[18] doces, aquilo e universo
🌙 boa leitura
Não se esqueça do votinho 🍒
#beatsandcherry
p.s. esse capítulo contém narração de sexo explicito!
Uma semana para formatura e cá estou eu escolhendo o vestido para a tão esperada cerimônia e ao meu lado está minha fiel companheira, Moon.
Ela também está escolhendo o seu, mas dessa vez quem estava em uma quebra frenética de cabeça era ela, entre o vestido longo na cor anil ou o vestido que ia até em cima dos joelhos, justo e de mangas longas na cor lilás.
— Os professores precisam de um par também? — questionei, vendo ela assentir — E com quem você vai?
— Min Yoongi — saiu quase em um sussurro, coçando a cabeça timidamente.
— Mas ele é seu aluno...
— Ah, para de preconceito, eu sou apenas 3 anos mais velha... — curvei a sobrancelha — Ele chamou, não fui eu quem dei bola.
— Isso não vai dar problema?
— Não, dei aula para ele por dois meses e esses últimos tempos que trabalhamos na música dele juntos e outra, somos amigos apenas.
— Ah, e esse suor escorrendo aí na sua testa é só calor mesmo, né? — mostrou a língua, voltando a atenção aos vestidos.
— O que acha desse? — perguntei, olhando o vestido por cima. Era um vestido longo, o material lembrava a cetim, as alças eram finas, no entanto do lado de dentro havia um tecido brilhoso e fino que cobria os braços, ele era justo e na cor vinho.
— Uau, vai ficar linda! — segurei o vestido com delicadeza — Ele tem uma fenda, você viu? — olhei, analisando a abertura ao lado.
— Vou usar a roupa da cerimônia maior parte do tempo, não tem problema mostrar um pedacinho da perna — afirmei, ainda com os olhos fixos na abertura — Vou experimentar.
Ela concordou, enquanto eu andava pelo corredor até o cubículo com uma cortina, na frente um espelho comprido e alguns cabideiros na parede da esquerda.
Já vestida, eu olhava para meu reflexo com atenção, estava bonita, roupas como aquela deixavam meu corpo bem definido e por um lado eu gostava, parecia que eu havia saído de uma série cheia de cassinos, whisky e um mafioso que colocaria fogo em uma festa assim que recuperasse o dinheiro roubado... E eu, era a esposa do mafioso!
Mas por outro, me sentia exposta?!... A abertura era média, ia até metade das minhas coxas, mas eu estava bonita e digamos... Sedutora. Por isso eu levaria, seria aquele... Arriscar em coisas diferentes era algo que eu fazia algumas vezes, simplesmente porque gostava de novidades, gostava de surpreender a mim mesma com coisas novas.
— Que gata! — enfiou a cabeça no provador, olhando para mim dos pés a cabeça — Vai levar? — balancei a cabeça em afirmação, desabotoando o único botão antes dela sair e eu retirar a peça.
Caminhei até o lado de fora, avistando Moon com um vestido preto nas mãos, sorridente e satisfeita.
— Só verá no dia! — afirmou, colocando o tecido com cuidado no caixa para que ele fosse coberto pelo plástico protetor.
— Malvada! — ela riu, pegando o dinheiro contado de minhas mãos para pagar junto com o seu.
Deixamos a loja e caminhamos pela calçada, de maneira lenta enquanto trocávamos conversas bobas. Hyuran gostava de falar dos seus alunos, inclusive dava apelidos a todos eles, como uma que ela dizia chamá-la de "cenourinha" por conta do cabelo laranja, mas que era bem gentil e um pouquinho maluquinha, sua melhor aluna.
— Que horas estará lá? — perguntei.
— Às 16h já tenho que prestar minha presença — fiz uma careta, lembrando que eu precisava estar apenas às 18h30.
— E o Min vai te acompanhar? — balançou a cabeça timidamente — Por que falar dele te deixa toda bobinha? — proferi, cutucando sua bochecha gordinha com o polegar, rindo de sua careta.
— Xiu, não crie coisas onde não há — rebateu — Ele só não é tão chato quanto pensei.
— Sério? — gargalhei — Há algumas semanas você não queria nem vê-lo pintado de ouro — ela deu de ombros.
