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Att para os meus catupiry da minha pizza de borda recheada! Eu sou boboca por vocês! 💕

Gente, a fic tá crescendo muito! Crescemos cerca de 150 views em uma semana! Isso pode parecer pouco, mas geralmente esses são números acrescentados em cerca de um mês ou mais, ou seja, estamos conquistando novos leitores e eu tô fucking feliz!
Então se vocês quiserem divulgar a fic para amigos e grupos de vocês, vai ser ótimo! Eu interajo com vocês e todo mundo se diverte! Não esqueçam do votinho ❤ 

Mas agora é serio galero! Papo reto:

Nesse capítulo também irão reaparecer os personagens antagonistas. Isso quer dizer que eles não são vilões, e sim, que são personagens de boa índole, mas que se opõem ao objetivo dos protagonistas.

Esse capítulo é, de longe, o mais tenso da fic e eu amei escrever.

Boa Leitura!

Taehyung estava querendo fugir.

Mas não fugir do casamento ou da família Jeon, ou até mesmo, do próprio Jungkook.

Ele estava querendo fugir de si mesmo.

Taehyung não tinha mais sua família consigo há muitos anos, seus pais morreram em um acidente fatal de trânsito e o jovem ficou sozinho aprendendo a lidar com o seu luto e com a própria vida em um país estrangeiro, na tão movimentada New York. O garoto de dezesseis anos precisou aprender a ser determinado, astuto, visionário e competitivo, e tudo isto, sem demonstrar emoções ou sentimentos. Ele precisou se resguardar em uma armadura de auto defesas, e com isso, acabou se tornando também alguém impenetrável, duro, arrogante e mesquinho. Não era atoa que o acastanhado era o editor chefe da mais importante Editora da América. O tal cargo foi alcançado a preço de muita determinação, e até mesmo, renúncias.

Mas ali, em Sitka, ele não era Kim Taehyung, o temido editor chefe da Golden Books ㅡ GrrGrunhidos de dragão cuspindo fogo!

Ele era apenas Taehyung. Kim Taehyung ㅡ O jovem de alma solitária que caiu de paraquedas numa família completamente diferente das suas expectativas pessoais durante um fim de semana e foi acolhido alegremente pela atmosfera familiar cativante que prometia conforto e sorrisos para um toda uma vida! Oras! Taehyung é apenas um estranho, eles não deveriam confiar em alguém que acabou de aparecer só porque estava noivo de Jungkook! Que tipo de família fervorosa e receptiva era esta? Porque tanta havia amabilidade deles para si, ali em Sitka?

Tudo isto, sem dúvidas, aconteceu de forma inesperada para si.

"Pare de mentir para todos eles! Eles não merecem isso!" ㅡ acusava a consciência. E era disso que Taehyung queria fugir, dessa sensação de ser acolhido, amado. Queria fugir da mentira que ele tinha construído e forçado a Jungkook a assumir, afinal, ele apenas estava atrapalhando a vida do moreno e traindo a confiança da família Jeon.

Esse casamento teatral era apenas o carimbo a ser feito em seu passaporte, e com ele, iria ganhar a sua cidadania americana de forma permanente: Esse era o plano.

Mas, então, por que ele se sentia tão angustiado?

Será que Jungkook também se sentia tão péssimo mentindo quanto ele? Bem... Jungkook foi empurrado para participar dessa mentira e ele não iria ganhar nada nisso, a não ser sua permanência no emprego na editora. Esse foi o acordo.

Mas, por quanto tempo Taehyung iria manter a mentira? Por quanto tempo Jungkook iria manter a fachada de casamento feliz para a sua família? Droga! Sustentar um casamento para uma família grande e feliz não estava nos planos dos dois! Nem a família Jeon e nem Jungkook mereciam uma pessoa tão egoísta assim em suas vidas, e Kim Taehyung é apenas um intruso, um arrogante egoísta. Ele nunca imaginou que seria tão difícil se casar.

