bônus

Me remexi na cadeira pela quarta vez desde que a aula tinha começado.

A semana passou mais rápido que o de costume com a chegada das provas e eu passava boa parte do meu tempo guardando pilhas de livros e explicando o porquê não posso fechar a biblioteca mais tarde. Incrível como procrastinar nos dias de hoje virou algo normal.

Meu cabelo anda ressecado e mal tenho tempo para cobrir minhas olheiras. De algum jeito o boato de que eu beijei Hyunjin se espalhou, mas com o seu sumiço, descobrir o que o desgraçado anda fazendo é mais interessante.

Algumas especulações circulam pelos corredores, e a principal delas é que ele foi para o exterior por uma grande marca. Eu duvido muito, me divirto com aqueles que dizem que ele foi preso por tráfico de órgãos – o que eu não duvidaria se fosse verdade. Mas a realidade é que não penso muito no que aconteceu aquele dia, mesmo que fique um pouco curioso. Hyunjin nunca superou as expectativas mesmo.

O chiclete de canela que mascava já estava sem sabor quando o professor deixou seu giz de lado e o barulho de cadernos sendo fechados demonstrarem que a aula finalmente tinha chegado ao fim. Eu teria vinte minutos para guardar minhas coisas e me deslocar para a próxima aula, com sorte conseguiria comer um snack no caminho. Mas, para a minha surpresa, as próximas duas aulas foram canceladas e o motivo era ainda pior do que resolver alguns cálculos de química: uma palestra sobre vício em drogas.

Estudando em uma escola com uma estrutura tão grande como a minha, a direção deveria ao menos se preocupar se as câmeras estão realmente funcionando e a índole de seus alunos. Quer dizer, seria cômico se eu te dissesse que a boa parte dos alunos desse maldito colégio fumam. E não que eu esteja julgando, eu mesmo costumo bolar um no fim do dia quando estou exausto. Qual é, ninguém é 100% puro.

Todos os alunos – se não boa parte deles, estavam reunidos no auditório com um folheto contra drogas em suas mãos. — O que, tem medo de ser pego?

— Cala a boca. — Changbin disse. — Sei o que faço.

Ri, me recostando no assento. Seo vinha de uma família multimilionária, e seu único defeito era ser gostoso e traficar drogas dentro do colégio. Até hoje não sei como ele consegue trazer sem ser pego por um dos inspetores, e espero que ninguém saiba também. O cara tira uma grana preta com isso, e olha que ele nem precisa.

— Sabe, — cheguei próximo ao seu rosto. — acho que vou comprar um pouco hoje.

Ele sorriu. — Nos falamos mais tarde.

Os minutos se passaram e eu não poderia odiar mais a voz daquela mulher de cabelos cacheados e olhos castanhos. Gostaria de poder cortar sua língua apenas para não ouvi-la dizer "substâncias ilícitas” mais uma vez. Também deixei o pensamento intrusivo de puxar um baseado do bolso na frente de todos apenas na imaginação. Me levantei de meu lugar suspirando, alegando na saída que precisava tomar um ar. Sentia meu corpo cansado e apenas os lábios de Changbin poderiam me animar em uma situação tão desastrosa como essa, mas desde que ele começou a pegar um de seus compradores, não consigo nem um mísero talvez.

Os corredores estavam vazios e nem mesmo meus sapatos foram capazes de romper o silêncio que habitava naquelas paredes. Eu poderia muito bem andar um pouco mais e entrar em um dos banheiros masculinos, mas a vontade de me deitar nos lençois da minha cama foi maior. Até que pude escutar uma voz que arrepiou minha alma:

— Sentiu saudades?

— Porra! Você tem fetiche em me assustar em corredores? — articulou enquanto se virava. A figura de Hyunjin encostado em uma das janelas com aquele sorriso maldito em seus lábios não me surpreendeu, apesar da sua ausência nas últimas semanas.

— Também senti sua falta. — Ele proferiu. Desviei o olhar, colocando uma de minhas mãos no bolso traseiro de minha calça, tirando um cigarro da caixinha branca.

