suspect • 3


[ SUS - PEI - TO
2.
de cuja existência, exatidão ou legitimidade não se tem certeza.
"documento s."
3.
que inspira desconfiança ou suspeitas.
"seu passado tornava-o um homem s."
4.
que se supõe ser falsificado ou ilegal; duvidoso.
"mercadoria de procedência s."
5.
adjetivo substantivo masculino
diz-se de ou indivíduo sobre quem recaem suspeitas de ser o autor, o culpado de algo. ]

Encaro meu reflexo no espelho, pálida e com os olhos arregalados, meu estomago reclama, sinto apenas uma vontade de vomitar. Eu não costumo fazer isso, mas tempos desesperados pedem medidas desesperadas. Um vestido creme longo que deixa as costas abertas e tem uma fenda, salto preto e uma maquiagem leve. Não era vulgar quanto, meu cabelo solto não deixava que ficasse assim, mas isso não muda a forma que me eu me sinto agora, me olhando assim e sabendo qual é objetivo de toda essa produção.

Existe uma arma escondida em mim e nem eu sei como consegui essa proeza, meu vestido de seda é capaz de marcar da curva do meu corpo mas não a minha arma. Passo uma camada de perfume e deixo o meu quarto. Após descer as escadas vejo Louis, Abel, Josh e Camila conversando sobre um jogo de basquete que passava na TV, eles tomavam cerveja e pareciam animados com o placar, gostaria me me juntar a eles.

- E então, quem vai comigo? - Eu digo anunciando minha chega e então todos me olham curiosos menos Louis que continua seu olhar na televisão.

- Eu vou - Camila e Abel dizem ao mesmo tempo, se olham e parecem se divertir com isso, mas sinceramente nenhum esta vestido a altura.

Louis os olha e a reação de cada um é hilária, Abel fica apreensivo com seu olhar e leva sua cerveja os lábios, Camila abre um sorriso e me analisa de cima a baixo, Josh fica com uma cara de horrorizado e revira os olhos desprezando o aparente desespero dos outros dois para me acompanhar, já Louis... Ele não esboça reação alguma, apenas um arqueio na sobrancelha, e então olha finalmente em minha direção, seu olhar é de aprovação e nada mais do que isso,

- Ninguém vai, você sabe se cuidar sozinha. - Louis diz com sua voz de tédio e arrogância.

- Como assim? Nós estamos sendo ameaçados e eu vou sozinha até Jared? - Eu não poderia estar menos puta com essa situação, ele tinha tido tanto cuidado até agora e simplesmente me deixaria ir sozinha para a cova dos leões, qual o sentido disso?

- Sim? - Ele diz como se fosse óbvio - Quem vai te atacar lá? Você com certeza tem uma arma no meio das pernas mesmo eu não podendo vê-la, isso já prova que você não precisa de companhia alma, vai se sair bem sozinha.

- Louis eu não vou sozinha, alguém tem que ir de guarda costa pra mim. Eu não sou um dos seus capangas de merda que tanto faz se for pego ou morto. - Minha voz é carregada de ódio e indignação, nenhum dos argumentos de Louis pareciam convincentes a mim.

- Jared tem muita segurança, você sabe se cuidar, é um lugar publico.

- Jared vendeu armas pra essa pessoa misteriosa, mas ele também pode ser essa pessoa, e você esta simplesmente me entregando de bandeja? Achei que eu fosse seu braço direito. - Achei importante implantar uma duvida e um risco relacionado a esse operação em Louis, talvez seja a unica maneira de fazer com ele mude de ideia.

- Ele nunca foi um inimigo para "estar de volta" - Seu argumento me derruba e se fosse um jogo ele estaria ganhando, mas eu também sei apelar.

- Tem certeza? - Cruzo meus braços e lanço um olhar de desafio a ele.

- Tudo bem, Josh vai com você... - Ele da os ombros e volta seu olhar a TV, eu comemoro internamente a minha vitória mas ela não é completa já que Josh seria uma companhia irritante sem sombra de duvidas.

- Eu? - Ele diz perplexo, apontando um dedo a si mesmo.

- Ele? - Abel faz a pergunta de forma baixa mas eu pude ouvir.

