Cap. 11 - O Julgamento Final

Capítulo Final

Capa da fic feita por: gguukmong

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— Jungkook... Jungkook meu amor... Não me deixe... Não, não, não, não, NÃO! JUNGKOOK! — Com seu amado morto em seus braços o mesmo começa a gritar enquanto chorava, o coração do rei Park estava perdido e um grande vazio invadia seu peito a cada segundo em que aquilo se tornava ainda mais real sobre seus olhos.

Um cavaleiro do Reino Jeon e um soldado de seu exército se aproximam do rei, fazendo uma reverência, o soldado do exército Park se curva a sua majestade e logo o comunica:

Minhas condolências pela sua perda majestade... O Reino Jeon e o Reino Kim, tiveram uma grande perda... Vossa majestade precisa se recompor o mais cedo possível e voltar ao seu posto... A pedido do rei Jeon Jungkook, pela sua morte, o seu reino, o Reino Jeon, está em suas mãos e domínio... Lidere-o como bem desejar majestade...

— Aquele traidor... O cavaleiro Kim Taehyung... Filho do rei Kim Young-Jae, confirmaram a morte dele?... — Fala com uma certeza frieza em sua expressão facial, que era banhada por lágrimas pesadas de dor.

— Sim, o senhor o matou com suas próprias mãos majestade, assim como Kim Young-Jae que tentou o atacar com a guarda baixa por ter protegido o rei Jeon do ataque do cavaleiro Kim Taehyung... O Reino Kim cairá sobre grande trevas agora... Sem um líder, seu governo se degradará à cinzas, como um ninho de cobras comendo umas as outras afim de tomar o poder e controle do Reino Kim...

— A ganância cegou Kim Young-Jae... Sua ambição era grande demais e isso o engoliu direto para o abismo... O trazendo a sua derrota... Tenho certeza que seus conselheiros tentaram o avisar do óbvio... — Jimin cai seu olhar sobre o rosto pálido de seu amado, acariciando seu rosto que aos poucos perdia seu calor.

— Mesmo que a vitória de nosso reino tenha sido algo inevitável... Todos perderam muitas tropas... Receio que iremos levar até o raiar do dia seguinte para identificarmos todos nossos guerreiros, com ou sem vida...

— ... Cavaleiro do Reino Jeon... — Park levanta seu olhar para o soldado, que assim que cruzam olhar, se ajoelha a sua presença.

— Sim vossa majestade?... — O mesmo demonstra nervosismo.

— Procure identificar todos os guerreiros mortos de ambos os reinos... Quero que a cerimônia de despedida de seu rei esteja presente ao menos o nome de todos aqueles que lutaram ao seu lado... Procure as famílias de cada um dos abatidos e lhes ofereça minhas condolências... Com uma cesta rica em alimentos... Peça para as senhoras que sabem fazer essas cestas que eu as pagarei por elas... É o mínimo que posso fazer depois de lhes tirar seu rei... — Após sua última frase, o rei Park volta a chorar, se debruçando sobre o corpo de Jeon.

— Se essa é a sua vontade meu rei... Que assim seja feita... — O guerreiro do Reino Jeon se levanta e então faz uma reverência e sai, afim de cumprir o que seu rei havia pedido...

(No dia da cerimônia de despedida)

O rei que agora tinha posse sobre o Reino de Busan e Seul toma a atenção das pessoas presentes sobre o grande espaço no pátio do Castelo Jeon afim de discursar sobre a morte do rei Jeon e homenagear os que lutaram e morreram ao seu lado.

— ... Olá... A todos aqui presentes... Eu espero que todos aqui sejam reconfortados com minhas sinceras palavras de apoio... Sei que não importe o que eu fale, a morte dos aqui homenageados deixará um grande vácuo em nosso peito... Pessoas que nós amávamos, pais, esposos, avós, netos, filhos... Amores que nem sequer puderam ter um início... — Seu olhar por um momento se perde e a única coisa que consegue fazer é tocar seu anel e se lembrar de seu amado com um grande e longo suspiro de luto. — Tenho certeza de que todos... Pessoas maravilhosas para suas famílias... Em campo... Também foram maravilhosos, guerreiros excepcionais, não tenho dúvidas... Lamento muito a todos pelas suas perdas... Mesmo que não acreditem... Eu perdi tanto quanto vocês naquele campo... Eu...

Jimin é interrompido em seu discurso quando alguns habitantes do Reino Jeon gritavam coisas como "mentiroso", "farsante", "escória" dentre outros xingamentos, o acusando de ter trazido a miséria e a guerra de seu reino para o reino Jeon.

— Eu... Eu não posso continuar... — Jimin da as costas para o púlpito, porém é aconselhado a voltar e terminar seu discurso, por conselheiros do governo, o que faz o mesmo retornar relutantemente, tomando fôlego e falando com mais voracidade.

— Eu o amava! Eu ama vossa majestade! Seu rei Jeon Jungkook! Ele deu sua vida em campo para me salvar! Se vocês têm alguém para culpar! Culpam os soldados do Reino Kim! Eles quem o mataram! Kim Young-Jae que o matou! Não era para eu estar aqui! Era para ser ele... Mas eu falhei! Eu falhei... E... Sinto muito se não sou o rei que vocês queriam ver aqui! Mas eu dei o meu melhor! Kim Jae-min, Hwang Lee-so, Jung Ha-rum, Chang Tae-joon... Todos guerreiros que lutaram comigo e por mim! Eu lembro seus nomes e não me esquecerei deles! Eu prometo! — Em um gesto de orgulho coloca o punho cerrado sobre o peito como um juramento. — Eu carreguei e os carregarei sempre em meus pensamentos e em minhas costas, sim suas mortes são culpa minha e eu não estou fugindo acovardado disso! Mas essas... São as consequências de uma guerra... Novamente, sinto muito, mas eles já se foram... Eles não vão voltar para lhes dizer "eu te amo", essa... É a dura... E única realidade... Obrigado a todos... — O rei Park se afasta do púlpito se colocando ao lado do mesmo e fazendo uma reverência a todos os que ali estavam de luto, como um pedido de desculpas.

Após se reverenciar aos seus súditos, o rei Park se vira de costas ouvindo os gritos da multidão, muitos ainda estavam revoltados com tudo e inconsolados, porém não tinha mais o que se fazer ou o que se falar naquele momento.

Um tempo mais tarde ocorre o velório do rei de Seul, o rei Jeon, o caixão era levado pelos guerreiros de mais alto escalão do Reino Jeon e do Reino Park, o guiando até seu túmulo onde era enterrado.

