ㅤㅤㅤ ꖛ ⩄ ՚ 𝖢𝖠𝖯𝖨𝖳𝖴𝖫𝖮 𝖭𝖮𝖵𝖤

A MORTE É ROSA · primeira temporada
capítulo nove : a confiança é rosa

CHOI HANA ESTAVA DE FRENTE PARA a janela do estúdio, enxugando o suor com um pedaço de pano que Joonyoung tinha sido gentil o suficiente para dar a ela. Era difícil sentir que estava realmente limpando seu rosto quando não estava usando água, mas aquilo daria para o gasto por enquanto.

Focando seus olhos para dentro do estúdio, Hana sentiu uma onda de tristeza passar pelo seu corpo. Realmente não dava pra ouvir nada dentro do estúdio, porque enquanto ela e Yihan estavam tendo seu momento, tinha rolado uma discussão na outra sala. Aparentemente, Nayeon surtou quando viu um arranhão na mão de Gyeongsu quando, de acordo com Jimin, ele foi abrir a porta para ver se ela e Yihan estavam bem. Uma coisa levou à outra, e agora Gyeongsu estava dentro do estúdio, sozinho, esperando para ver se seria transformado.

Também, Namra contou para Hana que Onjo tinha dito que tinha sido arranhada por Hyeonju logo antes dela ser levada, e não tinha sido transformada. Mesmo assim, sua amiga disse que ninguém prestou muita atenção no que ela disse. Então, para tentar agradar todos os lados, Gyeongsu ficaria no estúdio por alguns minutos até provar que ele não seria afetado pelo que quer que tivesse correndo pelo sangue de Hyeonju e dos alunos, e funcionários, que estavam no corredor.

Hana percebeu que estava presa nos pensamentos, porque piscou os olhos e viu Gyeongsu, ainda sentado na cadeira dentro do estúdio, fazendo gracinhas para ela ─ da mesma maneira que adultos costumam fazer com bebês. Ela revirou os olhos para o amigo, vendo ele sorrir antes de voltar a mexer nas próprias mãos.

─── Nayeon tá estranha. ─── Hana se assustou ao ouvir uma voz ao seu lado.

Quando ela se virou, viu que era Yihan. Sua amiga ainda estava com o rosto inchado e os olhos um pouco vermelhos, já que fazia apenas quase vinte minutos desde que saíram do estúdio para deixarem Gyeongsu entrar, mas seu olhar estava focado no outro lado da sala. Não foi uma surpresa encontrar Nayeon ao olhar naquele direção, já que sua melhor amiga falava dela.

Sua colega estava séria, sentada em uma cadeira ao lado do armário alguns passos distantes da porta da sala, mas Hana não conseguia imaginar que ela estava assim por algo além de estarem presos em uma sala com a possibilidade de morrerem se saírem dali. Nayeon podia ter seus momentos, mas em uma situação assim até ela merecia uma pausa. Mesmo assim, Hana confiava em Yihan mais do que tudo, então daria a chance da dúvida. ─── Ela não parece muito estranha pra mim. O que foi? ─── Ela perguntou, olhando o rosto de Yihan.

─── Não sei.. ─── Sua melhor amiga começou a falar, suas narinas ficando maiores quando ela expirou o ar muito forte pelo nariz. Isso e a maneira como os olhos de Yihan estavam quase cerrados enquanto ela olhava para Nayeon mostravam que alguma coisa na colega estava realmente incomodando Yihan. ─── É só que ela tá esquisita desde que o Gyeongsu entrou naquele estúdio.

─── Pode ser culpa? ─── Hana sugeriu, em tom de pergunta. Gyeongsu claramente estava bem, então Nayeon tinha errado na sua acusação. Às vezes aquilo foi o que precisava para fazer Nayeon perceber como ela tratava Gyeongsu de uma maneira tão injusta, e por um preconceito tão idiota que ela tinha.

─── Sei lá, Han. Ela tinha ido limpar uma das janelas que o pessoal usou antes da gente se separar lá em cima, guardou o pano que ela usou, e ainda ficou toda irritada quando viu que eu tava olhando. Pelo menos ela foi esperta de não puxar briga, porque eu tô doida pra socar a cara dela. Você tem que admitir que isso é estranho. E, sinceramente, eu duvido que ela sinta qualquer coisa. Essa garota é uma psicopata. ─── Yihan murmurou, a raiva clara em sua voz.

