Cap.1 - O início de tudo
(Jungkook - On)
— Por quê?... Por que isso está acontecendo?... Não deveríamos brigar entre nós... Por que os anjos deveriam saber empunhar uma espada?... Não seriam os demônios nossos inimigos?... Não seria eles, com o qual deveríamos lutar para proteger a humanidade?... Então por quê?... Por que estamos uns contra os outros?... — O interior do anjo com cabelos castanhos encaracolados e olhos claros como a cor do mel estava em pedaços, não conseguia compreender a razão pela qual algo tão horrível estava acontecendo ao seu reino que era tão pacífico, sentia sua calmaria abalada, não sabia como reagir aquilo e nem queria, estava como ou igual uma criança, abalada e sem proteção...
(Jungkook - Off)
(Algumas semanas atrás)
— Você acha que algum dia poderíamos nos dar bem com os demônios?... — Indagou o jovem anjo ruivo com olhos flamejantes como o fogo, tão vividos como as chamas de uma fênix.
— Bem... Talvez sim... Nem todo mundo é 100% mau... Assim... Como nem todo mundo é totalmente bom... — Respondeu o anjo com cabelos encaracolados.
— É meio estranho dizer isso... Já que são coisas opostas... Bem e mal... Anjos e demônios... Acho que se um superior nos ouvisse falando disso certamente nos daria um baita sermão! — Disse com um pequeno e doce sorriso.
— Eu não acho... Não acho estranho... Seria incrível! — Exclamou esperançoso.
— Poxa... Eu que sonho e você que viaja na maionese! Jungkook! Não leve tudo a sério o que eu digo! São besteiras! Nunca um anjo se daria bem com um demônio! — O ruivo negou o olhando com pena por sua ingenuidade.
— Mas... Alguma vez... Algum anjo tentou entender um demônio?... Alguma vez... Tentou ser amigo de um?... Como sabemos se algo pode dar certo ou errado se não tentarmos?... — Disse de uma maneira triste por pensar que aquilo nunca poderia ser resolvido de uma maneira tão simples quanto imaginava.
— Jungkook... Demônios são demônios... Anjos, são anjos... Não podemos misturar as coisas... A não ser que queremos virar anjos caídos... O que seria totalmente desonrável! — Diz com uma certa convicção sobre o que falava.
— Mas Hoseok... Não era você mesmo quem dizia que os demônios apenas precisavam conhecer o amor? — Olha o mais novo confuso.
— E-eu? Eu nunca disse isso! — Exclama nervoso.
— Você me disse uma vez que os demônios apenas precisavam ser amados para saberem amar... Por acaso... Estaria você apaixonado por um demônio?... — Diz o olhando fixamente, embora que de uma maneira inocente.
— Eu? Apaixonado? Nós somos anjos! Não nos apaixonamos! Isso seria um pecado igual ou maior do que se apaixonar por um humano! Aliás, você tem noção das suas palavras?! Aposto que você nem sequer sabe o que é o amor! Estou errado? — Hoseok se levanta limpando suas roupas, tirando os vestígios de grama que colavam em suas calças brancas.
— Amor... Me parece uma palavra mágica! Vivo ouvindo os humanos falarem sobre isso... Mas parece algo tão complexo... — Interrompido de seu pensamento olha o mais novo que parecia inquieto sobre o assunto.
— Pois é complexo! E não devemos mexer com isso! Pois não nos convém! Apenas os humanos tem esse direito! É melhor não tocarmos nesse assunto! Pois é capaz de um superior entender tudo errado sobre o que conversamos! Não queremos mau-entendidos! — O mesmo aumenta o seu tom de voz como se repudiasse aquilo, então só simplesmente vira as costas e sai andando deixando Jungkook imerso em seus pensamentos.
— Amor é?... — Sorrio bobo olhando uma linda e delicada flor perto de seus pés a pegando com carinho e bondade.
Um arcanjo que estava no local atrás de uma árvore o olha de soslaio e então sorri de canto.
