⚜️ 𝟎𝟏.𝐎 𝐂𝐇𝐀𝐌𝐀𝐃𝐎 𝐃𝐎𝐒 𝐃𝐄𝐔𝐒𝐄𝐒
Em um mundo onde os deuses gregos ainda influenciam o destino dos mortais, os semideuses eram vistos como aberrações, criaturas com poderes além da compreensão humana. No entanto, esses seres especiais eram também os mais procurados pelos deuses para realizarem suas vontades.
Principalmente os semideuses meio sangue, sempre eram treinados para guerrear no lugar de seus pais, os Deuses.
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Em uma noite chuvosa, no acampamento meio-sangue, quatro semideuses em específico foram convocados para se reunirem em um antigo templo abandonado, sem saber que seus destinos e o destino de Olímpo estavam interligados.
Caliban, filho de Poseidon, é o primeiro dos quatro a chegar no templo, um guerreiro, tinha o cabelo curto e expressão analisadora de pele parda.
Era um homem esperto e curioso, ele analisava minuciosamente as paredes esburacadas do templo, onde havia símbolos e frases em formato de runas do antigo Olimpo.
Enquanto dava passos pequenos no local, seus caminhados emitiam sons de gramas sendo amassadas, com uma das mãos passando o dedo indicador nas escrituras e a outra mão atrás de seu tronco, enquanto aguardava pacientemente pelos outros.
Depois de alguns minutos de silêncio, apenas com a sonoridade abafada da chuva, Kyona, entra no lugar um pouco molhada pelos pingos de chuva que pairavam pelo local. Era uma guerreira, alta e magra, sua pele é pálida, que faz um contraste com seus cabelos negros compridos. Quando adentrou, mantinha uma expressão séria, mas logo sorriu quando viu que Caliban já estava lá.
- Meu Deus! - Vai ao encontro do amigo, o abraçando. - Eu sabia que você seria um dos semideuses escolhidos. - Fala, desvencilhando-se do abraço.
- Sou eu mesmo! - Ri. - Também imaginava que você seria um dos escolhidos. - Diz, olhando-a sorrir pelo que disse.
- Eu ficaria triste se não me chamassem para essa missão. - Fala e Caliban ri. - Eu soube que é missão para derrotar Cronos, foi o que alguns semideuses estavam falando no treinamento de hoje cedo. - Olha para Caliban esperando uma resposta, talvez?
Caliban por ser um pouco mais conhecido por ser filho de Poseidon e muito responsável para sua idade, foi fácil destacar-se no acampamento. Kyona como uma amiga de guerra e de treinos, realmente achava que ele tinha o reconhecimento merecido, pois se esforçou para chegar onde está.
Seu status é ser um dos melhores filhos de Poseidon e aluno destaque em quase todos os jogos também. Por isso, Kyona apostou que Caliban saberia lhe dizer antecipadamente qual seria a missão.
Caliban por sua vez, se manteve em silêncio enquanto via Kyona se afastar com uma expressão como quem dizia: "Você deve saber de algo, me diga!".
Mas Caliban, não sabia de nada além dos mesmos rumores ouvidos por Kyona mais cedo, mas logo se prestou a dizer algo.
- Eu não sei nada, apenas dos mesmos boatos que você. - Após dar uma breve olhada nos olhos baixos da amiga, saí dali indo em direção à entrada do templo, cruzando os braços e escorando-se na porta, olhando o céu escuro pós-chuva do acampamento limpar, aquele aroma de terra molhada amaciava suas narinas, enquanto o vento gélido do local limpava sua mente de pensamentos que insistiam em incomodá-lo.
Kyona senta-se em uma escada de madeira velha que havia ali, não sabia o que pensar, mas sabia que, independente da missão que será dada, ela iria até o fim e lutaria.
Passou-se um tempo quando um barulho de passos começou a ficar mais alto e mais perto, Caliban se armou para ver quem ou o que seria dono do burburinho.
Mas logo do meio da escuridão, surgiu Amora, com seus cabelos loiros e olhos verdes, magra e baixa, tinha uma feição dócil no rosto e logo abre um lindo sorriso ao ver Kyona e Caliban no antigo templo.