Hana fez uma careta, desconfortável com o que ela disse. ─── Tá, é um pouco estranho, mas sinceramente não sei se teve alguma coisa realmente normal no dia de hoje. Você sabe que eu gosto de limpar as coisas quando tô estressada, às vezes era isso que ela tava fazendo. ─── Foi a vez de Yihan fazer uma careta, como se a ideia de Hana fizesse sentido, mas ela ainda não quisesse acreditar. ─── Mas se sua intuição tá te falando que tem alguma coisa errada, é melhor ouvir. Fica de olho nela, e assim que eu terminar aqui eu vou ficar também, pode ser? ─── E ela realmente faria isso se fosse fazer com que Yihan se sentisse melhor.

Sua melhor amiga não pareceu prestar muita atenção no que Hana disse, mas ela não levou pro lado pessoal. Quando Yihan cismava com alguma coisa, era difícil tirar da sua cabeça. ─── Aham. ─── A chinesa murmurou, andando até a mesa no centro da sala, onde a maioria dos alunos estavam sentados ou encostados. Hana olhou até sua melhor amiga parar ao lado de Namra, que pareceu notar que algo estava errado e olhou Yihan de cima a baixo antes de se mexer e deixar que a garota também sentasse na mesa.

Um suspiro deixou os lábios de Hana enquanto ela se virava para o próprio reflexo de novo. Era difícil enxergar alguma coisa com toda a luz, mas Hana estava se virando bem, e conseguiu ver até mesmo uma sombra quando Suhyeok andou até aparecer do seu lado. ─── Você pode fazer isso comigo?

─── Hã? ─── Ela ficou confusa por um segundo, ainda pensando na situação Yihan-Nayeon. Hana viu ele apontando para um dos outros panos que estavam separados na mesa ao lado dela.

─── Eu não sou bom com essas coisas. ─── O garoto levou a mão até a própria nuca, dando um sorriso sem graça. Só porque ele parecia estar envergonhado Hana decidiu não comentar que não fazia muito sentido. Claro que Hana tomava cuidado em como passava o pano no rosto, para não arranhar sua pele, mas ela não entendia por que ele precisaria da sua ajuda.

Naquele momento, Hana decidiu que a resposta não importava. Naquela época ela ainda não sabia que Suhyeok tinha observado ela com cuidado desde que reparou nela de verdade durante o estudo no laboratório. E não sabia que uma das observações que ele fez foi sobre a maneira como Hana se apressava em arrumar seus próprios cabelos, ajeitar sua aparência no primeiro reflexo que conseguia obter de si mesma ou endireitar qualquer coisa que podia quando as coisas se tornavam mais estressantes.

Mais tarde ela descobriria que Suhyeok percebeu que aquela era sua maneira de se acalmar durante aquele caos, e ele não queria que ela fizesse aquilo sozinha todas as vezes.

─── Sorte a sua que eu sou boa. ─── Hana deu um sorriso orgulhoso, levantando o queixo. Ela andou para o lado e colocou uma mão em cada braço de Suhyeok, guiando o garoto até ele encostar na mesa de som. ─── Eu espero que sangue seja bom pra pele, ou você tá lascado. ─── Isso fez Suhyeok rir, e Hana deu um pequeno sorriso enquanto pegava um novo pano. Hana levantou o tecido e começou a passar no rosto do garoto o mais gentilmente que conseguia, não querendo machucar já que o tecido estava seco.

Era a primeira vez que eles ficavam tão próximos assim. Eles estavam perto durante a pequena sessão de estudos mais cedo, óbvio, mas nada parecido com agora. A diferença é que a maneira como ela estava posicionada entre as pernas de Suhyeok, com seus corpos tão próximos, e limpando o rosto dele fazia aquilo parecer um momento muito íntimo. Algo que Hana imaginaria fazer parte de um roteiro de um romance que ela escolhesse ver na televisão, ou ler em um livro.

E, claro, a maneira como ele a encarava não ajudava. Era parecido com como ele tinha feito mais cedo, como se estivesse vendo ela pela primeira vez. Talvez fosse isso e ela só estivesse pensando muito, já que os dois nunca foram próximos e quase nem conversavam, mas ainda era diferente para ela.

─── Como você tá se sentindo? ─── Suhyeok perguntou de repente, em um tom baixo que fez o interior de Hana tremer porque só serviu para lembrá-la da proximidade.

─── Bom, meu delineado tá intacto. ─── Hana respondeu sem pensar direito, focando em começar a limpar o lado esquerdo do rosto de Suhyeok. Ela estava feliz por ele ter pedido que ela fizesse isso, porque com toda aquela atitude de ir na frente, ele era o que mais tinha se sujado na bagunça.

