Único
── Meus pais vão me enterrar vivo se descobrirem isso. ── disse Sunoo, andando com hesitação para dentro da igreja católica que sua família frequentava fielmente aos domingos, e que seu amado papai era responsável de cuidar facilitando a entrada dos garotos na paróquia. A escuridão tomava conta de cada lugarzinho daquela igreja, tornando-a ainda mais assustadora quando um dos flashs dos celulares dos garotos acertava algumas imagens ou estátuas cristãs.
── Bobagem. Ninguém aqui vai explanar o que estamos prestes a fazer, então tenta relaxar um pouco Sunoo. ─ o garoto de cabelos prateados bateu suavemente nas costas do mais novo, um sorriso empolgado endornava os lábios de Jay que olhava tudo ao redor como uma criança curiosa. Era sua primeira vez entrando numa igreja à noite. ── É mais sombrio do que eu imaginei.
Os enormes quadros juntamente com as grandes estátuas de santos faziam os garotos sentir calafrios pelo corpo, porém, mesmo que estivesse nitidamente com medo de toda aquela arquitetura e decoração, Jay não conseguia esconder o entusiasmo e adrenalina que corria fervorosamente por suas veias com o desafio que foi proposto para ele e o Kim.
── Por que não começamos isso de uma vez? Ainda continuo não gostando de igrejas, principalmente à noite. ── Jake foi o primeiro a sentar no banco ao lado esquerdo em frente ao altar, na espera do início daquele showzinho que estava prestes a começar, suas ações sendo repetidas por Heeseung e Sunghoon, enquanto que Nishimura Riki e Yang Jungwon haviam ficado fora do lado de fora da igreja, em alerta caso alguém se aproximasse do lugar.
── Tem razão. ── o americano agarrou uma das mãos de Sunoo, puxando-o consigo para trás do altar que por sorte estava forrado com uma toalha branca de renda, com cuidado Jay segurou na cintura delicada do Kim e o sentou sobre a mesa, esboçando um sorriso ladino ao que coloca uma mecha do cabelo escuro do menor para o lado, aproximando vagarosamente a boca da orelha do coreano e sussurrando baixinho para somente ele ouvir: ── Droga, vai ser interessante ‘pra caralho meter em você na frente de todos esses santos. ── Jay riu, recebendo um tapa forte no ombro.
── Cala a boca seu pervertido do caralho. ── Kim resmungou, virando o rosto para o lado e dando graças a Deus que a igreja estivesse bem escura, evitando que o estrangeiro pudesse ver o quão vermelhas estão suas bochechas. Deixando o celular numa posição que pudesse iluminá-los, Jay posicionou-se entre as pernas do mais novo puxando com cuidado os fios negros do menor para o lado, deixando o pescoço do baixinho exposto o suficiente para que ele pudesse depositar beijinhos estalados, causando leves arrepios no corpo ainda tenso do kim.
── Tenta relaxar, ok? Pensa na grana que vamos ganhar desses idiotas, e melhor ainda, no quão gostoso vai ser a sua primeira vez, principalmente por ser comigo. ── e sem abrir oportunidade para que Sunoo pudesse retrucar, a língua travessa e impaciente do americano se enfiou por entre os lábios dele, tomando a boca de menor num ósculo profundo e completamente sedento. Sunoo gemeu contra a boca do Park ao sentir as mãos grandes e frias invadindo sua camisa, causando um pequeno choque em sua pele morna, e subindo os dedos na direção dos mamilos sensíveis, Kim remexeu inquieto, cruzando as pernas em torno da cintura do estrangeiro e o puxando para ficar mais próximo, colados.
Não era o primeiro beijo de Kim Sunoo, pois, mesmo sendo um garoto tímido, já havia beijado mais pessoas do que podia ser contado com os dedos das mãos e dos pés juntos, entretanto, nem um dos anteriores chegou a ser tão bom como o beijo de Park Jongseong. A boca dele se encaixava tão bem na sua, seus movimentos suaves e brutos eram na medida perfeita para tirar o garoto de órbita, a pegada de Jay é maravilhosa, suas mãos sabiam exatamente onde tocar e apertar, não precisando de muito para fazer um garotinho virgem e puro igual a Sunoo amolecer em seus braços, tornando tudo ainda mais intenso e instigador para o mais velho, afinal, saber que em poucos minutos estará corrompendo o filho caçula do ministro da palavra só deixava seu membro mais duro que uma pedra, e para melhorar ainda mais a situação, havia aqueles olhares carregados de ansiedade e tesão dos três meninos que os assistiam atentamente.
