Cap.14 - Luci di Mezzanotte

⚠️ Capítulo não recomendado para menores de 18 anos ⚠️

• Capítulo contém cenas de cunho sexual explícito e violência.

Capa feita por: gguukmong

☀️🌙

— Está tudo pronto... Só.. Falta... A claro a esfera de obisidiana... — S/N vai até suas coisas e então desenrola de um pano a bola de cristal a olhando com cuidado para ver se não havia nenhum arranhão. — Em pensar que o rei, meu próprio tio me enforcaria se me visse com isso...

A garota termina de arrumar as coisas para sua sessão com Jungkook, porém ao perceber que estava ficando muito tarde, acende ainda mais velas pelo quarto.

Será que ele desistiu?... Quem confiaria numa bruxa não é mesmo?... — Diz olhando pela janela do castelo com um castiçal em mãos, porém logo é surpreendida ao ouvir uma voz familiar.

— Eu confio!

A garota vira a cabeça rapidamente, tão rápido quanto o rodopio que seu corpo , tropeçando em seus próprios pés, quase derrubando o castiçal de suas mãos.

Vai com calma... Não queremos causar um incêndio antes da minha sessão sobre o meu brilhante futuro! — O ruivo segura as mãos de sua prima para que não deixasse cair o castiçal.

— H-Hoseok... Por céus... Você me assustou... Achei que fosse seu pai, Vossa majestade... Se ele visse isso... — Gagueja abaixando a cabeça se sentindo culpada.

— Você não está fazendo nada errado, estaria se tivesse tacado fogo em nossa casa... — Ele sorri em forma de conforto, largando as mãos da mesma que segura ainda mais firme o castiçal. — E não se preocupe com o rei Jung ele já deve estar em seu terceiro, quinto sono... Mas... O que você faz acordada a essa hora? Não era minha intenção vir consultar, mas... Vi que estava acordada então... Fiquei preocupado... Tem algo que te perturba?... — O príncipe a olha com atenção.

— Não, esta tudo bem, de verdade! Apenas... Iria fazer uma sessão com o Jungkook, porém... Ele não veio... Receio que eu tenha o assustado... — Se vira de costas para o primo, para não mostrar sua feição.

— Assustar? Assustar quem? O príncipe Jeon? — Ri em deboche. — Como pode dizer isso? Eu mal o conheço e sei que pouca coisa o causa medo! Você nunca o assustaria... Porém você está esquecendo o fato que ele está com o príncipe Park... Então...

— Vocês o deixaram sozinhos?! Isso é muito perigoso e irresponsável Hoseok! — Se vira novamente para o primo o olhando com repreensão.

— Eu prometo que eles estão seguros! Relaxa... O maior problema vai ser os afastar depois dessa noite... Com o cio do príncipe Park chegando... Vai ser um grande desafio os manter sob controle sem causar suspeitas...

— Nós daremos um jeito... — Coloca o castiçal sobre um livro e então se senta na mesa médium. — Queria saber sobre seu futuro brilhante? Pelo jeito ele começou a se iluminar, me conte o que aconteceu... — Cruza os dedos, apoiando o queixo sobre as costas das mãos o olhando com curiosidade.

— Ok! Ok! Você nem vai acreditar... O Yoongi e o Taehyung...

O príncipe se senta na frente da prima contando tudo animadamente sobre o que havia acontecido na pequena estufa abandonada, logo a mesma começa a embaralhar as cartas para que o mesmo tirasse, iniciando uma sessão médium com o mesmo.

☀️🌙

Eu separo nossos lábios e então olho mais uma vez aqueles olhos que agora estavam em uma tonalidade sutil de um lilás vívido.

— Eu... Vou tentar dar o meu melhor ok?... Me diga caso eu esteja fazendo algo errado por favor... Não quero que seja apenas algo instintivo... — Abaixo meu olhar enquanto tirava e desenrolava todos aqueles tecidos do hanfu que o outro usava.

— Eu posso ficar no controle se você quiser Kookie... — Ele toca meu rosto, fazendo com que eu volte a o olhar.

— Não vou lhe dar esse prazer... — Digo negando com a cabeça o vendo sorrir pelo meu jeito desajeitado de querer ficar por cima.

Sinto um acariciar em meus fios, quando finalmente consigo o deixar semi-nu o vendo apenas com roupas íntimas sinto meu coração bater mais rápido e forte me fazendo suspirar, era como se eu pudesse o ver agora com os meus próprios olhos e eu não podia negar era lindo.

Passo minha destra sobre suas pernas, coxas e curvas que agora eram mais sutis visto o pequeno buchinho de grávido que estava se tornando a cada dia maior a medida que o tempo passava, extremamente fofo, nem me era estranho mais o fato de homens poderem engravidar, as coisas daquele mundo me eram muito mais normais e naturais que o próprio mundo humano me fazia ver e acreditar.

Eu despejo um selar sobre a barriga do ômega que solta uma leve risadinha e então eu levanto minha cabeça o admirando.

— Faz cócegas... — Ele estava com os braços encolhidos sobre o peito, apenas apreciando o quando eu estava encantado por si.

— Você é lindo sabia?... — Continuava ao encarar enquanto acariciava a barriga do mesmo, sentindo uma leve movimentação, se eu me concentrasse poderia ouvir aquela vida ressonar para mim.

— Já me dizeram muito isso... Porém todos meus anos usando espartilhos para ter uma cintura divina estão se indo embora! Culpa sua! — Resmunga.

— O-oi?... Por que você usava espartilhos?... Essas coisas machucam... E se usar por muito tempo não é saudável... — Passo minhas carícias para cintura do mesmo, segurando uma de suas mãos e depositando um beijo nas costas da mesma.

— Quanto mais feminino for um ômega mais bem visto e aceito ele é... Não é regra, mas, ele chama mais atenção para si assim... E eu me achava feio quando mais novo então... — Baixa o olhar suspirando e logo mordendo o lábio, por lembrar de tempos difíceis.

— Não pense assim... Nunca mais... Você é lindo, sempre foi... Embora eu não pudesse ver seu rosto em meus sonhos, sempre te achei muito bonito, mas era tímido demais para confessar isso... Você não tem que mudar para agradar ninguém a não ser você mesmo... Nem a mim...

— Seria mais fácil aceitar essas palavras se eu não fosse um príncipe...

Vejo o menor suspirar e então pego uma das flores que brilhavam a nossa volta e a dou para ele.

— Para mim você é igual essa flor...

— Por causa do meu fogo azul?... — Ele ri, me fazendo rir junto.

— Não! Também, azul combina com você... Mas não é isso... — Digo olhando pensativo para flor, tentando catar palavras que expressem o suficiente o que sinto. — Quando chegamos ela parecia uma flor comum, até mesmo sem graça, era bonita, porém não se destacava dentre outras por causa do sol que era mais brilhante que ela, mas quando ele se pôs... Ela começou a brilhar como se pudesse finalmente despertar, mostrando seu verdadeiro potencial e beleza, que pra quem a vê pela primeira vez não podia notar... É assim que eu vejo você... Ninguém mais pode ver sua verdadeira beleza a não ser eu... Eles não tem os meus olhos... Só eu posso ver o seu brilho a noite Jimin... Sempre foi assim...

— Você é o sol que me protege para que eu não me exponha em momentos errados para outras pessoas?... Para proteger o meu verdadeiro potencial? — Com uma de suas mãos ele as apoia em meus ombros me olhando fixamente.

— Você não precisa de um sol para brilhar Jimin... Você tem a sua própria luz... E é lindo apenas com ela... Não precisa de mais nada para que se torne perfeito... — Vejo lágrimas se formarem no rosto do menor.