— Ele só vai me acompanhar!
— Jung Kook disse que ele é gentil e carinhoso, mesmo com aquela carinha ranzinza — olhou para mim — Você sabe que eles são amigos há anos... E pelas poucas vezes que o vi, ele é bem atencioso com as pessoas a sua volta.
— Vou esperar um pouco — sorri, balançando a cabeça desacreditada, mas torcendo por ela — Ei, sem precipitações sua boba — levantei as mãos em redenção, enquanto ela grunhia e andava na frente.
Continuamos o passeio, divagando do assunto para uma tarde boa em sua casa, onde eu deitei de um lado e ela de outro, ambas escrevendo. Ficávamos em silêncio, por mais que pareça monótono, era algo que fazíamos durante nossos longos anos de amizade, antes por chamada e agora pessoalmente, em silêncio, mas vezes ou outra interrompíamos a calada da casa para ler um trecho ou um capítulo escrito por nós.
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— Esse bolo não vai ficar bom! — afirmei, olhando a grande massa no forno, um bolo de chocolate, mas com algumas bolinhas dentro.
— Não estrague minha obra de arte.
— Você juntou duas massas e colocou em uma forma de pudim, Moon! — ela riu, tentando manter a calma.
— Calma, vai dar uma explodida nas bordas, mas eu juro que ficará bom — passei a mão na testa, rindo enquanto deixava meus passos até a pia completamente branca pelo pó, pegando o pano e retirando o excesso para então jogar água naquela bagunça.
— Vai usar o leite ninho ainda?
— Na cobertura! — limpei a tampa colocando sobre o espaço limpo.
Moon e eu esperamos que ele terminasse de assar e como esperado, ele vazou bastante nas bordas, mas minha amiga foi criativa em pegar os pedaços e fazer corações para por em cima do bolo e jogar leite em pó.
No final, sentamos no chão em frente uma pequena mesinha de vidro enquanto assistíamos uma novela qualquer na TV, ficamos naquela até o sol começar a desaparecer, para então resolvermos nos despedir.
— Se fosse com o Jung Kook você passaria a noite — provocou.
— Se fosse com ele eu teria roupas para dormir — fez uma careta — Estou brincando sua boba, amanhã tem conselho com os formandos de manhã, preciso estar lá às 07h.
— Ainda não acredito, poderia usar minhas roupas.
— Quer que eu use essas roupas para ir lá amanhã? — revirou os olhos — Eu durmo aqui direto, hoje eu não posso, preciso me preparar para amanhã — balançou a cabeça vencida — Por que ao invés disso, você não dorme lá?
— E correr o risco de Park Jimin cortar minha franja de novo? — balançou a cabeça repetidas vezes.
— Ah, qual é? Sabe que não foi por querer.
— Precisei usar boné e touca por 6 meses! — gargalhei, já a caminho da porta.
— Falando em Jimin, sabia que ele está namorando?
— Quem é a louca? — gargalhamos.
— Eu não lembro qual o nome dela — cocei a cabeça, ouvindo meu telefone apitar com a mensagem de Jimin pedindo que eu fosse rápido porque precisava ir ao trabalho.
— De toda forma, ela é louca! — neguei, dando um soquinho em seu braço, quando passei pela porta de entrada de sua casa, avistando o carro vermelho do Park estacionado.
— Tchau, Moon — abracei a garota, antes de deixá-la e entrar no carro, colocando o vestido com cuidado no banco de trás.
— E aí, pestinha? Conseguiu? — perguntou sorrindo, após deixar um tchauzinho para a menina.
— Consegui! — afirmei, quanto ao vestido. Jimin não demorou muito em girar as chaves e dar partida.
— Vou ficar no trabalho, pode levar o carro — disse quando passava por uma rotatória, próxima ao restaurante no qual trabalhava.
— Me liga, eu te busco.
— Qualquer coisa eu pego uma carona! — piscou, após tirar o cinto de segurança e descer — Ou pego um táxi, eu saio tarde não precisa ficar preocupada.
— Fique com o carro, vou na conveniência posso pedir um lá — debati, descendo do automóvel — Vou deixar meu vestido aqui dentro, cuidado.
— Aurora!