Jimin andava ao lado do caixão com uma expressão seria, suas vestes eram completamente pretas, apenas tinha alguns detalhes em preto bordado, completamente sutil, o mesmo vestia um lenço quadrado preto em sua cabeça, escondendo seus cabelos, lágrimas geladas escorriam pelo seu rosto, em um último adeus, Jimin beija a ponta de seus dedos e toca o caixão de seu amado Jeon.

Assistindo seu caixão descer pelo buraco de seu túmulo com muito esforço para se manter em pé sobre seus joelhos, o que acaba sendo inevitável, a falta de ar lhe toma os pulmões e seus joelhos fraquejar o fazendo tombar ao chão, em seguida alguns generais e membros da guarda real o socorrem, o antigo médico que cuidava pessoalmente do rei Jeon o atende rapidamente, sem poder ver o final do enterro, Park é tirado dali e trazido de volta ao Reino, onde é cuidado com mais paciência e atenção.

(6 meses depois...)

— Vossa majestade... Trago lhe boas e más notícias! — O assistente real que cuidava de entregar notícias e trazer novidades ao rei acabará de chegar.

— Entre... Comece com as boas novas primeiramente... — O rei passará as mãos pelos seus cabelos pretos, respirando fundo e arrumando sua pose.

O assistente real adentra o escritório do rei e então se curva para o mesmo antes de se sentar, não pode deixar de perceber que o mesmo lia cartas antigas escritas a mão pelo falecido rei Jeon.

Vossa majestade ainda lê as cartas que ele lhe escreveu?... Ele não vai voltar majestade... E ainda assim... Prossegue em até mesmo usar o anel que ele lhe deu de noivado... — Em um certo desconforto o assistente toca em um assunto extremamente delicado, o que só percebe ao ver a expressão de seu rei mudar drasticamente de sério para uma expressão de cólera.

— Receio que isso não faz parte de seu trabalho, não pedi conselhos a você Sr. Hwan, se eu quisesse conselhos falaria com meu médico ou particurlamente com o meu conselheiro, não se meta em assuntos que não são da sua conta e me de suas boas novas logo! — O mesmo bate com uma papelada de papéis em cima da mesa o que faz o assistente se estremecer de medo.

— Bem... Vossa majestade tem tido progresso quanto ao restaurar parte do Reino Park... O solo está sendo cuidado com mais eficiência e talvez em breve sirva para plantio... Porém... A revolta dos cidadãos do Reino aqui de Seul...

— E o que querem que eu faça? De a coroa para qualquer um e deixar que esse reino se torne um lugar desordeiro?! — Se levanta de sua cadeira passando a mão novamente pelo cabelo, porém agora estressado, olhando para a janela, vendo o seu povo, o povo que pertencia a Jungkook.

— Assim como o antigo rei... Eles querem que se case majestade... O senhor já está velho o suficiente para...

— Isso está fora de questão! Querem que eu me case?! Então vão no cemitério real! Desenterrem o antigo rei Jeon que está a mais de 7 palmos embaixo da terra e o tragam ele de volta para mim! QUEREM QUE EU ME UNA A MATRIMÔNIO COM ALGUÉM?! ENTÃO ME TRAGAM ELE DE VOLTA! ME TRAGAM ELE DE VOLTA! — Jimin começa a surtar, gritando segurando seus cabelos e se abaixando lentamente se encolhendo no chão, enquanto chorava e gritava.

O assistente se levanta assustado e então os guardas reais entram rapidamente no recinto o afastando e segurando o rei Park no colo o levando até o médico.

Alguns minutos depois...

— É... Assim não dá para continuar... Vossa majestade... Se o senhor não aceitar que ele se foi e não vai mais voltar... — Jimin encara o médico com grande raiva em seu olhar. — Vossa majestade sabe que é verdade! Meu senhor! Já se passaram 6 meses... Você precisa encarar a realidade... Por que não tenta conhecer pessoas novas? Se permita amar novamente... Se não me prometer que irá tentar não posso o liberar para seu posto... Terá que ser internado...

— Não irei me casar com outro que não seja sua majestade Jeon Jungkook... — Jimin se levanta e então sai da sala do médico vagando pelos corredores do Palácio, se sentindo mais morto do que vivo.

— Ele vai conhecer um outro alguém... Eu sei disso...

(Após 1 ano)

Como o combinado com o médico, Park Jimin, havia tentado se deixar permitir que novas pessoas entrassem em sua vida, algumas interessantes outras nem tanto, a que mais lhe chamou a atenção foi Lee Tae-min.

Taemin tinha um humor incrível, estava sempre rindo e brincando, era um simples plebeu, mas a essa altura do campeonato, para a saúde mental do rei, não importava a classe, desde que o fizesse sorrir novamente e Taemin era essa pessoa.

Ambos se conheceram em meio a um acidente gerado por Taemin que roubava uma banca de alimentos, sim, seu defeito era ser um ladrão, porém não apenas um ladrão, o mesmo era cleptomaníaco, o que significava que mesmo que não tivesse a necessidade o mesmo iria acabar roubando por puro impulso e compulsivamente.

O rei não via problemas em sua personalidade por isso, por mais que fosse errado e o mesmo estivesse ciente disso, porém o maior erro de Taemin e o que levou ao fim do que parecia ser a libertação do rei Park, foi o mesmo tê-lo furtado seu anel de noivado que o rei Jeon havia dado para o mesmo.

Ao perceber que havia sido roubado seu precioso anel, o rei Park ordena que matem Taemin e revistem tudo o que pode estar ligado ao mesmo para que achem seu anel de volta.

Assim como ordenado, seus cavaleiros vão atrás do mesmo e o matam, colocam a casa de Taemin de pernas para o ar a procura do anel, porém nada, haviam descoberto que o mesmo havia vendido o anel por uma alta quantia em dinheiro, porém nem metade do que realmente valia aquele anel.

Após cinco meses de procura pelo anel, o Reino em si havia virado uma bagunça, o rei não conseguia se manter estável mentalmente para governar corretamente e tomar as melhores decisões, o que causa e gera mais e mais revoltas, como era em seu reino em Busan antes da guerra, porém agora, estava afastado dos assuntos e decisões reais para evitar mais desastres até que se recuperasse mentalmente.

(Um mês depois...)

Em uma de suas visitas ao templo, Jimin se encontra com uma humilde família de uma mulher e dois filhos, uma garota que parecia ter por volta de seus 9 anos e um garotinho que parecia ter uns 4 ou 3 anos de idade, os três oravam no templo pelo seu marido morto em guerra...

— Majestade?... — Indaga a jovem mulher.

— Desculpe, não quero falar com ninguém... — Com um aceno de mãos, os guardas criam um espaço de distância entre a mulher e o rei Park.