Com um rápido gesto ele se inclina até mim, me abraçando pelos ombros selando nossos lábios, a flor luci di mezzanotte que estava entre os dedos do Park, acaba por rolar pelas minhas costas pelo abraço apertado e necessitado que o mesmo me atribuía.

Sem hesitar eu o abraço de volta o deitando lentamente sobre o pano que estava abaixo de nós, passeando com a ponta de meus dedos por toda a extensa e lisa pele do ômega que estava sobre minha posse aquele instante.

Interrompo o ósculo mantido pelo dançar de nossas línguas e desço meus beijos pelo lábio inferior de sua boca, pelo canto da mesma, fazendo um trilhar de sua mandíbula onde dou leves mordiscadas e sigo meu trajeto até seu pescoço, onde me banho de seu delicioso aroma, perdendo por alguns segundos a consciência da realidade.

Sinto os dedos sorrateiros e meticulosos de Park se articularem por dentro da abertura do meu hanfu, acariciando meu pescoço e minha clavícula, com uma destreza gentil ele despe um de meus ombros, me fazendo sentir o leve vento contra minha pele, me fazendo arrepiar, estava um pouco tonto que quase nem havia percebido seu ato.

Eu o olho fixo tentando me manter sobre o controle de minhas ações, agarrando uma das coxas do Park a arranhando de leve o mostrando que eu o desejava e muito, o ômega me olha por uma fração de segundos e o vejo estremecer em meio a um espasmo, certamente meu olhar estava mais intenso e libidinoso do que eu gostaria de transmitir.

Ele me despe com delicadeza, totalmente sereno, coisa que eu não me recordava de ver nele, pelo menos não com frequência, Jimin havia muitos lados e eu estava disposto a conhecer cada um deles e esta noite, seria uma delas e seria especial, pois para mim, seria a primeira vez que me conectaria com ele, como eu mesmo.

— Você tem certeza que não vou te machucar e não vou... Machucar nosso filho?... Não quero te causar dor... — Minha fala faz o menor rir, me deixando com um semblante confuso.

— Me machucar? — Ele segura meu rosto com as duas mãos, me apertando, formando um mínimo bico com meus lábios. — Você é gentil demais para me machucar meu amor... Está tudo bem, de verdade, eu quero isso mais que nunca... — Ele me dá um rápido selinho e então eu concordo com a cabeça me afastando um pouco.

Eu retiro o resto de nossas roupas, fazendo com que nossa nudez seja completamente exposta, a brisa de uma noite de primavera era extremamente gostosa, o clima nesse reino é gostoso o que faz tudo ser ainda mais especial.

Eu mordo meu lábio observando melhor o corpo de Jimin, estava completamente arrepiado só de imaginar cada sensação do contato de nossos corpos junto ao outro, me sinto novamente tonto de pensar.

Me dou ao luxo de me inclinar sobre o mesmo e chupar um de seus mamilos, estavam duros pela noite amenamente gélida, era delicioso e completamente satisfatório pois podia ouvir o batimento cardíaco do Park que se acelerava a cada contato de nossas peles, certamente seria inaudível no mundo humano, mas diferentemente aqui, era tudo possivelmente mágico o que tornava tudo ainda mais singular.

Embora eu soubesse que de certa forma estava o torturando, eu parto para o outro mamilo do mesmo brincando com minha língua em movimentos circulares, enquanto mantinha o anterior dentre meus dedos o apertando e puxando, Jimin soltava gemidos baixos, porém arrastados e com uma certa manha, suas mãos passeavam pelas minhas costas e cintura por busca de descontar o prazer recebido.

O ômega acaba por lamber minha orelha me fazendo arrepiar inteiro, eu paro de o chupar e então o olho piscando algumas vezes, era estranha a sensação, porém de uma certa forma boa, vejo o olhar atrevido do Park mordendo o lábio inferior, certas coisas não mudam e o lado provocativo do mesmo obviamente não podia ser esquecido ou ignorado.

Com a atitude rebelde de Jimin, eu tomo a iniciativa de o provocar ainda mais, deixando meus lábios percorrerem pelo seu torço de maneira lenta, com meu olhar fixo ao do outro, chegando em seu umbigo eu o lambo, sinto o corpo abaixo do meu estremecer e de uma forma mínima se contorcer, ao perceber isso sorrio.

Jimin havia levado as mãos em frente à boca para que não gemesse tão alto, sigo com meus beijos molhados até abaixo de seu abdômen, parando em sua virilha, onde eu passo minha língua por toda aquela extensão, ouvindo mais um gemido e um retorcer do ômega, era de uma certa forma divertido o ter assim, particularmente eu estava adorando.

— V-Você é malvado... — Resmunga o loiro.

— Talvez só um pouco neném... — Sorrio, deixando um beijinho na virilha do Park.

Eu seguro o membro rígido do menor acariciando o falo do mesmo, passando meu dedo pela glande em um movimento circular, por algum motivo sinto minhas bochechas se enrubecerem, talvez finalmente a razão do que eu estava fazendo estivesse me atingindo com força.

Em uma reluta contra minha timidez exposta, eu beijo o membro do menor, logo o envolvendo pouco a pouco com minha boca, me deliciando do gosto do mesmo através de minha língua, me aprofundando mediante a extensão do menor que agora gemia descontroladamente, o que fazia meu êxtase aumentar juntamente com minha temperatura corporal crescente.

Com minha volúpia a flor da pele, aumento a intensidade de meus movimentos, junto com algumas sucções, como resultado eu sentia como se Jimin fosse abandonar seu corpo pelos seus espasmos, meus cabelos estavam envolvidos pelos pequenos dedos do menor que se agarrava aos meus fios freneticamente em busca de descontar tudo o que sentia, era um pouco incômodo pelos pequenos puxões, mas de maneira alguma eu reclamaria, era de certa forma até mesmo excitante.

Sem muita demora sinto o gosto do ômega ainda mais presente em minha boca, o mesmo havia chegado em seu ápice e céus, era doce... Extremamente gostoso, tinha um pouco do gosto de maçã, seu segundo cheiro, que por sinal, estava bem aparente, minhas narinas estavam repletas de seu cheiro.

Sinto meu lobo extremamente enlouquecido querendo tomar o controle da situação, era possível ver através do brilho do olhar de Jimin que a coloração de meus olhos haviam mudado, havíamos provocado o suficiente nossas feras para elas se manifestarem em seu primeiro estágio.

— Jungkook... Por favor... Por favor... Me dê mais... — Ele geme falhamente. — Ah... Eu preciso demais... — Suas unhas arranham levemente meu abdômen, ele segurava um de meus pulsos com extrema força, completamente lascivo a mim.

— Ai caralho... — Xingo deitando minha cabeça sobre seu peito, sinto o leve gosto agridoce de seu suor com ao de maçã, estava à beira da loucura e seus braços me envolviam nela.

O precipício tinha um nome e era Park Jimin e eu estava prestes a me jogar nele, seria realmente a minha maior queda, fico pensando a que ponto eu cheguei de estar num estado completamente irracional por alguém, quando isso aconteceu que eu não vi? Foda-se, não importa agora.

Levando minha cabeça vendo um Jimin ofegante, tremendo em desejo, eu me afasto me posicionando e então quando sinto que estou mais sobre meu controle suspiro o olhando.

— Quer que eu o prepare?... — O balançar da cabeça do ômega nega a minha pergunta.

Passo meus dedos sobre sua extremidade mais gostosa e a vejo extremamente úmida e então o olho novamente um pouco confuso, mas não estranho devido as circunstâncias desse mundo.