- Oi! Cheguei a tempo. - Fala sorrindo e entrando no local. - Kyona! Caliban! É um prazer ver dois dos melhores guerreiros do acampamento por aqui. - Diz eufórica.
- O prazer é nosso de vê-la também, Amora. - Kyona fala, levantado de onde estava sentada e indo ao encontro da jovem, que a olha com uma expressão confusa.
- Nossa, como sabe quem sou eu? Eu não disse em nenhum momento. - Desfaz a cara confusa e diz mais brincalhona.
- Você é dócil e carismática. - Caliban finalmente diz algo desde a chegada da Amora no templo.
- Obrigada, Caliban! - diz agradecida.
Antes mesmo deles iniciarem uma conversa mais afoita, um novo barulho surge, então os três deduzem ser o outro semideus escolhido e acertam ao ver uma silhueta feminina aproximando-se do templo. A garota estava deslumbrante com seus cabelos ruivos cor de outono, realmente bonita como tal estação era. Estava séria, mas quando viu o resto das pessoas, fez uma expressão mínima e veio logo ao encontro de todos ali.
Ninguém sabia quem era sua mãe ou pai, sabiam apenas seu nome, Selene...uma prodígio reconhecida recentemente pelos deuses e professores do acampamento.
- Olá, Selene. - Diz Caliban educadamente a ela, que retribui.
- Boa noite, desculpem o atraso, tive coisas a resolver antes. - Diz mínima com um sorriso, seguindo sua fala.
Os quatro semideuses escolhidos aguardavam ansiosamente a chegada do mensageiro, enquanto conversavam sobre teorias e possibilidades de missão que iriam receber.
Não demorou muito até o mensageiro chegar. Um homem alto e negro com corpo de cavalo, um centauro, ele possuía uma carta em formato de pergaminho em suas mãos, Kyona, Caliban, Amora e Selene ajeitaram sua postura quando o mais velho adentrou.
Ele cumprimentou todos, desenrolou a espécie de carta e se aprontou a dizer:
- Vocês estão aqui por um motivo, foram observados e escolhidos meticulosamente pelos Deuses do Olimpo e seus pais. - Olhou para o mais velho entre nós. - Caliban! Protetor dos sete mares e defensor do Olimpo. Filho de Poseidon, sua força sobre-humana, inteligência e resistência, demonstraram confiança para estar aqui. - Caliban dá um passo à frente.
- Kyona! Lutadora com fúria divina, a personificação de bravura. Filha de Ares, implacável, estrategista e inspiradora, sua determinação também a fez estar aqui. - Kyona dá um passo à frente, juntando-se a Caliban.
- Amora! Casada com a luta e amante da paz. Filha de Afrodite, sua compaixão, ardor e graça, lhe colocam aqui como escolhida. - Se alinha com os dois.
- Selene! Prodígio, caçadora lunar, protetora silenciosa da natureza. Filha de Ártemis, sua veracidade, comprometimento e sabedoria, fizeram-te escolhida. - Junta-se a todos.
- Vocês, guerreiros e defensores de Olimpo, partirão amanhã cedo em uma jornada que decidirá o que vocês são e o que Olimpo irá se tornar. - Ele entrega uma carta para cada um deles e em cada envelope havia o nome e o brasão do chalé de seus pais, e em todas as cartas estavam escritas a mesma coisa.
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'Decreto dos Deuses do Olimpo aos quatro Semideuses escolhidos.
Cronos, o Titã vingativo, retornou com seus fiéis seguidores, os Titânicos, buscando destruir Olimpo e o mundo dos mortais. Sua sede de vingança é insaciável e só pode ser detida por vocês.
Caliban, filho de Poseidon, com a força do mar. 🔱
Kyona, filha de Ares, com a bravura da guerra. ⚔️
Amora, filha de Afrodite, com o amor e a compaixão. 🌹
Selene, filha de Artemis, com a justiça e a precisão. 🏹
Em nome dos Deuses do Olimpo, ordenamos que vocês partam em missão para derrotar Cronos e seus seguidores. Atena, Deusa da Sabedoria, concedeu-lhes o uso de seu escudo mágico, protetor de Olimpo, e um mapa que os guiará até ele.
