⚞𝐶𝑎𝑝𝑖́𝑡𝑢𝑙𝑜 15 - 𝑉𝑜𝑐𝑒̂ 𝑠𝑒 𝑖𝑚𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎?⚟

Alerta gatilho: capítulo apresenta violência física. Não recomendo para pessoas sensíveis.

Engoli em seco no momento que vi Korn vindo em minha direção com o rosto que transparecia preocupação.

Parei no meio do pátio da universidade, pensando nas possibilidades que poderia ter acontecido com ele. Aquele sentimento estranho e agoniante que sentia, preencheu meu coração novamente no momento que Korn parou em minha frente com seus olhos negros demostrando frustração.

- In, sinto muito. - disse, com um timbre rouco e intenso. Limpei a garganta e disse:

- Está se desculpando pelo quê? - perguntei, P'Korn pigarreou desviando o olhar.

- Meu pai... Ele descobriu sobre nós. - apertei os lábios imaginando o quanto Korn estaria mal, porque seu pai, certamente, não foi legal com ele ao descobrir sobre nós.

- Você está bem? - perguntei, Korn balançou a cabeça olhando as pessoas passando de um lado para outro no pátio da universidade.

- Não se preocupe comigo. Eu só... Eu tenho medo de você ficar sozinho. Estou sentindo a urgência de te proteger, porque não sei o que se passa na cabeça do meu pai, não suportaria caso ele resolva mexer com você. - segurei o tecido da sua camisa social branca, sem me importar se alguém visse e pensasse coisas.

- Não pense nisso, não vai acontecer nada. - sorri para ele, tentando dar um pouco de tranquilidade para ele. Korn respirou fundo.

Seus olhos negros como a noite pesaram em minhas feições, pude deslumbrar ele sorrir pequeno, com admiração em seu rosto.

- Eu queria acariciar seu rosto. - sussurrou, engolindo em seco olhando para seus sapatos, sorri para mim mesmo ao ouvir aquilo, tinha muita gente ao nosso redor, não seria possível fazer tal carinho.

Ele levantou o olhar para o teto da universidade e soltou o ar.

- Com certeza, meu pai deu um jeito de seu pai saber que estamos juntos. Nesse momento, seu pai pode estar sabendo sobre nós. Meu pai pode não te afetar diretamente, mas ele vai fazer isso para te causar problemas. - ele coçou a nuca - Olha, eu não sei o que fazer, sou... Perigoso, meu pai é. Não quero te causar problemas, quero preservar você e sua família.

Suas palavras fizeram meu coração ficar apertado, podia sentir cada átomo do meu ser se agitar, porque sua fala me deixava apreensivo e encurralado.

Respirei fundo e tratei de sorrir para ele, Korn precisava disso, algo singelo e sincero que o deixasse com a alma mais tranquila, pelo menos, eu tentava fazer isso.

- Vamos, não dá pra conversar aqui. - falei, passando por ele. Korn me olhou com a testa franzida.

- Para onde quer ir? - perguntou, com as mãos nos bolsos da calça.

- Para onde sei que se sentiu feliz e livre ao mesmo tempo pela primeira vez.

Quando saímos do ônibus que nos trouxera, senti logo aquele cheiro a maresia que até parecia como uma rosa perfumada, vi o mar sereno e magnífico, a cor azul no mar e no céu trazia um leve vislumbre de harmonia.

A areia estava tão amarela, tão macia e tão molhada que lembrava uma nuvem a flutuar no céu.

A brisa do mar passava por nós, nossas camisas brancas dançavam em um ritmo aleatório, nossos cabelos pairavam no ar, sorri para Korn ao ver seus olhos brilharem quando seus pés descalços tocavam na água fria do mar.

Respirei fundo, sentindo o cheiro salgado do mar. Afastei uma mecha do meu cabelo que insistia em cair em meus olhos e falei:

- Eu sei o que me espera em casa, e não vou prometer que vou ficar bem. Provavelmente, meu pai está agora doido querendo saber onde estou pra me dar uma bela de uma bronca, - apertei os olhos tentando pensar nas possíveis falas do meu pai - mas tenho esperança, posso está me iludindo, mas tenho fé que ele pode me compreender, que pode me aceitar como sou.

Korn entrelaçou seus dedos nos meus, ali senti companheirismo nesse gesto simples.

- Eu realmente espero que isso aconteça. - ele abaixou o olhar observando a pequena onda dropar em seus pés.

Apertei os lábios olhando, tentando deduzir o que se passava em sua mente, que tanto guarda um universo só dele, onde ele pode mergulhar no meu imaginário e viver ali, em paz.

Senti o impulso dele se aproximando, seus braços envolveram meu corpo, deitei minha cabeça em seu ombro, suspirei vivenciando Korn acariciar vagarosamente minhas costas. O vento da praia e a quentura de P'Korn me deixou acolhido, como se naquele momento eu estivesse indestrutível.