Eu seguro meu membro o posicionando contra a entrada do mesmo e então o penetro aos poucos prestando a atenção em cada reação do menor para ver se eu em algum momento estaria o machucando, ao colocar todo eu me inclina sobre o Park acariciando seus cabelos, o olhando bem de perto.

— Você está bem?... — Pergunto em meio a um pequeno arfar, o vejo apenas confirmar com a cabeça.

Eu o beijo com mansidão e carinho, estava me tornando mais protetor do que eu gostaria, talvez isso fosse instintivo por ser um alfa, ainda não sei como isso influencia totalmente em meu ser além do cio.

Acaricio os braços, logo a cintura do menor a apertando com vontade, logo separando o ósculo, deixando um pequeno selar no pescoço do ômega.

— Vou começar a me mexer, ok?... — Acaricio a bochecha do mesmo de uma forma cuidadosa, ele segura minha mão se aconchegante a ela.

— Por favor alfa... — Ele conclui e então eu sorrio.

Eu seguro o tronco de seu corpo e sua cintura com firmeza e então começo a movimentar minha cintura contra o corpo do menor, eu podia sentir minha pele se esquentar a medida que eu me aprofundava em seu interior, uma corrente de adrenalina criar um incêndio em meu corpo, eu queria aquele ômega mais e cada vez mais, para mim.

As unhas do loiro percorriam meus ante-braços, seus gemidos eram em meio a arfadas de prazer, podia ver o brilho de seus olhos em meio a lágrimas de deleite, vejo o menor arquear suas costas e soltar um gemido ainda mais alto, eu iria me preocupar em perguntar, porém sinto ele segurar meu pulso ainda mais forte.

— Por favor continue... Por favor... — Sua súplica era gasta e quase inaudível, sua respiração acelerada e seus pequenos espamos me fazia perceber que estava quase em seu limite.

Ainda mais sensível...

Eu me inclino para ainda mais perto do peito do outro, segurando seus quadris em uma posição mais favorável e então eu volto a estocá-lo, ainda mais fundo e mais rápido.

Eu não podia desejar estar em nenhum outro lugar com nenhum outro alguém, eu não precisava olhar para o céu para tê-lo para mim, os olhos de Jimin brilhavam conforme as luzes das estrelas, uma explosão de cores e sentimentos, sensações coisas que só ele podia transmitir, coisas que ele podia me fazer sentir.

Me inclino beijando o peito e pescoço do mesmo sem cessar meus movimentos e então chamo sua atenção para mim, lambendo seu lábio inferior ao superior, sorrio quando ele me olha, limpo uma lágrima que escorre pela lateral de sua bochecha e deixo um breve selar no mesmo, o chupando e logo o mordendo.

— Eu te amo Jungkook... Eu te amo mais que tudo nesse mundo... Eu faria qualquer coisa para que pudesse compreender e aceitar isso... — Suas palavras são mais que sinceras, são como uma promessa e infelizmente eu não estava ciente de seus limites para com isso... Poderia acabar se tornando algo perigoso que talvez nem eu pudesse o proteger disso.

Eu suspiro em meio a um arfar e então o puxo para mim, o fazendo com que se sentasse em meu colo, sem muita demora o mesmo começa a quicar em mim, seguro em suas nádegas para que o ajudasse com seu movimento.

— Eu estou chegando em meu limite gatinho... — Sussuro de uma forma rouca em seu ouvido, vendo suas orelhas híbridas se tremerem como se fosse um gatinho, era fofo.

O vejo concordar com a cabeça com o meu comentário e então o mesmo me abraça escondendo seu rosto entre meu pescoço e meu ombro, eu faço o mesmo e então por fim acabo por chegar em meu ápice, soltando um grande arfar arrastado, minha respiração descompassada e meu corpo grudento pelo suor de meu corpo e o de Jimin juntos e colados.

Eu o desfaço o abraço o afastando com uma certa dificuldade de mim, para poder ver melhor o rosto do menor, ele estava vermelho e choroso, completamente vulnerável, talvez seja pela gravidez, o que não me deixa de me preocupar que peguei pesado com o mesmo.

Toco seu rosto limpando suas lágrimas, o biquinho manhoso do mesmo era extremamente fofo, queria poder beijá-lo por inteiro.

— Minnie?... Tá tudo bem?... E-eu te machuquei?... Por que tá chorando?... — O olho extremamente preocupado e então começo a procurar algum tipo de arranhão, mordida ou chupão que podia ter sido severo com o corpo do mesmo até cair o olhar sobre meu corpo e ver que o mesmo também havia chegado ao seu ápice comigo, me deixando sujo com seu sêmen. — Tá chorando por causa disso?...

O vejo concordar com a cabeça me deixando confuso e preocupado.

— Ei, ei... Tá tudo bem... Eu não tô bravo e nem chateado... Veja... — Eu limpo com meus dedos e então coloco na minha boca, os chupando e engolindo. — Você é delicioso Minnie, tem gostinho de maçã, além do seu cheirinho adorável de flor de cerejeira... Por favor... Não chore...

Eu pego parte de suas roupas e tapo as costas do mesmo para não pegar tanto vento e frio contra seu corpo ainda extremamente quente. O abraço e acaricio as costas do mesmo que ainda choramingava baixinho, com minha cabeça encostada em seu ombro.

— Eu te amo meu príncipe... Eu... Realmente te amo... Não posso mais negar isso...

Com minhas palavras o ômega para de chorar e então ele se afasta me olhando nos olhos, sua coloração era normal e me olhava com uma certa surpresa.

— Você... Está falando sério?... Então você... Já se decidiu?... — O mesmo pergunta enquanto limpava as próprias lágrimas.

— Eu... Não posso mais te esquecer e não tenho mais como enganar a mim mesmo sobre o que sinto... E nem quero, não sei o que irei fazer com minha vida que eu tinha antes desse mundo, mas... No momento eu só quero poder te proteger e trazer vida de volta a meu reino, mas também não posso fazer isso sem você, nem quero... — Sorrio bobo.

— Eu vou te ajudar como eu puder para conseguirmos aliados o suficiente para termos chance de lutar contra meu pai, eu não vou a lugar nenhum sem você ao meu lado... Não deixarei mais que fuja de mim! Nunca mais! — Sinto seu abraço em volta de meu pescoço, era um abraço apertado, não sei se por medo de me perder ou por possessividade, mas realmente não importava, nada a mais naquele momento importava...

☀️🌙

— Wow!! Então! Então! Quer dizer que realmente ele tem chance de-... Céus... Eu preciso avisar isso para ele... — Hoseok se levanta apressado se encaminhando até a porta.

— Hoseok! Espera! Agora não! Você não pode arriscar tudo agora! Eu vou achar alguém de confiança para que possa examinar ele e confirmar isso direitinho, mas por enquanto você precisa se acalmar! Não podemos estragar tudo! — S/N se levanta bruscamente da cadeira a derrubando e repreendendo o príncipe Kitsune.

— Poxa... Isso pode levar um grande tempo que não sei se temos!

— Relaxa... É o que disse nas cartas não?... Apenas confie e deixe nas mãos do destino... — S/N começa arrumar as coisas enquanto falava.

— Destino é?... — Cruza os braços pensativo e então olha através da janela, a lua que brilhava em seu esplendor, temeroso pelo futuro incerto.

☀️🌙

Após recolher as coisas e nos vestirmos eu levo Park até seus aposentos onde deveríamos nos despedir, pois seu cio se iniciaria amanhã e deveríamos ter distância um do outro para evitar problemas.