Heeseung, Sunghoon e Jake suspiraram arrastados, apertando vez ou outra seus próprios membros para aliviar um pouco do incômodo que sentiam ao endurecer por observá-los.
── Pervertidos. ── sibilou contra os lábios do menor, olhando para a cena dos três amigos excitados abrindo os zip dos jeans. ── Olha para eles, Nono. ── Park segurou o queixo do garoto, virando minimamente para o lado, dando a visão dos amigos, agora, com os jeans abaixados acariciando sem vergonha alguma a elevação ainda coberta pelo tecido das cuecas.
Sunoo mordeu o lábio, as bochechas queimando de vergonha, mas aquela sensação estranha queimando no seu baixo ventre lhe dizia o quão estava gostando daquilo, de ter a atenção dos meninos para si.
── Eles vão… ── não precisou terminar a pergunta para Jay maneou a cabeça em confirmação.
── Eles vão bater uma para a gente. ── sorriu, os dedos abrindo calmamente os botões da camisa do mais novo, deslizando o tecido por seus braços. ── Sendo assim, precisamos dar o nosso melhor Sunoo-yah. ── a cada frase dita, Jay pacientemente ia tirando uma peça de roupa do Kim, aproveitando para arrancar as suas próprias e agilizar o processo, não podia demorar muito ou algum intrometido iria perceber a presença de Niki e Jungwon na porta da igreja, assim como a leve iluminação dentro do lugar. ── Eu prometo que vou ser cuidadoso, e a única coisa que você precisa fazer é ser bonzinho para mim.
E assim que todas as roupas e sapatos se encontravam no chão, Sunoo se permitiu a olhar para Jay com atenção, se perdendo nos músculos dos braços, descendo minuciosamente para a barriga trincada e a maldita linha “v” da virilha, e inferno, foi impossível não olhar para aquela monstruosa no meio de suas pernas, sem perceber Sunoo esfregou uma coxa na outra, uma mistura de nervosismo e ansiedade se alastrando por todo seu corpo.
── Como posso ser bonzinho para você, Jay hyung?
── Isso é simples Nono. Você só precisa abrir bem as pernas para mim, gemer meu nome da maneira mais excitante e deixar bem claro para esses três fodidos o quão gostoso é ser comido por mim. ── respondeu, alto o suficiente para que os outros pudessem ouvir sua provocação, afinal, Jay sabia que não era o único interessado em foder com o Kim, não, tanto os que se encontram aqui dentro quanto os outros dois lá fora queriam comer o pequeno Kim, o grupinho inteiro ansiava pela oportunidade de um dia desfrutar do garoto, e porra, saber que era o primeiro a fazer isso estava inflando o ego do Park. E se Sunoo fosse um pouquinho mais esperto, perceberia que era apenas um cordeirinho no meio de seis lobos loucos de fome querendo o devorar.
── A gente não está aqui para inflar seu ego de merda, Jongseong. ── Heeseung, o mais velho e impaciente, retrucou. ── Começa logo isso, ou trocamos o desfiado e um de nós três vamos foder o Sunnie no seu lugar. ── ameaçou, não se intimidando com o olhar feroz do americano.
Ele até iria retrucar, todavia, quando seu olhar se voltou para o garoto deitado no altar, Jay optou por ignorar o mais velho, não era o momento certo para entrar numa discussão com Heeseung, e sim para dar toda sua atenção a Sunoo.
Conectando seu olhar por alguns segundos ao do menor, Jay lhe lançou um sorriso ladino, um maldito sorriso que o deixava ainda mais atraente ao ponto de fazer o corpo inteiro do menor arrepiar, antes Sunoo não sabia explicar com exatidão o que sentia por ele, mas agora, com Park Jongseong entre suas pernas, acariciando suas coxas com aquelas mãos grandiosa e apertando-as com firmeza, Sunoo prontamente entendeu o que eram aqueles arrepios e batidas intensas que seu coração dava todas as vezes que o americano estava por perto. Sunoo desejava Jay, e no fundo sempre quis ser um bom garoto para ele, já que bons garotos recebem recompensas, e a recompensa que o Kim estava almejando nesse momento era o pau do moreno dentro de si. Esquecendo a presença dos outros, Sunoo focou somente no mais velho a sua frente, fechando os olhinhos quando o corpo grande quase o cobriu por inteiro, sentiu quando a boca de Jay beijou demorado seu maxilar, descendo pela lateral do seu pescoço e parando na clavícula onde mordiscou fraquinho a pele sobre o osso, Sunoo se remexeu, subindo timidamente as mãos pelas costelas do estrangeiro, passando as unhas curtas na pele e em seguida descendo pelos braços na intenção de sentir melhor os músculos tensionados, era nítido o fraco que tinha por eles.
