♥︎Four

♡Liam Dunbar♡

Confesso que não foi tão ruim assim sair com o Theo, ele não é a melhor companhia do mundo mas até que foi agradável. Assim que saímos do Starbucks ele me levou para casa, foi um longo caminho torturante enquanto ouvíamos as músicas horríveis do Theo, ele tem um péssimo gosto para música e não aceita que eu diga isso.

Mas o que me preocupa de verdade é a conversa que tivemos no Starbucks, fico imaginando o que ele vai querer em troca de sair com o Nolan, não pode ser nada tão ruim, né? Talvez ele queira sair comigo mais uma vez, não vejo problema em repetir, desde que ele entenda que eu estou fazendo isso pelo Nolan e não por qualquer outra coisa.

Assim que entrei em casa ouvi meus pais conversando na cozinha e decidi ir até lá, os dois estavam rindo enquanto liam uma embalagem de cookies

— Oi pessoal — digo largando a minha mochila e me sentando na cadeira da bancada

— Oi filho, você demorou, por onde andou? — minha mãe perguntou

— Fui a uma cafeteria com um amigo — digo e em seguida repenso minhas palavras, afinal eu e Theo não somos amigos

— Cafeteria? — minha mãe franziu o cenho

— Amigo? — questionou meu pai

— Não vende só café numa cafeteria, mãe — falei me ajeitando na cadeira enquanto balançava meus pés, já que eles não alcançam o chão — E sim, um amigo! — respondi meu pai que levantou as mãos em forma de rendição

— Que amigo? — foi a vez da minha mãe perguntar

— Um amigo da escola. — digo tentando encurtar o assunto — E vocês estavam fazendo o que? — pergunto e logo minha mãe esquece o assunto anterior e sorri

— Seu pai estava fazendo cookies, na verdade ele estava tentando

— Como eu ia saber que precisava levar ao forno? — pergunta meu pai indignado e rio

— Eu não sei porque ainda deixo o seu pai entrar na minha cozinha, no final sempre acaba com algum pano de prato queimado ou uma intoxicação alimentar — falou a loira e meu pai negou

— Você se lembra da vez em que fiz aquele espaguete? Você adorou e nada de errado aconteceu — ele se justificou

— Claro que me lembro, foi no mesmo dia que você queimou três panos de pratos — disse minha mãe

— Ah, é mesmo... — meu pai fala pensativo

— Foi de você que o Liam herdou esse jeitinho lerdo dele

— Mãe! — exclamei e ela deu de ombros

— Desculpa, filho, mas é a verdade

— Não somos lerdos, apenas pesamos com mais calma — meu pai explica e nego com a cabeça

— Eu vou pro meu quarto — ri fraco me levantando

— Espera filho, antes de subir eu tenho que te avisar do jantar que vai ter aqui em casa no fim de semana — disse meu pai enquanto eu pegava minha mochila

— Por favor, não me diga que é com os parentes da família da mãe, eles são estranhos e ficam me perguntando das namoradinhas o tempo todo — digo torcendo para que não seja isso

— Já conversamos sobre isso, Liam. E não, não é a minha família — respirei aliviado

— Acredita que meu melhor amigo de infância está trabalhando comigo agora? Nós éramos vizinhos quando eu tinha dez anos, eu e o Jeffrey vivíamos grudados e foi assim até o ensino médio, aí ele se mudou e perdemos o contato. Por uma coincidência incrível, nos reencontramos agora depois de anos, ele foi demitido do antigo trabalho e arranjou um emprego justamente no meu escritório, loucura, né? — meu pai conta a história todo animado

— Eu imagino como o senhor deve estar feliz, também fico feliz por você ter encontrado seu velho amigo, pai — digo com um meio sorriso

— Obrigado filhão. Eu convidei ele e a família para jantarem aqui no sábado, sua mãe vai fazer a famosa lasanha dela e eu pensei em você fazer aquela sobremesa que você costuma fazer aqui em casa — ele diz — Tudo bem pra você?