— Você não poderia dormir... Aqui comigo não é?... — O ômega junta as mãos abaixo de seu colo, cruzando os dedos e abaixando a cabeça.

— Você sabe que não... Se não poderemos ter problemas... Vai ser doloroso para nós dois... Mas não se preocupe... Vamos conseguir passar por isso... Já passamos por tanto não?... — Acaricio sua derme uma última vez.

— Boa noite...

— Boa noite meu príncipe...

Ele fecha a porta e então eu suspiro vendo a cesta que eu ainda carregava e então eu a deixo na cozinha e saio indo para meu quarto.

Olho para o teto e fico pensando como as coisas iriam ser daqui para frente, como alguém como eu poderia proteger alguém como ele? Não quero ter que seguir um destino imposto para mim, mas porque continuam me impondo sob ele?

Por mais que eu pensasse, não poderia fugir de meus pensamentos, assim como não poderia fugir de mim mesmo, pois não importa para onde vamos, onde luz irá ter uma sombra e é assim que as coisas são, não podemos fugir disso.

Na manhã seguinte eu acordo com o forte cheiro de Jimin que se expalhava por todo o castelo Kitsune, eu estava quase alucinando por causa de seu cheiro, diferente das outras vezes que eu podia sentir sua dor pelo cio, dessa vez eu sentia o desejo, o desejo de me unir a ele, eu só queria poder o ter para mim naquele instante, essa era uma das piores tortura que eu poderia sentir, era irracional o quanto eu precisava dele apenas para existir e até mesmo para respirar.

Eu pude ouvir a confusão no castelo por causa de como o cheiro de Jimin estava afetando não só a mim, mas como todos os alfas do reino e também o quanto ele estava sendo resistente à medicações e chás que suprimissem um pouco do cio dele.

Foi um dia de inferno, eu não conseguia me acalmar e quase não conseguia me conter à volúpia contida dentro de mim por ele, somente a noite as coisas se acalmaram mais, onde pude ter um pequeno descanso, embora não tivesse saído do lugar praticamente, apenas me virando e me retorcendo de um lado para o outro tentando não surtar de vez.

Ouço duas batidas em minha porta e então algo ser posto por baixo de minha porta eu me levanto, estava pior que um zumbi, estava fedendo, com a roupa toda rasgada e o cabelo todo cheio de emaranhados, me arrasto até a porta e vejo uma bandeja com alimento e algo para beber e ao lado eu vejo algo em formato retangular coberto com um pano, consigo sentir um pouco do cheiro de meu ômega por baixo do pano e então eu pego o objeto de forma triangular e retiro o pano.

Era o quadro que havia sido pintado por Jimin, eram quatro flores, uma representando cada reino, dentro de um vaso transparente com água cristalina em cima das flores havia um sol junto a uma meia lua, um lado do quadro era repleto por cores quentes representando o lado do reino do sol e o outro repleto por cores frias, representando o reino da lua e toda a beleza de ambos os reinos em um quadro.

Eu estava mais certo que nunca, não era uma questão de trazer glória para o reino do sol e sim de juntar ambos os reinos, os tornando novamente, apenas um.

Esse era o meu mais novo principal objetivo.

☀️🌙

--- 2 meses depois ---

Haviam se passado dois meses desde que estávamos abrigados no Reino Kitsune do Norte e como S/N havia dito, o rei do Reino da Lua confiava plenamente no Rei Jung, com isso estaríamos seguros dos guardas e soldados que percorriam todas as extensas terras solarianas em nossa procura.

Porém assim como toda guerra tende a se ter um fim, a paz é ainda mais suscetível a se ter um brecha para o caos.

Nesses dois meses havíamos conseguido passar completamente desapercebidos, embora o Rei Jung, foi indo cada vez menos com minha cara, talvez eu fosse mais parecido do que eu gostaria com meu pai e isso lhe chamava muito a atenção.

Jimin e nosso filhote estavam se desenvolvendo super bem, os médicos kitsunes estavam cuidando e o tratando bem, kitsunes ômegas mais velhas também lhe davam conselhos sobre como cuidar futuramente de seu filhote e eu nunca o havia visto tão empenhado em aprender sobre algo como na criação de uma criança, era completamente encantador, ele até mesmo havia aprendido a bordar algumas coisas.

S/N nesse meio tempo havia conseguido ajuda de alguém para secretamente cuidar da saúde de meu hyung Yoongi e entre isso ele também estava sendo examinado frequentemente sobre sua infertilidade como sequela da guerra.

Haviam descoberto que sua infertilidade era uma consequência de seu trauma, era seguimento de seu psicológico afetando seu corpo em um estímulo defesa para evitar uma possível perda novamente, e que enquanto o mesmo não se sentisse completamente seguro não seria capaz de engravidar.

Em recorrência disso também Taehyung estava ainda mais protetor com Yoongi, deixando apenas com que Hoseok chegasse perto do mesmo, pois para Yoongi, ele não era uma ameaça.

Aproveitei também todo o tempo possível para treinar e me fortalecer da forma que conseguia para o que pudesse vir, eu ainda estava muito fraco e ainda não dominava meu poder por ser alguém da nobreza, entretanto, tinha mais controle da minha forma animal e meu físico estava melhor, embora fosse cansativo esses treinos todos, eu considerava algo divertido, me fazia esquecer por breve momentos os meus problemas.

...

Nessa última manhã enquanto eu voltava de um treino o Rei Jung me perguntou algo, algo que eu temia dele como um rei pertencente ao Reino do Sol perguntasse...

Eu andava pelos corredores indo para meu quarto quando eu vejo o mesmo fumando um cachimbo observando uma das janelas em frente ao meu quarto, eu ia o ignorar, porém quando toco a maçaneta de meu recinto, ouço o mesmo me chamar em uma voz calma.

— Garoto...

Eu sinto seu olhar por minhas costas e então uma pontada amarga no início de minha garganta, ele nunca havia usado esse tipo de tom comigo o que me fez eu saber que havia algo de errado e que tudo o que eu fizesse ou dissesse poderia ser meu fim ali mesmo, naquele instante.

Eu me viro para o mesmo normalmente e o olho, logo fazendo uma reverência.

— Por favor... Não seja tão formal... Ambos sabemos... Que não estamos numa situação favorável para isso.. — Ele bate no cachimbo deixando as cinzas caírem sobre a terra de uma planta ali ao seu lado.

— Deseja algo?...

— Apenas que seja sincero, como alguém da realeza já deve saber que eu tenho um poder que me favorece de algo... Se você mentir, eu saberei que você está mentindo... Isso é uma das razões pela qual o Rei Park, do Reino da Lua ainda me mantém ao seu lado, não só pelo tributo que eu tenho a lhe oferecer... Eu posso desvendar todas as mentiras de seus inimigos...

— É um grande poder majestade... Mas por que está me contando isso?... — Mantenho a calma, certamente esse é um grande e problemático poder, o que me faz duvidar do porquê que S/N nem Hoseok haviam me contado sobre ele antes.

— Sabe... Estive observando você por um bom tempo... E pude lembrar melhor de que o rei tem um padrão de soldados, digo em relação ao seu cabelo, ele cresceu bastante nesses dois meses... Não é comum ver um soldado lunar com cabelos compridos... Além de que... Não lembro de tê-lo o visto da última vez que estive na reunião no Reino da Lua... Você deve ter subido de cargo muito rápido não?... Ainda mais... Você me lembra muito meu falecido Rei Jeon... Ele tinha exatamente esse mesmo estilo de cabelo e quando treinava... Os cabelos dele ficavam exatamente assim quando sujos de suor e poeira... Por que são tantas coincidências assim?... Poderia me dizer?...

