Cap. Bônus (Especial de Natal)

Está história se passa em um mundo fictício, portanto os costumes e culturas não serão sempre originais aos coreanos e sim uma mistura da cultura europeia e asiática

O conto natalino citado neste capítulo não tem ligação com contos ou acontecimentos reais coreanos, eu mesmo que criei e adaptei conforme algumas crenças católicas e "budistas".

A história se passa em mais ou menos 1470 anos D.C, isto é 550 anos atrás (pelo ponto de vista de 2020, ano que se passa a história).

Está fic não tem intenção alguma de ofender nenhum membro de qualquer grupo aqui citado, é tudo e apenas para o entretenimento de fã para fã e de quem gosta de tal conteúdo!

também o alerta de conteúdo sensível para algumas pessoas e idades! Caso se sinta mal ou desconfortável com algum acontecimento na história recomendado uma pausa!

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550 anos atrás...

Estava sendo comemorado por mais um ano o tal Natal, uma época de grande paz e comunhão entre os reinos do sul da Coréia, os reinos Kim, Park e Jeon se reuniam todos os anos em comemoração ao Natal, era uma celebração de amor e união.

Em cada ano um reino abriria suas portas para receber seus convidados e daria uma festa com direito a banquetes e bailes e por fim à meia-noite se juntariam ao templo que existiria em cada reino para orar e rezar pela sua prosperidade e boa saúde.

Neste ano o reino escolhido a comemorar tal data seria o reino do Rei Park Gun-woo, pai de Park Jimin.

Com uma grande cerimônia de abertura, os reis, rainhas e príncipes dos reinos Kim e Jeon chegam para se juntar ao Rei Park.

Cada reino chega acompanhados com muitas luzes e danças coreografadas, sem contar os sons de daegeum, taepyeongso, gayageum, geomungo, buk, janggu, pyeonjong, jing e kkwaenggewari.

Com dançarinos vestidos com roupas tradicionais em tons de branco e vermelho com pinturas também tradicionais.

Quando todos da realeza finalmente se juntam e se cumprimentam, o rei do Reino faz um discurso, assim se iniciando a véspera de Natal...

Jeon quando percebe que todos estavam se dispersando para cumprir com suas atividades do dia, como montar suas feiras e barracas (por ser uma data comemorativa vendiam mais) se aproxima de Park que mantinha sua postura e seriedade como um membro real.

— Vossa alteza gostaria de passear comigo?... — Jeon faz uma reverência ao príncipe Jimin que o olha e então segura o riso, logo se pondo novamente sério.

— Desculpe príncipe Jeon, tenho meus deveres reais a cumprir, não posso me dar a magnificência de andar ao seu lado...

— Majestade... Não seja tão duro consigo mesmo... Está é uma festa! E deve ser comemorada dignamente! Por favor! Eu insisto! — Jeon estende sua mão para o príncipe.

Park olha para a mão do maior então suspira a segurando, recebendo um selar nas costas da mesma.

Aceitarei seu humilde pedido... Porém apenas por algumas pequenas horas... — Jimin olha os olhos de Jeon que da um grande sorriso e então volta a sua postura normal dando espaço a Park.

— Por favor, me acompanhe majestade...

Jimin se aproxima e então Jeon estende seu braço para que o mesmo o segure para que possa o guiar por dentre a multidão de pessoas.

Jimin segura o braço de Jeon com sutileza e então ambos começam a andar para se reunir ao povo.

Atuei bem na frente de seu pai?... — Fala perto ao ouvido de Park com um sorriso observando as barracas ao seu redor.

— Ah sim, você é um ótimo intérprete, nem parece o cafajeste que eu conheço... — Jimin fala com desdém observando o que havia para se vender.

— Poxa... Não sou tão vadio assim... Me magoas com tuas palavras acerbas... — Faz drama.

— Príncipe Jeon... Eu conheço teus truques, nos conhecemos desde crianças... Acha mesmo que eu não vou saber quando você quer algo a mais?

— Poxa... Tenha condolência com os meus sentimentos! Por que está tão áspero hoje? — Os mesmos param de andar se olhando, porém Park desvia olhar.

— Esse dia é extremamente cansativo e exaustivo para mim... As exigências da coroa caem como mil estrelas sobre meus ombros por ser da realeza... Devo me comportar se não serei punido... — Park abaixa a cabeça abraçando seus braços, levemente chateado.

— Minmin... Não se sinta assim... Sei que seu pai é rígido, porém...-

— Porém?! Não há um porém Jeon! Devo o obedecer se não não sairei do Castelo por um mês, sem contar que passarei dia e noite estudando! Sem contar as cartas que certamente não poderei enviar à você! — Park esconde o rosto com as mãos, o que chama a atenção da vendedora da barraca na qual estavam em frente.

— Jovem... Dê isto à ele... — A senhora oferece à Jeon um pano com um formato quadrado o mesmo agradece e paga pelo mesmo.

— Majestade... Olhe para mim... — Jeon fala docemente chamando a atenção do príncipe Park para si.

Jeon arruma o lenço e então coloca na cabeça de Park o amarrando embaixo de seu queixo com um nó.

— Muito melhor! Lenços quadrados combinam com você! — O garoto moreno o olha corando fortemente.

— Isso é injusto... Está em meu reino não deveria gastar comigo... — Os olhos de Jimin brilham enquanto o mesmo fazia bico em manha.

— Pois então me de um presente também! — Jeon sorri.

— Que feio requisitar algo em troca... Está precisando de aulas de etiqueta príncipe Jeon — Jimin coloca as mãos na cintura o olhando com superioridade.

— Hyung!! — Jeon cora bufando e assim desviando olhar, tirando uma fofa risada de Jimin que olha ao seu redor e então puxa Jeon até uma banquinha.

— Tem muitas coisas legais aqui! — Park fala impressionado observando as coisas, o que deixa Jeon encantado.

— O que você acha disso aqui?! — O menor pega uma pulseira com um fio vermelho e um pingente de estrela em sua extensão.

— O que isso? — Jeon indaga confuso.

— Bem... É... — O moreno se encontrava tímido por não saber que significado dar àquilo.

— É um fio do destino, com a estrela de *Gidoktansinil! — Diz a garota que estava vendendo coisas com seu pai que a retruca por dirigir a palavra à dois homens.

*Gidoktansinil: Como é chamado o Natal em coreano.

— Perdão pela minha rapazes... Gostariam de levar essa bijuteria?! — Ele fala animado por poder vender algo.

— Claro! Mas gostaria que sua filha me vendesse... — Jimin fala com um sorriso afiado ao rosto pelo tratamento do senhor com sua filha.

— Ah... Sim... Tudo bem... — O pai dá um sinal de permissão para que ela pudesse falar com os príncipes.

— Ah... Desculpem... Gostaram dela? — Ela se referia a pulseira.

— Sim, é linda... Você quem fez aposto... — Jimin observa a pulseira detalhadamente, logo olhando a garota.

— Sim! Sim! Obrigada majestade — Ela diz com uma comoção por seu trabalho ter sido reconhecido.