A bochecha que Hana limpava se ergueu quando o garoto deu um sorriso de lado. ─── Que bom, Hana. ─── Ele disse no mesmo tom que Yihan costumava usar, então Hana suspeitou que aquilo talvez fosse sarcasmo. Suhyeok esperou um pouco, seu rosto sério novamente, antes de voltar a falar. ─── Eu quis dizer sobre todo o resto.

Por um milésimo de segundo, ela parou os movimentos, e esperou que ele não tivesse percebido. ─── Não tem ninguém tentando me morder aqui dentro. ─── A garota deu de ombros, parando de vez. Hana segurou o queixo de Suhyeok com uma de suas mãos para verificar se tudo estava limpo. Limpo era muito forte, na verdade, mas dava pro gasto.

─── A gente vai sair daqui. Alguém vai chegar. ─── Aquilo parecia uma tentativa de conforto, e Hana não tinha certeza se era para ela, ou para ele. De qualquer jeito, funcionou quando olhou para cima e encontrou os olhos de Suhyeok, fixados nos seus e trazendo uma segurança que ela não conseguia evitar aceitar.

─── Mas e você? ─── Hana perguntou, dando um passo para se afastar. Geralmente ela não se incomodava com proximidades, e era uma pessoa muito aberta em relação a isso, mas a proximidade de Suhyeok, em específico, estava deixando-a tonta. ─── Você ficou na frente de todo mundo, chutando tudo e tomando cuidado pra ninguém ficar pra trás. Você podia ter se machucado.

Dessa vez foi Suhyeok quem evitou os olhos de Hana, parecendo um pouco culpado. ─── Eu só quero que ninguém se machuque.

Não precisava ser um gênio pra perceber que ele não queria tocar no assunto, e Hana ficou surpresa porque nunca viu algo deixar Suhyeok desconfortável assim. Então, como ela esperava que qualquer pessoa fizesse se estivesse no lugar dela, ela trocou de assunto. ─── Se a gente encontrar cientistas e contar que foi o professor de ciências que começou isso tudo, eles podem descobrir a cura por nossa causa e a gente vai ser herói. Tipo em Guerra Mundial Z, quando eles descobriram uma forma de camuflagem, sabe?

─── Eu não imaginaria que você gostava desse tipo de filme. ─── Suhyeok falou, e a maneira como ele voltou a relaxar contra a mesa mostrou que Hana fez a escolha certa ao mudar de assunto. Agora, em vez da postura tensa, ele estava encarando Hana com as sobrancelhas erguidas, em uma expressão surpresa e divertida.

─── Eu gosto de praticar meu inglês. ─── Hana piscou para ele, ficando de costas para alcançar a lixeira no canto da sala, e ouviu a risada de Suhyeok. ─── E a Yihan gosta muito de filmes de zumbi, o que é um pouco irônico agora. Eu vi Invasão Zumbi assim que saiu. O lado bom é que foi incrível, e que o Gong Yoo é lindo. ─── Hana disse com um sorriso brincalhão ao se aproximar de novo.

─── Ele usou revistas pra não ser mordido. A gente devia fazer isso. ─── Suhyeok falou, mas dessa vez ele estava pensativo. Era uma boa ideia, realmente, mas não tinha nenhuma revista ─ Hana já tinha checado isso, mas por motivos diferentes, óbvio. A única coisa próxima disso na sala era o livro que Joonyoung usou para escrever a mensagem pra Hana.

─── Não tem muita coisa que dá pra usar, nem fita. ─── Hana encostou seu ombro na parede e mordeu seu lábio inferior. Ela passou os olhos pela sala, tentando encontrar qualquer coisa. ─── Se a gente achar alguma coisa pra proteger, dá pra usar um pano pra amarrar.

─── Tem que ser uma fita, ou eu não vou ficar tão bonito quanto o Gong Yoo.

Hana encarou Suhyeok por alguns segundos, porque ele tinha dito isso muito sério, até que ele começou a rir. A garota balançou a cabeça, mas se ele estava fazendo piadas é porque ele provavelmente estava bem, e quase falou que ele não precisava disso pra ser bonito, mas só quase. Ela podia não conversar muito com Suhyeok, mas não significa que ela não prestava atenção ─ Hana achava Suhyeok um dos garotos mais bonitos do seu ano, e de toda a escola também, se for pra falar sério mesmo.

Mas, ela não falaria isso pra ele.