— Então nossas pequenas crianças estão querendo quebrar um tabu... Talvez seja hora de purificar esse jardim e arrancar de uma vez por todas essas ervas daninhas... Começando por esse ruivinho... — O anjo olha para Hoseok que se retirava em passos ligeiros do local com cinismo e um falso sorriso e então some dali.
(No outro dia)
Um alarme foi soado despertando a todos os anjos que descansavam após uma longa noite de luta contra demônios que ousavam perturbar os humanos, depois de tanto tempo aquele alarme novamente foi soado.
— Mas... Mas o que é isso?... O que isso significa? — Uma senhora que já havia morrido e morava no reino dos céus pergunta preocupada.
— Não se preocupe senhora... Aposto que tudo ai de ficar bem! Pode descansar... A senhora já passou por muita coisa! — Jungkook que de encaminhava ao Palácio dos arcanjos sorri docemente enquanto segurava a mão da senhora, tentando a reconfortar durante a toda aquela situação.
Os anjos abriam suas asas e voavam até o Palácio, ao chegarem muitos se deparavam com uma cena trágica, alguns de seus irmãos estavam presos e amarrados a cruxificos enquanto eram torturados por outros anjos.
— O que estava havendo aqui?! — Um anjo com cabelos rosa claro como uma flor de cerejeira grita apavorado com os olhos lacrimejantes.
— Ora, ora... Não conseguem ver?... Isto é um purgatório... Estamos apenas punindo aqueles que ousaram ir contra nossas leis... Todos sabem que eu sou rígido quando se trata de leis e regras... Mas bom, explicarei a situação... Estes três anjinhos aqui, ousaram quebrar um dos mais importantes e contundentes das regras! Amizade... E principalmente amor à um demônio ou criatura inferior! — Diz com rigor.
Os anjos ali presentes se espantam com a situação, todos estavam apavorados e em choque, depois de tantos anos, novamente acontecia algo horrível como aquilo que perturbava a paz nos céus.
— H-hoseok... N-não... Não pode ser... — Jungkook sentia seu corpo todo estremecer não podia acreditar que algo tão horrível acontecia à seu amigo, queria poder fazer algo, queria poder mover seus joelhos, mas tudo que conseguia era desabar de tamanho terror ao que presenciava.
— Eu como o arcanjo das leis sagradas, os punirei a estes três com a morte eterna, eles deixaram de existir e serão apagados da memória de quais quer seres vivos ou sobrenaturais! Como se nunca tivessem existido antes! — Antes que continuasse sua cerimônia de execução é interrompido por um anjo inferior.
— Seus superiores, seus irmãos... Sabem disso?! Você realmente tem quais quer direito sobre isso?! — Embora que lhe faltassem ar em seus pulmões o simples anjo gritava em meio a lágrimas de solidariedade e piedade com, para seus irmãos que estavam sendo punidos.
— Não se preocupem meus irmãos sabem e estão tomando uma medida contra a isso, além disso eu tenho o total direito de investigar sobre cada um de vocês sobre o que andam fazendo, descobrirei se a mais traidores entre inferiores como vocês para executar. — Com isso os anjos que estavam torturando os 3 crucificados começam a cerimônia de execução, logo novamente sendo interrompidos por um grito do meio da multidão.
— PAREM! PAREM! POR FAVOR PAREM! — Jungkook atropelava os outros anjos até conseguir chegar a frente e cair no chão em desespero, seus nervos estavam a flor da pele que mal conseguia se manter de pé.
— Por favor parem... O que eles fizeram... De tão errado ao ponto de uma execução?... Que tanta vergonha eles lhes trouxeram ao ponto de passar por isso?... Amar... Ou... Tentar ser amigo de um demônio... É tão errado que realmente precisa disso tudo?... Por quê?... Que tipo de anjos somos nós?! Não somos ensinados a perdoar aqueles que nos magoam e nos traem?!Então por que tudo isso?! Eu não entendo! — Jungkook grita em súplica em meio a lágrimas de puro sofrimento.