Sua missão é crucial para a sobrevivência de Olimpo e do mundo mortal. Partam ao amanhecer, preparados para enfrentar todos os desafios que os aguardam.
Confiamos em vocês.
⚜️ Zeus e os Deuses do Olimpo.'
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O mensageiro que ali estava, olhou profundamente para eles, como se seu olhar fundo de olhos cansados dissesse que iam precisar de toda ajuda possível, mas não poderíamos clamá-las.
- Façam suas malas, partirão ao amanhecer. - Simplesmente virou-se e saiu, logo desaparecendo no breu que estava ao lado de fora do templo.
Os quatro semideuses se entreolharam com as suas cartas em mãos, tentando entender o que os unia. Eles sabiam que seria difícil, mas também sabiam que não podiam desistir.
Após lerem suas cartas e verem o mapa, Caliban estava muito pensativo e sem dúvidas organizava um plano em sua mente, prontamente se manifestou.
- Vamos nos preparar - disse Caliban, guardando sua carta no bolso. - Ao amanhecer, teremos uma longa viagem.
- E uma batalha épica! - acrescentou Kyona, com um sorriso determinado.
Amora assentiu, enquanto Selene analisava o mapa.
- O caminho até Cronos é perigoso. - disse Selene. - Precisamos estar preparados... - Seu tom soava sério. - Para qualquer coisa. - Termina.
- É estranho apenas nós quatro irmos á uma missão tão difícil como essa, ainda mais sozinhos, temos apenas um mapa. - Amora finalmente fala e eles a olham.
- Pelo menos temos um mapa, eu e guerreiros de Olimpo, já seguimos caminhos sem nem ter informações. - Sai da roda e vai até a saída do templo, se preparando para deixá-los, mas antes olha para eles sorrindo amigavelmente. - Até amanhã! - Se despede e logo some na neblina que havia.
- Até! - Os três que sobraram dizem em uníssono.
- Kyona parece determinada para esta guerra, parece... - Amora é cortada por Caliban.
- Disposta. - Caliban diz, completando a frase.
- Como uma verdadeira filha de Ares. - Selene termina.
Os três restantes se despedem com abraços e apertos de mão, cada um seguindo para seus chalés, todos pensativos e ansiosos pelo amanhã e o que ele guardava para eles.
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Caliban voltou para seu chalé, sentindo-se determinado. Ele sabia que a missão seria difícil, mas estava confiante em suas habilidades. Enquanto se preparava, pensava em seu passado e ficava bravo em como se permitia lembrar-se disso em momentos como esse, era como se ele nunca mais fosse voltar para casa... às vezes ele desejava isso.
- Irei até o fim com isso! Estão contando comigo. - disse para si mesmo, olhando para sua lança que estava pendurada em um gancho acima de sua cama.
Ele a pega e começa a afiá-la, pensando em estratégias para enfrentar Cronos e seus fiéis.
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Kyona já em seu chalé, sentiu seu interno ser consumido pela ansiedade. Ela sabia que a batalha seria intensa e que precisaria estar preparada de todas as formas. Enquanto se recompõe, pensava em seu pai, Ares, em como ele sempre quer que ela seja forte.
- Vou fazer você se orgulhar, pai. - disse para si mesma, olhando para uma estátua de Ares que havia em cima de uma mesinha de tábua com detalhes em dourado.
Ela pegou sua espada e começou a treinar, movendo-se rapidamente, fazendo o som de sua espada ecoar, treinando cada movimento e em como derrotaria os Titânicos com apenas um golpe.
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Amora, quando chegou em seu chalé, diferente dos outros, estava reflexiva e preocupada. Ela sabia que a missão seria difícil e que precisaria estar preparada. Enquanto se preparava, pensava em como usaria sua habilidade para proteger seus amigos. O amor e ensinamentos de sua mãe sempre a ensinou ser compassiva.
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Selene, na volta para seu chalé, estava concentrada, ela sabia que precisaria estar disposta a qualquer coisa e se preparava mentalmente enquanto caminhava, olhava para o chão e afirmava a seguinte frase:
- Vou fazer isso pela justiça. - disse ríspida, para que seu coração entenda antes que seu cérebro.
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