𝟕𝟑. 🇧🇷𝐑𝐀𝐏𝐇𝐀𝐄𝐋 𝐕𝐄𝐈𝐆𝐀

tema: cuidando dos filhos

pedido de jujubaaafofa espero que goste, flor!

eu preferi fazer a alteração deles não serem filhos biológicos do Raphael


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Raphael point of view

A minha noiva está viajando a trabalho; ela é coordenadora da FIFA. Me ligava sempre para conferir se está tudo bem com as crianças e comigo. Eu tentava deixar ela tranquila, mas eu entendia a insegurança dela.

Kahina e Malik são filhos da minha noiva de outro relacionamento, o pai deles faleceu quando eles ainda eram recém-nascido. Os gêmeos tem cinco anos, entrei na vida deles há três anos.

Eles demoraram para se acostumar com a minha presença, aos poucos Kahina deixou que eu me aproximasse e construíssemos uma relação de amizade. A pequena vivia me puxando para brincar de princesa com ela.

Já Malik resistiu e ainda é desconfiado com a minha presença. Eu tentava me aproximar dele, mas ele sempre mantinha um afastamento de mim. Ele não me tratava mal, nem era sem educação, ele apenas não me incluía nas brincadeiras.

Seria a minha primeira vez cuidado deles sem a supervisão da minha noiva, eu queria que as crianças se sentissem confortáveis comigo.

― Bom dia, tio Raphael ― Malik entra na cozinha com a carinha de sono ― A mamãe ligou?

― Bom dia, pequeno. Ligou sim, ela disse que volta daqui dois dias ― falo e o pequeno murcha ― Mas olha, nós vamos brincar muito.

― Tudo bem ― ele suspira ― A Kah já acordou?

― Ainda não ― respondo ― E como você quer seu café?

― Pode ser o de sempre, tio.

O pequeno se senta na cadeira, então vejo seu olhar baixo e me preocupo. Eu sabia que ele estava com saudades da mãe dele, então puxo uma cadeira e olho para ele.

― Está tudo bem, Malik? ― pergunto preocupado.

― Está ― ele suspira.

― Então por que está com essa carinha? Você pode conversar comigo, está com saudades da mamãe?

― Sim, queria que ela estivesse aqui.

― Eu também estou com saudades dela ― ele me olha ― Mas logo ela estará aqui com a gente, eu prometo.

― Tá bom, eu vou pro quarto ― ele se levanta.

― Mas você nem tomou café, pequeno. Já já a Kah acorda e vocês comem juntos.

― Obrigado, tio, mas eu quero ficar no meu quarto ― meu coração aperta ― Licença.

Ele sai e vai para o quarto, suspiro. Era difícil conseguir uma abertura com Malik, mas eu iria conseguir em algum momento. Ouço passos apressados em direção a cozinha e logo vejo a pequena com os cachinhos no rosto.

Malik e Kahina são a cara da minha noiva; os gêmeos tinham os cabelos cacheados e a pele negra, os olhinhos amendoados e uma educação de dar inveja.

― Bom dia, tio Rapha ― a pequena diz animada ― Tudo bem?

― Tudo, pequena ― sorrio ― Está com fome?

― Muita ― ela passa a mão pela barriguinha ― A mamãe ligou?

― Ligou sim, ela volta daqui dois dias ― falo e ela murcha ― Está com saudades, né?

― Muita, mas sei que você vai cuidar bem da gente ― a pequena sorri ― E o Malik?

― Ele acordou e voltou para o quarto ― corto as frutas para ela.

― Ah ― ela desvia o olhar ― Posso te contar um segredo, tio?

― Claro ― puxo uma cadeira.

― O Malik gosta de você ― fico surpreso ― Mas ele só está com medo que você nos deixe ― ela me olha ― E também vai ter um campeonato de futebol na escolinha, só que vai ser de pai e filho.

― Eu não sabia, pequena.

― É só ter paciência, tio. Logo ele se acostuma ― ela sorri.

― Obrigado por me contar ― sorrio ― O que a senhorita quer de café?

― Leite com café, torradinhas e frutas ― ela diz animada ― Tio, eu posso ir chamar o Malik?

― Claro, pequena. Eu vou deixar tudo pronto.

― Licença, tio ― ela sai correndo.

Fico pensando nas palavras da pequena, então resolvo fazer uma surpresa para Malik. Ligo para a loja do palmeiras e faço meu pedido, eles iriam entregar em algumas horas e eu sorrio.

