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C A R L   G R I M E S

Com o corpo de Agnes sem meus braços, Rosita abriu a porta da enfermaria e me deixou entrar, me dando a visão do amontoado de pessoas machucadas que estavam ali para receberem atendimento médico.

- Salva ela. - peço a Denise.

- Meu Deus! - ela exclama tão assustada quanto eu - Eu tenho que cuidar da... Eu vou fazer, só fique precionando o ferimento com a toalha limpa, por favor!

Concordei com um aceno e busquei por uma toalha no móvel ao lado, encontrando uma e a pegando logo em seguida. Coloquei pressão sobre o ferimento e pedi desculpas a Agnes por estar fazendo ela sentir ainda mais dor.

Denise parou e encarou o corpo da mulher em sua frente, desligando o medidor cardíaco. Seu olhar de derrota estava estampado em seu rosto e ela parecia querer chorar, mas se segurou e caminhou até Agnes limpando as mãos e pegando uma tesoura para cortar a blusa que ela usava. A qual era minha.

O sangue não parava de sair.

- Ela tá perdendo muito sangue. - a médica diz cuidando do ferimento.

- Ela vai ficar bem não vai?

- Espero que sim. - ela diz com fio de esperança em sua voz. Ela estava duvidando de si mesma - Tara, preciso que arrume alguém que possa doar sangue para ela.

- Ok. Qual o tipo de sangue?

- A-. Carl preciso que você saía.

- Eu não...

- Por favor, é para o bem dela.

Deixei um beijo na testa de Agnes e saí, me sentando na escadaria da casa. As pessoas com os W's na testa já haviam morrido e as que ainda estavam vivas, tinham fugido. Tínhamos um caminhão preso nos destroços da antiga igreja e meu pai não estava ali para ajudar.  Meu rosto começou a ficar úmido e eu deixei as lágrimas rolarem.

Segundos depois Tara passou por mim com um garoto, um que eu nunca havia visto aqui na comunidade. Seria ele o doador da Agnes?

Abro a porta da enfermaria antes mesmo que ela se fechasse por inteiro e encontro o cara com o braço sendo limpo e pronto para fazer a doação. 

A pistola deu meu coldre quando eu a apontei para o cara, o vendo arregalar seus olhos e procurar por ajuda em uma das duas mulheres ao seu lado. 

- Quem é você? - questiono. - Quem é você?

- Carl, abaixa isso. - Tara pede. 

- Quem é ele?

- Ele vai ser o...

- Isso eu sei - interrompo a fala de Denise e segurando a arma com ainda mais força - Eu nunca vi ele aqui, então quem é você?

- Para com a merda desse ciúmes bobo e abaixa essa arma. - Tara exclama - Sua garota está toda ferrada e você está aqui fazendo cena porque nunca viu o cara? Quer deixar ela morrer? Você quer deixar ela morrer quando tinha alguém para ajudar e você atrapalhou?

- Nego. 

- Então abaixa a merda dessa arma e saí da enfermaria. Precisam de pessoas nos muros, procure algo pra fazer. Agora, Carl!

Deixo a enfermaria batendo a porta e caminho pela comunidade procurando pelo meu pai. 

- Quem é a merda do garoto que levaram para doar sangue para a Agnes? - questiono.

- Que garoto? - meu pai questiona se apoiando contra sua perna.

- Um alto, cabelos loiros e olhos pretos.

- Eu nunca vi esse garoto aqui.

Sabia.

Voltei para a enfermaria e ele já estava doando sangue para a Agnes.

- Me fala quem é você? E como entrou aqui? Eu sei que você não é de Alexandria. - digo apontando novamente a arma para ele. - Se não falar eu meto uma bala na sua cabeça.

- Eu...Eu vim com seu pai.

- Mentira. - destravei a arma e coloquei no rumo do rosto dele.

- Tá bom...tá bom... Eu estava com os caras que invadiram aqui. - meu dedo foi para o gatilho - Mais eu nunca matei ninguém, eu usava eles como proteção.

A vontade de meter a bala na cabeça dele veio, mas ele precisava estar vivo para poder doar o sangue. Isso foi Tara em que disse, mais vai saber se ela não quer apenas proteger ele.

De apenas um voto de confiança.

- Se você tentar algo, eu mato você. Vou ficar, até isso terminar! Não se mova um centímetro.

Oi Oi

Espero que tenham gostado e se gostaram sabem o que fazer ? Votem e comentemAgnes tem muito segredos, os quais vão ser revelados mais pra frenteBeijos e fuiii...

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