ally • 20
[a•lia•do
adjetivo substantivo masculino
1.
que ou aquele (indivíduo, povo, partido político etc.) que se liga a outro, por aliança, tratado, convenção ou pacto, para defender a mesma causa ou atacar o mesmo inimigo; partidário, sequaz, cúmplice.
2.
substantivo masculino
membro de uma associação; coligado, confederado.]
zayn malik point of view
Nós estávamos no topo de Londres ontem, no topo do London Eye. Todas as estrelas poderiam ser vistas dali mas ela a única que eu via. La ela tinha seu corpo grudado ao meu, mas apesar da altura ela não tinha medo, talvez eu tinha o suficiente por nós dois.
Meu medo de altura estava quase superado já, era fácil ignora-lo com sua boca no meu pescoço e risadas suaves entre nossas palavras bobas. Ela havia dito sim.
Eu tinha minha dúvidas quanto isso, se deveria ou não dar-lhe um anel, ela poderia odiar aquilo. Mas não era uma aliança, era um anel da Tiffany & Co., claro. Não lhe daria um anel qualquer.
Imaginei muitos jeitos diferentes de lhe fazer o pedido, não queria esquecer esse dia nunca. Fiz questão de registrar seu sorriso incerto do que viria pela frente. Eu queria que ela não pensasse em mais nada, apenas vivesse o momento. Me perguntei se o London Eye seria realmente um lugar bom para isso. Eu tinha opções menos óbvias é claro, mas nossas idas ao Inferno simplesmente podiam ficar sombrias sem muito esforço.
Queria vê-la assim sempre, feliz, sóbria e sem parecer estar com a mente em outro lugar. Nós tiramos mais fotos, e ela pereceu entender meu interesse em registrar aquele momento, gostaria de me lembrar dele em 10 anos ao seu lado.
Fechamos a noite em um restaurante árabe que eu realmente gosto muito em Londres, era num bairro nobre o rendeu muitas piadas sobre como eu tinha me deixado levar para lado negro da força e esquecido do gueto com tanta facilidade. Não deixava de ser verdade.
Ela já havia ido lá antes, é claro. Ela conhecia o cardápio tão bem quanto eu e nós pedimos o mesmo prato. Eu não conseguia soltar sua mão, ela não consegui parar de sorrir. Eu queria morar nesse momento para sempre.
Ela me contou um pouco de como era a escola que estudava, todos eram fúteis e era difícil ter amigos, mas ela sabia se cercar da melhores pessoas, os bolsistas, segundo ela mesma.
Imaginei-me por um segundo nessa realidade, eu era tímido na escola e bastante inteligente, poderia ter entrado na escola dela sem problemas. Imaginei ela pelos corredores cercada de suas amigas e com a sua irmã.
Me perguntei se teríamos chegado a trocar algumas palavras que fossem, já que eu tinha pavor de falar com qualquer garota que fosse no ensino médio. E então me imaginei beijando ela na hora da saída, matando aula para fumar e ficar de boa em alguma cafeteria.
Desejei aquilo mais do que pretendia, uma vida sem crimes, ao lado dela. Talvez faríamos faculdades diferentes e termináramos no primeiro ano, mas voltaríamos no último sem dúvidas, nãos poderia ficar longe dela.
Era uma vida boa, que eu nunca viveria.
Nosso jantar árabe bastaria por agora, tê-la era uma dádiva que a vida havia me concedido, mesmo que tarde de mais.
Ela não havia bebido quase nada, e eu também não. Fomos no seu carro para sua casa, ela dançava a música da rádio e eu cantada junto. Não sabia se tinha como dia melhorar até chegarmos no seu apartamento.
Não chegamos nem a cogitar deixar o sofá. Eu fui à cozinha pegar um copo de água e quando voltei ela estava deitada, esperando por mim. Que tirei os sapatos e encaixei meu corpo sobre ela, começando com beijos intensos e lentos.
Quando a respiração já era urgente e a quantidade de camadas entre nós era indesejável eu não pensei muito e apenas tirei sua blusa e seu sutiã junto. De cara nos seus peitos a minha ereção ja era insuportável, e sua pele era tão quente quanto a minha.
Cada gemido me levava um pouco mais perto do céu, ela parecia odiar as roupas tanto quanto eu ja que não demorou em tentar tirar minha roupa com movimentos meio descoordenados. Toda a tensão que tínhamos tido durante a nossa competição no London Eye mais cedo tinha se resguardando para aquele momento.
Seus vizinhos reclamariam do barulho, eu não tinha dúvidas disso. Eu não sei dizer quanto tempo durou mas nós exploramos cada canto daquele sofá. Ela me arranhava e eu ficava mais louco com isso, o que começou de forma carinhosa já era violento. Quando eu finalmente gozei já não tinha mais pulmões o suficiente para recuperar o ar.
