CHAPTER ELEVEN ──── THE HUNTER
Capítulo Onze; O Caçador
Aos poucos, Matt foi retomando a consciência. Seus olhos foram se abrindo devagar, quando viu onde estava. Era um tipo de prisão antiga, feita de madeira. Ele estava em uma cela. Em outra cena, á sua frente, estava Gellert, e na do lado de Gellert, estava Jacob preso em outra cela.
— Jacob! Gellert! Onde estamos??!
— Você demorou um pouquinho pra acordar. — Afirmou Gellert.
— Quando tempo fiquei apagado?
— Dois dias. — Afirmou Jacob. — A minha mãe deve estar preocupada.
— Pelo que eu conheço dela e pelo mínimo que uma mãe deve estar após ser mãe, sim, deve estar. — Disse Matt.
— Não tá ajudando. — Afirmou Jacob.
— O tio da sua namorada deu um jeito na gente. — Afirmou Gellert. — Você tem sorte, Matt. Mesmo sendo causado por uma madeira, machucados de vampiros cicatrizam rápido, de lobisomens não tanto. Ainda mais se for de prata. Eu e o Jacob estamos ferrados.
— Sério? — Matt levantou sua camisa e viu que a ferida já estava quase curada, o que o surpreendeu. — Caramba!
— Pelo menos se você, Jacob, não tivesse uivado eu não estaria aqui!
— Do que você tá falando? — Perguntou Matt, que não sabia tanto assim sobre os lobisomens.
— Quando um lobo uiva, ele chama sua alcateia ou outros lobos quando está em perigo ou quer seus aliados com ele. Quando ouvi um uivo eu o segui, só não esperava ser detido com a merda de uma bala de prata. Valeu Jacob!
— Eu perdi o controle! — Afirmou Jacob. — Foi minha primeira lua cheia!
— Tanto faz! Agora vamos morrer aqui graças á você. — Respondeu Gellert.
— Como tá o machucado de vocês? Ruim? — Perguntou Matt.
— É... bem ruim. — Afirmou Jacob.
— Ruim como? Ruim ruim, ou ruim terrível? Ou ruim horrivelmente horri...
— RUIM! — Gellert disse levantando sua camisa pra mostrar o machucado. Um grande buraco se formava com muito sangue no peitoral de Gellert.
— Caramba! Não tá sentindo dor?
— Estar sentindo eu estou, mas não vou ficar chorando igual uma princesa.
— Jacob, e o seu? Também tá ruim como o do Gellert?
— Tá um pouco ruim, mas minha sorte é que só raspou. O do Gellert atravessou seu peito. — Afirmou Jacob, logo depois levantando a camisa. O machucado estava bem feio, porém dava pra ver que parecia que a bala só tinha pegado de raspão, e não atravessado.
Até que ouviu um barulho de chaves abrindo uma porta. A porta do local se abriu, e John saiu dela andando.
— Bom dia queridos! — Afirmou John.
— Vai se ferrar! — Afirmou Gellert.
— Isso não é algo pra se dizer pra um homem que pode te matar, literalmente quando ele quiser. — Afirmou. — Foi você não foi? — Perguntou olhando para Jacob. — Você que era o rapaz na floresta naquele dia que eu quase capturei o alfa. Eu me lembro.
— Você era o caçador! Você salvou a minha vida! — Afirmou Jacob.
— Exato. Porém eu não fazia ideia que ele tinha te mordido. Achei que ele só tinha te atacado, mas se fosse aparecer depois como um lobisomen beta, acho que não valeu a pena te salvar.
— Por que tá fazendo isso?
— Por que vocês são lobisomens! E eu sou um caçador de lobisomens!! Sabem de quem eu sou descendente? Aidan Taylor! O maior caçador de lobisomens que esse mundo já viu. Já ouviu falar, não é mesmo, Gellert?
— Depois de matar minha namorada, Cait ele me perseguiu durante toda a minha vida, até eu conseguir matá-lo.
— Exatamente. Ele matou mais de cinquenta alcateias. Ele era um gênio.
— Então a Lizzie tem descendência de um caçador de lobisomens?
— Sim, ela tem. Um dia ela descobre.
— Mas se o seu problema é com lobisomens, por que eu estou aqui? Sou um vampiro. — Afirmou Matt.
— Você é o namorado da minha sobrinha. Vou fazer você sofrer. Prefiro morrer ao deixar você tocar na minha Lizzie de novo! Tenta, sua morte será demorada e sem dúvidas, dolorosa.
— Você é doentio. — Afirmou Jacob.
— Tá vendo! É isso que vocês não entendem. Vocês ameaçam o mundo, causam guerra e caos. Vocês causam diversas mortes seja lá por onde passam, vocês são como vermes que destroem o mundo perfeito. Como eu vou deixar vocês continuarem estragando a vida de inocentes? Minha família acreditava nisso!
— Cala essa boca. — Pediu Gellert.
— Gellert, em algum momento você já parou pra pensar que a Caitlin só morreu por causa do fato de você ser um lobisomen? Sempre que vocês são oque são, botam a vida de todos ao seu redor em perigo. E quem será o próximo? A Lizzie? Não mesmo! Eu estou fazendo um favor á humanidade!
