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A MORTE É ROSA · primeira temporada
capítulo quatorze : a câmera é rosa

tw: menção a suicídio

CHOI HANA ESTAVA OLHANDO pela janela quando os outros voltaram, com a lateral do corpo encostado no de Suhyeok. Eles estavam em silêncio há alguns minutos, desde que Hana percebeu que companhia era o que ele precisava. Nenhuma de suas palavras ajudariam, e ela sabia.

Hana virou com pressa quando viu Yihan descendo pela mangueira. Correu até a porta do estúdio para voltar para a sala de transmissão, esbarrando em Daesu na sua nova corrida até a janela. Seu colega falou alguma coisa que Hana não se preocupou em tentar entender, com os olhos focados em Yihan.

Ela voltou, era a única coisa que ela pensava.

Ao lado da janela, Wujin parecia tentar ajudar Yihan a descer, mas Hana viu sua melhor amiga ignorar a mão e pular para dentro da sala. ─── Pega a mochila, cara. ─── Hana ouviu Yihan falando quando se aproximou. A chinesa jogou uma mochila nos braços de Wujin. Aparentemente estava pesada, pela maneira como os olhos de seu colega se arregalaram e ele tropeçou para trás, parecendo ter sido pego de surpresa pelo peso.

Yihan não percebeu a chegada de Hana, que não disse nada ao se aproximar, apenas abraçando sua melhor amiga de lado. O corpo de Yihan deu um pequeno pulo com o abraço repentino, que Hana só sentiu porque estava agarrada a ela. ─── Pelo amor de Deus, parece até que eu me joguei no meio dos zumbis. ─── Hana ouviu Yihan resmungando, mas um de seus braços passou pelas costas de Hana e apertou a garota contra si.

Com lado do rosto grudado no peito de sua melhor amiga, quase como uma criança buscando conforto de um dos pais, Hana viu Joonyoung descendo pela janela. ─── Vocês conseguiram as coisas? ─── Hyoryung perguntou, chamando a atenção de Hana. Sua colega estava parada ao lado da mesa com os braços ao redor de si mesma. Enquanto isso, Wujin colocava a mochila em cima da mesa.

Hana viu quando Namra andou até onde ela estava com Yihan, mas perdeu sua amiga de vista quando ela passou para trás delas. Provavelmente estava parada atrás de Yihan, foi a conclusão de Hana. Ela não fazia a menor ideia sobre o que Namra e Yihan conversaram nesses últimos dois dias, mas pareceu ser o suficiente para Namra se abrir para aceitar Yihan.

Aquilo só estava acontecendo porque Hana conquistou Namra primeiro, Hana decidiu. Seus lábios se curvaram com um pequeno sorriso, e ela se aconchegou mais contra Yihan. Todos os meses tentando conseguir a confiança da presidente valeu a pena, e agora Namra não estava mais sozinha.

Hana havia ficado distraída pensando em suas amigas, e só voltou a prestar atenção quando ouviu Joonyoung colocando peças em cima da mesa. Voltando a prestar atenção, Hana viu que seu colega agora estava sentado na cadeira perto da mochila. ─── Consegui o que eu preciso pra fazer o drone funcionar.

Ao ouvir outro barulho, dessa vez vindo da janela, Hana desencostou de Yihan. Ela precisou esticar o pescoço na frente do corpo da amiga para conseguir ver, e quando conseguiu viu que o barulho era de Onjo pisando dentro da sala. ─── Foi tudo ok? ─── Hana perguntou para Yihan ao voltar para sua posição agarrada à sua amiga.

─── Aham. Tava tranquilo. ─── Yihan respondeu com um tom que parecia desdém, mas Hana sabia que era seu tom de "estou prestando atenção em alguma coisa". Dito e feito, ao levantar o rosto, Hana viu sua amiga olhando para Joonyoung mexendo nas peças na mesa.

─── Como tava lá em cima, Joonyoung? ─── Hana ouviu a voz de Suhyeok, e automaticamente se pressionou mais contra sua amiga. Sendo bem sincera, Hana não tinha nenhuma experiência com relacionamentos românticos, e ela não tinha certeza se o que ela sentiu com Suhyeok naquela sala era tão platônico quanto ela achava. Ou talvez estivesse ficando maluca.

Se seu professor de ciências causou um apocalipse na escola, Hana perder a cabeça não parecia tão impossível.

