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Já havia algumas horas que Enid estava dentro do quarto com Carl. E foi depois de horas que ele começou a se movimentar até abrir  seu olho.

— Enid?

— Oi Carl! Como está se sentindo? - ela diz se aproximando dele.

— Estou bem. Só que - ele aponta para o curativo — isso incomoda.

— Você vai se acostumar. - ela diz dando um sorriso murcho.

— Ana morreu. - Carl fala sentido a dor tomar seu peito, assim como a vontade de chorar.  — Por culpa minha. 

— Ela não morreu Carl.

— Eu ouvi os gritos dela Enid, vi sangue na varanda da casa da Jessie, vi os zumbis comendo ela no chão.

— Não Carl. Ela não morreu, eu posso te mostrar. - Enid fala andando até ele e o ajudando a levantar. — Quer vestir sua blusa?

— Só me leva até ela. - ele diz ignorando a pergunta a garota.

Carl se levantou da cama e caminhou com Enid pra fora do quarto, indo para o outro lado da casa, em um quarto distante. A porta foi aberta e Carl entrou sentindo a felicidade correr em suas veias.

Ana estava deitada em uma cama, com um medidor cardíaco medindo seus batimentos. Ela estava com a expressão serena e calma.

— O que aconteceu com a perna dela? - ele fala observando a perna da garota enfaixada.

— Ela foi arranhada por um zumbi. Na verdade essa é  a minha opinião, porque ela não se transformou ainda. Só que pelo estado que ela foi encontrada e a sujeira que ela estava me levou a essa conclusão.

— Está dizendo que ela vai morrer?

— Eu não sei, Carl. Pode ter sido madeira ou qualquer outra coisa.

— Posso ficar sozinha com ela? - ele pergunta segurando a mão de Ana.

— Claro. Vou avisar ao seu pai que você acordou.

— Obrigado.

Enid saiu do quarto deixando Carl e Ana sozinhos. Ele beijou a mão da garota e sorriu. Era um alívio muito grande para ele ver que ela não havia morrido, mesmo com a possibilidade dela se transformar.

— Eu te amo. De uma forma descomunal. Me desculpa, eu não queria deixar você só lado de fora daquela casa. - ele deixa um beijo nos lábios da garota e sorri.  — Espero que você acorde logo, sabe para podermos conversar melhor e até nós conhecer melhor.

(...)

Carl estava andando pela comunidade quando um grupo de pessoas entrou pelo portão da frente, sendo acompanhados por Aaron e Daryl.

— Que bom que acordou garoto. - Daryl fala a Carl. — Poderia leva - los a enfermaria?

—  Claro.

Carl seguiu em frente, levando o grupo de 8 pessoas, quatro mulheres,  dois homens e dois adolescentes.

— Denise. Poderia examina - los? - ele pergunta chegando na porta do quarto de Ana.

— Sim, só tenho que terminar de cuidar dos ferimentos de Ana, ela deve ter tido muita dificuldade para subir naquele telhado no dia da invasão.

— Tudo por culpa minha. - Carl diz passando a mão no rosto da garota.

— Já falamos sobre isso Carl. Não foi sua culpa.

Carl deixou o olhar cair sobre o grupo de pessoas, principalmente para duas pessoas. Era um casal, pelo que parecia. Eles estavam assustados e encaravam Ana de uma forma estranha. Será que se conheciam?

— Pronto. Agora posso cuidar de vocês. Vai ficar com a Ana, Carl?

— Tenho que cuidar da Judith, mais tarde eu venho.

— Ok. Troque o curativo.

Carl saiu da enfermaria e seguiu até sua casa, onde encontrou se pai e Michonne conversando sobre procurar suprimentos.

— Tem creme dental? - Michonne pergunta.

— Acabou.

— Eu vou tentar arrumar ok? Talvez amanhã de manhã eu saia com Daryl.  - Rick diz vestindo sua camisa.

Oiiii
Mais um capítulo publicado. Espero que tenham gostado.
Não se esqueçam de votar e comentar, vamos fazer essa história crescer ainda mais.
Beijos  e fuiii

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