2⚡CHAPTER TWENTY THREE: INVENCÍVEIS
Chapter Twenty Three:
Invencíveis
Barry e Jane haviam acabado de chegar aos Laboratórios Star. Mesmo em um cenário apocalíptico, eles não desistiam. As pessoas descreviam o que está acontecendo na cidade como meta-apocalise. Até mesmo a CCPD estava temendo aquilo. As pessoas estavam aliviadas pelo retorno do Flash e da Fúria Escarlate, mas estavam ainda mais assustadas com a ascensão de Zoom e seus meta humanos.
— Nós costumávamos a deter um por vez, não cem por vez. — Barry diz.
— E mesmo assim vocês não parassem estar muito assustados. — Iris diz.
— Porque sabemos que vamos conseguir. — Jane diz sorrindo.
— Pessoal, vocês precisam ver isso! — Cisco afirma correndo nos corredores. Ele estava desesperado. Jane, Barry e Iris o segue até o córtex, onde estava Caitlin. Ela estava sentada em uma cadeira de frente para Henry.
— Ai Meu Deus, Caitlin?!
— Está em estado de choque. — Henry afirma. — Meio desidratada e mal nutrida, mas acho que vai ficar bem.
— Eu estou bem. — Caitlin diz assustada tremendo suas mãos.
— O que aconteceu? Como escapou?
— Ele me deixou ir. Eu não queria ir porque achei que era uma armadilha, mas ele disse que você e Barry tinham morrido. — Caitlin afirma chorando.
— Não morremos. — Jane afirma segurando as mãos de Caitlin na esperança de acalma-la. — Estamos bem. Estamos todos aqui, juntos.
— Snow, Jay não esta aqui.
— Você está segura dele.
— Ele vai dominar a cidade. Ninguém aqui vai conseguir o impedir.
— Nós vamos. Escute, depois de estar na Força de Aceleração eu vi que o universo está conosco, não com o Zoom. Ele não se vai dar bem nessa. Ele está no nosso território. A Terra é nossa.
— Você passou por muita coisa. Devia descansar. — Barry afirma. — Vamos. Eu te levo para a cama.
— A Jane estava na Força de Aceleração? — Caitlin pergunta.
— Eu também estava. É uma longa história. — Barry afirma.
— Nós vamos deter o Zoom, pessoal. Eu sinto isso. — Jane afirma. Harry e Jane saem do córtex, assim como Joe e Henry, que estavam indo à casa dos West. Jane estava mais confiante do que nunca. Se sentia invencível.
— Barry, Jane, posso falar com vocês?
— Estou aqui. A Caitlin pegou rápido no sono. — Barry afirma.
— Vocês não estão sendo muito realistas. — Cisco afirma.
— Como assim?
— Parece que nada mais toca vocês. É como se fossem invencíveis.
— Só estamos confiantes.
— Jane, você disse que o universo está com a gente, literalmente. Isso é muita confiança. Isso pode acabar... — Cisco fica parado. Ele tem uma vibração. Um pouco depois, ela acaba.
— Cisco, o que você viu?
— Eu vi você, mas estava com roupas pretas... era a Evil Jane.
— Que droga! — Jane diz.
Um alarme toca. Cisco corre até seus computadores. Seus medos se concretizam. Era ela.
— Ataque nos Laboratórios Mercury!
— É ela. É a minha sósia.
— Vamos lá. — Barry diz.
Os dois colocam seus trajes e correm imediatamente até os Laboratórios Mercury, onde vêem Evil Jane parada em frente ao prédio sendo destruído.
Barry tira todos os civis do prédio, que desmorona segundos depois. Todos estavam salvos e o prédio destruído.
— Olha só se não é a minha sósia. É um prazer vê-la novamente, queridinha. Eu ainda fico bonita no uniforme de heroína. Isso ficou mais claro do que nunca agora. — Evil Jane afirma rindo. Seus olhares eram vidrados nos de Jane e sua expressão era de pura maldade.
— O que você quer?!
— O que você acha? Estou unida ao Zoom. Queremos dominar Central City.
— Como derrubou esse prédio?