Taehyung chegou a passos apressados no cais quando avistou Jungkook deitado de forma preguiçosa nos assentos da lancha da família. Desceu as escadas do cais sem trocar nenhuma palavra com o moreno, e logo entrou no barco.

ㅡ Você demorou, hein ㅡ Jungkook reclamou se espreguiçando. O moreno levantou-se para desatar a embarcação do cais, não vendo quando Taehyung se aproximou do volante da lancha.

E, assim que Jungkook desatou a lancha, Taehyung, de surpresa, deu a partida na ignição.

ㅡ Ei, ei!!! O que você tá fazendo?! ㅡ Jungkook gritou assustado pelo solavanco, a tempo de se segurar na embarcação que se movia em altíssima velocidade dirigida pelo Kim.

ㅡ Eu preciso ficar sozinho! Eu preciso ficar longe de todo mundo agora! ㅡ Taehyung respondeu gritando, havia uma visível frustração ecoando em sua voz.

ㅡ O que aconteceu? ㅡ  questionou Jungkook.

ㅡ Nada, não aconteceu nada! Eu só preciso pensar! ㅡ fez um momento de pausa e tentou se explicar ao moreno: ㅡ Eu-eu... me esqueci disso! Tá legal?!

ㅡ Esqueceu do quê?

ㅡ Eu esqueci como é ter uma família! ㅡ a voz do Kim ecoou acima do barulho do motor e das ondas.

ㅡ Do quê você tá falando?

ㅡ Eu esqueci de como é se sentir querido, e... e amado! Eu esqueci como era bom ter pessoas se preocupando com você, cuidando de você! Eu esqueci como era bom combinar planos com uma família pra comemorar o natal todos juntos!

ㅡ Natal? Do que você tá falando, Taehyung?

Ambos os rapazes gritavam confusos, se encarando fielmente, pois o barulho do vento os açoitavam pela rápida velocidade da lancha em mar aberto, e a comunicação ali, estava caótica.

A situação toda era caótica.

Eles nunca perceberam, mas naquele momento, era a primeira vez que ambos discutiam seriamente, gritavam sinceros sobre opiniões e sentimentos, e não sobre relatórios ou seus empregos. Era a primeira vez que eles discutiam sobre eles.

ㅡ Eu não tenho família desde os meus dezesseis anos, eu nunca tive ninguém comigo do meu lado, eu sempre me virei sozinho... ㅡ Taehyung explicou, segurando firmemente a mão no volante ㅡ E toda família sempre passa o natal todos juntos, e cuidam uns dos outros e também amam uns aos outros! E você tem tudo isso aqui, Jungkook! Você não pode mentir pra eles! Eu não posso mentir pra eles assim!

ㅡ Ninguém vai descobrir, Taehyung. E eu concordei em mentir também, lembra?!

ㅡ Mas e se eles descobrirem? A sua família ama você, Jungkook!

ㅡ Eu sei que me amam!

ㅡ E mesmo assim, você ainda tem coragem de mentir pra eles?

ㅡ Eles não vão descobrir nada, Taehyung!

ㅡ Eu sei que tô estragando tudo! Sua família não merece isso, eu tô estragando o seu futuro, Jungkook! Eu tô atrapalhando o que você e Jimin poderiam ter ainda!

ㅡ Jimin? O que ele tem a ver com isso?

ㅡ Jungkook, "isso" é sobre essa droga de casamento falso! Eles vão descobrir! Imagina se o seu pai descobrir? ㅡ o acastanhado falava sem freios, pensamentos correndo à toda velocidade, tal como a lancha que pilotava em alto mar. Não havia solução, não havia terra firme, onde quer que olhasse, havia apenas a imensidão do oceano bravio lhe rodeando; a mentira iria naufragar em algum momento.

ㅡ Ele não vai descobrir!