— Claro, sem problemas, pai

— Ótimo! Vou aproveitar para ir comprar um vinho, querida, sabe onde eu coloquei minha carteira? — meu pai pergunta enquanto sai da cozinha

— A carteira é sua, quem tem que saber dela é você — minha mãe falou com seu jeitinho delicado como sempre

— Você deveria me dar mais amor e carinho, sabia? Eu te dei a jóia mais preciosa do mundo inteiro — meu pai dizia enquanto andava pela sala

— Aquele colar que você me deu no nosso aniversário de casamento? Aquilo nem era ouro, Richard — ela diz guardando a caixinha dos cookies

— Estou falando do Liam

— Ah, isso — ela diz e ergui as sobrancelhas

— Ei! Eu sou uma jóia rara sim! — falei convencido e ela riu

— Eu estou brincando, você é a coisa mais preciosa que eu já tive no mundo inteiro — ela deu a volta na bancada e parou ao meu lado, depositando um beijo em minha testa

— Achei! — meu pai gritou — Vejo vocês depois — se despediu saindo pra porta da frente

— Eu vou tomar um banho — digo

— Tá bom, mas depois quero saber mais desse amigo da cafeteria — ela falou e neguei com a cabeça

— Não tem nada pra saber, dona Elizabeth. É só um amigo da escola — digo simples

— Tá, tá — ela levanta as mãos em forma de rendição — Ele é gatinho?

— Eu tô indo pro meu quarto, mãe — digo saindo da cozinha e ouço ela rir

— Amo você — falou rindo enquanto eu subia as escadas

— Também amo você — respondi

...{🏠}...

Theo me guiava pelos corredores da escola, só estávamos nós dois ali, a aula havia acabado e todos já estavam em suas casas, mas Theo arranjou uma forma de entrarmos escondidos, ele queria me encontrar em um lugar mais tranquilo, segundo a mensagem que ele me enviou.

— Pra onde você tá me levando, Theo? — pergunto assim que paramos em frente a uma sala e ele abre a porta

— Entra — ele diz e entra na sala, decidi fazer o mesmo e assim que passei pela mesma Theo fechou a porta

— O que tá fazendo? — pergunto vendo ele se aproximar de mim

— Eu só queria ficar sozinho com você, Liam — Theo se aproximava cada vez mais enquanto eu dava passos para trás

— M-Mas Theo... — senti minhas costas se chocarem contra a parede e a respiração de Theo bater levemente em meu rosto

— Dessa forma, eu posso beijar você... — o rosto dele foi se aproximando lentamente, sinto que meu coração vai sair pela boca a qualquer instante, até que seus lábios macios se encontrarem com os meus

— Liam! — ouvi meu nome ser gritado e me assustei, logo despertando do meu sono

Ok, Liam, respira! Foi só um sonho, nada daquilo era real, foi apenas um sonho, você está no seu quarto e nada daquilo foi real... Mas por que eu sonhei com o Theo me beijando? Isso não faz sentido algum.

— Liam? — caí na realidade e me dei conta de que minha mãe estava em minha frente, ela quem está me chamando esse tempo todo

— O-Oi, mãe — respondi meio desnorteado

— Tá tudo bem? — vejo seu semblante preocupado

— Sim, eu... Eu tive um... Um sonho — me sentei em minha cama

— Você quis dizer um pesadelo? Enfim, querido, eu estava te chamando para ir jantar mas você não respondia, decidi subir aqui para ver se estava tudo bem, você não comeu nada desde que chegou — ela explica

— Eu estou bem, depois do banho eu deitei aqui e aparentemente peguei no sono

— Bom, o jantar está pronto — minha mãe se levanta — fiz sua comida preferida — sorrio

— Já estou descendo — minha mãe assentiu e então saiu do quarto

Eu ainda estou tentando entender o que aconteceu, eu estava prestes a beija-lo, nossos lábios chegaram até se encostaram e foi incrivelmente real e bom, eu me senti como se eu realmente quisesse aquilo, se não fosse a minha mãe ter me acordado, talvez aquilo teria realmente rolado.