— Eu só quebrei tudo em super velocidade. — Os olhos da vilã ficam pretos e uma camada de raios azuis se forma em volta de seu corpo. — Assim.
— Você também está viciada na V9.
— Na verdade não. Eu confesso que isso seria verdade há uns meses atrás, mas estão um pouco atrasados.
— Desde quando você se tornou isso? Essa pessoa maligna que não se importa com ninguém, incluído sua família.
— A família é a maior fraqueza que existe. O Morte Nuclear conseguiu deixar o Flash atordoado somente matando o sósia de seu pai adotivo. Eu diria que isso é uma fraqueza.
— Chega disso! Vamos resolver isso de uma vez. Uma batalha entre eu e você. Barry, fica de fora dessa.
— Eu aceito! — Evil Jane atira diversos raios contra Jane, que é jogada contra um beco. A heroína se levanta e tenta atirar raios, quando sua sósia os segura e os joga de volta, atordoando Jane. — Você é muito fraca. Eu posso te tornar forte. Está sentindo isso? — Evil Jane segura sua sósia pelos cabelos, que cuspia sangue. — Está sentindo sua derrota eminente?
— Vai pro inferno.
— Eu já estive lá. Da próxima vez que eu for, vou te arrastar comigo! — Jane consegue dar um chute em sua sósia, que limpa o sangue de sua boca dando risadas. Era só um arranhão. — Só isso?
— Cala a boca! — Jane corre até sua sósia e usa um impulso para a dar um super soco, mas ela cria um escudo de raios azuis no momento exato e impede que o soco a atinja. — Como fez isso?!
— Eu aprendi sozinha. Nem o Zoom sabe. Se vier comigo, eu posso te ensinar, sabia? Poderíamos... — Jane atira um enorme raio contra sua sósia, a pegando desprevenida. — Isso foi inteligente, tenho que admitir. Você pode saber como usar truques contra mim, mas nunca será tão rápida quanto eu sou. — Evil Jane começa a correr pela cidade e Jane a segue. A cidade é surpreendida pelos raios das duas passando pelas ruas, assustando os cidadãos. As duas começam a lutar de verdade sem usar velocidade. Estavam sangrando, mas ainda lutando.
— Chega!! Por que isso?! Por que você é tão fiel ao Zoom, sósia? Ein?!
— Porque ele é mais poderoso do que vocês poderiam ser. Ele ficou do meu lado desde o início e eu irei ficar do seu lado até o fim! Você ama ele, não é?!
— Não! Eu odeio o Zoom!
— Não o Hunter. Estou falando do Barry. Você sente muito afeto e amor por ele, não estou certa?
— Sim, mas é por que...
— Porque você fez uma promessa a ele quando criança? — Jane pergunta.
— Como sabe sobre a promessa?
— Isso aconteceu comigo também. Eu também fiz essa promessa, mas ele me abandonou. Depois disso, eu me uni ao Hunter. Ele vai te abandonar também, sabia? O Barry vai te deixar pra trás. Quando isso acontecer, você vai sentir a pior sensação de toda a sua vida. Você vai ser esquecida. Vai ser pior do que o destino do Eobard Thawne. Vai ser pior do que ser apagada da existência.
— Cala a boca! — Jane dá socos na vilã, que começa a dar risadas. Jane segura sua sósia ao chão e começa a socá-la no rosto com a maior força que consegue. Ela direciona todo o seu ódio para sua inimiga. Após quebrar seu nariz, ela continua dando socos. Sangue se espalha pelos seus dedos. Sua inimiga já estava desmaiada, ou até mesmo morta. Jane começa a chorar vendo o que havia feito. — Não! O que eu fiz?!
— Jane... O que você fez?! — Barry pergunta chegado ao lugar. — Ela está... morta?! — Jane começa a chorar mais ainda. Barry corre até sua namorada e a abraça da forma mais forte possível.
— Desculpe, Barry. Me desculpe...
— Está tudo bem, Jane. Está tudo bem. O que acha de voltarmos aos Laboratórios Star? — Ele pergunta.
— Pode ser. — Ela responde limpando suas lágrimas de forma bruta.