"Quê isso, minha filha?", Hana ouviu Yihan resmungando quando sentiu o novo aperto repentino. Hana sequer se mexeu, sentindo seu rosto esquentar ao relembrar seu momento sozinha com Suhyeok. Como se não fosse o bastante, sua mente também não registrava as palavras que saiam da boca de Joonyoung mesmo quando conseguia claramente ouvir a voz do colega.

Respira fundo, Hana. Você consegue, ela tentou se motivar.

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Ela não conseguia.

No momento em que se desgrudou de Yihan e viu o rosto de Suhyeok, Hana automaticamente sentiu seu rosto virar o a versão viva de um tomate. Provavelmente ele também estar olhando para ela fez com que seu rosto tomasse uma cor ainda mais intensa.

E é claro que como qualquer adolescente madura, Hana fingiu que não viu.

Hana ficou os próximos dez minutos assistindo Joonyoung montar o drone e fingindo entender tudo. Pelo menos ela havia conseguido se desgrudar de Yihan! Na sua mente, não buscar o conforto prometido de sua melhor amiga já era um passo muito grande para superar o que quer que isso fosse ─ porque Hana não sabia o que era.

─── Acho que vai funcionar. ─── Joonyoung disse depois de ajeitar as últimas peças. Seu colega já estava tirando seus óculos para colocar os óculos feitos para ver a câmera do drone. A mente de Hana se distraiu ao ver o drone levantando, e pensava em como Joonyoung sabia montar aquilo. Era uma habilidade incrível, com certeza.

Pequenos gritos foram ouvidos pela sala quando o drone começou a voar rapidamente. O drone sequer chegou perto de Hana, mas ela não hesitou antes de se agachar por precaução. ─── Você me assustou! ─── Daesu exclamou, e ele sim quase foi atingido pelo drone.

─── Vou levar lá pra fora depois de achar o Cheongsan. Se eu achar socorristas, pouso na frente deles. ─── Joonyoung disse, ignorando totalmente o caos momentâneo que foi instaurado por sua culpa.

Hana balançou a cabeça em concordância, mesmo que os olhos do garoto estivessem tampados. Cheongsan era a prioridade deles, e eles provavelmente eram a única chance de salvação de seu amigo. Ela não queria saber como estava lá fora, mas sabia que precisava.

─── Espera! ─── Namra exclamou, e mesmo assim sua voz soou calma. Hana direcionou seu olhar para sua amiga ao mesmo tempo em que andou para mais perto da mesa. A câmera estava praticamente na frente de Namra, e Hana queria ver. ─── Dizem que quando as pessoas perdem as esperanças, elas se desesperam. Mesmo que o mundo inteiro se transforme em zumbis, não vamos nos desesperar.

Hana abaixou a cabeça, pensando no que sua amiga estava dizendo. Ela concordava, em partes.

─── Presidente. ─── Onjo chamou a atenção antes que qualquer pessoa pudesse dizer algo, e Hana levantou a cabeça para olhá-la. ─── É bom ter um plano e agir de acordo, mas não somos bons alunos nem inteligentes como você. Lógica não é necessariamente humana.

─── Eu não acho que- ─── Hana começou a falar, mas sua voz saiu um pouco baixa por causa da confusão momentânea em sua mente. Hana também não concordava totalmente com Onjo, e estava tentando entender o que ela mesma queria dizer.

Provavelmente por sua voz ter saído baixa, ninguém sequer olhou para Hana. Todos estavam olhando para Onjo e Namra, que respondeu a colega. ─── Devemos ser lógicos em crise.

─── Neste momento... precisamos de mais que lógica. ─── Onjo retrucou em seguida. Mesmo que parecesse uma conversa calma, pelo tom de voz das duas, Hana conseguia sentir uma tensão.

Hana balançou a cabeça de leve, concordando com essa frase de Onjo. ─── Não dá pra seguir só uma ou outra. ─── Hana falou quando as duas apenas se olhavam, e os olhares se voltaram para ela. Com a atenção, a garota se escorou contra um armário que estava atrás de si. ─── Ignorar o desespero pode ser pior, mas simplesmente aceitar ele também vai ser. A gente precisa achar um equilíbrio de algum jeito.

Por um momento, pareceu que todos estavam pensando no que ela havia dito. Alguns olhares desviaram para pontos aleatórios da sala, alguns mexeram as cabeças de leve, mas tudo foi quebrado por Daesu. ─── Eu acho que precisamos mesmo é enviar esse drone.