— Jimin! — cerrei os olhos — Quem precisa mais de um carro nessa situação? — riu, desacreditado — Estou na maior paz enquanto você precisa se matar de trabalhar — joguei as chaves para ele, analisando sua cabeça balançar em concordância.
Despedi do rapaz antes de seguir trajeto até a conveniência no intuito de comprar macarrão instantâneo, o que acabei comendo lá mesmo, analisando as ruas ficarem escuras através do vidro que dividia o lado de dentro da conveniência e o de fora.
Naquele momento o único som a ser ouvido eram dos poucos carros passando lá fora, o som dos dedos da atendente contra a calculadora e o barulho do assoprar dos meus lábios contra os palitinhos com macarrão, e permaneceria por bastante tempo se meu celular não começasse a apitar pelos barulhos da mensagem.
Deslizei a ponta do dedo contra a tela, lamentando pelo telefone não reconhecer a digital e muito menos meu rosto vermelho por causa da pimenta, sendo forçada a digitar o pin de acesso para visualizar a mensagem.
| Jungguk 💕
- Aurora, você está em casa?
| Eu
- Oii, não estou!
| Jungguk 💕
- Onde está??
| Eu
- Na conveniência, perto do trabalho do Jimin!
| Jungguk 💕
- Aquela de mesinhas azuis?
|Eu
- Essa mesmo!
| Jungguk 💕
- Me espere então, irei te buscar.
| Eu
- Uh? Por que?
- Não está ainda no trabalho?
| Jungguk 💕
- Sou o diretor, esqueceu?😎
- De qualquer maneira, estou livre desde às 15h, mas acabei trabalhando na organização das cenas por um pouco mais de tempo.
- E quanto ao ir...
- Quero te ver!
| Eu
- Oh, certo!!
- Estarei te esperando então...😶😊
| Jungguk 💕
- Okay, estou a caminho!
- Até breve, Aurora!
Ele não visualizou minha última resposta, o que imaginei que ele estivesse dirigindo. Tentei terminar o macarrão depressa para poder ir até o banheiro e olhar ao menos meu cabelo, e de tal maneira odiei como minha pele estava oleosa e meu cabelo cheio de fios arrepiados, sem contar nas minhas roupas sem graça.
Tentei mudar um pouco ao passar um brilho nos lábios e soltar meus cabelos para amarrar eles novamente em um rabo de cavalo, porém não havia tanta diferença.
Voltei ao mesmo lugar que estava, pegando o lixo do lamén e jogando na lixeira apropriada, em seguida caminhando até o caixa para pagar o que devia e entre esse momento, o farol do carro de Jeon iluminou o lugar ao estacionar ali.
— Obrigada! — curvei-me, pegando o troco e passando pela porta de vidro, mas Jung Kook acabou descendo, afirmando que compraria algo na conveniência — O que vai querer? — passou pelos corredores, sessão de doces.
— Amanhã é aniversário do senhor Kang, e ele disse que podíamos comprar doces que ele iria adorar! — pegou vários, enfiando na pequena cestinha.
— Entendi... Quer que eu pegue algo? — olhou para mim, com um sorriso fino.
— Quero! — afirmou, mordendo o lábio inferior enquanto eu ainda olhava seu rosto — Minha mão! — olhou para baixo, mostrando sua palma estendida para mim e da minha parte, a única coisa que fiz foi sorrir, envergonhada demais para olhar seu rosto.
— Você é tão... — virou para mim, esperando uma resposta — Tão terrivelmente fofo! — corou, mas ainda balançou a mão e timidamente entrelacei nossos dedos.
— Irei considerar como um elogio! — sorriu, voltando a atenção para os doces — Quais você gosta? Não sou muito de doces, então não sei quais são realmente bons.
— Vou pegar, depois você escolhe os que quiser levar — concordou, enquanto eu selecionava alguns.
Jung Kook levou a maioria, tirando alguns dos que ele havia pego por julgá-los não serem bons, no final pegando uma caixinha de presente e um cartão. Saímos em silêncio até estarmos no carro, passei o cinto pelo corpo antes dele começar a dirigir até em casa, sendo atencioso em descer e acompanhar-me até meu apartamento.
— Você vai entrar? — perguntei, olhando seu rosto tênue.
