𝚅𝚎𝚒𝚗𝚝𝚎 - 𝙰𝚖𝚘𝚛

Eu preciso de amor como nunca precisei antes
(Quero fazer amor com você, baby)
Eu tive pouco amor, agora voltei para ter mais
(Quero fazer amor com você, baby)
Liberte seu espírito, é o único jeito possível.

2 Become 1— Spice Girls


A tensão se estendia dentro da minha sala, de um lado Lorenzo, do outro Diego.
Ambos estavam sérios olhando um para o outro e por alguns segundos intercalavam a visão sob mim.

Me levantei deixando os dois sem entenderem nada e me dirigi a cozinha.
Pacientemente enchi a chaleira de água e a coloquei no fogo.
Me encostei na bancada, puxando o ar de modo devagar.

Tomei um susto quando Lorenzo adentrou a cozinha, seu semblante estava cansado.
" Será que ele dormiu?", me perguntei notando as olheiras escuras em volta de seus olhos.
A chaleira me tirou dos meus devaneios, coloquei o pó de café no coador e comecei a passar o café.

Sob a bancada coloquei três xícaras e o açúcar, coloquei o bule de café ao lado.
Fui a sala chamar por Diego, porém não o encontrei, ao voltar para a cozinha Lorenzo se servia.
Me sentei de frente para ele e fiquei o observando beber o café.

— Me diga a verdade, por que depois de quase um ano você decidiu aparecer? A Belle deu a louca de novo?

— Como você sabe? — ele fez uma pausa e me olhou — Angelina

— É. Ela me contou — ajeitei meu corpo na cadeira — Mais fala, o que te trouxe aqui

— Dominique, eu te amo — suas palavras me pegaram de surpresa e ele notou isso — Eu permiti que o orgulho me afetasse e não deixei o meu amor por você falar mais alto

— Não acha que é tarde demais? — engoli o bolo que se formava em minha garganta — Quando eu mais precisava de você. Você não estava lá, acho que agora está tarde pra isso

— Eu não acho. Nós conseguimos fazer isso — apontou para nós dois — Dar certo

— Eu acho que não

— Você acha ou tem certeza? Olha em meus olhos e diga que não me ama — ele se levantou e ficou de frente para mim —

— Lorenzo é que — tentei desconversar, porque nem mesmo eu sei a resposta — Não é assim, você não pode simplesmente chegar e dizer que me ama, sempre será assim, quando eu precisar de você, você não estando aqui. E quando lhe for convincente, você aparecer, eu não quero viver assim

— Então você não me ama mais?

— Lorenzo, o problema é que eu te amo e muito. Mais eu não quero viver dessa forma — me afastei dele e me virei de costas para evitar que ele visse as lágrimas se formando —

— Me dá uma última chance — ele segurou minha mão —

— Eu preciso pensar — arrastei minha mão devagar da sua —

— Então pense. Eu irei embora amanhã, se você não me ligar. Eu vou e nunca mais volto — sua mão toca meu ombro me virando levemente — Só lembre de uma coisa

— Do que ? — perguntei quando o vi se aproximar —

Suas mãos envolveram meu rosto formando uma concha, seu hálito quente de café, instantaneamente fez eu fechar meus olhos.
Quando seus lábios encostaram no meus, uma explosão aconteceu dentro de mim, fazendo todo meu corpo se aquecer.
Meu coração batia num ritmo mais descompassado de todos, parecia que o mundo tivesse parado para aquele beijo ocorresse.

Envolvi meus braços em volta de seu pescoço, o trazendo para mais perto de mim.
Minha língua explorava cada canto da sua boca e vice versa.
Quando o ar nos faltou, Lorenzo se afastou de mim e seus lábios estavam avermelhados.
Minha respiração estava falha e com isso ele me deixou ali sozinha na cozinha.

— Merda — resmunguei colocando as xícaras dentro da pia —

Passei a mão pelo rosto nervosamente, limpando o suor que havia se formado na minha testa.
Abri a janela da cozinha para que o ar entrasse, pois estava difícil, ficar naquele ambiente quente.
" Por que ele tinha que fazer isso comigo?"
Me beijar, ele queria me deixar confusa, eu não posso pensar com o coração, preciso usar minha razão.

Há diversas coisas envolvidas, mais o amor que eu sinto por ele fala tão alto.
Eu sou uma burra mesmo, depois de tudo, ainda o amo.
Mais ele também me ama, não fui que me despenquei de Barcelona para São Paulo e sem dormir provavelmente.

Encostada na pia, fechei os olhos e pude sentir novamente o beijo que demos.
Sorri involuntariamente e toquei meus lábios, como se fosse senti-lo fazendo isso.
Abro os olhos bruscamente, ao ouvir Bob arranhar a porta da cozinha.
Quando abro ele vem correndo até mim, pulando e balançando o rabo, faço um carinho nele que me enche de lambidas.

