Capítulo 01

Quem nunca teve um amigo desde que era pequeno? Bom, Park Jimin tinha, e amava o fato dele sempre estar ali consigo para apoiá-lo em tudo, mas claro, isso caso fosse outubro, mais precisamente, o Halloween! A comemoração favorita de ambos. Todo ano passavam nas casas enfeitadas do bairro pedindo "doces ou travessuras", e nesse ano não seria diferente.

Créditos:

Fanfic por: Kim_Kenji
Avaliação por: @Rns43
Betagem por: hobijujube
Design por: angellen_

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Em outros dias Jimin acordava e queria permanecer na cama esperando o momento em que quisesse se levantar, mas naquele dia deu tempo apenas de abrir os olhos e o garotinho de oito anos levantou rápido da cama animado pela data que considerava tão especial.

Correu até o quarto dos pais mantendo a sua animação, que parecia estar crescendo mais ainda com uma pequena ansiedade, queria sair logo de casa e encontrar seu amigo.

Ao chegar no quarto dos pais, o garoto logo subiu na cama do casal e pulando por cima do pai pelas suas costas e logo ficando entre ele e a mãe. Tocou o braço da mãe e balançou com leveza tentando acordá-la.

Queria que ela acordasse logo, mas também não queria incomodar o sono dela fazendo-a acordar em um susto. Como a mulher tinha um sono leve acordou assim que o filho tocou-a.

— Mamãe! É dia das bruxas! Posso brincar na rua? — O garoto pedia animado, mesmo já sabendo a resposta tinha que pedir, foi assim que seus pais o ensinaram. Não podia sair sem avisar antes.

— Claro, filho, pode ir… — Ela começou a fechar os olhos tentando dormir novamente. — A sua fantasia já está pronta no armário. — Bocejou interrompendo sua própria fala. — Eu te busco às cinco da tarde na pracinha, sua avó quer te ver depois.

— Aish… Tá bom mãe! — Arrastou-se para a ponta da cama e desceu da mesma. Não queria ir para a casa de sua avó. Não gostava tanto assim de lá, porque sempre que ia, sua avó não dava muita atenção para si, apenas para os seus pais ou para os dois gatos de estimação que ela tinha em casa.

Ele voltou para o seu quarto e foi até o armário, o abrindo e vendo a tal fantasia que a mãe falou, era uma fantasia de vampiro, parecia ser bem simples, mas de um jeito que ficaria boa nele.

Vestiu rápido e foi pegar seu baldinho de plástico em formato de abóbora. Era completamente laranja, interior e exterior, apenas com os olhos e a boca dela sendo em preto, que dava claramente para ver que foi comprada em uma daquelas lojas temáticas de Halloween.

O Park logo andou para a porta de saída da casa, onde ficava pela sala de estar. Girou a chave que já estava na porta e assim destrancou-a. Passou pela porta e fechou, trancou novamente e deixou a chave debaixo de um vaso de plantas.

— Ji! — Uma voz familiar foi ouvida por Jimin, que logo abriu um grande sorriso e olhou para trás vendo o amigo que tanto gostava. Hoseok.

— Hobi! — Correu até ele e abraçou o corpo do garoto que era apenas um ano mais velho que ele. Apertou o garoto ruivo em seu abraço como se aquela fosse a primeira vez. — Que saudades! — Sorriu animadinho.

— Eu também senti saudades, Ji! — Abriu um sorriso em formato de coração que parecia fofo no rostinho da criança. — Já se passou um ano inteirinho.

— Por que não fica aqui pelo resto do ano? Assim não iríamos precisar ficar esperando tanto. — Ele cruzou os bracinhos pequenos fingindo estar emburrado pelo amigo não ficar junto a ele nos dias que não eram Halloween.

— Eu já disse. — Riu. — Meus pais só me trazem aqui para comemorar o Halloween — disse simples.

— Por que eu nunca vi os seus pais? — Formou um biquinho nos lábios, realmente estranhava nunca ter visto os pais do amigo, nem ao menos uma vez na vida. Desde que se conhecia por gente falava com Jung Hoseok, mas não tinha nenhuma memória dos rostos dos pais dele.

— Estão dormindo agora! Eu vim sozinho, não queria perder muito tempo do dia ficando em casa quando posso ir pedir doces com você — falou risonho.

— Aish, tá bom, mas algum dia quero conhecer eles! — disse se convencendo com aquela ideia.

O Jung apenas assentiu. Sua fantasia era a de um fantasminha, que facilmente foi reconhecida por conta do pano branco em cima de seu corpo, o pano tinha dois furos na área da face de Hoseok, os furos ficavam nos olhos para que o garoto conseguisse enxergar por onde andava.