— Quer que eu entre?
— Você quer entrar? — rimos do nosso pequeno debate.
— Se eu entrar irei te atrapalhar? — neguei, de maneira suave, mas tímida assim como ele.
— Quais seus planos para essa noite? — perguntou, quando entramos no apartamento escuro e silencioso.
— Não sei, iria dormir mais cedo, mas você está aqui e dormir não é algo que eu queira fazer! — ele me olhou, contendo um sorriso e só então martelei a mim mesma sobre o que eu havia dito — Se importa se eu tomar um banho? — negou e rapidamente deixei meus passos até meu quarto, fechando a porta atrás de mim, respirando fundo antes de começar a retirar minhas roupas.
Jung Kook e eu já havíamos ficado juntos tantas vezes, mas por que eu sempre ficava nervosa. Era inevitável, Jeon tinha poder sobre mim e nem adiantava eu tentar esconder.
Deixei a água correr por meu corpo por alguns minutos, livrando o sentimento de estar sobrecarregada pelo longo dia, porém bom nas costas. Fora do pequeno banheiro, eu vesti uma calça moletom cinza e uma blusa justinha de mangas na cor preta e aos pés pantufas.
De volta a sala, Jung Kook já havia tirado o sapato e nos pés as pantufas de Jimin fazia parte do estilo, roupas pretas e um par de ovelhas em seus pés, engraçado eu diria.
— Demorei? — falei pondo as mãos na frente do corpo analisando seu rosto balançar de forma negativa.
— Estava olhando suas fotos! — apontou para os retratos na parede — Seu cabelo era cacheado quando pequena.
— Minha mãe passava horas fazendo cada cachinho — sorri — Ela me colocava sentada na mesa e fazia um por um.
— Fofa! — olhou-me — Suas bochechas continuam fofas — apertou uma delas — E você ficou ainda mais bonita — abaixei o olhar, sorrindo de nervoso.
— Obrigada! — segui até até cozinha, evitando olhar seu rosto — Está com fome?
— Fome não, sede! — afirmou, e eu puxei um copo do armário e o enchi com água, voltando até sua frente para entregar — O que faremos? — questionou e eu dei de ombros.
— Sinta-se a vontade.
— Você quer escrever?
— Não, hoje não... — coloquei o copo sobre a bancada assim que ele o esvaziou.
— Vamos para o seu quarto? — perguntou repentinamente assustando a mim e ficando com as bochechas quentes — Eu queria assistir algo, mas quero usar aquele sofázinho confortável debaixo da janela — balancei a cabeça, andando a sua frente na tentativa de que ele não visse o desespero estampado em meu rosto.
— Fique a vontade! — sentei no fofo e pequeno sofá, esperando ele sentar ao meu lado — O que você queria ver? — puxei o notebook para meu colo e senti meu coração acelerar quando ele deixou a cabeça cair sobre meu ombro.
— "Enquanto estivermos juntos" — afirmou, movendo o dedo pelo touchpad do notebook, até selecionar o filme, mas antes de dar o play levantou olhando para mim — Porque está tão nervosa?
— Nem eu mesma sei! — disse sem olhá-lo.
— Quer que eu volte outra hora?— ajeitou a postura parecendo preocupado se estava atrapalhando ou não.
— Não, não! — toquei seu braço, mas ele suspendeu o toque para segurar minha mão e com sua destra erguer meu rosto, olhando no fundo dos meus olhos antes de sorrir e aproximar seu rosto do meu para beijar minha bochecha.
— Já fizemos mais que isso, lembra? — corei com sua voz saindo baixa ao lado de meu rosto — Se estiver comigo, vai estar segura porque eu irei respeitar cada decisão sua.
— A forma como você me trata, me faz parecer que tenho 18 anos!
— Mas sua forma de agir, falar e tocar mostra que você é uma mulher de 25 anos.
— Eu tenho 24!
— Por isso mesmo! — levantou o toque para minha bochecha, voltando com seu rosto para a frente do meu para tocar seus lábios nos meus, afastando rapidamente.
— Achei que iriamos assistir o filme! — ri contra seu rosto.
— Ele pode esperar, não pode? — confirmei contra seu rosto. Jung Kook pegou o computador das minhas mãos o fechando e colocando sobre a mesa antes de voltar até o puff.