ㅡ E tem a sua mãe Hyejin e a vovó Ellen! Meu deus, se a vovó souber ela vai infartar! ㅡ Taehyung gritou querendo pôr as mãos na cabeça tamanho era o pavor da possibilidade.

ㅡ A vovó não vai morrer! Se controla, Taehyung!

ㅡ Eu não posso mais fazer isso, Jungkook! ㅡ Taehyung gritou pondo as mãos na cabeça e soltando o volante.

ㅡ Taehyung, cuidado! ㅡ Jungkook berrou assustado e inclinou-se rapidamente para alcançar o volante abandonando ㅡ Se segura! ㅡ gritou novamente guiando a embarcação para o lado direito: Eles estavam prestes a colidir com um farol flutuante em alto mar.

Mas Taehyung não ouviu o comando, e se ouviu, não teve tempo para reagir, pois na virada brusca da manobra da lancha, ele se desequilibrou e caiu ao mar.

Jungkook continuou gritando, irritado: ㅡ Taehyung, eu já disse que eu entrei nessa e não vou me acovardar! É só a gente tomar cuidado pra ninguém descobrir! ㅡ exigiu irritadamente ao outro, sem receber nenhuma resposta de volta ㅡ Ah! Que ótimo! Quer dizer que agora o príncipe de New York decidiu calar a boca?

Foi quando Jungkook se virou para trás e viu que Taehyung não estava mais no barco, e sim, no mar.

ㅡ Jungkook! Socorro! Socor-  ㅡ eram os gritos de Taehyung, ao longe, quase submerso em mar aberto.

ㅡ TAEHYUNG!

O moreno imediatamente voltou com a lancha em direção à resgatá-lo. Aproximou a lancha já com o motor desligado e segurou Taehyung pela mão, o puxando desesperadamente para fora d'água.

ㅡ Te peguei, Te peguei! Tá tudo bem agora, Taehyung ㅡ Jungkook o puxou da água rapidamente, e logo quando conseguiu apoiar Taehyung na lancha, o tranquilizou lhe segurando firmemente, passando um braço por seu ombro e outro braço por baixo de seus joelhos, colocando os dois corpos juntos e sentados em segurança no chão da embarcação.

ㅡ Jungkook eu ia m-morrer…  ㅡ Taehyung disse com a voz trêmula, em choque, abraçando ferozmente ao moreno que o retribuiu. Uma generosa trilha de lágrimas descendo era visível no rosto do Kim, mesmo que ele estivesse completamente molhado. Seus olhos e nariz estavam avermelhados evidenciando o choro e os lábios estavam trêmulos, perdendo a cor natural devido a baixa temperatura do mar gelado do Alasca.

ㅡ Não, você não ia, eu não ia deixar você morrer afogado. Você se machucou? Dói alguma coisa?

ㅡ Não, mas é frio, muito frio-o...

Jungkook quase não estava acreditando. Poderia ter acontecido o pior naquele acidente se ele não tivesse percebido a sua estupidez a tempo. Como não percebeu que Taehyung havia caído? Como deixou-o correr tamanho perigo? Logo, o moreno buscou uma manta no baú da lancha e agasalhou o Kim, o abraçando forte e massageando suas costas.

ㅡ É muito frio! ㅡ Taehyung balbuciou, ainda chorando, pelo o gelo cruel que alcançava o seu corpo. Todas as suas roupas e todo seu corpo estavam molhados, tudo era tão gelado...

Shh! Vai passar… Não pense no frio, vai ser pior, se concentre no calor do meu corpo e na manta, o calor vai te esquentar... vai passar... ㅡ Jungkook sussurrou tentando acalmar ao Kim e amenizar o frio abraçando-o, ele estava preocupado que isto não fosse o suficiente para elevar a sua temperatura corporal.

Eles ficaram abraçados por um tempo, em total silêncio. Percebendo que o acastanhado havia cessado os soluços chorosos e estava mais calmo, Jungkook perguntou: ㅡ Você está bem?