— Majestade! Eu estou com o que lhe foi roubado! Uma senhora que o vendia me deu, pois não conseguia o vender por ser muito caro... Ela iria jogar fora e eu o peguei... Tentei entrar em contato com vossa majestade, porém vossa majestade não queria contato com ninguém... — A jovem moça chama a atenção do rei que por um milésimo de segundos era possível ver o brilho em seus olhos ao ver a mesma com as mãos entendidas lhe mostrando o anel que Taemin havia lhe roubado e vendido.

— Você... Eu... Eu nem sei o que dizer... Ou como agradecer... — O mesmo pede com um gesto sutil para que o guarda se afastasse, se aproximando da moça.

— Não precisa me agradecer majestade... As palavras de vossa majestade aquele dia... — (Dia da cerimônia) — Aqueceram meu coração e me deu força para continuar vivendo... Eu sinto muito pelas revoltas e rebeldia de vosso povo...

— Eu também sinto... E mais uma vez obrigado... Eu não irei o perder mais... Eu lhes desejo tudo de bom... Ah... Cavaleiro, por favor, acompanhe essas damas e este rapazinho até sua residência... Eu irei pegar o seu cavalo emprestado... — Gesticula com suavidade.

— Majestade! Onde pretendes ir? Vossa majestade sabe que não posso sair de vosso lado... — O guarda que havia ficado exclama com preocupação.

— Eu irei até um lugar... Lembre-se bem o seu caminho, você será o único que saberá a existência desse lugar e onde pretendo guardar este anel, para que numa vida próxima eu o venha pegar novamente! Está claro? Se ao menos pensar em dizer a alguém sobre esse lugar ou esse anel, lembre-se que eu ordeno que cometa sepulcro! — Fala em um tom de total seriedade, olhando nos olhos do cavaleiro.

— S-Sim minha majestade, farei um voto de silêncio a qualquer um que me perguntar sobre vosso anel... — O guarda faz uma reverência para seu rei.

— Obrigado... Guardarei sua lealdade em meu coração... Vamos...

Jimin o leva até a casa em que passava suas noites de amor e prazer com seu amado Jeon, o rei adentra a casa enquanto seu guarda o espera fora, em uma das paredes que havia uma madeira em falso, perto da cama dos mesmos, no chão, esconde o anel, o colocando na caixinha que havia ganho de Jeon, a qual havia deixado guardado em uma gaveta na casa e então o esconde, de tudo e todos e ali reza.

— Senhor... Pai de todos... Me perdoe pelo o que farei daqui para frente... Nem ao menos sei se ouve minhas palavras... Mas mesmo assim te peço, tenha misericórdia de mim... Minhas decisões cavarão meu túmulo nesta terra... Porém não posso mais viver sem poder vê-lo, ouvi-lo ou tocá-lo... Me perdoe...

Mesmo que a prece de Jimin tenha sido sincera, jamais seria ouvida, quando na verdade até mesmo suas atitudes tenham sido tão desprezíveis...

Quando Park voltará para o Palácio, na calada da noite, o mesmo matará um por um dos que habitavam seu castelo, médico, assistente, pessoas da corte, todos que apareciam em sua frente, o mesmo queria causar um golpe de estado o que não deixariam escolha a não ser matá-lo antes que matasse a todos...

E assim foi feito!

Jimin foi preso, torturado e chicoteado a público, humilhado e desonrado, o mesmo não podia conter risos e sorrisos, estava louco, a felicidade que sua dor estava próxima de ter um fim era tanta que isso havia o tornado visto e dado como louco, foi preso por 5 meses na tentativa consecutivamente falha de fazer o mesmo voltar a si.

Park sempre gritava "Me traga-o de volta", "Me traga-o de volta" e quando se cansava dizia quase como em um murmúrio "Se não me deixe me juntar a ele... Por favor..."

— Qual seu último pedido majestade... Não podemos o trazer de volta, mas lhe daremos seu precioso fim, alguma dada que queira em especial?...

— Me mate... Me mate no exato dia em que ele morreu... Apenas isso... — Quase sem forças o mesmo responde em um breve momento de lucidez.

— Assim será feito majestade...

E assim foi feito... Nos exatos 2 anos após a morte do rei Jeon Jungkook, Park Jimin é morto a público, enforcado na praça da cidade do Reino Jeon, em Seul. Dando o fim à sua história na terra e um início em sua história nas chamas do inferno...

(Dias atuais... No inferno...)

— Então... Agora se lembra do por quê veio parar aqui?... — Laugth o indaga o rodeando.

Park estava em cima de um altar de pedra, semi-nu com vários manuscritos pelo seu corpo, em uma língua demoníaca, aquele era seu último dia vivo como algo existente no mundo, não podia se mexer.

— ... Então é assim?... É assim que vai acabar? — Ri. — Que piada... Nem mesmo na morte tenho paz... Eu realmente devo ter enlouquecido pra caralho... — Continua rindo, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.

— Não se preocupe, aquele anjo, está tão ferrado quanto você, talvez vocês se encontrem em algum lugar na inexistência... Esse último momento vai doer, bastante, mas logo nada disso mais vai fazer sentido, não se preocupe...

— Não estou preocupado... Não sinto nada... Nem dor... Nem medo... Ou raiva... Estou bem... Eu sei que fiz e dei o meu melhor... Vivi bem o que pude em uma vida passada e nesses últimos 30 dias... Se esse é o fim, então tudo bem, estou disposto a aceitá-lo... Está tudo bem agora... Eu sei disso... É a única coisa que sinto... — Park fecha seus olhos lentamente, a lágrima que escorria pelo seu rosto cai e pinga sobre o altar de pedra em que o mesmo estava.

(No Reino dos céus...)

— Estamos aqui presentes e reunidos neste tribunal, para discutir o fim deste anjo... Que nos trouxe tantos problemas e até mesmo fez nossa guerra ir para terra, o que poderia ter causado um grande problema para nós! Eu Azazel, como o arcanjo líder da patente da justiça, irei ser o juiz, serei totalmente imparcial, independente do ocorrido na guerra. — O mesmo fala de um grande púlpito branco de mármore.

— Seus advogados serão Miguel, arcanjo líder da patente dos anjos da guarda, do qual você foi expulso assim que chegará ao céu... Compreende sua situação anjo Jeon Jungkook? — Azazel indaga com grande autoridade.

— Sim... Entendo... — O pequeno anjo responde.

O anjo julgado era amarrado por correntes da verdade em seus braços e presas a dois pilares tais como os que prenderam Sansão.

— Seguindo com outro de seus advogados, Anael, arcanjo líder da patente dos anjos do ciclo da vida e Uriel, arcanjo líder da patente dos anjos da prosperidade o qual estava envolvido desde o início apartir que seu súdito Jung Hoseok se envolveu com o proibido, quebrando duas leis de nosso reino, as quais irei citar a seguir: Lei do Equilíbrio, "Anjos e demônios não devem se envolver em nenhum sequer tipo de relacionamento, desde amizade ou amoroso, caso aconteça o anjo será subjulgado a morte". Lei do amor patriarcal, "Ninguém que habita o reino dos céus e que siga as palavras de nosso senhor, deve se envolver com pessoas do mesmo gênero e se envolver tanto romanticamente quanto sexualmente com tal, caso ocorra, será julgado ao exílio e punido até que se restabeleça e perceba seus erros e possa voltar a suas atividades." — Azazel faz uma pausa.