— Vai somente nos matar então? Vai deixar a gente pra apodrecer aqui?
— Exatamente! Aliás, está na hora de eu dar aula de ciências para outra turma. Até mais! — Disse e depois saiu.
Jordan estava muito chateado com tudo, e tentava entender o porque de Luna não conseguir realizar o feitiço.
Estava sentado em sua cama tentando pensar em uma sequer possibilidade.
— O que está fazendo? — Perguntou Jane vendo Jordan na cama.
— Tentando entender o que deu errado.
— Não tem a menor ideia? Nem sequer uma hipótese? Mínima que seja.
— Não. Eu realmente não faço ideia.
— Humm, talvez devia fazer uma pausa. Descansar um pouco.
— Não sei se é uma boa ideia.
— Talvez seja. Sabe, ler um livro, dormir, assistir uma série.
— Espera... é isso!
— Do que você tá falando??
— Livros! A resposta só pode estar em algum livro de bruxaria.
— E onde vai encontrar uma biblioteca de bruxaria sem ser a da Susan?
— Pra nossa sorte, eu sei onde achar!
Naquela manhã, Luna estava em seu segundo treinamento. O primeiro tinha sido somente uma aula sobre bruxas, suas capacidades e incapacidades.
— Bom dia, pronta? — Perguntou Susan fervendo o chá, logo pela manhã.
— Eu posso beber um chá primeiro?
Susan jogou a jarra ao chão, a quebrando em diversos pedaços, junto do chá, que rolou pelo ralo.
— Por que fez isso???! — Perguntou Luna, que estava com muita vontade de beber o chá. Susan estava com um sorriso presunçoso em seu rosto.
— Se quiser ser uma bruxa de verdade, precisará estar pronta pra fazer feitiços a qualquer momento, até mesmo com fome, ou sono. Qualquer momento!
— Isso foi desnecessário!!
— É aí que está, você não sabe disso. Isso é o que você já está acostumada a dizer, mas certamente não é o certo.
— Tá bem! O que vai ser dessa vez?
— Seu primeiro feitiço. — Respondeu.
— Mas eu não estou pronta para isso!
— Sim, você está. — Afirmou Susan.
— Como tem tanta certeza?
— Eu sou a bruxa primária, filha. Eu sei das coisas. — Afirmou Susan.
— Se você diz! Onde vai ser? — Perguntou Luna respirando fundo.
— Na floresta. — Afirmou Susan.
Lizzie estava em seu intervalo, quando viu seu tio John passando.
— Pensei que não iria vir. — Disse ela.
— Eu só estava tirando um cochilo.
— Você não estava na cama. Eu vi.
— Eu dormi no sofá. — Mentiu.
— Também não estava no sofá. — John não sabia o que dizer. — O que você fez, tio John? Seja sincero.
— Eu preciso ir pra aula, querida. Tô indo. — Afirmou John.
Lizzie reparou que tinha algo errado, e ela estaria disposta a descobrir o que. Enquanto isso, Jordan e Jane chegavam em um lugar profundo na floresta. Onde parecia ter uma construção destruída. Bem antiga por sinal.
— Onde estamos? — Perguntou Jane.
— Na antiga fortaleza sombria.
— Fortaleza sombria? Como assim?
— Bom, digamos que antigamente existia uma fortaleza. Protegida pelos espíritos das bruxas negras mais poderosas. O contrário das bruxas primárias e naturais, essas usavam magia negra para seus feitiços, e assim conseguiam fazer coisas que as outras não conseguiam. Coisas incríveis.
— E por que acha que tem uma biblioteca aqui? Não faz sentido.
— Antigamente as bruxas iniciantes ficavam presas em salas subterrâneas desse lugar até enlouquecerem o suficiente pra usar a magia negra, que exigia muito delas. — Afirmou Jordan.
— E o que isso tem haver?
— As salas contiam não só feitiços normais e malignos, como também informações cruciais, em livros. Esses dados tinham literalmente tudo sobre bruxaria. Tem que estar lá.
— E como entramos? Cavando?
— Na verdade não. Assim... — Jordan se aproximou de uma das construções e passou suas mãos, formando um grande buraco no chão, que os levaria para onde eles queriam.
— Maravilha! Pulamos?
— Se tiver uma ideia melhor, estou aceitando sugestões! — Afirmou Jordan.
Luna e sua mãe se encaminharam para uma trilha em uma floresta perto da mansão Lovegades. Luna detestava trilhas, ainda mais cheia de lama e com muitos insetos, como mosquitos.
— Já estamos chegando, mãe? Esses mosquitos e essa lama estão acabando comigo! — Reclamou Luna.
— Calma, estamos perto.
— Para onde estamos indo mesmo?
— Para um lugar de família.
— Lugar de família? Tipo onde você aprendeu a fazer magia?
— Sim, mas onde sua avó também aprendeu. Esse lugar vem sendo protegido pelos espíritos da natureza desde o surgimento do sobrenatural.
— E quando foi exatamente foi isso?
— Na criação do universo.
As duas então finalmente chegaram no local desejado. Uma casa antiga. Na verdade, estava mais pra uma cabana.
— Sério isso? Uma cabana velha?
— Essa era a casa da bruxa primária.
— Mas você não é a bruxa primária?
