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— Olá irmãozinho — a autora não vai com a minha cara.

— Que maravilha! — Niki falou ao meu lado — O que fazia rondando nossa casa?

— Tentando entrar sem ser notado, mas não imaginava ter tantos seguranças — falou olhando os homens ao seu lado.

— Poderia ter vindo como pessoas normais fazem — Niki falou.

— Assim seria chato — falou revirando os olhos — Não vai falar nada irmão?

— Quer que eu fale o quê? Em breve você estará em um avião direto para o Japão, yakuza está atrás de você — falei cruzando os braços.

— Eu sei que estão atrás de mim, por isso vim aqui, você precisa me ajudar — ele falou.

— Por que eu faria isso? — perguntei.

— Porque assim como nosso pai fez um plano de vida para você ele fez um para mim, me vendeu para o chefe da yakuza para que eu casasse com a filha dele — explicou.

— Pelo menos ele não quis matar seu companheiro — falei abraçando Niki de lado.

— Nessa história sou eu que me ferro, porque se eu não me casar, eles me matam!

— Qual o problema em se casar? Não vai cair um pedaço — Niki falou.

— O problema é que eu gosto de ômegas machos, não de fêmea e eles querem um herdeiro eu não vou ter relação com ela nem que me pague — falou emburrado — Depende da quantidade, na verdade, mas eles não vão pagar.

— Isso é um bom motivo para não casar — falei — E o outro filho, é sempre o filho macho que dá o herdeiro.

— Ele é estéril — falou sem dar importância.

— Quantos anos têm? E foi você que comprou passagem para a China no meu cartão? — perguntei.

— Tenho 18, e sim fui eu, Japão e China são inimigos por isso iria para lá, assim eles não me achariam, mas você bloqueou o cartão — respondeu.

— Não fui eu que fez isso, em breve vai conhecer quem fez isso — falei — Vou te ajudar, mas se envolver qualquer um de nós em morte desnecessária eu te entrego de bandeja para eles, não vou pôr mais ninguém em risco.

Senti a verdade em suas palavras, não parece ser alguém perigoso.

— Você não me pôs em risco — Niki falou.

— Lógico que não — falei sendo sarcástico — Se tentar alguma gracinha eu mesmo te mato.

Não terei problemas em fazer isso.

— Soltem ele — os seguranças soltaram, ele se esticou todo — Nini, leva ele para algum quarto, tenho que fazer uma ligação.

— Já vou ficar no quarto, te espero lá — falou e subiu sendo acompanhado do meu novo irmão.

— SABE QUE HORAS SÃO, NISHIMURA SUNOO? — ouço Jungwon gritar no celular.

— Eu sei, mas acredito que você não já que está gritando — pude ouvir os olhos dele revirando — Passa para o Heeseung.

— Fala Sunoo — ouço uma voz rouca que presumo ser do Heeseung.

— Meu irmão está aqui, o da máfia não o Jake — ouço o grito do Jungwon "QUÊ?" — Está no viva voz?

— Não, ele que estava com a orelha grudada no celular para ouvir, já me afastei dele — falou.

— Tudo bem, ele está sendo caçado porque foi vendido pelo meu pai para se casar com a filha do chefe e dar-lhe um herdeiro, e se não casar morre — resumi a história.

— Com um pai desse para que inimigos, fala para mim que você não vai ajudar ele.

— Sim, nós vamos — ouvi ele reclamar por uns segundos — A papelada que te falei no jantar está pronta?

— Quase, faltam uns detalhes, acredito que hoje já termino — falou.

— Ta! Quando terminar me envia por e-mail, ainda hoje dou um fim nisso.

— Como quiser chefe, tchau vou voltar para cama — falou.

Nem esperou eu responder e já desligou, que falta de respeito com o chefe.

Subi a escada, no corredor passei pelo quarto de hóspedes a porta estava aberta e meu novo irmão estava praticamente em coma, ri da posição que ele se encontrava.

Caminhei para o quarto Niki já dormia, fechei a porta e deitei na cama abraçando o corpo dele.