— Ora... Vejo que pelo jeito você também concorda com a ideia desses três... Devo cruxuficá-lo também? Me diga anjo inferior... A que patente você serve? — O arcanjo o olha com desprezo e fala tom com de superioridade, que faz com que o corpo do menor todo se estremeça por medo.
— Eu... Eu... — Jungkook levanta a cabeça para o olhar direito e vê o rosto puro do arcanjo, não conseguia imaginar que tal face pura e angelical poderia ser tão cruel e impiedosa. — Eu sou do patente dos anjos da guarda senhor... — Diz com suavidade embora que desse para sentir seu tom de tristeza e melancolia em sua língua.
— Ah... Então você é um escolhido... Que vergonha em pensar que até um dos patentes mais nobres existem seres tão nojentos como você... Acho que para me livrar de todas ervas daninhas de vez terei que fazer isso com minhas próprias mãos! — O arcanjo fala com puro ódio e então caminha até Jungkook e o puxa pelos seus cabelos.
— Em pensar que um rostinho tão fofo quanto o seu tenha ideias tão perversas... É realmente um lamento... Me tragam minha espada! Acabarei com esse anjo eu mesmo! — Os servos do arcanjo, trazem a espada do mesmo que assim que a pega em seu punhal a desembanha e aponta para o pescoço do menor.
— Alguma palavra a nosso senhor antes de sua morte? — O arcanjo fala como se fala com uma miséria.
— Que Deus... Tenha a piedade com você... Que você não tem para com os outros... — Jungkook diz com uma certa revolta em seus olhos que estavam cheios de lágrimas de desamparo.
— Que seja. — O arcanjo ia de encontro com a espada ao pescoço do menor, porém uma luz em formato de uma lança impede com que o arcanjo encostasse um sequer centímetro ao pescoço do pequeno anjo.
— Mas quem ousa me impedir?! — Com o braço ensanguentado o arcanjo olha para os muros do Palácio vendo um de seus irmãos, o arcanjo mais próximo de Deus.
— Metatron... — O arcanjo diz com um certo ódio em seu tom e olhar.
— O que um arcanjo como você tem a me dizer sobre isso? — O mais forte pergunta.
— Ele é... Um... Serafim... — Jungkook olha impressionado ao serafim que irradiava como o sol, seu olhar era caloroso e seu ar divino inviadia tudo ali, deixando aquela atmosfera sangrenta mais pacífica que o normal.
— Você está começando uma guerra... Samael... Espero que esteja preparado para enfrentar as consequências irmão... — Miguel que estava ao lado de Metatron avisa a seu irmão desapontado com as atitudes do mesmo.
— Miguel... Miguel... Você se acha o queridinho por ser o arcanjo mais próximo de Deus não é? Só estou fazendo o meu trabalho... — Diz com deboche.
— Você realmente ousa tocar em um dos meus subordinados?! Ainda mais, tentar matá-lo?! Você realmente está se elevando muito a cabeça Samael!
— Você não sabe... Por quanto tempo eu esperei por isso! — O arcanjo no qual se chamava Samael voa até Miguel tentando o atacar.
(Jungkook - On)
— Preciso tirar o Hoseok daqui! — Pensa logo correndo até seu amigo desviando dos subordinados de Samael que tentavam o impedir, acabando por arranjar um grande e profundo corte em seu braço, porém logo voa até o crucifixo soltando Hoseok.
Os outros anjos me ajudam a atrapalhar os subordinados de Samael, me fazendo ter espaço para voar e fugir dali e assim ajudar meu amigo que por culpa daquele arcanjo estava quase morto.
(Jungkook - Off)
— Hoseok.... Hoseok por favor reaja... Por favor fique vivo meu amigo... Não me deixe... — Jungkook batia nas bochechas de seu amigo ruivinho com cuidado para ver se o mesmo voltava a consciência, logo quando ia pegar uma água benta o mesmo segura com fragilidade seu pulso.