Jeon sentou-se no objeto macio, virado para mim antes de tocar minha cintura com uma das mãos e a outra meu rosto puxando-o com gentileza até grudar nossos lábios um no outro com calma nos primeiros segundos, mas aprofundar nos próximos, com voracidade e desejo. Meus dedos puxaram as laterais de sua camisa o que fez com que aprofundássemos o contato entre nós, assim como quando sua outra mão desceu e agora seus dedos apertavam os dois lados de minha cintura.
Ele continuou beijando meus lábios, mas sequer consegui racionar no momento em que ele puxou minha cintura e pôs-me sobre seu colo, com as pernas apoiadas de cada lado e minhas mãos em seu pescoço. Eu sentia o calor surgindo aos poucos entre nossos corpos, conforme nos beijávamos todas as sensações aumentavam, ainda mais naquele momento, onde seus dedos entraram por baixo de minha blusa, apertando minha pele e esquentando-me ainda mais. Seus lábios se arrastaram por meu pescoço, selando e chupando algumas regiões e vez ou outra mordendo minha pele.
— Faremos aquilo de novo? — perguntou, e eu não consegui respondê-lo porque naquele momento ele suspendeu o quadril para que não caíssemos do assento, mas o que gerou uma fricção entre nossas intimidades — Basta dizer para que eu continue — sussurrou, colando os lábios no meu pescoço mais uma vez fazendo-me fechar os olhos e suspirar contra sua pele.
— Continua... — suas mãos desceram de minha cintura e passaram por minhas pernas, apertando a parte inferior coberta pela calça, enquanto as minhas agora passavam por seu peito, coberto pela blusa até enfiá-las por debaixo do tecido.
Afastei os toques apenas quando ele suspendeu minha parte de cima, jogando-a para longe de meu corpo, tocando os lábios sobre o vão dos meus seios, com beijos suaves e calmos.
— Vou te levantar! — disse entre minha pele, me pegando de surpresa mesmo que tivesse avisado e seguindo até a cama, deitando minhas costas no colchão de solteiro coberto por cobertas grossas. Suas mãos deixaram minhas pernas, subindo por elas até meu quadril.
Puxei sua blusa para cima, e em seguida ele pôs seu corpo sobre o meu e pela luz estar acessa, dessa vez conseguia observar cada pedacinho e um sorriso fino escapou quando seus dedos tocaram a barra de minha calça, puxando-a para baixo e em seguida retirando a sua.
— Que horas seu irmão chega? — sussurrou em meu ouvido.
— 23h! — mordeu minha orelha, causando um arrepio em meu corpo.
— Temos muito tempo ainda! — sorriu, deslizando uma das mãos por minha barriga, contornando a região da virilha com a ponta dos dedos, seus olhos pairaram sobre os meus e como incentivo que ele continuasse toquei a barra da boxer e sorri para ele, sentindo seus próximos gestos.
Ele desceu minha peça inferior e em seguida desabotoou meu sutiã, olhando meu corpo com ternura e desejo, e pela timidez que vez ou outra surgia, eu desviei o olhar, mas o fechei quando seus lábios tocaram a pele de meu pescoço, enquanto sua outra mão era enfiada pelos fios do meu cabelo, mas não demorando muito ali, tempo suficiente para deslocar com os lábios pela minha pele causando sensações profundas no meu corpo.
Apartei os lençóis quando suas mãos tocaram minhas pernas e um beijo fora deixado nas partes internas de minha coxa. Imaginei que ele continuaria, mas na verdade ele levantou e seguiu até a porta, fechando-a e em seguida apagando as luzes.
— Aqueles leds funcionam? — custei ver, graças ao escuro do quarto, mas entendi o que ele quis dizer assim que ele pegou algo na escrivaninha e as luzes coloridas começaram a piscar.
— Você gosta de luzes, não é? — perguntei, analisando seu corpo iluminado pela luz roxa.
— Elas incrementam o momento! — sorriu ladino, largando o controle sobre a mesa e voltando até estar com o corpo em cima do meu.