— Dessa vez não será sua vida pela minha, será a minha pela sua — sussurro isso e durmo.

[...]

— Ele ainda não acordou? — perguntei para Niki assim que ele entrou na cozinha, vamos tomar café.

— Acredito que já, a porta está fechada — falou e se sentou ao meu lado — Já falou com o Heeseung sobre ele?

— Já, ele não gostou muito da ideia — falei, Maria apareceu na cozinha com meu bolo favorito — Bom dia sogra.

— Bom dia Sunoo, finalmente contou para ele — saiu balançando a cabeça.

— Por que esconde sua mãe? — perguntei.

— Não tô escondendo, estou protegendo, se saberem da existência dela podem tentar matá-la — explicou, Kim apareceu na cozinha.

— Bom dia irmãozinho, cunhadinho — sentou-se de frente para nós.

— Sou maior que você — Niki falou.

— Sou mais velho que você — falei.

— Não ligo, vai ser inho, quem é o menino no quadro da sala?

— Nosso filhote — eu e Niki respondemos.

— E cadê ele? — perguntou.

— Estava com os avôs, vai chegar hoje depois do almoço, ou antes — respondi.

Eu e Niki terminamos juntos, fomos para sala, sentamos no sofá, Niki me abraçou de lado fiquei fazendo círculos no seu peito por cima da camisa.

— Niki — o chamei, ele me olhou — Quando acabar isso do meu irmão com os japoneses, vamos viajar? Eu, você e o Chin?

— Para onde quer ir? — perguntou.

— Brasil, tem praias lindas — falei.

— Tudo bem, assim que isso acabar, vamos para o Brasil — beijou o topo da minha cabeça.

— Queria um namoradinho — Kim nos assusta ao falar, não vimos ele chegar.

— Quando chegou? — Niki perguntou.

— Quando Sunoo falou "Niki" — respondeu — Então, irmãozinho conhece algum ômega solteiro?

— Sim, mas não vou te apresentar — falei, Niki olhou surpreso por eu conhecer.

— Quem você conhece? — Niki perguntou.

— E, por quê não vai me apresentar? — Sunoo perguntou.

— Esqueci de te contar Kim e Erick adotaram um menino ano passado, tem 16 anos, eles queriam dar a chance de um adolescente ter um lar, já que ele seria expulso do orfanato com 19 — respondi — Não vou te apresentar porque Kim é muito ciumento, e não vai deixar você namorar o filhote dele.

— Eu mudo o coração dele, me apresenta ele — estava quase implorando.

— Se eles aparecem aqui em casa você mesmo se apresenta — falei — Alfas Lúpus Black não podem engravidar?

— Não, nossa raça só os ômegas engravidam — respondeu.

Uma dúvida que surgiu, engravidar Niki não seria má ideia, mas sou muito passivo para isso.

Escutamos a porta ser aberta e Chin entrou, quando viu Niki veio correndo abraçá-lo.

— Papai Nini — os olhinhos cheios de lágrimas, vou chorar junto.

— Meu filhote — Niki falou o apertando, Sunoo não estava entendendo nada.

— Onde você foi, papai? — Chin perguntou limpando os olhinhos.

— Para proteger você e o papai Sun, eu tive que ir embora — explicou.

— Não podia proteger aqui mesmo? — questionou, seu avô mataria a família inteira provavelmente.

— Não, mas o papai já voltou, né? — Niki falou — Eu te amo muito, filhote!

— Eu também te amo muito papai — Chin respondeu e o abraçou de novo.

[...] Escritório, 20:00 PM

Estou revisando a papelada da aposentadoria, agora só falta a assinatura dela.

Aparece na tela do computador o e-mail do Heeseung imprimi os papéis e assinei.

Saio do escritório com os papéis caminho até o quarto, entrei e Niki está sentado na cama.

— Sim, anjo? — falou me olhando, entrego os papéis na mão dele.

— Bem-vindo de volta ao cargo de líder da máfia...........

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