𝙏𝙪𝙧𝙗𝙪𝙡𝙚𝙣𝙩 𝙉𝙞𝙜𝙝𝙩𝙨

Noites turbulentas

A morte de Laenor Velaryon meu pai, foi algo que eu e meus irmãos não esperavamos.

E logo depois a noticia que nossa mãe se casaria com Deamon. Foi muito dificíl para todos nós, o sentimento de raiva misturado com ingratidão me fez ficar alguns dias sem falar com a loira mais velha, eu estava frustada com toda essa cama de gato que ela havia criado em volta da nossa família.

— Filha, vamos pare com isso, você tem que aceitar o meu casamento com o Daemon, além de mais ele adora você...

— Ele é seu tio mãe! E o papai acabou de ser assassinado! Como espera que eu reaja a isso? — A mais velha me olhou relutante me puxando para perto dela me envolvendo em um abraço.

— Eu sei que as coisas estão confusas meu amor, mas você precisa entender a situação, precisa ser forte por mim e por seus irmãos. Você consegue? — Senti meus olhos encherem de lágrimas e minha voz sair rouca.

— Eu não sei mãe, eu amava o meu pai... E ver você agindo como se nada tivesse acontecido está me destruindo...

— Meu bem, você é só uma criança, não tem que se afundar nessa tristeza, as coisas vão melhorar, o Daemon a levará até o fosso dos dragões amanhã e você pode tentar domar algum! — Ela falou tentando me animar, e após respirar fundo abri um sorriso falso fazendo a mais velha se levantar e ir até a saida do quarto.

Eu nunca a perdoaria.

Mais tarde naquela mesma noite eu ainda tentava distrair minha mente de tudo que estava acontecendo e acabei lembrando de quando minha mãe contava histórias para mim dormir, lembrei de uma especifíca que era a do dragão Canibal, que com suas escamas tão negras quanto a noite morava ne um ninho cheio de ossos humanos no topo mais alto de Pedra do Dragão, sendo ele quase tão grande quanto a Vhagar.

Me levantei em um pulo da cama onde eu estava me vestindo para ir atrás do tal monstro, mal me importava se eu não o encontrasse ou fosse realmente só uma estória para assustar crianças.

— O Canibal vai ser meu!.. Na pior das hipóteses minha família vai achar meus ossos no topo da montanha. Ah mais isso não importa! — Falei sorrindo para mim mesma enquanto me olhava no espelho.

Sai as escondidas do castelo indo em direção a parte mais alta da ilha, onde supostamente o grande dragão estaria, subi a parte mais ingrime da rocha até chegar ao topo onde eu nem conseguia mais sentir minhas pernas. Ao olhar ao redor pude ver que as histórias eram verdadeiras a respeito dos ossos e cadáveres, havia corpos humanos e animais para todos os lados e foi nesse momento em que eu pensei "Agora ferrou".

E da escuridão ele surgiu vindo em minha direção, uma criatura gigantesca, escura como a noite com sua boca aberta prestes a me engolir por inteiro, mas em um momento de instinto eu corri para o lado desviando do grande dragão.

Levantei minha mão em direção a aquele ser escuro tentando falar em Valíriano, ne uma tentativa falha de acalmar a criatura que não estava nem um pouco feliz com minha presença.

Mas antes que eu pudesse proferir qualquer palavra, vi sua boca se abrir e uma rajada de fogo ardente sair em minha direção, eu apenas fechei os olhos imaginando minha morte quando senti o calor em minha pele, mas então surpreendentemente a única coisa que realmente queimou fora minha capa e parte das minhas vestimentas.

— Eu sou um dragão... — Falei baixinho olhando para as minhas próprias mãos e desviando o olhar para o dragão que novamente estava vindo em minha direção tentando me morder.

Mas denovo após desviar de seus dentes afiados eu tentei me aproximar e tocá-lo, ato que deixou o ser escuro totalmente confuso e então pude falar as palavras Valírianas para acalma-lo e quando ele menos esperou eu agarrei suas escamas montando com difículdade o grande animal.

Voe Canibal! — Gritei alto fazendo o dragão levantar vôo, quase me fazendo cair dele.

[...]

— VOCÊ FEZ OQUE? Rhaenys você poderia ter morrido! Aquele dragão é um assassino que nem ao menos pode ficar junto dos outros dragões no fosso já que ele é um MALDITO CANIBAL!

— Agora ele não é mais um selvagem! Agora ele é o meu dragão. Eu o domei e agora ele é leal a mim mãe. — Falei tentando acalmar a verdadeira fera que era a minha mãe.

— Nós deveriamos estar a apláudindo Rhaenyra, Rhaenys conseguiu domar o dragão mais selvagem e carniceiro de Westeros, ela é corajosa. — Daemon falou interrompendo a loira.

— Ela se colocou em risco Deamon! Olha só as roupas dela! Estão todas queimas! Ela poderia ter morrido. — Eu não havia contado a ela sobre o fato de eu não queimar, mas eu acha que os dois já haviam percebido isso.

— Para com isso, a garota está bem, além do mais ela é uma Targaryen, o dom com os dragões corre em suas veias. — O mais velho falou me soltando uma piscadinha sútil que me fez sorrir.

Talvez não seja tão ruim assim ele ser meu padrasto.

[...]

6 anos.

Se passaram seis anos desde o dia que eu havia requerido o Canibal, seis anos desde a morte dos irmãos Velaryon e o casamento de minha mãe com seu tio.

Ao longo desses anos muitas coisas aconteceram, minha mãe teve mais dois filhos com Daemon, sendo eles Aegon III e Viserys II e agora estava com mais um em seu ventre. Minhas primas Baela e Rhaena foram morar com nossa avó em Driftmark e eu agora tinha a permissão do meu padrasto de treinar com um cavaleiro de verdade.

E agora eu junto de minha família estamos em um barco rumo a King's Landing onde por uma derrota do Serpente Marinha a Casa Velaryon queria questionar a sucessão de Luke ao trono.

— A quanto tempo não vejo esse lugar.— Falei observando o grande castelo ao longe.

— Pois é, soube que nosso avó está a beira da morte.

— Não seja tão cruel Jace!

— Não estou sendo cruel, estou sendo realista. — Antes que ele pudesse falar outra palavra sai de perto dele indo em direção a saida do barco, haviamos chegado.

[...]

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As palavras em negrito são a representação deles falando em Alto Valiriano.

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