—  O que essa estrela no fio do destino significa?... Você disse que é a estrela de Gidoktansinil... Sinceramente eu não entendo muito sobre está data... — Jimin fala olhando melhor para a estrela.

— Essa estrela, é a estrela mais brilhante do céu, ela é a estrela que representa *santa harabeoji! — A garota explica explica animada.

*Santa harabeoji: Como é chamado papai/vovô Noel em coreano.

— Ah! Nossa! Eu não sabia... Obrigado! Eu gostei muito! Irei comprar! — Jimin fala com elegância e então paga a garota que se mostra extremamente feliz por ter falado com o príncipe.

Ambos príncipes continuam caminhando enquanto Jimin olhava fixo para aquela bijuteria que para si era estranha.

Santa Harabeoji... O que ele tem de tão importante?... É o homem mais velho do mundo?... Por que catapimbas comemoramos está data afinal?

Jeon ri.

Você realmente não sabe nada sobre Gidoktansinil?

— Bem... Sei que é uma data como *baelleontaindei... Apenas isso... — O menor encolhe os ombros tímido.

*Baelleontaindei: Dia dos namorados em coreano

— Bem... Vamos para uma casa de chá que eu explico melhor para você... Meu pai me fez estudar sobre, ano passado por causa da apresentação de dança que eu fiz! — Jeon fala levando Jimin para uma casa de chá.

— Sim! Eu lembro! Ficou incrível Jeon! — Jimin fala se recordando do feito do mais novo.

Chegando na casa de chá, os príncipes pegam mesas perto da janela do local.

— Que chá você vai querer? — Jeon fala ao ver o barista se aproximando.

— Chá de cevada... — Jimin diz um pouco desanimado.

— Está tentando emagrecer de novo?... — O mais novo o olha preocupado.

— Regras de etiqueta... — Suspira.

— Você leva essas regras a sério demais... Um chá de gengibre por favor — Jeon sorri e logo o barista vai preparar os chás.

— É... Talvez, sempre me esforço para cumprir com os meus deveres príncipe, Jeon, deveria ao menos se esforçar o mínimo. — Diz em um tom mais sério e autoritário, por ser mais velho.

— Jimin... Por favor... Não me trate com essa distância toda! — Exclama em um tom de manha.

— Devo te chamar de amor? — Jimin olha seriamente para Jeon, logo olhando ao redor para ver se alguém havia o ouvido.

— Não... Não na frente dos outros dessa forma... — Diz levemente inseguro, com uma pequena timidez aparente em seu semblante.

— Enfim... Me diga estudioso e perspicaz príncipe Jeon... O que o Natal comemora? — Jimin apoia seu cotovelo sobre a mesa olhando Jeon mais de perto com um grande sorriso no rosto, logo ajeitando sua postura.

— Eu planejava contar tudo desde o início... Mas uma brincadeira de perguntas e respostas está ótimo! — Jeon inclina a cabeça sorrindo pensando em como aquilo poderia ser divertido.

— Bom, comemoramos o Natal em nome de Santa Harabeoji! Festejamos seus feitos e rezamos pela sua paz de espírito.

— Tá... Eu já ouvi falar que santa Harabeoji era um vovô que presenteava os casais que desejavam ter filhos e não podiam... — Jimin diz pensativo sobre o que há ouviu sobre.

— Bom, mais ou menos isso... Vou explicar melhor...

— Santa Harabeoji era sim um vovô que "presenteava" casais que não podiam ter filhos... Mas a questão é que ele rezava em nome dos casais, os dando uma benção divina para que eles pudessem ter filhos e que tais filhos fossem saudáveis e obedientes! — Jeon fala explicando com grande animação sobre.

— Nossa... Ele tinha algum tipo de poder mágico? Não era considerado um bruxo não? — Jimin olha Jeon fixamente interessado na história, assim pegando seu chá que o barista acabará de trazer.

— Não, ele era considerado pelos budistas como um discípulo de Buda ou até mesmo alguém que seguia corretamente e plenamente os ensinamentos de Buda e com isso havia ganhado uma áurea divina... Tem uma versão europeia dessa história também, mas é totalmente diferente... — Jeon fala pegando seu chá confuso ao lembrar da versão europeia e católica do Natal.

— Aposto que estranha certo?... — O moreno toma um gole de seu chá enquanto prestava a atenção ao mais novo.

— Certamente... Santa Harabeoji é chamado Santo Claus, além de que eles comemoram o nascimento de uma criança, não o primeiro sinal de existência de uma...

— Já ouvi dizer que Gidoktansinil é um grande símbolo de esperança... Mas o que mais Santa Harabeoji fazia?

— Bem... Quando esse determinada criança para a qual ele rezou pela sua existência nascesse, era lhe dado três presentes de aniversários... Normalmente algo como frutas, ouro ou perfume...

— Nossa... Isso parecia ser incrível! Por que ele morreu? Ele teve filhos? Qual é a história dele?! — O menor fala atropelando o mais novo de perguntas.

— Calma! Eu já explico tudo o que eu sei!

Jeon toma fôlego e logo volta a explicar.

— Primeiramente Santa Harabeoji não teve filhos ou sequer uma esposa, dizem que ele seguia apenas os ensinamentos de Buda e ajudava a todos que podia, até mesmo dividia uma parte do dinheiro que ganhava com mendicantes e vulgívagas...

— Tá... E como ele ficou tão conhecido? Se ele era pobre não tinha como dar presentes como ouro, frutas ou perfumes para ninguém! — O moreno indaga com grande dívida.

— Com o passar do tempo ele se tornou mais próximo aos ensinamentos de Buda e como eu disse ganhou uma áurea divina que quando rezasse ajudava as pessoas... Muitas pessoas pediam coisas mesquinhas e prepotentes... Então Santa Harabeoji se negou a ajudar tais pessoas e se isolou em um alto templo, no qual construiu com esmolas que ganhava pelas suas bênçãos... — Jeon para um pouco para tomar seu chá.

— E a partir daí ele ajudou só os casais?

— Não necessariamente... Ele ajudava a todos que teriam o fôlego e persistência de chegar até seu templo para pedir ajuda... As escadarias eram grandes e poucos tinham tamanha determinação de ir à seu templo apenas para pedir uma oração que podia ou não dar certo... Até que um casal da realeza pediu a bênção para Santa Harabeoji de ter um filho, eles precisavam de um herdeiro, pois o rei estava doente e logo faleceria. — O mais novo novamente pausa para tomar um pouco de chá.

— E então? O que aconteceu? O que ele fez?! — Diz com grande ansiedade para o final da história.

— Jimin... Seu chá vai esfriar... — Sorri sem jeito.

— Ah- Ah! Sim... Desculpe... — Toma de seu chá. — Por favor, prossiga...

— Certo... Bom Santa Harabeoji não aceitou de primeira, não achava que era um motivo suficiente para tal bênção... Mas após ver uma grande insistência e desespero no casal e ver a situação de enfermidade do rei, Santa Harabeoji os concedeu sua bênção e orou pelos mesmos... Quando a rainha descobriu da gravidez, logo Santa Harabeoji ficou conhecido e foi muito bem pago pelo seu feito, assim podendo realizar mais bênçãos como está e presentear aos pais pelo nascimento de tal criança...