— Nós... Causamos isso... Não?... É... Nossa culpa termos criado... Essa guerra não?... — O mais novo fala com a voz rouca e fraca, parecia ser difícil até para respirar naquele momento.
— Céus... O que fizeram com você?... Me desculpe... Me desculpe por insistir naquele assunto... Eu... Eu não queria... Eu não queria que nada disso tivesse acontecendo eu... Eu... — Jungkook se cala ao sentir a mão de seu amigo em seu rosto.
— Fuja daqui o mais rápido que puder... Vai pra longe antes que te achem... Se mantenha vivo por mim... Por nós... Por favor... Eu... Eu já não tenho o que fazer... Morrerei em breve de qualquer forma... Eles... Despenaram minhas asas pena por pena... E depois as cortaram... Eles... Eles... — Os olhos do mesmo se enchem de lágrimas, seu corpo havia sido queimado por uma parte, enquanto por outra havia sido chicotiado e furado.
— Como... Pra onde vou? Não tem como sair daqui... Nao tem para onde fugir... Como vou viver com essa imagem na minha cabeça? Nunca conseguirei me perdoar... — O mais velho abaixa a cabeça se culpando por tudo aquilo.
— Você... Ainda pode... Transformar esse lugar... Você é... Especial... Um escolhido... Eu... Eu sei disso... — Diz baixo logo vendo sua visão se embaçar e tudo ficar claro de repente.
— Hoseok?... Hoseok... Hoseok! Hoseok Por favor não me deixe! Por favor não me deixe! HOSEOK!
(DIAS ATUAIS)
— JUNGKOOK! JUNGKOOK! ACORDA! — Miguel sacode o menor e então joga água benta no rosto do mesmo o despertando.
— Jungkook, você precisa ir para a terra... Você precisa se misturar com os humanos, eles tem a solução para acabar com essa guerra, você precisa ir... Você precisa achar o sentimento humano capaz de mudar tudo isso... Você tem que ir rápido! — O arcanjo fala enquanto os protegiam dos ataques inimigos.
— O quê?... Mas... Como?... Onde encontrarei isso?... — O menor diz ainda em devaneio pelo seu desmaio.
— Olha... Tome... Fique com isso... Você vai precisar disso para viver entre os humanos... — Miguel dá a Jungkook uma bolsa com moedas de ouro. - Se precisar comer ou de um lugar para passar a noite use isso...
— Espera! E vocês?! E a guerra? Eu não posso abandonar vocês aqui, não posso perder mais ninguém de novo! — Diz segurando as roupas coberta por uma armadura de Miguel.
— Estamos todos contando com você anjinho... Se você ficar... Só irá ser pior... — Miguel abre uma porta dimensional que abria o céu e então joga Jungkook por ela fazendo ele cair pela mesma, adentrando o mundo dos humanos.
— Fique a salvo anjinho... — Miguel diz com um olhar triste e bondoso e então logo a porta se fecha e a guerra que não havia trégua continua...
(No Reino dos Demônios)
— Engraçado... Os humanos são realmente hipócritas... Que nojo...
Park olhava para os novos humanos que chegavam em seu reino desesperados e em pânico por estarem onde chegaram, como se não se lembrassem de seus erros e pecados durante sua glamorosa vida na terra.
— Como podem?... As vezes são piores que demônios e mesmo assim clamam a Deus por misericórdia por seus erros, como se Deus interferisse em suas escolhas... Francamente... Desespero e pânico é pouco para a dor que deveriam sentir... E vão sentir... — Jimin fica perplexo admirando o sofrimento dos humanos recém-chegados.
— Você... Sabe qual é o maior mal da humanidade? Park... — Um diabo que escutava as lamúrias de Jimin se achega perto do mesmo iniciando uma conversa.
— Por que está aqui? Você fede... Prefiria quando estava se deliciando com o sofrimentos dos outros humanos, já que adora devorá-los. — Park diz desviando olhar dos humanos, olhando com desdém para o lado oposto em que o diabo se encontrava.