— Pois bem, seguindo agora aos acusadores, temos Samael, arcanjo líder dos anjos guerreiros, responsáveis por assegurar a ordem e proteger nosso reino, Azazel, arcanjo líder da patente dos anjos da justiça, além de juiz irei acusar as leis que sua pessoa quebrou, e por último e mais importante deus! Senhor de tudo e todos, rei sobre tudo e todas as coisas, criador do universo e do mundo! Como intermediador de suas palavras, Gabriel, arcanjo líder da patente dos anjos mensageiros, irá transmitir as palavras de nosso pai para este tribunal. — Azazel novamente faz uma grande pausa e logo tambores tocam alto iniciando a sentença do anjo, liberdade ou inexistência!

Anjos, arcanjos, querubins e até mesmo serafins estavam ali presente para assistir ao tribunal, até mesmo súditos que passavam por perto do coliseu do tribunal paravam para ouvir.

— Então começaremos o julgamento... O seu julgamento final... Você está ciente dos erros que cometeu anjo Jeon? — Questiona o juiz.

— Estou ciente que ter trazido a guerra para a terra foi um grande e terrível erro, porém também sei que não fiz isso sozinho, Samael quem começou essa guerra... Quando queimou Hoseok e outros dois culpados naquelas cruzes, eu apenas intervi em nome de meu amigo... Seokjin estava lá, viu tudo... Muitos viram... — O anjo fala com seriedade, olhando para Azazel.

— Samael estava fazendo seu trabalho, punindo aqueles que quebraram as leis de nosso reino... Miguel e os outros se envolveram nessa guerra por causa da sua intervenção, com suas ideias pecaminosas de que pode haver um consenso entre anjos e demônios... Falando em seu antigo amigo da patente dos anjos do ciclo da vida, liderada por Uriel, ele está sendo caçado e será morto quando o encontrarmos, pois traiu o reino se corrompendo a escuridão, assim como você quase o fez... Gostaria de nos contar como ocorreu?...

— Eu... Me relacionei algumas vezes com um demônio... A busca do sentimento mais forte humano... O amor... Que poderia dar um fim à essa guerra... E também... Fiz um trato de sangue com um demônio em troca temporária de seus poderes para poder parar Samael... Foi assim... Que cheguei a este estado... — O anjo olha suas asas, vendo que apenas algumas pequenas penas estavam brancas, até mesmo suas vestes estavam manchadas em colorações pretas.

— Quebrou três regras pelo que me contou... A lei do equilíbrio e a lei do amor patriarcal, assim como Hoseok, e além disso, quebrou a lei da harmonia, "Nenhum anjo está livre para fazer contratos com demônios em nenhuma circunstância, pois isso lhe mancha, tirando sua pureza... Como punição uma vez feito isso, deve passar pelas águas santas e se purificar novamente... Caso seja diversas vezes cometido esse delito, será punido severamente com trabalho árduo permanentemente... Estando estritamente proibido de manter contato com outros anjos, além de se comunicar com humanos e visitar a terra..." — Azazel cita novamente as três leis, ao terminar de falar Miguel se levanta como defesa.

— Fale Miguel... — Azazel da espaço de fala para o mesmo.

— Eu assumo a responsabilidade pelo mesmo ter se envolvido romanticamente com um demônio... Eu pedi para que fosse a terra e buscasse pelo sentimento mais forte humano e o mesmo como um bom súdito o fez... Custe o que custasse... E eu tenho muito orgulho do mesmo por isso! Ele estava disposto a sacrificar sua vida e pureza por uma ordem direta minha!

— Recuso sua defesa Miguel! — Samael se pronuncia, o mesmo estava amarrado por um de seus pulsos a uma corrente da verdade, estava sentado no chão, não parecia nenhum pouco abalado pela sua situação, por mais humilhante que fosse por ser um arcanjo.

— Se pronuncie Samael... Por que é contra a defesa de Miguel? — Azazel e todos ali olham para Samael.

— Mesmo que tenha sido uma ordem direta Miguel, eu vi com meus próprios olhos os dois se beijando por conta própria, por puro prazer e vontade! Eu fui piedoso e dei a chance dos mesmos se entregarem em troca de perdão e mesmo assim... — Samael tosse em meio a sua acusação, não estava completamente recuperado do ferimento sofrido em batalha. — Mesmo assim... Resolveram ir contra mim e como podem ver, quase fui morto! Me diga anjo! Você estava gostando daquilo não?! Gostava do toque e carícias daquele medíocre demônio!

Jungkook abaixa a cabeça e encolhe os ombros aos gritos de Samael o acusando.

— Silêncio Samael! Nos diga anjo... Você gostou do seu envolvimento romântico e sexual com o demônio Park... Ou foi apenas por ordens superiores de Miguel? — Azazel preciona o anjo com um olhar cruel.

— Sim... Eu gostei... Mas não gostei apenas por prazeres mundanos! Eu gostei por que eu realmente o amo! Eu amo aquele demônio... Eu amo Park Jimin! Sempre o amei... Desde sempre! Nada que vocês fizerem irá mudar isso... — Exclama o anjo pedindo misericórdia através de seu olhar.

— Isso é extremamente ridículo! Demônios não possuem sentimentos! Ele só te usou por puro prazer próprio! Demônios só existem para matar, roubar e destruir! Nada além disso! — Azazel ri em deboche.

— Gostaria de ter a palavra! — Anael se levanta.

— Prossiga Anael... — Azazel o olha com desgosto.

— Eu tive contato com aquele demônio que invadiu nosso reino durante a guerra, infelizmente não irei lembrar seu nome por causa de sua inexistência, mas eu sei o quanto ele amava o súdito de Uriel... Ele até mesmo quando descobriu sua falsa morte pediu para ser morto por meu súdito Seokjin... Pois não aguentava viver sem seu amado... Então há sim a possibilidade de um demônio possuir sentimentos e ainda mais... Por um anjo... Essa é a minha defesa, eu acredito que anjos e demônios, claro não todos, mas há sim exceções em que possam se dar bem e até mesmo se amarem! E eu irei defender isso! Independente de qual seja a decisão final! — Anael se põem a frente de sua decisão, o mesmo estava decidido a defender sua ideia mesmo que isso lhe causasse prejuízos futuros.