Os dois correm até os Laboratórios Star. Minutos depois, o Time Flash tenta acalmar Jane, que estava sentada com os olhos vermelhos de tanto chorar.
— Quer uma água? — Barry pergunta se aproximando de Jane.
— Obrigada. — Ela diz logo antes de beber a água. Estava com muita sede.
— Pessoal, olhem isso. — Cisco muda as imagens dos monitores para uma reportagem em tempo real. Ela mostrava o prédio da CCPD marcado com um enorme símbolo de raio.
— É o Zoom. Ele está me convocando.
— Eu vou também. — Jane afirma.
— Jane, você não está em condições.
— Eu vou e ponto final.
⚡
Na CCPD, Barry e Jane chegavam até o laboratório forense, onde Zoom estava. O vilão estava sem sua máscara e observava o quadro do assassinato de Nora Allen em que Barry trabalhou antes de ser atingido pelo raio.
— Eu nunca vi as fotos do assassinato da minha mãe. Acho que eu não precisava. Eu assisti tudo de perto. Delicado, não acham? — Zoom se vira. Ele vê Barry e Jane. — Não é só um holograma... são vocês mesmos. Muito Interessante, eu diria. — Ele diz.
— Sei que não nos chamou aqui só para isso. — Jane afirma raivosa.
— Na verdade, chamei. Eu os chamei para dizer que não podem correr de um meta até outro. Dando voltas sem parar. Como cães atrás dos rabos.
— Vamos fazer o que for preciso para te deter. — Barry afirma.
— Como se isso fosse o suficiente. Eu conheço vocês, mas principalmente você Barry. Eu te conheço e sei o que te impede. Eu e você somos a mesma pessoa. — Zoom afirma. Barry ri.
— Você vive falando isso, mas não vai tornar isso uma realidade, Jay.
— Você vai ver. Temos o mesmo passado trágico, mesmo motivo para correr, mesmo desejo de ser o mais rápido. De ser o melhor. A diferença é que você acha que a sua raiva é ruim. Quer ser visto como puro, o herói. Não é cansativo, Barry?! Foi cansativo bancar o Jay. — Zoom afirma.
— O Barry e você não tem nada haver um com o outro. Ele é um herói. Você não é nada mais que um monstro doente com o desejo de ser o melhor em algo que sabe que nunca vai ser.
— Cala a boca! — Zoom se irrita. — Vocês não entendem?! Não conseguem ver a realidade?! Basta ver o próprio futuro para saber o destino de vocês. Se conseguem isso, quer dizer que têm um poder absurdo em mãos. Eu escolho usá-lo e me tornar melhor nele, mas vocês parecem nem mesmo ligar.
— Nós vamos te deter, Zoom.
— Estou esperando.
Nos Laboratórios Star, Jane estava no córtex com Barry. Só estavam os dois ali. Caitlin também estava, mas dormia.
— Barry, eu estava pensando em algo. Hoje é dia 22 de maio. Em 4 dias, iremos ter a chance de mudar nosso futuro e nem sabemos como.
— Eu sei disso, mas já tive uma ideia.
— Qual? — Jane pergunta.
— Quando você viajou no tempo você disse ter visto o Zoom nos enfrentando. Isso quer dizer que nós vamos enfrentá-lo, mas e se somente eu fizer isso? — Barry sugere.
— Não estou entendendo.
— Se você nunca for para a batalha, o futuro vai ter mudado e o dia também.
— Mas somente juntos poderemos vencê-lo. — Jane afirma.
— Não se preocupe com isso. Temos que parar o apocalipse de metas.
— O Cisco e o Harry estão trabalhando nisso. — Jane afirma.
⚡
Enquanto isso na CCPD, Evil Jane surge no laboratório forense. Zoom estava esperando, mas demorou mais do que ele havia previsto. Jane havia conseguido a derrotar.
— Por que demorou tanto?
— Tive complicações.
Zoom coloca sua máscara e surge na frente de Evil Jane, a encarando.
— Que tipo de complicações? — Ele pergunta modificando sua voz.
— Jane. A minha sósia. Ela conseguiu me derrotar e... — Zoom segura a vilã pelo pescoço, prendendo seu fôlego.