— Sempre tão mesquinho... Você seria um ótimo diabo se agisse como tal... Mas ainda nem sequer responder minha pergunta... Deveria arrancar seus membros? — O diabo diz perturbando o inferior.
— Francamente... O que isso importa? Estamos no inferno, sentimentos bons ou ruins não tem diferença alguma aqui, é tudo pelo prazer de qualquer forma... — Suspira incomodado.
— O maior mal humano é o amor... Os humanos matam e comem por ele... Ah sim... O amor... Fazem os humanos irem a loucura! E agirem irracionalmente... É tão divertido ver um ser humano sofrendo por amor... Ele mata e destrói a alma... — O diabo fala animado, se contorcendo de prazer ao lembrar da sensação.
— Amor é?... Mesmo já tendo sido humano... Faz tanto tempo que não me lembro mais que merda é essa... Mas... Ao ouvir essa palavra me sinto agitado... Por quê?... — Diz pensativo ao mesmo que aquilo também lhe irritasse. — Argh! Porque 'to pensando tanto sobre isso?! Odeio pensar!
— Tão impulsivo... Isso também faz parte do amor... Estaria você apaixonado?... Park?... Ou morreu por amor?... — O diabo ri em deboche, logo se calando ao ouvir barulho de correntes.
Um demônio estava sendo arrastado como um cachorro por outros demônios, aquilo era muito comum no inferno, porém sempre que acontecia todos ficam em silêncio tentando entender sobre o que se tratava para poder caçoar e zombar do fracasso daquele demônio acorrentado, alguns dos outros demônios jogavam coisas no mesmo enquanto riam da situação, porém algo parecia diferente dessa vez, o demônio não reagia às correntes e nem mesmo as provocações dos outros demônios, era como se apenas tivesse desistido de tudo a sua volta.
— Oh... Então é ele... — O diabo diz baixo ao mesmo que pensativo.
— "Então é ele"? O que aconteceu? Porque ele não reage? — Park olha o diabo de soslaio curioso com a situação.
— Ele é o demônio Min Yoongi, se apaixonou por um anjo e então não o corrompeu... Foi descoberta sua traição e então está assim... — O diabo ri. — Idiota... Idiota... Idiota por amor, eu não disse?! O amor faz a gente cometer loucuras! Ele teve contato com um anjo e mesmo assim preferiu o deixar puro do que o corromper trazendo-o para o nosso lado! Tudo isso por amor! Que idiota... idiota... — O diabo gargalha.
— Ele... Realmente fez isso... Por amor?... Um demônio... Pode amar?... — Park fica incrédulo, olhando curiosamente o demônio acorrentado, com uma grande surpresa no olhar.
— Uh... Por que você mesmo não comprova isso por si mesmo? — O diabo chacota. — Se você fizer isso, se me provar que o amor pode trazer algo de bom e que ele realmente existe, eu te concederei qualquer coisa que quiser... Até mesmo a liberdade desse local. — O diabo diz com um tom sério.
— Está me desafiando? — Park o olha com nojo.
— Claro! Vai ser divertido ver o seu sofrimento procurando por algo que não existe! — O diabo ri.
— Quais são suas objeções? — Park se levanta ccolocando as mãos em seus bolsos.
— Você tem um mês para me provar que o amor existe e que ele pode trazer algo de bom, se fizer isso te consederei qualquer coisa que quiser, porém se não conseguir... Eu irei lhe devorar por inteiro... O que acha? É uma boa proposta não? — O diabo o olha seriamente com convicção de seu acordo.
— Desde que cheguei aqui me foi aconselhado a não acreditar em nada nem em ninguém, porém já estou aqui a tanto tempo que tanto faz qualquer coisa mesmo... Bom... Eu aceito o seu desafio... Porém preciso de um corpo humano para isso, só conseguirei achar esse tal amor na terra de qualquer forma. — Diz abrindo os braços esperando que o diabo lhe dessa a liberdade de invadir o "reino dos humanos".