— Jungkook realmente ama o demônio Park, ele até mesmo fugiu das mãos de Miguel para ir ao inferno o buscar... O mesmo estava na terra a fim de provar o que significava o amor e se ele podia trazer algo bom... Tinha um mês para completar sua missão... — Uriel entra na discussão.

— E por acaso alguém aqui sabe se ele sobreviveu?... Ele realmente estava tão acabado coitadinho... Deve estar morrendo lentamente agora no inferno... Que pena... — Samael fala com desdém.

Miguel fala com alguém que aparentemente era da patente dos anjos mensageiros e então o mesmo imediatamente sai do tribunal, discretamente.

— Não temos informações sobre... Devo mandar alguém ao inferno confirmar? — Gabriel fala com Azazel.

— Não! Um demônio vivo ou morto não afetará o que está em jogo... Alguém tem mais algo a acrescentar? — Azazel olha a todos ali presente.

— Existe... Um demônio... Não... Um diabo... Que conheci em meus momentos em terra... Ele amava tanto um anjo que o esperou por anos para que o mesmo descesse a terra para poder conquistá-lo e estava disposto a largar tudo por ele, por seu amor foi expulso do inferno e se fosse necessário até abandonaria todo seu cargo apenas para poder o ter em seus braços novamente... Ele o conheceu em suas duas vidas... E o amou nas duas... E até mataria qualquer um que o machucasse, o fizesse mal ou entrasse em seu caminho... Esse era o tamanho do amor desse diabo por um simples anjo... Então não me diga... Não me diga arcanjo Azazel... Líder da patente dos anjos das justiça... Que demônios não podem amar! Com certeza são mais justos e honestos que muitos anjos e arcanjos aqui! — Jungkook fala com um olhar de desprezo ao seu maioral.

— Quanta insolência! — Exclama Azazel.

— Fale o que quiser... Decida o que quiser... Eu não vou desistir do meu amor pelo Jimin, eu não vou desistir dele, nem nessa vida, nem depois de deixar de existir, não importa o que faça ou o que decida... Mas isso é o meu destino e eu o aceito com muito orgulho... Não importa o que ele é ou foi, o que ele fez ou irá fazer, eu o amo e é apenas isso que realmente importa! — Jungkook fala e quando termina abaixa a cabeça como se estivesse cansado ou desistido de discutir.

(No Inferno...)

— Deseja ter suas últimas palavras?... — Laugth fala preparando uma faca demoníaca feita de ossos que estava preparando para matar Jimin.

— Eu... Eu entendi o que é o amor... Nos últimos momentos... E isso é tão doloroso... Porque... Porque eu o perdi... Eu não posso mais o ter... Certamente ele deve estar sendo julgado e até mesmo morra por... Culpa minha... Eu vi que ele estava sendo corrompido e mesmo assim... Mesmo assim fui egoísta... Ele se sacrificou por mim e eu nem sequer pude o ajudar em nada... Sempre ficando emburrado e me revoltando por nada... — Park dizia enquanto chorava olhando para o nada acima de si.

— Você o amava?... — Laugth o pergunta.

— Sim... Eu o amo... Eu o amo muito... Ele é a razão por eu estar aqui... É a razão por eu ter morrido e por estar no inferno, humano tolo que achava que mesmo cometendo tantos pecados iria ser perdoado e iria reencontrar quem amava no céu... Besteira... Mas... Sabe... Se eu pudesse voltar infinitas vezes no tempo eu voltaria e reviveria esses 30 dias tudo novamente... Apenas para o ter por perto novamente... Mesmo que eu nem se quer pudesse o tocar... Apenas porque eu... O amo... E amor... É sacrifício... Agora eu entendo bem isso... — Jimin fecha seus olhos aceitando sua morte, após suas últimas palavras.

— Muito bem... — Laugth fala simples.

Aos poucos as marcas e manchas que estavam espalhadas sobre o corpo semi-nu do demônio superior começam a desaparecer gradualmente, juntamente com a paralisia e dor.

Em poucos segundos a marca que Laugth havia feito nas costas do mesmo se quebra, se desfazendo, o mesmo estava livre e havia cumprido a sua missão, em seus últimos minutos de vida.

Park abre os olhos aos poucos sem entender o que havia acontecido e então se levanta do altar de pedra que estava, se sentando no mesmo e olhando para Laugth que estava se desfazendo aos poucos.

— E então...? O que desejas?... Você assim como o Debauch conseguiram cumprir meu desafio... O que você irá querer?... Eu disse que lhe daria qualquer coisa que quisesse caso cumprisse meu desafio... Apenas me diga o que quer... — Laugth ri.

— O que eu quero... Você não pode me dar... Eu quero poder o ter... Mas... Está longe demais do meu alcance... Se ele se for... Nada disso vai ter feito sentido algum... — Jimin o olha e então desvia olhar suspirando.

— ... Não posso fazer com que renasça, mas posso lhe dar a liberdade para o mundo humano, poderá ter uma vida normal, sem poderes, como se fosse um humano... Porém, imortal... É tudo o que posso fazer por você... Para alcançar o que quer...

— ... Está bem... Aceito a sua liberdade... Eu... Sei que ele vai sair vivo de lá... E quem sabe... Eu possa o ver... De alguma forma guardando algum humano... Até mesmo o arara azul se for... Estarei bem se apenas puder o ver... Eu quero ser livre... Me conceda a liberdade Laugth! — Jimin se levanta ficando de pé em frente à silhueta desfigurada de Laugth que estava em estado de inexistência aos poucos.

— Pois bem... Assim o terá... — Laugth estende os braços e então sombras escuras em formato de um ciclone começam a sair do chão rodeando Park e escurecendo tudo a sua volta.

— Laugth! Laugth! Obrigado... — Park o  agradece.

— O diabo ri. — Não me agradeça pequeno demônio... Eu apenas queria um fim para mim mesmo... Eu quem agradeço...

Em um instante Jimin não se encontrava mais no inferno e estava seguro, na terra, no mesmo lugar em que o mesmo havia surgido da primeira vez que pisava na terra como demônio.

É... Então realmente começamos do zero novamente não é?... — Jimin toca seu peito e então sente falta de seu lenço que sempre estava consigo. — Mas... Como que... Jungkook... Céus... Fique vivo meu amor... Eu estou bem aqui... Por você... Por nós... — Jimin levanta olhar para os céus como em uma prece.


(No Reino dos céus...)

Após mais algumas acusações e defesas deus pede para que encerre o tribunal com a decisão final.

Azazel bate o martelo e então diz que daria o juizado final sobre o anjo, após as palavras de Azazel todos se calam, o tribunal todo estava tenso, muitos estavam do lado do pequeno anjo e achavam injusto aquelas acusações todas.

