5⚡CHAPTER THREE: A MORTE DO VIBRO
Chapter Three; A Morte do Vibro
Cicada. Esse era o nome da nova ameaça que o Time Flash iria enfrentar. Um meta humano das sombras, com uma adaga e uma respiração assustadora. Depois de tantos inimigos, Jane achou que finalmente encontrariam a paz e poderiam pensar em ter filhos, mas a chegada de Nora West-Allen alterou a linha do tempo. Trouxe novos inimigos e novas preocupações. E, dentre elas, o futuro era a maior. Um futuro onde o Flash desapareceu na crise de 2024 e nunca mais retornou, fazendo com que Jane tivesse que criar Nora sozinha, e fizera isso da pior maneira possível, pois seu coração estava quebrado. A dor da perda a mudou. E como poderiam impedir que aquilo se concretizasse se não podiam nem mesmo impedir mudanças na linha do tempo?
— Quem é Cicada? —Barry perguntou-a.
Um silêncio se fez antes de Nora responder a pergunta.
— Quando eu era criança, havia uma parte do Museu do Flash e da Fúria Escarlate que sempre me assustava. Eu acho que é normal crianças terem medo de monstros... Mas esse monstro era diferente. Ninguém sabe de onde ele veio, como conseguiu seus poderes ou quem ele é. Tudo que se sabe é seu codinome e o último som que suas vítimas escutam antes de morrerem. Mas não é isso que o torna assustador. O que o torna assustador é... Ninguém nunca o pegou.
— Nem mesmo nós? — Perguntou Jane.
— Supergirl, os Lendas, até a Liga tentou, mas ninguém conseguiu.
— Provavelmente porque ele consegue anular os poderes de todo mundo com aquela adaga mágica. — Disse Ralph.
— Mas nem todos os heróis são metas. — Disse Caitlin. — Ah, e o...
— Arqueiro Verde? Bom, ele tentou uma vez, mas...
— Então estamos lidando com um Jack, o Estripador meta humano. — Disse Cisco. — Fantástico.
— O que mais sabe sobre ele? — Perguntou Barry.
— Apenas que ele... Chegou cedo. No meu tempo, a primeira vítima do Cicada foi um meta humano chamado Floyd Belkin. E ele nunca matou o Impulso ou a Vanessa. São vítimas completamente diferentes.
— Porque a linha do tempo mudou. — Disse Barry.
— É. Agora os dois estão mortos por minha causa. — Nora disse.
— Olhe, não dá para saber o efeito cascata dessa mudança ou para que tipo de futuro a Nora vai voltar. Só precisamos pegar esse cara rápido. — Disse Barry.
— Você quer dizer pegar o cara que nem mesmo as nossas versões futuras conseguiram pegar? — Disse Cisco. — Ótimo. E eu pensando que derrotar o Pensador havia sido difícil.
— Vale ressaltar algo. — Joe disse. — Eu estava ouvindo tudo, incluindo aquele som que ele faz. E, quando Nora chamou Barry de "pai", o Cicada parou de atacar o Barry. — O time ficou pensativo. — Sabem... tive uma impressão de que o Cicada é pai.
— Eu também prestei atenção nisso. — Barry o respondeu. — Se ele for pai, talvez tenha haver com a motivação dele fazer o que faz.
— Esperem. — Disse Nora. — Eu tenho um plano.
— Você tem um...
— Plano. Acho que sei como consertar isso.
⚡
— Espere, você quer pedir ajuda para um Wells do multiverso? — Perguntou Jane se lembrando dos dois fracassados conselhos.
— Vocês não pediram ajuda de nenhum Wells no futuro para pegar o Cicada, então se queremos um resultado diferente...
— Tentamos algo diferente. — Disse Barry. — Olhe, me parece uma boa ideia.
— Realmente. — Disse Jane de forma sarcástica. — Uma boa ideia mesmo.
— E até já sei para qual pedir ajuda. — Disse Nora digitando no projetor multiversal "Terra 12".