- É, Abel não tem treinamento e a Camila tem que descansar, ela tem treino pesado amanhã. - Sua decisão já parecia mais do que certa mas eu realmente ainda lutaria contra ela.

- Então, por que não vem você? - Eu digo esperançosa usando minha ultima carta.

- Eu... - ele faz uma pausa, provavelmente pesando em alguma mentira - Eu não posso. Tenho mais coisas para fazer...

COMO VER UM JOGO DE BASQUETE?

- Tudo bem - minha voz é carregada de amargura mas eu me dou por vencida e apenas alinho meu braços ao meu corpo - Mas nós iremos conversar depois Louis.

- Sobre? - Ele diz com um tom curto e grosso, eu sei que minha frase não o afetou em nada.

- Sobre essas 'coisas' quem você tem feito - Ele não esposa reação, bebe mais um vez o gole da cerveja e checa o relógio, talvez ele saia hoje, olho para Camila e ela entende que eu preciso que ela vigie ele por mim - Bem, vamos Josh.

Eu não dou oportunidade de nenhum protesto, apenas viro as costas e vou em direção a saída. Ouço os paços de Josh atrás de mim, ele tem passos firmes e a boca fechada, realmente espero que ele permaneça assim pelo resto da noite, mas sei que não terei essa sorte.

- Não sei o que se passa na cabeça de Louis em encoraja-la de fazer essas coisas... - Josh diz depois de um tempo que já eu havia dado partida no carro.

- Que coisas? - Eu realmente não espero que ele diga o que eu acho que ele vai dizer.

- Deixar com que Jared saiba da ameaça, seduzi-lo é a parte pior desse plano estupido, não sei como ele pode te expor dessa maneira, é deplorável. - Ele parecia tão irritado com isso e eu realmente entendo mas não tudo, não concordo como ele.

Primeiramente, sim é um plano estupido, talvez um erro deixar com que saiba da ameaça mas é a unica pista concreta. Mas eu não me sinto explorada por Louis, eu tenho a escolha de apenas não ir, ou tentar comprar a informação.

- Deplorável - repito sua palavra mais para mim mesma -  Eu acho que você não deveria ficar falando merdas sobre mim, isso sim é deplorável - Digo friamente após um tempo, esse cara tem uma habilidade impressionante de me irritar - Eu não sou uma peça no jogo do Louis, não tenho medo de ninguém, não estou sendo manipulada para seduzir ninguém. Eu transo com quem eu quiser e quanto eu quiser, da mesma maneira que posso usar o que eu quiser. É o meu corpo, minhas regras. Eu sei das minhas opções e eu vou usa-las de acordo com as minhas vontades.

- As coisas não são assim... - Eu não tenho certeza do que ele estava falando.

- As coisas são do jeito que eu quero que elas sejam. Qual o problema? É porque eu sou uma mulher? - Minha pergunta não precisa de resposta, mas sei que terei.

- Sim - Meu sangue ferve de uma forma, eu queria usar minha arma.

- Eu não acredito que transei com você.

E então tudo fica silencioso novamente, eu fiz minha confissão porque sabia que doeria nele.

- E com mais quatro caras ao mesmo tempo...

Ele sempre se queixava de infidelidade, mas não tinha nada sério entre nós, eu não planejei sair com outros caras, e causar esse drama, aconteceu.

- Josh, pare de guardar mágoas de mim... Você procurou por amor no lugar errado. Eu nunca disse que iria ser fiel a você ou algo assim... Foi um.. lance. - Apesar de irritada eu não queria levar isso a diante, então escolhi as palavras com cuidado.

- Você tem lances de mais. - Eu não concordo isso, e isso me irrita, a arrogância em sua voz e esse tom de cobrança, eu não devo nada a ninguém e me orgulho disso.

- Você se apega de mais as pessoas. Siga em frente. Saia com alguém que realmente possa corresponder a essas suas expectativas, eu não sei, fique um pouco bêbado, se divirta... - Uma parte de mim podia empatizar levemente por ele.

- Eu gosto muito de você...

OH NO...

- Não gosta, você gosta da ideia de me ter e quando viu que eu não cai de amores por você se sentiu mal e blá, blá, blá.... - Aquilo foi a gota d'água final para mim, eu já estava extremamente irritada e pensando em um usar um pouco de cocaína.

