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Sunoo dormiu cedo, afinal na manhã seguinte tinha visitas.

Acordei olhei o relógio, ainda era madrugada. Estava com muita vontade de comer sorvete com kimchi, mas não queria acordar Niki.

Depois de muito virar na cama, acabei acordando ele.

— Anjo, por que está virando tanto na cama? Está com dor? Está passando mal? - ele me perguntou se virando para me olhar.

— É que eu queria um negócio, mas não quero que você saia daqui, você deve estar cansado - falei.

— E o que você quer? - ele perguntou.

— Sorvete com kimchi.

— Mas tem sorvete e kimchi na geladeira -- ele falou com semblante confuso.

— É realmente tinha, mas o sorvete eu já comi - falei cobrindo as bochechas com o edredom.

— Que eu saiba a médica disse para você não ficar comendo besteira e seguir a dieta - falou.

— Mas desejo pode Niki, se seu filho nascer com cara de sorvete e Kimchi a culpa será sua - falei fazendo bico, ele olhou bravo para mim.

— Só te amando para fazer isso, sair às 03:00 da madrugada para comprar sorvete - ele falou após olhar o relógio que fica na escrivaninha.

Se colocou de pé pôs uma camisa e calçou o chinelo, após pegar chave do carro, carteira e máscara.

— Já volto com seu sorvete, anjo - piscou para mim antes de ir.

[...] Algum tempo depois

Estava ansioso pelo meu sorvete, que sabor ele vai trazer?

Minhas dúvidas acabaram quando ele entrou no quarto com uma bandeja contendo o sorvete creme e o kimchi.

— Te amo - falei depois dele colocar a bandeja na cama.

— Também te amo, anjo - disse sorrindo, olhando eu me deliciar com sorchi

— Como a pessoa come isso quatro horas da manhã? Só sendo Sunoo mesmo.

Após comer, fui e escovei os dentes, voltei para cama Niki já dormia feito uma pedra, dei um beijo em sua testa e fui dormir.

[...]

— Então, no meu quarto com o Niki a limpeza é a comum mesmo, só não mexam na mala, sério não mexa, é caso de vida ou morte aquela mala, já quase matei Niki por mexer nela - falei.

Os dois novos funcionários riram quando contei a história, escondendo algumas partes é claro.

— A sala de música do Chin uma vez por mês é suficiente, ele tem mania de limpeza, então ele sempre tenta deixar limpo, o resto é aquela coisa de sempre.

— E a cozinha? - Jong-su perguntou.

— Minha sogra quando ainda estava aqui, lavava tudo duas vezes no mês, mas você mesmo pode decidir o que vai ser melhor - respondi - Algo mais? - os dois negaram - Então é só isso.

O telefone da portaria foi ouvido, atendi era o porteiro querendo saber se podia liberar as duas moças.

Alguns minutos depois, fui abrir a porta, encontrando duas moças nem tão altas sem descendência coreana, cabelos cacheados curtos, não era isso que eu estava esperando.

— Oi? - uma delas chamou a minha atenção.

— Ah! Sim, entrem e sentem - abrir passagem para elas passarem, se sentaram no meio do sofá - Então vocês são meia irmãs de Niki?

— Quem é Niki? - elas perguntaram juntas.

— Nishimura Riki, meu companheiro, e meio-irmão de vocês - após explicar elas entenderam.

— Viu? Se preocupou atoa, ele é gosta ômega macho - uma falou a outra, fiquei com cara de confuso - Ela estava preocupada com que ele fosse alfa que gostasse ômega fêmea e a mulher fosse chata nojenta, alfas lúpus são péssimos em escolher mulheres.

— Niki não sai dessa lista, antes de mim, teve cada uma - falei sarcástico e elas riram - Meu nome é Nishimura Sunoo, e o de vocês?

— Sou Ana a mais nova -- falou a mais sorridente.

— Sou Alice a mais velha, do meio se contar com Niki -- falou a que tinha mais cara de brava.

— Vocês não sabiam que o companheiro de Niki era eu? Maria não contou? - perguntei.

— Não, ela só disse que ele tinha alguém muito especial - disse Alice - Vejo que está grávido, é o primeiro?

— Não, é o segundo, o primogênito é o Chin, nós o adotamos e agora estou à espera de mais um - disse alisando a barriga - Vocês têm companheiro ou companheira?

— Não, vou focar nos estudos por enquanto, pelo menos eu - disse Ana olhando soslaio para Alice, que ficou sem entender - Eu a vi flertando com aquela beta - falou Ana, esqueci de mencionar são duas alfas.

— Não estava fazendo nada, ela só queria uma informação -- falou Alice se explicando.

— Explicando com a língua na boca dela? Como será que ela entendeu o que você disse? - Ana ironizou.

— Não foi nada de mais, apenas uma ficada -- explicou Alice dando de ombros.

— Mudando de assunto, como Maria conheceu o pai de vocês? - perguntei, antes que Ana tentasse pular no pescoço de Alice.

— Eu sou adotada, e o pai de Alice veio em uma viagem de negócios do Brasil aqui e acabou conhecendo Maria em um café - respondeu Ana.

— Nossa, adotada? Vocês se parecem muito, parece mais que Niki é adotado - falei.

Ele apareceu no pé da escada, de bermuda moletom, camiseta e o cabelo meio preso, levantei e fui até ele o abracei de lado, o conduzi até frente a frente com as meninas

— Essas são Ana e Alice suas meias irmãs - falei apontando para elas.

— É um prazer conhecer vocês -- disse ele estendendo a mão para cumprimentar Ana, ela o abraçou, ele ficou um tanto assustado, mas aceitou, já Alice aceitou só o aperto de mão.

— Mamãe não disse que ele era tão bonito, está vendo Alice como ele é bonito? - Ana perguntou para Alice, só me divertia com a situação.

— É tô vendo - disse a mais velha sem ânimo - Temos que voltar para o campus Ana.

— Que pena, queria ficar mais - falou a menor triste - É temos que ir, nossa inspetora está pegando no nosso pé com horários - disse se levantando - Foi um prazer conhecer vocês, vocês são extremamente lindos, quando eu vir de novo quero conhecer Chin.

— Foi um prazer também - disse Alice se curvando e saindo.

Ana deu um tchauzinho e saiu.

— Alice é bem quieta, Ana é mais falante - falei ao Niki.

— Eu notei - disse ele e me puxou para o seu colo, e eu já querendo sair - Está querendo sair por quê? - perguntou me segurando mais forte.

— Por nada, agora me deixa sair -- falei olhando.

— Por que quer sair, Nishimura Sunoo? - perguntou mais sério.

— Não quero que note que eu ganhei uns quilos - falei enfiando minha cabeça na curva de seu pescoço, ele levantou a cabeça para olhá-lo.

— Eu sabia, e qual o problema nisso?

— Talvez você me abandone por isso -- expliquei.

— Alguma vez eu disse que seu peso era importante? - neguei - Eu quero só o seu coração e seu amor, os números que marcam na balança não me importam, eu não vou te abandonar por alguns quilos a mais, bom que agora eu tenho lugar para apertar - disse apertando minhas bainhas.

— Para de me fazer chorar e rir, eu estou sensível - disse me aconchegando nele.

— Tudo bem eu paro. - falou ele.

— Não é para parar - eu falei muito bipolar.

A campainha tocou de novo, mas eu não sabia quem era...................

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