— Ah não. — Exclamou Jane. — O Wells da Terra 12? É uma péssima ideia.
— Por que?
— Se querem cooperação, esse não é o cara. Ele é só um babaca.
— Está pegando pesado, querida. — Barry a disse.
— Pegando pesado?! Está bem. Liguem para ele e veem se ele não vai receber vocês de maneira ridiculamente formal.
Nora ignorou completamente o que sua mãe dizia e ligou para o Wells. Ele atendeu o chamado e um holograma se formou ali. Cabelos brancos, roupas pretas, óculos e uma expressão de desprezo fumegante. Novamente ele estava ali. Harrison Wolfgang Wells.
— A quem devo o... — E quando viu sobre quem se tratava, fez uma cara forçada de decepção. — De novo você, loirinha. A amiguinha do Wells burro.
— Olha só seu...
— Espere, mãe. — Nora disse-a.
— "Mãe"? — O homem questionou. — Então você é a filha do Flash e da Raiva Escarlate, não?
— Fúria Escarlate. — Jane corrigiu com raiva. — Daqui a pouco você vai entender por que me chamam assim.
— Querida, se acalme, certo?
— Bom, eu recebi a sua mensagem. — Wolfgang disse olhando para Nora. — Só não imaginava que você era filha deles. Enfim, infelizmente estou ocupado no momento. Não posso ajudar vocês desta vez. Mas eu fiz algo. Liguei para alguém que pode. Este homem é uma lenda. Esse homem é o maior detetive do multiverso. Então eu anexei as coordenadas dele, se quiserem dar uma olhada. Adeus, pessoal. — E desligou o holograma.
— Cisco? — Perguntou Jane.
— Não consigo abrir brechas. — Ele disse mostrando a mão machucada. Ele havia tentado pegar a adaga, porém ela havia ido pras mãos de Cicada, assim cortando as mãos do Vibro. — Mas eu tenho isso. — Disse tirando um extrapolador dimensional de seu bolso. Ele abria brechas.
Cisco caminhou até o computador e leu as coordenadas. Localizando, elas davam na Terra 221. Nunca haviam aberto uma brecha para uma Terra tão distante, mesmo que fosse bem perto da Terra 1 se considerassem o tamanho do multiverso. Ele era infinito. Atrás da brecha, estava uma sombra. Pareciam ver através de um escritório de detetive. A sombra possuía um chapéu e um charuto. Depois, ela se virou e, na frente deles, estava uma das versões mais curiosas de Harrison Wells que já haviam visto antes. Era como o Sherlock Holmes, porém Wells. O cavanhaque bem feito se destacava visto que era raro que outros deixassem daquela forma. Ele usava um casaco, porém assim que chegou, o jogou ao chão.
— Pensei que sua Terra seria mais fria. Harrison Sherlock Wells ao seu dispor. — Se surpreenderam. — Eu vim para pegar seu assassino.
— Bem vindo. — Disse Barry apertando as mãos do homem. — Sou Barry Allen, o...
— Flash. — Respondeu. — Eu sei disto. Já vi seu rosto pelo multiverso muitas vezes e, em quase todos eles, você era o Flash. Sendo assim, onde está sua esposa? — Perguntou Sherlock. — Sabe? A morena de olhos castanhos escuros.
— Iris?
— Sim, essa mesma. Eu fiz amizade com todas as Iris do multiverso que conheci.
— Ela está morta, infelizmente. — Disse Barry. — Jane é minha esposa. — Disse apontando para a loira. — E essa... — Apontou para Nora. — É a nossa filha.
— Nossa, isso é intrigante. Um Barry Allen casado com alguém que não seja a Iris ou a Caitlin.
— Eu? — Questionou Caitlin.
— Sim. Teve uma Terra para qual eu viajei uma vez onde você era casada com o Barry. Enfim, não importa.
— Eu esperava um Wells mais detetive, porém não um Benedict Cumberbatch. — Disse Cisco. — Independente disso, é muito bom ter você conosco. Agora podemos logo começar?