- Eu não quero mais falar sobre isso... - Finalmente ele pareceu afetado o suficiente para que o assunto pudesse morrer.

- Foi você quem começou. - Digo impaciente e então estaciono o carro. - Preste atenção, vamos entrar e dar uma volta. Assim que eu entrar na sala privada com o Jared você tem que contar 2 horas e meia no máximo. Se eu não voltar nesse tempo você tem que vir atrás de mim.

- Tudo bem - Ele diz sem emoção e então saímos do carro.

Entramos no local sem dificuldades, não houve um cara que não olhou para mim. Eu realmente não curto muito esse tipo de atenção, mas é ótimo para aumentar o ego. Aos poucos minha irritação vai se diluindo com o álcool que aos poucos fui ingerindo. Apos alguns flertes com caras desconhecidos eu fui ao bar novamente.

Peço uma dose de uísque e observo o local mais uma vez, tem muita gente aqui mas principalmente garotas quase semi-nuas. Eu já estou me sentindo um pouco excitada para falar a verdade. A luz baixa não me permite ver a cara dos homens aqui, mas na minha mente vem uma vaga lembrança de Z. Junto com a lembrança de nossa noite me lembro de que ele não me ligou ainda e novamente se sinto irritada ou frustrada, tanto faz.

Decido que é uma ótima hora para prosseguir meu plano, caminho até o fim de um corredor já conhecido e vejo dois seguranças um em cada lado da porta.

- Olá, como posso ajudar? - Um deles diz, seu tom é de curiosidade.

- Eu gostaria de conversar com o Jared, se possível.

- Sobre o que se trata? - Ele não está sendo curioso, apenas seguindo o protocolo.

- É profissional - Ele parece surpreso com isso mas não vai contestar.

- Para quem você trabalha?

- LWT - Ele parece ainda mais surpreso e seus olhos me analisam por uns segundos.

- Um minuto.

Ele digita algo em um celular e em alguns instantes olha de volta para mim.

- Pode entrar - O outro abre a porta e eu agradeço.

Ao entrar me deparo com mais algumas dançarinas e havia dinheiro no chão. No fim da sala uma grande mesa onde o algumas pessoas jantavam e outras apenas conversavam enquanto bebiam alguma coisa. Uma música sensual tocava no fundo e o ambiente não era abafado como a outra parte.

- Posso lhe ajudar? - Uma garota com um vestido vermelho muito bonito me pergunta um pouco depois que eu observo o local.

- Onde está o Jared? - Ela sorri e eu não sei exatamente o porque até que sinto uma mão quente no meu cotovelo.

- Eu estou aqui - Me viro deixando para atrás a garota e o analisei dos pés a cabeça, ele vestia um terno preto e seus cabelos estavam maiores do que da última vez que o vi, caia sobre seus ombros, mas seus profundos olhos azuis continuam o mesmo - Pode ir Jenny - A garota sai e ele me oferece um sorriso - Quanto tempo Gigi, como Louis está? Não o vi na nossa última negociação, fiquei me perguntando o porquê.

Sua voz era aveludada, eu senti um leve tremor. Por alguns segundos fiquei sem entender exatamente o que ele queria dizer mas então me lembrei da conversa que tive com Camila há dois dias atrás.

- Ele está bem, apenas dando oportunidade para que outros membros da equipe também desenvolva boas habilidades.

- Posso lhe dizer que todas as suas habilidades sempre me surpreendem. Quer se junta a nós ou prefere algo mais... Particular? - Ele aponta para a mesa e em seguida para uma porta atrás dele que eu não tinha visto até então.

- Não gosto muito de me misturar - Digo mordendo o lábio inferior, um sentimento de ansiedade toma conta de mim, eu realmente não o vejo a muito tempo mas ele parece melhor do que na última vez.

Sinceramente, ele é muito gostoso. Eu nem estou encarando isso mais como uma missão, obviamente não vou deixar de lado meus objetivos, apenas me divertir um pouco. Coloco toda a culpa disso em Z, ele não me ligou, me deu algo muito bom e então me tirou. A bebida que ingeri também tinha sua parte nessa minha excitação.