— Vem, vamos! — Pegou na mão do Park e começou a andar para a estrada, olhou para os dois lados e atravessaram a rua pela faixa de pedestres. — Vamos em qual primeiro? — Se referiu às casas da vizinhança.

— Aquela ali. — Apontou para uma casa que estava pintada de azul em um tom bem claro quase branco. Ali morava uma senhora bem gentil, por isso Jimin tinha escolhido aquela casa, provavelmente a senhora fosse dar doces bons para ele com mais facilidade.

Hoseok assentiu concordando com a escolha do amigo, então foram na direção da casa azulada. Ao chegarem, Jimin tocou a campainha da casa e os dois ficaram esperando. Logo a porta foi aberta, mas não pela pessoa esperada, a senhora, a pessoa que estava ali era um adolescente de, aparentemente, quinze ou dezesseis anos.

— O que o pestinha quer? — O garoto perguntou olhando para o próprio celular enquanto esperava pela resposta.

— Doces ou travessuras? — Jimin falou estranhando um pouco que Hoseok tenha ficado quieto.

— Ah, isso? — Riu em tom baixo, foi até uma parte atrás da porta e pegou um pote de doces, abriu e levou na direção das crianças dando permissão para pegarem. Jimin pegou dois, um para ele e um para Hoseok. — Pode pegar mais! — o adolescente disse, assim Jimin pegou mais dois. — Aish! — O garoto apenas pegou vários com a mão direita e colocou as guloseimas dentro da abóbora de plástico do Park.

— Uau, obrigado! — Jimin sorriu com os olhinhos brilhando, agora tinha vários docinhos.

— De nada, se quiser mais passa aqui depois. — Ele sorriu levemente e entrou para dentro de casa fechando a porta em seguida — Ai, ai, crianças… Ficam felizes por qualquer coisa. — Riu baixo e voltou a se deitar no sofá da sala.

— Por que não falou nada, Hobi? — Fez um biquinho nos lábios olhando pro amigo.

— Eu não sei, fiquei com vergonha — disse o que veio em sua mente.

— Humm… Tá bom… Vamos pedir mais doces. — Pegou na mão de Hoseok e andou até a casa mais próxima que tinha ali.

[•••]

No fim do dia já tinham ido em várias casas da pequena vila, agora estavam na parte de fora da casa de Jimin dividindo os doces entre eles.

— Eu vou pra casa da vovó hoje, você quer ir? Eu peço pra minha mãe! — Sorriu.

— Uhum! — murmurou em sinal de "sim". — Se ela deixar, eu quero ir sim. — Ele sorriu animado.

O Park sorriu animado e assim terminaram de separar as guloseimas que conseguiram. Abriu um chiclete e colocou na boca.

— Não vai comer nenhum? — perguntou para Hoseok.

— Vou sim, depois. — Sorriu levemente e colocou os seus doces em um pacotinho branco que sempre levava para guardá-los.

— Uhum! — Começou a mascar o chiclete e logo terminou de dividir os doces direitinho entre ele e Hoseok.

— Jimin? Filho? — O pai de Jimin vinha chamando pelo filho, logo chegou onde ele estava. — Vá se arrumar, iremos sair para a casa da sua avó daqui a pouco.

— Claro pai, posso chamar um amigo? O Hobi quer ir — pediu.

— Hobi? É aquele seu amigo imaginário? Pode levar, aproveita e tenta chamar outro amigo seu, querido. — Se aproximou.

— Mas pai, o Hobi existe! Ele tá aqui! — Apontou pro amigo, aparentemente seu pai não estava conseguindo vê-lo.

— Ah, claro, olá Hobi! — Fingiu estar vendo o tal amigo de seu filho.

Jimin encarou o Jung e esperou ele falar algo, mas nada disse.

— Bom, já falei com ele, agora vá se arrumar, não quer ir pra casa da sua vó com essa fantasia, né? — Cruzou os braços.

— Eu quero sim. — Riu ao ver a cara séria que o pai fez. — Aish, tá, eu troco a roupa. — Foi se levantando e deu a mão para Hoseok se levantar com a sua ajuda.

[•••]

Agora já eram quase nove da noite, era comum nesse horário Jimin já estar dormindo e Hoseok estava dormindo na casa do Park esta noite. Enquanto os garotos estavam dormindo, o pai e a mãe de Jimin estavam na cozinha conversando.

— Eu acho que o Jimin vê coisas… já não era pra ter passado essa fase de amigos imaginários? — O homem perguntava para a esposa enquanto comia um pedaço de bolo decorado que havia recebido da sogra.