— É... No. Antes, eu sempre preparo o meu chá de vinte minutos.
— Chá de vinte minutos? — Questionou Nora.
— Sim, Nora West-Allen. — Ele respondeu-a. Cisco bufou. Estava cansado de ficar ali. — Você quer que eu vá embora. Certo, Cisco?
— O que? — Cisco questionou-o.
— Isso mesmo. Comigo indo embora, você teria mais tempo para se recuperar da sua recente decepção amorosa.
— Como sabe disso?! — Cisco perguntou assustado.
— O hematoma subcutâneo abaixo dos seus olhos indica que você tem chorado, sua pele ressecada indica desidratação, provavelmente pelo consumo de álcool. Álcool e choro juntos só podem significar uma coisa. Decepção amorosa.
— Ok, eu estou começando a acreditar que esse cara é detetive mesmo. — Disse Cisco. — Mas isso não é algo legal! É... Assustador, Sherlock. Assustador!
— Nesta Terra, você é velocista. — Sherlock disse olhando para Jane.
— Como sabe disso?
— Você pisa mais com seu calcanhar direito. Posso ver pelo desgaste de seus sapatos. É irregular. Comparando com o de seu marido, eles seguem o mesmo padrão.
— Desculpe, mas você acabou de descobrir que eu sou uma velocista olhando para o meu sapato?! Isso é assustador!
— Eu disse! — Respondeu Cisco.
— Assustador não, interessante sim. Sou um detetive.
— Beleza, você provou ser um detetive de verdade. — Jane disse. — Agora vamos logo encontrar o Cicada.
— Muito bem, vamos atrás do Cicada. Mas antes... — E tirou de seu bolso um papel com alguns termos. — Vamos ver a questão do meu pagamento.
— Pagamento? — Questionou Nora.
— Vai cobrar de nós? — Questionou Caitlin.
— Este não é um serviço de graça. Não trabalho por caridade. E, aliás, vamos concordar que um vilão do calibre do Cicada exige uma quantia substancial. — Ele escreveu no papel e o entregou nas mãos de Barry.
Todos se assustaram ao ler o preço.
— Quer 950 dólares?!
— Posso ser caro, mas vai valer a pena.
O Time se encarou pensando numa possibilidade.
— Pessoal? — Perguntou Barry.
— Cada um de nós teria que dar 158 dólares. — Disse Cisco.
— Podemos liquidar alguma reserva dos Laboratórios STAR. — Sugeriu Jane.
— Feito. — Disse Sherlock apertando a mão de Barry. — Bom, analisarei suas provas e saberei logo onde encontrar o assassino. Vamos terminar antes do jantar.
Passaram-se poucas horas até que Sherlock afirmasse ter solucionado o mistério. O homem responsável pela verdadeira identidade do Cicada estava ao leste da cidade, segundo o detetive multiversal. Barry, Jane e Nora correram. Quando chegaram, viram que era um lugar bem diferente do que imaginavam vindo de um super-vilão. Era uma fazenda. Uma fazenda com muitas árvores e cheiro de gado.
— Tem certeza de que é aqui? — Perguntou Jane ao microfone.
— Sim. — Sherlock respondeu-a. — As suas provas, mesmo que poucas, foram suficientes para criar um perfil psicológico. Este homem vive nas sombras. É alguém que foi obrigado a viver nas periferias da cidade. E, agora, ele fica sozinho na fazenda esperando a hora de atacar. Tudo isso, mais os dados do sensor comparados aos locais dos ataques e ao perfil, levaram a um nome. David Hersch.
— Você é mesmo um bom detetive. — Disse Barry.
— Sim, eu sei. Agora escutem bem. Quando entrarem, devem ver uma pequena armadilha.
— Estamos vendo. — Disse Jane. Era uma pequena bomba.
— Deixe comigo. — Disse Nora.
A velocista correu e, em super velocidade, desarmou-a.
— Eis a questão: É uma isca. — Sherlock disse.