— Da minha geração. Existiram outras, e aqui, morava a primeira delas, também chamada de Margareth Lovegades, nossa descendente.
— É só o que faltava, claro!
— Ela era a tataravó da avó da Amélia, minha mãe e sua avó, Luna.
— Tá bem. E agora? Que feitiço vou fazer, exatamente?
— O principal feitiço de uma bruxa iniciante. O feitiço que vai ligar você á natureza, e não ao lado das trevas.
— Lado das trevas?
— Magia negra. Falaremos disso depois. Agora, entre na casa. Vá em frente!
Luna então deu um passo a frente, subindo os degraus. Andou devagar e abriu a porta. Entrando, reparou em uma densa poeira, junto de diversas teias de aranha, com aranhas. O lugar estava muito velho e enferrujado.
— Era pra ser agradável? — Perguntou Luna debochando, quando então caiu ao chão. Sua mãe se aproximou. — Por que você me jogou ao chão?
— Não foi eu. Acredite em mim. Mas é que preciso te informar que os espíritos das bruxas que vivem aqui não ficam muito contentes com ofensas sobre sua moradia, querida. — Afirmou Susan.
— Hum, faz sentido. Tá bem, e agora?
Vamos começar esse batismo?
— Sim querida, nós vamos.
Enquanto isso, Lizzie estava tentando descobrir o que seu tio escondia, e tinha um plano para isso. Geralmente, entre o tempo de uma aula pra outra, os professores faziam um lanche leve. Seu tio sempre comprava uma fruta na cantina, e deixava suas coisas na sala de aula. Seria o momento perfeito.
Quando então seu tio saiu, correu até sua sala. Vasculhou sua mesa e sua mochila. Encontrou diversas coisas como provas, folhas tarefas, canetas e giz de quadro, uma arma e um papel. Havia um endereço escrito, era onde Jacob, Gellert e Matt estavam presos.
Lizzie não tinha ideia de onde aquele lugar a levaria, mas seguiu a pista.
Jordan e Jane tinham acabado de descer. Chegaram em um túnel, que no final tinha uma sala como Jordan descreveu, com diversos livros. Porém, estava repleta de teias de aranha, e arranhões nas paredes, na qual as bruxas faziam em seu momento de loucura, quando não tinham sanidade.
— Diversos livros, como você disse. O problema, é que são milhares.
— Vamos procurar. Não temos nada pra fazer mesmo, né? Tédio!
Enquanto tudo isso estava acontecendo, Maya acordava de uma ótima noite de sono. Tudo aquilo da festa a cansou, porém também a entristeceu. Acordou limpando suas lágrimas enquanto desligava o despertador. Ela havia sonhado com sua casa antiga, a atual de seus pais. Ela sentia saudade. Até que ouviu algo. Alguém batia em sua janela. Pegou rapidamente uma vassoura e andou devagar até a janela. Abriu a cortina, e por sorte, era Larry.
— Ah! É você, Larry! — E abriu a janela logo depois. — Você me assustou!
— Hello Julieta. — Ele falou entrando.
— Como você chegou aqui pela janela?
— Não sei se reparou, mas seu apartamento tem escadas de incêndio.
— E porque veio por elas em vez de optar pelo caminho mais fácil, pelas escadas ou pelo elevador?
— Eu gosto de desafios. — Riu ele.
— Tá bem! O que tá fazendo aqui?
— Vim ver você. Fiquei sabendo que a briga com o Issac que vocês tiveram ontem á noite foi culpa minha, então decidi trazer umas flores pra tentar...
— Tentar...? — Perguntou curiosa.
— Tentar me desculpar. Então, aceita minhas desculpas? — Larry então puxou diversas flores de dentro de sua mochila. Flores amarelas.
— Larry, as flores são lindas! Obrigada, mas é que a culpa não é sua. Eu que acabei não dando atenção pro Isaac.
— Acontece que quando você está invadindo uma delegacia pra descobrir se vampiros existem junto com um parceiro do crime, fica complicado de dar atenção pra ele. Não fica se culpando por isso. São coisas que acontecem, e é assim que devem acontecer, sabe? — Larry afirmou.
— Tem certeza disso? — Perguntou Maya. Ela estava concordando.
— Absoluta! — Afirmou Larry. — Olha Maya, você é uma garota bonita e legal demais pra ficar se culpando por isso
— Não sabia que você era bom de palavras, Larry. — Maya afirmou.
— Eu tenho muitos dons, Maya.
Lizzie havia finalmente chegado ao endereço. Era uma rua comum, o que poderia estar de errado? A garota começou a procurar alguma pista, procurou, procurou e procurou. Nada. Ficou mais de uma hora tentando achar algo quando viu seu tio John. Ele andava calmamente pela rua enquanto segurava uma arma de choque. Lizzie se escondeu atrás de um carro, para ver onde seu tio iria ir. Entrou em um beco.
Lizzie decidiu segui-lo. O mesmo então desceu uma escada velha, que dava em uma porta de ferro. Dentro, estava Matt, Jacob e Gellert presos. John então abriu a porta, mas cometeu um grande erro, acabou a deixando aberta.
— Prontos para um desafio?
— Que desafio? — Perguntou Jacob.
— Você vai me levar ao alfa.