— Acho que você tem razão, querido, ele passou o tempo inteiro falando com o nada enquanto estávamos na casa da minha mãe… eu sei que ele e minha mãe não são muito próximos, mas mesmo assim aquilo foi estranho… — Suspirou colocando um pedaço pequeno de bolo na boca.

— Acho que seria melhor levarmos ele em algum médico que saiba dizer o que ele tem… Um psicólogo, o que acha?  — Olhou para a mulher.

— Seria bom… — Suspirou comendo outro pedacinho do bolo.

— Então amanhã levaremos ele à cidade. — Levantou para buscar um copo com água.

— Tá' bom —  disse meio apreensiva, não queria que seu filho estivesse sofrendo alguma coisa em seu psicológico. Se ele estivesse, talvez pudesse ser por conta da sua genética materna. Sabia que sua mãe tinha alguns problemas psicológicos e sabia também que talvez no futuro viesse a ter os mesmos problemas que sua mãe.

[•••]

Eram mais ou menos onze e trinta da noite, Jimin acordou quando sentiu um pequeno movimento na cama, era Hoseok se levantando. O Park aos poucos se sentou na cama, isso quando Hoseok saiu do quarto.

— Hobi — chamou sonolento, em seguida bocejou coçando os olhinhos com as duas mãos pequenas. Levantou-se da cama e saiu do quarto indo atrás de Hoseok.

Andou até a porta de saída que estava trancada, destrancou-a e abriu saindo em seguida, deixou a porta apenas encostada. Olhou em volta e viu Hoseok andando até a floresta, ultrapassando a cerca e descendo o pequeno morro. Enquanto isso Jimin ia logo atrás.

— Hobi! — chamou pelo amigo que pareceu começar a acelerar o passo quando ouviu o chamado. — Me espera! — pediu enquanto começava a correr.

Onze e trinta e cinco.

Enquanto corria, Jimin desviava das armadilhas de urso que os caçadores locais colocaram pela floresta. É claro que não queria pisar em nenhuma.

Com alguns minutinhos correndo já estava ficando cansado, assim, acabou perdendo Hoseok de vista. Percebendo que não o via mais resolveu se sentar perto de uma árvore para recuperar o fôlego.

— Aish… — resmungou baixo, não entendia o porquê de Hoseok estar fugindo assim dele.

Ficou alguns segundos sentado ali, quando ouviu alguns passos nas folhas secas pelo solo da floresta. Seus pais sempre o alertaram para nunca ir na floresta, por conta dos animais selvagens que viviam por ali, principalmente os ursos e lobos.

Temia que o que estava pisando por ali perto de si fosse um desses animais, por isso se encolheu e dobrou um pouco os joelhos escondendo a cabeça entre eles e a cobrindo com suas mãos, como se fosse adiantar de alguma coisa.

Sentiu aquela coisa se aproximar ficando frente a frente com ele. Fechou os olhos fortemente esperando pelo pior, mas o que teve foi outra coisa.

— Vai ficar aí pra sempre? Vamos, estava legal a brincadeira de pega pega! — Era Hoseok. Pelo visto aquilo para ele era uma brincadeira, mas Jimin não havia entendido naquele sentido.

— Pensei que estivesse fugindo de mim! — disse emburrado fazendo um biquinho.

— Nunca! Eu pensei que estava me seguindo porque queria brincar! — Cruzou os braços.

— Aish. — Riu e puxou o amigo pelo braço fazendo o mesmo sentar-se ao seu lado.

Hoseok sorriu e se sentou, após isso encostou a cabeça no ombro do Park. Pegou algo de seu bolso lateral e entregou o pacotinho de doces para Jimin, ato que não costumava fazer.

— Fica, eu não quero muito… — disse enquanto estendia o pacotinho com as mãos para o Park, que recebeu e agradeceu.

O ruivo fechou os olhos e ouviu que Jimin suspirou um pouco encostando a cabeça na árvore, talvez teria fechado os olhinhos também, estava com muito sono.

Onze e quarenta e oito

— Eu vou demorar um pouco pra aparecer de novo… — o ruivinho disse.

— Por que? Todo Halloween você vem — falou tristonho, não queria que Hoseok simplesmente sumisse por mais tempo. Poxa, foi um ano esperando! Por que teria que esperar mais tempo?

— É… — Tentou pensar em algo. — Meus pais vão ter que viajar e eu tenho que ir também…

— Aish, por quanto tempo, Hobi? — Fez um biquinho tristonho.