— Isso ainda funciona hoje em dia?... Tipo... Sei lá, ele faleceu não? — Park diz em um pequeno deboche.

— Jimin!! — Ri leve. — Bom... Hoje em dia não... Mas certamente somos ensinados a manter a união que santa Harabeoji nos ensinou e trocar presentes mostrando humildade e generosidade! — Sorri, logo terminando o chá.

— Como ele morreu? — O moreno pergunta um pouco mais sério.

— Ele morreu de velhice em seu templo... Ele pediu para que seus aprendizes no fim de sua vida distribuíssem os presentes por ele, eram 3 aprendizes, assim como 3 presentes... Ele morreu neste dia, dizem que ele se transformou em uma estrela, a estrela mais brilhante no dia de Gidoktansinil, o dia de sua morte e ao olhar para ela devemos lembrar de seus feitos, por isso quando enfeitamos um pinheiro colocamos uma estrela em sua ponta!

Jimin termina seu chá enquanto Jeon terminava de explicar, largando delicadamente seu copo sobre a mesa.

— Nossa... Eu não sabia que santa Harabeoji era tão importante e legal assim... Agora eu não sei que significado dar a essa bijuteria... — Park pega a pulseira e fica observando a estrela de Santa Harabeoji na mesma.

— Não ligue para isso! Você pode dar o significado que quiser! Santa Harabeoji significa muitas coisas boas! E este é um laço do destino! — Jeon estende seu pulso para que Jimin amarrasse a corda da pulseira no mesmo.

— Bem... — O príncipe da um grande sorriso. — Como não podemos ter filhos... Essa estrela junto com essa corda do destino significará que até mesmo depois da morte continuaremos juntos! Não importa o que aconteça, nosso amor vai ultrapassar até mesmo a morte! — Jimin fala animado e completamente sorridente, terminando de amarrar a pulseira ao pulso do mais novo.

— Obrigado meu amor... — Jeon sussura para Jimin que fica tímido ao ouvir as palavras de Jeon.

— Vamos? Temos que voltar ao Castelo... Se não meu pai vai me xingar... — Jimin fala encolhendo os ombros.

— Claro! Vamos sim! Veremos ele e logo depois daremos mais uma fugidinha! Quero ir visitar o templo antes da meia-noite

— Por que você quer ir lá antes de todo mundo? — O observa perplexo pagando e saindo do estabelecimento.

— Quero cometer uma traquinagem por lá — Jeon se pronuncia com um sorriso malicioso no rosto.

— Oi?! Não- pera, como assim Jeon?! Me explica direito o que você tem em mente, eu não entendi o que eu entendi — Exclama em grande espanto, logo vendo risadas do mais novo.

— Não esse tipo de traquinagem... Uma balbúrdia... Em partes... — Fala olhando para cima pensativo. — Mas enfim, quero escrever algo nas pedras do templo — Sorri perspicaz.

— Tá... O que exatamente? — Diz o olhando seriamente tentando compreender a situação.

— Não sei... Algo como... "Eu amo o príncipe Park" ou... "O príncipe Park me pertence" o que você acha? — Se inclina para o príncipe sorridente.

— Você é muito ardiloso sabia?

Jimin sorri olhando Jeon nos olhos, logo caindo o olhar para os lábios do mesmo e desviando olhar e se desviando do corpo do maior a sua frente para continuar andar, não poderia se dar ao luxo de demonstrar qualquer sentimento pelo príncipe Jeon em público.

— Ei... Não fique assim... Hoje é um dia especial... Vamos torná-lo especial — O mais novo rapidamente percebe a situação e então vai até Jimin ficando na frente do mesmo tocando seus ombros e levantando seu queixo para que olhasse para si.

— Eu não sei se vai dar... Não é como eu só simplesmente sair a cavalo para ir te encontrar em uma casa no meio do nada... É... O meu Reino e... Minha casa... Sabe... Invadir seu quarto no meio da noite... Seria estranho — O moreno tenta ajeitar seus cabelos, lembrando que estava com o lenço e então apenas ajeita sua franja.

— Se é esse o problema... Não precisaria ser exatamente no Palácio — Jeon faz uma jogadinha de corpo sorrindo novamente malicioso para Jimin, desta vez mordendo seu lábio inferior em provocação.

— Jeon! Era realmente apenas uma traquinagem? Isso tá mais pra blasfêmia! — Park o ignora e continua a andar.

— Minmin! Eu estava brincando! Não leve tudo em seriedade! — Suspira. — Eu não estava falando com autenticidade — Puxa uma parte do hanbok de Park em acanhamento.

— Por favor! Se controle! E tenha jeito com suas palavras! — Em um tom agastado o príncipe volta a caminhar em passos rápidos para o Castelo, seguido logo atrás pelo príncipe Jeon.

Quando os príncipes chegam ao Palácio são recebidos por um empregada que assim que os vê vai em passos apressados até os mesmos.

— Meus senhores! Onde estavam?! Majestade! Seu rei está encolerado com vossa majestade! — A empregada de meia idade indaga em grande inquietação.

— Droga! O que eu faço agora?! — Park olha a emprega e olha Jeon em aflição pelo reação que seu pai poderia ter.

— Minmin se acalme... — É interrompido.

— Park Jimin! Onde esteve?! Vocês demoraram! E ainda por cima induziu o príncipe Jeon a seguí-lo! Cadê seus modos e etiqueta que tanto tenho lutado para que aprenda! Aliás, o que é isto em sua cabeça?! Virou uma donzela em perigo agora?! Você não possui seu *Heukrip atoa! Olhe! Até o príncipe Jeon o usa!

*Heukrip: chapéu tradicionalmente coreano para membros da realeza.

A voz do Rei Park Gun-Woo era aveludada, porém em um bom e alto som que se ecoava pelas paredes e corredores do Castelo, estava realmente furioso pelas atitudes de seu filho, não esperava tamanha rebeldia em um dia importante como este.

O príncipe Park olha Jeon que estava vestido adequadamente como príncipe com seu Heukrip e então tira o lenço que usava abaixando o olhar para o chão.

— Desculpe-me pela minha imisção vossa majestade, entretanto devo tomar-me pelo lugar do príncipe Park pela insubordinação de tal atitude, pois foi de minha conduta e influência que o levou a tal comportamento desencantado meu rei... — O príncipe Jeon faz uma reverência em desculpa por seus feitos.

— Você realmente é muito crédulo! Como pode ser facilmente influenciado por alguém mais novo que você?! A cada dia que passa você me decepciona ainda mais Park Jimin! Quem dera o príncipe Jeon fosse meu filho ao invés de você! — Com frias e ásperas palavras apontadas diretamente para o príncipe Park, o rei vira as costas desapontado com seu filho.

— Pai! Pai! Papai! — Park segura seu choro andando atrás do mesmo, quase implorando para que não o virasse as costas.

— Sua punição virá depois que os hóspedes partirem! Por hora você estará completamente privado de comparecer ao evento de Gidoktansinil este ano! — O mesmo se pronuncia com rigor e então some pelos corredos do Palácio.

