⚜️𝟎𝟒.𝐎 𝐓𝐄𝐌𝐏𝐋𝐎 𝐄𝐒𝐐𝐔𝐄𝐂𝐈𝐃𝐎

Os semideuses ao alcançar um nível mais profundo de compreensão e poder, isso não é um destino, mas sim, um processo de auto-descoberta e transformação. É um ciclo infinito de crescimento, onde a cada passo, revelamos novas camadas de nós mesmos.

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Os semideuses acordaram ao nascer do sol, sentindo-se renovados após uma noite de descanso. Eles se levantaram, esticaram os braços e começaram a se preparar para continuar sua jornada.

- Hoje é um novo dia. - disse Caliban, olhando para o céu azul. - Vamos ver o que o dia reserva.

- Espero que seja algo bom. - respondeu Amora, sorrindo.

- Com certeza. - disse Selene, colocando sua mochila nas costas. - Nós estamos juntos.

Kyona assentiu, sua expressão séria.

- Vamos continuar. - disse ela. - Não sabemos quanto tempo temos até Akilez nos encontrar. - Pegou suas coisas, colocando sua espada na cintura, tomando a frente dessa vez.

Os semideuses começaram a caminhar, seguindo o caminho que serpenteava pela floresta. O sol brilhava sobre eles, iluminando o caminho e fazendo com que as folhas das árvores brilhassem como jóias.

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Depois de algumas horas de caminhada, eles ouviram o som de água corrente. O barulho ficou mais alto à medida que se aproximavam, até que finalmente viram um rio de águas claras, que brilhava como cristal ao sol.

- Que maravilha! - exclamou Selene, olhando para o rio.

- É incrível! - disse Amora, sorrindo. - Eu nunca vi água tão clara.

Ao lado do rio, havia duas pequenas canoas de dois lugares, cada uma, amarradas à beira da água. Elas pareciam estar esperando por eles.

- Olhem! Canoas! - disse Caliban, olhando para elas. - Isso pode ser nossa chance de avançar mais rápido.

- Mas quem as deixou aqui? - perguntou Kyona, desconfiada.

- Não sei. - respondeu Selene. - Mas acho que devemos usar essa oportunidade.

Se apressaram até elas e então começaram a se preparar para entrar nas canoas. Kyona ficou com Selene e Caliban na mesma canoa que Amora e seguiram.

- Vamos navegar! - disse Amora, sorrindo.

Começaram a remar, deixando a floresta para trás e adentrando o desconhecido.

O rio os levou por uma jornada tranquila, com árvores e pássaros ao redor. Eles se sentiram em paz, esquecendo por um momento a profecia e a perseguição de Akilez.

Mas o rio começou a se estreitar, e a corrente aumentou. Os quatro precisaram remar mais forte para manter o controle das canoas.

- O rio está ficando perigoso! - gritou Caliban.

- Remem mais forte! - respondeu Kyona.

As canoas começaram a sacudir e eles precisaram se segurar para não caírem. O rio os levava para uma jornada cada vez mais desafiadora.

E então, Selene viu uma cachoeira ao longe.

- Uma cachoeira! - gritou Selene.

- Nós precisamos sair das canoas! - disse Kyona.

- Como? - Amora respondeu agarrada na borda de madeira da canoa.

- Pulando no rio! - Caliban disse da outra canoa, que estava logo atrás de Kyona e Selene.

Mas era tarde demais. As canoas foram levadas pela corrente, e os semideuses se prepararam para o impacto, fechando os olhos e depositando a fé em tudo.

Mas em vez de se chocarem contra as rochas, eles foram levados pelas correntezas, pulando e girando nas águas turbulentas. A cachoeira os envolveu em uma névoa refrescante, e eles sentiram o choque da água gelada.

Quando finalmente conseguiram nadar até a beira do rio, estavam molhados e exaustos. Eles se arrastaram para fora da água, sentindo o sol quente em suas peles.

Suas mochilas estavam pesadas pelo excesso de água, todos conferindo se suas armas ainda estavam com eles.

- Ufa! - disse Caliban, sacudindo a cabeça.

- Eu pensei que íamos morrer! - exclamou Amora.

- Nós somos semideuses - Caliban falou. - Não podemos morrer tão facilmente.

Kyona olhou para eles.

- Nós não podemos nos distrair. Akilez ainda está atrás de nós. - Fala tirando sua blusa mais grossa e a torcendo, ficando apenas com uma regata.

Todos estavam a se secar com folhas e ramos. Eles sabiam que precisavam continuar em movimento.

- Vamos seguir o caminho da água. - Caliban ordena. Eles começaram a seguir o curso do rio, que os levou por uma trilha estreita e sinuosa. A vegetação ao redor era densa e o ar estava cheio de sons de insetos e pássaros.