- In... - ele me chamou, me afastei um pouco para ver seu rosto. P'Korn engoliu em seco, mas vi um esboço de sorriso. Ele afastou uma mecha do meu cabelo e disse: - Eu te amo. - seus olhos transmitiam um brilho perfeito que meu coração se encheu de algo inexplicável quando falou que me amava, pela primeira vez - Obrigado. Obrigado por me fazer sentir coisas que não imaginava que existiam. Acredite, você é meu escape que só em olhar seu rosto consigo sentir toda a escuridão do mundo sumir.

Imaginei que nesse momento, nada poderia ficar mais perfeito. Ele estava ali, falando o que sonhei muitas vezes. Meu coração estava acelerado que eu podia jurar que ele também estava sentindo cada batida.

Sorri para ele, apertando seus ombros estruturando o que dizer. Encarei suas orbes e disse:

- P'Korn... Eu fico muito feliz em saber que sou importante pra você, que sou seu porto seguro, era o que mais queria, que se apoiasse em mim. Te amei desde que te vi sentado lendo um dos seus livros de romance. Sabia que aquele garoto misterioso era quem eu amaria para sempre. - P'Korn alargou os lábios em um sorriso.

Ele se aproximou e juntou sua testa na minha. Vivenciei sua respiração tranquila e singelo se misturar com a minha. Era confortável, aconchegante, harmônico.

- Sempre te agradecerei por falar que gostava de mim no primeiro dia que falou comigo. - uma gargalhada saiu da minha garganta, rimos pelo que disse. Às vezes minha ousadia e confiança me levam a fazer coisas extremas.

Naquela tarde, podemos sorrir, amar e sentir tranquilidade. Os sons das ondas se misturavam com nossos sentimentos que se manifestavam ao nosso redor como feixes de luzes coloridas.

A noite caira quando abri a porta de casa, estava silencioso, luzes apagadas onde a única fonte de luz era a cor prateada da lua que passava através do vidro das janelas.

Soltei o ar enquanto subia as escadas para ir ao meu quarto, pensando no dia que tive com P'Korn e com uma pontinha de preocupação por ele, queria ficar ao seu lado para nunca se sentir sozinho. Meu coração aperta quando imagino que em algum momento, Korn possa se sentir sem rumo e solitário.

No topo da escada, vi meu pai sair do seu quarto. O olhei e seu rosto não estava nada feliz e tranquilo. Havia raiva, frustração, decepção.

Vivenciei o momento em que seus olhos ficaram rígidos. Senti a ardência no lado direito do meu rosto quando sua mão com força acertou minha face.

- Seu imbecil! - foi o que meu pai disse depois de bater em meu rosto. Levei minha mão até a bochecha que ardia - Quantas vezes vou ter que te falar. Que não quero que você se encontre com aquele garoto!

- Por que não? - quis saber. Ele soltou o ar balançando a cabeça.

- Você sabe o que as pessoas estão dizendo pelas suas costas? - indagou, colocando as mãos na cintura e com seus olhos ainda rígidos.

- Quem se importa com o que dizem? Você se importa? - perguntei, ele ficou uns segundos em silêncio. Desviou o olhar e logo me encarou.

- As pessoas estão dizendo que você é um viadinho. Estão tirando uma com sua cara. - ele elevou a voz dizendo isso. Foi aí que entendi por completo.

Não é só por ele estar agora sabendo que Korn e eu temos algo, mas sim, porque não é de agora que as pessoas ao nosso redor falavam de mim com desdém e preconceito. Com certeza, falavam de mim para meu pai de um jeito ofensivo e desprezível. Para meu pai, as opiniões e achares alheios, importavam.

- Eu sou seu filho. Você se importa mais com eles do que comigo? - meu pai apertou os lábios. Apontou para mim com certa raiva e disse:

- Porque você é meu filho... Que não posso aceitar isso. Se lembre disso. Você nunca mais vai ver ele, se voltar a vê-lo, não me chame de pai. - senti sua mão bater em meu rosto de novo antes de sair.

Acariciei minha bochecha tentando amenizar a dor que estava sentindo. O que mais doía, eram as suas palavras que foram direto para meu coração causando um alvoroço.

Senti meu corpo fraquejar, me apoiei na parede sentindo tudo desmoronar dentro de mim, me sentia preso e triste.

Uma lágrima solitária deslizou pelo meu rosto, o sorriso que eu mantinha o máximo que podia, não estava mais em mim.

Minhas pernas ficaram fracas onde sentei no chão do corredor, passando minhas mãos pelos meus fios de cabelo tentando parar de pensar e lembrar das coisas que meu pai disse.

Por mais que, a angústia e tristeza se apoderou de mim naquele momento, ainda tinha esperança. Espero que algum dia, em qualquer circunstância, pode ser nessa vida ou em outra, P'Korn e eu ficaremos juntos, sem qualquer privação.

E aí, gente? Capítulo fofo no começo, mas o tombo veio no final, não é? Choremos.

Bom... Mudando de assunto, vim falar de uma nova fanfic nesse universo BL. Minha amiga maravilhosa Heylling_SW está fazendo uma fanfic do shipp KornWai, personagens de Bad Buddy. Quem tiver interessado e querendo mais conteúdos desses dois, vão ler essa fanfic, não vão se arrepender.

É isso! Não esqueçam de votar e até o próximo capítulo.❤️

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