⚞𝐶𝑎𝑝𝑖́𝑡𝑢𝑙𝑜 1 - 𝑀𝑒𝑢 𝑛𝑜𝑚𝑒 𝑒́ 𝐼𝑛!⚟

Prova de matemática... Uma matéria um pouco complicada que ao meu ver. Meus amigos e eu, saímos da nossa sala de aula com as provas nas mãos, eu era o único que ainda tinha um sorriso no rosto depois dessa prova complicada.

Estávamos no corredor do segundo andar da universidade, nós quatro lamentando essa fatídica prova.

- Krit, eu acho que vou falhar nessa prova com certeza. - falei, largando os braços em frustração. Krit, estava lendo sua prova como se quisesse que o exame mudasse as respostas só com seu olhar.

- Eu também. - admitiu, levantando o olhar para ver o exame de Tim.

- Eu nem entendo essa pergunta. - Tim disse, apontando para a questão. Krit riu.

- Que tipo de pergunta é essa? - foi o que ouvi do Krit quando vi o garoto misterioso.

Ele estava sentado em frente de uma sala - que deve ser a sua - segurando um livro grosso só com uma mão, sua perna direita estava cruzada em cima da sua outra perna, ele estava com o cenho franzido enquanto lia. Estava concentrado.

Desde muito tempo, venho o observando, ele é tão quieto e solitário, ainda não tinha visto um sorriso seu. Como seria? Lindo, imagino eu!

Seus cabelos negros estavam caídos sobre sua testa, imaginei se não estaria incomodado com meus cabelos enquanto lia.

Eu gosto dele... Ele nunca olhou para mim e nunca me dirigiu uma palavra, mas em meus pensamentos já aconteceu todas essas coisas.

Como seria ganhar toda a atenção dele? Só seus livros tinham esse poder. O garoto solitário... Ele deve ser legal, como imagino.

Passamos por ele, sorri ao visualizar de frente seu semblante sereno encarando o livro.

- Cara, é ele. O filho do mafioso que falei sobre. - ouvi Krit dizer para Tim.

Krit falou que ele era filho do mafioso que fazia de tudo para que as pessoas pagassem o que deviam. Mas seu filho não era assim, certo?

- Ele? Porque ele parece tão assustador? - Tim disse, enquanto o observamos de uma distância não tão longa.

- Filho de mafioso, você sabe. - disse Krit.

Para mim, ele não tinha nada de assustador. Ele era sereno, talvez um pouco impaciente caso alguém o atrapalhasse. Mas não era assustador.

Girei os calcanhares, certo de que iria falar com ele, nada aconteceria. Simplesmente senti Krit segurar meu pulso, virei para ele e logo se apressou de dizer:

- Sério? - questionou.

- Do que você está falando. Ele não é assustador. - falei, me soltando. Não demorou para ficar na frente do rapaz.

Ele não moveu um músculo com a minha presença em sua frente, ele só continuou lendo.

- Olá, qual é seu nome? - perguntei para ele, me abaixando um pouco para ficar meu rosto na altura do seu livro.

Como um deslumbre de algo inexplicável, seu olhar pesou em mim, seus olhos negros eram serenos e neutros ao mesmo tempo. Sorri para ele, acho que ele precisava de um sorriso.

- Meu nome é In. - me apresentei, apontando para mim mesmo. Ele continuava a me olhar sem qualquer reação.

- Korn. - disse, direto. E logo voltou a encarar seu livro. P'Korn, esse era o nome dele...

- O que você está lendo? - perguntei, tentando olhar o conteúdo do livro - parece complicado.

- Você pode parar de me incomodar? - disse, me olhando.

Sorri para ele e falei:

- Sim, senhor. Irei parar de te incomodar agora. - ele respirou fundo e voltou a ler seu livro.

Mas eu não queria deixar de falar, eu gosto dele, por mais inacreditável que seja. Eu sei que ele tem um coração bom, bom até demais. Eu sei, eu sinto.

- O que diabos ele está fazendo? - ouvi Tim dizer para o Krit.

- P'Korn... P'Korn... P'Korn... P' Korn... - com rapidez, ele fechou o livro que a brisa causada fez meus cabelos dançarem no ar por um segundo.

- Você disse que iria parar de me incomodar. - disse, com a voz firme. Sorri e falei:

- Só tenho uma última coisa para dizer.

- O quê? - disse, rápido. Respirei fundo e contei:

- Eu realmente gostei de você. - falei com um sorriso - Posso começar a dar em cima de você? - de imediato, o vi ficar boquiaberto.

Em seu olhar não havia raiva, ódio ou desdém pelo o que eu disse. Ele só estava me olhando e podia sentir seu cérebro processar essa informação.

- Absurdo! - disse, como se não fosse nada.

- Eu estou falando sério. - P'Korn balançou a cabeça olhando a capa do seu livro - Você não disse um não. Então, isso significa um sim? - perguntei, mas logo senti o Tim segurar meu pulso, me puxando.

Franzi o cenho vendo ele me levar para onde eles estavam vendo tudo.

- Eu disse para não mexer com ele. - Krit disse baixo - você não sabe quem é o pai dele?

- E daí? - perguntei.

- Ele é filho de um agiota da máfia. - afirmou.

- Mas, ele não fez nada de errado.

- Ele é tão assustador. Você não viu as notícias? Havia um esquema de agiotas acontecendo. Pessoas foram baleadas e mortas. - contou.

- Isso são rumores. Esses caras estão exagerando. - falei para Tim.

- Estou falando sério. Não mexa com ele. Vamos! - me virei para olhá-lo pela última vez, antes de Tim me puxar pelo braço, eu falei:

- Apenas espere e verá. Você vai gostar de mim um dia. - disse, em um tom alto o suficiente para que ele ouça.

- Você realmente gosta dele? - Krit me perguntou quando já estávamos no pátio.

Sentamos em uma das mesas, dei de ombros e disse:

- Claro. - ele franziu o cenho, balançando a cabeça.

- Você sabe quem é seu pai, não é? Ele nunca aceitaria isso. - respirei fundo, apertando minhas mãos.

- Eu sei disso, Krit. Mas o que eu posso fazer? Eu não gosto de mulheres. - krit coçou a nuca.

- Eu me preocupo com você, In. Somos amigos desde sempre. Caso queira ter algo com P'Korn, você tem que saber que não vai ser fácil.

- Eu tenho conhecimento disso. Fique tranquilo, vou ficar bem. - sorri para ele, Krit soltou o ar.

- Ei, quando vamos comer? Estou com fome. - perguntou Tim. Todos riram.

- Vamos comer, Tim. Você precisa se recarregar a cada cinco minutos. - falei, me levantando e ele fez o mesmo saltitando de alegria.

No caminho, fiquei com um sorriso de esperança. Eu sabia de todas as lutas que terei que passar mais cedo ou mais tarde por causa da minha sexualidade. Mas, vou apenas cuidar de amar alguém e viver um amor pleno e verdadeiro. E tenho certeza que vou achar isso no P'Korn.

O que acharam?
O In super direto, não é? Certo ele.

O Korn que lute agora pra conseguir não se encantar por In.

Próximo capítulo será narrado pelo Korn!

Não esqueçam de votar! Beijos

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