— Você foi derrotada? Responda! — Ela balança sua cabeça, indicando que sim. Estava quase morrendo. — Você serviu por um bom tempo, mas por agora eu não preciso mais de você. — Zoom a coloca no chão. Ela respira de forma ofegante e se levanta. Antes que pudesse dizer algo, Zoom atravessa seu coração e o arranca do corpo. Ele dá risadas logo depois. — Rídicula...
Mais tarde nos Laboratórios Star, Barry e Jane chegam até a sala de brechas, onde Cisco havia acabado seu projeto.
— Certo. O que é isso?
— A forma que usaremos para deter os metas da Terra 2 e possivelmente o Zoom. Vamos fazer uma terapia de choque dimensional com eles.
— Essa é a parte que me finjo de burro e você explica. — Joe afirma.
— Está bem. Toda matéria vibra em sua própria frequência. Rompendo a frequência, rompe-se a matéria.
— Como quando uma cantora de ópera quebra a taça com sua voz.
— Exato. Descobrimos que todos da Terra 2 vibram em frequência própria e mais alta. Eu mostrei isso pro Hartley e ele postulou que poderíamos criar um diapasão dimensional, voilà.
— Mas você nem projetou isso sozinho, Ramon. — Harry afirma.
— Para de me cortar e me deixa aproveitar esse momento. Continuando, se vocês dois correrem rápidos o bastante para criar um campo refrator, o dispositivo pode enviar um pulso que vai rebater nele, se dividir e colidir consigo mesmo. — Cisco afirma.
— Amplificando a frequência...
— Para maior. Cisco, isso é genial.
— Obrigado, Jane. E quanto esse pulso atingir qualquer pessoa da Terra 2, vai abalar o sistema nervoso. Metas da Terra 2 vão simplesmente apagar.
— Até mesmo o Zoom?
— Até mesmo o Zoom.
— Harry e Jesse são da Terra 2. Como vai fazer para isso não afetá-los?
— Não se preocupe conosco, detetive. Projetamos esses fones de ouvido para nos proteger do pulso. — Harry diz.
— Ideia do Wells.
— Vamos fazer isso então.
— Jane, você precisa estar pronta emocionalmente e fisicamente. Teremos que correr mais rápidos do que já corremos antes para conseguir.
— Eu estou pronta, Barry.
— Então vamos nessa.
Os dois colocam seus trajes e começam a correr em volta de Central City. Haviam dado diversas voltas, marcando toda a cidade. Haviam conseguido criar um campo refrator. Harry e Jesse colocam os fones de ouvido. O cientista usa os satélites e distribui o pulso pela cidade, emitindo o ruído. Todos os metas da Terra 2 começam a sentir uma dor indescritível, inclusive Zoom. Todos os metas que estavam criando o meta apocalipse estavam atordoados. Barry e Jane continuam correndo pela cidade. Zoom consegue escapar através de um portal para Terra 2. Ele não havia sido derrotado, muito pelo contrário. Agora, o vilão estava com raiva. Muita raiva.
— Barry e Jane, conseguimos. Pode trazer eles. — Joe afirma ao microfone.
— Certo, pai. Agora vamos fazer uma limpeza. — Os dois trazem os metas um por um aos Laboratórios Star, prendendo um de cada vez em celas. Depois de um tempo, todos já estavam presos, menos o Zoom. — Conseguimos! Todos estão presos em suas devidas celas. Espere, onde está o Harry?
— O fone da Jesse falhou e ele deu o dele para ela, assim ele também ficou atordoado. Está no Laboratório da Caitlin, mas vai ficar bem.
— Entendi. Caitlin, você está bem?
— Não, mas acho que vou ficar. Acho que estar aqui com vocês detendo meta humanos e salvando pessoas, é a primeira vez que me senti normal em muito tempo e pode acreditar, eu sei como isso soa estranho.
— Não soa não. Faz sentido pra mim.
Caitlin sorri. Jane retribui o sorriso.
— Você tem sido uma ótima amiga Jane. Muito obrigada por tudo.