Logo ouço passos apressados e conversas animadas. Malik chega na cozinha com os cachinhos espalhados pelo rosto assim como a Kahina.

― O café já está pronto ― falo e eles sorriem.

― Tio Rapha, o que nós vamos fazer hoje? ― Kahina pergunta.

― Não sei, o que vocês querem fazer? Pensei em irmos no parquinho, mas está chovendo.

― Podemos brincar de detetive ― Kahina sorri.

Detetive é o jogo favorito de Malik.

― O tio Raphael é ruim demais ― Malik solta um risinho.

― Ei, eu só preciso de algumas dicas ― solto uma risada.

― Podemos ensinar ele, Malik ― Kahina olha na direção do irmão.

O pequeno fica em silêncio, ele me olha e depois olha para a irmã.

― Tá bom ― ele diz baixinho.

Fico feliz e terminamos o café com os dois falando sobre vários assuntos. A relação deles era muito especial, as vezes implicavam um com o outro, mas era algo normal de irmãos.

― Bora escovar os dentinhos? ― termino o café.

― Bora, quem chegar por último vai arrumar o quarto de brinquedos ― a pequena diz.

Eles saem correndo e eu solto uma risada. Tiro a mesa, deixo tudo na máquina de lavar e guardo o restante. Vou para a sala, organizo tudo para a brincadeira e a chuva caia intensamente lá fora.

Ouço a campainha, então corro para atender, pego o presente deles e volto para sala. Dou de cara com os pequenos me olhando com curiosidade.

― Vamos brincar? ― Kahina pergunta.

― Bora, vocês vão me ensinar mesmo, né? ― coloco a caixa na mesa.

― Sim, é para prestar atenção tio Raphael ― Malik me olha.

― Pode deixar.

Eles espalham o jogo no tapete, então pegam as instruções do jogo. Me sento na rodinha com eles, mas podia ver os olhares curiosos para a caixa.

― O que tem ali, tio? ― Kahina me olha.

― Vamos abrir juntos? ― eles assentem.

Pego a caixa, então tiro os presentes de cada um. A pequena estava há dias querendo uma chuteira rosa, os olhinhos dela brilharam.

― Que linda, tio! Muito obrigada ― ela me abraça ― Eu amei tanto, vou usar na escolinha semana que vem.

― E esse é o seu.

O pequeno abre, vejo surpresa no seu olhar. A minha noiva tinha me dito que ele queria muito uma chuteira e caneleira nova, então comprei uma verde com detalhes em preto.

― Gostou, Malik? ― perguntei apreensivo.

― Eu adorei, tio Rapha ― sorrio ― É muito bonita, obrigado mesmo.

― Fico feliz ― suspiro aliviado ― Então vamos jogar?

― Posso te pedir uma coisa, tio? ― Malik pergunta e eu assinto.

Ele corre até o quarto, olho sem entender para Kahina e a pequena sorri. Então logo vejo ele vindo na nossa direção, ele me entrega um convite. Abro e meu rosto se ilumina.

O pequeno estava me chamando para participar com ele do torneio de pai e filho da escolinha.

― Você aceita? ― ele pergunta apreensivo.

― Claro que eu aceito ― sorrio ― Mas você não precisa me convidar por causa do presente, pequeno.

― Eu sei, mas eu tô convidado porque eu gosto de você ― fico surpreso ― E desculpa se eu fui chato com você.

― Você não precisa se desculpar ― seguro a mão dele ― E eu também gosto muito de você e da sua irmã, obrigado pelo convite e eu aceito sim.

Ele sorri, então os dois me abraçam apertado. Sentia que tinha progredido muito nesses dias, estava ansioso para que eles me vissem como uma figura paterna algum dia.

Não queria substituir o pai deles, mas queria que eles me tivessem como um pai. Iria conquistar meu lugar.

― Agora vamos jogar, tio Rapha ― Malik disse animado.

― Temos que ensinar ele antes ― Kahina diz tirando sarro.

― Começou a bullying ― solto uma risada.

Passamos a tarde jogando em clima familiar, me sentia mais incluso na vida deles.

notas da autora:

gente, desculpa o capítulo longo, espero que vocês tenham gostado mesmo assim KKKKKKK

eu achei tão fofo, tão cute. fiquei igual ao meme escrevendo, gostaram?

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