𝑪𝑨𝑷𝑰́𝑻𝑼𝑳𝑶 2

Pov's Sn

- Papa, eu posso sair com as meninas e o Tom?

Pergunto chegando na sala aonde meu pai e minha mãe estavam conversando e tomando chá, eles tem essa mania. Meu pai me olhou tão sério que ele poderia me matar com o olhar, minha mãe apenas sorriu para mim.

- De forma alguma! Amanhã você ainda tem aula. - Ele respondeu rude, eu não esperava menos.

- Mama! - apelei.

- Tenho que concordar com seu pai dessa vez, nena . - minha mãe disse me olhando com uma cara que dizia "sinto muito".

- Increíble. - dei uma risadinha sarcástica e voltei para o meu quarto.

Meu pai vai ficar nessa de me proibir das coisas até eu não depender mais dele, enquanto eu estiver morando aqui ele vai fazer questão de me proibir, só porque me viu beijando Florence. Ele é tão antiquado, tão conservador, ele não poderia sentar comigo e conversar? Ouvir sobre quem eu quero ser? Mas não, ele simplesmente quer decidir toda a minha vida.

Peguei meu celular e liguei para Tom.

•📱 Hey, S/a. Que horas te busco?

•📱 Hora nenhuma. - bufei.

•📱 Ele não deixou?

•📱 No. Ele me estressa. - Ouvi a risada de Tom- No r.

•📱 Relaxa, S/a, é só uma questão de tempo. Você precisa dá tempo para ele digerir o que viu, até eu ficaria depressivo se visse você beijando Florence.- ele gargalhou.

•📱 TE ODIO, TOM ELLIS.

•📱 Nos falamos depois, sim?

•📱 até, babaca!

Todos os dias a gente fica em casa sem nada para fazer, mas parece que quando você queria ter saído com os amigos e não pôde, ficar em casa se torna ainda mais entediante do que já era.

Como uma boa amiga Elizabeth disse que vem ficar comigo, ao menos isso, meus pais deixaram, enquanto a espero chegar tenho a brilhante ideia de procurar se minha professora nova tem Instagram, eu passaria uma noite admirando as fotos dela, se houvesse.

×××

Instagram

@ScarlettJohansson: Tu tem sido algo bom nessa confusão 😊

×××

A minha procura não demorou muito e logo eu achei o Instagram daquela loira, mas a publicação mais recente era dela beijando outra mulher, sua namorada, talvez. Bom, namorada é um detalhe o que eu precisava saber é se ela era lésbica, e agora já sei.

"Sinto mucho, Bullock". Não me contive em rir quando pensei.

Continuei vendo as fotos dela e puta merda, essa mulher é um espetáculo, em alguns minutos meu direct chama, é lizzie, eu já acho estranho porque normalmente ela já sai entrando.

-S/A

Que foi, doida?-

-Vem aqui no teu portão.

Ah no, lizzie, tô deitada, sobe aí-

-Vem logo!!!

Aff, tudo bem-

Desci as escadas e já dei de cara com meu pai.

- Aonde você vai? - ele perguntou sem nem me olhar.

- Abrir o portão para lizzie, yo puedo majestade?

- Cuidado como fala, Sn.

Ele disse e passou por mim, quando ele passou revirei os olhos e segui até o portão.

- O que tem aqui de tão interessante que yo tinha que descer para buscar você? - Pergunto assim que abro o portão e vejo Elizabeth.

- Além de garantir que eu entre em segurança, olha alí. - rimos e eu olhei para o outro lado da rua aonde ela indicou com o dedo.

Tinha um carro vermelho parado na casa que estava a venda e a porta estava aberta.

- O que tem ali? - perguntei não entendendo absolutamente nada.

- Espera, espera....Ala, olha lá. - Elizabeth quase sussurrou.

Eu não podia acreditar, indo até o carro e buscando mais uma caixa, vestida com um jeans rasgado e uma regata preta estava minha professora, estava Scarlett.

- No creo. - estava de boca aberta.- Madre mia, me belisca. - senti uma dor. - ai!

- Você que mandou! - lizzie disse levantando os braços em rendição.

- Vamos lá falar com ela - ia puxando Elizabeth quando vi uma morena saindo da casa, era a mesma da foto. - No, deixa, hoje não.

- Por quê?

- Ela tá com a namorada?

- CARALHO, ELA É SAPATÃO?- Elizabeth gritou e até quem é surdo ouviu, eu poderia garantir.

- Cállate, caramba.

- Hey, meninas! - ouvimos a professora chamar.

Eu queria me enfiar em qualquer lugar agora, no meio das pernas dela seria ótimo, mas não dá agora. Que vergonha. Acenei sem graça e lizzie respondeu.

- Oi, professora!

- Vocês moram aqui?

- S/a mora, eu vim de visita.

- Ah sim. - a professora me olhou dos pés a cabeça e a gente trocou alguns olhares, meu corpo pode esquentar só com isso. Vi a namorada dela sussurrar algo no ouvido dela e ela sair do que parecia ser um transe. - preciso entrar, até amanhã.

- Até! - falei e sorri piscando.

Observamos elas entrarem, eu olhei pro céu e sorri.

- Ah não...- Elizabeth falou.

- Quê? - Perguntei inocente.

- Conheço essa cara, você vai aprontar.

- Yo só voy recepcionar minha vizinha nueva.- Pisquei.

- S/N!

Nós duas rimos.