O acendi com o isqueiro que carregava junto comigo e não hesitei ao começar a me afastar do garoto. Existiam muitas coisas que me irritavam, e uma delas era a presença repentina do Hwang em minha vida.

— Não finja que nada aconteceu, Lee. — Soltei a fumaça entre meus lábios, parando no lugar em que eu estava, sem me virar.

Hyunjin não foi embora logo após nosso beijo. Eu poderia ter ido embora, mas algo maior do que meus pensamentos tomou conta do meu corpo e tudo o que eu queria era sentir sua pele próxima da minha. Não posso afirmar que aquela foi a primeira vez, porque claramente não foi.

• • •

— Eles vão nos ver! — Hyunjin disse. Minha mão esquerda foi rápida o suficiente para cobrir seus lábios enquanto Sra.Jackson passava pelos corredores com um dos monitores mais velhos, atenta a qualquer aluno que estivesse fora do horário de recolher.

— Cale a boca, imbecil. — Sussurrei. Nossos corpos estavam dividindo um espaço pequeno demais para duas pessoas, e qualquer movimento poderíamos derrubar algum objeto das prateleiras. Eu podia sentir sua respiração acelerada contra a palma de minha mão, assim como o seu olhar penetrando a minha alma. A nossa sorte era que aquela maldita porta era suja, e quem estivesse do lado de fora jamais poderia nos ver.

Pude soltar o ar que nem sabia que prendia apenas quando o barulho incessante dos saltos de Sra.Jackson no chão sumiram. Hyunjin retirou minha mão de seu rosto e me agarrou mais rápido do que eu poderia raciocinar, juntando nossos lábios desesperadamente. Envolvi meus braços em torno de sua cintura e ignorei o barulho que as duas vassouras fizeram quando entraram em contato com o chão.

As mãos de Hyunjin tateavam cegamente meu corpo em busca de pele enquanto eu tinha minhas costas contra a porta de madeira. Seus lábios tinham gosto de melancia artificial e eu nunca achei gostar tanto de algo falso.

• • •

— Eu nunca fingi, Hyunjin,  — Me virei em sua direção. — assim como nunca fugi.

— Nós tínhamos quinze anos, Yongbok.

— E no mês passado? Vai me dizer que surgiu outra proposta maluca de sair para o exterior? Hyunjin, eu estou cansado. — Me aproximei do mais velho, soltando o baseado no chão e o apagando com o couro do meu coturno.

— Eu estou aqui agora, Felix. — Ele se aproximou.  — E eu não vou fugir.

O seu perfume foi suficiente para nublar completamente minha mente, sendo o perfeito combo para a minha perdição em conjunto com suas mãos enlaçando minha cintura. Eu não faço ideia de quando começamos a nos mover, ou quando meu moletom deslizou tão facilmente de meu corpo, eu apenas pude observar a porta do que parecia ser seu quarto sendo chutada e a porra de seus lábios se arrastando pela minha pele. Seus lábios tinham gosto de café, e foi assim que eu descobri que nicotina e cafeína são a porra da combinação perfeita.

Eu daria graças ao Changbin por me dar algo mais pesado dessa vez, porque eu tinha certeza que estava alucinando. Pelo menos eu tinha a sensação de estar chapado demais para distinguir o que era realidade até que fosse jogado contra os lençois brancos da cama de Hyunjin, tendo o peso de seu corpo sobre o meu e especialmente como o colarinho que o mais alto usava em seu pescoço batendo contra a pele nua de meu torso.

Meus dedos se embrenharam dentro da camisa social que Hwang usava, a puxando para cima. Nossos lábios se descolaram e eu pude tocar a pele exposta de seus ombros, descendo até a cintura modelada que o garoto possuía. Eu poderia dizer que não o suportava, mas jamais poderia dizer que ele não era gostoso.