A boca de Jay voltou a traçar seu percurso para baixo, aproveitando o caminho para distribuir marcas sutis no peitoral e barriga do garoto, se segurando para não deixar um chupão forte demais na pele delicada, não queria que talvez Sunoo se sentisse desconfortável mais tarde, ao finalmente chegar onde queria, Jay não perdeu tempo, abocanhou o membro do Kim e o mamou com voracidade, lhe proporcionando um turbilhão de sensação nunca sentida, fazendo uso da sua experiência para bagunçar os sentidos do Kim, babando bem o membro de cabecinha rosada para em seguida colocá-lo de volta na boca, chupando-o com maestria, empurrando Sunoo inteirinho para dentro da garganta e engasgando propositalmente, causando uma vibração contra a glande sensível e consequentemente por todo o corpo do garoto.
── Hmm… ── arfou, olhando para baixo, conectando seus olhos castanhos com as orbes escuras e profundas que poderiam se assemelhar a um céu sem estrelas, o olhar penetrante do Park era como um abismo que o puxava cada vez mais para a beira, levando-o consigo para uma queda prazerosa quando o sugou numa intensidade descomunal e o fez jorrar de prazer. As pernas de Sunoo bambearam, despencando na mesa.
Com o polegar, Jay limpou o restinho de esperma que escorreu para o canto da boca, colocando-o de volta na língua e não desperdiçando nenhuma gota do gosto do Kim.
── Se eu pudesse, passaria horas te chupando, quer saber o porquê, Nono? ── ele assentiu, Jay subiu de volta para a mesa, se posicionando entre as coxas do garoto e então continuou: ── Porque seu gosto é o melhor que já provei.
E pela milésima vez naquela noite, a face inteira do garoto esquentou, Sunoo virou o rosto para o lado, fugindo envergonhado do olhar do moreno mas acabando por ver uma cena nem um pouco discreta do trio ali. Heeseung e Sunghoon estavam se beijando com bastante fervor, vez ou outra um dos dois abria os olhos para o encarar, enquanto isso, Jake que estava sentado no meio deles, tinham suas mãos ocupadas em bater uma punheta para os mais velhos; estes que de forma atrapalhada retribuem o gesto juntos no menor. O pau de Sunoo fisgou, reagindo instantaneamente à cena.
Jay riu, trazendo de volta o rosto dele para o seu, empurrando dois dedos para dentro da boca do Kim, e os lubrificando, roçando-os em seguida na entrada alheia, e de maneira cuidadosa, introduziu a ponta do indicador, observando com atenção as expressões do Kim, não querendo ser afoito demais e sem querer machucá-lo.
── Acha que ainda consegue suportar? ── perguntou baixinho, num tom que só os dois pudessem ouvir.
Sunoo assentiu, e Jay forçou um pouco mais, até que metade do dedo estivesse dentro.
── Dói. ── ele reclamou, e no cantinho de seus olhos já se formavam lágrimas.
── É normal Nono, logo vai passar. ── equilibrando o peso no cotovelo, Jay afagou a cabeça do menor, aproveitando a proximidade para depositar selares estalados na bochecha do Kim. ── Mas podemos parar se quiser.
── N-não. ── com o timbre meio choroso, Sunoo negou, envolvendo os braços ao redor do pescoço de Jay, trazendo-o para mais perto e escondendo o rosto na curva dele. ── Eu quero continuar. ── um brilho de convicção transparece em seu olhar, sendo a bandeira verde para Park Jongseong continuar, enfiando mais fundo, introduzindo um novo e os movendo até que a dor fosse substituída pelo prazer, e recebendo barulhinhos adoráveis do menor.