— Talvez você seja o único que deve ficar na minha vida — ele meneia a cabeça e me lambe como se estivesse entendendo — Bom menino — esfrego seu pelô —

— Boa tarde mi amor — escuto a voz da minha avó e me viro —

— Boa tarde Abuela. Como foi a procura do local para abri o restaurante? — me sento no banco e apoio meus braços sob o mesmo —

— Cansativo, sua avó é muito indecisa — vovô reclama e ganha língua da esposa —

— Não sou indecisa, não posso abrir meu restaurante em qualquer lugar — balanço a cabeça em concordância — Engraçado, parece que senti o perfume do Lorenzo — mordo as bochechas tentando conter o nervosismo —

— Deve ser o Diego — dou de ombros e salto do banco — Vou subir para tomar um banho — digo e meus avós se olham —

Deixo os dois na cozinha e subo para meu quarto, quando fecho a porta me encosto nela.
Eu não gosto de mentir para meus avós e fingir que preciso tomar uma decisão dessas, não será fácil.
Logo agora que estava conseguindo dormir mais um pouco, Lorenzo me aparece e faz isso, acho que nunca terei paz nessa vida.


Pego minhas peças íntimas e a toalha, já dentro do box começo a lavar meu cabelo.
O coitado não ver uma hidratação a séculos, saio do box com a toalha enrolada no corpo.
Pego meu potinho de creme e coloco o creme que estou usando, óleo de coco e espalho por todo cabelo.
Antes indecisa do que com o cabelo todo cagado.

Visto minhas peças íntimas e passo creme hidratante por todo corpo, desde que comecei a me tratar, minha pele voltou ao normal.
Minha pele devido a falta de cuidado, se transformou numa pele igual a de cobra.
Enxago meu cabelo e enrolo a toalha nele.

No guarda roupa separado um macacão de tecido bem levinho.
Ligo o secador e seco meu cabelo, finalizo com a chapinha e agora eu estou bem melhor.
Cabelo hidrato e arrumado, a autoestima até fica um pouco melhor.

— Mi amor agora que está apenas eu e você. Me fala a verdade, Lorenzo veio atrás de você? — arregalo os olhos e minha avó ri— Você acha que eu não sabia, foi eu que passei o endereço daqui pra Angel

— Que absurdo Abuela, isso é um complô — ela não evita de rodar os olhos —

— Minha neta, você precisa abrir bem os olhos. Vai deixa aquela loira sem sal roubar seu homem?

— Abuela tem muitas coisas envolvidas — suspiro e me sento novamente — Eu não consigo esquecer tudo que aconteceu.

— Uma coisa que lhe digo — ela segurou meu queixo — Só você sabe da sua felicidade.

Com essas palavras minha avó me deixou na cozinha sozinha.
Só eu sabia da minha verdadeira felicidade, agora basta eu decidir se na minha felicidade está incluída o Lorenzo.
Se bem se é possível eu ser feliz novamente, depois do que houve.

Estou dentro do carro dirigindo rumo ao aeroporto, eu precisa pôr um ponto final nessa história.
O trânsito está super lerdo, dentro do carro tocava Britney Spears, uma de suas músicas românticas.
Eu batucava os dedos no volante enquanto arriscava no inglês.

Eu sei falar Português e Espanhol, mais em Inglês passo longe.
Um carro parado ao meu lado, ria da minha perfume a la Britney falsificada.
Olhei para a pessoa e ri também, até porque eu estava com as janelas abertas cantando com todo vigor.

Mal sabia o que estava fazendo, mais eu tentava manter a calma e me distrair com música.
O carro do lado aumentou seu som e tocava Billie Jean, ele fazia sinal para eu cantar e apenas rir quando o sinal abriu.

Quando cheguei ao aeroporto, estacionei o carro e peguei minha bolsa.
Um chuvisco começou a cair deixando tudo mais dramático, ao adentrar na área principal olhei o telão.
A vontade de chorar logo apareceu, estava escrito que o vôo rumo a Barcelona havia acabado de sair.

Me sentei num dos bancos e escondi o rosto nas mãos, evitando que todos vissem que eu estava chorando.
" Por que eu demorei tanto? ", se eu não estivesse indecisa ele estaria aqui agora.
Passei longos minutos tentando me acalmar e quando fiz isso me levantei voltando pro estacionamento.

Quando entrei no meu carro estava completamente enxargada, devido a chuva.
Virei a chave da ignição e sai dali, nem me dei o trabalho de ligar o rádio, porque do jeito a vida gosta de me sacanear, alguma música tocaria me fazendo me lembrar da minha péssima decisão.

