nove


As manhãs das semanas seguintes se  mostraram longas e duradouras, nada de muito diferente havia acontecido, nem mesmo o carrapato do Chris havia aparecido aqui, oque na verdade era bom...eu acho.

Erik se mostrou um noivo ciumento quando lhe contei sobre o acontecido na clínica, oque parecia ser bom, pois desde que estávamos juntos ele não havia dado um sinal de ciúme.

Apesar de Olie dizer que Ciúmes não é coisa legal, eu simplesmente não conseguia esquecer a cara do Erik quando lhe contei sobre Chris. Logicamente eu omiti alguns fatos para nós acabarmos brigando, nós estávamos bem, não precisamos brigar.

Tenho visto Chris muito mais na TV agora que eu e Erik havíamos comprado aquela casa, haviam quatro televisãoes na casa, então simplesmente não daria para não ver.

- Eu estava pensando... - comentou vagarosamente Trevor, sentado como um mendigo no meu sofá novo. Nós últimos três dias eu sabia por que Trevor estava tão distante, calado, ele perecia dentro de sua próprio mente, e aquilo me preocupava um pouco, ele só agirá assim quando sua primeira filha morrerá com três anos de idade. Estamos no mês do em que a pequena Ashley perderá sua vida para  um carro em alta velocidade.

- Não precisa falar disso Trevor. - Olie disse com cuidado, logo em seguida recuou para mais perto de mim.

Nós, eu e Olie, sabíamos que Trevor nunca superará a morte da filha, dos pais, e dos irmãos, infelizmente Trevor ainda sofria com tudo isso, e oque mais doía era ver ele assim, calado.

- Vocês acham que...eu deveria contar algum dia para a Mag sobre a irmã...

Mudei de um sofá para o outro e abracei Trevor, de segundo em segundo eu sentia ele ele tremer, e as lágrimas que desciam molhavam meu ombro.

- Ah Trevor, tudo vai ficar bem. E você não precisa contar agora...ela é apenas uma criança. Não se torture. - baguncei os cabelos dele e deixei um beijo na sua testa. - Se você quiser podemos ir com você, visitar ela.

- Obrigada estrelinha. - ele sorrio.

- Esse apelido é péssimo. - Olie comenta descontraido. - mas é fofo, aliás, nunca perguntei antes, mas por que você chama ela assim?

Trevor tombou a cabeça para o lado e usou meu ombro como descanso para sua cabeça, ele pareceu pensar por alguns segundos, e depois olhou para Olie.

- Bem, quando éramos pequenos, eu costumava dizer que a Sina era brilhante, brilhante como uma estrela sabe? Por que quando ela sorria ela uluminava tudo, sempre que eu me metia em uma briga, ela sorria e me abraçava.

- É uma boa explicação.

- Hm, até hoje meu pai ainda me chama assim, esse apelido pegou.

• • •

Mais tarde Trevor e Olie ainda estavam na minha casa, mas agora estávamos sentados no tapete felpudo cinza que Erik escolherá para sala, jogando vídeo game como três crianças.

- Uhu gente, daqui a alguns minutos o Erik chega. - comentei com os olhos vidrados na tela da TV.

- Ah, ele sabe jogar?

- Não sei.

Olie larga o controle.

- Oque houve? - perguntei.

- Escutei a campainha. - então ele e sumiu assim que virou o corredor.
Estranhei ao ouvir algumas risadas e alguns segundos Erik estava na sala.

- Oi Erik. - Trevor sorrio de lado e voltou a atenção para a tela, larguei o controle e levantei-me andando até Erik, segurei seu queixo e celei nossos lábios.

Com uma certa preguiça, coloquei meus braços em volta dos seu ombros largos, de maneira que eu possa olhar fixamente para seus olhos acinzentados.

- Senti saudade. - ele murmurou em fio de voz, os lábios roçando nos meus.

Atrás de mim, escutei Trevor levantar, ele passou por nós e apertou de leve meu ombro, sorrio e escutei a porta ser fechada.

Assim que a casa se encontrava novamente, só eu e Erik, ele pós suas mãos nos meus ombros e com agilidade afastou-me um pouco do seu corpo, deixando um espaço entre a gente.

- Por que trouxe seus amigos para cá Siena? - em um segundo seu rosto sereno e sua postura calma haviam sumido, dando lugar a uma certa raiva...? Desde que conheci Erik, era a primeira vez que eu via ele com essa cara. Ele sempre se manteve silencioso e calmo. Ele sabe esconder muito bem suas emoções.

- Bem, eu não tinha nada para fazer...- estreitei os olhos.- te encomoda eles aqui?

Ele fechou os olhos por alguns segundos, me olhou interrogativo e aos poucos foi se afastando, até sentar no sofá.

- Não, não é isso, e só que...achei que você fosse esperar um tempo até chamar eles aqui...

- Não estou te entendendo Erik...não posso chamar meus amigos aqui?

- É...não é isso Sina... - ele fechou os por alguns segundos, pensando no que havia dito. - Só que eu não esperava eles aqui, eu gosto de ser avisado, tá bem?

Eu não respondi, ele olhou diretamente para mim novamente, esperando que eu concordasse.

- Tá bem? - ele repetiu.

- Tudo bem, eu acho que posso fazer isso.

• • •

Na manhã seguinte, quando eu acordei, Erik não se encontrava ao meu lado, apenas o cheiro seu cheiro estava ali.

Levantei ainda sonolenta, tomei banho e me arrumei, passei na cozinha mas parei bruscamente na porta quando vi alguém de costas na pia, mexendo nas louças.

- Oi? - esperei pelo ataque que nunca veio, a pessoa se virou relevando uma mulher que parecia ter uns cinquenta e poucos anos. 

- Você deve ser a Siena. - Balancei a cabeça em concordância.

- E você... é?

- Sou Abigail, o senhor Nowak me contratou para cozinhar. Você já está de saída?

- Sim...

- Fique para o café, não é bom sair de casa sem antes tomar o café da manhã, é a refeição mais importante do dia.

- Não obrigada Abigail. - sorri. - De qualquer forma, faça algo para o almoço, talvez eu venha com meus amigos para almoçar. Até mais.

Sai da cozinha antes de esperar sua resposta, entrei no meu carro e parti para a clínica.

• • •

Assim que cheguei, estacionei a frente, logo que sai do carro, vi uma figura loira parada enfrente da porta da clínica, estreitei os olhos para ver se estava vendo direito.

- Você de novo? - ele se desencostou da parede e se aproximou com calma. - Eu estou no meu ambiente de trabalho Christopher.

- Por que não me chama mais de Chris...você adorava me chamar assim...

- Isso...isso não te interessa! Sai da frente.

- Eu vou sair... - ele cruza os braços, ainda parado na minha frente. - se você aceitar tomar um café mais tarde comigo.

- Oque você quer para me deixar em paz, dinheiro? eu posso te dar isso.

Ele franziu as sobrancelhas.

- Eu não quero seu dinheiro. - franzi as sobrancelhas, ele me olhou um pouco mais sério, e se aproximou, me fazendo recuar.

- Todo mundo tem um preço. - parei de andar e o encarei.

- Eu não Siena, e você sabe disso.



iai gente! oque estão achando até agora? espero que estejam gostando, o próximo cap é todinho sobre o erik.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top

Tags: #chrisavans