— Desculpe, mas onde vossa majestade quer chegar exatamente?... — O olho de uma maneira mais séria e apreensiva.

— Você parece ser bem jovem... Nasceu em meio a guerra?...

— Uns meses antes... — Digo pensativo.

— Sabe, eu me pergunto até hoje o que aconteceu com nossa amada rainha Jeon... Ela era uma guerreira e uma mulher incrível... Teria sido uma mãe maravilhosa também eu tenho certeza... Mas nem ela e nem seu filho foram encontrados... Onde foram parar?...

Eu seguro algumas lágrimas que queriam se formar em meus olhos, tremendo em meio a raiva em mim contida, o tom sarcástico do rei, certamente queria me ver perdendo o controle.

A rainha e o rei provavelmente devem ter confiado a segurança do filho à quem eles mais confiavam... E eles o protegeram e o esconderam por todos esses anos... Já o que aconteceu com a rainha é um mistério não? Mas acho que deveria perguntar para o rei Park, é ainda mais misterioso o nascer do sol ocorrer sem nenhum dos Reis vivos e o herdeiro perdido não ter assumido o trono... Não acha?

O olhar do rei Kitsune se torna sombrio.

— A rainha Ye-Jin está viva?...

Eu fico em silêncio e vejo os olhos do rei se tornarem em um amarelo brilhante.

— Ela está... — Ele confirma por si próprio. — Foi então o rei Park que a capturou e a está forçando levantar e pôr o sol?...

Novamente fico em silêncio e o vejo usar seu poder contra mim para descobrir a verdade, logo após da as costas para mim.

— Eu sei quem você é majestade... Não irei matá-lo... Não até ter ordens diretas do rei Park para isso... Mas entenda... Que esse favor é apenas por ela... Por sua mãe... Príncipe Jeon... Herdeiro legítimo Reino do Sol... Esse é minha última devoção de lealdade a vocês...

Ele termina de falar e se vira para mim, posso sentir o ódio em seu olhar eu ia agradecer, porém me lembro que não havia nada para agradecer, ele está fazendo o mínimo como sudito e cidadão do Reino do Sol, muitos haviam morrido pelas mãos dele e eu não deveria agradecer nada à um assassino.

Eu ando até o mesmo, estando próximo de seu rosto e então o olho nos olhos.

— É melhor você ser leal à mim... Porque quando eu subir naquele trono, você vai desejar para que eu salve sua alma de todos os pecados que você já cometeu para que eu não lhe mande direto para o inferno... Guarde bem minhas palavras Rei Jung...

Ele ri desviando o olhar, umidecendo os lábios e voltando a olhar para mim.

— Você tem os mesmos olhos de seu pai...

— Não importa o quanto você me compare a eles, eu não estou nem um pouco perto de ser como eles... E pode apostar... Eu não irei morrer naquele campo de batalha...

— É bom você ter muitos aliados ao seu favor Jeon... Jungkook... Irá precisar de mais sangue em suas mãos para permitir que fique vivo...

Eu me calo, não podia usar a força contra ele ou iria perder a razão para ele e causar mais confusão, mais do que o fato dele saber quem eu era.

Acabo virando minhas costas e indo para meu quarto pensar melhor no que iria fazer daqui para frente e principalmente para onde iríamos, era questão de tempo até que suspeitassem que estaríamos aqui.

(No Reino da Lua)

— Majestade... A princesa do reino Kitsune do Sul, juntamente com seu primo, vieram pessoalmente responder a nossa mensagem. — Namjoon anuncia ao rei, seu estava era péssimo, não podia dormir direito e o fato de ter passado por dois cios sem seu ômega o destruía por dentro.

— Deixe que entrem. — O rei Park fala autoritário com uma expressão de desagrado, por não entender a razão por qual a princesa kitsune do Sul estaria aqui ao invés de um soldado qualquer.

Namjoon faz uma reverência e então vai até a porta e faz um sinal para que elas sejam abertas, logo ambos príncipes aparecem diante da abertura das portas.

— Princesa Lalisa... Quanta honra em vê-la aqui pessoalmente... Príncipe Kunpimook...

O rei se levanta e anda até os mesmos, eles fazem uma reverência e então o rei cumprimenta a princesa com um beijo nas costas de uma das mãos da mesma e com um aperto de mão simples ao príncipe.

— Desculpe a demora pela resposta à sua carta, é que achamos ela por um acaso com um de seus mensageiros morto em nossas terras... Ela foi recebida por meu pai Liam Manoban, ele estava incerto quanto ao seu pedido... Porém eu vim aqui pessoalmente servi-lo, fiquei muito curiosa quanto à seu pedido... Achei que havia nos dito que tinha certeza que todos os lobos híbridos do sol haviam sido mortos... Curioso aparecerem logo três de repente assim e logo em seu reino... Que descuidado... Isso jamais aconteceria no Reino Kitsune do Sul... Um belo exemplo é pelo seu mensageiro que nunca sequer chegou ao nosso reino... Foi difícil encontrá-lo embaixo da neve sabia? — A princesa discursa sorrindo de uma maneira debochada e insolente com o rei, sabia que se tentasse algo contra ela, teria problemas com um reino perigoso.

— Sua insolência me comove... — Resmunga com os dentes cerrados. — Seu primo quem irá lutar por nós?

— O Bambam? — Ela ri. — De jeito nenhum! Ele veio apenas fazer um acordo com vossa alteza... Por favor meu primo, diga suas exigências...

— Eu como um dos príncipes do reino Kitsune do Sul do extremo leste, vim pedir a mão de seu filho em casamento, eu compreendo que ele não está sendo bem visto e nem bem recebido no reino, porém ainda assim queria fortalecer a aliança de nossos reinos, que é algo tão frágil quanto uma taça de vidro... Isso é claro que se ele voltar com vida para seu reino... Caso contrário, não iremos mais enviar tributos em forma de armas para seu reino... E muito menos soldados... O que me diz majestade?... É um bom acordo? Não terás que ver tão cedo a face de seu filho maculado.

O olhar do rei se torna ainda mais sombrio, perder aliança com um dos reinos mais fortes do país não era uma notícia tão agradável de se ouvir repentinamente.

— Aceito sua oferta príncipe Kunpimook... Se meu filho retornar com vida poderás tê-lo e fazer o que quiser com o mesmo... Ele é uma completa desonra para mim... Nem sequer merece o título que tem. — Os mesmos apertam as mãos fechando um acordo.

O rei estava disperso, não parava de olhar para a princesa kitsune, não podia acreditar que ela quem iria lutar e provavelmente arriscar a própria vida para uma tarefa como essa.

E obviamente Bambam podia notar o interesse crescente sobre sua prima.

— Iremos assinar um contrato com os termos de pós e contras direito majestade... Espero que não se incomode com essa minha exigência... É a sua palavra contra a minha... Não há muito o que eu fazer em minha defesa sem um papel assinado por vossa alteza... — Bambam consegue a atenção do rei que o olhar quase que rosnando.

— Sim, é claro... Acho até melhor...

— Não se preocupe priminho, terei certeza de ser certeira para que seu noivo retorne em segurança e com vida... — Lalisa toca o ombro do primo  e então direciona olhar para o rei. — Podemos discutir melhor sobre o nosso acordo agora majestade, até porque, vim aqui para isso...

— Com certeza, certamente estou deveras curioso a seu respeito... Siga-me... — O rei da espaço para a princesa kitsune passar e então é acompanhada pelo rei até seu gabinete real.