— Alguns aninhos. — Brincou com os dedos e enquanto falava olhava para Jimin, percebendo que o mais novo estava com sono e já quase dormia ali mesmo. Então resolveu ficar em silêncio para não incomodar o soninho do garoto.

Com poucos segundos Jimin acabou dormindo, não era acostumado a ficar acordado até tão tarde. Ficaram ali naquele momento por mais alguns segundos, até que Hoseok começa a ouvir passos rápidos vindo na direção deles.

Parecia mais de três pessoas correndo, queria alertar a Jimin sobre aquilo, mas também não queria incomodar o sono do garoto. Por isso suspirou e ouviu gritos, alguém gritava chamando por Jimin.

O Park começou a acordar, e enquanto abria seus olhos avistou uma luz, olhou para o seu lado e Hoseok já não estava mais ali, mas tinha outra coisinha. Parecia ser como uma fumaça em uma cor dourada com pontos pretos, aos poucos aquela fumaça desapareceu.

[•••]

Depois de muitos anos, Jimin continuava pensando naquilo que tinha acontecido em sua infância, não entendia direito aqueles momentos. Depois daquele Halloween, o Park nunca mais tinha visto seu amigo, Jung Hoseok.

Mesmo assim, era para ser apenas a sua imaginação de criança, o que já deveria ter sido esquecido, mas não foi bem o que aconteceu, o garoto ainda se lembrava daquilo. Mesmo com vinte anos.

Nesse momento o garoto de cabelos, agora, tingidos de azul claro, estava na sala de espera, esperando pelos pais. Costumava ir ao psicólogo com os pais.

Quando tinha nove anos os pais o levaram em uma psicóloga, que por sinal não parecia ser muito profissional, e com um ano seu pai resolveu tirá-lo por precisarem de dinheiro para outras coisas.

Mas voltou a ir ao psicólogo quando completou dezoito anos. E aquele seria o dia em que o seu psicólogo entregaria o diagnóstico. Por isso queria que seus pais fossem os primeiros a saberem.

— Bom, senhor e senhora Park… não é algo muito fácil de falar para os pais de um paciente, mas acho que seria melhor o Jimin começar a fazer tratamentos psiquiátricos.

— E isso seria por quê? O que o meu filho tem? — a mulher perguntou preocupada.

— Pelo que sei, ele é esquizofrênico… Disse que na sua infância via um garoto que parecia não ser visto por ninguém, disse até que poderia ser um amigo imaginário, mas também que até hoje acha que o vê em alguns momentos. — Uma moça entrou na sala com um copo de café. — Obrigado. — Recebeu e a mulher se retirou da sala em seguida.

— Esquizofrênico? Não, ele não tem esquizofrênia, isso… Isso não está certo. — A mulher procurava alguma coisa em sua mente que pudesse contrariar aquilo, mas condenava a sua própria mentalidade por não encontrar nada que conseguisse refutar o que o homem disse.

Viu seu marido levantar-se da cadeira e pegar a bolsa que pertencia à sua mulher.

— Vamos embora, vamos pegar o Jimin e não voltar mais aqui, não quero ouvir coisas assim do meu filho, ele não tem a mentalidade conturbada — disse encarando o psicólogo.

— Senhor Park, por favor, estou apenas dando o diagnóstico que conclui durante todo esse tempo atendendo Jimin. — Tentou fazer o homem teimoso o ouvir.

— Não, nós vamos embora. — Pegou na mão da esposa fazendo-a levantar, assim saíram da sala deixando o médico sozinho ali.

Voltaram para onde estava o filho que jogava um joguinho no celular.

— Jimin, vamos para casa — O pai do garoto disse sério.

— Claro pai, vou só passar naquela floricultura antes e… — Sua fala foi cortada pelo pai.

— Jimin, agora! — Começou a andar na frente, Jimin respirou fundo. Ultimamente o mais velho estava ficando bem mandão, mesmo que já fosse assim a muito tempo agora estava mais.

— Relaxa, o seu pai só está preocupado, meu filho… — Senhora Park apoiou a destra no ombro esquerdo de Jimin.

— O que o psicólogo falou foi tão ruim assim? — Suspirou colocando a mão esquerda no rosto.

— Não se preocupe, sim? — Beijou a bochecha do filho e começou a andar na direção que o pai ia, indo para o estacionamento.

[•••]

Depois da mãe de Jimin insistir muito, o senhor park parou em frente à tal floricultura que Jimin pediu antes para ir. Desde os seus quinze anos o Park começou a se interessar bastante por flores, a casa deles tinha várias. A mulher da família viu que o amor por flores que Jimin tinha podia vir a ser algo terapêutico para ele.