— Fico menos tímida quando não há tantas — puxei seu pescoço para colar nossos lábios, mas ao invés de me beijar ele virou o rosto, rindo safado, segurando minhas mãos e colocando as para cima.
— Já fizeram um oral em você? — lembrei das poucas coisas que Wooyoung e eu havíamos feitos, essa que eu havia feito questão de beber para tentar ser mais corajosa, mas quando ele ameaçou penetrar um único dedo eu desisti.
— Só começaram... — Sussurrei, provavelmente de bochechas vermelhas.
— Então, dessa vez farei questão de começar e terminar — safado.
Suspirei nervosa, mas o beijo molhado em minha virilha fez com que eu fechasse os olhos e no momento seguinte apertasse os lençóis graças ao toque de seus lábios contra minha intimidade. Ele começou devagar, no início vez ou outra ele penetrava a língua e estimulava o clitóris, mas o que mais me extasiou foi quando ele enfiou um dos dedos, estocando vez ou outra e agora ele não usava mais sua boca e sim estocava e estimulava o clitóris com o polegar, enfiando mais um dedo e agora tendo movimentos planejados em meu íntimo.
Era impossível olhá-lo, pela vergonha talvez, mas também pela sensação maravilhosa que surgia a cada movimento de seus dedos. O apertar do lençol, o curvar da coluna, o som do arfar saindo pelos meus lábios e vez ou outra a vontade de mover as pernas, mas que era impedida por seu corpo estar entre elas... Eu imaginei que quando ele afastasse os dedos meu corpo acalmaria, mas diferente do que imaginei, ele tocou dois dedos e moveu eles rapidamente em meu íntimo, enquanto seus olhos agora infiltravam pelos meus...
Prazer era o que eu sentia a cada momento e ele só crescia mais e mais. Apesar de toda aquela atmosfera, se você olhar nos olhos de Jung Kook verá as mais belas orbes negras, iluminadas pelas leds roxas e o pouco de suor em sua testa e vê-lo ali, tão suave, mas ao mesmo tempo tão quente fazia meu corpo tremer e minhas pernas eram as principais e eu sentia que o primeiro orgasmo estava vindo quando meus pés apertaram o tecido, meus arfares ficaram mais pesados e profundos, assim como inclinei o pescoço inúmeras vezes até sentir os espasmos começarem, sentindo seus lábios mais uma vez no meu íntimo, aumentando meus gemidos, até um último sair, de forma sôfrega, perdendo as forças com o meu corpo até a sensação de ter chegado ao êxtase chegar.
— Gostou? — balancei a cabeça, fechando os olhos mais uma vez, recuperando a atmosfera, mas acolhendo o momento seguinte quando ele me beijou e as cores da led mudaram para azul — Ainda não terminamos! — sussurrou, imaginei que ele estivesse esperando minha retribuição, mas mudei de opinião quando seus dedos abriram o preservativo.
— Não qu...
— Por mais que seria ótimo, meu coração ainda está disparado! — tombei a cabeça — Eu tenho vergonha quando... — fez um gesto com as mãos — Sabe? Lábios... — coçou a nuca envergonhado — No meu... — eu segurei o sorriso.
— Certo, eu entendo... Fiquei bem envergonhada também, mas foi maravilhoso — beijei sua nuca, analisando seus movimentos com a camisinha, desviando por automático o olhar quando ele desceu a por toda extensão.
— Quero muito saber como é... — tocou meus lábios com o polegar — Mas sempre fico tenso demais!
— Parece que trocamos de corpo — rimos, mas voltamos para aquele clima sensual rapidamente, graças aos seus beijos.
Suspirei quando ele desceu seu toque pela minha pele e olhou meus lábios, ajoelhando sobre a cama até estar de frente para mim, porém não demorou muito até segurar minhas coxas e colocar meu corpo sobre o seu, com cada perna de um lado.
Sua mão desceu enquanto eu subia um pouco para que pudesse me encaixar perfeitamente em si e precisei fechar os olhos com a sensação quente a cada vez que afundava um pouco mais. Quando ele estava totalmente dentro de mim, suspirei e ele beijou meu pescoço, Jeon arrastou um pouco para trás para encostar as costas na cabeceira e nesse momento segurou minha cintura, enquanto minhas mãos apertaram seus ombros e comecei a movimentar em seu colo, foram estocadas lentas, que vez ou outra ele me guiava para arrastar sobre seu quadril, repetindo aqueles momentos por alguns minutos.