— Deixe o garoto em paz... me leve! Eu sou um beta evoluído, eu posso te ajudar... — Gellert tentava dizer aos poucos, porém seu machucado piorava.
— Acontece que você não foi mordido pelo alfa, o Jacob sim. Somente ele pode me levar até ele. Jacob faz parte da alcateia do alfa, é o único capaz.
— Eu não vou te ajudar! — Afirmou Jacob. — Você é um vilão!
— Não, eu não sou o vilão. Não sou nem um vampiro, nem um lobisomen, nem nada disso, então sabe o que exatamente eu sou? O Caçador!
— AI MEU DEUS!!! — Lizzie gritou chegando ali. — MATT! JACOB!
— Lizzie!!! — Gritava Matt.
Lizzie correu até onde Matt estava e tentou abrir com força, até que seu tio a puxou para trás na marra.
— TIO!!! VOCÊ PRENDEU MEU NAMORADO, O MELHOR AMIGO DO MEU NAMORADO! PORQUE???
— E um lobisomen antigo, velho e agora fraco. — Afirmou Gellert.
— Não tenta entender Lizzie! Eu sou um caçador de lobisomens!
— Além dele... — Apontou rapidamente para Gellert. — Ninguém aqui é um lobisomen! Isso é ridículo!
— O Jacob é! — Afirmou John.
— É? Tá bem, e daí? O que o Matt tem haver com isso?? Ele é vampiro!
— Tá me dizendo que sabia??
— Sim, eu sabia! Precisei de uns dias pra raciocinar, mas agora eu tenho certeza! Ter uma namorado vampiro não é algo ruim! Ele pode ouvir coisas que não posso! É rápido, convoca relâmpagos e faz outras coisas incríveis! Ele não é uma aberração!
— Não é uma aberração??! ELE É UMA ABERRAÇÃO DA NATUREZA, É ASSIM QUE AS BRUXAS CHAMAM TODO VAMPIRO! É UM DEMÔNIO SUGADOR DE SANGUE, LIZZIE! ABRA SEUS OLHOS! QUANDO OLHAR PRA TRÁS, ELE VAI TE TRAIR COM UMA FACA NO SEU PEITO! NÃO PODE CONFIAR NELE! ELE PODE FAZER COISAS TERRÍVEIS COM VOCÊ! COISAS TERRÍVEIS!
— SÉRIO?! E QUE COISAS TERRIVEIS SERIAM ESSAS PARA QUE VOCÊ TIVESSE QUE O PRENDER EM UMA MALDITA CELA NO MEIO DO NADA?
— VAMOS COMEÇAR FALANDO DAS FORMAS QUE ELE PODERIA TE ATORMENTAR, COMEÇANDO COM SUA MÃE MORTA, E DEPOIS TERMINANDO COM SEU PAI MORTO! ELE VAI MANIPULAR OS SEUS SENTIMENTOS!
— VAI USAR MESMO MEU PAI E MINHA MÃE PRA JUSTIFICAR ALGO TÃO PERVERSO COMO ISSO? E NÃO! ELE NÃO VAI MANIPULAR MEUS SENTIMENTOS! SIMPLESMENTE NÃO!
— E COMO SABE DISSO???!
— Eu... — Lizzie realmente não tinha certeza. — Escuta aqui, ou você solta eles agora, ou eu nunca mais olho na sua cara! Aguentaria isso? Perder totalmente a única sobrinha que te testou, Tio John?! Aguentaria?!
— Não faz isso comigo Lizzie...
— Sim, eu faço! Como vai ser?
— Se eu solta-los, você vai ver a forma que ele vai te trair. Anote...
John então pegou a chave e abriu as celas. Os três saíram, porém Gellert caiu ao chão de tanta dor.
— Gellert! — Falou Jacob. — Nós temos que salvá-lo! Tá machucado!
— Quem é esse cara?! — Perguntou Lizzie, que não fazia ideia.
— Sobrinho do Drácula, eu conto depois! Temos que ajudar ele!
— Você causou esse ferimento, John! É justo você salvá-lo!! — Afirmou Jacob.
— Não é problema meu.
— Claro que é! Ajuda ele, tio! Agora!
— Não! Ele é um lobisomen!
— Lobisomens não são seres ruins, tio! Pelo menos alguns não. Entenda isso!
— Claro que são! É a natureza deles!
— Nem todo mundo segue a natureza da espécie! — Afirmou Lizzie.
— Sim, todos seguem! Lizzie, não confie nos vampiros! Confie em mim! Nem nos lobisomens. Eu sou da sua espécie!
— Não! Tio, por favor ajuda ele! Eu te imploro! Se salvá-lo, eu posso até pensar em te perdoar!
Gellert começou a tossir e logo depois a cuspir um líquido preto pegajoso.
— Ele não tem muito tempo! — Afirmou Matt tentando o ajudar a respirar.
Lizzie se virou novamente para seu tio.
— TIO! AJUDA! POR FAVOR!
John estava sob pressão. O que ele deveria fazer? Ir contra sua própria geração de caçadores de lobisomens para ajudar um lobisomen e possivelmente ganhar um perdão de sua querida sobrinha, ou fazer o que todos de sua geração fizeram e ficaram marcados por isso? John não era uma pessoa ruim, só tinha uma perspetiva errada dos vampiros e lobisomens.