Eu nunca mais vou tirar um cochilo

Me levantei da cama e vesti minhas pantufas do Sullivan, saí do quarto e fui cuidadoso em descer as escadas devagar, é incrível como é perigoso descer as escadas correndo enquanto usa uma pantufa nós pés, digo por experiência própria.

Assim que entro na sala de jantar sinto o cheiro de carne assada, a minha mãe faz a melhor carne assada do mundo inteiro, o melhor de tudo é comer juntamente com macarrão com queijo, é a combinação perfeitamente perfeita, não é atoa que é a minha comida preferida.

— Aonde estão os talheres? — ouvi meu pai perguntar enquanto eu entrava na sala de jantar

— No lugar de sempre, Richard — minha mãe que estava arrumando os pratos na mesa respondeu

— Na Lava louças? — ele pergunta e minha mãe suspira

— Pense bem antes de se casar — ela diz antes de ir para a cozinha e rio fraco

Minha mãe e meu pai trem um relacionamento invejável por muitos, por mais que eles sejam assim um com o outro, minha mãe com seu jeito grosseiro e o papai sempre animado demais, eles se completam. Em todos esses anos, eles sempre foram um exemplo para mim, eu nunca me liguei muito a isso de entrar em um relacionamento, em namorar com alguém e me ligar dessa forma a uma pessoa, mas se um dia acontecer eu com certeza quero que seja tão incrível como é com os meus pais.

— Seu pai quer saber como foi na cafeteria com o seu amigo — minha mãe voltou da cozinha com os talheres

— Quero? — meu pai apareceu logo em seguida

— Quer! — minha mãe afirmou se sentado na mesa e distribuindo os talheres

— É um só um amigo da escola — me sentei também, vendo meu pai fazer o mesmo

— Que amigo? — peguntou a mesma

— É só um colega, nem somos amigos direito — digo

— E você saiu com ele sem nem o conhecer — ela ergueu as sobrancelhas

— Relaxa, ele não me sequestrou — brinquei

— Liam, você sabe que não deve sair com estranhos, e se esse garoto fosse algum maníaco? — rio fraco

— O Theo não é nenhum maníaco — dou de ombros

— Então o nome dele é Theo... — meu pai falou enquanto se servia

— Desde quando você e esse Theo são amigos? — minha mãe pergunta

— Não somos amigos, eu só saí com ele pra poder ajudar o Nolan — confessei

— Aquele lance do cupido? — o mais velho pergunta e assenti — Maneiro

Desde que comecei com essa coisa de cupido eu contei aos meus pais, meu pai achou a coisa mais divertida do mundo e minha mãe só pediu para que eu tomasse cuidado.

— Liam, eu não quero você saindo com quem você não conhece, isso é perigoso — minha mãe falou ríspida

— Não precisa se preocupar, mãe, se eu saí com ele é porque eu sabia que não seria perigoso

— Mesmo assim, toma cuidado — ela diz

— Estou pensando em comprar um champanhe ao invés do vinho, será que é muito formal? — meu pai pergunta animado

— Pensei que já havia comprado — digo

— Eu fui ao supermercado mas acabei esquecendo — rio

— Quantas pessoas vão vir? — a minha mãe pergunta enquanto serve um pedaço de carne para mim

— Apenas o Jeffrey, sua mulher e seu filho — disse — Inclusive, o garoto tem quase a mesma idade que o Liam, talvez vocês sejam até da mesma escola, filho

— Eu até que conheço alguns alunos lá, você sabe o nome dele? — perguntei dando uma garfada no maravilhoso macarrão com queijo da mamãe

— Nós conversamos tanto, acho que ele até esqueceu de me dizer o nome dele — meu pai pareceu pensar um pouco — mas o sobrenome do Jeffrey é Raeken — quase me engasguei com o macarrão — você conhece alguém na escola com esse sobrenome?

Sim, pai, infelizmente eu conheço alguém com esse sobrenome...

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