- Isso é incrível! - disse Amora, olhando para as plantas. - Eu nunca vi tanta vida em um lugar.

- O rio é a fonte de vida. - disse Selene. - Ele nos leva para lugares incríveis.

O caminho os levou por uma série de cascatas menores, cada uma mais bonita que a anterior. Eles se sentiram como se estivessem em um paraíso escondido.

- O que é isso? - perguntou Kyona, apontando para uma inscrição na rocha.

- Parece uma mensagem... - disse Caliban, aproximando-se.

A inscrição dizia:

"Siga o rio até o coração da terra,
Onde a verdade e o poder se encontram."

- O que isso significa? - perguntou Amora.

- Acho que é um enigma. - disse Selene. - Nós precisamos descobrir o que ele está nos dizendo.

- E o que estamos esperando? Vamos! - Fala Kyona.

Caliban dá passagem as meninas e todos começam a seguir o rio, curiosos para descobrir o segredo que ele escondia.

Os semideuses seguiram o caminho do rio, que os levou por uma trilha descendente. A vegetação ao redor se tornou mais limpa e visível, com flores coloridas e cipós enrolados nas árvores.

Depois de alguns minutos de caminhada, eles avistaram uma grande escadaria de pedra, que descia até o fundo do vale. A escadaria estava coberta por musgos e terras, dando-lhe um ar de abandono e mistério.

- Isso é incrível! - exclamou Caliban, olhando para a escadaria.

- Explêndido. - disse Caliban novamente, começando a descer os degraus, juntos das outras.

No final da escadaria, encontraram uma entrada monumental, flanqueada por enormes estátuas de pedra dos deuses. As estátuas estavam cobertas por flores, cipós e musgos, como se a natureza estivesse tentando reivindicá-las.

- São as estátuas dos deuses do Olimpo! - disse Amora, olhando para as figuras.

- Zeus, Atena, Apolo... - enumerou Kyona, identificando as divindades.

O rio, que até então havia acompanhado-os, agora se estendia calmamente em frente ao templo, brilhando com o sol das 9 horas. A água estava tão tranquila que parecia um espelho.

- Este é o lugar. - disse Caliban, olhando para o templo. - Este é o coração da terra.

- O que estamos fazendo aqui? - perguntou Amora.

- Acho que vamos descobrir logo. - respondeu Selene, caminhando e admirando todos os cantos do lugar.

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- Olhem! - Grita Kyona, apontando para um templo e todos correm até ele.

O templo era feito de mármore e pedras, era uma estrutura imponente, com paredes de pedra cinzenta e detalhes em mármore branco. A fachada principal era adornada com quatro colunas dóricas, que sustentavam um frontão triangular com uma estátua de Zeus no centro. As estátuas dos outros deuses do Olimpo flanqueavam a entrada, cada uma representando uma virtude.

Os semideuses pararam diante do templo, admirando sua beleza e majestade. A estrutura antiga parecia esquecida, como se o tempo a tivesse engolido. As flores, cipós e musgos que a cobriam davam-lhe um ar de mistério e abandono.

A entrada principal era uma porta de madeira escura, adornada com relevos de folhas de acanto e flores. Acima da porta, uma inscrição em letras de ouro dizia:

"Aqui repousa o segredo dos deuses,
O poder que pode salvar ou destruir.
Só aqueles que são merecedores e escolhidos,
Podem entrar e descobrir."

- É incrível! - exclamou Amora, com os olhos arregalados. - Parece que estamos em um sonho.

- É como se o tempo parou aqui. - disse Caliban, aproximando-se da estátua de Zeus.

- A estátua de Zeus é impressionante. - disse Selene, olhando para a figura majestosa. - Parece que ele está nos vigiando.

Kyona aproximou-se da estátua também, tocando sua mão na pedra.

- Sinto uma energia estranha aqui. - disse ela. - Como se o templo estivesse esperando por nós.

- É como se estivéssemos em um lugar sagrado. - disse Amora, fechando os olhos. - Posso sentir a energia da terra.

Caliban olhou para o rio, que refletia a beleza do templo.

- O rio é como um espelho. - disse ele. - Mostrando-nos a beleza que estava escondida por tanto tempo.

Selene aproximou-se da entrada do templo, olhando para mais inscrições antigas.

- O que diz aqui? - perguntou ela.

Kyona chegou mais perto para ler:

"Quem busca o poder, encontra o equilíbrio.
Quem busca a sabedoria, encontra si mesmo."

- O que significa? - Perguntou Selene.

- Logo vamos descobrir. - respondeu Caliban, entrando no templo.