Nossos lábios se chocaram novamente e me vi preso abaixo de Hyunjin quando seus braços apoiaram firmemente ao redor se minha cabeça dos lençois. Seu quadril pressionava meu membro, até então desacordado, tortuosamente; Hyunjin se levantou, com os lábios avermelhados e a respiração fraca, encarando a confusão em que eu me encontrava agora. Ele foi rápido ao tirar os coturnos pesados de meus pés, partindo para o cinto preto que o impedia de finalmente me despir.

— Mais rápido, porra.

Proferi ansioso. O sorriso maldito que se formou em seus lábios me fez revirar os olhos, sabendo que Hyunjin iria me provocar até o limite.

— Essa pressa toda é para me sentir, lixie? — A voz impiedosa de Hyunjin soou em meu ouvido, clara e provocativa. Ergui meu quadril para cima, em busca de sentir seu corpo contra o meu, mas tudo que recebi foi uma risada como resposta.

Mordi meus lábios quando vi Hyunjin se abaixar, empurrando o cós do único tecido que ainda restava em meu corpo. Suspirei fundo ao sentir meu membro finalmente liberto, ondulando meu tronco em busca de prazer. Hyunjin se aproximou, envolvendo seus lábios em meu comprimento enquanto observava minha feição.

Um gemido rouco soou pelos meus lábios, tendo a perfeita visão de Hyunjin deixando minha glande ainda mais molhada. Uma vez que seus lábios finalmente estavam em minha glande, arquei minhas costas quando ergui meu quadril, empurrando todo meu comprimento na cavidade de Hyunjin, que rapidamente se recuperou do leve engasgo.

Com as mãos, o mais velho separou minhas coxas e deixou que a saliva de sua boca escorresse pela minha glande. Seus lábios brilhavam e lá estava aquele maldito sorriso que me deixava louco novamente. Beijos molhados e estalados foram deixados em minhas coxas, descendo por minha virilha e novamente encontrando meu membro. Minha pele se arrepiou diante seu toque, e tudo que eu sabia fazer era me contorcer de prazer enquanto chamava por seu nome.

Senti meu próprio gosto quando Hyunjin juntou nossos lábios novamente, e a fricção de meu pau com seu abdômen o arrancou um gemido de sua garganta contra meus lábios. Trocamos de posição, e comigo em cima eu finalmente poderia tirar aquela maldita calça de Hyunjin.

O volume era visível e não contive a vontade de apertar a região. Deus, se eu pudesse registrar um momento em minha cabeça para sempre seria essa: Hyunjin totalmente entregue para mim, lambendo seus lábios enquanto eu retirava a boxer preta que ele usava.

O membro de Hyunjin pulou para fora, totalmente acordado e com pré-gozo sendo expelido por sua glande. Não pensei duas vezes antes de envolver a base com uma de minhas mãos e deixar um selo singelo em sua glande antes de o abrigar em minha boca, tentando ir o mais fundo que podia. Meus olhos marejaram e meus fios foram segurados por Hyunjin, para que eu pudesse ver melhor.

— Porra!

Sua voz suave e arrastada de sempre sussurrou, apertando os fios de meu cabelo que segurava. Brinquei com minha língua em sua glande, tendo como resposta palavrões desconexos. Continuei o estimulando com uma de minhas mãos, olhando em volta a procura de algo.

— No bolso de minha calça, docinho. — ele sorriu ofegante.

— maldito. — soltei uma risada fraca, me levantando rapidamente para pegar o pequeno pacote roxo. Rasguei a embalagem e não demorei a encaixar a camisinha em seu pau. Hyunjin se sentou com suas pernas abertas, me chamando para seu colo com seus dedos.

Ele levou dois de seus dedos até seus lábios, os envolvendo de uma forma obscena enquanto olhava em meus olhos. Subi em suas coxas firmes, arranhando levemente seu abdômen com minhas unhas curtas.

Hyunjin levou seus dedos até minha entrada, me fazendo arfar com o toque inesperado. Ele rodeou algumas vezes até ter certeza que eu estava pronto, ameaçando introduzir um dedo apenas para me ver indo a loucura.

— Hyunjin… porra.

