Cap.2☆ Medo.


Mídia: music Lauren Daigle/ you say

" A maioria de nós passou por um bocado de sofrimento e de amargas decepções. " — De volta à cabana.

" E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. "— João 3.19

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— Eu trouxe a Katie irei me responsabilizar por Ela — Zac se justifica.

— Você sabe das regras, Ela entrará no nosso grupo de livre e espontânea vontade? — A superiora da casa se prontificou a declarar.

— SIM—respondi de uma vez....— Era tudo ou nada.

           Arredores de Arizona

Katie Morgan.

Muitos iram me julgar por ter saído as escondidas de casa, confesso que essa foi uma das idéias mais radicais que cometi (eu acho). Ainda me perguntava se conseguiria prosseguir até o fim de meus planos, tinha plena consciência no que estava me metendo... Esperava ao menos está certa disso.

Morgana a mulher a qual estava sedendo sua propriedade por alguns dias a minha pessoa, era possuidora de uma riqueza considerável obtida  de forma ilícita.

Ao todo faziam parte de sua gangue ali presente 10 pessoas. Eu, Zac, Alessandro Martinis, Cloé Aron — Provavelmente filha dela —  Emma Fleming, Victor Rangel, Ryan Windison, Drake Colle, Asheley Clinton e por último o rígido  Adam York.

Como sei de tudo isso? Tenho a foto de cada um em mãos. Além de ter uma boa memória o chato do Zac fez a questão de me apresentar a cada um deles e deixar claro que "Euzinha" devia obedece—los.

A tal gangue 6666  lembrava—me de todas as histórias de meu pai sobre Arrebatamento, Satanás, reino das trevas e inferno; duras informações que me recusava a acreditar. Tanto nome para escolher...Que povo clichê.

Ao entrar no quarto que me fora designado me assusto ao vê apenas uma cama no recinto.

—  Eu preciso mesmo dormir nessa cama com você — Arqueio as sobrancelhas e olho incrédula para a criatura à minha frente.

— Tem o chão! Não me diga que até nisso seus pais te encheram a cabeça? — Somba de minha "cara".

Reviro os olhos em negativa.

—  Me prevenir está em primeiro lugar ok? Se pensa ter algo a mais comigo lamento —  Como se minha fala fosse uma piada ele sorri colocando a mão na barriga.

— Se te consola tenho um colchonete sobrando. E logo avisando a senhorita terá que seguir várias regras aqui; sua mente mimada deve se opor a isso não?

- Era só o que me faltava!- Reclamo.- E para sua informação eu jamais fui mimada.

—  Sei. ...

— Rápido fale logo o que preciso fazer...aff....

— Bem...1° : Fará a fachina todos os dias no meu quarto, lavará minhas roupas hummm...deixa eu vê?!...ah o aluguel tem que me ajudar a pagar... E. ..

—  O quê? — Esbravejei em negativa.

-— Espera ...Ainda nem comecei. —

—  Essas são as regras de quem mesmo? SUAS?

— Quase isso 2° tem que participar dos "trabalhos" da gangue todas as noites sem vacilar. 3° tudo que quiser fazer tem que ter autorização para executa—los;

Aonde vim parar? Era o que minha mente se perguntava.

— 4° NADA DE VISITAS; 5°  Tudo que fizer de errado será punida, 6° Não iremos nos responsabilizar caso esteja ferida ou morrendo.....

A cada coisa proferida por ele eu me assustava

— 7° Tentou sair da gangue ... Eles te matam...

(SILÊNCIO)

Minha cabeça não estava preparada para reagir sobe aquela situação, a raiva começava a me dominar. Como pude me deixar enganar daquela maneira?

-— Porque você não  mencionou isso antes de colocar nessa lugar? Que bom amigo você é! — Gritei andando de um lado ao outro — O que será da minha vida agora? Meu pensamento me alertou porém eu preferir agir como uma louca e confiar em você, no meu coração.

— Katie... — Tentou tocar no meu braço e eu o empurrei.

— Sabia que não deveria ter  confiado. Ah, que raiva! É  tudo culpa sua. — Corri até ele batendo repetidamente em seu peito.