Os semideuses seguiram Caliban, deixando a luz do sol para trás. O interior do templo era escuro e silencioso, com somente o som da água do rio ecoando nas paredes.

O interior do templo era igualmente impressionante. O teto abobadado era pintado com cenas do Olimpo, com os deuses e deusas em suas atividades diárias. As paredes eram adornadas com relevos de cenas mitológicas, enquanto o chão era coberto com mosaicos coloridos.

No centro do templo, um grande cristal brilhante repousava sobre um pedestal de mármore. O cristal emitia uma luz suave, que iluminava o interior do templo. Quatro bancos de pedra, dispostos em um quadrado, rodeavam o pedestal.

Ao fundo do templo, uma parede contava a história da criação do mundo em relevos de pedra. A história começava com o caos e terminava com a ascensão dos deuses do Olimpo.

De repente, uma luz suave começou a brilhar, iluminando o interior do templo.

- O que é isso? - perguntou Kyona, olhando para a luz.

- Parece que o templo está nos recebendo. - respondeu Caliban.

Os semideuses se aproximaram da fonte da luz, descobrindo um cristal brilhante no centro do templo.

- É o coração do templo. - disse Selene. - O que está escondido aqui?

Mais uma escrita, lá tinha:

"Ofereça seu coração e sua alma,
E receba a sabedoria e o poder."

Os semideuses se sentiram atraídos pelo altar, como se estivessem sendo chamados para uma jornada interior.

Os semideuses se aproximaram do cristal, sentindo sua energia vibrante. A luz que emanava dele era intensa, mas não ofuscava. Em vez disso, parecia iluminar seus corações e mentes.

- É como se o cristal estivesse nos chamando... - disse Amora, estendendo a mão para tocar a pedra.

- Cuidado! - alertou Kyona. - Não sabemos o que isso pode fazer.

Mas Amora já havia tocado o cristal. Uma luz intensa explodiu a partir dele, envolvendo os semideuses.

- O que está acontecendo? - perguntou Selene, fechando os olhos.

- Estou vendo visões. - respondeu Caliban. - Visões do passado e do futuro.

- Eu também! - disse Amora. - Parece ser a verdade sobre nossas origens.

Quando a luz se dissipou, os semideuses abriram os olhos e encontraram uma figura diante deles. Era uma mulher com cabelos de ouro e olhos de estrela.

- Quem é você? - perguntou Kyona.

- Sou a Guardiã do Templo. - respondeu a mulher. - E vocês são os escolhidos.

- Escolhidos para quê? - perguntou Selene.

- Para receber a sabedoria e o poder. - respondeu a Guardiã. - Mas primeiro, precisam oferecer seu coração e sua alma.

Os semideuses se entreolharam, indecisos.

- O que isso significa? - perguntou Amora.

- Significa que precisam deixar para trás suas dúvidas e medos. - respondeu a Guardiã. - E confiar em si mesmos e uns nos outros.

Os quatro não sabiam o que fazer, estavam com medo e muito desconfiados.

- Não podemos fazer isso! - Kyona alertou. - Quem garante que essa mulher é confiável. - diz encarando a mulher que estava na frente deles, com um olhar sereno, não parecia querer machucá-los.

- Kyona, só temos uns aos outros agora, se morrermos ou não, não fará diferença alguma. - Amora diz, olhando-a. - Se somos realmente os escolhidos, não irá acontecer nada.

Kyona apenas concorda, afinal, o que ela disse, era a verdade. Todos se olham e assentem.

- Estamos prontos. - disse Caliban.

- Então, ofereçam seu coração e sua alma. - disse a Guardiã.

Os semideuses fecharam os olhos e uma luz intensa explodiu a partir do cristal novamente, envolvendo-os.

Fez com que seus corpos se sentissem leve e etéreo. Eles sentiram suas almas sendo levantadas, como se estivessem sendo libertadas de suas prisões terrenas.

A Guardiã do Templo observava-os.

- O sacrifício está sendo feito. - disse ela. - A sabedoria e o poder estão sendo liberados.

Os semideuses sentiram suas dúvidas e medos sendo queimados pela luz intensa. Eles se sentiram renovados, como se estivessem nascendo novamente.

De repente, a luz se dissipou, e os semideuses abriram os olhos para encontrar-se em um mundo transformado. O templo estava cheio de vida e cor.

- O que aconteceu? - perguntou Kyona, olhando em volta.

- Nós fizemos o sacrifício. - respondeu Caliban. - E agora, temos o poder.

Os semideuses se entreolharam, surpresos e maravilhados. Eles sentiram uma energia nova fluindo através de seus corpos.

- O que podemos fazer agora? - perguntou Selene.

- Podem mudar aquilo que mais os aflinge... - respondeu a guardiã, que desaparece em meios aos raios de sol.

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