— Eu que agradeço, Caitlin.
No dia seguinte, Barry e Jane chegavam até a CCPD. Singh conversava com Joe sobre os meta humanos. Joe precisava explicar o que estava acontecendo sem detalhes, o que se tornava um desafio.
— Bom dia, Joe. Bom dia Capitão Singh.
— Bom dia, pai. — Jane diz entregando um café do Jitters nas mãos de Joe.
— Bom dia, Barry e bom dia Jane. Caramba, obrigado. — Joe agradece.
— Café expresso com cappuccino e essência caramelada, o favorito do senhor. Ah e tem pra você também, Capitão Singh. É um Flash. — Jane diz, se referindo à bebida.
— Nem sei como agradecer e bom dia para vocês dois. — Singh diz.
— Eu estava falando com um meta humano e ele disse que Zoom abriu um portal e fugiu para a Terra 2.
— Como ele fez isso?
— Ninguém sabe. — Joe afirma.
— Terra 2? É mais uma coisa que eu não preciso saber? — Singh pergunta.
— Tipo isso, Capitão Singh.
— Certo. Ah, Jane e Barry, tem duas colunas de casos não resolvidos pra vocês na mesa. — Singh afirma saindo.
— Certo. — Jane diz. — Vamos lá né.
Barry e Jane passam o dia inteiro trabalhando nos casos. Estavam quase acabando quando decidiram deixar o resto para o dia seguinte. Estavam voltando para casa quando encontram todos na casa dos West. Uma música animada tocava e até mesmo a Doutora Cristina McGee estava ali.
— O que está acontecendo?
— Culpa da Iris. — Cisco diz logo antes de beber sua bebida.
— Ah, sei lá. Só achei que como o Henry está de volta, deveríamos comemorar. Eu achei esse gorro do natal do ano passado. Achei bonitinho usar de novo.
— Fica linda com ele. — Jane afirma rindo. — Eu achei uma ótima ideia. É um prazer vê-lo novamente, Henry.
— Digo o mesmo de você, Jane.
Até que Henry sai dali, mostrando alguém que estava sentada na cozinha.
— Mãe?! — Jane pergunta.
— Oi filha. Como você está linda.
— Achei que seria legal convidar ela, Jane. — Iris afirma. Jane ainda tinha receio de sua mãe. Ela ainda tinha um segundo olhar nas intenções da mulher.
— Claro. Ótimo. Legal mãe. — Jane tentava forçar barra, mas sabia que no fundo nunca amaria sua mãe como ama seu pai, Joe. Era impossível sentir o mesmo sentimento. — Oi Jesse, Wally. Até mesmo você está aqui, Doutora McGee. É um prazer vê-la novamente.
— Eu digo o mesmo de você, Senhorita Alisson West. — McGee diz.
— E então, como foi o trabalho lá com o curso, Wally? — Jane pergunta.
— Foi tudo ótimo. Valeu por perguntar.
— Parece que a cidade está mesmo tranquila. Parece que vocês são mesmo invencíveis. — Iris diz rindo.
— Não, não somos. Eu me sinto como se fosse, mas no fundo lembro que não. Eu perdi o Barry no futuro, então...
Iris muda sua expressão. Ela se sente culpada, mas ao mesmo tempo aliviada por aquilo não ter acontecido ainda.
— Jane, o futuro está errado. Eu nunca tiraria sua felicidade.
— Está no destino, Iris. Vocês dois estão destinados a ficarem juntos. Na Terra 2 são casados, no futuro também. É como uma lei. Eu não te culpo e nem posso, afinal isso ainda não aconteceu.
— Jane, eu nem sei o que dizer.
— Não precisa dizer nada. O futuro ainda está lá, mas é um futuro e não um presente. Enquanto ele não acontece, irei lutar para impedi-lo e te amarei. Você é minha irmã, Iris. Eu tenho lembranças incríveis ao seu lado. Eu te amo muito. — Jane afirma.
— Eu também te amo, Jane. Obrigada por entender tudo e todos sempre. Alguém já te disse que você é perfeita?
— Não é verdade, mas Iris, desde a morte do Eddie nunca conversamos sobre isso. Como você está?
