1.9
Tinha acabado.
14 dias tinham passado demasiado rápido para Chenle e Jisung, mesmo que ambos falassem durante várias horas por dia.
Apenas por mensagens, Chenle conseguiu fazer com que Jisung esboça-se um pequeno sorriso, quando as coisas não corriam bem, principalmente com sua mãe.
Jisung andava sempre de um lado para o outro. Tinha dias que ia para a escola, outros dias que andava pelo local de trabalho de seu pai, ou andava em sua casa. Nunca tinha nada de interessante para fazer, então, apenas se limitava a responder ao chinês quando pudia.
Já do outro lado, Chenle apenas permanecia sentado na sua cadeira, observando as crianças passarem a correr, juntas, pelo passeio em frente da casa do mesmo. Alternando o seu olhar entre as mensagens com Jisung, entre as ligações perdidas de Lucas e a sua janela.
Neste momento, são exatamente, 1 da manhã.
Faz uma hora que Chenle e Jisung deixaram de se falar.
Faz uma hora que Jisung visualizou a última mensagem de Chenle, e já sente saudades do mesmo.
Faz uma hora que Chenle está a tentar dormir, porém sem sucesso, sempre com o pensamento no mais novo.
Finalmente amanhece, e Jisung acorda com o seu despertador, às 10 da manhã. Sem se lembrar de que os 14 dias tinham chegado ao fim, o mesmo senta-se na beirada da cama, retirando todos os lençóis de cima de si mesmo, desbloqueando o seu telemóvel, na intenção de ver se Chenle tinha mandado algo no chat. O seu sorriso não desaparece, pois o mesmo lembra que ainda hoje ele irá se encontrar com ele. E ainda não tem certeza se Chenle é ou não um homem de 75 anos.
Dez da manhã, já Chenle estava acordado, dando voltas no quarto sem saber o que fazer. Provavelmente, o mesmo irá acabar por vestir o que sempre veste. Preto. O chinês não custuma se incomodar com o que está a vestir, mas neste caso era diferente.
Jisung tinha a oportunidade de sair de casa quando quisesse para não estar no tédio enquanto esperava pelas cinco horas da tarde. Eram quatro e meia quando o mais novo decidiu vestir o seu casaco, continuando com o seu estilo habitual. Umas calças pretas, junto de uma t-shirt branca, colocada por dentro das mesmas.
Ainda nervoso, Jisung trancou a porta do seu apartamento e seguiu caminho em direção ao parque.
Faltavam 5 minutos para as cinco da tarde quando Chenle saiu do seu carro, agradecendo ao seu motorista por tê-lo trazido até ali. Chenle ajeitou os seus cabelos laranjas, e começou a andar em direção do centro do parque.
Chenle não sabia como Jisung era.
Jisung não sabia como Chenle era.
A única coisa que eles sabiam um sobre o outro, em termos de características físicas, era que Jisung era mais alto que Chenle. Nada mais que isso.
Chenle passou por entre os bancos e sentou-se na beira de um muro, que dava para observar uma boa parte do parque.
Tinha imensa gente. Crianças, adultos, adolescentes, idosos. Todos com características diferentes.
Chenle desviou o olhar das crianças e dos idosos, parando para olhar os adultos. Mas eles estavam mais ocupados a cuidar das crianças que corriam por todo o lado.
Observou um grupo de rapazes, mas provavelmente deviam de ter mais de 20 anos.
Passou o olhar por um rapaz, ele parecia ser da sua idade. Olhos castanhos, cabelo castanho claro, mas Chenle sabia que aquele não era Jisung. Não era Jisung pelo simples motivo que o rapaz era do mesmo tamanho que o Chinês.
Chenle andou em direção do café que lá tinha, e sentou-se numa mesa do mesmo, na intenção de esperar. Talvez fosse apenas uma questão de minutos até que alguém apareça e Chenle pense que seja Jisung.
10 minutos se passam, até que Chenle observa um rapaz de cabelos loiros, sentado junto de uma árvore de cerejeira, com um copo na mão, que provavelmente, pertence ao café onde o chinês está sentado.
O mesmo anda até à árvore, percebendo que o rapaz desconhecido estava com as suas mãos a tremer e a suar frio.
Jisung estava tão nervoso que nem reparou que tinha uma figura à sua frente. Estava demasiado ocupado a pensar como Chenle era e se o mesmo iria gostar de como Jisung é. Se o ia achar bonito, engraçado, ou se apenas se iria cansar logo no primeiro segundo.
E foi aí que Chenle sorriu.
- Ya, Jisung.
Ao ouvir o seu nome, Jisung saiu de seus pensamentos, olhando para a pessoa em sua frente.
O mais novo levanta-se, sacudindo o seu casaco que provavelmente teria algumas folhas, devido ao facto de o mesmo ter estado sentado.
Depois de Jisung se levantar, Chenle pode ter a certeza que aquele era o rapaz que ele procurava.
- Desculpa, mas nós conhecemo-nos? - Perguntou Jisung, depois de fazer uma reverência ao Chinês.
- Sim.
- Não me parece que te conheça...
O mais novo ergue uma sobrancelha, devido ao esforço que o mesmo estava a fazer para tentar se lembrar do rapaz de cabelos laranjas à sua frente.
Mas de repente, Jisung olhou para o rapaz.
- C-Chenle?
Chenle esboçou um sorriso.
Jisung quase que saltou para cima do mais velho, de tanta felicidade que o mesmo tinha guardado dentro de si.
- Eu ainda nem acredito..
- No quê Lele ?
- Tu és realmente fofo, olha para ti! - Disse Chenle, apertando as bochechas do mais novo, sorrindo ao mesmo tempo.
Jisung não gosta que ninguém lhe aperte as bochechas, nem mesmo a sua avó, mas depois de ver o sorriso que Chenle possuía, Jisung decidiu abrir uma excepção para o mais velho.
Chenle, já com o perfume do mais novo nas suas roupas, decide abraçado uma vez mais.
Jisung, obviamente não se importa, é retribui o abraço. Não soltando o mais velho, durante um bom bocado.
- Então... Algo a dizer? - Perguntou Chenle, ainda com os braços em volta do peitoral de Jisung.
- Hum... Não.
- Não?
Jisung soltou um riso depois de ver a expressão confusa de Chenle.
Já Chenle, apaixonou-se ainda mais por Jisung, devido ao seu sorriso.
- Eu amo-te Lele.
Chenle sorriu de volta.
- Também te amo Sung.
=:..- Carregando -..:=
=:..- The end of the game -..:=
=:..- Obrigada por jogar -..:=
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