente aos 18 anos, não se assuste. — ele riu, vendo as bochechas da menina em vermelho vivo — Fique com a pulseira, vai ficar linda em você.
Ele passou a mão pelos cabelos da ômega e saiu dali, deixando-a sozinha olhando para a pulseira em suas mãos, com um sorriso meigo nos lábios.
Ela não acreditava que Lucas, de fato, a queria como sua ômega, afinal, ele era muito novo para tomar decisões tão grandes. Mas, se ele lhe deu aquele presente, ela aceitaria de bom grado e cuidaria bem daquela pulseira dada a si com tanto carinho.
Theo ainda estava parado na porta do carro quando Liam se aproximou, o abraçando.
— Amor, você ouviu aquilo? — Theo sussurrou, claro que era uma pergunta retórica, pois ele havia escutado tudo que Liam conversou com a garota.
— Eu fiquei sem palavras. — sussurrou de volta, rindo ao, finalmente, entrar no carro, vendo seus filhos brincando com os dois alfas e o beta que estavam lá dentro.
Lucas estava olhando pela janela, com um sorrisinho sutil nos lábios, este que seus pais observavam enquanto sorriam com seus corações transbordando de amores pelo seu pequeno homenzinho.
— Stiles, descubra porque a Yeji está trabalhando ao invés de estudar e garanta que a família dela vai ter o suporte necessário para sobreviver. Garanta também que ela vai estudar em uma boa escola e sair desse café. — Theo falou para o seu braço direito, que assentiu.
— Sim senhor, pode deixar!
Stiles voltou a olhar fotos de esculturas no celular, estas que Noah estava lhe mostrando.
Nolan voltou a contar quantas estrelinhas haviam no rosto de Micah, a pedido do próprio ômega que sorria feliz.
Gabe voltou a explicar sobre astrologia para Benjamin, que tinha o sonho de ser astrólogo quando crescesse, o lúpus estava lhe contando a história sobre a ursa maior.
E Theo estava olhando para Liam, vendo aquele sorriso que mostrava até a gengiva entalhado naquele rosto perfeito. Aquele narizinho tão pequeno e aqueles olhinhos de jabuticaba. Seus cabelos loiros caíam divididos ao meio, eram tão lindos, independente da cor que ele resolvesse usar.
Seu ômega era lindo, era um pai maravilhoso e um marido melhor ainda. Tinha um coração enorme e havia bondade dentro dele, além de perversão.
Ele riu pensando nessa última palavra.
— Senhor Raeken, se continuar me olhando assim vou achar que está apaixonado por mim. — brincou ao olhar para o lado e encostar o nariz no braço do maior, inalando seu cheiro.
Theo levantou o braço e o puxou para perto, abraçando seu pequeno corpo com força, enquanto depositava um selar em sua testa.
— Droga! Você descobriu o meu segredo. — murmurou, torcendo a boca, vendo Liam rir mais uma vez — Obrigado.
— Pelo quê? — sussurrou.
— Por ter me sequestrado. — disse por fim, deixando um selar no pequeno nariz.
— Por nada, Senhor Raeken.
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Oiê! Último capítulo dessa incrível adaptação, espero que tenham gostado. Beijoss
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