— Como decisão final, eu Azazel, decreto que o anjo Jeon Jungkook, ex-súdito de Miguel, da patente dos anjos da guarda... Terá como fim... O.. — Quando Azazel iria terminar de falar um anjo mensageiro o interrompe.

— O demônio Park está vivo! E está liberto do inferno! Ele... Ele cumpriu o desafio do diabo Laugth e está esperando para se reencontrar novamente com o anjo Jeon, ele torce pela sua vitória neste tribunal! Seu único desejo é que permaneça vivo! Ele realmente o ama! Ele o ama de verdade! O demônio o ama! — O anjo mensageiro faz uma continência à Miguel e logo depois se curva para seu mestre Gabriel.

— É... — Azazel olha para trás, uma grande nuvem que formava a imagem de deus as suas costas, o mesmo esperava uma resposta e decisão do mesmo.

O tribunal fica todo em silêncio, uma grande tensão invadia o lugar e então alguns cidadãos, junto com Miguel, Anael e Uriel se reuniam a frente de Jungkook, para o proteger como se estivessem avisando que "para o matar, terá que passar por nós".

O arcanjo Ezequiel, líder da patente dos anjos do perdão, se põem no meio do tribunal e começa a falar.

— Eu ouvi suas palavras e observei até aqui em silêncio! Eu como o arcanjo do perdão senti verdade em suas palavras... Posso não entender sobre o amor, mas sei que ele também faz perdoar... Como lei principal dos humanos... O livre arbítrio! Eu pessoalmente peço perdão pelos seus erros quanto anjo... Mas ele como um humano que um dia foi... Não pode ser julgado como um ser celestial como nós! Ele segue apenas o que ele acha certo e assim deve ser! Por favor... Lhe de outra chance meu pai... rei sobre tudo e todos... Essa guerra já durou demais... E o amor não pode ser contido ou exterminado... Deixe os amar... Permita-os viver seu amor... Como pessoas normais... Julgue-os em sua morte... Mas não os faça sofrer mais... O amor deles é lindo como deveria ser... Não há nada errado em amar o próximo... Não importa se são dois homens... Isso não muda nada sobre quem realmente são... E suas origens e princípios... Os perdoe... Como seres humanos... É apenas o que eu peço como o arcanjo do perdão... — Ezequiel observa a grande nuvem e então, após um sinal de trovões olha Gabriel que transmitia suas mensagens.

— Bem... A decisão final é... — A expressão de surpresa é extremamente visível aos olhos de Gabriel. — Liberdade ao anjo... E não somente ao anjo... Quanto ao demônio... E todos os que sofreram nesta guerra toda... Eles... Terão a oportunidade de reviver uma outra vida... Novamente... Em paz...

Todos à favor do anjo suspiram em alívio, logo assobios e gritos de felicidade são espalhados por todo coliseu aonde ocorria o tribunal.

— O julgamento final é... Liberdade ao anjo... — Azazel bate seu martelo confirmando as ordens de deus. — Tribunal encerrado...

— O quê? Impossível! Impossível! Seu traidor! Como pode quebrar suas próprias leis?! E seus filhos que obedecem cegamente aos seus mandamentos?! O que somos de nós?! — Samael grita para a nuvem e então a mesma se desfaz o deixando falando sozinho, logo Gabriel sussura algo que lê em seu pergaminho, para Azazel.

— Ah! Atenção de todos os arcanjos por favor! Samael, por seus inúmeros erros e falhas, será retirado do cargo de líder dos anjos guerreiros e será condenando ao inferno, se tornando assim, um anjo caído! — Azazel bate seu martelo. — Guerreiros, podem levá-lo.

Assim que Azazel termina de falar o mesmo se retira aos poucos de trás do púlpito e então alguns dos anjos guerreiros seguram Samael que se debatia freneticamente e o arrastam dali, direto para o inferno.

As correntes que prendiam o anjo se soltam e então o mesmo que estava de joelhos, se levanta passando as mãos pelos seus pulsos e então olha Miguel que sorria com completo orgulho.

— Obrigado por ter sido meu súdito... Você cumpriu com sua missão perfeitamente! Eu sabia que venceria... — Miguel fala o olhando com um grande sorriso.

— Desculpe decepcioná-lo Miguel... Mas chegou à um momento em que... Não era mais a missão... E sim ele... Apenas por ele... — Jungkook o olha concordando em meio a um longo suspiro. — Bem... E agora?...

— Agora seja livre... E viva... Viva a sua vida... Como deveria ter sido desde o início... Desde KhnumhotepNiankhkhnum... Seja feliz em sua nova vida Jungkook, o encontre... E não o deixe escapar... Nunca mais... — Miguel mantinha sua fala mansa, o que trazia paz ao coração agitado do pequeno anjo.

— Eu irei... Obrigado Miguel... Obrigado... A todos... — Olha ao redor e então todos que estavam ao seu lado ali presentes fazem uma reverência em respeito a sua coragem.

— Está pronto para reviver anjo Jeon?... — Anael se aproxima do mesmo sorrindo e então toca seu ombro.

— Sim... Mais que nunca... — O anjo confirma olhando para Anael.

Jungkook acompanha o arcanjo do ciclo da vida e então o mesmo até um feiche de luz que o guiava para sua nova vida.

— Tenha uma ótima nova vida... Jeon Jungkook... O espaço tempo se abrirá para vocês resnacerem à 20 e 22 anos atrás... Boa sorte...

Com essas últimas palavras, Jungkook e Jimin, além de Hoseok e Yoongi, renascem... Como humanos novamente, para mais uma vida...

(Em 2020... Anos após o renascimento do anjo e do demônio) 

— E então?... O que aconteceu com os dois depois que resnaceram?... — Pergunta Seokjin a Namjoon.

(Cafeteria em Seul...)

— Bem... 20 anos se passaram desde que o Jungkook renasceu... Porém nunca mais ele e Jimin se encontraram novamente... Estão a 20 anos sem se ver depois de tudo aquilo... — Namjoon explica, sentado em um banco conversando com Seokjin na bancada da cafeteria, enquanto olhavam para Jungkook que parecia esperar alguém em uma mesa.

— Eles perderam as memórias não é?... — Seokjin, também observa Jungkook, que estava com um olhar perdido olhando para a janela da cafeteria.

— Sim... Suas memórias foram apagadas quando resnaceram, não se lembram do céu, de suas vidas passadas nem nada, nem sequer imaginam tudo o que aconteceu... São apenas dois humanos completamente normais vivendo suas vidas... — Namjoon fala se virando para frente e tomando seu café.

— Entendo... O Hoseok e o Yoongi não se lembram das suas vidas passadas, mas se lembram do céu e do inferno... Por quê?... — Seokjin, também se vira, porém olha Namjoon.