— Minha? Olha bem para mim —  Agarra meus pulsos e aproxima seu rosto do meu — Amo você tá bom? Foi isso que me levou a omitir a verdade... Mas vir até aqui foi sua vontade... Nunca te obriguei a absolutamente nada! NADA! Agora arque com as consequências de seus atos... Se queres morrer, vamos siga em frente..— aponta para a porta — Minha vida era a mesma antes e depois de te conhecer Katie, você sabia disso — Apertava meu pulso com força -—  Ouviu?

—  Está doendo me solta por favor-—  começo a chorar. Seus olhos antes cheios de fúria, parecia perceber que havia passado dos limites; então ele se afastou de mim.

—  Desculpa...Desculpa...-— Repetia sem parar colocando as mãos nos seus cabelos agora levemente bagunçados . - Me diga alguma coisa —  disse se aproximando e se afastando em seguida percebendo o quão assustada eu estava — Por favor. ..

—  Te perdoou... Mas nunca mais faça isso de novo —  olho para o nada tentando amenizar minha dor e o susto.

— Senta na cama, vou pegar alguma coisa para tratar esse machucado... Está vermelho... Katie eu...

—  Estou bem! Estou bem! — mostro um pequeno sorriso tentando convence—lo .

—  Ok... Dorme na cama estarei aqui em baixo  no colchonete.

-— Pode ficar aqui comigo —  Chamo—o para mais perto e ele deita—se ao meu lado quase recuando. -— O sono fugiu totalmente... E ainda preciso que me esclareça outras coisas...

—  É.... Ok...

—  Zac... Estou com medo...

-— Cuidarei para que nada de mal te aconteça -— pega uma pecha de meu cabelo é sorri sem mostrar os dentes.

—  Obrigada —  faço o mesmo gesto —  Zac?

-— Hurummmm -— boceja.

—  Seus pais eles... Nunca vieram te procurar ?

—  Talvez, estou bem sem eles... Seus pais são diferentes dos meus mais... —  Se vira me fitando e depois desvia — Perca a esperança de revê—los...

Esperei que ele dormisse para poder  chorar copiosamente, coloquei os fones de ouvido no smartipone e comecei a ouvir música...Eram cada uma mais depressiva do que a outra. Era em vão a tentativa de buscar uma que eu desejasse ouvir. Do nada uma canção evangélica toca...Sem querer me prendo a ela.

—  Será que podes me ouvir... Essa noite eu; não consigo dormir...

—  Não sei se podes me escutar... De um lado para o outro não  para de pensar...

— Eu penso no tal que eu quero perder; mas penso no sal que eu tenho que ser.... Sal que me leva a crer! E, aconteça o que acontecer.... Todo esse mal eu tenho que deter... Algo dentro de mim que me faz sofrer...

—  O bem que eu quero fazer; o mal não  pode mais deter e nem me afastar de ti....

— Eu sei, que sentirei, saudade.... Pôs falta minha metade mas outra parte ainda está aqui  ( que é o Senhor meu Deus )

— Saudades, há tempo não ouso sua voz . Parece que o senhor sumiu quando a tristeza veio sobre nós... Quando eu mais precisava só vi o céus fechados, minha alma gritava aparta de mim esse fardo.

— É o que meu lado esquerdo falava: caso não nota que ele não se importa —  sussurava — E as dúvidas, porque só comigo o castigo, o tormento; porque ao invés de permissão não foi um livramento.

— Tentei, acumular meu ódio e a coragem, notei, que a vingança é um ato covarde... Eu sei, com o livre arbítrio escrevo o meu destino a história que eu sou um pacificador e não um assassino...

—  Deus, fala comigo não me ousa calado... Seu, silêncio faz  crer  que estou errado... Já, não aguento carregar esse fardo. Quero ouvir sua voz e por ela ser guiado

Arranquei os fones a força. Aquela música aumentava a angústia que eu sentia.

Pela primeira vez me permitir desabar... lágrimas escorriam pela minha face aflita.... Derramei tudo aquela madrugada.... Minha alma estava drasticamente enferma e eu não sabia como cura—la.

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" Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir. Mas, as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça." — Isaías 59.1—2

●○Trilha sonora: PERDÃO A CURA PARA O ÓDIO - MENSAGEIROS DA PROFECIA

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