- Entendi, venha... - Ele estende a mão e eu a pego, logo ele diminui a distância entre nós colocando sua mão na minha cintura.

Entramos em um lugar particular, seu escritório provavelmente, um sofá, uma mesa, um bar e um palco para uma suposta dança com uma barra de poledance. Ele tranca a porta e vem até mim que estou parada a mais ou menos um metro do bar e do sofá. Seus olhos azuis me encaram de uma maneira curiosa.

Ele coloca meu cabelo atrás da orelha e então beija meu pescoço, sem aviso nenhum, e eu suspiro de prazer e surpresa enquanto ele faz uma trilha de beijos até a boca então inicia um beijo cheio de desejo.

Quando o beijo termina, sua mão desce até minha cintura novamente, ele molha os lábios com saliva e então se afasta indo até o bar e preparando uma dose se uísque para cada um de nós. Assim que elas estão prontas ele vem até mim e eu pego o copo de sua mão, ele se senta no sofá e eu me sento ao seu lado, dou um gole na bebida e ele me observa.

- Eu suponho que não tenha vindo até aqui a toa, posso saber o que a mulher mais bonita do Reino Unido procura no meu humilde clube?

O clube em si era uma fachada, obviamente, mas não era de um todo ruim. Não era nem de longe parecido com o O Inferno, era sofisticado e pretensioso.

- Não exagere, já conhece a Camila? - Eu sinto meu rosto corando de forma leve e dou um sorriso tímido - Ela é sem duvidas a mulher mais gostosa que eu ja vi - Ele ri com o jeito que eu falo e começo a fazer algumas carícias em meus cabelos. Mas então eu me lembro do porque estou aqui e meu rosto fica travado, a raiva volta a percorrer por todo meu sistema circulatório - Tem alguém de sacanagem com a gente. Fomos ameaçados e Louis está preocupado, eu também.

- Que tipo de ameaça? - Ele tira a mão dos meus cabelos e seu sorriso some, ele toma um gole do uísque.

- Foi esquisito, mas querem acabar com o cartel. Louis está tão puto, não fazemos ideia de quem seja. Simplesmente deixou um bilhete numa mercadoria nossa que tinha sido confiscada pela polícia, e a parte que me trás até você é de que eles esconderam alguns rastreadores no meio das drogas, que tem a sua marca.

- Eu jamais tentaria algo contra os meus melhores clientes e se soubesse de algo, já teria dado a informação. - Ele parece confuso com tudo isso e não o culpo, porque tudo isso é uma grande merda.

- Você sabe na verdade - Ergo meu copo e bebo um gole da bebida, não tinha gelo, desceu queimando.

- Eu sei? - Ele parecia surpreso.

- Sim, é simples, se não é você é alguém que comprou os rastreadores de você. E então você o conhece, talvez não saiba quem é mas pode me dar um norte para que eu possa descobrir.

Ele pareceu pensar no que eu disse por alguns segundos, respirou fundo e bebeu todo o conteúdo do copo de uma vez.

- Não pergunto aos meus clientes qual será a finalidade dos produtos que eu vendo, eu apenas vendo elas Gigi.

Ele estava fazendo um certo jogo duro mas eu entendo e não tiro sua razão mas não vou sair daqui sem nada em mãos.

- Me de a lista dos últimos compradores, seja quem for, comprou rastreadores... Eu sei que você tem esse tipo de informação, você mesmo se encarrega das vendas, eu não quero sua ajuda de graça, posso pagar por ela, você sabe disso.

Tento parecer o mais segura possível do que eu falo e não falho nem por um segundo.

- Se fosse algo mais simples eu poderia fazer de graça, mas para isso eu teria que quebrar o sigilo, e eu sou conhecido exatamente por isso, não quebrar o sigilo. Eu sempre fico de fora de qualquer competição e briga entre os meus clientes Gigi, não acho isso uma ideia sensata.

- Como você disse, somos os seus maiores clientes, isso deve valer de alguma coisa.

Ele leva a mão ao seu próprio cabelo e o coloca para trás em um movimento nervoso.

- A quebra de sigilo não funciona assim baby, tudo tem um preço...

- O que você quer? - eu prendo a respiração num impulso ansioso.

- O que você tem para me oferecer?