Logo depois, várias minibombas idênticas surgiram do chão e explodiram. Barry e Jane correram e seguraram Nora. Depois, vendo que a entrada estava dominada pelo fogo, se jogaram pela janela, se salvando da explosão. O cheiro da fumaça inalou os narizes dos três. Uma figura encapuzada saiu de dentro do celeiro fugindo. Barry correu e o derrubou.
— Não é tão durão sem a adaga. — Barry disse. — Pegamos ele.
David estava desmaiado na grama da fazenda. O Time Flash se aliviou. Haviam detido o Cicada. Barry levou o homem até a CCPD, onde Singh o levou para interrogatório. O analisou e depois começaram a discutir.
— Isso é ridículo! — Gritou David para Singh na sala do interrogatório. — Não tem provas. Não podem me manter aqui.
— Ele parece zangado. — Disse Jane rindo.
— Pois é. O Singh investigou e descobriu várias coisas na fazenda dele que o ligam com atentados passados ao governo. — Disse Barry. — Ele já vem fazendo isso há um tempo.
— Então o pegamos. — Disse Nora animada.
— Eu não sei... — Disse Barry. — Não achamos nem sinal da adaga ou da máscara.
— Pai, cá entre nós, de um forense para o outro, olhe os fatos. O Sherlock é o maior detetive do multiverso. E o perfil dele nos levou ao David Hersch. E encontramos provas de que ele é um assassino em série. Quais são as chances dele não ser o Cicada?
— Olhe, eu concordo com o seu pai desta vez. Foi fácil demais.
— Tanto faz, eu vou comemorar. Na verdade, todos vamos. Vou chamar todo mundo, pegar uns drinks e fazer uma festa no hangar inferior.
⚡
Todos estavam ali. Caitlin, Cisco, Ralph, Sherlock. Todos bebiam coquetéis. O hangar inferior possuía um bar. Nora estava muito feliz. Barry e Jane chegaram em seguida, com uma expressão gélida no rosto.
— Aqui o seu, Sherlock. — Disse Nora entregando a taça ao homem.
Ele pegou, sorriu e bebeu um gole.
— E aqui está o de vocês. — Disse Nora trazendo duas taças de champanhe aos seus pais.
— Não, espere. — Disse Jane. — Pessoal, na verdade o David não é o Cicada.
Sherlock quase cuspiu o champanhe que estava em sua boca. Uma expressão de confusão se fez em seu rosto. Ninguém entendeu nada.
— Como é que é? — Questionou o detetive.
— Tem que ser ele. — Disse Nora.
— Não, verificamos as pegadas do Cicada na cena do crime do Impulso e da Vanessa e são três vezes maiores do que as do David. Não é ele. — Garantiu Barry.
— Não, claro que é ele. — Sherlock Wells disse. — Sempre é ele. Sempre que eu capturo o Cicada, é o Hersch.
— Espere, já o capturou antes? — Questionou Cisco.
— Trinta e sete vezes. 37 Cicadas em 37 Terras diferentes. E, sempre que tento capturá-lo, as pistas sempre levavam ao David Hersch daquela Terra.
— Então esse perfil psicológico que você fez dele... Você inventou? — Perguntou Cisco.
— Não na primeira vez. Depois dela, sempre que teve um novo caso envolvendo o Cicada, eu apenas impressiono o cliente com observações ligeiramente simples e depois digo que é o David. — Sherlock disse.
— Preguiçoso! — Exclamou Jane. — Nunca analisou prova alguma. Apenas chutou que era ele porque nas outras vezes.
— A questão, Jane West-Allen, é que não há motivos para o Cicada desta Terra não ser o David Hersch.
— Bem, talvez tenha. — Disse Jane olhando para Nora.
— E qual é? — Sherlock questionou-a.
— A linha do tempo.
— É. — Disse Barry. — Desde que a Nora chegou, a linha do tempo mudou um pouco.
— Por que não me disseram isso antes?! Como esperam que eu trabalhe num caso sem todas as variáveis?!