O corpo formigava e eu estava totalmente consumido pelo momento, podia sentir o meu corpo transcender enquanto tentava recuperar o ar. E ela estava plena, apenas me observando. Eu precisava parar de fumar e de um banho.
Era extremamente difícil deixa-la no dia seguinte, ainda mais depois de tudo aquilo, ainda mais depois dela ter me dito sim. Mas para que tudo isso durasse, eu precisava juntar uma pequena quantia de 3 milhões de libras.
Liam quase me matou quando recebeu a notícia mas parecia mais entusiasmado em relação a isso do que ao meu agora oficial namoro com a Gee. É eu sei, todo mundo chama ela de Gigi, quero ter um apelido exclusivo, sou um tolo quando se trata de amor, o que eu posso fazer?
Adentrei o apartamento com sacolas na mão, era quase hora do almoço e eu sabia que Liam estaria chateado por eu ter dormido fora então decidi tentar acalmar a fera com comida, espero que funcione.
- Pelo seu bom humor, e o almoço que trouxe posso garantir que ela disse que sim. - Eu nem havia entrado na cozinha e ele me seguia, meio animado com a comida.
Suas palavras me fizeram pensar em como eu voltaria caso sua resposta fosse contraria.
- Você achou que ele me rejeitaria? - Perguntei perplexo.
- Não, ela é inteligente, mas achei que você seria inteligente também e se afastaria. - Ele era sincero, eu realmente já não sabia o que fazer para Liam aceitar Gigi de vez, era difícil de mais conviver assim com ele.
- Liam, nós já falamos sobre isso... - Eu já estava cansado só de pensar no trabalho que teríamos logo apos do almoço, queria ter um almoço tranquilo para manter meu humor bom.
- Sim, mas parece que minha desaprovação não ficou clara o suficiente.
Sua desaprovação era mais do que clara, eu teria ouvido suas reclamações todos os dias desde que contei tudo a ela, e de como isso não daria certo, como ela sabia de mais e estávamos correndo riscos desnecessários. Eu sabia seu discurso de cor e salteado, e nada mudaria minha mente a essa altura do jogo, meu sentimentos erram irrevogáveis.
- Você não pode ficar feliz por mim?- Perguntei olhando diretamente para ele, ele já abria a caixa de yakisoba e a degustava, eu procurava pelos rolinhos primavera.
Liam me olhou sério e pareceu pensar no que eu disse, terminou de mastigar e apontou um dos palitinhos de sua mão em minha direção.
- Eu estou feliz por você, acredite, apenas não sou cego. Essa garota cheira encrenca.
Ele insistia nessa tecla, o seu sexto sentido que não tinha nenhuma prova real para se apoiar, bem eu já estava irritado a esse ponto.
- Tudo o que você descobriu sobre ela é bem esclarecedor, imagine perder alguma das suas irmãs e ter que viver com isso...
Eu me lembrava da historia e ele também, o jeito que a impressa cercou sua família e postava matérias sensacionalistas para se aproveitar de um momento frágil como aquele. Me lembro de terem roubado ate autopsia de Bella, me lembro de vazem o depoimento de seu pai. Eu entendia cada razão por trás das escolhas de Gigi.
- Não disse que não entendo, só acho que você deveria se focar mais. - Liam parecia arrependido, mas não tinha esperanças de que aquele sentimento o consumisse, era passageiro.
- Eu estou fazendo como combinamos Liam... - Disse já dando uma mordida no meu rolinho primavera que continuava crocante.
- Eu sei, me desculpe. Eu posso ter exagerado um pouco, confesso. E eu fico mais tranquilo por você não trazer ela aqui, e estar conciliando isso com o nosso trabalho.
Ele esqueceria o assunto por agora, e isso já me deixava mais tranquilo, pelo menos poderia almoçar em paz sem começar uma discussão por causa da minha namorada.
- Obrigado.
- Eu quero o melhor para você Zayn, você sabe disso, é evidente o quanto essa garota te faz bem mas eu estou imaginando no como você vai ficar se isso não der certo. Você sabe dos riscos, espero que esteja preparado para lidar com eles.
Não sei se essas eram as verdadeiras razões de Liam, mas contra essas em especifico eu não poderia argumentar. Muita coisa podia dar errado entro nós, e eu nem estava pensando em Louis ainda, apenas considerando seu histórico familiar, e o jeito que eu estava totalmente rendido a ela, já me deixava sem argumentos. Louis não era uma soma a conta, ele era um expoente.