Ele olha para mim, coloca os copos ja vazios em uma mesa ao seu lado direito e se ajeita ficando de frente para mim. Nossas pernas se tocam.

- Me diga o seu preço, eu estou disposta a pagá-lo - Minha voz é bem baixa, e arrastada ao fim de provocá-lo. Acho que funcionou.

- Porra! - Ele diz fechando os olhos  - Você realmente sabe como mexer como o orgulho de um homem.

- Me diga J...

--

Depois de fazer Jared gozar duas vezes e eu apenas três, ele me deu a lista:

Victor (RH1)

Malec (777)

Skye (i9)

Jake (RH1)

Josh (LWT)

Alex (AM)

Liam (ZQUAD)

Luke (505)

Observo a lista e já reconheço alguns nomes, os únicos que não me lembro de ter ouvido é Alex, Liam e Luke. Guardo a lista para dá-la para Louis mais tarde.

Ainda estou no clube de Jared, ele não está aqui no momento. Peço mais uísque e pego meu celular para enviar notícias ao Louis.

"Eu estou com a lista, não reconheço todos os nomes, vamos analisa-lá amanhã. Não foi de graça, eu transei com ele... Precisamos conversar Lou, como amigos. - G"

Envio a mensagem e sinto alguém se aproxima de mim, me viro um pouco assustada.

- Quase não te reconheci com esse vestido.

Demoro um pouco para associar a voz e o rosto ao meu lado, reconhecer a voz, mas era ele, era Z. Gostaria de saber seu nome.

- Você de novo, olha só quem veio para o outro lado da cidade... - Digo bebendo outro gole de bebida.

- Pois é, fora do gueto por hoje. Veio sozinha? - Ele olha ao redor como se procurasse alguém.

Droga, eu queria tanto transar com ele de novo.

- Vim com um amigo hoje. E você? - Repito seu gesto, o que o faz rir.

- Eu também. Ele precisava se divertir, o gueto já tinha ficado chato sem você por lá.

Você poderia ter ligado.

Engulo minha resposta rapidamente e me obrigo a desviar o assunto.

- Gostei do cabelo rosa. - Ele sorri com meu elogio repentino, ele estava com uma camisa social branca, uma jaqueta e com uma calça canelada vermelha e um sapato preto.

- Serio? - Ele passa a mão no topete - Não achou gay?

- Depois daquela noite, nem se beijar um cara na minha frente vai me convencer de que é gay - Ele solta uma gargalhada boba e eu vou pro mesmo caminho.

- Eu tenho que concordar com seus argumentos. Foi uma noite realmente boa. - Ele bebe sua cerveja e me encara um pouco sério agora.

- Você tem meu número. - Eu digo, realmente não consigo manter minha língua dentro da boca.

- Sim, e eu vou te ligar, mas por favor... - ele fechou seus olhos em um tom de suplica - Não use esse vestido novamente... - Ele diz sorrindo novamente.

- Ah... Por que? - Finjo uma decepção em minha voz.

- Primeiramente : você fica muito mais linda na minha jaqueta de couro. Segundamente : esse vestido me faz querer te foder aqui mesmo, é uma questão de  saúde mental.

Eu dou uma risada inesperada, querendo ou não o primeiro elogio me deixou vermelha. Não ouço esse tipo de coisa dos caras, a maioria só quer que você tire a roupa mesmo.

- Eu tenho que concordar com seus argumentos - Uso a mesma frase que ele usou minutos atrás, acho que é um costume nosso - Mas... Não vai poder me foder hoje, tenho que cuidar do meu amigo.

- Isso é frustrante - Ele ri, de nervoso.

- É mesmo, mas isso não significa que a gente não possa fazer uma bagunça por aqui. - Termino minha bebida e pisco para ele que.

Ele sorri, cheio de malícia.

- Vamos lá fora, fumar um pouco...

Ele pega na minha mão e eu me levanto, vou o seguindo até uma área afastada que dava acesso ao lado de fora. A área de fumantes que está totalmente vazia pelo fato de todo mundo fumar lá dentro mesmo e foda-se.

- A gente podia ter fumado la, por quê me trouxe até aqui? - Pergunto, já sabendo a resposta.