Jimin costumava conversar com as suas plantas sempre que podia, tinha iniciado um curso de botânica para cuidar melhor das suas flores que não tinha muito conhecimento sobre.

— Com licença, ainda tem aquelas rosas do deserto que eu tinha perguntado na semana passada? — Jimin perguntou ao chegar no calção da recepção. Seus pais não desceram do carro, ficaram apenas esperando o filho comprar a planta que queria.

— Claro, que eu me lembre… É uma vermelha pequena, certo? — O rapaz perguntou se recordando daquele cliente, o qual assentiu como se dissesse um "sim, é sim". — Certo, só um momento. — Olhou para algumas prateleiras procurando pela rosa do deserto que ele queria.

Jimin estava tão animado com a nova planta que nem percebeu quando alguém chegou atrás dele ficando ali na espera como se estivesse em uma fila.

— Aqui está, a vermelha. — O atendente sorriu se mostrando gentil enquanto entregava um vaso com a rosa desejada, assim recebeu o dinheiro do garoto e guardou entregando o seu troco. — Tenha um bom dia e volte sempre.

— Obrigado — disse sorrindo leve, já estava ansioso para ver como a rosa iria crescer, ainda era pequena apenas com duas florzinhas vermelhas.

Jimin se virou e andou enquanto olhou para a planta vendo os pequenos brotinhos, foi quando acabou esbarrando com alguém.

Para o seu azar a pessoa carregava um copo de café, o qual derramou, sem querer, metade na camisa do Park. E o pior era que o café estava um pouco quente.

— Céus, me desculpa! Desculpa mesmo! — O rapaz parecia ter ficado assustado e arrependido pelo o que fez, tanto que começou a tentar limpar a mancha de café com a manga do próprio moletom.

— Tá tudo bem, foi só um acidente… — Jimin respondeu baixo passando a mão por cima da camisa na tentativa de tirar o excesso de café, poxa, era uma das suas camisas favoritas.

— Acho que vai ficar manchada… Não tem problema, eu compro outra  pra você! — Dava pra ver que ele realmente estava se culpando pelo ocorrido.

— Não se preocupe com isso. — Jimin riu segurando um pouco nas mãos do homem, e enfim olhou para o rosto dele. Estranhamente aquele rosto lhe parecia familiar, até demais. — Bom… Talvez uma roupa nova seria bom… — Riu baixo.

— Claro, onde comprou? Posso ir no lugar e comprar outra, pode me passar seu número? Não sei quando vou conseguir entregar a blusa, mas prometo que vou entregar sim. Quando eu comprar, venho entregar ela para você aqui? — Estava nervoso.

— Você fala demais, não é? — Riu e puxou o celular do bolso, colocou em um aplicativo de contatos, então entregou o aparelho para o, até então, desconhecido.

O rapaz de cabelos cor sangue recebeu o celular e entendeu o que o Park queria que ele fizesse, então assim começou a digitar os números de seu telefone ali. E no fim colocou seu nome, entregando o celular para o dono em seguida.

— Desculpa por essa primeira impressão… Prazer, sou Hoseok, Jung Hoseok. — Levantou a mão para um aperto, Jimin estava um pouco paralisado. — Está tudo bem?

— Uhum, está sim, eu só… — Olhou o nome no contato e sorriu leve, "Hoseok" era o nome que estava na tela. Ele salvou o contato e guardou o celular no bolso. Aquele nome lhe trazia várias lembranças.

E enfim, abraçou o pescoço do garoto em sua frente, o deixando confuso pelo ato repentino, a única coisa que pensou em fazer foi abraçar de volta.

— É… Tá bom então… — O Jung disse e riu nasal, assim olhou para o garoto.

— Eu senti saudades, Hobi… — Falou em um sussurro, talvez o outro tivesse escutado ou talvez não. Logo o abraço se separou e Jimin estava sorridente.

— Bom… Pode me mandar mensagem a qualquer hora, e mais uma vez desculpa pelo café… — Riu baixo meio desconcertado com a situação.

— Claro! Bom… Eu vou indo então. — Sorriu se despedindo, assim saiu depois de receber um "tchau" vindo de Hoseok. Logo chegou no carro onde os pais, que viram a situação, estavam.

— Quem era ele? Conhece? — Seu pai perguntou quando Jimin entrou no carro, colocando seu cinto e deixando a sua rosa do deserto no colo.

— Um amigo. — Sorriu leve, agora aquela pequena viagem de carro rendeu algo interessante. Tentaria ter seu melhor amigo de volta ele era real, seus pais também o viam.

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