─── Professora Park, ─── A voz de Cheongsan, vinda de trás de Suhyeok, fez com que os dois se mexessem para olhar. ─── faz mais de 30 minutos, mas o Gyeongsu não quer sair.

A professora, que estava encostada na frente da mesa de som ─ na parte oposta, quase um metro de distância da parte onde Suhyeok estava encostado ─, mexeu a cabeça antes de ir até Cheongsan. ─── Certo, vou tirá-lo de lá.

Suhyeok virou a cabeça para o lado esquerdo, olhando para dentro da sala, e Hana se aproximou um pouco para ver também. ─── Qual é o problema dele? ─── O garoto perguntou, e Hana olhou sua professora andar até Gyeongsu e encostar uma mão em seu ombro.

─── Muita coisa aconteceu hoje. Tudo pode ter batido de uma vez nesse tempo que ele ficou sozinho. ─── Hana falou, ficando preocupada mais uma vez. Quando tinham se passado os dez minutos de segurança, ela quis entrar para fazer companhia ao amigo que estava claramente bem, mas ele não quis deixar ela entrar. Nem ela, nem Cheongsan ─ e até Daesu tinha tentado uma vez.

─── Ele é tão teimoso! ─── Cheongsan resmungou ao mesmo tempo que Hana viu Gyeongsu olhando para eles e negando o que quer que a professora tinha perguntado ─ e obviamente era para ele sair da sala. Hana se afastou para olhar para a porta quando viu sua professora se afastando de Gyeongsu para sair do estúdio. Ele era teimoso mesmo! ─── O que foi?

─── Ele disse que vai ficar uma hora. ─── A professora disse assim que chegou ao lado dos alunos, que estavam encarando ela esperando por uma resposta.

Hana resmungou, sem acreditar. Ela sabia que ele queria provar que realmente estava bem, mas tanto tempo sozinho não ia fazer bem. Não quando ele tinha sido obrigado a ficar sozinho, em primeiro lugar. ─── Ele tá fazendo drama. ─── Daesu resmungou.

─── Olha, a gente não pode deixar ele sozinho. O Gyeongsu passou por muita coisa hoje, igual o resto de nós, e isso não vai fazer bem pra ele. Já foi tempo o suficiente. ─── Hana trocou um olhar com Cheongsan, antes de começar a se mover.

Seu amigo concordou com um gesto de cabeça, e virou para olhar a professora. ─── Eu vou entrar. ─── Cheongsan se mexeu, e nessa hora Hana já estava passando por Daesu. Ela estava dando passos longos, e estava determinada.

─── Hana. ─── Yihan segurou seu braço, e tudo que Hana fez foi olhar bem nos fundos dos olhos de Yihan. Era óbvio que ela estava preocupada, principalmente porque Hana sabia que era a única família de verdade que Yihan tinha, mas ela não mudaria de ideia porque Gyeongsu estava claramente bem. Sua melhor amiga suspirou, e, se não estivesse tão focada, Hana teria dado um sorriso para saborear a vitória.

─── Por quê? ─── A voz de Jimin soou pelas costas de Hana, que passou pela professora na mesma hora. ─── Se alguém vai entrar, é a Nayeon. ─── Tarde demais, ela já tinha entrado. E Yihan também.

─── Por que eu? ─── Ela ouviu a voz de Nayeon, que sumiu assim que Yihan fechou a porta. O barulho fez com que Gyeongsu virasse para olhar na direção, já abrindo a boca para possivelmente reclamar.

─── Nananinanão. ─── Hana disse antes que ele tivesse a chance. ─── Você não vai ficar aqui por uma hora, Gyeongsu.

Hana parou na frente do amigo, com uma expressão totalmente séria no rosto e com os braços cruzados. ─── Sinto muito te avisar, mas quando ela faz essa cara aí é porque a merda tá séria. ─── Yihan parou na parede mais próxima da cadeira de Gyeongsu.

O garoto desviou o olhar de Hana, e negou com a cabeça igual fez com a professora. ─── Eu não vou sair até mostrar que eu não vou virar um zumbi.

─── Você já provou! Eu vi um menino na enfermaria virar em, tipo, menos de um minuto. Você tá aqui faz meia hora.

─── Olha, se for pela Nayeon ter enchido o saco, é só mandar ela pro inferno. Eu tenho certeza que ela vai pra lá mesmo. ─── Yihan terminou de falar na mesma hora que a porta do estúdio se abriu, e os três viraram para olhar. ─── É só falar do diabo que ele aparece. ─── Ela murmurou, mas parecia ser mais para si mesma.