Park olha para Jeon com seus olhos cheios de lágrimas em um sinal de "eu não disse/eu não avisei?" e então logo sai correndo em direção ao seu quarto.

O príncipe Jeon corre atrás do mais velho que quando entra em seu quarto fecha a porta e se senta de costas para mesma se abaixando e chorando.

O mais alto pensa em abrir a porta colocando a mão entre o aro e a porta, porém apenas suspira e a deixa como estava tocando a mesma com sua palma.

— Pequeno... Fale comigo por favor... Me deixe entrar... Podemos nos divertir sem sair do Palácio... Eu prometo... Amor... Não postergue nossa conversa... — O mais novo da pequenas batidas na porta esperando alguma ação do menor para que pudesse entrar, porém apenas ouvia os choramingos do príncipe em seu quarto.

Quando o príncipe Jeon ia tentar entrar no quarto do mais velho novamente alguém chega e toca seu ombro o impedindo e tal ação.

— Ah- nobre guerreiro Kim... Eu... É...

— Não precisa se justificar para mim majestade... Apenas vim lhe buscá-lo para mostrar seu quarto... Seu rei ficou preocupado com vossa majestade... — Taehyung fala simples abrindo espaço para guiar o príncipe até seus aposentos.

— Ah sim, desculpe por sair sem avisar... Lamento meus pelos meus atos indiciplinares... Não voltará acontecer...

— Ambos sabemos que irá sim se repetir majestade... Por favor, siga-me...

O cavaleiro Kim guia o príncipe Jeon até seus aposentos e se despede do mesmo para que ele possa descansar e treinar seu discurso para o povo em comemoração à Gidoktansinil

Quando o cavaleiro fecha a porta do quarto percebe se observado por outra pessoa do lado de fora do corredor, no pátio do Palácio e então apenas suspira e vai até o encontro do mesmo.

— Vossa majestade deseja algo? — O mais novo pergunta ao Rei Kim Young-Jae.

— Oh não jovem, não desejo nada... Apenas estava o apreciando de longe, seu porte é admirável guerreiro... — O mesmo fala com sumptuosidade.

— Agradeço majestade... — O mesmo faz uma reverência.

— Oh não! Não há necessidade disso em minha presença jovem... Pode se portar normalmente...

— Desculpe majestade, mas prefiro manter meu respeito em sua presença... — O mesmo fala com modéstia.

— Certo então... — Fica com um breve tempo pensativo. — Aliás... Me diga jovem cavaleiro... Você é um homem de sorte não é mesmo?...

— Sinto muito, não entendi sua pergunta majestade, o que vossa majestade queres dizer com sorte?

— Ouvi falar sobre você! Um garoto órfão que por defender o príncipe Jeon em uma briga quando pequenos foi escolhido como cavaleiro real do mesmo e em seguida quando chegou a maior idade se tornou braço direito do Rei ainda tão jovem... Não chamarias isto de sorte?... — Se expressa esnobe.

— Receio que tenha ouvido falar muito sobre mim... A que devo tanta atenção aos seus olhos majestade?... — Indaga com desconfiança.

— Não! — Ri nervoso. — Não há nada que você deva saber por hora meu pequeno cavaleiro! Não agora... — Fala com um sorriso levemente infesto, logo se retirando deixando o cavaleiro Kim confuso com o que acabará de ocorrer.

Mais Tarde no início do festival...

Jeon vai novamente até o quarto de Park e bate na porta do mesmo.

— Minmin... Por favor... Abra a porta para falar comigo... — Jeon fala sutilmente sem qualquer exigência.

Poucos minutos depois o príncipe Park abre a porta.

O que você quer?... Você tem que se juntar ao seu pai para assistir o festival... — O mesmo se encosta no aro da porta cruzando os braços, olhando para o chão desanimado.

Antes de Jeon falar algo percebe as roupas de dormir de Park, percebendo que o mesmo não tinha nenhuma relutância contra seu pai em sair para participar dos eventos de Natal.

— Se vista! Vamos fugir! Eu realmente quero ir ao templo antes de todos! E este é o momento perfeito! Todos vão estar ocupados com o festival e as apresentações! Ninguém vai notar nossa deixa! — Jeon fala com energia tentando animar o príncipe.

— Se meu pai ver que eu saí ele vai me matar! Não inventa Jungkook... Eu realmente estou bem... Aqui... Se você quer ir vá, mas não me inclua nisso... — Park ia fechar a porta quando o maior a segura olhando fixo em seus olhos.

— Não há como eu não incluir você em qualquer momento que seja da minha vida meu amor... Você é tudo para mim... Você mesmo sabe que só não me declarei para você na frente de seu pai porque você não quer... — O olhar do mais novo era repleto de carinho e paixão.

— Ah...

O príncipe fica sem palavras por um breve momento logo soltando uma risada singela.

O oculto não é mais divertido?... O mesmo da um sorriso malicioso logo rindo timidamente e então fecha a porta.

Jeon da um grande sorriso a resposta do menor e então afirma com a cabeça decidido e logo se retira dali.

Quando ia sair do Castelo é avistado por seu pai que o chama e então Jeon vai até o mesmo.

— Sim papai?...

— Onde vai meu filho? O festival está em seu início! — O pai de Jeon indaga ao mesmo preocupado.

— Papá... Eu necessito ir ao templo antes de todos! Gostaria de deixar um presente para um certo alguém lá... — Jeon tira de um de seus bolsos uma simples e pequena caixa branca com uma fita vermelha com um laço borboleta em seu topo.

— Isso é... — O rei é interrompido em um gesto de silêncio de seu filho. 

— O rei Park não deve saber quem é o responsável por isso... Podes me ajudar?...

— Meu filho, não acha que já encobri demais suas indocilidades? — O rei Jeon olha sério para seu filho.

— Por favor meu pai... Isto é de deverás importância para seu filho... Prometo que após isso cumprirei impecavelmente suas requisições... — Jeon faz uma reverência para o mesmo.

— ... Vá, entretanto leve o cavaleiro Kim juntamente com você, há muitos bandalheiros por aí! Apenas para sua plena segurança meu filho... — O rei demonstra preocupação e gentileza.

— Muito obrigado meu rei... — Agradece com uma reverência. — Em breve estarei de volta ao Palácio!

O cavaleiro Kim que estava parado nas escadarias, onde se encontrava os tronos dos três reis acompanha Jeon assim que o mesmo sai saltitante pelas escadas.

Os mesmos vão a cavalo até a entrada do templo, onde amarram seus cavalos em cercas ali.

— Tae... Por favor me espere aqui... Eu quero ir sozinho e será cansativo se nós dois formos juntos... — O mesmo diz enquanto já subia alguns degraus daquela espesa e longa escadaria.

— Mas majestade... São trinta minutos de escadaria... Vossa majestade poderá precisar de ajuda...

— Não se preocupe comigo Tae! Eu consigo! Me espere aqui! — O príncipe exclama apressadamente e logo se retira correndo as escadarias.

A cada passo acelerado que o príncipe dava sentia um peso em suas costas o puxar para baixo, suas roupas além de compridas eram pesadas pela quantidade de vestido que constituia seu hanbok.

