Prólogo
Espero que gostem ^_^
Boa leitura
Kin Daikichi
Cheguei no estágio mais cedo por conta do trânsito e decidi ir até o café do outro lado da rua para pegar algo para beber. Assim que eu entrei, a mulher de cabelos brancos por conta da idade já me observava do caixa enquanto sorria e segurava uma sacola na mão.
– Oi, Kin. Deixe-me adivinhar... – Yumiko fez uma careta enquanto "pensava". – Um bolinho de chocolate e café expresso como sempre. – Assenti com um sorriso no rosto.
– Não sei como eu iria sobreviver ao estágio sem esse café. – Coloquei o dinheiro no balcão e peguei a sacola de papel. – Meu chefe é um porre.
– Kin, querida. Faltam três meses para você se livrar daquele idiota, três meses e você está livre e vai poder conseguir um emprego de verdade. – Yumiko se apoiava no balcão para conversar comigo. – Tenho orgulho de você, querida. Acha que meus filhos com a sua idade já faziam estágio e pensavam em emprego? Tive que pegar uma vassoura para fazer eles irem procurar um trabalho.
Meu celular apitou enchendo o Coffee's Coffe ainda vazio com o som da minha notificação. "Arisu para quarteto maravilha".
– É o Arisu. Deve estar reclamando do nível que ele não consegue passar. De novo. – A senhora deu uma risada nasal baixinha e finalmente recolheu o dinheiro da bancada. – Já estou indo. – Sorri para Yumiko e ela retribuiu o sorriso. – Passo aqui depois para contar como foi hoje e dar um alô para a senhora.
– Se cuide.
– Você também.
"Arisu para quarteto maravilha."
"Arisu para quarteto maravilha."
"Arisu para quarteto maravilha."
"Arisu para quarteto maravilha."
Esse menino não me deixa ir para o trabalho em paz! Desbloqueio o meu celular prestes a mandar alguma bronca para Arisu, quando ouço a voz do meu chefe atrás de mim. Guardo o celular no bolso e aperto o passo para estar na empresa antes dele. Quase caio no chão, mas fui salva pela parede. Salto alto de merda! Meu celular ainda fazia uma notificação tanto escandalosa quando Arisu mandava alguma mensagem. Silenciei o celular assim que sentei na minha mesa e não demorou muito para meu chefe entrar na sala também.
– Olá, Daikichi. – Antes que eu pudesse responder, meu chefe já abria a boca novamente para despejar ordens. – Quero que organize os arquivos que eu vou te mandar por ordem alfabética e depois crie pastas nomeadas com os assuntos de cada arquivo. Use datas também. – O homem de terno não desviava sua atenção do celular nem por um mísero segundo. – Ah! Se minha esposa ligar, diga que eu estou em alguma reunião.
– Sim senhor. – O homem engomado já saía de perto antes que eu pudesse completar minha frase. Rude.
Meu celular vibrava na mesa agora com mais mensagens de Arisu e agora de Karube. Meu chefe parecia ocupado demais traindo a esposa com outra funcionária em sua sala para conseguir me pegar no flagra. Desbloqueei meu celular e abri as mensagens.
Arisu:
Estou oficialmente despejado.
Me chutaram de casa.
Pessoal?
Vocês estão me ignorando?
Não tenho para onde ir.
Alguém vivo?
Karube:
Fui despedido.
Arisu:
Sério? Quando?
Karube:
Agora. Oficialmente
desempregado.
Chota:
Parabéns por ser demitido.
Estou matando o trabalho
agora.
Kin:
Está afim de perder
seu emprego também?
Não vou sustentar
vocês.
Arisu:
Bom humor de
sempre.
Kin:
Estou em horário de trabalho
e vocês estão atrapalhando.
Arisu, pode ficar lá em casa.
Karube:
Tem que trabalhar, Chota.
Você não é rico.
Arisu:
Obrigada, Kin. Você
é perfeita.
Kin:
Eu sei. Chota,
concordo com
Karube.
Chota:
Você sempre concorda
com ele.
Karube:
Alguém aqui tem que ser
sensato.
Kin:
Tenho mais uns três
minutos antes do meu
chefe sair da sala dele e
vir me perturbar.
Arisu:
Preciso beber.
Chota:
Eu também!
Karube :
Então vamos!
Arisu:
Kin, consegue vir?
Kin:
Infelizmente não. Tenho
que terminar esse estágio,
arrumar um emprego para
limpar a bunda de vocês
crianças.
Karube:
(emoji rindo)
Arisu:
Arrume um emprego, Karube.
Chota:
Arrume um emprego, Arisu.
Karube:
Vamos nos encontrar na
frente da estação Shibaya.
Kin:
Não sejam presos.
Amo vocês.
Desliguei o celular antes que meu chefe voltasse para minha mesa com uma lista de mensagens que eu deveria enviar para o coordenador geral da empresa, setor administrativo e operacional.
– Vou sair mais cedo do trabalho com outros funcionários. – Dessa vez meu chefe olhou para mim enquanto falava. – Termine de fazer suas obrigações e depois feche as portas. Consegue fazer isso, não consegue?
– Sim senhor.
– Ótimo. Se esquecer de trancar as portas – Disse colocando as chaves na minha mesa. – pode esquecer seu estágio e seu futuro aqui. Estamos entendidos?
– Sim senhor.
Ao longo da tarde meus colegas de trabalho foram saindo após terminarem suas tarefas e os que conversavam comigo no almoço vieram se despedir. Logo eu estava sozinha no meu andar. Estava terminando de mandar os e-mails que meu chefe pediu quando lembrei que meus amigos estavam se divertindo enquanto eu estava trabalhando. Chota deveria estar trabalhando. Cresci junto com os três e todos nós nos tornamos próximos. Sou a mais nova e mesmo assim ainda tenho que bancar a "mãe" dos três. Karube é meu irmão mais velho e temos a típica relação de irmão protetor e irmã caçula. Arisu e Chota são os melhores amigos do meu irmão e meus também, os dois também me tratam como se eu fosse irmã deles. As vezes eu esqueço que sou a mais nova porque vivo tentando colocar juízo naquelas cabeças ocas.
Assim que terminei de fazer conforme fui mandada, fui até o banheiro trocar a porcaria dos meus sapatos. Não entendo como as pessoas conseguem ficar tanto tempo usando salto. Um estrondo me fez pular do vazo quando a energia caiu. Merda quero ir embora daqui. A empresa parecia o típico cenário apocalíptico, não tinha ninguém na empresa. Peguei as minhas coisas e desci as escadas correndo, usando a lanterna do meu celular. Merda, merda, merda. Odeio ficar no escuro. Senti um alívio percorrer meu corpo quando cheguei no térreo da construção, deserto. Corri até a porta e saí da empresa como se eu estivesse apostando corrida comigo mesma. Acabei esbarrando em um menino de capuz cinza que corria pela rua.
– Cara esquisito.
Fechei as portas do prédio ainda um pouco nervosa por ter ficado sozinha no escuro quando me dei conta que tinha alguma coisa errada. Tokyo estava silenciosa, sem ninguém nas ruas além de mim. Olhei ao meu redor depressa procurando qualquer sinal do menino de capuz azul e nada. Corri até o outro lado da rua observando os carros abandonados e fui direto ao café. Também estava fazio.
Não tem ninguém em Tokyo.
Aqui estamos nozes Hihihi.
– Nem tudo vai seguir a série.
– Personagens novos
– Morte dos personagens não serão necessariamente iguais.
– Final feliz não garantido(?)
Preparem-se para jogar. ^_^
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