— Pelo o que o San me falou... Essa é a punição deles por tudo o que aconteceu... O início, a reconciliação deles foi difícil e dolorosa, mas o que o amor não supera não é mesmo? Estão felizes juntos, vivendo suas vidas como deveria ter sido... Humanos normais sendo normais... — O diabo fala terminando seu café.

— E o Taehyung? Depois que a guerra acabou ele foi... Apagado...

— Sim, apagaram a memória dele também... Mas por terem mexido no espaço tempo, fizeram com que ele tivesse sim sofrido um acidente e por um novo acaso o pai dele, o Jin Young-Jae tê-lo achado e o salvado, eles tem uma relação boa, Taehyung voltou a estudar e está feliz, tocando sua vida, como deveria ser... Nem sequer pinta o cabelo mais! Nem rouba! — Namjoon diz com um sorriso surpreso, porém de satisfação, estava tudo tranquilo e ocorrendo bem.

A porta da loja se abre e dois garotos escandalosos entram pela mesma.

Ai Taehyung deixa de ser besta! Eu não vou pintar meu cabelo coisa nenhuma! Gosto dele assim! Preto! — O garoto de cabelos pretos e olhos puxados, tão puxados que quando sorria, parecia que fechava os olhos entrava rindo e brincando com seu amigo na cafeteria.

— Ah Jimin! Você tá com esse cabelo desde que nasceu! Uma mudada de visual faz bem sabia? — Taehyung implica com o menor o empurrando levemente com o ombro, fazendo com que o mesmo abrisse os olhos e olhasse em direção a Jungkook.

Jungkook os observava extremamente curiosos, porém ao colocar os olhos no garoto moreno, certamente havia ido para outro mundo.

O sorriso do Jimin aos poucos se desfaz, concentrando-se apenas em Jungkook que o olhava fixamente e claro, o moreno não podia desviar o olhar, estava encantado com o mesmo e não podia negar, algo forte pulsava em seu peito.

Ambos seguravam a vontade irresistível  de se abraçarem e o silêncio é quebrado quando Jimin se pronuncia a seu amigo.

— Esse... É o Jeon Jungkook?... — Jimin indaga a Taehyung, sem tirar os olhos sobre Jeon.

— Sim, é ele mesmo, eu te falei que ele é de Busan também não falei?

— Sim... Claro... — Jimin observa Jungkook se levantar andar até os dois.

— Você é o Jimin certo?... — Responde com um sorriso gentil no rosto.

— Sim... Park Jimin... Jeon Jungkook?...

— Pode me chamar apenas de Jungkook... — Era claro o olhar carinhoso do Jeon, sobre o menor.

— Vocês já se conheciam?... — Taehyung olha confuso para os dois.

— Acho que... De outras vidas sim... — Jimin da um grande sorriso.

— Com certeza isso... Não é uma coincidência... — Jungkook também sorri, ambos tinham feito seu próprio mundo ali.

— O destino é incrível... — Fala Seokjin observando a cena dos garotos.

— Sim... Ele me trouxe você... — Namjoon fala olhando Seokjin.

— Vish! Deixa de ser boiola seu besta! Tá parecendo uma cadelinha! — Seokjin olha e ri, brincando, fazendo com que Namjoon risse baixinho também.

Alguns anos depois...

(Em Busan...)

— Sabe Jin, eu falei para ele que era muito caro, porém ele insistiu em me dizer que não lhe custou nada! Como uma jóia assim iria ter custado nada?! E o pior disso é que eu sei que não é roubado! Você acredita?! — Jimin falava com grande empolgação ao sobre seu anel de noivado enquanto Jin cortava alguns legumes.

— Jimin-shi! Amor! Me traz um pouco de soju, por favor?! — Jungkook que estava sentado na varanda da casa dos mesmos gritava para seu marido, apenas para receber um pouco de atenção.

— Já tô indo! Eu vou lá ver o que aquele chato quer Jin, já volto para falar com você!

— Vai lá! Eu cuido do resto aqui, já estou acabando, qualquer coisa eu peço um socorro pro Hoseok!

Jimin pega uma garrafa de soju, junto com dois pequenos copinhos e então se junta a seu marido, se sentando ao lado do mesmo.

— Eu tenho a leve impressão que você me chamou de chato... — O observa com um sorriso bobo no rosto.

— Chamei mesmo! É o meu chato! Amo, amo, amo, amo muito! — Jimin larga a garrafa e os copos ao lado donde estava sentado e aperta as bochechas de seu marido que o faz parar rindo.

— Praguinha... — Jeon o olha apaixonado, era um amor maduro.

Jimin serve para si um pouco de soju, logo virando o copo.

— Uh! Sou a sua praguinha! Você sabe que eu iria até o fim do mundo para te incomodar e puxar seu pé! — Jimin ri encostando sua cabeça no ombro de seu esposo.

— Sim, sei... — Jeon coloca a mão no bolso e então puxa do mesmo um lenço.

— Uh? O que é isso amor? — Fala enquanto servia soju para os dois, entregando a Jeon um dos copos.

— Não sei ao certo... Achei nas minhas coisas um dia desses, receio que seja seu... É um lenço quadrado... Acho que combina com você... — O alcança para Jimin que o olha confuso e então larga o copo de soju para pegar o lenço.

Jimin junta duas pontas opostas do lenço o deixando em um formato triangular e então prende as pontas mais finas, atrás de sua nuca.

— E então, o que acha? Fico bonito? — Jimin sorri com um sorriso convencido, estendendo os braços se exibindo, sabia que era bonito e ficava bonito com praticamente tudo que usava, o que faz Jungkook rir com sua pergunta.

— Sim, sim, está bonito, você sabe que está, tem tanta necessidade assim de me ouvir falando que está bonito? — O olha sorrindo completamente bobo.

— Claro que sim! Sua aprovação é muito importante para mim! Para praticamente tudo! — Jimin volta a pegar seu copo e então brinda com Jeon, ambos viram seus copos.

— Jimin! Jungkook! Venham brincar com o Bam! Ele está bem agitado hoje! — Hoseok fala brincando com o Bam, que não parava de pular nele, Namjoon estava com o mesmo brincando com Bam, com uma bolinha.

— Ahn... — O casal se entre-olham e ambos acabam rindo, estavam pedindo socorro um ao outro sobre o que deveriam fazer.

— Eu acho que o Yoongi quer brincar bastante com o Bam, ele não para de observar vocês! — Jimin se vira para olhar Yoongi que estava relaxando em uma rede ali.

— Ah? Quê? Não! Eu não disse nada disso! — Yoongi que estava quase dormindo desperta imediatamente ao ouvir seu nome ser citado, sabia que era alguma encrenca.

Taehyung que vinha de trás da casa acena para Jimin e Jungkook saírem de perto, o mesmo estava com uma grande arma em mãos, estava pronto para molhar Yoongi inteiro com a mangueira do quintal.