Jung Kook girou nossos corpos e dessa vez ficou por cima, eu estava deitada e ele apoiava o peso nos braços enquanto me estocava. Uma de suas mãos seguraram minha perna direita e a suspendeu para cima, tocando a ponta do pé em suas costas.
Nossos gemidos e arfares saiam como de duas pessoas loucas pelo sentimento. Os lábios de Jeon agora estavam colados no meu pescoço e eu era capaz de sentir o ar saindo de seus lábios a cada vez que me penetrava, fundo e rápido. Era impossível não gemer, o nome do rapaz saia incontáveis vezes de meus lábios e a cada minuto eu sentia meu corpo mais sensível, inclusive em determinado momento quando ele parou, afastando o membro e pincelando enquanto me beijava, mas fui pega de surpresa quando ele penetrou fundo e um gemido alto saiu entre meus lábios, e dos seus um sorriso, tocando minha cintura e continuando a estocar daquela mesma forma, acertando o ponto G inúmeras vezes até que meu corpo começasse a sentir os espasmos do limite.
Afundei as unhas em suas costas, sentindo seu gemidos contra minha pele, os cabelos soados grudados em nossos rostos e o som dos movimentos, dos gemidos, dos suspiros e o cheiro inebriante e viciante do sexo...
Senti seus suspiros aumentaram, seus dedos apertaram o lençol ao lado de meu corpo e ele fechou os olhos sugando a pele do meu pescoço e com os movimentos frenéticos ele chegou ao limite, mas continuou estocando até que eu chegasse ao meu, esse que não demorou segundos, causando o curvar do pescoço para trás e a respiração sôfrega contra seu pescoço.
Jeon colou sua testa na minha, respirando fundo antes de deitar ao meu lado na cama pequena. Fechei os olhos, controlando a respiração enquanto cobria meu corpo com o lençol. Ao meu lado, senti ele sair e deixar o lugar, e de longe vi Jung Kook no banheiro vestindo a boxer e jogando algo no lixo.
— Aurora... — chegou perto de mim, deitando ao meu lado, com a cabeça apoiada sobre a mão.
— Sim? — olhei para ele, seguindo seu olhar que estava fixo em mim.
— Você gostou? — franzi o cenho, analisando o rosto nervoso de Jeon — Só quero que seja bom para você.
— Para você foi bom?
— Foi incrível — sorriu tímido.
— Para mim foi perfeito, então... — corei, mas agradeci pela luz azul não dar a perceber.
— Para mim foi ótimo, Aurora — Beijou minha clavícula — Seu corpo é perfeito para o meu — tocou-me mais uma vez e talvez fosse me beijar, mas afastou repentinamente girando na cama e caindo no chão, quando a porta da sala bateu.
Foi engraçado e desesperador procurar minhas roupas pelo quarto, Jung Kook vestiu a calça depressa tropeçando pelo caminho na procura de sua blusa, assim como eu que tentava ser rápida em vestir tudo, mas o que ao meu ver que não daria tempo, tranquei-me no banheiro.
— Jung Kook? — a voz de Jimin saiu do outro lado, avistando sua presença quando sai.
— Oi, Ji... Chegou mais cedo?
— Hoje eu saio 21h — ele afirmou, sorrindo fino enquanto analisava o quarto — O que vocês estavam fazendo? — analisou Jeon com afinco e no mesmo instante começou a rir — Não me digam, eu já até sei — olhei o rapaz que tinha as bochechas vermelhas e puxava a gola da roupa e só então percebi que ele havia vestido a blusa pelo avesso e com a parte da frente para trás...
Tentei não sorrir, mas era inevitável, Jeon era engraçado demais quando estava nervoso e aquele momento era um deles. Suas bochechas coravam, os olhinhos arregalavam e normalmente ele colocava as mãos na do frente corpo como uma criança.
— Não pense demais — adverti, estendendo a palma para ele.