— Tá bem! Eu posso ajudar! Sei exatamente o que pode ajudá-lo.
— Sério? E o que é? — Perguntou Jacob.
— Os lobisomens ficam mais fortes durante a lua cheia, isso significa que seu poder de cura rápida fica ainda mais potente. Porém, existe uma história antiga sobre uma pedra lunar.
— Pedra lunar? — Perguntou Matt.
— Isso, uma pedra lunar. A lenda diz que existia uma antiga pedra, que quando a lua foi criada, foi refletida no objeto, criando uma camada lunar sob ela. A pedra, se colocada perto de um lobisomen, pode fortalece-lo. Essa lenda é contada no livro de Damian Drakun.
— Espera, estou lendo esse livro! Quem é esse cara? — Perguntou Lizzie.
— O irmão mais novo de Vlad Drácula.
— Beleza, e onde está essa pedra? Você ao menos sabe? — Perguntou Matt.
— Eu sei exatamente onde está, mas pode ser difícil de pega-la...
— Difícil? Difícil quanto??
— Está na casa da prefeita.
— Prefeita??? A mãe da Mel? Então ela sabe sobre o sobrenatural!
— Claro que sabe. Ela e o esposo são caçadores de vampiros e lobisomens. O que você acha? — Perguntou.
— SÉRIO??! — Perguntou Jacob. — É... ferrou! Como você vai pegar?
— Eu tenho um plano, mas pode demorar. — Afirmou John.
— Tipo horas? — Perguntou Jacob.
— Algo assim. Um jantar, pode ser o momento perfeito. Hoje a noite.
— Mas e o Gellert? Ele não aguenta!
— Se ele ficar escondido sem falar muito ou se mexer, pode durar até uma semana antes de morrer.
— Tá bem! Vamos fazer isso!
Diversas velas estavam presentes naquela cabana onde Luna e sua mãe estavam. Aquilo era para o ritual.
— Tá bem, e agora? — Perguntou Luna.
— Você fica bem ali e eu farei o feitiço. Lembre-se de fechar os olhos e não pensar em nada ruim, nada.
— Certo. Tomara que dê tudo certo...
Luna se centralizou e fechou seus olhos. Logo, sua mãe Susan, começou.
— Nunc, mea filia, Puro meo sanguine primaria, puris naturae spiritibus coniunge. Accipe eam omnibus suis viribus, legibus et veris! Accipe eam omnibus suis viribus, legibus et veris! Accipe eam omnibus suis viribus, legibus et veris! Hanc ACCIPITE CUM OMNI POTESTATE, LEGE ET VERE!!!
Uma grande energia vermelha se formou em volta de Luna, que permanecia de olhos fechados.
— Tá dando certo! — Disse a mãe. — Vou continuar... Accipe eam omnibus suis viribus, legibus et veris! Hanc ACCIPITE CUM OMNI POTESTATE, LEGE ET VERE!!! Accipe eam omnibus suis viribus, legibus et veris! Hanc ACCIPITE CUM OMNI POTESTATE, LEGE ET VERE!!! — E então Luna abriu os olhos. Não sabia exatamente onde estava. Era uma floresta, estava de noite. Diversos gritos assombravam aquele lugar.
Luna estava muito assustada, porém fechou os olhos várias vezes e começou a relaxar. Até que ouviu um sussurro.
— Tá me ouvindo Luna...? — A voz era totalmente desconhecida. Luna nunca havia escutado tal voz antes. Abriu os olhos. Era uma mulher ruiva. Usava roupas medievais e estava com o rosto completamente sujo. — Me conhece?
— Não. — Luna afirmou confusa.
— Sou Margareth, sua ancestral.
— Minha mãe me falou de você.
— Fico feliz. Sabe, tudo isso que está vendo e sentindo, você acha que é o quê? Seja bem sincera.
Luna olhou em sua volta, e agora além de gritos e sussurros loucos, tinha diversos seres maléficos sobrevoando as árvores. Contiam uma enorme massa de poder escura enquanto voavam, e tinham o rosto do próprio pecado.
— Um pesadelo. Você pediu pra eu ser sincera. O que são aquelas coisas??
— São chamados de Mors. — Margareth afirmou. — Sabem por que são chamados de Mors, Luna?
— Na verdade não. — Respondeu Luna.
— É um nome em Latim, na nossa língua significa morte. Um Mors é transformado a partir de um ser sobrenatural sem alma, sem motivo para continuar a ser quem é.
— Perdão, não entendi. Como assim?
— Quando um ser sobrenatural, seja vampiro, lobisomen, kitsune e que seja sobrenatural perde a humanidade e sua razão para viver, entra em depressão profunda, e mais pra frente o suicídio. Quando morrem, são levados para o purgatório. O purgatório da morte, onde são levados pela própria morte até o infinito. São transformados então em Mors, capangas poderosos que usam magia negra ao seu favor.
— Entendi. História interessante.
— Acha mesmo que isso é um sonho? Será que não é real? Um pesadelo?
— É o que eu acho. — Afirmou Luna.
— E se eu dissesse que tudo isso que está vivenciando fosse uma verdade? Uma realidade entre entre dois mundos, acreditaria em mim?