O rei faz um sinal para os guardas impedirem que Bambam adentre o cabinete junto a eles, chamando a atenção de ambos, o príncipe e a princesa.

— Gostaria de conversar a sós com a princesa de seu reino... Você pode aguardar aqui fora. — O rei ordena e então entra no gabinete.

Lalisa apenas da um aceno com a cabeça  para que confiasse em si e então adentra o gabinete do rei, quando a mesma entra as portas se fecham e a visão do príncipe é bloqueada pelas enormes portas adornadas de madeira.

— Não se preocupem, eu irei passear pelo castelo para relembrar os velhos tempos... — O príncipe fala para os guardas, sorrindo cinicamente e então se vira saindo do local, revirando os olhos.

O príncipe kitsune ia andando pelos corredores quando para em frente ao quarto do príncipe da lua, quando ia tocar a maçaneta prateada do quarto o general Yu Han o intervém.

— O que fazes aqui? Receio que você não tenha sido chamado para passar o cio com o príncipe já que ele não se encontra no Reino e agora é um traidor...

— Oh Yu Han... Quanto tempo... Achei que nunca mais o veria novamente! Você continua bastante arrogante... — O príncipe o olha dos pés a cabeça. — Nada mau para um mero soldado...

— "Mero soldado"? Receio que suas terras estejam bem desatualizadas sobre o que acontece no mundo real... O príncipe Park Jimin e eu estamos noivos... — Afirma com confiança.

— Ah... É sério?... — O príncipe se aproxima do general. — Suas presas não devem estar muito afiadas então... Pelo o que eu entendi queriam matar a criança que o príncipe carrega no ventre... Não me diga que ele não é seu?... Ele escorregou por dentre os seus dedos bem na sua frente? Que absurdo... Você deve estar tão chateado... — O príncipe ia encostar no rosto do general que segura o pulso do mesmo o olhando firmemente nos olhos.

— Não ouse zombar de mim... Futuramente eu serei o seu rei! Vai desejar nunca ter zombado de mim!

— É mesmo?... Bom, acho melhor você manter toda essa sua confiança bem firme, porque venhamos... Seu título é apenas de um mero soldado que se o rei ordenar tem que dar sua vida pela dele... E bom... Justamente por ser um soldado não tem muito o que oferecer... Veio de uma família de camponeses, não possui absolutamente nenhum poder real... Entre mim e você... Quem você acha que o rei escolheria para ser o próximo rei do Reino da Lua?... — Bambam ri em deboche do olhar espantado que o general possuía.

— Ele me prometeu... — Murmurra caindo o olhar sobre o chão.

— Lhe prometeu? Com palavras?... Acho que como um soldado você realmente só tem força física porque inteligência... Meu caro amigo...

Yu Han o olha com fervor o empurrando e o prensando contra a parede.

— Me de um bom motivo para eu não te matar agora mesmo!

— E... Eu preciso?... Olhe para mim! Sou um kitsune do Sul... Me matar seria trazer problemas para vossa majestade... Isso só diminuiria a zero sua chance de se casar com o príncipe... Não irá ganhar nada me matando... Nem mesmo a coroa...

Yu Han solta o príncipe, porém antes de se retirar o soca, o derrubando no chão.

— Você ainda vai ver que essa sua cara pálida das neves e seu título não significam nada assim como seu reino! Príncipe Kunpimook do reino Kitsune do sul do extremo leste...

O general sai em marchas apressadas dali.

O príncipe se levanta cambaleando tocando o próprio rosto, percebendo que o soco que lhe foi desferido havia o machucado e agora o topo da maçã de seu rosto estava sangrando.

— Ele nunca será rei com atitudes assim... Que iludido... — Bufa fazendo uma expressão de dor pelo seu rosto dolorido.

☀️🌙

Lalisa observava cada centímetro que podia di gabinete real, até ser convidada pelo rei para que se sentasse.

— Então, me diga, por que a princesa do reino Kitsune do Sul que irá lutar ao meu lado? Eu pedi o melhor soldado de seu reino, não uma dama da realeza. — O rei fala enchendo um dos copos de seu gabinete com whisky.

— A resposta é bem simples majestade... Eu sou a melhor guerreira de meu reino e quis vir por conta própria lutar por sua causa... Receio que eu seja a melhor encarregada de cumprir com esse serviço. — A postura da garota era perfeita, certamente seria a filha perfeita do rei, seus bons modos eram imprecionantes, totalmente o oposto do príncipe da lua que fazia o que queria, quando queria.

— Você já atingiu sua maior idade certo? Quantos anos você tem jovem? — O rei a olha com seriedade.

— Tenho a mesma idade de seu filho majestade... Possuo 21 anos...

— Eres beta? Seu cheiro é extremamente sutil. — O comentário do rei faz a princesa rir com sutileza.

— Consegue definir qual é exatamente meu cheiro majestade? — A pergunta da princesa parece como um enigma, deixando o rei confuso.

Ele apura o próprio olfato, porém não consegue identificar o cheiro, embora fosse familiar.

Desculpe, mas não...

— Certo... — Ela abaixa o olhar por alguns segundos e logo volta a olhar com os olhos em um tom claro de azul. — E agora? Que cheiro sente?...

O rei apura novamente o olfato e se espanta com o que sente.

— I-isso é... Como você fez isso?... — O rei estava ainda mais sério que nunca, não podia acreditar que o cheiro de sua falecida esposa estava na garota sentada a sua frente em uma fração de piscar de olhos.

— Esse é o meu poder majestade... Eu posso mudar meu cheiro de acordo com o cheiro de alguém que eu já senti anteriormente... Mesmo sendo beta eu posso sentir e ver o rastro de cheiro das pessoas por até 3 minutos aonde passaram recentemente. E é por isso que eu sou a pessoa mais qualificada para cumprir com o que você pediu ao nosso reino.

O rei fica encantado com a habilidade da garota, não conseguia imaginar que alguém podia ter um poder tão forte assim não sendo da realeza principal.

Ainda assim não posso garantir sua segurança, se você morrer, terei grandes problemas com seu pai e seu reino...

— É por isso mesmo que já vim com uma carta com o selo de meu pai em garantia caso eu venha a morrer em meio a essa missão. — A princesa tira uma carta do bolso e a entrega ao rei que fica chocado ao ver o selo do reino Kitsune do Sul na carta e então a abre a lendo mentalmente o que estava escrito.

O rei leva alguns minutos até terminar de ler a carta e tomar uma decisão.

— Se é assim então... Tudo bem, eu aceito sua oferta princesa Lalisa Manoban do reino Kitsune do Sul, será uma imensa honra tê-la ao meu lado nesta luta... Lhe desejo toda sorte possível e que volte com grandes honras, poderá levar o armamento e equipamento que quiser do nosso reino para que te ajude em sua missão. — Ele se levanta estendendo a mão para a garota que também se levanta e aperta a mão do rei, fechando acordo.

— Não se preocupe, eu já trouxe tudo o que irei precisar, irei partir amanhã de noite...

— Um mensageiro meu está agora mesmo a caminho do reino Kitsune do Norte informando sobre os traidores para caso Jimin ousar passar lá achando que confio cegamente no Rei Jung como meu aliado, esteja enganado.

— É um bom palpite, mas se eu fosse seu filho, desde o início teria ido para lá, justamente por ser um dos últimos lugares em que o senhor iria mandar soldados verificar, já fazem... Dois meses certo? Quanto mais demorarmos a matar aquela criança, menos chance terá do príncipe sobreviver... — A princesa fala deixando o rei com um ar sombrio e furioso, ela sorri e então sai a procura do próprio primo.