Mais uma vez, Hana concordou com um aceno um pouco desnorteado. Sua mente começou a focar em Cheongsan, e ela sentiu seu corpo tensionar quando o drone seguiu para fora da janela. No mesmo instante, os alunos se juntaram para observar a pequena tela em cima da mesa.

Hana trocou o peso em seus pés, mordendo seus lábios pela tensão. Seus olhos estavam focados na imagem das paredes da escola quando um corpo parou ao seu lado, e Hana olhou para cima e viu Suhyeok. O rosto dele estava tenso igual, com a mandíbula tensionada e os olhos escuros focados na tela.

Seus braços estavam se tocando pela posição, mas Hana não se afastou. Por mais estranha que estivesse se sentindo perto dele antes, agora sua companhia era um conforto.

Nesses pequenos segundos, Gyeongsu havia andado até sua frente e estava agachado olhando para a tela, com seus dedos batucando contra sua própria coxa em um ritmo ansioso. Era óbvio que ele estava agachado para que Hana conseguisse ver também, e ela levantou a mão esquerda para apoiar no ombro de seu amigo como um sinal de que ela estava ali.

Quando Hana levantou os olhos para a tela novamente, seu corpo inteiro tremeu com a visão de estudantes ensanguentados e transformados.

As salas que passavam na tela estavam destruídas, com mesas jogadas e sangue espalhado em todos os cantos. As portas estavam arreganhadas, com mais estudantes transformados passando pelos corredores. Era bizarro e aterrorizante lembrar o que esperava por eles fora daquela pequena zona segura que criaram dentro da sala de transmissão.

─── Todos se transformaram. ─── Hyoryung disse sem fôlego, com seus olhos lacrimejarando e ligeiramente arregalados pelo medo. Hana engoliu em seco, seus dedos da mão direita instintivamente apertando mais a madeira do armário em que estava escorada.

Gyeongsu pareceu ainda mais agitado com isso. ─── Cadê ele? ─── Ele perguntou ansioso, seu corpo caindo para a frente como se pudesse entrar na tela. Hana usou seu aperto no ombro dele para afastá-lo com delicadeza quando percebeu que isso dificultou a visão de Onjo, que estava do lado direito de Gyeongsu, quase na frente de Suhyeok.

─── Ninguém na enfermaria. ─── Wujin falou quando a câmera passou por lá. O corpo de Hana pareceu tremer ao lembrar da cena que presenciou quando isso tudo começou. ─── Espera! Isso não é uma flecha? ─── Ele perguntou quando o drone foi até o corredor, e colocou o dedo na tela para apontar um objeto.

Daesu pareceu curioso. ─── Por quê?

─── Minha irmã. Ela tinha competição hoje. ─── A última frase saiu como um sussurro silencioso, e Hana se lembrou de quando discutiram o plano dela ir até a sala de administração com Gyeongsu. "O time da minha irmã teve torneio hoje, e eles levaram um ônibus", foi o que Wujin disse.

Se sua irmã estivesse de volta, talvez o ônibus estivesse lá. E, talvez, a chave também estivesse.

─── Onde o Cheongsan está? ─── Suhyeok murmurou ao lado de Hana, com a perna mexendo discretamente. Hana só conseguia saber porque, assim como seus braços, as pernas dos dois também estavam encostadas. Seu olhar automaticamente buscou o rosto dele, vendo seus lábios comprimidos e as sobrancelhas levemente curvadas.

Ele ainda se culpa por ter voltado sem Cheongsan.

Com isso em mente, os dedos da mão direita de Hana soltaram a madeira que apertavam, e seguiram até a mão de Suhyeok que também agarrava a madeira. Ele não olhou para ela ou para suas mãos, mas Hana sentiu a perna dele diminuir o movimento até que parasse totalmente, e foi assim que soube que ele percebeu.

Hana voltou a olhar para a tela, mas se arrependeu no mesmo instante.

A tela estava mostrando a parte externa do prédio, focando em uma janela em uma das salas de aula. O que fez Hana engasgar foi a imagem de uma estudante pendurada por uma corda. Diferente do que fizeram com a mangueira para descer de andar, aquela estudante havia usado a corda para se enforcar.