— Queremos um reembolso, isso sim. — Disse Cisco.
— Vish... Não vai ter como. O dinheiro já se foi.
— Gastou 950 dólares em um dia?! — Questionou Jane. — Com o quê?!
— Minha ex-mulher. Ex-mulheres, na verdade. Nove casamentos, sete mulheres, muitas pensões. A questão não é essa. A culpa não é minha, é dela. — O detetive disse apontando para Nora. — Ela é a culpada. Variação na linha do tempo.
— Bem, acho que voltamos à estaca zero com o Cicada. — Disse Cisco. — Vou para minha oficina.
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Jane e Barry foram até o corredor do acelerador, onde Nora os convocou. Caitlin chegou logo depois. Havia a cartola de Sherlock caída ao chão e, em sua volta, haviam cinzas.
— O que aconteceu aqui? — Perguntou Jane.
— Até onde eu sei, Sherlock estava no lugar errado e na hora errada. — Nora disse com um pesar em sua voz. — Parece que esta célula de fusão explodiu. — Apontou para um painel com várias daquela. — Acho que não estava acoplada direito...
— Ele se desintegrou em cinzas. — Disse Barry.
— Que jeito terrível de morrer. — Disse Caitlin.
— Isso é mentira. — Disse Cisco surgindo atrás. Se assustaram com a presença dele ali. Não haviam notado. — Isso é mentira. — Disse apontando para as cinzas. — Vejam, essas células aqui funcionam em um circuito de cascata redundante. É como alimentam o acelerador. Logo, se uma explodiu, todas teriam explodido. — Logo depois, Cisco se abaixou e lambeu uma parte das cinzas. Era nojento. Ele degustou e depois disse: — Folhas de chá.
— Ele forjou a morte dele?! — Questionou Nora.
— Para escapar das dívidas. Mas não ficará assim por muito tempo. Aí Barry. — Chamou-o. — Procura pelo laboratório um malandro de chapéu Pork Pie dessa altura aqui com um leve cheiro de poutine.
— Tá. — Ele disse e, segundos depois, retornou com Sherlock. — Olhe o que tinha no bolso dele. — Era um extrapolador dimensional.
— Muito esperto, Sherlock Wells. — Cisco pegou o extrapolador e colocou-o em seu bolso. — Achando que pode fugir sem pagar sua dívida.
— Bom, funcionou com a minha quarta mulher. — Ele disse. — E com a sexta.
— Sério, Sherlock. Você me faz sentir saudade do Wolfgang. — Disse Jane.
Cisco segurou a jaqueta de Sherlock e usou para o arrastar para fora da sala. Nora estava com uma expressão séria e bem distante em seu rosto.
— Você está bem? — Perguntou Barry.
— Sim, é só que... — E pensou. — Por alguns minutos, achei que minha viagem no tempo havia causado a morte do Sherlock. Pelo menos uma coisa não é minha culpa.
⚡
Jane e Barry sentavam na varanda e conversavam. Barry massageava os ombros da loira ao mesmo tempo que fazia um cafuné em seus cabelos. Já era tarde da noite. Jane pensava sobre o jornal de 2049. Pensava sobre Barry nunca mais retornar. Pensava em como criou uma péssima relação com sua filha. Em sua mente, estava a principal dúvida: "Como pude fazer isto com ela?" Barry não podia ouvir os pensamentos da esposa, mas pela expressão no rosto dela ele já imaginava sobre o que se tratava.
— O futuro é maleável, lembra? Eu sempre volto correndo para você.
Jane sorriu. Os telefones dos dois começaram a tocar. Era um pedido de ajuda de Cecile. Correram até a casa dos West. Assim que chegaram, viram Joe amarrado, Cecile caída na escada abaixada e Cicada lutando contra o Vibro. Cisco provavelmente havia recebido a mensagem antes dos dois e chegado primeiro. Cicada, segurando-o, se tacou em uma brecha, levando-o.
— Ele levou o Cisco! — Disse Cecile.