- Eu estou ciente e quero continuar - dei um gole na minha coca, mas não olhei para ele que continuava comendo do outro lado da mesa.
- Então não há mais nada que eu possa fazer, vamos terminar de almoçar e ir trabalhar, o dia será longo.
Concordei em silencio, e então reparei que Liam ouvia musica enquanto eu não havia chegado e que a musica continuava a tocar. Tentei não pensar em nada e me concentrar na melodia, era uma ótima musica por sinal.
Nós fomos ao nosso deposito logo em seguida, tinha muita mercadoria para ser separada, muitas ligações a serem feitas e algumas entregas. Graças a minha nova "divida" nós dobramos o trabalho, era muita coisa para apenas duas pessoas mas não era tão ruim assim.
- Ta chateado por ter que trabalhar o dobro? - Perguntei enquanto ele digitava algo no computador.
- Não, eu gosto do meu trabalho, não é como se eu tivesse outras coisas para fazer...
Liam era muito focado, com certeza, ele reclamava quando percebia que estávamos acomodados, sempre querendo inovar fazer mais. Não duvido que eles esteja amando essa correria toda, mas acho que ele deveria relaxar.
- Você quer que eu encontre uma garota para você? - Eu estava brincando, é claro, mas se ele quisesse não seria nada difícil.
- Não obrigada, se eu quiser eu posso encontrar eu mesmo.
- Liam você costumava ser menos sério. - Disse depois de rir da sua afirmação, ele pareceu relaxar com a brincadeira, já tinha um sorriso no rosto.
- Eu costumava não ter que dividir você. - Ele faz seu drama habitual, era sempre assim desde que o conheci.
- Você é muito possessivo - Ele deu risada, mas não disse nada já que apesar de uma brincadeira, era verdade.
Nós continuamos o trabalho, um tempo depois ele recebeu uma ligação, Liam seria um ótimo empresario. O imaginei em uma reunião com o Sr. Hadid e como eles falariam sobre o preço do dólar e de como a rainha não deveria ter apoiado a saída da Inglaterra da União Europeia, okay eu estou um pouco chapado.
- A entrega da heroína foi confirmada no Inferno - Ele disse assim que o celular desligou, eu deixei que meus pensamentos derretessem.
- Ótimo, ele já pagou?
- Sim, mas nós teremos que aumentar a equipe Zayn, não tem como a gente fazer negociações o suficientes para ter os 3 milhões, teremos 1 milhão na sexta mas temos que pagar o fabricante.
Por um segundo eu desejei ter prestado mais atenção nas aulas de química, talvez agora eu não estaria pagando alguém para fabricar as drogas que eu iria vender, isso aumentaria meu lucro. E então me lembrei de uma garota que conheci enquanto fugia de Louis, ela também fugia mas era de um mafioso cubano, ela seria perfeita.
- Eu sei, mas realmente não gosto de recrutar qualquer pessoa. - Pausa dramática - Você poderia ligar para Lauren.
Liam me olhou e abriu a boca, sem dizer nada pegou o celular.
- Sim, na verdade é uma ótima ideia, farei isso agora.
Ele ligou mas não foi atendido, ela retornaria mais tarde, espero.
- Você já tem um plano B? - Ele perguntou depois de um tempo.
- Sobre?
- Não acho que vamos conseguir o dinheiro, teremos que roubar.
Imaginei que seria sobre isso, imaginei que ele sugeria isso, e eu já tinha minha resposta pronta para quando acontecesse. Aquele assunto me enjoava.
- Eu não gosto de roubar.
- Não precisa ser na cidade.
Aquilo não deixava absolutamente nada melhor, minha mãe não criou um ladão. Já briguei muito com Louis sobre isso, era correto pegar o que era nosso por direito, mas nunca tirar vantagem de ninguém. Eu sou um traficante de caráter.
- A gente vê isso, caso até semana que vem a gente não tenha 2 milhões... Mas não quero chegar a esse ponto.
- Bom, Gigi é podre de rica...
Aquilo me enjoou. Imaginei ela no apartamento, vendo algo na tv e sendo rendida por dois homens, ela dando dinheiro para que não morresse e cheia de medo. Aquilo era ainda mais inaceitável.
- Não vou roubar ela, nem a família dela! - Minha voz saiu como um trovão, mas Liam já estaria esperando por isso porque não pareceu se abalar.
- Mas poderia pedir emprestado.
A sugestão de Liam era ridícula, para dizer o minimo. Dever para a pessoa que você ama parece ser um péssimo jeito de começar um relacionamento. Mesmo que eu pedisse acho que ela diria não, até porque quem é de fato podre de rico é seu pai, não faço ideia de qual seja a situação financeira delas, mas sua geladeira esta sempre cheia e o apartamento no centro mesmo que pequeno é bem mobiliado. Mesmo que ela tivesse eu jamais pediria, nem mesmo se ela me oferecesse.