— Haha... Bom garoto... — O diabo pega um frasco com sangue e jorra algumas gotas sobre o lábio de Park, assim o condecendo um corpo humano e abrindo a porta para sua saída dali.
— E lembre-se garotinho... Para conseguir alguma coisa no mundo humano... Requer muito punho, os humanos não lhe darão nada de graça! — O diabo diz em meio a risos de deboche e então Park apenas fecha seus olhos e seu corpo se dicelaraça sumindo dali.
(Na Terra)
(Jimin - On)
Depois de sentir meu corpo queimar e sumir... Eu não vi mais nada... Por um momento havia pensado que acabaria daquele jeito... E que aquele demônio havia me enganado, mas das sombras de uma cidade em Busan, na Coréia eu surgi na terra, era realmente a Terra, a poucos metros de distância realmente haviam humanos... Humanos vivos e normais, sem estarem em puro sofrimento e desespero no inferno, eu quase por um momento achei que estava sonhando, até me lembrar que no inferno não existe sonhos, apenas pesadelos, pesadelos que reais...
Saio daquele beco, por um estanho motivo, eu estava vestindo minhas roupas que usava no inferno, ela estavam em trapos, mas em uma poça de água no chão consegui ver, um rosto... Era... Era o meu rosto, um rosto delicado e humano... Quase não conseguia acreditar no que via, por algum motivo... Pensava se aquele rosto era o mesmo de quando eu era um humano normal... Acho que era só devaneios...
Sinto um homem esbarrar em mim, meu primeiro contato com um humano, ele não parecia estar ciente de suas ações, mas mesmo assim não podia deixar de sentir raiva e nojo por ele ter encostado em mim...
— Ei! Você aí?! Por que tá parado... Na frente do caminho! Quer arrumar briga é?! Seu trombadinha! — O cara bêbado se aproxima de mim olhando para meu rosto tentando ver alguma expressão minha que era escondida pela sombra da casa mais próxima.
— Não vai dizer nada hein?! — Ele segura minhas roupas e então com um movimento rápido eu dou uma cotovelada em seu estômago e dou um soco em sua mandíbula, em um gancho, fazendo o mesmo cair desmaiado no chão.
— Você ainda ousa tocar em mim por uma segunda vez?... Eu deveria realmente te matar e comer cada parte do seu fígado! — Olho para o cara atirado no chão com puro ódio e nojo, vejo as pessoas se assustaram a minha volta por minha atitude e então apenas as olho de volta como uma ameaça e saio dali andando.
Eu estava mais perdido que uma esponja embaixo do mar, mas mesmo assim não queria me dar ao direito de trocar palavras diretamente com um humano sem querer socar a cara de um, em meio aos meus rodeios por aquela cidade consigo um lugar para ficar a base dos meus punhos, pelo menos aquele diabo falou algo que realmente fosse útil.
Depois de me "hospedar" naquele local que parecia um lar de putas, eu saio para a rua e subo em cima daquele local para observar aquele novo mundo que me era estranho.
— Ei! Você aí! Tenha piedade dos nossos olhos! Francamente! Você desconhece o que significa cueca?!
Ouço um senhor caduco de meia-idade ficar gritando comigo, os humanos eram realmente escandalosos, eu realmente não via qual era o problema de eu estar usando um roupão sem nada por baixo, não era pra isso que essas bostas serviam afinal? Que culpa tinha eu dele ficar reparando em detalhes?! Em meio minha discussão ouço um choro que parecia que vinha de uma criança, de trás da boate.
— Mais um humano inútil me causando problemas... Francamente... — Desço de cima da boate e então vou andando com um cano de ferro na mão para espantar aquela criança irritante dali, porém ao ver o humano eu largo o cano e suspiro impaciente revirando os olhos.