— Pessoal, o Cicada levou o Cisco através de uma brecha. — Disse Jane ao microfone.
— Uma brecha pode levar para qualquer lugar da cidade. — Disse Nora.
— Cisco, está nos ouvindo? — Questionou Caitlin ao microfone.
— Sim. — Ele respondeu.
— Onde você está?
— Eu não sei. — O Vibro disse reparando no ambiente em sua volta. — Aconteceu alguma coisa com a minha brecha. Não sei o que ele fez, mas nos jogou numa floresta.
— Consegue abrir uma brecha de volta? — Perguntou Barry.
Cisco estendeu suas mãos e se esforçou, mas sua mão transbordava de sangue, vindo do corte profundo feito pela adaga. Cisco começou a ouvir um som. O som de uma cigarra. Começou a correr. A adaga de Cicada fazia cortes nas árvores ao seu redor.
— O Cicada está anulando os poderes dele. — Disse Nora.
— Sem o satélite, não consigo localizá-lo. — Disse Caitlin. — Só neste estado, são mais de 5 milhões de hectares de florestas.
— Vou começar pela Black Forest. — Disse Barry saindo da casa correndo.
— E eu pela Ronak. — Disse Jane correndo para lá.
Eram florestas próximas de Central City. Sherlock chegou ao córtex.
— Quais são os tipos de árvores? — Ele perguntou à Cisco pelo microfone.
— Eu não sei! É uma floresta! — Disse correndo pela mata escura. Se escondeu atrás de um arbusto e observou. — São pinheiros, eu acho. Algumas tem folhas pontudas.
— "Pontudas". — Repetiu Sherlock pensativo. — Freixos! Claro. Agora preciso que você prenda a respiração.
— O quê?! — Questionou Cisco. — Por que?!
— Porque preciso escutar a floresta. Agora vai logo. — Cisco obedeceu. Era um som de natureza com insetos, como toda floresta. — Grilos, estão ouvindo? Presumo que sejam grilos de campo, eles vivem no solo e... Enfim, procurem grilos de campo com alta concentração de pinheiros e freixos em campo aberto. E o resultado é...
— Colin Woods. — Disse Caitlin após ler nos monitores.
Jane e Barry mudaram suas rotas e correram para lá. Assim que chegaram, viram Cisco caindo após a adaga de Cicada atravessar seu abdômen. Ele caiu desmaiado.
— Cisco! — Exclamou Barry.
Logo depois, os poderes do Flash e da Fúria Escarlate foram anulados. Partiram para cima do vilão dando socos. Cada soco dava um efeito menor em Cicada, que os segurava e os atirava contra as árvores. Após derrubar Jane e colocar seus pés pesados sobre o peito dela prendendo-a no chão, Cicada segurou Barry pelo pescoço e o apertou.
— Vocês são fracos. Sempre prendendo meta humanos que, depois de um tempo, fogem da prisão. E então vocês os prendem de novo. E ficam nesse ciclo vicioso enquanto toda Central City paga por seus pecados. Esses dias terminam agora com a morte de vocês.
Naquele momento, XS surgiu e atirou um poderoso raio contra Cicada, que foi atirado para longe. Cisco acordou e se levantou. Nas mãos de Nora, estava uma célula de fusão. Um aparelho usado para alimentar o Acelerador de Partículas. Nora jogou-o para Cisco.
— Aí, Michael Myers, anule o poder disto! — Disse Vibro jogando a célula contra Cicada.
Porém, algo inesperado aconteceu. A ponta afiada de sua adaga mudou a direção do aparelho, mandando-o em direção à Cisco. Uma poderosa explosão aconteceu. Barry, Jane e Nora foram atirados para trás enquanto Cicada criou um campo de força para se proteger. Caitlin se desesperou. Até mesmo Nevasca, que estava em sua mente, se desesperou.
— Não. — Ela disse. — Não! Não pode ser! O Cisco está... Morto.