Após perambular pelos corredores do castelo Lisa encontra seu primo rodeado por empregadas ômegas que cuidavam de seu machucado.

A mesma ao ver a cena se encosta no aro da porta cruzando os braços.

— Achou novas babás para ficarem de olho em você Bambam?

— Lisa! Priminha! Como foi sua mini-reunião com o rei? — Ao dirigir palavras para a mesma, as ômegas saem da sala os deixando a sós.

— Eu partirei pela noite... — Fala se sentando ao lado do primo.

— Mas você não disse que iria só amanhã de noite o rei querendo ou não? Por que essa mudança repentina?

— Eu sei onde eles estão, ir amanhã só me deixaria em desvantagens muito grande, já não basta que o clima no Reino do sol é totalmente diferente do nosso...

— Entendo... — Ele fala segurando um pano molhado contra o rosto.

— O que aconteceu com seu rosto? Já se meteu com ômega comprometida?

— Quê? Não... Eu serei fiel ao príncipe da lua... Isso foi o general Yu Han... Pelo o que eu soube o rei havia prometido a mão do príncipe Park à ele... Agora ele acha que vai se tornar rei quando o Jimin assumir... Grande babaca... Ai... — Resmunga pela dor.

— Isso pode trazer grandes problemas para nós... Se o Yu Han ir atrás do Jimin antes de mim... Merda... — Lisa se levanta em direção a porta.

— Onde você vai?

— Me arrumar para partir, não posso deixar que ele me siga nem que saia na minha frente, ele é ignorante demais para fazer esse serviço!

Lisa sai dali indo diretamente arrumar suas coisas para ir atrás do príncipe da lua.

☀️🌙

Ao cair da tarde eu chamo o príncipe Jung de canto para falar com o mesmo.

— Temos que partir... O reino Kitsune do Norte não é mais seguro agora que seu pai sabe quem eu sou... Se o pai do Jimin ordenar que ele me entregue, ele irá o fazer... Não podemos mais ficar aqui... — Eu falo enquanto observava Jimin brincar com algumas peças de madeira com Do-Won que estava completamente recuperado e bem.

— O-o quê?... Ah... Nenhum outro lugar é tão seguro quanto aqui, mas agora com isso... Se ele te avisou então provavelmente sabe que estão vindo para cá... Infelizmente não poderei ir com vocês... Tenho que ficar aqui e evitar que meu pai faça besteiras... — O olhar do príncipe era de melancolia, não queria se afastar de Yoongi e Taehyung, agora que as coisas estavam fluindo e até mesmos seus cios passavam juntos.

— Eu tenho mais que nunca garantir que o Jimin e meu filho fiquem a salvo... É meu principal dever agora... Precisávamos de um lugar onde não nos achassem até Jimin poder ter nosso filho... — Suspira cruzando os braços.

— Já decidiram os nomes?... Falta apenas três meses para que ele ganhe o filhote, a gestação dos ômegas aqui são de 6 meses...

— Não havia pensado nisso... Eu... Nem sequer pensei que seria pai tão cedo...

— Essa é uma idade normal de ser filhotes e até mesmo se marcar a alguém, se eu não fosse um beta, já teria me casado com alguma ômega ou alfa e já teria meus filhotes... Já tenho 25 anos e sou um príncipe...

Paro para pensar sobre a última fala do ruivo e então suspiro olhando Jimin, se o mesmo não estivesse grávido, como seriam as coisas entre nós?

— Qual é a fofoca? Eu quero saber! — S/N estava com um capuz e uma cesta, eu certamente poderia a confundir com a chapeuzinho vermelho se estivesse com um bom humor.

— Você sabe um lugar melhor para o qual podemos nos esconder, temos que partir essa noite...

— Como assim?... — Ela olha para nós dois e então já entende o que está acontecendo. — Bem... Eu não tenho certeza, mas...

— Qualquer lugar... Precisamos manter o Jimin a salvo... — Digo mais seriamente.

— Talvez o mundo humano... Você sobreviveu e foi criado lá... Se ao menos conseguirmos nos manter pelos últimos três meses, talvez tenhamos chance de...

— Isso... Isso é perfeito, os lunares não conhecem o portal e mesmo que conhecessem eles não teriam como passar! — O ruivo exclama.

— É, mas a parede secreta que eu encontrei no Reino da Lua tecnicamente era feito por magia lunar e eu também não poderia passar, mas passei e se o Jimin não conseguir passar e der algum problema?

— Não se tem muitos lugares que dê para se esconder dos lunares Jungkook... — Hoseok me olha sério e eu apenas suspiro, logo bufando.

— Tá... Temos que tentar... Pode acabar dando certo... Hoje de noite certo?

— Hoje de noite. — Os primos me confirmam.

Quando a noite cai nós seis nós reunimos e graças a ajuda de Hoseok, conseguimos fugir do castelo sem ser percebidos pelos guardas e empregados, usamos nossas formas animais para correr mais rápido e diminuirmos a grande distância do reino kitsune e o castelo do reino do sol.

Após algumas várias paradas de descanso por causa de Jimin, chegamos em uma manhã cedo em frente ao mesmo portal pelo qual toda minha vida havia virado de ponta cabeça.

— Só você pode abrir o portal para passarmos pro mundo humano Jungkook... Nós fugimos com você e te trouxemos para cá de volta, mas só você pode dicidir voltar ou não... — Yoongi fala e eu confirmo com a cabeça e suspiro fundo olhando para todos que estavam esperançosos quanto a minha decisão.

— Prontos?...

Todos ali presentes confirmam com a cabeça e então eu toco a porta a qual daria para uma antiga masmamorra do reino do sol. [...]

☀️🌙

(Namjoon - On)

Com o grande agito da chegada dos príncipes do reino Kitsune do Sul eu havia conseguido uma grande distração para poder parar com meu trabalho e ir visitar Seokjin na prisão.

— Me deixe passar, tenho liberdade do rei para ver meu ômega após dois meses inteiros sem sequer uma carta escrita pelo mesmo! Eu ordeno que me deixe ver meu esposo e meu filho! — Exijo.

— Desculpe, mas sem uma mensagem direta do rei não posso permitir que entre. — O guarda me intercepta.

— Ok, tudo bem, se é assim... — Eu tiro uma carta do bolso, uma suposta carta escrita pelo rei que me permitia ver seokjin.

O guarda lê a carta e então fica confuso e me olha.

— Foi mesmo o rei quem escreveu isso?...

— Quer ir perguntar a ele? Eu aguardo, mas certamente ele irá ficar furioso por contestar ele sobre algo como isso, ele não vai gostar de tê-lo feito perder tempo. — Eu olho seriamente o guarda que olha para o outro ao seu lado e apenas confirma com a cabeça me deixando passar e me guiando até a cela de Seokjin.

Quando eu finalmente o vejo fico extremamente chocado com o que vejo.

Seokjin estava grávido, ambos estavam bem, Eun-woo e ele, embora que suas feições fossem abatidas por estarem presos feito animais quaisquer, porém Seokjin estava grávido do nosso último cio juntos.

Meu estômago se revira e eu tenho vontade de vomitar, queria mais que nunca tirá-lo dali, queria quebrar aquela cela e libertá-lo, entretanto uma atitude colocada traria risco ainda maiores para nós e eu não podia arriscar perdê-los.

— Namjoon?... Amor, é você mesmo?... — O guarda abre a cela e eu fico pasmo, petrificado, não sabia o que fazer ou o que dizer, apenas sinto-me ser empurrado dentro do lugar hostil em que minha família estava vivendo e sou preso junto a eles por 5 minutos.