— Se explicasse melhor...
— Vamos do começo. Você conhece o seu mundo. A terra, o sistema solar, todo o seu universo faz parte do seu mundo, que chamamos de One. Existe também algo que chamamos de Two, um mundo separado do seu. O mundo dos mortos, onde enloquecem. Mas entre esses dois mundos existe essa realidade, chamada Three, uma realidade onde as bruxas ficam após a morte. Aqui é onde estamos, e nunca iremos embora. Nos que separamos os Mors e as trevas do seu mundo. Está segura conosco. Agora você faz parte de nós Luna, você é uma bruxa.
— Sou mesmo uma bruxa?
— Sim, você é. Está pronta pra isso?
Luna respirou fundo, e respondeu.
— Sim... eu estou pronta.
— Maravilha... — Margareth então tocou na testa de Luna. A garota sentiu um formigamento doloroso por seu corpo inteiro, e quando abriu os olhos, estava novamente na cabana com sua mãe, que pareceu aliviada.
— Deu certo???! Você falou com ela? Luna, filha... você falou com a Margareth? Você é uma bruxa?
— Sim mamãe! Eu sou uma bruxa!
Susan abraçou sua filha. Ficou agarrada um tempo com ela, quando a soltou.
— Meus parabéns querida! Você merece!!!! Você merece!!!
— Agora eu estou mesmo pronta???
— Sim, você está! Você será a bruxa mais poderosa da linhagem Lovegades! Eles temerão coisas, temerão seres sombrios, mas você filha, você será o maior medo deles!!! — Afirmou Susan.
Agora Luna era oficialmente uma bruxa. Ela estava destinada a ser a bruxa mais poderosa de todas...
De noite, John, Lizzie, Matt e Jacob estavam indo em direção á casa da prefeita. Depois de uns minutos andando, finalmente chegaram. Tocaram a campainha. Mel atendeu.
— Jacob, Matt, Lizzie e... professor?
— Oi Mel. A gente veio jantar com vocês. Já tinha falado com sua mãe antes por telefone. — Afirmou John.
— Por qual motivo? — Perguntou Mel.
— Um jantar entre amigos, só isso.
Por alguns instantes, Mel desconfiou.
— Tá bem... entrem então.
Ao entrarem, observaram como a casa da prefeita era grande e bonita. Nas paredes tinham diversos quadros de pintura, com quadros de pessoas. Além das flores espalhadas por cada cômodo. O chão brilhava como luz. Matt ficou observando um quadro que havia o chamado atenção, nele tinha duas árvores e um homem de costas entre elas. O quadro era muito bonito. O marido da prefeita se aproximou.
— Bonito, não acha? — Perguntou.
— Sim senhor, muito bonito mesmo.
— Comprei na galeria de arte á uns dois anos. Custou mais de vinte mil dólares.
— Esse quadro é bem...
— Neutro? Se for essa palavra que quer encontrar, eu concordo.
— Sim, isso mesmo.
— Ele pode ter várias interpretações.
— Exatamente. — Afirmou Matt.
— Você é o Matt, um dos melhores amigos da minha filha, não é mesmo?
— Sim senhor. Sua filha é muito inteligente e uma ótima amiga.
— Você é um rapaz bonito, forte. Tem algum interesse romântico?
— Na Mel? Não. Eu tenho namorada. É ela. — Apontou para Lizzie.
— Ah, sim. Sua namorada é muito bonita também, se me permite dizer.
— Ela é. Olha, eu vou falar com a prefeita. Onde ela está?
— Na cozinha. Só seguir o corredor principal ali. — Apontou para a sala.
— Certo. Obrigado, senhor Wade.
— Não tem de quê. — Ele afirmou.
Junto de Lizzie e Jacob, Matt andou pelo corredor até a cozinha. Mel ajudava sua mãe cortando as cebolas, enquanto ela cozinhava a carne no fogão.
— Ah! Já chegaram! — Disse a prefeita logo antes de provar uma pequena qualidade do frango. — Falta um pouco de tempero. Como vocês estão?
— Eu tô ótima! Quer ajuda na cozinha? Posso ajudar. — Afirmou Lizzie.
— Não precisa Lizzie, obrigada. Estou quase terminando. Podem ir colocando os pratos e os talheres na mesa. Assim já vão me ajudar bastante.
— Certo, podemos fazer isso.
Enquanto isso, Jordan e Jane estavam lendo os livros, mas não acharam nada.
— Alguma coisa? — Perguntou Jordan.
— Nada. Não tem nada aqui.
— Só lemos um terço do que tem aqui! Temos que continuar procurando.
— Espera... eu acho que tive uma ideia. Uma ideia que realmente pode funcionar, só temos que usar a cabeça.
— Como assim?? — Perguntou Jordan.
— Geralmente nesse tipo de estante, os livros são marcados por gênero! Tá vendo essas marcações amarelas, parecem estar desbotadas. Talvez seja isso! Se conseguirmos restaura-las, podemos achar o livro que queremos!
— E como vamos restaurar?
— Com Sal e água. Eu conheço a técnica. Confie em mim, Jordan.
— Certo! Vou pegar a água e o sal.