Isso é demais, Hana pensou ao se afastar do armário para dar as costas, sentindo seus olhos enchendo de lágrimas. Ela conseguia sentir o olhar confuso de Suhyeok no momento em que o som de engasgo saiu pela sua boca, e o fato de conseguir ver sua melhor amiga pela visão periférica também não ajudava no aperto que Hana estava sentindo.

Esse era o seu limite... Hana sabia que poderia tentar lidar com tudo, menos isso. Ao longo dos anos, Hana tinha criado uma resistência para ouvir sobre isso, mas não estava preparada para ver.

─── O que foi? ─── Suhyeok sussurrou com preocupação evidente em sua voz, ao passo que os outros não pareceram perceber a movimentação ou o barulho que saiu de Hana. Dessa vez, a mão de Suhyeok envolveu a de Hana para impedir que ela se afastasse, e Hana apenas balançou a cabeça, olhando para o chão e tentando controlar as suas lágrimas.

Suhyeok não perguntou outra vez, apenas soltou a mão de Hana para passar o braço ao redor dos ombros dela. Como ela tinha se preparado para se afastar, seu corpo estava virado na direção do corpo de Suhyeok, e ela aproveitou para encostar a testa no ombro dele enquanto tentava controlar a sua respiração.

─── Não tem nada ainda. ─── Suhyeok sussurrou para Hana, e ela sentiu a respiração dele batendo contra o seu cabelo. Ele estava atualizando ela sobre o drone, e ela estava muito grata por isso. Estava tudo tenso, até que, de repente, ela sentiu o corpo dele se mexer.

─── É o Cheongsan! ─── Onjo exclamou, e Hana finalmente levantou a cabeça do ombro de Suhyeok. Eles estavam certos, era claramente a figura de Cheongsan dentro de uma sala. Estava fechada, e Hana suspirou de alívio, automaticamente olhando para Gyeongsu. ─── Que sala é essa?

─── Cheongsan! ─── Gyeongsu grita, se levantando abruptamente do chão e aproximando o rosto da tela.

─── Ele não pode ouvir. ─── Joonyoung explicou ainda controlando o drone, tentando chegar mais perto. Onjo gritou o nome de Cheongsan, ignorando totalmente o que o colega disse, provavelmente sequer tinha ouvido por causa do alívio de saber que Cheongsan estava vivo.

─── Onde ele tá? ─── Cheongsan exclamou mais uma vez. Os ombros de seu amigo estavam tensos, e ele se curvava para manter o rosto perto da tela. Hana sequer conseguia enxergar Cheongsan mais, mas tinha certeza de que Gyeongsu, Onjo e Suhyeok precisavam disso mais do que ela.

Ao seu lado, o corpo de Suhyeok pareceu relaxar totalmente, e ela sentiu a mão dele deslizando dos seus ombros até o meio de seu braço. ─── Ele tá vivo! Cheongsan tá vivo! ─── Suhyeok repetiu, quase como se falasse com ele mesmo, e Hana apertou a mão dele que agora descansava em seu braço.

As imagens que tinha visto ainda estavam assombrando o fundo da sua mente, mas agora o alívio por terem encontrado Cheongsan estava sendo maior. Hana não queria pensar no que aconteceria se não o encontrassem, e estava tão aliviada de não precisar descobrir. Durante aquilo tudo, eles só tinham uns aos outros.

Gyeongsu estava tão aliviado que caiu no chão na frente de Hana. As mãos dele estavam em seu cabelo, como se ainda estivesse desacreditado ── do melhor jeito possível, pelo sorriso dele.

─── O que ele tá fazendo? Aonde ele vai? ─── Daesu gritou, sua voz mais alta que as dos outros. Hana estremeceu e quase tampou os ouvidos pelo leve tom estridente na voz dele. ─── Olha pra cá, idiota!

Hana estava com o olhar na tela, onde viam Cheongsan segurando alguma coisa e andando devagar até o outro lado da sala. Ela não conseguia ver o que estava acontecendo, mas não por estarem bloqueando a tela, e sim porque a outra janela parecia estar tampada.

─── Para de gritar! ─── Yihan repreendeu em um tom mais baixo, se debruçando sobre a mesa para dar um tapa na cabeça de Daesu. “Você faz muito barulho! Já disse que ele não pode ouvir”, Joonyoung reclamou de Daesu ao mesmo tempo. ─── Vai chamar atenção dos zumbis no corredor. ─── Ela resmungou, voltando ao seu lugar original.