— Mi amor, você está toda molhada — minha avó disse assim que abri a porta de casa —

— Abuela vou subir, pra trocar essa roupa. Depois conversamos — ela assentiu e eu subi —

Ao chegar no quarto achei estranho a porta estar aberta, talvez minha avó deva ter vindo pegar alguma coisa.
Coloquei minha bolsa no chão e peguei uma toalha no guarda roupa, enrolando a mesma no cabelo.
Comecei a tirar a roupa que eu usava, coloquei o roupão branco.

— Se eu soubesse que seria recebido assim, eu nem teria saído — dou um pulo e bato com as costas na parede —

— Lo.. renzo — grito de susto e quando me dou conta que ele está na minha frente — O que você faz aqui? Você não estava naquele avião?

— Não, eu não tive coragem de ir — pulei em colo e entrelacei as pernas em sua cintura —

— Meu Deus, eu nem acredito — enchi sua bochecha e boca de beijos — Você voltou

— Eu sempre voltarei para você — ele toma meus lábios para si —

Conteúdo para maiores de 18 anos 🔞🔞
Ouçam a música do início!
Quem gosta, só vamo!!

Enquanto nos beijamos, ele caminha a passos largos até a cama e se senta comigo em seu colo.
A saudade falava mais alto que tudo, nosso toque era desesperado.
Minhas mãos pegavam fogo ou o corpo de Lorenzo estava quente demais, pois o toque estava pegando fogo.

Como eu sonhei com isso, em estar com ele, sentindo ele beijar cada centímetro do meu corpo.
Espalmei minha mão sobre sua jaqueta preta e a deslizei sob seus ombros, me encaixei mais perto dele.
Segurei seu rosto e quando sua mão invandiu meu roupão e tocou minha pele, meu corpo todo se arrepiou.

Ele puxou a toalha que se encontrava na minha cabeça e encaixou seus dedos em meu cabelo, dando abertura para que seus lábios deslizasse sobre meu pescoço.
Arfei quando sua boca quente entrou em contato com aquela aérea.
Senti sua ereção me tocar quando ele colou mais nossos corpos.

Deitei seu corpo sob a cama e enquanto desabotoava sua calça, ele logo se desfez da sua blusa a jogando em algum canto do quarto.
Passei minha unha sob seu abdômen definido e ele fechou os olhos, suspirando pesadamente.

O beijei novamente e esfreguei meu corpo no seu, fazendo com que ambos gemessemos.
Lorenzo levantou um pouco seu corpo e abriu meu roupão, ele abaixou a cabeça e distribuiu beijos sob meus seios e pescoço.
Me virando rapidamente, senti minhas costas serem colocadas sob o tecido grosso da cama.

Sua mão apalpalva com delicadeza meu seio enquanto ele mordicasva a minha orelha, eu fechava os olhos por causa de seu toque, eu precisava de mais.
Com agilidade comecei a puxar sua cueca, entendendo o recado ele mesmo tirou.
Quando voltou debruçou seu corpo sob o meu, me virei ficando por cima e esfreguei meu corpo sob sua ereção.

Tirei o roupão e o joguei em algum canto, me apoei sob seu peito e me levantei um pouco.
Quando senti seu membro entrar em mim, não consegui conter um gemido.
Um sorriso surgiu em nossos lábios, movi lentemente minha cintura debaixo dele.
Lorenzo apoiou as mãos na cabeceira da cama e passou a movimentar seu quadril no ritmo do meu.

Os gemidos que ele soltava em meu ouvido me levavam a loucura, finquei minhas unhas em suas costas brancas, provavelmente ficariam marcadas.
Enrolei minhas pernas em sua cintura, dando facilidade para ele entrar e sair de mim com mais rapidez e força.
O único barulho que se ouvia era de nossos gemidos e da cama que em cada estocada rangia.

Lorenzo levou sua mão até meu clitóris, acariciando enquanto penetrava com força.
Meu corpo começou a dar sinais que estava próxima de atingir um orgasmo.
Eu tentava manter meus olhos abertos, mais era difícil.
Arquei minhas costas e após mais um estocada, Lorenzo se desfez dentro de mim, me fazendo atingir o orgasmo também.

Ele deitou seu corpo sobre o meu e me  beijou novamente, finalizando uma mordida em meu lábio inferior.
Nossos corpos estavam suados e quando ele caiu ao lado, seu peito descia e subia rapidamente.
Ele me deu a mão e após alguns segundos recuperamos o fôlego.

— Eu te amo — ele afastou o cabelo molhado da minha testa —

— Eu também te amo


Olá meus barcelonenses!!
Gente que capítulo 🔥
Mais esse casal é muito fofo, vontade de esmagar!!

O que acharam?
Não esqueçam de deixar suas estrelinhas e comentários são muito importantes pra mim!!!



Nós vemos no próximo capítulo ✈️

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