Caralho! Como alguém conseguia ser tão fofo numa hora como essas? pensou Park, sorrindo discreto, desfrutando da melodia envolvente dos gemidos de Sunoo, sentindo seu membro vibrar, pensando ser o suficiente, Jay puxou os dedos para fora, rindo ao ouvir o resmungo desgosto do garoto, Jay desceu do altar e vasculhou os bolsos da calça, pegando o pacotinho da camisinha e rapidamente a vestindo, revirando os olhos após desenrolar todo o preservativo, odiava usar aquela droga, e mesmo que estivesse há duas semanas sem transar e seu exames em dia, Jay sentia que o melhor era usar, por Sunoo, afinal, o garoto não lhe deu permissão para entrar sem. Voltando novamente para a posição que estava, encaixando a cabecinha inchada na entrada apertada, Park tomou os lábios de Sunoo com delicadeza para distraí-lo da ardência dolorida de ser penetrado, segurando em seus joelhos para o impedir de fechar as pernas e dificultar sua entrada.
Sunoo choramingou contra os lábios do americano, mordendo-os sem dó e descontando um terço do que sentia no inferior do moreno, somente parando quando o gosto metálico do sangue se fez presente no ósculo, ele arfou, alto e pesado, o peito subindo e descendo ofegante ao desviar da boca, agora, avermelhada e machucada do amigo. Jay passou a língua pelo lábio inferior, limpando o resquício de sangue da pequena ferida, felizmente, Sunoo havia focado tanto em lhe retribuir a dor que não percebeu que agora tinha Jay inteirinho dentro de si, somente notando quando o pulsar forte do pau o trouxe de volta para o que acontecia. E porra, aquela coisa enorme realmente coube todinha dentro de si. E tudo pareceu fervilhar dentro do garoto quando aquela coisa se arrastou quase toda para fora, fazendo-o se sentir vazio para logo o preencher novamente, indo fundo no seu interior e acertando um ponto crítico dentro de si, as pernas de Sunoo tremeram e sua entrada apertou o pau do Park, arrancando-lhe um gemido rouco e bastante excitante, Sunoo havia gostado de ouvi-lo.
Apesar de estar com a camisinha, ainda assim, Jay conseguia experimentar o quão gostoso era estar dentro de Kim Sunoo, sentir suas paredes apertadas espremendo toda sua extensão, junto com o calor gostoso acolhendo todo o seu pau, inferno, aquilo era bom ‘pra caralho! Park movia-se numa velocidade favorável para o mais novo se acostumar, saindo devagar e voltando o mais profundo que conseguia, a glande batendo repetidamente contra o pontinho sensível e causando expressões prazerosas nos dois, e ainda que estivesse gostoso, algo em sua mente gritava para ir mais rápido, e sem querer se segurar, Jay ergueu as pernas de Sunoo colocando-as sobre seus ombros, um sorriso cafajeste brotando no canto esquerdo da boca quando ele mudou o ritmo, socando o pau de uma vez para dentro do garoto, indo cada vez mais fundo.
Sunoo teve que tampar a própria boca para não gritar, seu corpo inteiro parecia prestes a entrar em combustão, estava totalmente sensível com aquela enxurrada de prazer intenso percorrendo seu corpo, e a visão de Jay Park mordendo o lábio inferior com o corpo banhado em suor e arremetendo com brutalidade contra si era o estopim para a mente de Sunoo nublar e todo seu corpo amolecer, se desmanchando em seu próprio abdômen. Havia chegado ao seu limite.
Foi necessário mais algumas estocadas fundas para que logo Jay também estivesse no limite, jorrando todo o esperma na camisinha enquanto seu corpo inteiro era tomado por espasmos ao ponto de tremer, quase se desequilibrando em cima do Kim.
── Caralho. ── foi tudo o que conseguiu dizer após recuperar o fôlego.
Jay saiu de dentro de Sunoo, livrando-se imediatamente do preservativo usado e ajudando o garoto a se sentar ao seu lado na mesa, ficando assim de frente para o trio sentado no banco da primeira fileira. E diferente do Park que agora gargalhava alto, Sunoo estava embasbacado com a cena de Jake, Heeseung e Sunghoon com as calças arriadas até os tornozelos, com o pau entre os dedos e a mão suja de porra.
── Você não está em posição para nos julgar, Sunoo-yah. ── disse Sunghoon, tranquilamente, nem parecendo que estava completamente nu da cintura para baixo.
Sunoo desviou o olhar, envergonhado com toda aquela nudez.
── Podemos ir embora logo? Eu preciso de um banho.