Nayeon deu um sorriso sarcástico, claramente tendo ouvido a fala de Yihan. ─── Eu quero falar com o Gyeongsu. ─── Sua colega olhou para Hana, provavelmente era um pedido silencioso para que ela saísse, se Hana não tinha entendido errado. O curioso era que ela não olhou para Yihan, e, na verdade, parecia evitar o olhar da melhor amiga de Hana.

─── Então fala. Não tem ninguém tampando sua boca. ─── Mais uma vez, Nayeon ignorou Yihan e se recusou a olhar para a chinesa.

Hana resmungou pela falta de educação de Yihan, e segurou o braço da amiga para puxá-la para mais longe de Gyeongsu. O mínimo que ele merecia era um pedido de desculpas de Nayeon, e talvez fosse por isso que ela estava ali, então ela não iria atrapalhar. Mesmo assim ela não sairia da sala, porque ainda não queria deixar Gyeongsu sozinho de novo ─ e Nayeon, mesmo que fosse pedir desculpas, não era exatamente afetuosa e não mudaria do dia pra noite.

Nayeon continuou tensa olhando as duas se afastarem apenas um pouco, provavelmente achava que Hana tiraria as duas da sala. Quando percebeu que as duas iriam continuar bem ali, Nayeon coçou a garganta e se aproximou mais de Gyeongsu ─── Ei. Estou falando com você. Está me ignorando?

─── Se não veio pedir desculpa, saia.

Era desconfortável ouvir a conversa, e Hana desviou o olhar para respeitar seu amigo, mas Yihan continuou observando a cena como um falcão. ─── E o seu corte? ─── Nayeon perguntou.

─── O que te importa?

─── Eu quero ver. ─── Hana ouviu dois passos altos e olhou para a janela, vendo Daesu e Suhyeok rindo de alguma coisa. Curiosidade não matava, e Hana não resistiu a buscar o que estava fazendo os dois rirem. Não demorou, estava óbvio principalmente para ela que estava bem do lado: eles estavam rindo porque Nayeon estava segurando a mão de Gyeongsu.

Ela estava na quinta série e não sabia?

Hana viu Nayeon mexer a cabeça um pouco para o lado onde ela e Yihan estavam. Pareceu tão pequeno que Hana teve certeza que tinha sido uma ilusão sua, e depois do que pareceu um segundo, a confusão de verdade começou. Ela viu Nayeon mexer o corpo para mais longe das duas, e ela quase não entendeu o que aconteceu porque não conseguia ver.

─── Você tá louca? ─── Yihan praticamente correu até os dois, agarrando o braço de Nayeon com tanta força que a colega gemeu de dor.

Os olhos de Hana se arregalaram quando ela viu Nayeon caindo para trás com a violência de sua melhor amiga, indo até a chinesa para tentar acalmar sua amiga. ─── Yihan, para! ─── Hana falou, ouvindo a porta do estúdio se abrindo e mais vozes se juntando à confusão.

─── Para com isso! ─── Ela ouviu a voz de sua professora soar mais alta que as outras, mas Hana estava focada em segurar Yihan.

─── Não fica perto dela! ─── Yihan empurrou Hana até que Hana só conseguia ver as costas de sua melhor amiga. Seus olhos estavam arregalados, e ela trocou um olhar com Gyeongsu ─ que tinha levantado pela confusão e estava parado ao seu lado ─, mas ele também não parecia entender. A mão de sua melhor amiga ainda estava na sua frente, tentando manter Hana para trás, e ela percebeu que Yihan estava tremendo.

─── Yihan, o que que foi? ─── Hana perguntou assustada ao ver sua melhor amiga tão agitada, sua própria voz tremendo. Ela tentou ignorar os outros parados perto de Nayeon, parecendo tão surpresos quanto ela mesma, e se assustando quando Namra apareceu ao seu lado e segurou sua mão.

Pareceu uma eternidade o tempo em que todos eles ficaram em silêncio, ouvindo as respirações rápidas e nervosas. Ninguém sabia o que falar, ou fazer, e até a professora Park tinha ficado em silêncio. Quando Yihan finalmente respondeu, Hana percebeu que sua amiga estava realmente assustada.

─── A Nayeon tentou matar ele.

╰ ⴰ♡̸㇀ ── sim, eu sei que a nayeon sujou o lenço na hora que a professora foi falar com o gyeongsu mas eu TIVE que mudar a ordem porque eu não ia deixar ele morrer!!!!! gyeongsu é o meu maior protegido dessa série, um príncipe injustiçado que merecia muito mais.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top