- Pra gente ficar sozinho um pouco - Ele ri e tira o baseado de algum lugar, realmente não me importo - Está com frio?

- Não exatamente - Digo mesmo com um arrepio pelo meu corpo devido o vento gelado.

- Vou perguntar de novo, você está com frio? - Sua pergunta parece mais uma afirmação do que uma pergunta e então eu percebo que é só uma desculpa para que eu coloque a jaqueta dele.

- Sim - Abro um sorriso bobo e ele tira a peça colocando-a em mim em seguida, eu o ajudo e ela ficou tão bem em mim. Larga, com o perfume dele e um leve cheiro de cigarros.

- Ficou melhor em você do que em mim. - Ele da os ombros e acende um baseado, passando para mim em seguida. Seu corpo junto ao meu e enquanto eu fumo ele beija meu pescoço.

- Quais são as chances disso dar errado?

- Realmente não importo com nenhuma delas - Ele diz antes entre os beijos, e eu trago mais uma vez soltando a fumaça em sua boca em seguida.

- Não se faça de tola. - Talvez eu ja estivesse começando a ficar chapada.

Ele pega o baseado da minha mão e traga enquanto me olha, curioso e extremamente sensual. Ele me passa o cigarro e eu trago.

- Não existe espaço para isso, na verdade espero que você não me faça de tolo, mas tenho quase certeza de que isso está longe do nosso controle no momento.

Eu me aproximo e solto a fumaça na boca dele, e bem isso vira um beijo. Um beijo calmo e cheio de desejo, as mãos dele foram para minha cintura e um calor inexplicável cresce em mim. Como ele faz isso?

Ele parte o beijo e pega o cigarro da minha mão, eu nem ligo apenas me frusto por não saber seu nome... Uma letra não basta para mim. Porra, aqueles olhos...

- O que foi Bella? - Ele me pergunta e então me toco que fiquei parada olhando pro nada como uma idiota, provavelmente babando por ele.!

- Você ainda não me disse seu nome.

- Zayn. - Ele cospe a resposta rapidamente.

- Zayn. - Repito seu nome para que eu me lembre mais tarde.

Ele começa a rir e eu pego o baseado de sua mão. Ele ri, mas se aproxima novamente.

- Qual o problema? - Pergunto confusa.

- Você parecia tão confusa... E está tão linda na luz da lua, não sei o que dizer.

Abro um sorriso e trago mais uma vez, eu corei violentamente. Quase engasgo quando trago, minhas mãos estão suando.

- Olha, você corou... - Ele diz rindo.

- Cala a boca - Falo em seguida e o puxo para mais perto do meu corpo. - Você fica melhor me beijando.

E então ele faz isso, e nós ficamos fazendo isso por um bom tempo até estarmos excitados de mais para continuar. Infelizmente, Josh me ligou. Eu me despedi de Zayn e disse que esperaria a ligação dele. Assim que encontro Josh vou pra estacionamento.

- De quem é essa jaqueta? - Ele me olha seriamente, quase que uma acusação.

Droga.

- Do Jared, você dirige, eu bebi de mais. - Dou a chave pra ele.

- Seus olhos me dizem que você está chapada...

Realmente não quero entrar num espiral de discussão com ele que não me levariam a nada e fiquei quieta, o caminho todo, ignorando qualquer coisa que ele poderia ter dito. Eu realmente não ouvi nada.

Assim que chegamos me deparei com a Camila deitada vendo alguma série e o Abel dormindo.

- Onde está o Louis? - Pergunto enquanto tiro meus sapatos ja na sala.

- Acabou de chegar e subiu.

- Quero falar com você depois, tudo bem?

- Tudo bem.

- Já vou deitar - Josh diz e eu ignoro indo até meu quarto, tiro aquela roupa, tomo um banho na tentativa se ficar mais sobrea e visto uma camisola. Pego o papel com os nomes e vou até o escritório de Louis.

Bato na porta duas vezes e entro, ele está olhando para o computador mas logo que me vê ele o fecha.

- Voltou cedo - era um comentário irônico obviamente.

- Josh estava com dor de cabeça...

- Trouxe a lista?

- Você sabe que sim - Coloco em cima da mesa e ele olha, analisa por um tempo.

- Merda...

revised at 26/07/2020

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