— Você quem está pensando demais — jogou a jaqueta sobre a cadeira da escrivaninha, passando os dedos nos cabelos e virando para sair do quarto, mas antes parou no batente da porta — Não esqueçam de jogar o lixo na lixeira — sem entender, curvamos a sobrancelha, mas no momento seguinte ele apontou para o chão, indicando o pacotinho que guardava a camisinha ao pé da cama.
— Jimin, sai daqui! — empurrei seus ombros, fechando a porta e colando a testa na madeira completamente envergonhada.
Jung Kook sentou-se na cama de Jimin, olhando para mim quando eu já estava com as costas presas na porta, analisando os pés do rapaz, mas não evitando subir o olhar para seu peitoral quando ele retirou a blusa e a vestiu de maneira certa, corando instintivamente.
— Acho que é melhor eu ir... — soou depois de alguns segundos, mas consegui impedir sua passagem, empurrando seu corpo até que ele estivesse sentado mais uma vez.
— Se sair agora, Jimin não vai te deixar ir — afirmei — E outra, por que estamos com tanta vergonha um do outro agora? — perguntei sincera, tocando seus ombros com cautela o olhando de cima para baixo, eu em pé entre suas pernas.
— É do corpo humano, um sentimento involuntário — sorriu.
— Fomos tão rápidos desde o inicio, não precisamos sentir isso não é? — tocou minha cintura afirmando com a cabeça — Então, está tudo bem! — conclui, analisando seu sorriso, assim como suas mãos desceram para minhas pernas puxando-as para cima.
— Acho que essa é minha posição favorita — afirmou depois que eu estava sobre seu colo, com as mãos em seu pescoço, enquanto as suas estavam embaixo das minhas pernas, me segurando.
— Não é desconfortável — balançou a cabeça negativamente.
— O problema é quando você se mexe... — tombei a cabeça, sem entender — Meu corpo esquenta! — riu sem graça, olhando meu rosto.
— Ai meu Deus — quis rir, mas me preocupei que ele ficasse excitado naquele momento, por isso tentei o deixar, mas ele ignorou, apertando-me contra seu corpo.
— Eu consigo me segurar, Aurora! — beijou minha bochecha — Tenho todo tempo do mundo para sentir você.
— Isso foi uma declaração? — ele sorriu, tocando meu rosto.
— Foi muito ruim, farei uma melhor depois.
— Por que depois? — tirei os cabelos de sua testa.
— Estou escrevendo sobre o que sinto quando está comigo — sorriu — Mas ainda não terminei, quando concluir irei te entregar e você fará o que quiser com os meus sentimentos.
— Então, de todas as formas eu mexo com o seu coração?
— Desde que pediu para me beijar naquele bar... — desviei o olhar, feliz demais por causa daquilo.
— Nunca pensei que namoraria você!
— Ainda não estamos namorando — corrigiu, rindo.
— Certo, nunca pensei que iriamos estar nessa situação.
— Nem eu! — sorriu — Minha mãe dizia muito sobre amores a primeira vista, ela dizia que eles eram os mais sinceros, que aconteciam em frações de segundos, quando dois olharem se cruzam e aquele sentimento peculiar surge no peito, é uma resposta do universo de que as almas daqueles estavam conectadas e que não importava se acontecia em segundos, ou poucos dias, seria amor até o fim de suas vidas.
— Sua mãe parecia ser uma mulher muito sábia.
— Ela era, apesar da vida corrida, ela gostava muito de ler e isso a deixava bem poeta digamos assim — sorriu com os olhos brilhando.
— Ela tem orgulho do rapaz que é hoje.
— Ela deve estar feliz!
— Sim...
— Mas não apenas por quem me tornei...
— Pelo que mais?
— Te digo quando chegar a hora! — tocou meus lábios de forma suave, deixando um selar em minha bochecha antes de afastar e sorrir, afirmando que era melhor ele ir, mas que nos veríamos logo.
E em mais uma noite, Jung Kook conseguiu tirar todas as batidas do meu coração e me deixar sorrindo feito uma idiota...
HEY XUXUS! 💜
Atualização saiu mais tarde hoje, mas saiu!
O que vocês acharam, hein? Conta aí para tia! Espero que tenham gostado, não esqueçam de comentar e votar, isso é muito importante para mim!
Vejo vocês em breve, obrigada pela leitura e nos vemos em breve!
💜
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