(Jimin - Off)
— Ei! O que você tá fazendo aí hein? Que coisa irritante porque não se manda? Você parece uma criança! Se não sair daí vou ter que te enxotar! — Park fala impaciente, ao ver que o humano não ia se mover, Jimin anda até o mesmo e o pega pelas roupas o jogando no chão, perto da luz dos fundos para que pudesse ver o seu rosto.
— Apenas... Me deixe em paz... Você não sabe o quanto tem sido difícil estar aqui! Você não sabe... Nem metade do que eu tive que deixar para trás! Meus amigos... Meus superiores... Por quê?... Por que eu tenho que ser tão covarde?... Por quê?... Eu nunca consigo fazer nada... — O garoto com cabelos encaracolados se agarra a bolsinha de dinheiro enquanto chorava, parecia que aquilo era tudo o que lhe restava.
— Isso só pode ser uma piada... Os humanos realmente são surpreendentes... Olha aqui wow garoto... Não sei o que aconteceu e pouco me interessa... Mas se você está nesse buraco sem fundo de merda, saiba que a culpa toda é sua... E ninguém aqui vai te ajudar não... Esse é o mundo real, as pessoas não vão te ajudar sem algo em troca, então para de bancar o bebê chorão e levanta essa bunda do chão e toma jeito da tua vida, ou pega essa pedra aqui quebra uma janela e se mata com o vidro dela, já que essa sua vida parece tão miserável e sem futuro, se você deixou seus companheiros para trás por covardia, deveria ao menos ter vergonha na cara e viver por eles se eles não tiveram essa chance! Não se lamentar feito um cachorrinho sem dono! — Jimin entrega a pedra para o garoto e então se levanta virando as costas para o mesmo.
— Me... matar?... — O mais novo fica olhando a pedra paralisado enquanto tremia logo, a joga fora se levantando enquanto trupicava e se agarra ao roupão do mais velho.
— Por favor espere... Espere... Me... Me ajude... Eu... Eu preciso encontrar algo... Mas... Eu... Eu não sei o que fazer... Por favor me ajude... — Ele abaixa a cabeça como se implorasse por socorro, Jimin apenas ri com deboche e faz o mesmo soltar suas roupas.
— Eu já disse que- — É interrompido.
— Eu pago! Eu... Eu tenho dinheiro para o pagar pelo seu favor... Mas... Por favor me ajude... Não... Não vou conseguir fazer isso sozinho... — O mais novo inocentemente da sua bolsinha de moedas de ouro para o Park enquanto suas mãos e pés trêmulas, estavam quase por desabar no chão novamente.
— Você... — Jimin olha nos olhos do garoto que pelo jeito não percebia com o tipo de pessoa estava se metendo, era ingênuo e inocente demais para perceber, o que fez com que algo se movesse dentro do peito de Park.
— Você... É realmente burro não?... — Park ri com deboche, batendo na mão do mais novo, fazendo a bolsinha de moedas cair no chão e despejar grande parte das moedas que agora se encontravam espalhadas entre barro e lama daquele imundo fundos da boate.
— Mas... Mas... Me disseram que- — É interrompido pelo tom malicioso de Park que puxa as roupas do mais novo contra seu corpo.
— Eu te ajudo garotinho... Mas não quero e nem tenho o mínimo interesse em seu dinheiro... Você irá me pagar de outra forma... — Diz como um verdadeiro demônio.
— C-como você quer que eu lhe pague? — O anjinho diz nervosamente inseguro sobre o que se passava.
— Você irá ver como... Em breve... Anjinho... — As palavras de Park susuravam pelo ouvido do mais novo que estremece de medo pelo tom do mais velho, não sabia o que esperar daquele homem que parecia não se importar com mais nada além de si mesmo.
End.
Obrigado por ler!
Capa feita por: gguukmong
Desculpe todo e qualquer erro de escrita! Espero que tenham gostado e continuem acompanhando o meu trabalho! Obrigado por todo o apoio!
🌹 I Never Stop! 🦋
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