×××

Pov's Scarlett

Eu vim para Seattle quando minha tia Kathryn Hann ligou dizendo que passaria a vaga dela para mim. Que vaga? De professora de literatura. Para isso ficar mais entendido vou voltar no tempo... Há 5 anos meu pai faleceu, eu tinha 23 anos e já estava quase acabando minha faculdade, minha família ficou bem abalada com a notícia e todos demos apoio a minha mãe, os meses foram passando e minha mãe se recuperando, eu me formei na faculdade, eu queria lecionar, eu amo lecionar, mas nunca tive uma oportunidade em escola alguma, comecei da algumas aulas particulares, em uma dessas aulas conheci Sandra que era tia de uma das minhas alunas, nós nos envolvemos e acabou que começamos um namoro, a situação em casa ficou difícil, minha mãe ficou doente, Adrian, meu irmão, perdeu o emprego e a miséria que eu ganhava dando aulas particulares era o que sustentava a família, Sandra queria ajudar mas eu nunca permiti. Minha mãe logo se recuperou da doença, e tia Kathryn começou a nós ajudar financeiramente, só que sabíamos que logo ela se aposentaria e deveria viver a vida dela, é o certo. Ano passado Adrian conseguiu um bom emprego e nossa vida tem estado melhor, mamãe está feliz de novo e meu namoro com Sandra não poderia estar melhor.

Sandra é uma pessoa incrível, minha mãe não gosta muito dela pelo jeito que Sand tem, já eu entendo o jeito dela, eu gosto demais dela, eu não posso dizer que é amor, talvez um dia ainda seja mas nesses 5 anos de namoro, eu acho que ainda não posso dizer que a amo. Ela tem estado dos meus lados em todos os momentos difíceis, tem sido calmaria para meu caos, mas tem momentos que eu preciso dela e ela simplesmente não está ali por mim. É complicado às vezes.

Bom, voltando, semana passada Tia Kathryn ligou me oferecendo a vaga dela de professora, me explicou toda a dificuldade de trabalhar com adolescente, ainda mais em turmas de ultimo ano de escola, eu tenho 28 anos mas aparência de 17, segundo ela, eles teriam dificuldade para me respeitar, mas eu aceitei o desafio, ela disse que eu precisava vir morar em Seattle o que me deixou triste pois eu não teria como me sustentar, ela então disse que eu moraria em uma das casas delas, usaria um de seus carros e me sustentaria com meu salário, eu topei na hora e vim para Seattle. Eu fiquei bem tranquila, já que Sandra mora aqui ficaria bem mais fácil.

No meu primeiro dia eu já lidei com desrespeito de alguns alunos, mas dois alunos me chamaram muito a atenção Chris Evans e Sn S/s, Chris pelo idiota que ele se mostrou ser mas como professora não posso falar isso, e Sn quando me defendeu chamou minha atenção positivamente, eu gostei dela. Espero que possamos ter uma boa relação durante o ano.

Meu primeiro dia na escola foi bem tranquilo, fiz a pose de durona como minha tia havia ensinado e consegui dar minha aula sem muitas interrupções, a noitinha eu fiz minha mudança para a casa que eu moraria e o quão surpresa fiquei quando dei de cara com Sn S/s e Elizabeth Olsen. A jovem morena é minha vizinha de frente, algo naquela garota me chamou muito atenção, a sua voz me chamou atenção, o sotaque mexicano estava evidente, tanto que ficamos nos encarando por alguns segundos até Sandra dizer no meu ouvido que eu estava quase babando pela menina, o que é um tremendo exagero mas como ela é ciumenta resolvi entrar já que hoje eu teria uma conversa difícil com ela.

E nesse momento a vejo voltar do banheiro e sentar ao meu lado no sofá.

- Você trouxe praticamente seu quarto todo, Scar. - ela brincou e eu ri leve. - Você quer conversar comigo, né? - eu assenti - Desembucha.

Ela me puxou para o colo dela e eu não conseguia nem a encarar.

- Eu vou fazer 28 anos, você tem 30. - suspirei e ela me olhou confusa. - Eu quero saber o que você pensa sobre filhos, San. - suspirei.

- Eu não quero falar sobre isso. - ela disse e eu já soube ali qual era o pensamento dela.

Eu levantei do colo dela e fiquei de pé.

- Mas eu quero falar sobre isso, eu preciso falar sobre isso. Eu não posso mais namorar por namorar, eu quero um objetivo, um foco. - soltei o que me engasgava.

- Você quer terminar comigo? - ela sempre faz esse jogo de drama.

- Eu quero que você converse comigo sobre o futuro, Sandra, quero que mostre que se interessa em fazer planos comigo. Isso é tão difícil? - Perguntei chateada.

Ela levantou do sofá e se pois a minha frente.

- Scarlett, eu não quero ter filhos. Eu até quero um futuro com você, fazer você a Sra. Bulok, levar você pra conhecer o mundo. Mas eu não quero filhos.- ela soltou simplesmente.

Aquilo foi como um tiro no meu coração, eu sempre quis uma criança, um filho, um projeto de mim, e a pessoa que eu divido minha vida não quer isso.

- Você pode me deixar sozinha por essa noite? - soltei a pergunta quase chorando.

- Scarlett, isso é sério?

- Sandra, por favor, amanhã jantamos juntas. Eu só quero reestabelecer algumas coisas.

Ela somente assentiu me encarando e foi em direção a porta eu a segui e ela selou nossos lábios, minhas lágrimas escorreram, foi exatamente ali que eu senti o início do fim.

Voltei para dentro, fui até o quarto, me enrolei na coberta e chorei até pegar no sono.

Hasta luego :)

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