── Pode ir na frente com o Riki e Jungwon. ── Jay desceu da mesa/altar, recolhendo as roupas e sapatos de Sunoo e o ajudando a se vestir. ── A gente vai organizar as coisas por aqui e assim que terminar passo na sua casa para entregar a chaves, então deixe a janela do quarto aberta, ok? ── Sunoo assentiu, e assim que Jay terminou de amarrar seus cadarços e o colocar no chão, se despediu dos meninos, que felizmente já estavam cobertos, e seguiu para fora da igreja, e fazendo o que lhe foi pedido.
⛪️
Passava das onze e meia quando Sunoo entrava no quarto, havia demorado tempo suficiente no banho para quase adormecer na banheira, entretanto, o incômodo dolorido em sua bunda o impediu. Não se surpreendeu quando seus olhos caíram sobre o garoto jogado em sua cama.
── As chaves estão em cima da sua penteadeira. ── apontou para o lugar citado, levantando-se da cama e parando diante do mais baixo e o entregando duas sacolas: uma delas com a logomarca de alguma farmácia estampada no plástico, enquanto a outra continha uma barra de chocolate e um pequeno pote de sorvete de chocomenta. ── Os comprimidos podem ajudar caso você sinta dor.
── Você sempre trata as pessoas dessa forma depois de ficar com elas? ── uma sobrancelha de Sunoo arqueou, a pergunta soando como uma pequena implicância.
── Não, Sunoo. ── Jay revirou os olhos, coçando a nuca sem jeito ao responder. ── Eu não trato ninguém assim, mas você é outra questão.
Outra questão?
Que porra ele queria dizer com isso.
Sunoo franziu o cenho, não entendendo bem a resposta, afinal, não era o primeiro garoto que Park Jongseong tirava o lacre, quase metade da turma de artes cênicas e arquitetura passou pela cama do americano, e nem por isso Jay se prestou a levar comprimidos e chocolatinho para eles.
── Só aceita e não faz perguntas difíceis. ── empurrou as coisas contra o peito do menor, o rosto de Jay estava tão vermelho que parecia prestes a explodir.
Sunoo apenas riu, aceitando de bom grado, depositando um beijinho na bochecha dele em agradecimento, iria mesmo precisar dos comprimidos.
── Jay hyung. ── chamou baixinho, não querendo que seus pais acordassem, o mais velho o encarou. ── Quer me ajudar com os doces e assistir algum filme bobo comigo?
O convite fez algo no peito do americano queimar, o que era bem estranho levando em conta que eles já fizeram isso antes, porém, agora parecia diferente. A garganta do Park secou e seus olhos se perderam por alguns minutos no rosto de Sunoo, notando o avermelhado ao redor das íris cor de avelã por conta do recém banho, os fios de castanhos ainda úmidos que o deixava ainda mais bonito, e nossa, desde quando Sunoo era tão atraente?
── Jay?
── O-ok. Eu fico com você. ── gaguejou, sentindo-se um tonto por ter ficado desse jeito, o que não passou despercebido aos olhos afiados do menor.
Sunoo preferiu não comentar, optando trancar a fechadura da porta e pegar o controle da televisão, aproveitando que a cama era de solteiro para se deixar entre as pernas do mais velho e deitando a cabeça contra seu peito. O corpo inteiro do maior pareceu travar, mas logo Jay fez questão de voltar ao normal, expirando fundo o cheirinho de shampoo infantil que exalava dos cabelos do Kim que para sua surpresa, ou não, o acalmou rapidinho.
── Está tudo bem entre a gente, certo? ── após um tempo Sunoo resolveu quebrar o silêncio, inclinando o rosto para conseguir enxergar o mais velho.
── Claro. ── Jay afirmou, mesmo que por dentro não estivesse realmente convicto, depois do que fizeram mais cedo, Park sabia que algo dentro de si estava mudado e não era apenas pelo sexo, sempre deixou claro a atração sexual que sentia pelo mais novo, entretanto, algo havia mudado. Ele só não sabia o quê. ── Você sabe, somos inseparáveis, e nada vai mudar isso. ── dito isso, Jay depositou um beijinho casto na cabeça do acastanhado, que sorriu fofinho com o coração tranquilo pelas respostas, assim como Jay, Sunoo também estava sentindo algo diferente, mas preferia deixar para pensar nisso em outro momento, por enquanto, queria apenas aproveitar aquela noite tranquila recebendo mimos do melhor amigo.
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