Hwang se aproximou de meu pescoço, fazendo um rastro imaginário de beijos gostosos por minha pele enquanto encaixava seu pau em minha entrada. Não tive tempo para reagir quando ele entrou em mim, tendo meu quadril descendo lentamente em direção a base. Pude sentir o sorriso que se formou em seus lábios em minha pele assim como ele sentiu minha respiração falhar algumas vezes.

Eu já havia transado outras vezes, mas com Hyunjin, parecia a primeira vez. Senti meu interior tentando expulsá-lo, seu pau latejando contra as minhas paredes e a mordida leve que ele deixou em meu pescoço, foram o combo perfeito para acabar com minha sanidade mental; Fiquei imóvel quando o abriguei por completo, ondulando meu quadril enquanto me acostumava com seu tamanho.

Minhas paredes se contraíram e pude ouvir Hwang gemendo enquanto tombava sua cabeça para trás, com suas mãos apoiadas em minha cintura. Lentamente comecei a subir e descer, tentando ao máximo não me derreter em seus braços.

Não demorou muito até que trocássemos de posições novamente, agora eu estava com meu rosto afundado em um dos travesseiros enquanto era surrado por Hyunjin, que não tinha pena nenhuma ao bater em minhas nádegas enquanto ia cada vez mais fundo. Mesmo tendo meus gemidos abafados, eu não conseguia fazer mais nada além de gemer desesperadamente, completamente entregue a Hyunjin.

Hwang teve que segurar meu quadril quando acertou minha próstata, minhas pernas tremiam e eu já não conseguia mais me manter firme. Uma de suas mãos foi até meu pescoço, apertando forte a região enquanto passava a estocar cada vez mais bruto, focando mais em ir mais uma vez naquele pontinho de prazer do que estocar mais rápido. Eu mordia meus lábios incansavelmente, e o barulho de nossas peles se chocando era obsceno demais para meus ouvidos.

Fodasse se os quartos ao lado vão escutar, agora todos sabem que Hyunjin voltou, e que ele fode bem pra caralho.

Ele aplicou mais pressão em meu pescoço e eu pude sentir minha barriga formigando. Meu membro pingava sobre os lençois, sendo acariciado pelo tecido fino no qual ele tinha contato. Gritei algumas vezes quando Hyunjin estapeou uma de minhas nádegas, e eu pude sentir meu corpo ardendo por completo.

— Hyunjin, eu vou.. porra!

Minhas paredes se contraíram em volta de Hyunjin novamente. — Você é uma putinha muito egoísta, uhm? Engolindo meu pau desse jeito..

Fechei meus olhos fortemente quando senti Hyunjin sussurrando próximo de minha orelha, mexendo meus quadris em busca de mais fricção. Hwang sabia o que fazia.

— Vamos, eu estou quase lá. — Hyunjin aumentou a velocidade de suas estocadas. Agarrei os lençois com minhas mãos, sentindo meu interior explodir quando finalmente liberei meu esperma.

Jatos e mais jatos do líquido esbranquiçado porém expelidos de meu pau, e Hyunjin apenas parou com suas estocadas quando eu senti meu interior ser preenchido com sua porra. Hwang retirou seu membro completamente de meu cuzinho, vendo o líquido escorrer para fora.

Ele entrou lentamente mais uma vez, me fazendo gemer manhoso por estar sensível ao orgasmo recente, e permaneceu estocando lentamente prolongando seu prazer. Seus lábios vieram em encontro com os meus em um beijo molhado e lento, me fazendo arrepiar. Eu poderia me deitar e dormir nesse momento, mas as estocadas estavam se tornando mais fundas e eu me senti acordado novamente.

Essa seria uma longa noite.

———

Oiee! Como estão?
Vocês pediram, e aqui está o bônus tão aguardado, kkkk. Confesso que não gostei muito, porque sei que posso escrever melhor, mas mesmo assim decidi publicar, já que não posto nada há um bom tempo.
Espero que tenham gostado, beijocas do tio prongs.






















Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top