— Seokjin você... Isso... Você está bem?... — Eu toco o rosto levemente sujo pela poeira do ambiente, porém logo o pequeno Eunwoo chama minha atenção.

— Papá eu vou ter um irmãozinho! Eu vou ensinar muitas coisas para ele! Vamos poder brincar juntos! — O olhar do pequeno era cansado e exausto, eram os mesmos livros, os mesmos brinquedos, ambos pareciam estarem mais magros que a última vez que os vi.

— Você está cheio de olheiras Namjoon... Não anda dormindo direito o tempo que pode?...

— E-eu... Eu... — Não conseguia proferir palavras de como eu estava ou do que sentia, apenas observar.

Os cabelos rosados de Seokjin estavam mais compridos e secos não tinham mais o brilho de um cabelo hidratado e cuidado, seus braços e pernas mais finos, estava fraco e agora grávido, iria decair ainda mais e isso me preocupava ao extremo.

Eunwoo tinha marcas de lágrimas em meio a sujeira presente em seu rosto, deveria chorar todas as noites e eu não podia o abraçar para mostrar que estava ali para o proteger.

— Estamos bem... Não se preocupe... Apenas cansados... — Vejo ele por a mão em sua pequena barriga, desviando o olhar dos meus, era óbvio que nada estava bem.

— Eu... Eu vou fazer algo... Vou pedir ao rei que...

— Não... Por favor Namjoon... Apenas não se incomode... Já está difícil o suficiente para todos nós... Não quero perder nenhum de meus filhos como ele quer que façam com o príncipe Jimin...

— Mas Jin, você vai acabar morrendo se continuar... Se... — Ele me olha e sinto o gosto amargo na garganta, eu não quero perdê-lo...

— Appa... A gente vai sair daqui quando meu irmãozinho nascer?... Não quero que ele fique preso aqui...

Não consigo impedir de que uma lágrima caia e role pelo meu rosto, como tudo foi chegar a esse estado? Eu tinha tudo sob controle... Como?... Aquele maldito príncipe do sol, por que ele tinha que aparecer? Minha família está nesse estado por culpa dele...

— Namjoon?... Eu conheço essa sua cara, você decidiu algo... O que foi?... Está me assustando...

— Eu vou arrumar um jeito de te tirar daqui... Mesmo que isso signifique que eu tenha que trair a lealdade que tínhamos ao príncipe Park... — Digo firme.

— O-o que você vai fazer?...

— O tempo acabou. — Cita o guarda que abre a cela e me puxa para fora da mesma.

— Eu irei te tirar daqui Jin! Eu prometo!

Essas foram as últimas palavras antes de eu me consumir pelo ódio e me cegar pelo desespero.

☀️🌙

— Park Ji-Hyun!! — O general adentra o gabinete real passando pelos guardas enfurecido.

— General Yu Han! Eu ordeno que pare imediatamente! Como ousas se referir a mim desta forma?! — O rei se levanta incrédulo.

— O senhor me deve uma explicação!! Como ousas dar a mão do príncipe Jimin aquele Kitsune nojento do Sul?! Eu quem estou noivo do Park! O senhor me deu a sua benção! NÃO PODE QUEBRAR ISSO!! — O general bate com as mãos na mesa do rei.

Mais guardas aparecem para impedi-lo, porém o rei faz um sinal para que aguardem.

— Compreenda Yu Han, você é um mero soldado, iria casar o Park com você apenas porque não tinha escolha, esse casamento não me beneficia em absolutamente nada! Você é um pobre coitado com instinto de superioridade, não é nada nem ninguém além de um mero guerreiro que se eu ordenar morrerá por mim e para mim!

As palavras antes ditas do príncipe kitsune agora ecoavam juntamente com as do rei na cabeça do general que estava em seu limite para a irracionalidade.

— Você não pode iniciar um trato comigo e quebrá-lo de repente! Eu exijo que meu casamento com o príncipe ocorra!

— VOCÊ NÃO ESTÁ NO DIREITO DE EXIGIR NADA!

Yu Han em uma explosão de raiva soca o rei e então o segura pelas costas, forçando seu ante-braço contra o pescoço do rei em um mata leão, apontando uma faca para o mesmo.

Você enlouqueceu Yu Han?!

— Cala a boca! Caladinho... E vocês nem pensem em se mexer se não ele morre! — Yu Han ameaça os guardas reais. — Você vai me dar exatamente o que eu quero entendeu?... E vai assassinar e carimbar isso aqui.

Yu Han coloca uma folha amassada sobre a mesa do rei e faz com que ele se aproxime para escrever, de para que não tivessem a chance de ser exposto e ser atingido por alguma flecha dos soldados do rei.

— O que quer que eu assine infernos?!

— Exatamente o que eu irei ditar... — O rei pega a caneta tinteiro e logo Yu Han dita. — Eu vossa majestade Park Ji-Hyun, rei do Reino da Lua, dou de forma incondicional a mão de meu filho, o príncipe da lua Park Jimin para o General Yu Han, que ele o tenha e se case com ele com minha completa benção...

O rei iria terminar para carimbar quando é interrompido.

Quem disse que acabou? Prossiga escrevendo as seguintes palavras: "Para que quando eu falecer-me-ei, meu filho assuma ao trono como lhe é de direito, juntamente com seu cônjuge Yu Han um nobre cavaleiro que honrou e honrará até seu último suspiro nosso reino."

— Eu não posso escrever isso! Quem você pensa que é para-

Yu Han fura o olho do rei com a faca, fazendo um risco vertical sobre a pele do mesmo, um grito estrondoso como um rugido é proferido pelo rei, em meio a dor.

Isso é só um pouco de tudo que temos que arriscar todos os dias correndo atrás daquele bendito príncipe e seu bastardo! Espero que agora de uma parte de tudo que estamos perdendo pelo seu medo ridículo de um garoto que a recém atingiu a maior idade roubar seu trono imundo! Escreva!

Mesmo com dificuldade pela dor e o cochichar dos soldados que não sabiam o porquê do rei não usar seus poderes reais contra o general, estavam parados esperando uma ordem do rei para tomarem uma atitude.

O rei termina por escrever as últimas exigências de Yu Han e então as carimba, o general pega a folha e então a verifica rindo vitorioso.

Sim! Sim! Sim! Eu consegui! Eu finalmente consegui! O Park irá ser meu...

O rei com as poucas forças que lhe sobrava empurra o general contra a janela de seu gabinete a quebrando, sem conseguir fazer com que o outro caísse da mesma.

— SEU VELHO IMUNDO...

— ATIREM! — Ordena o rei.

Com a ordem dada os soldados atiram contra Yu Han que cai da janela, rolando pelos telhados do castelo, juntamente com a folha assinada pelo rei que antes que caísse por completo, o rei tenta pegar, porém a mesma voa para longe com o vento.

— Vão conferir se ele está vivo... E se ele estiver vivo o prendam nas masmorras... Para toda a eternidade! É bom para ele que esteja morto... Se não irá apodrecer em vida nas suas próprias ambições na cadeia... — O rei fala enquanto olhava pela janela e o sangue de seu olho esquerdo escorria e pingava da janela para a parede a fora do castelo.

End.

Sentiram saudades??

Obrigado por ler
e até o próximo capítulo!

Desculpe todo e qualquer erro de escrita!
Espero que tenham gostado e continuem acompanhando o meu trabalho!
Obrigado pelo apoio e por terem lido até aqui!

🦋 I Never Stop!🌹 

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