— Eu superei ele. Eu o amava muito, mas ele morreu como herói. Ele apagou o Flash Reverso da existência.
— Fico muito feliz por você estar seguindo em frente, Iris.
— E eu estou muito feliz por você e pelo Barry. Quando éramos crianças, eu sempre achei vocês muito fofos. Agora, é uma realidade. — Iris afirma. Jane sorri. Ela amava muito Barry. Iris nunca tiraria aquilo de sua irmã, então por que o futuro dizia o contrário?
— Pessoal, atenção em mim. — Joe diz em voz alta batendo em sua taça de champanhe com uma colher. — Eu proponho um brinde. Esse ano está sendo muito difícil para nós, mas se tem uma coisa que permaneceu intacta são as pessoas que mais amamos. Um brinde à família. — Todos batem suas taças e sorriem. Logo depois, bebem.
— Esse é o meu tipo de brinde, curto e belo. Agora vamos comer. — Cisco diz. Joe solta umas risadas. Até que algo acontece. Cisco fica ali paralisado na sala por alguns segundos. Ele havia tudo uma vibração. Estava em choque.
— Cisco... — Jane pareceu notar o amigo. Todos olham então. — Você está bem? Espere... o que você viu?
— Como assim, "viu"? — Wally pergunta. Ele não sabia de nada.
— Eu tive uma vibração. Eu vi uma coisa terrível. A Terra 2 de partindo ao meio de polo a polo. Diga que eu não vibrei o futuro. Por favor, me digam que eu não acabei de ver o fim do mundo. — Seria o futuro, aquilo?
— Não estou entendendo. — A mãe de Jane diz desorientada.
Até que algo acontece. Zoom surge por trás de Henry. Jane arregala os olhos, assim como Barry. O vilão segura o pai de Barry pelo pescoço, o prendendo.
— Nossa história continua, Flash e Fúria Escarlate. — Ele sai dali então em super velocidade. Barry e Jane o seguem, deixando Wally e a mãe de Jesse assustados. Eles não esperavam aquilo. Wally estava desacreditado em pensar que seus "irmãos" eram o Flash e a Fúria Escarlate, assim como a mãe de Jane, que estava assustada em pensar no fato de ter uma filha velocista. Zoom leva Henry até a casa de infância de Barry. O vilão retira sua máscara. Ele segura Henry na cozinha, exatamente onde Nora Allen foi assassinada pelo Flash Reverso. — Que poético voltar à casa de sua infância.
— Jay... não faz isso, por favor. Estou implorando. Me leva. Me mata!
— Não! — Henry grita dos braços de Zoom. Ele estava muito assustado.
Jane pensava em tentar vencer o vilão em super velocidade, mas isso o deixaria tão irritado a ponto de fazer crueldades ainda piores.
— Zoom! Solta ele! — Ela diz.
— Ah, não. Não posso fazer isso. Eu vou deixar o Flash tão traumatizado a ponto de se transformar em mim. Irei finalmente provar que somos iguais. Afetando o Barry, eu afeto você Jane.
— Jay, para por favor. — Os olhos de Barry se enchiam de lágrimas pensando na possibilidade de acontecer exatamente o que aconteceu com sua mãe. Ele seria órfão. — Para! Me mata, vai! Faz o que você quiser, mas solta o meu pai. Eu tô te implorando.
— Filho, olha pra mim. — Henry já imaginava seu destino, a morte.
— Você vai ver o seu pai morrer na sua frente. Isso vai te deixar igualzinho a mim. A Jane vai ficar tão abalada que vai seguir o seu caminho! — Zoom afirma. Ele sentia ódio, muito ódio.
— Foi um prazer te conhecer, Jane. Obrigado por tudo que fez pelo meu filho. Barry, aconteça o que acontecer você me fez o pai mais feliz do mundo. Eu e sua mãe te amamos. Eu te desejo ser feliz. Se case. Crie seu próprio futuro. Você sempre... — Zoom atravessa o peito de Henry.
— Não!! — Barry grita da forma mais alta e dolorosa possível.
PRCIOU_STILES ©
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