ㅡ Hrum, hrum. ㅡ assentiu.

ㅡ Vamos pra casa, você vai precisar se livrar dessas roupas molhadas e tomar um banho quente, senão vai sofrer uma hipotermia. ㅡ Jeon sussurrou afim de acalmá-lo, tocando o rosto de Taehyung num gesto de conforto, à procura de sinais de lágrimas ou dor, contudo, as lágrimas ainda estavam lá.

ㅡ O-obrigado. ㅡ Taehyung sussurrou.

Naquele momento, Jungkook se surpreendeu, pois nunca havia ouvido ou recebido um agradecimento de Taehyung. Era a primeira vez que ele dizia um "obrigado".

Aquilo, de alguma forma, alcançou o entendimento de Jeon. Ele percebeu a sucessão dos fatos; após um xilique, uma discussão e um acidente de quase afogamento, ele estava vendo, pela primeira vez, uma avalanche de novas emoções de seu chefe: Taehyung estava demonstrando o seu verdadeiro Eu. Era sobre novas faces e fragilidades sendo reveladas sem filtros ou enganos. Taehyung estava com muitos conflitos e inseguranças, ele estava demonstrando o imenso medo de quebrar a confiança de sua família ㅡ Jungkook não havia percebido isso do Kim antes.

Juntamente aos conflitos e ao acidente, Taehyung também estava demonstrando como era alguém que possuía em si a naturalidade do medo de morrer. Jungkook, em seu pré-julgamento, poderia dizer que o Kim era alguém que, como uma gangorra com um peso extra, anseiava por afeto, mas que não se permitia ceder a tal… a prova disto era que Taehyung estava agarrado fielmente aos seus braços e deixando todas as suas lágrimas e inseguranças se esvaírem naquele choro de oceanos. E Jungkook sequer pensou em negar ser sua âncora de apoio durante isto. 

Jungkook apenas o abraçou novamente e o acolheu pondo seu queixo sobre a cabeça do Kim. Um gesto silencioso para dizer "De nada" do moreno, que foi subentendido.

Um pouco depois de verificar se o Kim estava mais calmo e confortável, Jungkook voltou à direção da embarcação e seguiu de volta para casa.

Mas se antes da bonança, vem a tempestade, talvez eles estivessem atravessando um tufão...

Desceram da embarcação, e logo quando chegaram próximo à entrada da mansão, Jungkook avistou seu pai na varanda. O mais velho avistou os dois rapazes e foi receptá-los exigindo: ㅡ Quero falar com vocês dois. ㅡ e acenou com a cabeça para que o seguissem.

Caminharam até o celeiro, e antes de entrarem, Jonh falou: ㅡ Sua mãe não pode saber de nada disso, Jungkook.

Entraram no celeiro. O mais inacreditável estava lá, os esperando. Taehyung sentiu seu corpo enrijecer por debaixo das roupas molhadas e Jungkook prendeu a respiração em total surpresa: Min Yoongi, o agente do departamento de Imigração, estava bem ali, diante deles.

Yoongi cruzou os braços, a postura exacerbada em convencimento: ㅡ Eu disse que ia ficar de olho em vocês.

Jungkook encarou seu pai e depois olhou para Taehyung, que ainda mantinha a feição surpresa.

ㅡ O que você fez? ㅡ questionou para o pai.

ㅡ Eu recebi uma ligação do Sr. Min Yoongi ㅡ Jonh respondeu se explicando: ㅡ Ele me disse que é do departamento de Imigração e que Taehyung está com o Visto dele vencido. O senhor Min acredita que vocês estão cometendo fraude, e eu sei que estão ㅡ Jonh afirmou a sua própria opinião: ㅡ Se você continuar com isso Jungkook, você vai ser preso, filho. E por isso eu pedi que o senhor Min viesse até Sitka.

ㅡ Pai… ㅡ Jungkook suspirou em desapontamento.