Ao longe na escadaria era possível se ver as luzes das tochas do festival, além de altas batidas de instrumentos de percussão.

Ao cansar de andar pela longa escadaria Jeon se senta nos degraus  e analisa o festival de longe imaginando como Park se sentia em seu quarto sozinho.

— Onde está seu filho Jae-Chim? Achei que estaria aqui acompanhando o festival conosco, ele andou sendo inadimplente como o príncipe Park? — Kim Young-Jae indaga em provocação ao Rei Jeon.

— Ele teve que cumprir com algo importante... Logo estará de volta rei Kim... —  O rei Jeon o olha com seriedade e um pequeno desgosto pelo tom do mesmo.

— Observem! Observem! Olhe esses intérpretes! Os instrumentos não estão incríveis?! — O rei Park exclama euforicamente.

— Certamente Gun-Woo... Vejo que gastaste uma imensa fortuna com o evento este ano! Estou cobiçado por sua farta abastança! — Diz em tom exuberante.

— Notaste?! Fico muito afortunado com sua observação rei Kim!

O rei Jeon toma uma pequena distância de ambos por não concordar com seus interesses apenas observando ao longe o templo, torcendo para que seu filho retornasse logo.

Jimin que estava em seu quarto encostado na porta do mesmo observa o grande espaçamento em seu quarto e então suspira e começa a dar passos da dança que havia ensaiado para o festival para o encerramento do mesmo, minutos antes que todos se dirigissem ao templo.

Quando Park erra um passo o mesmo para olhando para o chão e então desaba sobre seus joelhos ao chão se sentindo impotente por não poder fazer nada naquele momento nem ao mesmo estar próximo de seu amado.

Aos poucos o mesmo vai se deitando ao chão, deslizando tão sutilmente quanto suas lágrimas que deslizavam sobre seu rosto em um choro em baixo tom.

Jeon que estava além de ofegante, em grande desistência, sente um pequeno e gélido floco de neve cair sobre sua bochecha e então olha para cima vendo que vários outros flocos de neve estavam caindo e se espalhando sobre sua cabeça.

O príncipe se levanta, estendendo sua mão pegando um lindo e delicado floco de neve e então lembra de seu amado, fechando seu punho e assim recobrando suas forças para continuar a subir as grandes escadaria que levariam ao templo.

Depois de alguns minutos Jeon chega no templo extremamente cansado por ter subido as escadarias correndo.

O mesmo após recuperar um pouco de fôlego abre a porta do templo e pega um pincel e tinta saindo do templo e deixando a latinha de tinta preta do lado do seu pé, em frente à pedra do templo.

Logo em um breve devaneio o príncipe olha novamente as luzes do festival, desta vez não ouvindo som algum e em seguida voltando a sua realidade e foco no que queria fazer, o mesmo molha a ponta do pincel na tinta e começa a vandalizar a pedra do templo, escrevendo uma frase *"나는 아직 당신의 폐하의 아들과 결혼할 것입니다".

*"Eu ainda vou me casar com o filho de sua majestade."

Quando termina sua obra de arte Jeon observa a pedra com um grande sorriso orgulhoso de si e então apenas guarda o pincel e a tinta de volta em seus devidos lugares fechando a portinha do templo.

Antes de se retirar do espaço do templo o mesmo observa por breves segundos sua arte e então ora pela mesma, assim logo voltando a correr, porém desta vez para descer as escadarias, e em menos de 20 minutos o mesmo se encontra com o cavaleiro Kim novamente.

— Vamos?! — Diz animado já subindo em seu cavalo.

— Vossa majestade demorou... — Em um pequeno tom emburrado o cavaleiro reclama.

— Vai valer apena! Vamos, os organizadores já devem estar vindo!

Jeon se referia aos servos que organizavam as preparações do templo para as pessoas orarem e escrevem cartões de madeira felicitando alguém ou desejando coisas boas, além de prosperidade e saúde aos demais.

— Devemos cavalgar rápido, o festival já deve estar acabando... — Logo com estas palavras tanto o cavaleiro como o príncipe se retiram rapidamente para o Castelo. 

Antes mesmo que o festival acabasse Jeon se pocisionará ao lado de seu pai que o recebe contente por chegar antes do final do festival.

Meus amados súditos, devo lhes pedir desculpas pelo festival ter de se encerrar aqui, adoraria poder ver meu filho lhes dando a honra de um espetáculo, porém o mesmo me alertou que estava se sentindo enfermo e não poderia se apresentar... Mas espero que continuem curtindo este evento até o final! Obrigado por todos que puderam ter comparecido aqui neste dia! Que continuemos celebrando o dia de Gidoktansinil!

Quando o festival se encerra as pessoas comemoram e aplaudem com gritos e assobios e então os membros da realeza cumprimentam a todos ali, além de se cumprimentarem entre si e entram para dentro do Castelo para se arrumarem e se dirigirem ao templo.

Antes que o Rei Park fosse se arrumar Jeon vai até o mesmo pedindo sua atenção

— Majestade! Gostaria de um minuto de seu tempo para minha humilde presença... — Jeon se curva o cumprimentando, e então o Rei Park acena com a cabeça o olhando.

— Diga jovem príncipe Jeon, com o que posso lhe ajudar?... — O mesmo fala mansamente.

— Gostaria de lhe pedir para que tratasse o assunto da punição do príncipe Park com mais serenidade, pois por minha indisciplina causei lhe grandes infortúnios que não era de minha sincera intenção... — Jeon súplica com calmaria.

— Está me dizendo como punir meu filho príncipe Jeon?... — O rei o olha com um olhar rude.

— De nenhum modo meu rei... Apenas seria de grande euforia e amparo para meu coração, vossa clemência pelas atitudes irreversíveis e de desgosto do príncipe Park nesta data tão especial para nossos súditos...

— Park não deverá comparecer à frente de ninguém! Está enfermo! E ponto final! — O mesmo ia se virando de costas quando Jeon segura o Rei pelo braço que em um gesto brusco faz o príncipe o soltar.

— Desculpe príncipe, devo reclamar com seu pai seus infortúnios? — O mesmo indaga já irritado.

— Por favor majestade... — Jeon se ajoelha se curvando a frente do Rei. — Eu imploro misericordiosamente para que deixe o príncipe Park participar apenas da oração do templo... O senhor sabe como está é a parte mais importante de todo nosso evento Gidoktansinil...

O rei fica sem palavras pela atitude do príncipe e então apenas esbraveja bufando.

Escute príncipe Jeon! O príncipe Park Jimin apenas poderá sair do Castelo para orar no templo desde que se vista com roupas que não seja reconhecido seu status por ninguém! Absolutamente ninguém! Entendeu?! — O rei fala em alto e bom tom, exigindo que o príncipe tenha entendido.

— Sim majestade! Muito obrigado por sua condolência! — Jeon se levanta rapidamente fazendo uma reverência e se retirando dali em alta velocidade indo avisar Park sobre sua conquista.

Quando chega perto da porta de Park o mesmo bate na mesma e a abre rapidamente tendo a visão mais linda daquela noite.