- Totalmente fora de cogitação Liam. - Cuspi a resposta do jeito mais ríspido que eu pude.
- A gente ta se arriscando muito esses dias, você quer que Louis te mate antes de você conseguir o dinheiro?
Não sei onde ele queria chegar, sinceramente não fiz nada para Louis e apesar do ultimo ataque que Liam sofreu mais nada aconteceu, se Louis fosse agir ele já teria agido porque ele é apressado e não gosta de perder tempo ou dinheiro. Muito me impressiona que ainda estamos vivos, achei que haveria algum confronto assim que chegássemos em Londres.
- Isso não vai acontecer, a gente ta trabalhando fora do território dele de qualquer forma.
- Londres toda é o território dele. - Tecnicamente correto, mas nosso maior cliente era O Inferno e Louis não fornecia nada para eles.
- Não tenho medo dele.
- Eu também não. - A voz dele saiu falha, e eu me lembrei de algo.
- Certo... - Eu dei uma risada nasal - Te desafio a procurar Niall e chamar ele para trabalhar com a gente.
Niall era um ótimo negociador, sempre fazendo as pessoas gostarem dele para ter certeza que o negocio daria certo. Nunca vi Niall falhar, a não ser que ele queira.
- Eu disse que não tenho medo, não que eu sou burro... - Nós rimos juntos, Liam tinha terminado de digitar e vinha me ajudar com a pesagem.
- Sinto falta dele, nós fazíamos um grupo e tanto, Louis era mandão mas quando começava a ficar bêbado era engraçado. - Ele diz depois de um tempo, provavelmente se lembrando das nossas noitadas e de como costumávamos ser inseparáveis.
- Sim... Você se lembra daquele namorado dele? Não lembro o nome, mas sempre que ele estava em alguma festa o Louis se vestia melhor, ficava se exibindo e mandava todo mundo se comportar, mas Niall fazia o contrario apenas para fazer ele ficar furioso... Niall é o melhor.
- Eu queria ver se ele continua tão corajoso assim até hoje. - Sua resposta saiu entre algumas risadas, não sei o que seria de mim sem ele.
Quando fui pegar mais cocaína para a pesagem meu telefone tocou, era um número desconhecido e minha ansiedade me deu um oi ao fazer meu coração quase pular pela minha boca assim que vi. Era meu número privado. Eu atendi e não disse nada, iria esperar que a pessoa dissesse algo antes.
- Zayn? - Ouvi meu nome numa voz já conhecida, senti um alivio incomum.
- Lauren? - Minha voz saiu como um suspiro aliviado de alguém que voltava de água apos de afogar. Liam que já estava tão branco como eu já respirava aliviado também e ansioso pelo resultado da ligação, ela aceitaria?
- Quem mais seria? - Ela pergunta rindo, e eu nem ao menos posso imaginar quem não poderia ter acesso aquele número. - Vocês me ligaram, mas eu não posso mais atender aquele número.
- Ainda fugindo? - Perguntei com sinceridade, não imaginei que depois de um ano ela ainda estaria nessa situação.
- Eu terei que continuar até que ele desista de vir atrás de mim ou eu junte dinheiro suficiente para pagar essa divida maldita. - A divida dela era tão grande quanto o preço da minha liberdade, era difícil para ela se estabelecer em um lugar seguro o suficiente para trabalhar e juntar todo esse dinheiro, alguém poderia ser facilmente um informante e então ela estaria morta. Minha proposta era ótima para ela, ela trabalharia para mim e então não teria que fazer negocio com quem não conhecesse e não teria esse perigo. Era mais do que apenas um simples trabalho, eu poderia lhe oferecer proteção.
- Bom, acho que eu posso ajudar com essa parte do dinheiro.
- Você ta falando sério? Quer dizer, na ultima vez que eu te vi você tava tão fodido quanto eu.
Eu podia ouvir a incredulidade em sua voz, mas ela tinha seus motivos para duvidar, eu não tinha muita perspectiva a um ano atrás.
- Tem muito tempo que eu e Liam saímos de Ibiza. Nós começamos um negócio e pode ser bem lucrativo se estivermos com as pessoas certas, e eu realmente não conheço alguém capaz de fabricar tantas drogas boas no tempo que você faz.
- Você ta me chamando para fazer parte do seu cartel?
- Sim, seria um prazer te ter como aliada. - Liam fazia um sinal positivo, havia gostado das minhas palavras.
- Bom, será um prazer para mim também!
Era um acordo selado, Lauren era nossa aliada agora.
Publicado em : 12/08/2020
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