Yoongi interviu: ㅡ Seu pai quer que você faça um acordo, ele não quer que você seja preso, então, meu jovem, eu vou fazer uma oferta e ela só vai durar vinte segundos. ㅡ pegou o celular do próprio bolso e abriu o aplicativo de gravador de áudio, acenou com o dedo próximo ao botão REC e exigiu: ㅡ Agora, confesse toda essa palhaçada fraudulenta e tudo ficará bem para você, Jeon Jungkook. Kim Taehyung irá embora comigo para ser deportado e você sequer será acusado por ser cúmplice dele. Não haverá quaisquer acusações legais ou julgamento contra você, apenas confesse a verdade.

O botão REC foi acionado. Gravando. Ali era o ultimato de Min Yoongi, o agente federal da Imigração.

Jungkook permaneceu imóvel. O celeiro estava mergulhado em silêncio e seus ocupantes em espera. Jonh observou a decisão do filho, e Yoongi apenas aguardou, convencido. Os olhos de Taehyung se fixaram na tela do aparelho celular, vendo os segundos se esvaírem sem volta. Taehyung não tinha direito de exigir mais nada a partir dali, então, ele apenas abaixou a cabeça e se encolheu em seu próprio frio e miséria na enorme manta.

ㅡ Vocês querem a verdade? ㅡ a voz de Jungkook soou firme.

Os olhos do mais novo foram de encontro a figura ao seu lado, Taehyung ainda mantinha a postura cabisbaixa. Ele entrelaçou sua mão na do Kim, pressionando os pares de dedos juntos, e imediatamente recebeu um olhar surpreso das orbes castanhas, Jeon declarou: ㅡ Então eu vou contar a verdade: Eu, Jeon Jungkook, trabalho para Kim Taehyung há três anos na Golden Books, e há seis meses estamos saindo juntos. Nos apaixonamos e eu pedi o meu namorado em casamento e ele disse Sim. Essa é a verdade. Vejo vocês no casamento amanhã.

E Jungkook saiu do celeiro levando Taehyung pela mão.

Após isso, Jonh suspirou, frustrado pela decisão final do filho, e Yoongi encerrou a gravação no celular, mas Min Yoongi não iria encerrar a sua investigação ㅡ não até levar o Kim de volta à New York e deportá-lo do país. Ele não iria desistir.

Outro que não iria desistir, era Jungkook ㅡ que sempre foi de decisões inflexíveis. Jeon não iria voltar atrás.

Agora que o ar frio do lado de fora foi deixado para trás, o moreno decidiu ir descansar em seu quarto que dividia temporariamente com o Kim e que iria pensar no problema do seu pai depois: A situação de Taehyung com roupas molhadas naquele momento era mais urgente. Ambos estavam muito cansados e exaustos pela sucessão de emoções que estavam enfrentando naquele dia. 

O silêncio sobre a decisão de Jungkook dominou o cômodo, nenhum dos dois ousou comentar sobre. De forma gentil e preocupado, o mais novo recomendou que Taehyung se preparasse para tomar um banho de água quente e que trocasse suas roupas molhadas por outras secas. O Kim logo o fez, e enquanto Taehyung tomava seu banho, Jungkook lhe preparou uma muda de roupas prontas e secas, aconchegou a cama com mais edredons e desceu as escadas para pedir que sua avó fizesse um chá morno para o noivo ㅡ sem lhe explicar a situação do incidente no mar. Apenas um bom chá morno. Vovó Ellen respondeu que em meia hora o chá natural de hortelã estaria pronto.

Jungkook imaginou que deveria alimentar Taehyung com um alimento morno o mais rápido possível, e por isso, foi verificar a geladeira; havia leite fresco gelado, mas seria melhor um leite morno. Esquentou um copo de leite no micro-ondas e subiu novamente para o quarto.

Quando Taehyung saiu do banho quente, devidamente agasalhado em três camadas de roupas, Jungkook já vinha trazendo um copo de leite morno. Colocou o copo sobre um móvel do quarto e chamou a atenção de Taehyung: ㅡ Você precisa enxugar o cabelo também.