Park estava encostado na janela de seu quarto observado o templo e a neve ao longe, o vento frio passava sobre seus cabelos morenos e suas roupas de dormir, as elevando em uma linda cena artística.

Ao perceber os ombros despidos de Park, Jeon cora e arranha a garganta chamando a atenção do príncipe para si.

— Jeon... Como foi o festival?... — O mesmo fala suavemente com os olhos e as bochechas vermelhas pelo choro e pelo frio de sua janela.

— Foi... Bom... O rei disse que você iria se apresentar para finalizar o festival... Isto é verdade?... — O mesmo adentra o quarto, deixando a porta aberta para não levar sermão.

— Sim... Eu iria dançar uma dança que ensaiei durante o ano todo apenas para este evento... Mas... Enfim... Tanto faz agora não é mesmo?... Já... Acabou... — Se expressa com melancolia e um leve embarganho na voz.

— Não! Não está meu amor! — Jeon se aproxima de Jimin segurando as mãos do mesmo e tocando seu delicado rosto. — Você poderá ir ao templo ainda está noite...

— C-como? Mas... Mas meu pai...

— Seu pai me disse em bom e alto tom que você poderá ir apenas se não for reconhecido por ninguém do Reino... — Jeon vê o lenço quadrado sobre a cama e então se estica para pegá-lo.

— Mas Jeon é...

— Você irá orar no templo... E escreverá um pedido... — O mesmo coloca o lenço quadrado novamente em Park, amarrando o mesmo abaixo de sua mandíbula.

— Você... Espera... O evento já acabou, você tem que se arrumar e...

— Príncipe Jeon? — Um cavaleiro do Reino Park chama pelo príncipe.

— Eu... Eu já vou! Espere um minuto! — Exclama nervoso.

— Você não deveria estar nos cômodos do príncipe Park, ele está enfermo...

— Eu exijo apenas um minuto de sua paciência e de meu tempo com o príncipe Park! — Declara em um tom exigente.

O cavaleiro sem nem retrucar uma segunda vez se afasta os deixando a sós por um minuto.

— Jimin... Tem uma coisa atrás da pedra... Eu deixei lá pra você... Por favor... Pegue e a aceite com meus sentimentos... — Jeon fala seriamente segurando as duas mãos de Park, o olhando nos olhos, como se fosse a última vez que se veriam.

— O quê?... Pedra? Como assim? Que pedra?... — Indaga completamente confuso.

— Tem uma pedra... Do lado da pedra... E...

— Príncipe Jeon...

— Inferno! Já tô indo! Acha a pedra! — Jeon fala e se retira indo se arrumar para subir o templo com sua família e os outros membros reais dos outros reinos.

— M-mas... — Jimin fica pensativo porém apenas toca o nó do lenço que Jungkook havia prendido a sua cabeça, assim corando.

Jimin suspira e então toma a atitude de se arrumar para também subir o templo e deixar sua oração.

Quando prontos a família real vai de cavalo guiando os súditos até o templo, e logo pouco a pouco começam subir a escadaria do templo.

Chegando no topo do mesmo o rei Park é imediatamente recebido com a surpresa deixada pelo príncipe Jeon, escrita na pedra.

— Mas o que significa isso?! — Exclama incrédulo.

— Quando chegamos já estava assim vossa majestade... Tentamos tirar, mas pelo vento frio secou rápido... — Um dos servos que cuida do templo tenta se explicar com receio da reação do rei Park.

— Que está pedra não esteja mais aqui quando o sol se levantar! — O rei Park furioso apenas segue seu caminho e vai até o templo com sua esposa e os mesmos fazem uma oração e escrevem mensagens positivas nos cartões que os servos lhes dão.

— Você tem algo haver com isto não é? — O rei Jeon sussura para seu filho que sorri sem jeito.

— Eu? Isso já deve estar aí faz bastante tempo! — Jeon sorri.

Assim que o rei e a rainha Park terminam seus cartões eles se levantam e os entregam à outro servo que prende os cartões no galho de uma árvore que havia perto do templo.

Jeon e seu pai também oram e assinam seus cartões, logo também entregando ao servo que assim como os da família Park, coloca os da família Jeon no galho da árvore.

Depois da família Jeon, o rei Kim e seu braço direito oram e assinam seus cartões, logo após os mesmos vem os cavaleiros de cada família e pessoas importantes da corte, para assim depois o povo e seus súditos.

Quando todos da nobreza terminam de assinar seus cartões o mesmos se retiram cumprimentando o povo em um aceno de mão, com a proteção de seus cavaleiros que formavam uma linha divisória entre o povo e a realeza.

Jeon procura Jimin com os olhos, quando estava quase desistindo de o procurar o acha no meio da multidão através do lenço que havia dado ao príncipe Park.

O príncipe estava com a cabeça baixa para não ser reconhecido, além de roupas e um manto que era um tanto quanto rasgado, o que o ajudava melhor a se misturar na multidão.

Por que escreveu aquilo na pedra Jeon?... Você sabe que você deve se unir em casamento com uma moça de um outro reino para expandirmos nossas forças! — O rei Jeon pergunta calmamente.

— Não... Não fui eu quem escrevi aquilo... — Jeon tenta desmentir seu pai.

— Eu conheço sua grafia príncipe Jeon! Não tente me burlar! — O mesmo exclama com seriedade, ainda que calmo.

— Eu o amo, meu pai... Não consigo me ver ao lado de ninguém se não ao do príncipe Park... — O príncipe Jeon demonstra melancolia em sua fala.

— Oh meu filho... Sinto muito, mas você sabe que isto é impossível! O rei Park quer o mesmo que eu... Nossos reinos estão muito concentrados em Busan, olhe o reino Kim, tem contatos em Daegu após o rei Young-Jae casar sua filha com um rei de Daegu... Ele expandiu suas forças, devemos fazer o mesmo... Pelo nosso povo... Não podemos der egoístas... — O rei Jeon toca o ombro de seu filho em forma de apoio.

— Sim... Eu entendo e compreendo seus princípios meu pai... Porém não prometo que esquecerei ou deixarei o príncipe Park para trás... Eu realmente o amo... — Jeon demonstra maturidade para seu pai.

— Fico feliz por ter se apaixonado por alguém descente e de boa conduta meu filho... — O rei Jeon fala com orgulho de seu filho.

— Obrigado meu pai! — Jeon faz uma pequena reverência no pequeno espaço que tinham.

Quando chega a vez do príncipe Park de orar, o mesmo se ajoelha do lado de uma senhora que parecia exausta pela escadaria.

— A senhora está bem?... — O príncipe pergunta com sutileza.

— Ah..? Ah! — Ofegante. — Estou bem sim criança... Não se preocupe com uma velha como eu... Estou feliz por estar mais um ano aqui... — A mesma junta suas mãos para orar e assim o príncipe faz o mesmo.

Ao final da oração de ambos a senhora começa a tossir, estava com poucas roupas e por o templo se localizar em um local muito alto, estava ainda mais frio que o normal.

— Ei... Por favor... Se cubra com isso... A senhora vai ficar doente se continuar pegando frio aqui... — O príncipe pega a coberta que estava sobre o mesmo é então coloca sobre a senhora que o olha  melhor o reconhecendo.