Enquanto isso, o jantar estava pronto e na mesa. Todos já estavam comendo.
— E então? Vocês estão bem? — Perguntou a prefeita bebendo o vinho.
— Sim. — Afirmou Jacob.
— Maravilha. — Disse a prefeita.
— Matt se interessou pelas nossas pinturas que estão nos quadros. Principalmente a das duas árvores e do homem. — Afirmou o Sr. Wade.
— Ah, sim! Gostou da pintura, Matt? Eu particulamente amo. — Afirmou a prefeita olhando para trás, para a direção da sala, onde estava o quadro.
— Sim, é bem... bonita. — Afirmou Matt.
— Eu gostei bastante daquela pintura do corredor. — Afirmou Lizzie.
— A do amanhecer? — Perguntou.
— Isso. Da casa de praia com o sol nascendo. Adoro laranja.
— Estamos juntas nessa, Lizzie. Eu também amo. — Afirmou a prefeita.
— Maravilha. — Respondeu Lizzie.
O silêncio tomou conta do jantar, principalmente por causa de Jacob, que não sabia agir sob pressão. Ele estava, pois sabia muito bem que a prefeita e seu marido eram caçadores de vampiros e de lobisomens, e Jacob era um lobisomen Beta, na qual estavam atrás. Era pressão demais pra um simples adolescente que foi acidentalmente mordido na floresta.
— O que é aquilo? — Perguntou Jacob vendo um objeto na parede da casa. Tinha um tipo de textura antigo, como de um museu. Era uma grande arma de prata. Parecia uma katana de prata.
— Aquilo é a Argenti. — Afirmou o Sr. Wade com uma expressão de historiador, como um contador de histórias de terror no Halloween.
— Que? — Perguntou Lizzie.
— Signfica prata, no latim. — Afirmou John, que conhecia a história.
— Essa arma que matou a Besta de Gévaudan. — Afirmou o Sr. Wade.
Lizzie tinha lido no livro do irmão de Vlad, mas decidiu não dizer nada, pois isso poderia entregar que ela, Jacob, Matt e John sabiam de tudo.
— Besta de Gévaudan? — Perguntou Jacob, que nunca ouvira falar.
— Foi uma criatura que aterrorizou a antiga província de Gévaudan, nas montanhas Margeride, no centro-sul do Reino da França, entre 1764 e 1767. Muitos diziam coisas inacreditáveis sobre ela... — Afirmou o Sr Wade com o mesmo tom de contador de histórias de terror. Só faltava ele apagar a luz e pegar uma lanterna.
— Tipo o quê??! — Perguntou Jacob.
— Que era um lobisomen. — Afirmou John. Todos olharam com expressão de surpresa para ele. — Que foi? Eu conheço a história. Posso ser professor de ciências, mas gosto de história.
— A besta media quase dois metros de comprimento. — Afirmou o Sr. Wade.
— E como ela foi derrotada?
— Com a Argenti. Um homem chamado Antoine de Beauterne a matou com ela. O que poucos sabem é que o nome de nascença de Antoine, antes dele se casar com uma mulher chamada Aurélia e adotar o Beauterne como sobrenome, seu nome era Antoine Wade. — Isso significava que os pais de Mel e a própria Mel eram descendentes do maior caçador de lobisomens do mundo. As coisas só pioravam.
— Pai você já contou essa história milhares de vezes! — Afirmou Mel.
— Eu vou ao banheiro. — Afirmou John. Agora era a hora perfeita pra pegar a pedra lunar, mas a pergunta era onde ela poderia estar? Em uma casa tão grande seria difícil achar.
John começou pelos corredores do andar de cima, mas não achou nada. Continuou e continuou, porém nada. Revirou a casa inteira, e nada. Só poderia estar no andar de baixo, mas como procurar com aquele jantar rolando? Isso seria um problema.
— O seu tio está no banheiro a mais de vinte minutos. — Afirmou a prefeita.
— Ele deve estar com dor de barriga, eu acho... — Lizzie mentiu.
O Sr. Wade desconfiou e então teve uma ideia pra descobrir se aquela mentira era mesmo uma mentira.
— Vou ver se ele está bem. — Afirmou levantando da mesa. Matt, Lizzie e Jacob se olharam preocupados.
O Sr. Wade foi até o banheiro e bateu na porta. Por sorte, John tinha ido ao banheiro pra evitar suspeitas.
— John?! Tá tudo bem aí?
John deu uma descarga, abriu a torneira pra fingir lavar as mãos, desligou e então abriu a porta.
— Desculpe, eu estava passando mal.
— Sem problemas amigo. Vamos voltar para o jantar. — Afirmou. E agora? O que John iria fazer? Por sorte, ele já tinha tido a ideia perfeita. No banheiro, mandou uma mensagem anônima pra polícia, afirmando ter um cadáver na casa da prefeita. Seria a distração perfeita, e ninguém desconfiaria dele.
Os minutos se passaram, e o carro da polícia estacionou na rua. Ao prefeita e seu marido ouviram a sirene. Abriram a porta então junto de Lizzie, Matt e Jacob. Enquanto John começou a procurar do lado de dentro.
— Xerife Lockkyle, no que posso te ajudar? — Perguntou a prefeita.