O olhar de Hana automaticamente vai até a porta, lembrando da visão que o drone trouxe dos outros corredores. Ela sentiu seu sangue gelar com a ideia de transformados se aglomerando na porta, mas relaxou ao ver Namra indo checar a porta.

─── Não disse que tinha pouca bateria? Já vimos onde ele está. Vamos olhar outro lugar. ─── Jimin sugeriu, e era perceptível o tom ansioso em sua voz. Sua colega também estava mordendo as unhas quando começou a falar, então não foi difícil deduzir. Hana se lembrava de fazer a mesma coisa quando era mais nova até sua mãe convencê-la a colocar pimenta para nunca mais fazer isso.

Não deu certo de cara, óbvio. Hana adorava comidas apimentadas, o que era uma surpresa para muitos, e por isso seu pai sugeriu que ela começasse a fazer as unhas em salão. Aos seus doze anos, Hana vivia com figuras de Hello Kitty e Pucca pintadas em suas unhas, e nunca mais teve coragem de roer.

Foi na mesma época que começou a se tornar mais vaidosa, então logo ela começou a ter um carinho por ter as unhas feitas. Hoje em dia não andava mais com desenhos pintados, mas gostaria. Quando isso tudo acabasse, talvez ela marcasse. Sim, isso parece uma boa ideia, Hana pensou com um pequeno sorriso antes de ser interrompida pela voz de Jimin mais uma vez. ─── Onjo, Gyeongsu, tudo bem?

─── Sim, já que ele tá vivo. ─── Onjo concordou, enquanto Gyeongsu apenas balançou a cabeça. Seu amigo parecia estar congelado desde que viu Cheongsan, mas Hana conseguia ver o olhar focado de Gyeongsu. Ele provavelmente estava pensando em como salvar seu melhor amigo, e Hana já estava tentando fazer o mesmo.

Enquanto o drone saía do prédio e mostrava os transformados e a destruição na área externa dos prédios da escola, outra parte da mente de Hana traçava um mapa da escola. Ela tentou misturar os caminhos com as imagens que o drone mostrou mais cedo, para saber qual caminho estava mais limpo. É claro que era difícil, com as voltas que o drone deu, mas não era impossível.

─── Acho que devemos procurar fora da escola. ─── Namra sugeriu, e Hana viu sua melhor amiga se inclinando ao lado de Namra para conseguir visualizar a tela melhor.

Hana também não sabia se estava pronta para ver a destruição além da escola. Quando estavam olhando pela janela antes, conseguiram ver fumaças em alguns lugares. Isso nunca era um bom sinal.

A respiração de Hana passou a ficar mais curta conforme o drone seguia o caminho guiado por Joonyoung. Não havia uma pessoa viva nas ruas, os carros estavam abandonados, e havia sangue para todo o lado. Era exatamente como a cidade em Invasão Zumbi, exceto pelo menor número de transformados.

─── Espera! E-Espera... Não posso... Esse... é o carro do meu pai. ─── Jimin chamou a atenção deles, e sua voz estava mais silenciosa. Hana sentiu um sentimento horrível começando a surgir apenas por esse tom de voz, e começou a torcer muito para que Jimin estivesse se confundindo, mas Hana sabia que era impossível. Também reconheceria os carros de seus pais em qualquer lugar. ─── A caminhonete. É do meu pai.

─── Com certeza há muitos carros iguais. ─── Onjo tentou confortar Jimin, colocando uma mão no ombro da amiga.

─── Talvez eles tenham emprestado para alguém, Jimin. ─── Hana tentou ajudar, felizmente conseguindo controlar sua voz para não falhar.

Joonyoung havia decidido se aproximar o drone, e a cada vez que ele ficava mais perto era como se o coração de Hana saísse de seu peito. Sua mão ainda segurava a de Suhyeok que ainda estava no seu braço, e ela sentiu os dedos dele apertarem de volta. Por favor, faça com que ela esteja errada, Hana começou a repetir em sua mente várias e várias vezes.

Logo em seguida, o grito de Jimin contou tudo que precisavam.

Os pais de Jimin estavam mortos, e talvez os pais de todos eles também estivessem.

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╰ ⴰ♡̸㇀ ── senti que esse teve menos fala que o normal, mas juro que vai ter mais diálogos!!

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