— A-ah! Ma-majestade... Não precisava... Vossa majestade está enfermo...

— Shh... Eu sou apenas um súdito comum... Por favor... Não conte a ninguém que me viu aqui fora... Olhe... — O príncipe pega algumas moedas e entrega a senhora. — Compre algo gostoso para senhora nesta noite! — Jimin entrega as moedas na mão da senhora fechando a mão da mesma para que não as perdesse.

— Majestade não-

— Eu insisto... Você parece que não se alimenta a dias... — O príncipe sorri gentilmente.

— Muito... Muito obrigado majestade... Escreverei um cartão em agradecimento a vossa generosidade... — A senhora repete uma pequena sequência de reverências em agradecimento ao príncipe.

A senhora em pouco tempo escreve seu cartão da maneira que sabia escrever, o príncipe fica um tanto perdido em seus pensamentos sobre o que escrever e então logo ao olhar para a pedra reconhecendo a escrita do príncipe Jeon sorri e decidido escreve seu cartão *"그들은 우리를 잊어도 이 땅에 새겨진 우리의 사랑은 잊지 못할 것입니다."

*"Mesmo que se esqueçam de nós, jamais esquecerão nosso amor gravado nesta terra."

Assim que o príncipe Park entrega seu cartão o mesmo se aproxima da pedra escrita, tocando delicadamente sobre a superfície de tinta que Jeon havia posto sobre aquela rocha e então olhando ao redor da pedra Park percebe algo de uma cor vermelha escondida entre a grande pedra e uma pedra menor.

Ao se abaixar e mover a pedra menor com um pequeno esforço o mesmo observa uma caixa branca com uma fita vermelha em seu entorno, assim logo a pegando, o mesmo olha ao redor e esconde a caixa em suas roupas e logo ajeita seu lenço e desce as escadas voltando a pé para o castelo.

Sem ser visto por qualquer súdito ou cavaleiro do Castelo Jimin volta para seu quarto, onde se livra daquelas roupas pesadas e se senta em sua cama observando atenciosamente e detalhadamente a caixa.

— Jeon deixou isso lá para mim?...

Ao ouvir passos no corredor Park se levanta e confere se havia emperrado a porta para que não a pudessem abrir e então volta a observar a caixa.

Após um longo suspiro o mesmo toma coragem e segura as duas pontas livres do laço e as puxa desfazendo o laço e então, após deixar a superfície da caixa completamente exposta a abre.

Seu interior era repleto por palha, após tirar aquele excesso de palha Jimin percebe uma pequena caixinha prateada, o mesmo a tira do interior da caixa branca observando os detalhes da pequena caixa que tinha o formato de um coração com detalhes florais em sua extensão. A mesma também tinha um pino travado que mantinha a mesma fechada.

Park sorri bobo com o presente e então destrava o pino da caixa a abrindo, o príncipe se surpreende ao ver um lindo anel de ouro com um grande rubi em seu formato circular, fazendo com que Jimin se lembrasse da frase descrita na pedra do templo.

— Ah... Eu mato aquele estulto... — Park fala com um sorriso completamente bobo em seu rosto e então coloca o anel em seu dedo anelar de sua mão direita, a levantando e observando o anel em seu dedo.

Park morde o lábio de felicidade e então leva sua mão com o anel ao seu peito abraçando a mesma.

— Obrigado meu amor... — Park fala quase como em um sussuro.

O príncipe que estava imerso em seus pensamentos pelas rescentes atitudes do príncipe Jeon é surpreendido por batidas em sua porta.

— Majestade, o jantar está servido! Vosso rei exige que sua majestade se junte aos outros membros da realeza a mesa. — A empregada fala isso e se retira.

— JÁ ESTOU INDO! Céus!

O príncipe arruma apressadamente a bagunça que tinha causado pelo seu quarto e logo coloca uma roupa mais descente para se apresentar na frente dos outros reis, quando pronto o mesmo guarda a caixinha prateada em sua gaveta e se junta aos outros membros reais na mesa.

— Me perdoem pela delonga... — Park fala olhando a todos e fazendo uma reverência.

Assim que Jimin volta a sua postura seus olhos se cuzam com os de Jeon que cai o olhar em seguida para as mãos de Park, que faz o príncipe em uma atitude tímida as elevaram até a altura de seu estômago, relevando o anel aos olhos do príncipe Jeon.

Em um sorriso sem jeito Jeon olha seu prato e logo percebe o olhar desconcertante de seu pai, Jeon dá um sinal de cabeça de desentendido apenas vendo seu pai, o rei Jeon balançar a cabeça negativamente, desapontado com a situação.

— Sente-se Park.

Com as simples palavras de seu pai, Jimin se senta rapidamente em seu lugar, ao lado de seu pai, em frente à sua mãe, em silêncio.

— Obrigado a todos por terem vindo de longa distância para este evento tão prestigiado do ano... É de grande gratidão e felícia que pudemos estar reunidos todos em meu reino por mais um ano e que aja muitos mais momentos como este ao longo de nossas vidas e reinados! Obrigado rei Kim Young-jae pelo seu tempo e sua presença gasto conosco, certamente seu humor é agradável e muito apreciado neste dia... Rei Jeon Jae-Chim por sua generosidade com seus presentes e felicitações, realmente me é de muito bom grado suas ações de bondade pelo nosso povo... E por fim! *Jeulgeoun Seongtanjeol Doeseyo!

*"Feliz Natal", em coreano.

Após as palavras do rei Park, todos presente a mesa começam a comer, um pouco antes da meia-noite, momento em que seria acessas as lanternas ao ar.

— É realmente muito gracioso ver todos reunidos por mais um Gidoktansinil... Entretanto... É uma lástima que não pude ver seu filho, príncipe Park dançar no encerramento do festival meu querido amigo... Acredito que teria sido magnífico! — O rei Kim se pronuncia falsamente.

— Sim! Seria realmente um espetáculo! Mas infelizmente o Park machucou seu pé de último momento o impossibilitando de se apresentar em público... — O rei Park olha com desgosto para seu filho.

— Aliás! A sua enfermidade já curou meu bem? Se sente mais forte agora?... — Indaga ao príncipe Park.

— Ah... Sim... Me sinto melhor... Eu... estava enjoado... Por isso em advertência de meu pai preferi ficar em meu quarto até que meu sintoma passasse... — Park responde levemente nervoso pela pressão colocada sobre si.

Vendo o desconforto do príncipe Park, o rei Jeon decide mudar os ventos da conversa para que o rei Kim não perguntasse mais nada sobre.

— Soube que seus negócios em Seoul estão indo bem rei Kim... — Fala seriamente o olhando com um certo repúdio.

— Ah sim... Claro... Logo, logo tomarei o estado de Daegu sobre meu completo controle... — Ele fala tomando um pouco de vinho, esbanjando seu poder.

— O que pretende com seus negócios em Seoul Young-Jae?... — O rei Park pergunta enquanto comia.

— Não está claro? Maior contato com o exterior, eu tendo contatos europeus estarei feito!