— Com licença prefeita. Recebemos uma mensagem anônima afirmando ter um cadáver aqui na sua casa. Acho que foi um trote, mas eu e meus parceiros poderíamos dar uma revistada?
— Que estranho. Claro que podem!
— Certo. — Afirmou Xerife. Jacob, que tinha entendido o plano de John parou na frente do Xerife Lockyle, o impedindo de entrar. — Jacob?
— O senhor não pode entrar!
— É mesmo? E por que não?
Jacob ficou muito pensativo.
— É que eu pensei numa coisa! Então... então eu pensei no meu pensamento e queria te incluir no pensamento da minha pensatura. — Afirmou Jacob.
— Pensatura? Essa palavra não existe, Jacob. — Afirmou o xerife.
— É que... escuta isso. Me ligaram ontem, sabe? Uma ligação é quando uma pessoa digita o número e...
— Eu sei bem como é uma ligação, Jacob. Vá direto ao ponto.
— É que a ligação que eu recebi ontem dizia que... que.... que a ligação que eu recebi ontem dizia que o que é o quê.
— Que?! — Perguntou o xerife.
Lizzie resolveu se intrometer.
— Ontem recebemos uma ligação dizendo que iria ter vários trotes sobre isso da prefeita. — Afirmou Lizzie.
— Sério? Mas eu preciso olhar.
— Xerife, é um trote. — Afirmou Lizzie. — Não precisa verificar.
— Saiam da minha frente! — E saíram. A sorte é que John já havia conseguido. Estava atrás da arma Argenti, em um cofre. Como caçador experiente, John sabia exatamente como abrir um cofre sem precisar colocar a senha.
A polícia vasculhou tudo e nada.
— Sinto muito o incômodo prefeita. Já estamos saindo. — Afirmou o xerife.
— Sem problemas! — Afirmou ela.
O xerife então saiu, porém o Senhor Wade se aproximou dele e chochicou algo. Um recado, um aviso.
— Encontramos a kitsune...
O xerife pareceu surpreso. Cochichou algo de volta logo depois.
— Onde? — Perguntou ele.
— Na estação elétrica de Lornhill.
— Obrigado! — Afirmou o xerife entrando para o carro.
Jacob havia escutado tudo, afinal tinha super audição. Matt também. Porém Jacob não se importou, ele nem sabia o que era uma kitsune. Já Matt, ficou com um olhar de preocupação.
— Matt? O que foi? — Perguntou Lizzie.
— Eu tenho que ir! — Afirmou Matt.
— Agora?? Ir pra onde??
— Eu explico depois! Usem a pedra no Gellert. Eu preciso fazer uma coisa!
Matt correu então até a estação elétrica de Lornhill. Entrou pela tubulação, e andou até chegar onde o xerife estava. Procuravam alguém, e esse alguém estava bem na frente deles. Era a Akira. Matt não acreditou quando viu a polícia atirando choques da arma nela, e a garota segurando todos os raios. Seus olhos ficaram amarelos por completo. Uma enorme camada amarela se formou em volta de Akira e uma grande rajada de energia jogou um dos policiais contra uma grande elétrica.
O xerife começou a atirar na garota, que revertia todas as balas.
— Você é ridículo! — Afirmou Akira.
Matt então jogou uma grande rajada de eletricidade na garota, que não faz efeito. Foi como uma bola de gude.
— Um vampiro! — Disse Akira.
O xerife não pode acreditar quando viu Matt transformado em um vampiro.
— Matt??! Você é um vampiro?
— Eu explico depois. — Afirmou Matt, sendo lançado contra uma grande elétrica graças á uma grande rajada de poder vindo de Akira.
— Vocês dois são patéticos!! Irão morrer pelas mãos da raposa!!
— Já enfrentou uma Kitsune antes, Matt? — Perguntou o Xerife.
— Na verdade não. — Afirmou ele.
— É, eu também não! — Respondeu.
Akira foi se aproximando. A cada passo seu brilho amarelo ficava mais forte. Ela estava prestes a matar Matt e o xerife quando um ser apareceu atrás de Akira, a derrubando ao chão. Era Gellert Drácula transformado e com seus olhos azuis brilhando.
— Gellert! Você tá... aqui??
— A pedra lunar funcionou. Desde quando tem uma kitsune em Red Valley? — Perguntou Gellert.
— Desde que Akira chegou na cidade junto da mãe. — Afirmou o Xerife.
Akira revidou lançando Gellert ao chão, e desaparecendo por completo.
— Como ela fez isso? — Perguntou Matt.
— É um dos poderes de uma kitsune.
— Salvamos sua vida, xerife. Não vai não capturar, vai? — Perguntou Matt.
— Eu vou fingir que fui abatido, então me deem um soco forte o bastante pra me desmaiar. E então fujam.
Gellert deu um grande soco no rosto do xerife, o derrubando ao chão.
— Essa doeu. — Afirmou Matt.
— Foi ele que pediu. — Afirmou Gellert.
Agora tinha uma kitsune em Red Valley, Akira era uma. Porém Lizzie e Jacob não faziam ideia do que era uma kitsune, e estariam prestes a descobrir...
𝐏𝐑𝐂𝐈𝐎𝐔_𝐒𝐓𝐈𝐋𝐄𝐒 ©
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