Jimin e Jungkook se levantam imediatamente, pegando o soju e os copos, indo para dentro de casa e fechando a porta de vidro.

Logo Taehyung aparece em um pulo e mira a mangueira em direção a Yoongi, não o molhando, mas fazendo o mesmo cair da rede pelo susto.

Todos ali estavam rindo da situação e Bam também aproveitava a situação latindo.

Jimin volta a abrir a porta de vidro da área.

— Pensa pelo lado positivo Yoongi! Não vai precisar tomar banho hoje! Taehyung já lhe ajudou com isso! — Taehyung ri indo fechar a torneira que fazia com que corresse água pela mangueira.

— Haha... Muito engraçado... — Yoongi se levanta enxugando um pouco da água de duas vestes.

— Vai tomar um banho meu amor... — Hoseok se aproxima tocando o ombro do mesmo e lhe dando um beijinho em sua bochecha.

— Venham almoçar cambada! — Seokjin fala limpando as mãos em um pano de prato.

— Quer que eu te sirva? — Jimin pergunta para Jeon.

— Pode ser amor, obrigado! — Jungkook da um selar em seu esposo e então espera todo mundo entrar para entrar por último.

Quando Jungkook ia entrar em casa, alguém bate palmas em frente à sua casa, aparentemente um carteiro.

O mesmo estava com um boné dos correios e trajado, por baixo da sombra que o boné causava, era possível ver algumas sardinhas e um cabelo loiro do carteiro.

— Sim?... — Jeon o olha levemente confuso.

— Venho trazer uma carta para vossa... Para você... Senhor Jeon... O remetente é desconhecido... — O carteiro se curva entregando a carta, em seguida que Jungkook a pega o mesmo acena com um movimento de cabeça, segurando seu boné e então se vira para se retirar.

— De quem será?... — Jungkook olha para carta que possuía até mesmo um selo que lhe era desconhecido, quando levanta o olhar para perguntar algo sobre a carta o carteiro havia sumido.

Jungkook volta a se sentar na escada de madeira da área e então abre a carta:

"Jeon Jungkook e Jeon Jimin, parabéns pelo seu rescente casamento, os céus estão felizes pela união de vocês, como um pedido de desculpas e em celebração ao vosso casamento, um presente esperando por vocês no templo da cidade, sejam felizes, vocês merecem..."

Ass: ....

— Não diz quem foi... Bom, avisarei Jimin depois do almoco... Agora vamos comer a boia não é Bam?! — Jungkook sorri para Bam que estava ali fora lhe esperando e então o mesmo late e Jungkook acaricia seu pelo, logo ambos entram para dentro de casa.

Depois do almoço Jungkook mostra a carta para Jimin e os mesmos avisam os garotos que iriam ao templo o visitar e fazer uma oração.

Isso me parece uma desculpinha para se escaparem da louça hein! — San fala enquanto lavava os pratos, Taehyung ri batendo em seu braço, o mesmo secava a louça que San lavava.

— Se divirtam garotos! — Jin fala os abanando, quase como lhes dando permissão para saírem.

Jimin e Jungkook vão de carro até a entrada do templo e então os mesmos somem o templo, em média de uma hora eles chegam no topo.

— Quem será que fez isso?... Realmente estava apaixonado... — Jungkook fala olhando para a pedra com uma escritura antiga.

— Não sei! Mas se vivêssemos naquela época, isso seria com certeza o tipo de coisa que você faria! — Jimin ri.

— Ei! Eu não sou um marginal! As pessoas poderiam ser mortas se vandalizassem monumentos assim! — Jungkook aponta para a pedra.

— Tenho certeza que você seria furtivo o suficiente para que não desconfiassem de nada! — Jimin fala olhando para o pequeno templo, que era como uma capela, com suas portinhas abertas, era possível ver uma caixa dentro da mesma.

— Céus... Quem foi o louco que subiu tudo isso apenas para nos presentear? — Jungkook se questiona, se aproximando com Jimin do pequeno templo, ambos se ajoelhando em frente ao mesmo, pegando a pequena caixa.

— Abre comigo? — Pergunta Jungkook.

— Claro que sim!

O casal pega cada um uma extremidade da fita dourada que envolvia a caixa branca e então ambos as puxam desfazendo o laço que a enfeitava e abrindo a caixa branca, no fundo da mesma havia um porta-retrato, virado e então Jungkook o pega e ambos veem uma foto antiga de mais de 500 atrás.

Ambos se lembram de seu passado e tudo o que enfrentaram até chegarem onde estavam e então quando se olham novamente, ambos os Jeon estavam chorando e então se abraçam fortemente, como se pudessem perder um ao outro ali mesmo.

— A gente conseguiu... A gente conseguiu Jungkook... — Afirma em uma pequena dificuldade pelo pranto.

— Sim, conseguimos Jimin, estamos juntos... Nada irá nos separar agora... Ninguém... Nada... Pode ficar entre nós agora... Está tudo bem... Finalmente tudo está bem... Céus... — Jungkook o abraça ainda mais forte, voltando o olhar para caixa que possuía uma mensagem como as que estavam presas na árvore do templo.

"Esse amor será marcado para história como a maior prova de amor que existiu entre um anjo que foi até o inferno por amor ao seu demônio que estaria disposto a sacrificar tudo por amor ao seu anjo".

Jimin a mensagem e então a segura juntamente com Jungkook, os mesmos se olham sorrindo e se levantam, indo até a árvore, prendendo a mensagem em um dos galhos da árvore, assim como outras milhares de mensagens que ali estavam.

— Quem diria que anjos como você não pudessem voar até o inferno por minha causa?... — Jimin o olha sorrindo sapeca, Jungkook retribui ao seu sorriso o abraçando a ali ficam por um tempo, até que comece a escurer e tenham que voltar para casa...

Fim.

Agradecimentos:

Obrigado a todos que leram até aqui e principalmente aos que tiveram a paciência de acompanhar a cada mês por uma nova postagem de capítulo!

Obrigado por cada voto em cada capítulo e até mesmo por pequenos comentários!

Obrigado à -YuKy92 pela revisão dos capítulos, ainda precisarei de sua ajuda para a betagem pequeno!

Obrigado à ShImiZu008 por todo incentivo e apoio para continuar escrevendo e trazer novas atualizações para as fics! Também obrigado por acompanhar! Ksksks

Realmente muito obrigado a todos e desculpe todo e qualquer erro ou falha, tanto na escrita quanto na história em si (Está é minha primeira fic);. Eu adoro escrever e compartilhar meus sentimentos e ideias através da escrita é muito importante para mim!

Apenas obrigado!

"A vida fará sentido quando percebemos que fizemos parte de algo maior que nós mesmos"

🦋 I Never Stop!🌹 

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