— Depois dos negócios com os europeus pretende o quê? Tomar Busan para si e logo depois a capital? — O rei Jeon fala em um tom estressado.

— Talvez... Não me parece uma má ideia... — O rei Kim soa como uma víbora.

— Isto é um absurdo! — O rei Park se levanta irritado. — Somos aliados! Não deves tomar estas decisões inapropriadas sem pensar nas consequências!

— Oh meu velho amigo... Veja bem! Aposto que deve estar contando muito com os impostos deste evento de Gidoktansinil para encobrir o que você gastou com o festival... De todos nós aqui presentes o seu reino é o mais pobre em questão econômica, o seu poder está todo no seu exército! E rei Jeon, devo citar o quão incauto vossa majestade é por se importar tanto com o seu povo? Quanto você gasta mensalmente para curar aquela doença que surgiu em seu reino e está se espalhando pouco a pouco pelos seus pobres gados limpadores de latrina?!

— JÁ CHEGA! Isso é uma grave insolência contra nossos reinos! Kim Young-Jae retire suas palavras agora mesmo ou nos encontraremos em um grande conflito! — O rei Jeon se levanta apontando seu dedo para o rei Kim, que se mantia pleno sobre seu acento.

— Por que eu deveria retirar minhas palavras? Eu cometi algum erro em minhas citações?!

Enquanto os reis continuavam a discutir Park se levanta não suportando mais toda aquela situação e então volta para seu quarto, Jeon que nota a retirada do príncipe, vai atrás do mesmo.

Antes que Park fechasse a porta Jeon coloca a mão sobre a mesma e entra no quarto do príncipe.

— Meu amor... Você está bem?... — Jeon fecha a porta do quarto e segura o rosto do mais velho.

— Eu... Eu estou só... Me senti... Apreensivo pela situação do jantar... O rei Kim... Parece que ele faz de propósito... — O moreno suspira e então  anda até a janela vendo a neve incessante cair pelo reino.  

— O rei Kim só quer causar a discórdia entre todos... Você o conhece... Porque ainda se surpreende tanto com isso?... — O maior vai até o moreno se sentando do lado do mesmo.

— É que... Tenho medo que saia de controle em algum momento... — O príncipe abraça seus próprios braços.

— Tá tudo bem... Não se preocupe com isso... Nossos pais vão dar um jeito... Sempre dão! Não faça essa discussão tola infelicitar seu dia...

— Jeon! Não é como se só isso estivesse me impedindo de me divertir neste dia! Olhe tudo o que aconteceu! Foi catastrófico do entardecer ao anoitecer!— Bufa escondendo o rosto com as mãos.

— Verdade... Mas... Isso não significa que precisa ser horrível até o adormecer! — O mais novo acaricia os cabelos morenos do mais velho que tira as mãos do rosto.

— O... O que pretende?... — Por um motivo desconhecido o menor cora ao carinho e ao olhar terno do mais novo.

Ao perceber a leve timidez aparente do príncipe Jeon se afasta e o olha inocentemente.

— Bem... Eu realmente fiquei interessado sobre a dança que você iria apresentar como encerramento no festival! Você... Poderia dança-lá para mim?... — Pergunta o olhando encantado.

— Dançar especialmente para você? — Park ri.

— Algum problema?... Você... Não quero?... — Jeon olha fixo os lábios de Jimin, logo o olhando nos olhos, a luz do quarto era precária, mas a expressão do príncipe era mais clara e nítida que água.

— Sem... Música?... — Indaga em um murmuro olhando para o chão, sentindo seu peito se mostrar quente pela afobação de seu coração. 

— Sim... Você sabe que eu adoro te admirar dançando... Me conceda este último presente... — Jeon o olha quase como em uma súplica.

— Tá... Está bem... — O príncipe se levanta. — Apenas... Se sente um pouco mais para lá... Preciso de mais espaço... — Jeon faz como pedido do mais velho.

Jimin anda alguns passos para frente suspirando fundo tentando acalmar sua empolgação e então logo tira algumas de suas peças de roupa para que ficasse mais leve para dançar.

Jeon admira o mesmo com um olhar fixo, embora não estivesse dançando ainda, dava para se notar de longe que nada mais existia a sua volta a não ser aquele lindo homem de cabelos pretos como a noite que os cercavam pela janela.

Em poucos minutos Park se coloca na sua posição e inicia sua dança, com passos sutis e delicados, rodopiava e encenava conforme havia ensaiado, em pouco tempo o príncipe se encontrava imerso em sua dança, podia ouvir a música em seus ouvidos como se estivesse no festival, dançando para o seu encerramento.

Era notório o como estava dando tudo de si para aquela dança, suas expressões faciais, até seus pequenos e simples gestos... Tudo parecia perfeito, assim como cada pequeno momento em que possuíam juntos e assim como este... Não podiam deixar de aproveitar a cada instante que não saberiam quando se veriam ou teriam contato novamente.

Ao fim de sua dança Park para em frente à Jeon que permanecia o olhando como se estivesse hipnotizado por cada coisa que o mesmo havia feito.

Ofegante o príncipe pergunta — E então... O que achou?

— Eu realmente preciso declarar?... — Jeon se levanta ficando mais próximo de Park. — Você... Foi perfeito... Você meu amor... É perfeito...

Não era preciso dizer mais nada para que os dois entrassem em uma atmosfera mais calorosa, com um pequeno agarre de cintura o corpo do príncipe Park se encontrava colado ao do príncipe Jeon, e com um deslizar de mão pelo ombro do maior, é iniciado um beijo entre os príncipes.

Com um pequeno arfar para recobrar o ar, ambos afastam seus lábios e então Jeon desliza para o chão com a ajuda do toque em seu ombro de Park, ficando de joelhos na presença do mesmo, sem em momento algum desviar olhar dos olhos do mais velho.

Em um simples e não muito difícil gesto, devido a pequena quantidade de roupas que Park vestia, Jeon distrui prazer para o mais velho através de chupões e beijos em suas partes erógenas inferiores, roubando um pequeno gemido do mais velho que não sentia por algum tempo um toque tão íntimo de seu amado.

Em poucos minutos ambos se encontravam despidos sobre a cama de Park, Jeon que estava em cima do príncipe lhe distribuía beijos e carícias, o mesmo era extremamente cuidadoso com qualquer reação do menor embaixo de si.

— E-eu... Eu te amo... — Em meio a uma voz trêmula e ofegante o moreno se declara ao mais novo que sorri.

A escuridão presente no quarto se desfaz pelas lanternas que são acessas aos céus, a luminosidade das mesas atinge a janela do quarto do príncipe Park, deixando aparente seus rostos e expressões faciais.

Eu também te amo meu príncipe... Jeulgaeun krismas doeseyo! — Responde docemente como seu sorriso.

— Jeulgaeun krismas doeseyo... — Jimin abraça Jungkook que retribui o abraço do menor e em alguns minutos depois os dois adormecem juntos.

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Capa da fic feita por: gguukmong

Espero que tenham gostado, desculpem qualquer erro de escrita!
Obrigado por ler até aqui, não se esqueçam de votar hein!
Feliz Natal a todos!

🌹I Never Stop!🦋

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