ㅡ Gosto do cabelo molhado após o banho. ㅡ respondeu.

ㅡ Mas você caiu no mar gelado do Alasca, não podemos arriscar que você fique resfriado. ㅡ Jungkook argumentou.

Taehyung concordou e decidiu ir até espelho do banheiro secar os cabelos. Ligou o aparelho secador, deixando a porta aberta para que parte do ar quente tivesse saída do pequeno cômodo.

Jungkook estava exausto e impaciente. Ele se aproximou de sua cama king size e se jogou de costas em cima dela, de braços abertos e de "papo pra cima", reclamou em voz alta: ㅡ Meu deus, que dia mais louco!

ㅡ Nem me fale! ㅡ Taehyung lhe respondeu com uma pitada de humor, mas devido ao barulho do secador, Jungkook não ouviu.

ㅡ O quê?

Taehyung vendo que o barulho do secador atrapalhava a breve comunicação deles, desligou-o e decidiu ir até a porta. Nesse momento, Jungkook também decidiu se levantar da cama e se aproximou da porta.

ㅡ Eu disse, Nem me fal-

Os dois acabaram se esbarrando ao mesmo tempo. Olhares se conectando bem próximos, pertinho.

ㅡ Ah ㅡ Jungkook balbuciou: ㅡ Eu... eu pedi pra vovó fazer um chá morno pra você, mas você gosta de chá? Era chá de … eu sei não do quê era o chá, ah, droga…  ㅡ comentou após o pequeno esbarrão, as palavras saindo meio confusas. Ele se afastou de Taehyung procurando por espaço, eles não são tão próximos assim.

ㅡ Tudo bem, eu gosto. Eu vou tomar o chá, sim. ㅡ respondeu num pequeno sorriso de gratidão, quase imperceptível, mas Taehyung pode ceder a gentileza.

ㅡ Eu trouxe leite morno ㅡ Jungkook apontou para o copo que deixou no móvel do quarto ㅡ Beba coisas mornas, é bom pra aquecer o frio... ㅡ o moreno comentou se aproximando da saída do quarto a passos lentos ㅡ Eu vou jantar. Se quiser uma sopa quente é só pedir que a vovó faz também.

ㅡ Tá certo.

ㅡ Descanse, okay?  ㅡ e saiu, Jungkook.

Taehyung acenou em silêncio. Ele continuou enxugando os cabelos com o secador em seu silêncio confortável, embora seus pensamentos estivessem bem barulhentos. Quando terminou com o aparelho, ele procurou pelo copo de leite que Jungkook mencionou. Se aproximou e tocou o copo, sentindo a temperatura morna irradiar deste, e de forma satisfeita, bebeu alguns goles sentindo seu interior se aquecer agradavelmente com o líquido quentinho e doce.

ㅡ Coisas mornas aquecem o frio... ㅡ murmurou sozinho exibindo um mínimo sorriso. Em seus pensamentos, ele percebeu que o sentido da frase também poderia ser aplicado para pessoas frias como si: Desde que chegou em Sitka, Taehyung poderia listar uma boa quantidade de coisas ㅡ e pessoas ㅡ quentinhas que esquentaram seu coração frio.

E então o pequeno sorriso que Taehyung deu, se desfez… porque ele percebeu que seu coração já estava deveras aquecido.

+++

Me contem o que vocês acharam desse capítulo!✊

Haverá mais capítulos elaborados entre os taekook porque eles precisam disso: Confiança e companheirismo para fortalecer o relacionamento deles (que nem eles sabem que têm).

A química entre eles é muito forte e já teve lá seus beijos, mas não é só numa atração que um relacionamento se estabelece, tem que ter vontade de fazer dá certo e se permitir a amar! Mas isso é outra etapa que eles irão descobrir.

Até a próxima att ❤

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