Após a fumaça sair da cena, Jane e Barry se levantaram. Barry ajudou Nora. Jane correu até onde Cisco estava, porém havia somente um gigantesco buraco causado pela explosão. Nele, estava a roupa do Vibro transbordada em sangue.
— Cisco? — Jane disse antes de lágrimas saírem de seus olhos.
A loira começou a chorar desesperadamente. Barry a abraçou. O velocista também chorou. Caitlin ficou em choque. Ela não conseguia acreditar que aquilo era verdade. Sherlock não esboçou nenhuma reação além de uma expressão de tristeza. Um filme passou na cabeça de Caitlin. De todas as vezes que Cisco a ajudou, a apoiou, riu. Tudo isso retornou à sua mente de forma espontânea e se juntou em um sentimento de vazio. Um vazio que ninguém mais, além dele, poderia preencher.
Uma brecha se abriu atrás dos três velocistas. De dentro, saiu uma sombra. Era Cisco, porém usava uma camisola. Jane se aliviou em vê-lo ali. Vivo.
— Ele está vivo. — Disse Barry aliviado.
O coração de Caitlin quase havia parado. Seus olhos estavam vermelhos.
— Caramba... Que susto. — Ela disse aliviada.
— O que aconteceu, cara?
— Eu tinha isso no meu bolso. — Ele disse mostrando um extrapolador dimensional. Era o mesmo que Sherlock iria tentar usar para fugir. — Me lembrei que há mais de um jeito de abrir uma brecha.
⚡
— É... Eu quase morri mesmo. — Disse Cisco. Estava com um gesso em seu braço, que havia sido quebrado na luta. Ele olhou atentamente para Barry e, olhando no fundo dos olhos do velocista, perguntou: — Como vamos deter esse cara?
— Não com nossos poderes. — Ele respondeu. — Disso sabemos. É inútil.
— Mas não sabemos de muitas outras coisas. — Disse Sherlock. — As variações na linha do tempo mudaram alguns fatores, complicaram a equação agora.
— Mas nem todos os fatores são ruins. — Disse Barry olhando para sua filha. — Você pode ser um fator bom, Nora. Você pode ser nossa chance contra o Cicada.
— Pois é, Nora West-Allen. — Disse Sherlock rindo. — Você quase matou o Cisco.
— E essa é a única morte falsa que teremos por aqui. — Cisco disse olhando para o detetive. — Você, Sherlock, não vai a lugar nenhum sem nos pagar o que deve.
— Bom, tenho de dizer que uma oportunidade de ficar para investigar mais mistérios envolvendo o Cicada me deixa animado. — O detetive disse. — Sabem o que eu quero agora? Café. Se tem uma coisa que, em todo o multiverso, só melhora, é o café. — Logo depois, Sherlock saiu do córtex.
— Ele me lembra o HR. — Disse Cisco. — Mas o HR é mais legal. Eu vou descansar.
— Eu também. — Disse Caitlin. — Alguém viu o Ralph?
— Eu acho que ele está cuidando de uns problemas envolvendo o passado dele. Ele criou muitas dívidas quando era o detetive corrupto. — Disse Cisco.
Logo depois, só restaram Jane, Barry e Nora no córtex.
— O que acham de um jantar em família? — Sugeriu Jane.
— Eu acho ótimo. — Barry disse.
— Bom... — Nora disse um pouco insegura. — Pode ser legal. Vocês poderiam me contar mais sobre a tia Iris. Eu sempre quis conhecer ela.
— Além disso... Estava pensando em outra coisa. — Disse Jane. — Você está dormindo no hangar inferior, mas agora que o Sherlock está aqui ele vai precisar de um lugar pra dormir. Sendo assim, você pode ficar conosco. No nosso apartamento.
Nora estava um pouco preocupada, pois isso poderia trazer mais riscos à linha do tempo, mas não conseguiu recusar a chance de morar em sua própria casa, porém anos no passado. E com seu pai. Sendo assim, aceitou sem pensar muito mais.
PRCIOU_STILES ©
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